Medindo Nosso Amor

laitman_259.02Não podemos medir diretamente nossa atitude uns com os outros. Só podemos medir o quanto amamos ou odiamos uns aos outros em relação a algum objeto estranho. Digamos que você ama algo e eu odeio ou você ama mais do que eu; até esse amor é relativo. Mas só assim pode ser medido.

A técnica de medida interna, espiritual e precisa da conexão das pessoas entre si baseia-se nisso, porque através dela elas também se conectam com o Criador. Este exame deve ser muito pessoal, porque todos nós temos desejos completamente diferentes. Devemos examinar o quanto podemos discernir essa conexão. Mas você não pode duvidar que se eu amo o que você odeia, não podemos nos conectar.

É assim que podemos examinar nossa atitude uns para com os outros. Existem bilhões de diferentes discernimentos no mundo, e se queremos amar uns aos outros, nossa atitude para com cada um deles deve coincidir. Então, isso é chamado de adesão.

De que outra forma posso verificar você e você pode me verificar? Só é possível com respeito ao padrão que está fora de você e de mim, com o qual podemos nos comparar e determinar se coincidimos ou não. O padrão pelo qual examinamos nossa atitude para com o Criador é o grupo, porque é o lugar onde estamos juntos com Ele.

Se eu me relaciono com o grupo corretamente, descubro que o Criador já está lá em adesão com os amigos. Como está escrito: “Eu habito entre o meu povo”. Ele já está no grupo; o único problema é que não estou lá. Portanto, todo meu trabalho é se unir aos nove amigos e completá-los até dez.

Na medida em que me apego ao grupo, alcanço a adesão com o Criador. Não há outra estrutura de referência. O grupo é a referência, o padrão, o diapasão pelo qual me calibro. Nisso, não há necessidade dos amigos concordarem. Se eu me incluo neles sem quaisquer condições, anulando-me em tudo, descobrirei que eles me aceitam com todo seu coração e alma e o Criador está entre eles. O grupo está no estado de correção final.

O Grupo É Meu Diapasão Espiritual

É impossível medir nossa atitude para com o outro ou nossa atitude para com o Criador diretamente, mas somente através de um padrão externo que não esteja nem nele, nem em nós, mas no meio. Neste padrão que existe entre nós, podemos encontrar o que nos conecta e nos separa.

Este padrão é o grupo. Se eu me apego aos amigos do grupo, na mesma medida me encontro em adesão com o Criador. O grupo me dá a oportunidade de medir parâmetros específicos: “altura” e “peso” do meu amor e ódio através dos quais alcanço a adesão com o Criador.

De acordo com a extensão da minha adesão à dezena, posso determinar a extensão do meu preenchimento com a Luz. Afinal, não tenho como medir a Luz em si, mas apenas indiretamente, através do grupo. Através dos desejos comuns do grupo, começo a sentir a Luz que está preenchendo-o.

Eu só posso sentir prazer em meus desejos, e isso não é suficiente. Eu preciso verificar como, através do preenchimento desses desejos, eu me conecto com quem os preenche e quem eu preencho. Portanto, existe a condição: “E, pelo amor dos amigos, pode-se alcançar o amor do Criador”. Não podemos examinar a Luz em si, mas apenas os desejos preenchidos por ela. Assim como não falamos da eletricidade em si, mas apenas de fenômenos elétricos. É significativo que a eletricidade não passe através do fio, mas em torno dele. Portanto, o grupo é uma medida perfeita da minha adesão com o Criador, como um diapasão pelo qual avaliamos o som da corda em um instrumento musical. É impossível dizer qualquer coisa sobre a corda antes de tocá-la e fazer um som. Somente pelos desejos (Kelim) é possível analisar a Luz.

Um exemplo disso são as notas pelas quais avaliamos uma melodia. As notas indicam quais cordas tocar ou quais teclas pressionar. Esta é a pontuação dos desejos com os quais trabalhamos para ouvir os sons da música dentro de nós mesmos. A nota simboliza não o som em si, mas o instrumento que o faz. Portanto, alcançando os instrumentos de conexão com o grupo, alcançamos a adesão com o Criador.1

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/18, Lição no Tópico: “Um Discurso Para A Conclusão Do Zohar
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