Momentos De Responsabilidade

Dr. Michael LaitmanAs forças do mal não têm livre arbítrio. Parece-nos que algumas pessoas ou nações intencionalmente nos causam sofrimento, tendo cometido crimes na história. Mas tudo isso é uma consequência direta do trabalho do sistema, o qual, além do Criador, tem apenas um elemento capaz de influenciar o sistema: nós, aqueles que têm a oportunidade de trabalho independente, livres ações, pensamentos e intenções.

Portanto, não culpem ninguém. O Criador é bom e faz o bem, e as leis que Ele estabeleceu agem no mundo e não podem ser transgredidas. Acontece que em todo o sistema dos mundos, em todo o universo, apenas só nós temos o poder de mudar alguma coisa na realidade.

Nós estamos no vasto oceano de Luz, razão, sabedoria, e no programa da criação, como numa pequena jangada. E nós podemos influenciar este oceano, de modo que pudéssemos nos sentir confiantes nele, seguros e calmos, mas também podemos causar uma violenta tempestade neste oceano. Tudo depende de nós!

Todas as outras partes da criação, exceto nós, não mudam. A Luz está num estado de repouso absoluto, e o vaso, o desejo, é totalmente dependente da Luz. E só nós, no meio entre eles, temos liberdade de escolha. Portanto, além de nós, ninguém pode mudar nada, porque eles obedecem plenamente ao governo superior. É o sistema pelo qual o Criador nos influencia, a fim de retificar os nossos caminhos e nos aproximar Dele.

Diz-se que “o Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador”. Cada sacrifício (Kurban) se aproxima (Karov) Dele, e isso só depende de como usamos o nosso próprio livre arbítrio.

Portanto, não podemos esperar e perder tempo; nós somos obrigados a fazer o nosso trabalho, tanto quanto possível. Na realidade, nada vai mudar, a não ser que mudemos por nossos próprios esforços.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Introdução ao Livro do Zohar

Um Comentário

  1. Não é o Criador o único agente? Aquele põe os pensamentos e intenções em nós? Como podemos ter o poder de mudar alguma coisa?
    Nós não somos o desejo de receber, o vaso? Se estamos no meio, entre eles, o que somos nós? Não é a criatura, o ser criado, o próprio desejo de receber?

Comente