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A Essência E A Raiz Da Unidade, Parte 4

laitman_567.01Por Que Devemos Nos Unir?

Pergunta: “Natureza” e “Criador” em Gematria têm o mesmo significado numérico. Você pode chamar de “natureza”, pode chamar de “Criador”, pode chamar de “leis da natureza” ou “leis ou mandamentos do Criador”. Todos são iguais. Qual é o propósito da natureza?

Resposta: A natureza tem um único objetivo: trazer as criações, que ela criou especialmente como se tivessem sido repelidas, não na mesma coordenação e sistema integral com a natureza, para que, dessa maneira, possam gradualmente determinar, através de seu desenvolvimento, que a união entre si e com a natureza é no melhor estado.

Pergunta: Acontece que existem duas tendências ou duas forças que nos desenvolvem. A primeira força emana e se integra, a segunda recebe e absorve. E assim por diante em todos os níveis.

No nível inanimado, os átomos se unem em moléculas, e essas moléculas se combinam em organismos mais complexos. A mesma integração ocorre no nível humano, onde pessoas de pequenas formações tribais se integram em megacidades.

Por outro lado, vemos que há um crescimento constante do egoísmo. Isto é, a matéria constantemente se torna cada vez mais complexa, diversificada, dividida e aprimorada. Por que é importante entender essas duas tendências? Por que devemos nos unir?

Resposta: Devemos nos unir porque precisamos nos tornar como a natureza geral. Ela é integral e global em todas as suas manifestações. Vemos que, embora as galáxias se afastem, as estrelas explodam, os planetas se formem, tudo isso acontece em uma tendência geral.

Primeiro, está tudo interconectado. Portanto, se em algum lugar do universo algo acontece mesmo com a menor partícula, quase todo o universo sente isso. Afinal, tudo vem de uma raiz e sob a influência de uma força chamada “Big Bang”.

Não importa o que aconteça, tudo tem sua raiz emanada do Big Bang. Tudo se espalha do Big Bang para fora. Assim, todas as partes da matéria que são conhecidas e desconhecidas para nós, em todos os níveis, todos os eventos, todas as leis, estão interconectadas.

Na cosmologia, esse processo que ocorreu após o Big Bang é chamado de processo de grande unificação, quando todos os elementos começaram a conectar, integrar e formar todos os tipos de matéria.

De KabTV, “Análise Sistemática do Desenvolvimento do Povo de Israel”, 24/03/19

A Essência E A Raiz Da Unidade, Parte 3

laitman_767.1Ações Espirituais e Termos Mundanos

Comentário: Muitos Cabalistas e até filósofos da Idade Média escrevem que em todas as fontes primárias não há uma única palavra sobre o nosso mundo, apenas objetos e fenômenos que estão acima do tempo, espaço e movimento. Mesmo naquela época, as pessoas já sabiam dessas coisas.

O grande Cabalista do século XX, Baal HaSulam, escreve em seu Estudo das Dez Sefirot: “Os autores dos livros Cabalísticos usam os termos ‘mundanos’ apenas como símbolos para denotar as raízes espirituais superiores”.

Minha Resposta: As histórias dos Cabalistas podem nos parecer estranhas, mas descrevem apenas eventos e ações espirituais, não o que está acontecendo em nosso mundo, embora usem termos mundanos para descrevê-los. Portanto, a história é percebida como se realmente tivesse acontecido em nosso mundo. Mas o fato é que poderia ocorrer ou não.

Pergunta: Acontece que nem todos os estados espirituais descritos pelos Cabalistas se materializaram onde uma pessoa e toda a humanidade devem passar. É esse o caso?

Resposta: Eles não podem se materializar. As experiências de uma pessoa e da humanidade em seu desenvolvimento espiritual não é tudo o que é exibido em nosso mundo. Uma pessoa experimenta eventos internos especiais e luta consigo mesma, com egoísmo geral e privado, unificação e separação dentro de um grupo. Em geral, tudo isso é trabalho interno. Isso tem um reflexo no nosso mundo? Tal reflexo é muito insignificante como regra.

