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A Sabedoria Não Será Esquecida No Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma(Doação)”, Item 422: Mas eu estou perplexo com os sábios da geração – como eles podem deixar mesmo por um instante de estar diante do Rabi Shimon estudando a Torá, enquanto o Rabi Shimon está no mundo. Mas nesta geração a sabedoria não será esquecida pelo mundo. Ai do mundo quando ele se for, os sábios ficarão escassos, e a sabedoria será esquecida no mundo.

Esta não é uma referência à história. A geração do Rabi Shimon é um nível espiritual elevado ao qual a pessoa pode se conectar e, consequentemente, receber deste grande nível chamado “Rabi Shimon”. “Rabi Shimon” não é o nome de um indivíduo, mas o nome da fonte de Luz de um determinado nível (Arich Anpin do mundo de Atzilut).

Portanto, a pessoa deve tomar cuidado para não perder a aspiração interna e constante de estar conectada ao Zohar - a própria Luz que existe no nível chamado “Rabi Shimon”. Então, conforme a aproximação ou o distanciamento da pessoa desse nível, ela pode avaliar seu avanço ou distanciamento do trabalho espiritual.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar

A Luz De Hochma, A Base Da Vida

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1, “Quadro de Perguntas e Respostas para o Significado das Palavras”: Pergunta 5. O que é Ohr Hochma? Uma Ohr (Luz) que entra no ser emanado na primeira expansão da Luz direta e é o sustento geral e a essência dos seres emanados.

Do lado do Criador, a criação termina nas quatro fases de expansão da Luz Direta, Malchut do mundo do Infinito. Isto é, Ele criou o ponto “a patir da ausência” (Yesh mi Ain), que se desenvolve junto com as quatro fases sob a influência da Luz superior que o rodeia.

A influência do Criador sobre o ponto da criação é chamada de fase zero (Keter), e dentro desse ponto, ocorrem as fases de desenvolvimento um, dois, três e quatro. A quarta e última fase do desenvolvimento do ponto “a partir da ausência” sob a influência da Luz é chamada de Malchut do mundo do Infinito.

É isso que o Criador quis dar ao ser emanado a fim de desenvolver o desejo de desfrutar nesse ponto, para que a percepção, a sensação da Luz, a atitude do Doador para com ele fosse considerada como “Infinita”. Está claro que nós não estamos falando de distâncias físicas aqui, mas definindo as qualidades da essência interna desse ponto. Agora ele percebe e sente o Criador, absorve-O dentro de si mesmo sem qualquer restrição, o que é chamado infinito, imensidão.

Esse ponto da criação aceita completamente, sem quaisquer restrições de sua parte, tudo que o Criador quer dar graças às Suas qualidades de ser bom e fazer o bem. Tudo que acontece depois já é a reação do ser emanado tendo alcançado, com a ajuda do Criador, este desenvolvimento elevado, completo e maravilhoso.

Agora, aceitando tudo que o Criador dá, o ser emanado começa a mudar internamente e do seu próprio lado reage à Luz que o preenche. Em outras palavras, essa é a reação do convidado a todo bem que ele sentiu vindo do Criador e à satisfação dada por Ele. Agora, ele tem que responder a essa satisfação e amor que se revelou nele.

Isso não acaba no estado de Malchut do mundo do Infinito, apesar de que do lado do Criador, o trabalho está completo. Agora, o ser emanado constrói todo tipo de telas e ocultações dentro de si mesmo. Ele rejeita o banquete; ele deseja ocultar o relacionamento do Anfitrião para com ele até que ele atinja a reciprocidade.

Além do mais, tudo isso está acontecendo dentro do convidado, e é como se o Anfitrião nem mesmo soubesse dele. O convidado recusa e aceita, propõe várias condições para aceitar o banquete do Anfitrião. Tudo que acontece abaixo de Malchut do mundo do Infinito é um desenvolvimento interno do ser emanado desejando se tornar como o Criador.

Por isso “a Luz de Hochma é a Luz que entra no ser emanado na primeira expansão da Luz Direta”, isto é, durante a primeira influência direta da Luz Circundante sentida por ele. De fato, tudo que existe na Luz superior, mas na medida de seu desenvolvimento, o ser emanado sente como se a Luz estivesse modificando sua influência nele. A primeira influência da Luz superior sobre o ser emanado, que é “o sustento e a essência do ser emanado”, é chamada de Luz de Hochma (Sabedoria).

