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Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 17

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Distância do Criador é a Razão para Todo o Sofrimento

A razão para a nossa distância do Criador e a nossa capacidade de transgredir a Sua vontade não é outra senão a “falta do nosso entendimento na Sua Providência sobre as Suas criações”. Nós não percebemos o Criador! É a fonte de todo o tormento que sofremos e os enganos em que caímos. Claramente, ao remover essa razão, livrar-nos-emos instantaneamente de qualquer pena e dor e garantiremos adesão com Ele.

- Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” Item 42

 A base de todo o mal é o amor próprio chamado “egoísmo”. Ele é oposto ao Criador em forma, o qual não tem qualquer desejo de receber para Si próprio, mas apenas para doar.

- Baal HaSulam, “A Essência da Religião e o Seu Propósito”

Oferecendo ao mundo uma solução

Pergunta: Milhões de pessoas em todo o mundo desejam crescer espiritualmente. Mas e quanto ao resto?

Resposta: Todo mundo sofre, todo mundo sente-se mal. Veja como cresce o descontentamento em torno do mundo. Não é óbvio que estamos à beira de adversidade? Este processo está acelerarando a uma velocidade impressionante. Recentemente recebi uma carta da Espanha, onde as pessoas comuns estão enfrentando sérios problemas. O desemprego está subindo rapidamente aos céus.

É assim que o Criador está empurrando e fazendo com que todos o encarem. Querendo ou não, as pessoas começam a perguntar: “O que fazemos? Como sair das dificuldades? “Primeiro, evitar dificuldades é a chave: Se uma pessoa não tem nada para comer e sem dinheiro para pagar o aluguel, se ele ou ela não tem necessidades, questões espirituais dificilmente lhes interessam. Mas você pode mostrar-lhes a solução.

Leia o que os analistas escrevem, pesquise onde quiser hoje, ninguém tem soluções para os problemas que o mundo está enfrentando. Pelo menos muito já é evidente. Aqueles que ainda estão no poder, bem como os comentadores políticos têm plena consciência de que chegamos a um beco sem saída. Ninguém tem a coragem de levantar a mão e oferecer uma solução própria. É demasiado óbvio como irrealista e impraticável qualquer coisa que eles possam oferecer. E neste tipo de situação, só podemos falar. Precisamos nos apressar para fazê-lo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Material relacionado:
Eu Não Posso Viver Com Ou Sem Eles
Quando A Crise Se Torna Insuportável

A Saída Do Labirinto Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá revelou-se a nós desde tempos imemoriais. Em essência, é a primeira ciência descoberta pela humanidade na forma de ensinamento sobre a estrutura do mundo. Contudo, à semelhança do que é hoje, nas gerações anteriores, a maioria das pessoas não precisavam dela porque o seu ego ainda estava a evoluir. Nós passámos por todas estas reencarnações, desenvolvendo de geração para geração, e a vida parecia boa. Estivemos lutando constantemente para novas concretizações, desejando satisfazer-nos com prazeres maiores.

A sabedoria da Cabalá disse milhares de anos atrás que a sua busca por prazer é apenas uma corrida para a máquina interna a trabalhar dentro de nós, e não nos dá verdadeira satisfação. Tudo é falso; estamos simplesmente a brincar com os nossos desejos, com estes desejos transitórios, que desaparecem instantaneamente. Qual é o ponto em tudo isso?

Ainda assim, as pessoas não quiseram ouvir isso. Apenas alguns se perguntaram sobre o significado da vida: Qual é o propósito da vida, esta corrida entre nascimento e morte? Estas poucas pessoas desenvolveram a sabedoria da Cabalá cada vez mais. Elas descobriram que de facto, este jogo que o nosso ego (a nossa natureza) joga conosco é apenas um jogo mortal; que por acaso caimos numa trituradora que nos tritura, empurrando-nos constantemente para acções indesejadas: quer prazeres que não podemos recusar ou sofrimentos de que tentamos escapar.

