“Por Que Os Braceletes De Cabalá São Usados Para Afastar O ‘Mau Olhado’?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Por Que Os Braceletes De Cabalá São Usados ​​Para Afastar O ‘Mau Olhado’?

A Cabalá autêntica ensina como sentir a qualidade de doação, que não está em nós, na qual o “outro mundo” se manifesta – sentido na qualidade de doação.

Ayin ra, o mau-olhado, é a inveja, a principal qualidade do egoísmo.

Uma ilusão popular sobre a Cabalá hoje em dia é que ela pode afastar o mau olhado com pulseiras. A sabedoria da Cabalá tem uma explicação de como lidar com o mau olhado, o que obviamente não requer pulseiras, mas primeiro exige uma compreensão do que é o mau olhado.

Então, o que é mau olhado de acordo com a Cabalá?

Para entender a definição Cabalística de mau olhado, precisamos entender como a Cabalá define a natureza humana – como um desejo egoísta de desfrutar às custas de outras pessoas e da natureza. Como está escrito no Talmude, o Criador disse: “Eu criei a inclinação ao mal [egoísmo] e criei para ela a Torá como uma especiaria” (Kiddushin 30b).

O mal é o que foi criado, que é o ego, um desejo que prioriza o benefício próprio ao invés de beneficiar os outros. Se vivermos pelo princípio de que quanto melhor estamos individualmente, e quanto melhor nos sentimos em comparação com outras pessoas, e ainda mais, quanto pior elas se sentem, melhor nos sentimos, então é considerado como viver de acordo com os ditames da “inclinação ao mal” egoísta. Toda a nossa natureza humana, que fundamenta todos os nossos desejos, pensamentos e ações, é, portanto, má. Essa é a razão do mundo mergulhar em crises crescentes à medida que nos desenvolvemos, não importa quão boas consideremos nossas intenções e ações.

A Cabalá, portanto, define “mau olhado” como nossas intenções egoístas em relação uns aos outros, onde vemos ou pensamos sobre os outros em termos do que podemos colher deles, e não em termos de como podemos beneficiá-los.

A sabedoria da Cabalá é um método para transformar nossa intenção egoísta inata em sua forma altruísta oposta, ou em outras palavras, de desejar beneficiar apenas a nós mesmos, para querer beneficiar os outros e a natureza. Realizar tal transformação de nossa natureza egoísta em sua forma de doação oposta é chamada de “correção” (Heb. Tikkun).

Estamos atualmente em uma era de transição muito significativa. Por um lado, experimentamos uma série de efeitos negativos do mau olhado, ou seja, da nossa natureza humana egoísta que busca explorar os outros e a natureza tanto quanto possível para benefício próprio. Por outro lado, o sofrimento que acumulamos ao tentar nos satisfazer individualmente às custas dos outros está gradualmente nos levando a um estado de desamparo e desespero. Quando alcançarmos tal estado, ficaremos mais maduros para passar pela transformação fatal de nossa natureza egoísta em seu oposto altruísta.

A sabedoria da Cabalá é um método que pode ajudar a acelerar essa transição, de modo que a experimentemos de maneira mais suave, com mais compreensão, consciência e, finalmente, com alegria.

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