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Cada Nível Espiritual é um Renascimento

Nossa correção ocorre em duas fases: temer e amar. Essas duas etapas se realizam dentro de nós, se a Luz corrige os nossos desejos. Isto significa que temos que aspirar por correções, mas não faze-las por conta própria. Tal abordagem difere drasticamente do que estamos acostumados no mundo. No nosso mundo, cabe a mim a procurar a força e o conhecimento que é necessário para realizar meus planos. Para a espiritualidade, no entanto, eu tenho que procurar pela força e pelo conhecimento no qual eu vou estar pronto para o que a Luz vai realizar dentro de mim.

No caminho espiritual, toda a nossa preparação visa a nossa criação. Em cada novo nível nos preparamos para um renascimento, assim conhecendo as ações do Criador e trabalhamos com Ele, como seu parceiro. Nós nos preparamos para o nascimento e Ele nos gera uma e outra vez. Através deste processo e através de suas ações chegamos a conhecê-Lo melhor.

Claramente, neste caminho não conseguimos alcançar a essência da ação que nos gera. Possivelmente até o final de todas as correcções e depois de atingir um grau perfeito, vamos entender como o Criador opera.

Mas por enquanto o nosso trabalho consiste na preparação. Esta preparação permite-nos melhor sentir e alcançar o Criador e Sua obra, no entanto, a partir deste encontro devemos tirar exatamente o que é necessário para a nossa preparação para o próximo nascimento. É assim que se avança de um nível para o outro e esta é a única coisa que deve preocupar-nos.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabala 26/1/12,”Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

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Noite: Prelúdio Para o Dia

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”: No entanto, quando os problemas e trormentos se acumulam em grande medida, causam uma ocultação dupla, que os livros chamam de “ocultação dentro da ocultação”. Significa que, mesmo o posterior Dele é invisível.

A pessoa é um desejo de receber. Se ela encontra o poder para ascender acima do seu egoísmo, ela se torna equivalente ao Criador e em seguida, de acordo com a extensão da equivalência de forma, o Criador lhe é revelado como o bom e benevolente, como aquele que concede. Isto é porque uma pessoa que se eleva do seu desejo também se torna boa e benevolente. Primeiro Sua Providência lhe é revelada com base na recompensa e punição e mais tarde é revelado a ele como a Providência eterna.

Mas, se uma pessoa não pode manter-se acima do desejo egoísta em equivalência com o Criador, se ela não tem um Masach (tela) forte o suficiente e não consegue lidar com o prazer que aparece diante dela,  isso imediatamente se transforma na escuridão para ela. É assim que uma pessoa sente a ocultação. Não é vazio, e não é falta de conhecimento, mas sim um sentimento de algo que está escondido: Existe alguém lá fora, e eu posso distingui-lo das minhas qualidades corrompidas. Afinal, elas são opostas a Ele, e é por isso que eu sinto que Ele está escondido.

Assim, a ocultação é uma espécie de revelação. É dividida em duas partes: a ocultação e dissimulação dupla e única, mas em qualquer caso, não é o desapego total, como no nosso caso. Aqui tudo depende do Masach, na minha persistência em tentar me manter acima do meu desejo egoísta de resistir aos prazeres da doação, e não se relacionar aos prazeres da doação, mas para o atributo de doação. Tenho que me relacionar com a fonte, com o Criador, não porque eu sou realizado por Ele, mas por causa de sua qualidade.

Mas se há Estados com os quais eu não posso lidar com, eu entro em ocultação e isso me traz grande sofrimento. No entanto, estes são os sofrimentos da alma. Afinal, a ocultação refere-se a percepção espiritual. Isto não se refere ao nosso mundo “inconsciente” com suas necessidades “bestiais”, mas sim sofrimentos espirituais quando eu não posso agradar ao Criador. Aparecem grandes espaços vazios em mim que me causa grande dor e sofrimento, mas sei do que e porque e eu sofro.