Assim, sob a influência destas duas forças, prazer e sofrimento, eu corro constantemente como um pequeno animal. Elas batem-me, eu fujo para evitar os golpes. Elas mostram-me prazer, eu apresso-me para tal. Acabo a minha vida preenchendo os meus dias com esta corrida.

Observando tais desenvolvimentos da humanidade, estas pessoas procuraram uma via fora desta corrida sem sentido, até que descobriram que todo este processo tem um fim. Perceberam que não vivemos numa corrente infindável de vida entre duas forças, bem e mal, na procura eterna por prazeres e fugas de um sofrimento sem fim, tentando melhorar a nossa vida e evitar o mal. Elas descobriram que finalmente chegamos ao fim deste desenvolvimento.

Este fim está a tomar lugar precisamente hoje, depois de um processo longo de evolução humana. Somos a primeira geração que, depois de um número de reencarnações, como resultado do desenvolvimento de todas as gerações passadas, começa a perceber o que lhe acontece.

Começamos a reconhecer que atingimos certa satisfação, e muitas pessoas ficaram desapontadas com essa corrida. Embora não percebam que durante a sua vida inteira elas andam atrás de prazeres e fogem de sofrimentos, elas sentem mesmo frustração e mergulham na depressão. Muitas pessoas começam a perceber que isto é loucura, não vida: chegar a este mundo devido a certa corrida e depois deixá-lo como se entrassem num casino, apostassem e saissem, não tendo feito nada, porque elas foram forçadas a fugir da dor e a ir atrás de prazeres.

Assim, elas chegaram à percepção que isto evidentemente não é assim, porque nada na natureza ocorre sem um propósito. Tudo nela é precisamente determinado pela ordem da causa e efeito, e este processo inteiro é, aparentemente, ditado pela lei de desenvolvimento que deve levar-nos a certo objectivo.

Embora este processo seja muito longo e pareça ilógico, na verdade, uma lógica interna especial está escondida nele: nós devemos reconhecer o mal inerente na nossa natureza, de forma a obter o bem dela. A possibilidade de atingir esta bondade aparece actualmente, se nós aceleramos o reconhecimento do mal.

É por isso que a ciência da Cabalá tem sido revelada de forma que não avancemos como antes, por um caminho longo e aleatório, numa escolha infindável entre bem e mal, encontrando sempre problemas, resolvendo-os e fugindo para algo melhor, mas que depois de muitas pesquisas, tendo ficado frustrados no caminho anterior, desejemos ver o que nos espera e avançamos conscientemente.

Esta sabedoria da Cabalá é divulgada por tais pessoas. O ponto no coração desperta nelas e não lhes dá descanso. Elas chegam ao lugar onde podem ganhar conhecimento sobre como definir o caminho correcto para elas próprias, não andando às voltas, mas directas, de acordo com a lei da natureza, tornando-se como ela e usando-a correctamente.

No fundo, não somos patrocinados nem nos são garantidos milagres; nós apenas conhecemos a lei. Em vez de atingir um objectivo aos ziguezagues, vamos directo, se quisermos seguir esta lei. Este é um caminho mais curto e fácil, mas ao mesmo tempo mais complexo. Afinal de contas, temos de estudar e perceber esta lei em nós mesmos em vez das forças da natureza nos amassarem como massa, moldando-nos em suas formas. Nós próprios temos de participar nisto, talhando em nós mesmos a forma pedida pela natureza. Se tivermos sucesso, damo-nos a mesma forma que devemos adquirir no fim, atingindo o propósito da criação.

Da 1a Lição na Convenção em Roma em 21/05/11

Os Sinais De Trânsito Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o sofrimento aponta diretamente para a área a ser corrigida, ou apenas indiretamente?

Resposta: Nós precisamos discernir exatamente o que está causando a dor, ou seja, o que o Criador espera de nós. Quando um pensamento, um desejo, uma intenção chega até nós e não está conectado ao amor pelos outros, devemos sentir imediatamente a luz vermelha acendendo internamente!