De KabTV “Análise Sistemática do Desenvolvimento do Povo de Israel”, 24/03/19

A Essência E A Raiz Da Unidade, Parte 2

laitman_258A Cabalá Não Opera Com Números

Comentário: A Cabalá, em regra, fala de algum tipo de condição qualitativa. Por exemplo, os historiadores escrevem que três milhões de pessoas deixaram o Egito, dos quais 600.000 eram homens, e o restante eram mulheres e crianças. Mas a Cabalá não opera com números. Gematria é uma quantidade qualitativa.

É possível que não foram três milhões de pessoas que deixaram o Egito, pois esse número significa uma certa quantidade qualitativa.

Minha Resposta: Existe um certo padrão no qual os estados potenciais das forças espirituais, descritos nas fontes primárias, devem se materializar pelo menos uma vez.

Historiadores e arqueólogos procuram isso através de suas próprias fontes, medem-no segundo seus padrões, pesam em gramas e quilogramas, traduzem-no em quilômetros e, portanto, o fazem de maneira um pouco diferente.

Pergunta: Como devemos usar essas informações? Suponha que eu li que vários milhares de anos atrás houve um êxodo do Egito. Mas não sou historiador e não estou interessado nisso. Como posso usar isso para meu próprio bem?

Resposta: Estamos falando da ascensão acima do nosso egoísmo, que é realizada por um grupo de pessoas que se esforçam por isso. Em nossos dias, assim como naqueles dias, isso é realizado através das mesmas ações, esforços e unificação entre as pessoas chamado garantia mútua.

Não faz diferença se você existia há 3.000 anos e, portanto, se elevou do egoísmo, ou seja, “saiu do Egito”, ou hoje, onde você faz isso em um grupo de pessoas, na dezena, aqui ou no outro extremo do mundo. Afinal, temos muitos grupos que trabalham em diferentes países e falam idiomas diferentes.

De KabTV, “Análise Sistemática do Desenvolvimento do Povo de Israel”, 24/03/19

Unir-se Em Um Nível Mais Interno

laitman_962.5Antes de perguntarmos, a pergunta desce do alto e entra em nossa mente e sentimentos. Só então sentimos e perguntamos. O Criador nos responde através dos livros e professores.

Somos completamente controlados de cima, e tudo o que resta fazer é nos anular. Somente se anulando podemos sentir que fizemos algo sozinhos e não apenas recebemos do Criador. A anulação envolve nossa participação, nosso livre arbítrio. Podemos não saber como ou o que fazer, mas, através da fé acima da razão, escolhemos fazer parte da zona neutra acima da razão. Se não fosse essa parte minúscula, mas mais importante, não existiríamos como criações, mas seríamos semelhantes à natureza inanimada, vegetativa e animal. 1

Neste mundo, recebemos os amigos, a dezena, o professor e o método. Todos juntos, é chamado meu professor, ou seja, aquilo que me liga ao objetivo da criação, ao propósito da minha vida.

O conceito de professor inclui o seguinte:

– Uma pessoa que estudou mais do que eu,
– Um grupo de amigos com quem eu avanço,
– Um método passado pelo professor,
– Os livros que chegaram aos nossos dias através de muitas gerações,
– O Criador ao qual aspiramos através de nossa conexão com os livros e com o professor.

Eu combino tudo isso em um, para que, ao me relacionar com ele da maneira correta e acumular uma certa quantidade de ações, eu alcance um resultado palpável.