Em outras palavras, estou sentado à frente do Anfitrião, e antes de qualquer coisa, eu vejo frente a mim mesmo toda a “comida”, a fonte da vida. Sem ela, eu não posso existir; eu morrerei.

Porém, depois que eu recebo essa nutrição e começo a viver (como foi dito: “se não há farinha, não há Torá”), eu posso fazer cálculos com respeito à minha recepção. Por isso a Luz de Hochma é chamada a base da vida e está presente, aberta ou ocultamente, em todas as ações mútuas entre o Criador e a criatura.

Mesmo quando nós estamos falando do estado onde só existe uma única Luz, Hassadim (Misericórdia), e nenhuma recepção, se diz que isso é “quase” separado da Luz de Hochma. Não está completamente separado da recepção, mas “quase”.

O mesmo ocorre na nossa vida, até certo nível necessário e mínimo, que não seja nem condenado nem elogiado, uma vez que ele seja necessário para apoiar a existência. Esse é o montante para receber as necessidades mínimas da vida definidas pelo próprio ser emanado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/11, Talmud Eser Sefirot

A Velhice É Vestimenta Para A Sabedoria

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa tornar-se um sábio em Cabalá?

Resposta: Um “sábio” é uma pessoa que obteve sabedoria (Hochma). Contudo, a Luz de Hochma permanece em repouso completo, e para que possamos obtê-la, temos de possuir a Luz de Hassadim (Misericórdia), as “vestimentas”. Isto significa que um “sábio” não é honrado pela sua “sabedoria”, mas porque fez para ele uma vestimenta a partir da Luz de Hassadim, em que a “sabedoria”, a Luz de Hochma, foi capaz de se vestir.

Vemos o Criador como o sábio. Um homem sábio é visto como “Talmid Hacham”, “um discípulo de um sábio”, uma vez que está a aprender como obter sabedoria (Hochma) e deixar o Criador vestir-se nele. Nós honramos os Cabalistas pelas telas anti-egoístas e fé que adquiriram, graças às quais a sabedoria do Criador se vestiu neles. Não é o caso onde eles ficam simplesmente mais espertos de forma natural. Dessa forma eles são chamados os “discípulos do sábio”, o Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá  28/04/11, Escritos do Rabash

Interceptando a Iniciativa da Luz

Inicialmente, devemos entender que a criatura é o desejo. Na verdade, o desejo é só uma ferramenta, os meios disponíveis para a criatura; é um sentimento órgão, um elemento sensorial, algo que lhe permite sentir o seu próprio ser e refletir sobre ele: “Por que eu existo? De onde eu vim e por que? O que é a vida? Qual é a minha satisfação, e para onde vou? “Tudo isso se manifesta no desejo.

O Criador, a Luz superior, criou apenas um ponto uniforme,” a existência da ausência”, o que temos que desenvolver, uma vez que, em consonância com o programa do Criador, a criatura tem que ascender à Sua altura. Esse ponto é a criação inteira. É o oposto à Luz, e essa propriedade é suficiente. Assim, ele é chamado um ponto.

Durante seu desenvolvimento, o ponto tem que experimentar vários tipos de oposiçõeso à Luz, emanadas da Luz. A Luz se projeta sobre este ponto e, desta forma cria formas reversíveis.

Assim, foi apenas um ponto que surgiu como “a existência da ausência.” Suas outras propriedades aparecem como “a existência de existência” e tomam as suas origens a partir da Luz. Este ponto está evoluindo nas propriedades que são projetadas pela Luz e em frente a ele. Desde o seu estado oposto, o ponto aprende o grau de semelhança com o Criador, que é capaz ou não capaz de alcançar. Assim, ele revela a Luz.

Este ponto do desejo de receber é submetido a um longo, grandioso e progressivo desenvolvimento multifacetado. Se o Criador é o desejo de dar prazer, a criatura, inevitavelmente, é o desejo de receber prazer.

Para que a criatura tenha a oportunidade de se expressar, tem que definir a forma de seu desejo de receber. Como é feito? É feito pelo desenvolvimento cíclico: Todo o tempo o desejo adquire sua forma, recebe a realização dessa forma, depois parte da realização deixando a forma vazia. Então, a criatura decide como utilizá-la.

Anteriormente, a Luz determinou as condições de prazer para a criatura. Agora, ao contrário, a criatura recebe o prazer em dar prazer ao Doador. Desta forma, a criatura transforma recepção em doação.