Assim, com a ocultação, descobrimos vasos que nos avançam gradualmente para a revelação. Durante este período de preparação em segredo, devemos sempre tentar controlar: “O que me falta e por quê? Porque eu não sou similar ao Criador? Porque eu não tenho sucesso? O que mais devo fazer? O que significa e que truques que devo usar para ter sucesso? “Eu tenho que fazer grandes esforços que são desagradáveis, por um lado, mas agradável, do outro. Tudo depende da força da fé, na Luz de Hassadim, sobre o quanto eu quero me assemelhar com aquele que concede.

Em geral, é importante respeitar a ocultação e vê-la como uma fase vital no nosso desenvolvimento. Nós não vamos chegar a revelação antes de estudar a ocultação em profundidade em todos os sentidos possíveis. A ocultação, a sensação de escuridão, a noite, é o tempo para construir os vasos. Então chega o dia, que há a revelação das Luzes dentro desses vasos.

Afinal, a Luz não vem de fora. É o ocultamento que carrega. Em outras palavras, eu chego a uma correção que a ocultação anterior torna-se a Luz para mim. Primeiro eu sinto a ocultação em meu desejo, porque eu sou subordinado à intenção egoísta. Então eu começo a trabalhar e adquirir Masachim (telas), até eu adquirir o atributo da doação. Então eu paro imediatamente  de sentir a ocultação, a restrição e, em vez disso eu sinto o atributo da doação dentro de mim: eu me torno a pessoa que dá e eu estou cheio de prazer, parecido com o Criador. Esta é a Luz. Se trata de mim, não de algum lugar do lado de fora, mas é revelado dentro de mim e então eu sinto meu atributo corrigido.

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Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabala de 19/1/12, “O Estudo das Dez Sefirot”

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Eu Quero A revelação do Criador?

A pessoa passa por fases de ocultação e revelação em seu caminho espiritual. No entanto, a ocultação não é uma coisa fácil. Quem está realmente escondido? Para onde Ele desapareceu e onde Ele está? Afinal, a ocultação é parte da revelação.

Se eu sentir que alguém está escondido, isso significa que eu o conheço, sei quem ele é e como ele deve ser revelado. Neste caso já temos alguma coisa para falar a respeito da ocultação: afinal, eu já tenho um entendimento, uma realização, um certo sentimento, mas eles são opostos a revelação.

Assim como pode ser atingido? Primeiro, eu tenho que entender que no momento estou separado em um estado de inconsciência. Então provavelmente eu tenho que sentir que algo está escondido de mim. Este já é um passo a frente. Então eu passo de uma ocultação dupla para uma ocultação única, seguida da revelação parcial e completa revelação.

Então, como faço para passar por todas essas fases? Tudo depende de como o Criador é revelado a mim. A questão é: Como posso apressar Sua revelação?

Ele quer ser revelado diante do ser criado, e também nós, no momento, parecemos querer revelá-Lo. Mas então descobrimos que nós realmente não queremos isso, porque para revelar o Criador é necessário revelar o atributo de doação que governa o mundo, e tornar-se aquele que totalmente doa. Isso significa que eu fico restrito, eu me perco e esqueço totalmente sobre mim mesmo. Meu “eu” deixa de existir. Eu não posso nem pensar sobre isso. Então, eu quero a revelação do Criador?

Aqui começamos a entender que não é assim tão simples, ela envolve coisas muito sérias, e elas estão todas escondidas dentro de uma pessoa. De acordo com a nossa natureza, nós odiamos a revelação do Criador. Afinal, está em contraste com os prazeres egoístas que nós queremos. Sua revelação gradual é retratada como algo terrível para mim: É como se eu governsse o mundo inteiro e, de repente, um monstro começa a cortar pedaços dele, uma peça atrás da outra, até que não haja mais nada e ele também me engole. Além do mais, eu tenho que concordar com isso, querer isso, e olhar para ele e implorar para ele diretamente.

