Textos com a Tag 'Percepção'

A Percepção Do Cabalista

Laitman_113Pergunta: Todos os Cabalistas têm essa percepção dual de mim e do meu egoísmo?

Resposta: Isso depende com o que o indivíduo se associa: o ponto no coração ou seu egoísmo. Se com um e outro, então ele realmente se sente em um estado dual, dividido em duas partes.

Pergunta: Este é um bom estado?

Resposta: É muito bom! Em qualquer ponto da vida, em qualquer estado, você se apega ao pensamento de que você é formado por duas partes: uma é o desejo de seu egoísmo e a outra é seu desejo como ser humano.

No mínimo, é melhor separar-se de seu egoísmo, olhar para ele à distância e se convencer de quão egoístas todos nós somos. Justaposto com o bem, perceba o que todos podemos ser. No entanto, o egoísmo não irá desaparecer e não estamos sofrendo com ele no mínimo. Nós o tratamos completamente de forma objetiva. Esta é uma ótima qualidade natural que ajuda você a subir mais alto.

Da Lição de Cabalá em Russo, 04/02/18

É Possível Influenciar A Percepção De Uma Pessoa?

Laitman_049_01Pergunta: Quanto mais eu escuto você, mais entendo que a Cabalá é Luz. Por meio do amor ao próximo, as pessoas que estão em um nível espiritual elevado têm influência na percepção emocional de uma pessoa normal quando ela não entende seu estado espiritual, mas só sente algum tipo de entusiasmo espiritual interno?

Resposta: Na verdade, é impossível influenciar a percepção emocional de uma pessoa porque seu estado espiritual não depende do seu desejo, mas da capacidade de se elevar acima de seu ego.

Muitas pessoas querem a espiritualidade, mas não estão prontas para se convencer de que o significado de um desejo de espiritualidade é elevar-se acima de nós mesmos, acima de nosso ego. Elas estão prontas para qualquer coisa exceto isso.

Da Lição de Cabalá em Russo 22/01/17

Percepção De Mundo Dos Homens E Das Mulheres

laitman_543_02Pergunta: Por que homens e mulheres percebem o mundo de maneira tão diferente? Qual é a razão dessa diferença?

Resposta: É meramente psicológica e nada mais. Ambos são egoístas. Não há diferença em sua percepção, exceto talvez em termos fisiológicos e psicológicos, mas isso não tem nada a ver com a espiritualidade.

Da Lição de Cabalá em Russo 27/11/16

No Outro Lado Da Percepção

laitman_928A sabedoria da Cabalá explica que qualquer trabalho espiritual não implica ações físicas.

Tudo deve ocorrer apenas no desejo humano. A Cabalá age com o que realmente foi criado: o desejo. Ele só pode ser controlado pelo Criador e por uma pessoa desde baixo. Não há mais nada.

Parece-nos que tudo que nos rodeia é um mundo material, mas este mundo é ilusório. Ele existe apenas em nossas representações internas. Como o Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Livro do Zohar“, há uma “tela” especial na parte de trás do nosso cérebro que projeta todos os nossos pensamentos e sentimentos, e desenha para nós um suposto tipo de realidade que vemos diante de nós.

Na verdade, não vemos nada. Digamos que diante de nós há, por exemplo, uma mesa, uma parede, um mundo, estrelas e galáxias, mas nada disso existe. Só nos parece dessa maneira.

Esse é um sistema muito complexo de sentidos. A tarefa do Cabalista é ir além dos sentidos terrenos comuns para dar à pessoa a visão correta do mundo, a sensação correta. Portanto, essa sabedoria chamada Cabalá é a ciência da percepção correta da verdadeira realidade: o que ela é e como se manifesta.

O Criador não previu que uma pessoa fizesse qualquer coisa fisicamente porque todo este mundo de sonho que nos rodeia é uma ilusão. Está escrito no Livro do Zohar que, quando entramos na sensação do mundo superior, começamos a entender que tudo já era como um sonho.