Eu devo me anular diante do Criador para avançar. É aqui que o professor me ajuda, direcionando-me não para si mesmo, mas para o Criador, bem como para o grupo que me direciona não para o grupo, mas para o Criador. Assim, “Israel, a Torá e o Criador” me apontam para a força superior. Eu posso me anular diante do Criador me anulando diante do professor e do grupo que me direciona para Ele. 2

O professor é composto de duas partes:

  1. Um homem deste mundo;
  2. O componente espiritual.

Não importa qual imagem humana o professor nos representa neste mundo, pois tudo depende da sociedade em que ele vive e de sua cultura. Cada um de nós é um produto do seu ambiente, não podemos nos tornar diferentes. Precisamos desconsiderar nossa visão e percepção da imagem externa de uma pessoa e apenas dar conta da imagem interna.

Devemos nos tratar da mesma maneira no grupo e em todo o mundo, levando em consideração apenas suas qualidades internas, e não externas. Existem muitas pessoas de várias culturas e nacionalidades entre nós. Durante a lição, na tela, eu continuo vendo Espanha, Peru, Países Bálticos, Odessa, Plovdiv, Moscou, Kiev e Nova York … Uma multidão de cidades em nossas telas e, claro, são pessoas com mentalidades diferentes, vários padrões de vida e perspectivas sobre a vida. Nós devemos apagar tudo isso da nossa percepção.

Eu não olho para essas diferenças e vejo apenas a conexão deles com o Criador. Esta é a parte que estou procurando. Eu tenho que coletar essas conexões com o Criador de todos, como se estivesse colhendo frutos. Quero me unir à conexão deles com o Criador, pois eles já têm essa conexão ou não estariam estudando comigo. Eu tenho que aumentar minha conexão com o Criador por meio da conexão com essa qualidade em todos os amigos.

Para conseguir isso, são necessários dez indivíduos. Se houver nove amigos comigo como o décimo, certamente podemos afetar o Criador. Como se estivéssemos tocando a campainha da porta e Ele abre a porta. Mas com a condição de que somos dez (Minyan), a quantidade mínima que conta. Menos de dez não é levado em consideração. Na espiritualidade, dez é como um. Essa é a diferença entre este mundo e o mundo superior, onde apenas a conexão entre a dezena é sentida.

É aqui que não diferimos um do outro em nenhum lugar do mundo e não faz diferença para mim me unir à Espanha ou a Almaty, Nova York, Kiev, São Petersburgo ou Toronto. O principal é ter dez pessoas. Assim entraremos em contato com o Criador.

No entanto, se não temos dez, precisamos procurá-los, precisamos despertar os amigos que ficaram em casa para ir à reunião ou participar virtualmente. Esta é a única coisa que importa. Criamos uma rede virtual de conexões em todo o mundo entre nós, e eu espero que desenvolvamos um mecanismo que nos una em um nível mais interno. Com a ajuda dessa ferramenta, retornamos à Babilônia, mas já em um estado corrigido. Do lado da nossa natureza, a quebra babilônica reina entre nós, mas acima dela estamos unidos. 3

Da Lição Diária de Cabalá 10/10/19, “Dia em Memória do Baal HaSulam”

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Sinta A Vida Da Unidade

Consistimos em um desejo de receber sombrio que depende inteiramente da satisfação que recebe. É a propriedade mais baixa, desamparada e dependente, que é incapaz de fazer qualquer coisa sozinha; está apenas esperando para ser preenchida. Se somos feitos dessa matéria, devemos entender que nosso avanço, sucesso e saída desse estado só são possíveis por conta de uma força oposta a nós, estranha a nós, a força de doação, amor, conexão e unidade.

Mas como podemos atrair essa força se não temos nenhuma conexão com ela? Se permanecermos em nossa natureza egoísta, estaremos perdidos. Ou nos resignamos e nos submetemos completamente ao controle de nossa natureza ou exigimos que a natureza oposta a nós aja em nós e nos tire desse estado inconsciente, dependente e humilde.

De acordo com a natureza do desejo de receber, só quero satisfazer e silenciar meu desejo; isto é, estou me matando. Aqui, a sabedoria da Cabalá vem em nosso auxílio, explicando de que forma devemos ansiar pela realização, como mudar a nós mesmos, como usar corretamente nosso desejo – a única coisa que temos.