Assim, vemos que a cadeia destes eventos não é revelada a nós  Temos que passar por um processo de preparação que não é simples. Primeiro eu gosto de revelações, que podem ser agradáveis ​​ou desagradáveis ​​para o meu egoísmo. Então eu tenho que adquirir uma sensação que está acima de egoísmo, e então eu vejo a imagem oposta, de que eu não estou mais sendo guiado por sentimentos de amargo e doce, mas pelos critérios de verdade e falso.

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Da terceira parte da Lição Diária de Cabala  19/1/12,”O Estudo das Dez Sefirot”

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Um Círculo Feito De Inúmeras Linhas Retas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, O Estudo Das Dez Sefirot, Parte 1, “Quadro de Perguntas e Respostas por Tópicos”, Pergunta 102: O que são as Sefirot de Igulim? Quando não há diferença acima ou abaixo entre as quatro Behinot (fases) no Ratzon (desejo), elas são consideradas como quatro Igulim (esferas, círculos), um dentro do outro, como cascas de cebola.

No princípio, na Luz do Infinito, não havia diferença entre acima e abaixo, devido à autoridade absoluta da força superior que governava o desejo de receber de forma completamente igual. Mas, tendo feito uma restrição e uma tela, e feito a expansão dos mundos desde o Alto até embaixo e o retorno das almas de baixo para cima, o desejo chega ao estado onde ele tem múltiplas qualidades, diferenças e peculiaridades, todas as quais se tornam fechadas num sistema integral. Assim, nenhuma diferença entre elas permanece.

Isso significa que no princípio, no mundo do Infinito no estado 1, o desejo era “circular” (Igulim), como ele é no final, no estado 3. Mas, no começo, o desejo não tinha distinções, uma vez que elas eram invisíveis e tudo parecia o mesmo. 

No fim, na correção final (Gmar Tikkun), também não há diferença. Tendo revelado nesse desejo um número enorme de qualidades, variedades e detalhes, nós unimos todos eles em um sistema integral, onde cada elemento é tão vital como o sistema inteiro. Assim, não há diferença entre eles!

Esse é outro tipo de “círculos” (Igulim) que contém um grande número de linhas “retas” (Yosher). Mas, essas conexões retas alcançam um estado onde elas se fecham num círculo.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, Talmud Eser Serfirot

Cabalistas Sobre a Abordagem Do Estudo da Sabedoria da Cabala, Parte 5

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Importância da Intenção durante estudo.

O Criador, que criou a inclinação para o mal, evidentemente, sabia criar o recurso passível de erradicá-la completamente. E se a pessoa pratica a Torá e não remover a inclinação ao mal de si mesma, ou é porque ela tem sido negligente ao se esforçar necessariamente, como está escrito: “Eu não trabalhei, mas descobri, então não acredite”, ou talvez trabalhou a quantidade necessária, mas foi negligente na qualidade.

Isto significa que ao praticar a Torá, a pessoa não ajustou sua mente e coração para atrair a Luz da Torá, que traz a fé [a propriedade de doação] para o coração. Ao contrário, ela esteve ausente na demanda pela Luz que reforma, embora, inicialmente, estava voltada para isso.

- Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot,”Item 18

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O “Despertar Do Alto” No Sábado

A cada dia existe uma iluminação completamente diferente, que vem em virtude da influência de Zeir Anpin, consistindo de 6 Sefirot, em cima da sétima, Malchut. No curso desses “6 dias” Malchut se corrige e se junta a Zeir Anpin.

Uma vez que todas as 6 Luzes – Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod e Yesod influenciaram Malchut e a corrigiram, elas se uniram. Isso é chamado o sexto dia, Sexta-feira. Nesse dia vem uma iluminação que é composta de todas as Luzes que foram recebidas durante a semana. Isso é chamado Yesod (base), após a qual o Sábado começa.