No entanto, mesmo que obtenhamos uma visão espiritual, continuaremos entre os dois mundos e sentiremos ambos. No entanto, o montante que alegadamente sentimos através das nossas qualidades terrenas, chamado Olam Ha Medume, é inventado, imposto a nós por um mundo ilusório.

O mundo real que revelamos é o nosso verdadeiro mundo, e há uma conexão entre esses mundos. A pessoa sente toda a ilusão deste mundo e toda a verdade do mundo superior. Tudo o que existe no mundo chamado de outro mundo – isto é, o mundo localizado no outro lado da nossa percepção, de nossa ilusão – influencia o padrão deste mundo, e, assim, nós nos ajustamos gradualmente à revelação do verdadeiro mundo.

Uma pessoa recebe tudo a fim de construir e fazer algo não fisicamente com as mãos e pernas, mas para executar ações em seu desejo, porque o desejo é a verdadeira matéria da criação, além do qual nada foi criado.

Todos os mandamentos físicos, serviços nos templos, e assim por diante, se aplicam apenas ao cumprimento espiritual interior dos nossos desejos e intenções. E pronto! Por isso, é dito, “Eu não quero de vocês palácios, roupas preciosas, imponência, que só levam à violência e luta pelo poder. Eu preciso de vocês somente a pureza do coração, o trabalho em seus próprios desejos”.

Nós devemos entender claramente o que a raiz espiritual e sua consequência significam em nosso mundo, como essa raiz afeta nossa percepção, e como nos obriga a ver certas imagens físicas que supostamente descobrimos através dos nossos cinco sentidos. É “supostamente” porque tudo é como um sonho, e, às vezes, parece ainda mais real do que a verdadeira realidade.

No entanto, tudo isso é uma projeção sobre nós a partir da fonte superior, a raiz superior, que, como um projetista muito astuto, mostra um filme dentro de nós chamado de “vida”. Parece-nos que existimos num corpo onde interagimos, nos movemos, e assim por diante, mas assim que despertamos um pouco, descobrimos que era tudo um sonho, como está escrito em O Livro do Zohar.

Quando entrarmos em contato com a raiz e não com a consequência (ramo), vamos começar a entender por que isso aconteceu dessa maneira, porque nos foi mostrado esse filme chamado vida, por que ele era tão variado e rico em cores, sons e assim por diante, que nos cativava tanto. Na verdade, nós sentimos influência muito pequenas, literalmente microscópicas, estreitas em profundidade e espectro de percepção, mas nós pensamos que é algo incomum.

Tudo o que acontece à nossa volta é projetado pelo pequeno egoísmo de uma pessoa no ponto em que cada um de nós percebe o mundo. Mas uma vez que o ego começa a se expandir, nós sentimos no ego em desenvolvimento a próxima imagem do mundo, mas já corrigido. Afinal de contas, o egoísmo só pode se expandir pela correção! Então, além de um pequeno ponto, começamos a imaginar o mundo superior.

Nós atingimos as raízes de tudo o que acontece conosco e o mundo, vemos como a pessoa pode interagir com esse sistema, acelerar seu desenvolvimento, expandir e demonstrar para nós. Então, torna-se claro: essa é a raiz e essa é a sua consequência. E nós, influenciando a raiz, podemos mudar a consequência.

Em princípio, no momento somos incapazes de mudar o nosso mundo. Isso só será possível quando lançarmos nossa influência sobre a sua raiz. Portanto, enquanto estamos neste mundo, vemos que ele não funciona para nós e que não podemos fazer nada.

No entanto, quando a humanidade chegar a um estado de completo desapego, depressão e impotência, entenderá que não há outra maneira, e que essa é a única possível, não através do nosso egoísmo que nos controla, mas nós o controlando. Então, poderemos nos elevar e começar a revelar o verdadeiro mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

Percebendo O Futuro Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que os animais sentem a natureza como um sistema em que tudo está conectado?

