Marchando Para A Maníbula Da Serpente

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: E como eles fizeram isso, os poderes da nação se desintegraram: alguns seguiram os reis e os oficiais egoístas, e outros seguiram os profetas. Essa separação continuou até a ruína.

Eles criaram comunidades corruptas e se tornaram uma grande seita chamada “Tzdokim“, que eram os ricos e oficiais, perseguindo desejos egoístas ao invés do caminho da Torá. Eles lutaram o Prushim e trouxeram o governo dos Romanos sobre Israel. Eles são os únicos que não fizeram as pazes com o império, como nossos sábios aconselharam pela Torá, até que a casa fosse arruinada e a glória de Israel exilada.

Um Cabalista não estuda história na universidade. Sua visão engloba todo o sistema, elevando-se acima das limitações do tempo. Para ele, “tempo” é uma seqüência de eventos. Ele vê as causas espirituais da corrupção e sua realização nos ramos deste mundo; ele vê como o processo flui.

De acordo com a nossa percepção, a história é um conjunto de suposições e teorias baseado em diferentes recursos e achados arqueológicos. Os Cabalistas falam sobre a nação de Israel, que foi criada pelos discípulos de Abraão que deixaram a antiga Babel e alcançaram o método Cabalístico, enquanto que um filósofo pode reclamar: “De jeito nenhum, a sabedoria da Cabalá começou na Idade Média”. O que podemos fazer? Todo mundo é limitado pela profundidade de sua perspectiva do mundo.

Nós temos que nos responsabilizar por não conhecer o processo de descida espiritual, longo e doloroso. As pessoas tentaram resistir a isso; havia muitos problemas. Houve guerras, e cada guerra era para manter a intenção altruísta. As pessoas compreendiam o que estava em jogo: ou você está perto do Criador, o que significa que você é um ser humano, ou você é apenas um animal, que existe por um número previamente determinado de anos, assim como o burro que carrega você.

A deterioração foi difícil para todos, incluindo os ricos e os altos oficiais que abandonaram a Cabalá. Eles entenderam o que estava acontecendo, mas não conseguiram superar o seu ego, não conseguiram resistir. A pessoa era atraída para baixo como um coelho que está hipnotizado pelos olhos da cobra, andando direto para sua boca.

Quando há tal descida, você vê como o seu ego age sobre você. Você entende que é fraco e impotente, percebe sua deterioração e não pode fazer nada sobre isso. Só o ambiente pode ajudá-lo, só a Luz que passa por ele.

Assim, o tempo da descida espiritual da nação não foi simples. A questão aqui não é o mal completo que não quis se esforçassem. Foi uma deterioração geral que incluía os Cabalistas, que também desceram, mas ainda mantiveram a intenção de doar.

O objetivo deste processo foi definir para nós exatamente o que significa a intenção altruísta de Lishma e para realmente agarrar-se a ela. A questão toda é que eu estudo para a minha correção, e não por qualquer outra razão. Consequentemente, os “mandamentos” são a correcção do meu desejo de que é feita de 613 partes. A Torá é, basicamente, a Luz que vem e realiza essas correções. Eu só me preparo para elas, e o Criador as completa para mim. Então, por meus desejos corrigidos, eu descubro o Criador, a força única.

A essência da minha atitude em relação ao estudo, a minha intenção correta, é a coisa principal. Disso se tratava a guerra entre as duas partes.

Hoje nós precisamos subir desde o colapso. Toda essa ascensão só é realizada pelo esclarecimento, verificando o que significa Lishma, qual o papel da pessoa, o objetivo de sua vida, o seu significado. Este é o lugar onde se encontra a diferença: eu estudo para saber mais e passar nos exames, ou me esforço constantemente para atrair a Luz que Reforma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/08/12, “Exílio e Redenção”

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