No Sábado, todas as Luzes prévias brilham juntas como uma grande Luz e não há nada novo de nossa parte, desde o “despertar desde baixo”. Isso é por que não há trabalho, discernimentos, ou correções feitas no Sábado. Isso é o resultado do trabalho feito durante toda a semana, o resultado de todas as clarificações precedentes e correções. [Leia mais →]

A Parede Que Nos Conecta

Talmud Eser Sefirot, Parte 8, item 53: Todos as dez Sefirot têm Zahar e Nukva (partes masculina e feminina) divididas em duas realidades diferentes. ZON, que contém a maior parte da noção da morte porque tinha sete reis que morreram, tem qualidades masculinas e femininas, divididas em diferentes Partzufim. Às vezes parece que eles estão conectados, mas não é assim porque eles estão ligados uns aos outros por trás através de uma parede comum (Ahoraim de Ima). O Zohar diz: “Até que Hesed, veio  divididi-los”, significando Hassadim e Gevurot da união de Aba Ve Ima que descem em ZON, cortando e separando ZA e Nukva uns dos outros. Isso porque eles podem unir-se apenas por tornar-se independente, grande Partzufim.

Primeiro de tudo é necessário revelar as falhas que separam Zeir Anpin e Nukva (Criador e criação). Então, vemos que essa parede entre eles (chamada Kotel) tem que existir e ser sentida!  Sem ela, não vamos descobrir como fazer um cálculo e o que pedir, onde fazer esforços no sentido de revogar esta parede e transformá-la em um lugar de união.

Perfeição só pode ser alcançada fora da sensação de deficiência. Eu tenho que revelar esse muro que nos separa. É por isso que há o costume de vir e orar na Parede do Templo. Oramos para a parede desaparecer, para que sejamos capazes de entrar no Templo, o lugar de santidade, a unificação da Zeir Anpin e Nukva que sobem em Aba Ve Ima e se tornam como um todo. Aba Ve Ima é o “Santo dos Santos” do Templo espiritual superior – o nível de GAR da Luz de Hochma.

Da 3a.  parte da Lição Diária de Cabala de 9/1/11, Talmud Eser Sefirot

O “Papel De Tornassol” Da Espiritualidade

O Zohar está escrito em uma aparentemente linguagem terrena de propósito, diferente do Estudo das Dez Sefirot, A Árvore da Vida, e “Prefácio à Ciência da Cabalá” (Pticha), que estão escritos na linguagem dos Partzufim e Sefirot. Para principiantes, é muito desafiador, mas tão logo a pessoa se submerge no “trabalho do Criador”, isto é, tão logo que ela desejar ver tudo o que O Zohar descreve como transformações dentro da alma, ela verá claramente que essa linguagem é proveitosa para ela e a obriga a manter a visualização das ações e atributos espirituais.

A pessoa pode se examinar: “Eu estou presente na espiritualidade ou não? Eu vejo somente propriedades espirituais mais do que faces e eventos, ou eu ainda “caio” em algum filme corporal o que significa que eu claramente não estou presente na espiritualidade?” [Leia mais →]

Algumas Definições Do Estudo Das Dez Sefirot

O Estudo das Dez Sefirot, Parte 2, Capítulo 1, “Quadro de Perguntas e Respostas para o Significado das Palavras”:

35) O que é Keter? (Parte 2, Capítulo1, Ohr Pnimi, Item 200)
O impacto da Shoresh (raiz) sobre um grau é chamado de Keter (Coroa). Ela vem da palavra Machtir (Coroar), isto é, circundar. Como ela é mais pura do que todo o grau, ela gira em torno e acima de todo o Partzuf.

29) O que é Hochma? (Parte 2, Capítulo 1, Ohr Pnimi, Item 200)
Saber o resultado preciso de cada detalhe em toda a realidade é chamado de Hochma (literalmente, sabedoria ).