Resposta: Sim, eles sentem isso em seu nível.

Pergunta: E eles podem sentir o futuro, exatamente por esse motivo?

Resposta: Os animais só podem sentir algum tipo de ameaça à sua vida, mas não são capazes de transcender a preocupação de sua existência regular, bestial. Isso é chamado de instinto.

Os animais sentem a conexão com o sistema geral, mas para eles este fornece apenas as informações no nível animal. Os animais sabem o que vai acontecer. Assim, eles são mais cuidadosos do que os homens e seu comportamento é mais lógico.

Os animais não cometem erros! Eles têm todas as informações necessárias para existir, o que é chamado de instinto natural. O homem não tem isso.

Pergunta: Se eu tivesse tal instinto, a minha vida poderia ser melhor? Talvez eu não estaria no vermelho no banco, não teria uma úlcera, e não estaria vivendo em constante tensão.

Resposta: Essa é uma boa pergunta. O que é preferível? Visto que se você tivesse tal instinto, você seria um animal e não um homem. Os animais têm todas as informações para uma boa vida, ou seja, o sentimento de conexão com o objetivo da criação. E o homem não tem tudo isso. Por quê? Porque no nível falante a pessoa não recebe automaticamente a conexão com o objetivo da criação, mas deve adquiri-la por meio do autodesenvolvimento.

Cada pessoa tem esse potencial, mas é preciso avançar gradualmente. Você não pode pegar um transeunte ocasional e começar a convencê-lo de que ele precisa fazer isso. A pessoa precisa estar pronta para isso. Se ela sente que deve saber o futuro, então eu sou capaz de ensiná-la a fazer isso.

Comentário: Eu estou pronto para aprender! Eu realmente preciso saber o futuro, porque isso vai resolver todos os problemas para mim, e me explicar como se comportar com relação aos meus filhos e minha esposa e que profissão escolher.

Resposta: Você vai saber tudo! Se você tem tal pergunta ardente que lhe leva a se desesperar e exigir uma resposta, então este é um sinal de que você pode fazer isso.

No final do curso de educação integral (a sabedoria da conexão), você vai chegar à sensação de que todas as pessoas são partes inseparáveis ​​de um mesmo sistema, sem qualquer diferença entre elas, incluindo você. No início, basta chegar a esse sentimento em relação a um estranho, não em relação a um membro da família.

Pergunta: Isto é, se eu sinto em relação a um estranho como sinto a mim mesmo, baseado nisso vou criar dentro de mim a capacidade de ver o futuro?

Resposta: Sim. Você vai sentir a sensação integral, sair de dentro do seu ego, e sentir a mim, por exemplo. Você deve me sentir como você faz consigo mesmo. Se você é capaz de sentir algo fora de si mesmo como a si mesmo, toda a realidade se abre diante de você. Você abre os sentidos e pode ver tudo a sua volta de uma forma real.

Pergunta: Por que eu não posso aprender o pensamento integral sozinho com a ajuda do meu intelecto, sem a necessidade de outra pessoa?

Resposta: Para quem você sai de si mesmo se não for por outra pessoa? Isso não é filosofia abstrata, mas requer muita prática e ações com cuja ajuda examinamos todos os “prós” e “contras”. Não é simples. Depois de tudo, nós precisamos existir para além do sentimento do nosso “eu”. Essa é a primeira condição do pensamento integral.

Quando eu saio do meu “eu”, eu começo a sentir quem está fora de mim, e, na mesma medida, sinto tudo o resto. Eu abro a extensão dos meus sentimentos, a partir do nível dos meus cinco sentidos até a realidade completa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/02/14

O Interruptor Da Percepção

Laitman_131Pergunta: Na sua opinião, qual é o ponto mais difícil da subida para a revelação do mundo superior para o Cabalista novato?