A natureza inanimada, as plantas e os animais obedecem instintivamente a seus desejos, mas uma pessoa tem a oportunidade de criar um sistema para analisar, compreender, mudar e comparar os estados desejados e reais. Através do ambiente, eu posso receber forças opostas ao meu desejo de receber. Assim, poderei alcançar o equilíbrio comparando os dois sistemas opostos.

Portanto, a correção de uma pessoa só é possível com a ajuda da oração. Eu me conecto com a força oposta a mim e peço que me dê a força de doação. Agora, existem duas forças em mim, como duas linhas que me ajudarão a construir a linha do meio a partir delas e a elevar-se cada vez mais acima da minha natureza, isto é, adquirir uma fé cada vez mais forte acima da razão.

Devemos concentrar todas as nossas habilidades e recursos nesse apelo à força superior. No entanto, como não sentimos e não podemos ser assim, precisamos construir um sistema de desejos egoístas despedaçados que sentirão com todo o seu egoísmo a necessidade de se conectar com os outros, como está escrito: “Vá e ganhe um do outro”. É por isso que construímos uma família, uma sociedade, uma nação, um país e assim por diante.

O desenvolvimento acontece às custas de uma unidade crescente, até que esse sistema comece a se consumir como acontece em nossos dias. O egoísmo não vê mais o benefício na conexão, tendo atingido a marca mais alta possível nela. Então o egoísmo vagueia, sem ver para onde ir mais longe. Esta é a essência da crise do nosso tempo. É evidente entre a geração jovem que ela não sabe para onde ir e com o que se satisfazer. Não há necessidade de conexão com outras pessoas; um smartphone é suficiente.

A partir disso, é óbvio que o antigo método de conexão, que estava nos dando satisfação, não funciona mais. Agora precisamos construir uma nova forma de conexão, não baseada no recebimento de benefícios às custas de outros, o que nos levou a um beco sem saída. Primeiro vem o reconhecimento do mal, isto é, o entendimento de que não é possível corrigir nossa condição da maneira antiga. É necessário restaurar o sistema que existia antes da quebra, ou seja, trazê-lo de volta ao estado corrigido.

Tudo isso é alcançado apenas através de uma oração, um pedido, se entendermos que não há saída e resta apenas uma ação: a conexão que só podemos alcançar solicitando a força da conexão. Reconhecemos o mal de nossa natureza e o bem do oposto a esse sistema perfeito, que não sentimos por causa de nossa destruição. A diferença entre esses dois sistemas é a diferença entre o Criador e os seres criados.

Para pedir a força da correção, nós mesmos devemos começar a construir um sistema pequeno e corrigido, e ficará claro o que precisa ser solicitado. Então, chegamos a um pequeno grupo, a dezena. A partir daí, já vemos o que nos falta para nos conectarmos como um. Não nos anulamos; pelo contrário, nos complementamos.

É assim que a dezena inteira funciona e, quando terminamos de montar esse quebra-cabeça, sentimos nele a força interior e a vida de unidade, que é o Criador. Portanto, eu preciso me levar ao sentimento da dezena, ao desejo que pode ser revelado nela, e descobrir quanta força precisamos para nos sentirmos como dez, e não como um, dois ou cinco.

A partir dessa aspiração, sentiremos o anseio pela força superior da conexão chamada Criador, a força de conexão, realização e sustentação. Todas as forças estão acima e todos os pedidos estão abaixo – em nossas mãos. Não receberemos nada até solicitarmos exatamente o que devemos e na quantidade e qualidade corretas. Então, de fato, “Sua semente será poderosa na terra, uma geração de retos, que serão abençoados”. 1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/10/19, Sucot

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“A Unidade É O Nosso Único Escudo Contra O Antissemitismo” (The Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “A União É O Nosso Único Escudo Contra O Antissemitismo

Campus nos EUA e no Reino Unido, antes lugares para o esclarecimento e o progresso ideológico da sociedade, desceram para os epicentros do antissemitismo vicioso e do sentimento anti-israelense, dois lados da mesma moeda. Eles se tornaram focos de agendas políticas fundamentalistas patrocinadas por grupos de interesses especiais. Uma recente visita de um grupo de meus alunos à Universidade de Oxford, na Inglaterra, confirmou essa percepção. Os professores judeus com quem eles conversavam aguardavam ansiosamente a aposentadoria devido à atmosfera hostil e às ameaças contra eles. As condições só piorarão a menos que nós, judeus, tomemos essa situação em nossas próprias mãos e nos unamos.