Existem pensamentos, desejos e intenções, onde o sinal de alerta está, num primeiro momento, amarelo, depois laranja, e, finalmente, vermelho, como um verdadeiro sinal de desastre. Depende do caso.

Mas eu deveria ver isso como se desejasse olhar para tudo com amor, e se for menos que isso, eu quero que uma luz vermelha se acenda. Então, eu verei um campo de luzes vermelhas na minha frente. Isto me faz compreender e ter consciência da minha real condição, para que eu possa me conter e queira mudar todas essas luzes para verde. Eu procuro saber como se faz isso, e assim, começo a trabalhar com o Criador.

Ele acende a luz vermelha dentro de mim, e eu a mudo para verde. Enquanto eu estou tentando fazer isso, eu procuro a razão pela qual ela ficou vermelha e como mudá-la. Este é todo o nosso trabalho, o processo que precisamos experimentar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, Shamati # 113

Todos Os Problemas Vêm da Falta de Luz

Pergunta: Qual é a vantagem de estudar o Livro do Zohar se eu descubro que eu estou apenas tentando fugir dos meus problemas terrenos?

Resposta: Uma pessoa que estuda o Zohar não tem nenhum problema terreno além de: unir-se com os amigos, a tal ponto que a Luz superior será revelada dentro da conexão entre eles. Todos os problemas surgem apenas da falta de Luz. Não há nenhuma outra fonte e não há outra solução.

Uma pessoa pode escandalizar-se e tentar corrigir esta situação utilizando todos os meios terrenos possíveis, e ela vai descobrir que parece ter corrigido isso, mas ao invés de corrigir-se, pior do que isso : até mesmo novos problemas surgiram , e tudo ficou muito pior. Por que isso?

É porque ela pensou que poderia superar os problemas anteriores sozinha, mas talvez agora, quando mais problemas desabaram sobre ela, já não acha que vai superá-los sozinha e talvez ela vai virar para a solução correta . E se isso não ajudar, então lhe será enviado maiores problemas até seu copo de sofrimento transbordar ai ela vai ver “a mão de Deus” nisso, como os sábios do Faraó fizeram.

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabalá de 11/05/08, o Zohar.

Muito Sofrimento, Apenas Um Motivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu ensino em uma escola médica e vejo a dor das pessoas ao meu redor. Como posso aliviar esta dor?

Resposta: Todos os tipos de sofrimento vêm apenas do fato de que não estamos em equilíbrio com a força comum da natureza; não estamos em um estado de doação mútua. Cada pessoa recebe golpes de acordo com a raiz de sua alma e do estado geral do seu lugar no sistema comum.

Algumas pessoas não sentem nem os golpes, nem a crise. Isso parece passar por elas. Outras vivem em constante medo.

As pessoas são diferentes: algumas alcançam correções espirituais e elevam suas almas, enquanto outras vivem no momento presente sem pensar no futuro. Cada pessoa vive de acordo com o nível de seu desenvolvimento. É só agora que uma grande massa de pessoas está começando a alcançar a correção.

Existe uma causa para o sofrimento: a disparidade com a força comum da natureza. É por isso que a solução é se tornar como ela. Só existe uma lei: a equivalência de forma.

Da Lição 7, Convenção NÓS! 03/04/11

Coloque-Se No Lugar Do Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando uma pessoa alivia o sofrimento de alguém, ela distância esse indivíduo da espiritualidade?

Resposta: Parece que a pessoa sofrerá menos, mas ela não vai se perguntar qual a razão desse sofrimento. Isso significa que se eu desejar o bem às pessoas, devo forçá-las a sofrer?

Basicamente, o principal mandamento da Torá é “Ama ao próximo como a si mesmo”. Basta se colocar no lugar dessa pessoa. Por exemplo, pense o que você faria se ela fosse seu filho favorito, e você fará a coisa certa.