Resposta: O maior desafio, eu diria, é a revolução na compreensão de mim mesmo e do mundo, que acontece em mim quando eu percebo que toda a diferença entre este mundo e o mundo superior está só na minha percepção, a minha atitude em relação ao mundo.

Quando eu me relaciono com isso naturalmente, com o modo que nasci, egoisticamente, o mundo que eu percebo é chamado de “este mundo”.

E uma vez que todas as pessoas o percebem desta forma, chamamos isso de “nosso mundo”.

Quando eu trato o mundo como se ele e eu fôssemos a mesma coisa, com amor e doação, então o mundo que eu percebo e sinto, neste caso, é chamado de “superior”, “espiritual”, e “futuro” no que diz respeito à minha percepção anterior, prévia.

Assim, o entendimento de que há apenas um “interruptor” da percepção, e ele está dentro de você – “os desejos e pensamentos para mim mesmo” é “este mundo”, e “os desejos e pensamentos para os outros” é “o mundo superior” – eu considero esta compreensão a mais difícil na vida de uma pessoa.

É impensável imaginar isso, e sentir isso de modo que se torne “seu” é tão difícil, leva muitos anos, e em minhas observações, dezenas de anos!

Nós podemos fácil e naturalmente imaginar “outro mundo” como existindo fora do nosso mundo, do universo, ou além dos limites de nossa vida, após a morte. É natural imaginá-lo como a Terra, ou sob a forma de outras criaturas e imagens, mas não como o que aparece na minha percepção como os objetos e as pessoas que me rodeiam, como as minhas partes, como partes de mim.

Não podemos aceitar isso mesmo que tenhamos repetidamente ouvido e lido que a diferença entre os mundos está na nossa atitude em relação ao ambiente: em relação a mim – eu sinto este mundo, e longe de mim – eu sinto o mundo superior.

Nós estamos tão acostumados, enraizados na sensação do mundo circundante como uma realidade firme e imutável, que não podemos imaginar que tudo depende da nossa atitude para com ele.

A Cabalá diz que eu percebo o mundo dentro de mim, e que ele não existe fora de mim. Daí, eu “descubro” que tenho que mudar apenas a mim mesmo. Mudar a mim mesmo não significa mudar meus desejos e qualidades, mas a minha atitude para com o mundo, minha intenção, como usá-la, ou seja, usar a mim mesmo e o meio ambiente em relação a mim mesmo (para mim) ou longe de mim (para o bem dos outros).

Eu levei muito tempo para formar esse interruptor dentro de mim. Mas depois que você o sente como existindo, você trabalha com ele. Mudá-lo de “em relação a mim” para “longe de mim” se torna a única coisa importante na vida. O verdadeiro trabalho espiritual começa aqui: auto-análise e ação de correção.

Hoje, esta revolução na consciência acontece no mundo todo; todos devem sentir essa opção dentro de si, e visto que essa percepção ocorre nas massas, será relativamente fácil para cada pessoa.

A Percepção Da Realidade Dentro De Uma Luz Simples

Dr. Michael LaitmanA Luz superior está em repouso absoluto, e o Criador é bom e benevolente. Isso significa que nós estamos sempre na presença da Luz, o bem absoluto que nunca muda. Nós somos os únicos que mudamos.

É possível orar apenas para minha própria correção. Pedir ao Criador para mudar é absolutamente inútil, porque Ele é bom para todos, sem exceção, e não pode ser de outra forma.

A percepção correta da realidade é o entendimento de que não pode haver mudança na Luz e nem mesmo em nós, mas em mim sozinho. Porque a forma como eu sinto cada um no mundo e todas as mudanças que todo mundo sofre são determinadas apenas pela forma como eu mesmo mudo. Em vez de exigir que os outros mudem, através da cooperação mútua com eles, eu devo evocar uma mudança em mim, e o mundo inteiro será mudado.