Como parte de um projeto de pesquisa sobre antissemitismo, alguns dos meus alunos realizaram uma série de entrevistas com acadêmicos e professores do Reino Unido que enfrentaram o antissemitismo na academia. De acordo com seus depoimentos (que serão compilados em um documentário a ser exibido no final deste ano), eles foram vítimas de ameaças e assédio por serem judeus ou por apoiar Israel, um país constantemente sob ataque em faculdades americanas e europeias.

O ódio a judeus revestido como a chamada “crítica legítima” de Israel e suas políticas, destaca o Estado judeu por duras acusações de “apartheid” e “genocídio”. A “Israel Apartheid Week” afirma estar se multiplicando este ano em 200 eventos realizados em 30 países nos cinco continentes. E onde são os locais preferidos dos eventos? De fato, eles são nos próprios campi universitários onde as sementes do antissemitismo estão sendo metodicamente plantadas e colhidas.

Recentemente, um oficial de um grupo minoritário estudantil da Universidade de Bristol, no Reino Unido, cujo papel é combater o preconceito no campus, disse a um estudante judeu que “seja como Israel e deixe de existir”. Esse não é um caso isolado de intolerância contra os judeus. No início do ano, centenas de estudantes votaram contra a criação de uma Sociedade Judaica na Universidade de Essex, depois que um membro do grupo da Universidade Anistia Internacional instou os estudantes a rejeitá-la argumentando que a iniciativa não era “politicamente neutra”. Isso reflete a tendência mostrada em uma pesquisa de 2017 com 485 estudantes judeus na Inglaterra: dois terços dos entrevistados da pesquisa relataram ter sido alvo no campus por causa de sua condição de judeu.

Nos últimos anos, milhões de dólares foram injetados em universidades de todo o mundo para promover as agendas anti-israelenses e anti-judaicas, todas patrocinadas por governos e organizações estrangeiras cujo objetivo é promover sua retórica e suas agendas antissemitas. Embora as faculdades sejam permissivas, sob o disfarce do pluralismo, até mesmo acadêmicos judeus se preparam para apoiar e promover ativamente essas causas, por mais paradoxal que pareça. A título de ilustração, no ano passado, a Associação Americana de Professores Universitários emitiu uma declaração atacando Israel por proibir professores que são membros ativos do movimento BDS contra o Estado judeu.

O Que Pode Ser Feito Com Uma Abordagem Tão Altamente Financiada E Metódica Ao Anti-Semitismo e À Delegação De Israel?

Como expliquei em meu artigo recente: “Se você estivesse doando para combater o antissemitismo, onde você doaria?”, qualquer esforço para enfrentar a praga crescente do ódio aos judeus e a demonização de Israel com campanhas caras será inútil, conforme testemunhado pelo fato de que não deram frutos até agora.

Nós, judeus, somos uma nação concebida para trazer conexão e unidade ao mundo. Quando deixamos de cumprir nossa vocação, nossos antigos sábios nos dizem que as nações sentem instintivamente que não há justificativa para nossa presença aqui na Terra, e o antissemitismo impiedoso se revela e se espalha em todos os campos em que os judeus estão envolvidos. Está escrito em O Livro do Zohar que, quando não cumprimos nossa missão, “Ai! Deles [judeus], ​​pois com essas ações eles provocam a existência da pobreza, ruína e roubo, pilhagem, assassinato e destruição no mundo” (Tikkuney Zohar, 30).