Assim, a Luz cria o desejo e sua forma; mas também traz satisfação ao desejo. Mais tarde, a criatura descobre que ela precisa se tornar vazia, ser privada da Luz. A criatura não pode suportá-lo; a vergonha o impede. Então, ela pede a força da Luz para si, a fim de se livrar dele. A Luz, que despertou o sentimento de vergonha na criatura, concorda e dá força para a criatura. Então, a criatura exige mudanças internas e correções da Luz e os avanços com estas demandas.

Mesmo que tudo venha da força superior, a partir da força da Luz, que é primária em relação ao desejo de receber, ao mesmo tempo, é a criatura que começa a decidir o que quer e intercepta a iniciativa e ganha supremacia. É por isso que o período de desenvolvimento começa a partir de um sentimento de vergonha e abaixo, é creditado para a criatura.

Da parte 4 da Lição Diaria da Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Os ABC’s Da Sabedoria

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por milhares de anos, o método da Cabalá tem sido esboçado por pessoas especiais, os Cabalistas. Hoje, disseminamo-lo por entre as massas. Não estamos assim a perder a profundidade desta sabedoria?

Resposta: Sem dúvida estamos. Mas temos de fazê-lo de qualquer forma. Nós somos aqueles através dos quais ela flui para os outros.

Os seus pais, por exemplo (com o devido respeito), foram pessoas comuns, não foram santos sagrados. Eles trouxeram-no a este mundo e deram-lhe uma educação em seu nível. Nós fazemos o mesmo.

Obviamente, ao disseminar a Cabalá por entre as massas, nós “corrompemo-la”. É o que chamamos baixar os npiveis espirituais que descendem do mundo Infinito. Ainda assim, não temos escolha. Consegue uma criança receber toda uma ciência de uma só vez? Não, nós temos de dar-lhe uma versão simplificada, bem ajustada ao seu nível. Independentemente do que tenha de lhe explicar, mostrar, ou alimentar, tudo tem de encaixar no seu estado actual.

O modelo para isso é o texto O Zohar para Todos. Nós pegamos o comentário do Baal HaSulam sobre O Livro do Zohar e removemos dele todos os materiais suplementares que não estavam relacionados com a ideia principal. Verdade seja dita, eles também são necessários. O Baal HaSulam não fez nada ao acaso. Ainda assim, na fase actual, isso nos impede e, mais do que isso, impede a nossa vasta audiência de se aproximar do Zohar.

Quando abri o primeiro livro na minha vida, vi as palavras escritas em letras grandes, “MÃE, CASA, SOL”. Assim, devemos fornecer às pessoas informação que lhes seja fácil digerir. Mais tarde, à medida que aprendem, elas subirão a níveis mais elevados.

A escada espiritual realmente “corrompe” a Luz superior, que fica fortemente reduzida à medida que desce aos níveis inferiores. É esta a sua natureza, visto que, de outra forma, os inferiores não seriam capazes de absorver uma gota que fosse de Luz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/2/2011, Escrituras do Rabash

Kabbalah é a Ciência do Amor

Uma pessoa chega a Cabala após ter despertado a necessidade de aprender sobre a Força Superior escondida, o objetivo e a razão de sua existência, e o significado da sua vida. Como uma pessoa passa por diversas etapas de seu desenvolvimento espiritual, ela chega a um ponto crítico e começa a pensar sobre as maneiras de alcançar o mundo espiritual. Anteriormente, ela costumava pensar que a espiritualidade podia ser atingida com o que ela tem, o que significa os cinco sentidos, da mente e da percepção comum da realidade.

Mas a uma certa altura, ela começa a sentir que o mundo espiritual não pode ser revelado desta maneira e que para fazê-lo, ela precisa mudar a si mesma. Foi quando se lembrou de um famoso ditado: “Eu criei a má inclinação e a Torá para a sua correcção, porque a Luz nela contida retorna um a fonte.”

Cada pessoa encara o mundo espiritual de sua própria forma. A sabedoria da Cabala define a propriedade de amor e doação, onde uma pessoa sai de suas propriedades egoístas e começa a revelar a realidade mais elevada nas propriedades de doação que são opostas à sua. [Leia mais →]

O Mundo Todo é Meu

Hoje, temos que admitir que todos nós: a humanidade, o inanimado, animado, a natureza vegetativa, e o Criador são partes de um único sistema. Quanto mais nós correspondermos com esse sistema, melhor será a nossa condição. Se, no entanto, não estivermos de acordo ou não pudermos nos harmonizar com isso na medida em que correspondermos ao nível do nosso desenvolvimento, vamos sofrer, inclusive, sentir a nossa morte.