As pessoas sábias há muito tempo entenderam com suas experiências que não faz sentido tentar mudar os outros. Ninguém vai mudar e tudo depende de mim. A sabedoria da Cabalá leva a pessoa a uma percepção muito fácil da realidade e explica que cada um deve corrigir somente a si mesmo e não os outros.

Mas, a fim de me convencer a mudar, eu preciso de um ambiente. Influenciando a sociedade, eu me influencio. Eu aparentemente quero melhorar o ambiente, mas, em última análise, o ambiente me influencia e me muda.

Eu jogo com o Criador e com o ambiente, mas isso é para me influenciar. Em última análise, eu me mudo desta forma, tornando-me semelhante ao Criador. Então, eu atinjo a verdadeira percepção da realidade e vou vê-lo como ele é visto a partir da Luz, do Criador.

O Criador nos deu essa oportunidade de mudar a nós mesmos gradualmente, para constantemente produzir mudanças dentro de nós mesmos para se tornar mais semelhantes a Ele, através do ambiente. Se eu percebo o mundo inteiro e todos os amigos como perfeitos e só a mim como precisando de correção, ao me acomodar a eles, eu vou estar no trabalho constante que me aproxima do nível do Criador.

Na verdade, não importa o que acontece no ambiente, quem está certo e quem está errado. Eu percebo tudo isso como um jogo do Criador comigo. Ele é aquele que organiza todo este teatro em torno de mim para me ajudar a me adaptar a Ele. Porque, se não há nenhum outro além Dele e Ele é o bom que faz o bem, qualquer outra imagem que não venha da única força boa testifica à minha corrupção interna que eu devo me corrigir.

Portanto, eu tenho que estar num processo de autoanálise o tempo todo, num diálogo interno com o Criador, examinando o que Ele está me dando para ver, ouvir, saborear, tocar, pensar e pensar. Que lembranças flutuam em mim, que pensamentos giram dentro de mim?

O Criador cria um mundo inteiro em torno de mim para que eu não esqueça, nem por um momento, que tudo isso é feito por Ele, e que estou realizando um diálogo incessante com Ele, que quero descobri-Lo, e entender! É como uma criança a quem é dito algo, mas ela não entende nada, e apenas olha de boca aberta. É assim que devemos tentar entender a cada momento o que o Criador quer nos dizer através de todo esse mundo que Ele nos mostra.

Basicamente, há apenas um pequeno desejo de receber prazer, que sente a si mesmo como se existisse num corpo físico com mãos e os pés, e em torno dele existem outras formas, outros órgãos, todo um mundo. Este imenso mundo está mudando o tempo todo, tudo gira dentro dele. Tudo isso só existe na minha percepção interior, no meu desejo de receber e é retratado dentro da minha imaginação, mas não existe na realidade.

Nós vivemos em um mundo imaginário como esse. Todas as suas imagens são moldadas dentro do nosso ego, de modo que vamos interpretá-las corretamente. Se aceitarmos a intenção de doar sobre o nosso desejo de receber, em vez de todas as formas deste mundo, vamos sentir a Luz Superior que preenche toda a realidade. Nós devemos chegar a tal forma final de percepção.

Todo o trabalho reside em corrigir nossa percepção interna, sermos liberados desta imaginação patológica em que existimos agora, deste mundo imaginário, e chegar à Luz superior simples. Através do trabalho com o ambiente, imaginando-nos como cada vez mais próximos da Luz Superior, ou seja da doação, “Ama ao próximo como a ti mesmo”, nós podemos mudar a nossa percepção, e em vez deste mundo, nós sentimos o Mundo Superior.

Essa percepção distorcida que retrata este mundo físico para nós vai desaparecer e em seu lugar vamos sentir o Criador, e ver que além Dele, não há nada. E nós existimos dentro Dele e tudo está imerso num oceano de Luz branca. Esta será a verdadeira percepção, e não a realidade imaginária em que vivemos hoje.

Da Convenção no Chile 30/07/14, Lição 2

Como Você Desenvolve O Sentido Para Perceber Os Outros?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você desenvolve o sentido para perceber os outros?

