O Divórcio Babilônico

Dr. Michael LaitmanNós não temos a menor idéia sobre a futura ordem mundial, porque nós entramos em um sistema de forças que nunca havia se manifestado em nosso mundo. À medida que a natureza (o Criador) se aproxima de nós, isto se torna cada vez mais claro. Assim, nós temos que começar a revelar o mundo superior, ou seja, o sistema de governo pela força superior, a Luz.

À medida que esta força externa se aproxima de nós, à medida que ela brilha sobre nós, a nossa sociedade e o mundo de forma mais sensível e intensa, nós sentimos nossa oposição a ela. Nós não sentimos a força em si, mas a nossa incapacidade de sossegar mesmo que um pouco.

O mundo se tornou imprevisível. As pessoas estão engajadas em adivinhações e até acreditam em milagres. Como é possível isso acontecer em nossa época esclarecida? Como podemos, de repente, começar a acreditar nisto depois do século XX? Todos os anos, e às vezes algumas vezes por ano, nós temos todos os tipos de datas do fim do mundo e outros eventos apocalípticos.

Além disso, nós nos encontramos sob o abraço forte da natureza que, inesperadamente, gera crises como tsunami, furacão, erupção vulcânica, incêndio, inundação, e assim por diante. Aos poucos, tudo desequilibra, fora do equilíbrio delicado em que estávamos. Isso porque nós estamos atravessando um momento decisivo. Nós já atravessamos este ponto decisivo antes, em uma escala menor, na antiga Babilônia. A humanidade inteira estava concentrada lá, e mesmo assim, ela descobriu que era uma sociedade pequena e fechada.

Hoje, apesar de haver sete bilhões de seres humanos, nós somos uma sociedade fechada. De repente, nós sofremos um “curto-circuito” e nos encontramos dependentes uns dos outros. Por outro lado, nós somos como cônjuges antes de um divórcio. Nós nos odiamos mutuamente, apesar de ainda estarmos em um apartamento. Nós devemos mudar, nós não conseguimos ficar juntos, mas os laços comuns nos mantêm juntos. Este é o “apartamento partilhado” que nos encontramos hoje na Terra.

Antes, isto se tornou evidente em um pequeno território, na Mesopotâmia, há 3.700 anos. Então, pela primeira vez, as pessoas começaram a procurar o que elas poderiam fazer. Por um lado, elas estavam no mesmo lugar e na completa e total interdependência. Por outro lado, odiavam-se e se esforçavam para estar o mais longe possível umas das outras. Duas forças opostas, duas das mais difíceis tendências estavam separando a sociedade. Então, na realidade, dois métodos foram sugeridos.

O primeiro método foi a correção de sua natureza. “Vamos corrigir o egoísmo que separa, distancia, e afasta-nos uns dos outros. Então, nós ganharíamos. Nós nos tornaríamos uma única entidade de apoio mútuo. Nós teríamos um poder enorme, e realmente iríamos erguer uma “torre para o céu “, a torre de amor mútuo, cooperação e união, a força positiva.

Assim, eles se tornariam iguais à natureza, porque tudo na natureza está interligado. Todos os seus níveis – inanimado, vegetal, e animal – agem sempre em harmonia mútua, e apenas o ser humano, com seu egoísmo, se sente acima da natureza, acreditando que pode fazer o que lhe agrada. No entanto, se ele entendesse as leis da natureza e procurasse ter correspondência com ela, ter um relacionamento harmonioso, ele sentiria toda a sua capacidade e poder. Ele entenderia e perceberia a sua finalidade, a sua essência. ”

Isto é o que foi sugerido pelos adeptos da correção humana, mas, infelizmente, a humanidade (cerca de três milhões de pessoas vivendo entre os rios Tigre e Eufrates) escolheram um caminho diferente. Como cônjuges após um casamento fracassado, eles decidiram que seria melhor para eles “sair”, dividir o apartamento compartilhado, e quebrar o contrato. Assim, as pessoas se dispersaram por todo o mundo.

Muitas fontes antigas narraram esta história. Desde aqueles tempos, nós temos o livro sobre a Cabalá chamado O Livro da Criação. Nós o temos em nosso arquivo livre, em língua russa também.

O livro chamado O Grande Comentário surgiu depois. Ele também descreve os eventos que aconteceram na antiga Babilônia e como as pessoas não conseguiram resolver o problema da união. Para fazer isso, elas tiveram que trabalhar no seu egoísmo, e superá-lo por meio de um método especial, que exigiu muito mais esforço interno e moral do que simplesmente separar-se fisicamente uns dos outros e fazer o que todos queriam, cada um em seu próprio canto.

Flávio Josefo descreve onde as pessoas foram, em que lugares. Posteriormente, todas as crenças e religiões foram originadas delas, tudo baseado no egoísmo, tudo o que o egoísmo apoia.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

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