Na verdade, nós existimos em um sistema integral que se revela a nós cada vez mais. O sistema por si só é constante, no entanto, uma vez que o nosso egoísmo está em evolução, percebemos suas formas ocultas anteriores. Nós pensamos que é a natureza que muda, enquanto nós é que a mudamos. É como se estivéssemos olhando pela janela do trem: não é a plataforma que está movendo, mas sim o trem que está se movendo.

Até recentemente, temos evoluído em todos os níveis do inanimado, vegetativo e e natureza animada, e não sentimos a nossa oposição a natureza. Estes foram os meus desejos interiores que têm se desenvolvido ( Shoresh, Neshamahe Guf), e tudo estava destinado a satisfazer as minhas necessidades egoístas.
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Torne os Meios Para a Meta e a Meta Para os Meios!

Todo o reino da natureza - inanimado, vegetativo, animado e “falante” se unificam para uma força superior que dá vida e governa tudo. Somos todos partes de um plano. Esta é precisamente a razão pela qual nosso mundo é global, e todas as suas partes estão interligadas. Afinal, tudo é regido por uma força, e nós estamos unidos com ela. Todos os eventos que ocorrem em partes absolutamente isoladas do globo estão ligadas através da força de natureza comum.

Uma conexão direta não existe, portanto, não podemos encontrá-la, pois vemos apenas consequências, as manifestações da conexão integral de todas as partes o universo. A conexão em si é percorrer esta força única superior, a única que nos governa. É por isso que podemos compreender o mundo apenas revelando essa força regente singular.
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Aprendendo A Amar Doação

A ciência que nos leva a receber prazer e realização e nos traz a sensação de conforto, eternindade, e vida completa sem a menor lembrança de qualquer perda ou falta é chamada da sabedoria da Cabala. É uma ciência que ensina como obter conforto na vida, unindo-se ao bem. Afinal, este é o nosso verdadeiro desejo e da natureza.

Não devemos tentar esconder ou decorá-lo, ou enganar a nós mesmos. Pelo contrário, precisamos discernir o que vale a pena estarmos desejando, de acordo com isso, esclarecer qual o nosso maior desejo e o prazer que ele nos pode trazer. Portanto, a sabedoria da Cabala tem sido revelada a nós para que visemos o objetivo correto, o desejo correto, e depois cultivá-lo tanto quanto possível.

No entanto, para perceber o Criador, nós devemos perceber que a sensação de prazer só é possível se eu estiver equivalente a esse prazer, ao Criador. Para receber prazer dele significa compreender e senti-Lo. E isso significa que temos que ser semelhantes a Ele, ou seja, doação, dar. Mas primeiro, tenho que compreender o que isso significa, e então estarermos recebendo seus prazeres. [Leia mais →]

Uma Sabedoria Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós precisamos da mente externa se toda a percepção da realidade ocorre dentro de nós?

Resposta: A verdadeira percepção da realidade é construída externamente, na mente do ambiente, ou seja, no Superior, no Criador, e não na minha mente atual.

Ao avançar na espiritualidade, eu entro neste ambiente como em Malchut do Mundo do Infinito. Este o lugar da minha raiz, de onde a minha alma nasceu e desceu a este mundo corporal em uma longa viagem através de todos os mundos. Neste mundo, eu sou cortado da minha raiz e mantenho apenas uma centelha dela chamada “ponto no coração”. Graças a esse ambiente, que por enquanto é o meu sistema do Mundo Infinito, eu avanço de volta ao estado inicial do Infinito.

Quando o meu ambiente (o grupo) reúne, gradualmente, em sua caminhada toda a humanidade, nós descobrimos que todo mundo chega ao mesmo Mundo do Infinito. É por isso que eu começo a ver com mais clareza que a minha participação no ambiente, que hoje parece tão artificial, indesejável, desnecessária e irreal, é, na verdade, “eu” entrando na minha própria raiz. Eu retorno exatamente a este ponto inicial de onde saí para vir a este mundo.

Então, eu descubro que resido no sistema do Mundo do Infinito preenchido com a Luz da Hochma juntamente com o grupo. Aos poucos eu recebo essa Luz, mesmo enquanto estou no caminho, que é considerada a “Luz da Sabedoria” (“Hochma” significa “sabedoria” em hebraico). Eu uso essa luz, a sabedoria de Hochma, com todos os outros.

Ela é a nossa sabedoria coletiva, um por todos! Esta sabedoria comum, o pensamento Superior (a Luz), é chamada de Criador (Bo-Reh, “venha e veja”).

Da 4ª parte da Lição Diaria de Cabala 19/11/10, “A Liberdade”