Em outras palavras, nosso único escudo é nossa unidade. Como está escrito: “A principal defesa contra a calamidade é o amor e a unidade. Quando há amor, união e amizade entre eles em Israel, nenhuma calamidade pode vir sobre eles” (Maor Vashemesh).

Antes da ruína do Templo, nossos antepassados ​​desenvolveram um método único de conexão. Eles não suprimiram as características um do outro, nem exploraram um ao outro. Cada um usou suas habilidades individuais para o bem comum, criando assim uma sociedade que tanto apoiava a realização pessoal de todos quanto fortalecia o tecido social que os mantinha unidos.

Para nos unirmos hoje, não precisamos suprimir ou minimizar as nossas diferenças. O que é exigido de nós é simplesmente superar as diferenças que nos separam. Hoje, esse mesmo método simples e eficaz de conexão que nossos antepassados ​​aperfeiçoaram e comprometeram a compartilhar com as nações é imperativo para a sobrevivência de nossa sociedade. O mundo está nos dizendo que é hora de retornar às nossas raízes e reacender nossa responsabilidade mútua, colocando em prática o princípio de “amar o próximo como a si mesmo”. Ao fazer isso, a verdadeira paz e tranquilidade prevalecerão nos campi e em cada caminhada da vida.

Milhares De Horas De Unidade

laitman_938.03Pergunta: Como nós trabalhamos com a grandeza do Criador que recebemos na reunião de amigos para que ela nos mantenha juntos até a próxima reunião?

Resposta: Eu duvido que essa reunião uma vez por semana seja suficiente.

Rabash wrote articles about the order of the gatherings for those who gather at the lesson every day, and discuss the material before and after the lesson. Here and there, they have all sorts of “five minute catch ups”: in the morning classes, in the evening classes, and sometimes in the middle of the day. Today, everyone has mobile phones so everyone can call each other.

Rabash escreveu artigos sobre a ordem das reuniões para aqueles que se reúnem na lição todos os dias e discutem o material antes e depois da lição. Aqui e ali, eles têm todo o tipo de “recuperação de cinco minutos”: nas lições matinais, nas lições noturnas e, às vezes, no meio do dia. Hoje, todos têm telefones celulares para que possam ligar um para o outro.

O verdadeiro encontro da dezena deve ser quase diário. Se as pessoas usam esse tempo corretamente, recebem milhares de horas ao longo de um ano. Com essa quantidade de trabalho coletivo, você pode ter sucesso muito rapidamente. O principal é preencher corretamente esse tempo, usá-lo corretamente e realizá-lo.

De KabTV, “A Última Geração”, 27/06/18

O Mandamento Principal: Unidade

laitman_235 “Guardar os mandamentos” em um grupo Cabalístico é a conexão entre dez ou menos pessoas que decidem entre si que desejam alcançar o Criador. Assim, elas devem se conectar e começar a montar um grupo unido de acordo com as leis da alma, com as leis da doação mútua. É bom que haja dez delas; no entanto, se isso não funcionar, está escrito que o mínimo é duas pessoas.

Se quisermos revelar que o Criador está doando, devemos doar a Ele. Primeiro, precisamos construir um instrumento de doação, depois começamos a criá-lo entre nós. Como está escrito: “E pelo amor aos amigos, a pessoa pode alcançar o amor do Criador”.

Nós examinamos o que significa amar e doar um ao outro. Tudo deve se manifestar na conexão entre nós e não em algum lugar no céu. É necessário verificar se todas as nossas ideias anteriores sobre a conexão entre as pessoas pertencem ao que deveria ser manifestado na alma, isto é, na dezena corrigida. Todo o nosso trabalho consiste em esclarecimentos sobre nossas ações e intenções.

Se todos os dias, em cada lição, esclarecermos o tipo e a natureza da conexão entre nós e estivermos sempre examinando sua força e, mais importante, sua qualidade, começaremos a subir os degraus. Nós mesmos determinamos o quão próximos estamos do Criador, uma vez que Ele não nos permitirá avançar mais do que a nossa preparação permite. Nós mesmos definimos a velocidade do nosso avanço.