Resposta: O sentido para perceber os outros se desenvolve por nossas tentativas e esforços, e nos força a nos curvarmos perante o ambiente certo e anexar o ambiente externo a ele para que eles se conectem, e eu vou servi-los. Por minha atitude boa e benevolente para com eles, eu descubro o Criador de acordo com a lei de equivalência de forma.

Quanto mais eu tentar fazer o bem para o ambiente, mais  vou descobrir o Criador, porque Ele é bom e benevolente para os maus e os bons. Portanto, eu também preciso tentar tratar a todos assim.

Os maus são aqueles que tentam ser bons, mas, no momento, são dominados pelo mal. Ao descobrir a minha atitude em relação a eles de diferentes maneiras, eu descubro o Criador e até que ponto tenho que me ajustar a Ele.

O exame e o esclarecimento só são possíveis no que diz respeito ao ambiente. Não há outro lugar em que eu posso encontrar o Criador, para vê-Lo e para medir de que forma sou diferente Dele. Sua forma é revelada no público em geral ou no grupo, ou seja, no ambiente, no mundo, de modo que o mundo (Olam) é a ocultação (Alam – que tem a mesma raiz em hebraico) do Criador.

Na medida em que eu tento tratar melhor o mundo e, consequentemente, mudar a mim mesmo, eu descubro o Criador lá. Não há outro lugar que eu posso senti-Lo, pois Ele não tem forma. Ao mudar a mim mesmo, vou começar a tratar o mundo de forma diferente, o que significa de uma maneira melhor, e dessa forma eu começo a descobrir que o mundo é a Shechiná onde Ele, o Criador, habita (Shochen).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/05/14

Percepção Quantum Do Mundo

Dr. Michael LaitmanNós temos que prender todo o mundo a nós com todas as suas necessidades e desejos, toda a Malchut do mundo do Infinito. Primeiro, nós atraímos as partes que estão perto de nós, ou seja, aqueles que têm opiniões semelhantes e estão dispostos a se conectar com os outros: “Que cada um ajude o seu próximo”.

Depois, nós mudamos para as partes que estão mais longe de nós, ou seja, aqueles que não compartilham de nossa visão, nem se esforçam em se conectar uns com os outros ou revelar o objetivo da criação.

A disseminação começa com a coleta dos desejos do público em geral. Eles parecem insignificantes, primitivos e terrenos, mas só parecem assim. Na ligação do Partzuf superior com o inferior, este último traz um pequeno desejo. No entanto, o Partzuf superior considera o pedido do inferior como algo muito importante e substancial por causa do enorme amor que o superior sente pelo inferior. Assim, o superior torna-se capaz de realizar um grande trabalho para satisfazer as necessidades do inferior.

É assim que eu anexo o mundo inteiro a mim. É dito que o mundo inteiro é feito para me servir. As pessoas não entendem este fato, nem pensam desta forma. Pelo contrário, elas me rejeitam e até me odeiam. No entanto, isso não importa para mim. Eu aceito seus desejos e sei que não posso tratá-las da maneira que elas me tratam.

Eu não posso sentar e esperar enquanto eles sofrem pelos problemas e guerras, e se tornam mais sábios. Este é um caminho errado e incompatível com o amor ao próximo. Se você pensar dessa maneira, isso significa que você ainda precisa trabalhar em si mesmo. Isso explica por que devemos continuar nossos esforços para nos conectar com os outros, não importa o quê.

Imagine uma família que tenha um filho rebelde, vagabundo, que não ouve seus pais e deliberadamente faz tudo errado. Não importa o que, ele ainda é filho deles e eles têm que cuidar dele, não importa o quê. Este é o padrão que temos que exercer com o mundo que se torna amargurado e perde a esperança, uma vez que não sabe o que vem depois.

