Solução Da Crise Global: Mudar A Si Mesmo Para Ajustar-se Ao Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não entendo como é que o futuro difere do passado, tornando-nos incapazes de controlá-lo e encontrar uma solução para a crise e o curso correto de desenvolvimento?

Resposta: O homem sempre passou por mudanças (evoluiu egoisticamente), e com base nessas alterações, ele ajustava o ambiente “para servi-lo”. Mas hoje, ele parou de evoluir egoisticamente: o gradual desenvolvimento egoísta do homem terminou. Por isso, ele vai parar de corrigir o mundo a sua volta.

 Deste ponto em diante, o movimento será “inverso”. Atualmente, a natureza, o ambiente circundante, está mudando: ele se apresenta a nós como um sistema integral, global e nos obriga a nos ajustar a ele, para nos conectarmos com o mundo inteiro como sua parte integrante.

Em outras palavras, a fase em que nós entramos não é a da transformação involuntária do egoísmo humano, que ordena ao homem como modificar a natureza “para servi-lo”. Pelo contrário, é o homem que deve mudar para alinhar-se a uma nova situação onde a natureza muda “diante de seus olhos”. Este lê a mudança de paradigma: se antes nós não participávamos de nossas transformações internas e continuávamos alterando o ambiente para adequá-lo ao nosso egoísmo (nós o fazíamos servir às nossas necessidades), hoje é o mundo circundante que está transformando e forçando-nos a mudar para nos ajustar.

Este movimento é inverso: não do homem para o mundo circundante, mas do mundo circundante para o homem. Isto é, o mundo, o ambiente natural, ao se submeter à mudança, irá fazer com que todos e a humanidade inteira mudem adequadamente.

A humanidade terá de se adequar, ou seja, corrigir-se e estar em sintonia com a natureza. Isso nunca ocorreu antes. O homem nunca levou a natureza em consideração, mas a alterou: “Nosso objetivo é pegar tudo o que precisamos da natureza”, isto é, fazê-la servir ao nosso ego.

Agora, a humanidade terá que mudar, ao invés de mudar a natureza circundante. Assim, o homem deve começar a alcançar a natureza, “ver” primeiramente, e depois pensar como estar em harmonia com ela. A Natureza é, de fato, o Criador. Portanto, nós chegamos à necessidade de alcançar toda a natureza, ou seja, o Criador, através da correção de nós mesmos “para nos equivalermos” a Ele.

Este é o ponto sem volta que chamamos de “crise”. E nós não vamos sair dela até que entendamos o que significa este novo paradigma da nossa existência: não devemos mudar o mundo para que ele se adapte a nós, mas sim mudar a nós mesmos para nos ajustarmos ao mundo.

Se continuarmos tentando alterar a natureza para nos servir, nós iremos nos colocar em oposição a ela. No final, a natureza irá “nos subjugar”, impondo-nos terríveis sofrimentos.

Um Comentário

  1. Não consigo ver um sinal verdadeiro de altruísmo na humanidade. Vejo muita vaidade nos agrupamentos humanos ao longo das derrocadas civilizações, de Atlântida até nossa haqueada civilização cibernética.

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