7) O que é Bina? (Parte 2, Capítulo 1, Ohr Pnimi , Item 200)
Contemplar o comportamento de causa e efeito, a fim de examinar todas as consequências que resultam de alguma coisa é chamado de Bina.

24) O que é Zeir Anpin? (Parte 2, Histaklut Pnimit [Reflexão Interior], Item 13)
Zeir Anpin significa “Pequena Face”. Ohr Hochma é chamada Ohr Panim, como se diz: “A sabedoria do homem faz brilhar a sua face”. É por isso que o Partzuf geral de Keter em Olam Atzilut é chamado de Arich Anpin, que significa “Grande Face “, pois consiste basicamente de Ohr Hochma.

Portanto, Behina Gimel (a terceira fase), cuja essência é apenas Ohr Hassadim (doação, misericórdia) que se estende de Bina, mas que também tem He’arat Hochma (sabedoria), embora sua essência não seja de Hochma, chama-se “Face Diminuída”. Em outras palavras, ela é chamada de Zeir Anpin porque a Luz de seu Panim (Face) é diminuída e reduzida em comparação com Behina Aleph (primeira fase).

39) O que é Malchut? (Parte 2, Capítulo 1, Ohr Pnimi , Item 200)
A último Behina é chamada de Malchut porque a autoridade que se estende dela é firme e com controle total, como é o temor do Rei.

Onde Está Localizado O “Cérebro” Do Criador?

Dr. Michael LaitmanNós não podemos alcançar GAR, as três primeiras Sefirot de cada grau. Elas não fazem parte do ser criado. As “letras”, seres criados, desejos nos quais desperta o anseio de se tornar semelhante ao Criador, começam somente com ZAT, as sete Sefirot inferiores.

Desta forma, cada Partzuf é dividido em duas partes. Sua parte superior consiste de Keter, Hochma, Bina, e a parte superior de Bina (GAR de Bina), que é parte do Criador, o Superior. A parte inferior de Bina (ZAT de Bina), Zeir Anpin e Malchut de cada grau, pertencem à criatura.

Até o final da correção (Gmar Tikkun), nós trabalhamos somente em ZAT, a parte inferior de cada grau; essa é nossa área. Isto é, nós atuamos onde Malchut ascendeu à Bina e pode descer de novo. Somente nessa região onde Malchut e Bina, misericórdia e julgamento, se misturam, nós podemos existir, aprender e sentir algo, mas não acima dela. Malchut não subiu acima de ZAT de Bina.

Porém, desconhece-se no momento o que acontecerá quando a lei do Tzimtzum Bet (Segunda Restrição) for anulada e nós começarmos a trabalhar sob a lei do Tzimtzum Aleph (Primeira Restrição). Nós aprendemos tudo por meio de nossos desejos (Kelim, vasos).

Assim, não está claro como podemos alcançar algo que não tem desejo de receber: em Keter, Hochma, e GAR de Bina não há Kelim; isso não é uma criatura. De certo modo, é o cérebro do Criador, Seu plano no que se refere a como tornar você humano. É por isso que são partes Dele, e não de você.

Quando eu descubro o Criador, é suficiente para mim subir ao meio de Bina. Assim, eu O conheço, e com toda a força adquirida de Bina, desço de volta à Malchut, alcançando assim o nível de Hochma e Keter.

Primeiro, eu elevo todo o meu ser à Bina e alcanço o grau de “doar para doar”. Depois, de Bina, eu desço de volta e alcanço o grau de “receber para doar”. Eu ainda alcanço Keter, mas a conheço somente “por Suas ações”. Ela está localizada em GAR, não no meu “eu”.

Do mesmo modo que aprendemos algo nesse mundo, nós conhecemos não a essência do fenômeno em si, mas nossa impressão dele, nossa reação a “algo”, uma vez que tudo ocorre somente dentro de nossos próprios Kelim ou sensações.

Da Lição Diária de Cabalá 03/12/10, Talmud Eser Sefirot