Então, começamos a não sentir nossos estados pessoais e individuais, mas o que está acontecendo entre nós, no centro do grupo, em nossas relações. É isso que determina nossa atitude em relação ao Criador e à atitude do Criador em relação a nós. Nossa conexão com a força superior acontece no ponto de nossa conexão. Portanto, estamos constantemente trabalhando neste ponto e queremos apenas identificar, ampliar e viver nele cada vez mais, até que se torne um ponto onde nos fundimos uns com os outros e com o Criador.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 04/01/19, Lição sobre o Tópico “A Forma Correta De Estudar A Sabedoria Da Cabalá”, Parte 1
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Toda A Correção É Na Unidade

laitman_284.05Toda a correção é na unidade. Tudo o que nós e toda a criação precisamos fazer é nos unirmos. Se nos esforçarmos apenas na direção da unidade dentro da qual o Criador será revelado, e o objetivo da nossa vida é o propósito da criação, então estamos nos movendo na direção certa.

O Grupo Mundial Bnei Baruch é apenas uma vanguarda, que será seguida por mais e mais partes da alma comum quebrada se juntando a nós. Assim, o Criador terá a oportunidade de ser revelado dentro das criações com todo o Seu poder.1

Eu tenho que trabalhar no amor pelos meus amigos, independentemente de como meus amigos se comportam comigo. Afinal de contas, eu os percebo como se fossem enviados a mim pelo Criador que organiza todo esse quadro para mim. Sou obrigado a aceitá-lo “como está” e a entender que não vejo meus amigos, mas a mim mesmo na forma invertida, reversa, que me aparece dessa forma.

O comportamento de meus amigos é a manifestação de minhas próprias propriedades, que ainda preciso corrigir. Portanto, não importa o que eu ouço e sinto comunicando com meus amigos, o quanto eles me insultam e me negligenciam, e não apenas eles, mas o mundo inteiro em geral. Eu tenho que me corrigir de tal maneira a perceber cada amigo, meu colega no caminho para a meta da criação, como meu melhor amigo, e cultivar o amor por ele em mim mesmo.

Graças ao amor por meu amigo crescendo dentro de mim, vou ver que ele está sendo corrigido, de repente se tornando melhor, mais agradável, mais desejável, mais suave e gentil, como está escrito que “o amor cobrirá todas as transgressões”. Eu continuarei a ver uma má atitude do seu lado e ao mesmo tempo o envolverei com amor até revelar que tudo isso é organizado pelo Criador.

O Criador endurece meu coração através de tal vestimenta externa para que eu desenvolva minha propriedade de doação acima dele. Afinal, é impossível desenvolver coisas agradáveis. Eu serei naturalmente gentil com alguém que me ama porque é agradável e benéfico para o meu egoísmo.

Se vejo que os amigos me negligenciam e me rejeitam, então tenho a oportunidade de trabalhar nisso. Eu me torno muito sensível e percebo tais sutilezas que não tinha visto antes: alguém se afasta um pouco de mim, não olha para mim de maneira amigável e me ignora. De repente me machuca e desperta resistência e ódio em mim.

No entanto, eu me preparo para me segurar. Então, tento despertar o amor em mim mesmo, cobrindo com isso todas as falhas que vejo em um amigo. Então descubro que não há amigo – estas são as minhas propriedades egoístas que o Criador me mostra. É sobre essa profundidade de egoísmo que tenho a oportunidade de construir uma conexão com o Criador, aderir a Ele e ver que não há amigos, apenas o Criador.

O mais importante é não esquecer que tudo isso é obra do Criador, e minha tarefa é verificar e descobrir que sou incapaz de fazer isso sozinho. A pessoa não pode se corrigir; ela foi criado apenas para pedir ao Criador que o corrija, ela foi criada para a oração. Devemos sempre nos voltar ao superior e exigir Dele.