Da Lição 7, Convenção NÓS! 03/04/11

O Que Faz Um Cabalista Sofrer

Dr. Michael LaitmanUm Cabalista sofre quando vê que o mundo fica para trás no avanço em direção à união, a revelação do Criador, e à vida perfeita. Nós somos capazes de fazê-lo, temos todas as condições para isso, mas ignoramos esta oportunidade e não a realizamos. Dessa forma, causamos vários problemas para nós mesmos e trazemos sofrimento ao Criador.

Um Cabalista é aquele que sofre mais, exatamente porque ele alcançou a revelação do Criador. Afinal de contas, em relação ao mundo, ele é como uma mãe em relação a seus filhos. O mundo inteiro são seus Kelim (vasos), partes de sua alma. Enquanto eles não estiverem corrigidos, o Cabalista sofre por eles mais do que as próprias vítimas.

Cada pessoa sente o seu egoísmo pessoal e sofre porque seu Kli (vaso, o desejo) está vazio. No entanto, um Cabalista inclui todos. Ele quer tratar a todos com amor e satisfazer cada um com bondade absoluta. No entanto, as pessoas não querem isso; elas não concordam nem um pouco em se unir e anular o seu egoísmo, a fim de criar um grande desejo (Kli) que possa ser preenchido com a Luz do Infinito.

Um Cabalista não pode corrigir o mundo; ele só pode sofrer por isso e esperar até que as pessoas expressem alguma disposição mínima de avançar. Certamente, a maior parte do tempo ele sente por seus alunos, já que o sofrimento deles é direcionado para o objetivo. Ele não pode avançá-los artificialmente, uma vez que irá prejudicá-los e impedir seu desenvolvimento. Portanto, ele fala com eles no nível correspondente ao deles.

Nós estudamos as fontes autênticas, e nossa conexão com elas determina o quanto podemos receber delas. É exatamente isso o que eu revelo, e não o que eu entendo no meu desejo. Eu trabalho com a necessidade coletiva que surge a fim de ser revelada a todos.

De Cabalá para Principiantes 13/12/10 , “Quem é o Cabalista”

Sob anestesia

Pergunta: A humanidade não pode se conectar às catástrofes ecológicas para a correção do egoísmo. Como podemos explicar essa conexão com as pessoas?

Resposta: Temos que procurar por maneiras de realizar isso e tentar escrever artigos e formular explicações precisamente em tempos de desastres, a fim de transmitir a essência: Tudo isso está acontecendo porque não estamos corrigidos .

O mundo externo é um molde do nosso estado interior. Portanto, na realidade, estamos a falar de catástrofes interiores que nós percebemos como externas. Todas as nações são partes de uma alma, mas nas nossas sensações são divididas peças que parecem ser exteriores.

É como se eu tivesse dado um tiro de anestesia local e agora eu não me sinto como a minha perna está queimando ou como meu braço está sendo cortado. Agora parece engraçado, mas é isso que está acontecendo.

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Destinado (Amaldiçoado) A Estar Unido

Pergunta: A convenção “NÓS!” pode afetar e melhorar a situação geral do mundo que está passando por um período tão difícil agora?

Resposta: Tempos difíceis ainda não chegaram. Ai de nós se, de fato, tivermos de avançar pelo caminho do sofrimento que o mundo está destinado agora para alcançar a unidade.

Vemos que o mundo está se tornando global, permeado por ligações integrais, e todo mundo está influenciando todo mundo, que é chamado de o “Efeito borboleta”. Nós não temos qualquer liberdade do próximo: Nós somos totalmente interdependentes, todos em todos.

Nós ainda não percebemos até que ponto esta relação é sufocante e como pode impedir o nosso livre arbitrio. É horrível se encontrar nesta situação, nas condições em que todos estão sob o domínio do seu egoísmo, o ódio para com os outros, e os cálculos egoístas.

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