É uma revelação da verdadeira natureza das pessoas, aquelas que não se consideram boas, extraordinárias, inteligentes, fortes, mas sentem que são fracas, bobas, sem saber o que exatamente está acontecendo no mundo ao seu redor. O mundo se degrada e desce cada vez mais baixo; nada interessa as pessoas, exceto preenchimentos muito primitivos, como comida ou sexo.

Para onde vai a nossa cultura anterior, programas espaciais, aspirações elevadas, o respeito pelos cientistas, sábios, artistas, e pessoas bem-educadas? Nós costumávamos ter todos eles cerca de 50 anos atrás. Tudo se foi! A humanidade parece um rebanho de animais.

As pessoas são incapazes de satisfazer até mesmo suas necessidades menores, e elas sofrem. Segundo as estatísticas, o atual bem-estar material é dez vezes maior do que era há cem anos, mas, ao mesmo tempo, a depressão, o desespero e um sentimento de privação cresce constantemente. Afinal, essas coisas não estão diretamente relacionadas com a prosperidade material.

Problemas são dados a nós para nos fazer trabalhar com eles. Nós devemos compreender claramente. A nossa percepção do mundo é extremamente “quantum”. Há uma enorme contradição entre o dever que cada um de nós tem: para reconhecer que cada um de nós é o único que tem a liberdade de escolha e os outros não têm. Esta regra deve ser aplicada a todos, sem exceção. Isso leva ao entendimento de que o mundo inteiro depende de cada um de nós e todos nós temos que servir ao objetivo.

Da Preparação para a Lição 28/05/14

Não Permanecer Com O Que Há

Dr. Michael LaitmanA pessoa que estuda e está envolvida com a sabedoria da Cabalá, com o método da correção, deve entender que está aprendendo a sabedoria. Existe uma abordagem completamente nova para compreender esta sabedoria, porque ela é recebida nos novos Kelim, órgãos de percepção, da pessoa.

Nós estamos em algum tipo de realidade que está cheia de infinitas cores, sons e influências que não são limitadas pela distância e o tempo, e que inclui em seu interior bilhões de formas de influência. Nós somos inseridos nessa realidade, mas compreendemos apenas uma pequena parte dela de acordo com os nossos sentidos limitados. Ela está aqui e nós não a sentimos.

Tudo isso vai ser mudado dentro de nossas sensações. Os meios de absorção serão alterados e vamos nos sentir numa nova realidade. Isso só funciona desta forma.

As pessoas pensam que o que elas leem em artigos e o que ouvem nas aulas deve chegar a elas de fora. Nada virá! A mudança deve acontecer dentro de mim e isso só acontece conforme os meus esforços, e assim eu sinto que estou num lugar novo. Eu vou criar para mim e imaginar algum tipo de nova forma de todo o Olam Ein Sof (mundo do Infinito).

Isso significa que eu espero que a mudança aconteça em mim e não fora de mim. Este mundo imaginário é o inanimado, porque nele, as coisas aparentemente mudam à nossa volta. No mundo espiritual, não há nada como este “que nos rodeia”. Lá eu imediatamente sinto que tudo depende de mim, das minhas características e o que acontece nelas.

Isso significa que eu sinto como os meus Kelim são mudados, e de acordo com isso, a compreensão dentro destes Kelim. Eu pesquiso, testo e aprendo tanto isso como aquilo, e disso surge a sabedoria da Cabalá.

Assim, é necessário esperar mudanças internas, e não que algo aconteça fora. Não há nada a esperar de fora, mas apenas dentro da pessoa. Isto é muito importante. Isto é porque nós podemos esperar que o estado mude, seja corrigido, mas se não estivermos preocupados com nossas mudanças internas, vamos ficar com o que há.

A pessoa deve sempre explicar para si mesma que não há outras mudanças além de mudanças internas e que não existe um mundo novo, mas apenas uma nova compreensão dentro de si mesma de acordo com as novas características que ela adquire.

Da 4ª parte da Lição diária de Cabalá 08/04/14, Escritos do Rabash