Nossa tarefa é identificar nossas falhas e pedir sua correção. Portanto, os amigos se tornam um ambiente vital para mim, sem o qual não seria capaz de me voltar ao Criador. Quanto pior, como me parece, meus amigos me tratam, mais eles me ajudam a me voltar ao Criador.

Acontece que eu mesmo estou procurando oportunidades de correção, como um velho que está andando curvado procurando algo que ainda não perdeu. Eu faço um esforço para identificar deficiências que possam ser coletadas e adicionadas à minha oração.2

Um amigo é “comprado” por sua própria anulação. Eu tenho que pagar pela “compra” com algo, isto é, desistir de algo, sacrificar meu egoísmo. Eu não posso destruir meu egoísmo, mas é possível mudar seu uso do egoísmo para a doação com a ajuda da Luz que reforma. Isso é chamado de “comprar um amigo”.3

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 14/10/18, Preparação da Lição para a Convenção Virtual de 2018
1 minuto 1:20
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Em Unidade E Conexão

laitman_232.08Conceitos que são opostos em nossa percepção existem no Mundo do Infinito em união e conexão simples. (Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1 “Histaklut Pnimit”)

Pergunta: O que significa que coisas opostas são unificadas? Você pode dar um exemplo da natureza?

Resposta: Einstein deu exemplos de dimensões emergentes acima do tempo e do espaço. Por exemplo, um avô e seu distante descendente se encontram centenas de anos depois. Ambos existem simultaneamente, mas com relação à nossa realização, ela é experimentada como passado, presente e futuro.

Pergunta: Isso significa que os dinossauros podem estar vagando ao nosso redor e nós simplesmente não os vemos?

Resposta: Os dinossauros não estão vagando em algum lugar; eles estão vagando dentro de você (da mesma forma que antes, a propósito). Não há nada fora de nós. Nós projetamos tudo o que percebemos para que pareça fora de nós e chamemos de “nosso mundo”. Sentimos isso apenas dentro de nós mesmos. Nós não percebemos o que está fora de nós. É como se alguns eletrodos estivessem conectados a nós e imaginamos que estamos em algum lugar conversando uns com os outros e vendo os outros como se estivessem em uma tela.

Surge então a questão: tudo isso parece existir ou realmente existe? Não podemos dizer, porque não sentimos nada fora de nós mesmos. Portanto, uma pessoa não pode reivindicar objetivamente que algo existe – ela sempre percebe subjetivamente.

Tudo o que revelamos e estudamos é puramente subjetivo, incluindo a Cabalá. Nós nunca alcançamos o quadro absoluto. Ele será revelado somente após a correção geral, quando todos nós nos unirmos e nossos pequenos sensores privados (Reshimot) se unirem em um sensor comum, nossos pequenos desejos privados em um desejo comum que resultará em percepção absoluta, Luz branca eterna. Então poderemos conversar sobre o que realmente existe. Esse estado é chamado de Gmar Tikkun: Correção Final.

Isso é tudo em relação a nós; não há problemas em relação ao Criador, já que Suas propriedades incluem tudo. Seremos capazes de alcançar este mesmo estado quando o nosso desejo se tornar totalmente integrado, incluindo todos os opostos em si. Isso é considerado amar o seu próximo como a si mesmo.

Em outras palavras, quando eu aceitar tudo o que existe em outra pessoa – todas as suas propriedades desagradáveis, estados, pensamentos – como meu, como o mais precioso, com amor, eu incluirei os desejos de todas as pessoas no mundo e serei capaz de ser objetivo, visto que todos os opostos dentro de mim serão unidos.

Pergunta: É possível dizer que o amor e o ódio existirão em mim ao mesmo tempo?

Resposta: Claro. Um não aniquilará o outro, porque eles apenas se apoiarão, de modo que entre eles eu possa sentir a acuidade da realização. É assim que funciona.

Da Lição de Cabalá em Russo 08/04/18