Textos com a Tag 'MUNDO ESPIRITUAL'

Momentos Comprimidos

Dr. Michael LaitmanO sucesso em alcançar a meta não depende da habilidade especial da pessoa. Nós ainda seremos surpreendidos ao descobrir que nada do que existe atualmente em cada um de nós consegue cruzar para a espiritualidade.

Entra-se no mundo espiritual através de um fino filtro que não permite que você carregue através dele nada do que você possui agora. Tudo permanece dentro do seu desejo egoísta, sua mente corporal; todas as posses do passado desaparecem e nada é preservado.

O sucesso é determinado somente pelo esforço exercido para compensar todas as dificuldades, problemas, e desapontamentos. Se, a despeito de tudo, a pessoa ainda avança e não recua, somente então ela entra no mundo espiritual; e essa é a única coisa que ela tem a permissão de manter. Essa determinação é que dá a ela o direito de entrar. Não há nada mais.

Quando nós deixamos o Egito levando os vasos Egípcios (Kelim) conosco, eles precisam estar completamente vazios: nossos desejos limitados preenchidos com nada. Isto significa que nós jogamos fora todos os bens egoístas acumulados no Egito e não queremos levar conosco nada dele. Nós levamos somente o pão mais básico (Matza) e vasos vazios (desejos) ou será impossível deixar o Egito.

Assim, só há uma sugestão: a despeito de todos os problemas e fardos, desapontamentos e falta de força, continuarmos avançando. Isso só funciona quando a pessoa realmente valoriza seu tempo e tenta preenchê-lo o máximo possível, a fim de simplesmente comprimir cada momento.

É muito importante o quanto ela escreve durante a aula e o quanto ela dissemina durante o dia, isto é, com o que ela está preenchendo seu tempo.

De Conversa Durante a Refeição 24/12/10

Um Bilhete Para O Mundo Espiritual

Pergunta: Será que eu deveria decorar os diagramas do Talmud Eser Sefirot (O Estudo das Dez Sefirot), ou deveria fazer um esforço para experimentá-los dentro de mim, sem qualquer compreensão?

Resposta: Se você verificar o nosso arquivo, você verá os diagramas do Rabash. Se você abrir os textos escritos por outros Cabalistas, até mesmo “O Livro da Criação” (Sefer Yetzirah) ou os manuscritos do  ARI, você também verá diagramas. Se você abrir O Livro do Zohar, não existem quaisquer desenhos nele, mas você encontrará vários gráficos.

A Cabalá é uma ciência. Nós estamos explorando um novo mundo, cheio de forças diversas, e queremos saber a fórmula pela qual estas forças estão mutuamente interligadas em cada estado, em cada lugar. Se nós aprendermos sobre estas combinações de forças, seremos capazes de alcançar o mesmo estado através da obtenção da tela.

Suponha que eu tenho uma tela, a força, ou a energia de desejar pedir pela força; então, eu receberei o conhecimento, a força e o exemplo do Partzuf superior. Eu preciso de todos os três componentes: o conhecimento, a força e o exemplo. Diante de mim (o Partzuf inferior) está o Partzuf  superior. Este Partzuf superior demonstra um exemplo para mim, trazendo a parte inferior do seu Partzuf  até eu (Raglaim, membros inferiores).

Como o artigo do Rabash (“Inclusão dos Atributos de Misericórdia e Julgamento”) descreve, o Partzuf superior me traz a escuridão, mas ele me permite definir claramente o que devo acrescentar, de modo que comece a iluminar como a Luz. É assim que nós trabalhamos.

Nós residimos em um cosmos de forças que agem de acordo com certas leis, e devemos fazer o nosso trabalho com absoluta precisão, sabendo quanto receber de um lado ou de outro, como subir e descer, como estabelecer uma conexão e com quais qualidades. Tudo isso é acompanhado por experiências, impressões, e descobertas extremamente poderosas, mas, ao mesmo tempo, por um conhecimento claro e preciso.

Em nosso mundo, eu posso apreciar e desfrutar música, mas é impossível comparar a minha impressão com a de um músico, que experimenta a música em suas emoções e mente, sentindo-a muito mais profundo do que sou capaz de fazer. Se as pessoas abordam isso corretamente e tentam não depreciar egoisticamente o trabalho dos outros, elas se tornam mais hábeis no assunto. Consequentemente, elas aproximam sua mente de seus sentimentos, e a mente melhora os sentimentos. Mas, em nosso mundo, a mente normalmente excede os sentimentos, porque suas raízes estão no ego, e nós desejamos menosprezar os outros.

No entanto, isso é diferente na espiritualidade. Nós podemos obter impressões enquanto olhamos para os diagramas, mas um diagrama me dá a chance de entender a relação entre as forças espirituais e suas qualidades; ele não reflete o objeto em si.

Se eu olhar para um diagrama onde Abba ve Ima é vestida de Peh até o Chazeh de Arich Anpin, eu não recebo essa impressão. Mas ele me dá a oportunidade de ser impressionado por isso, se eu souber o que significa Arich Anpin, quais são suas qualidades de Peh até o Chazeh (visto que eu as experimento), quais são os atributos de Abba ve Ima, o que eles podem receber de Arich Anpin ao serem vestidos nele, como eles reagem, e assim por diante.

Um diagrama é semelhante a uma fórmula inanimado, uma vez que são apenas letras. Tudo depende do que você traz para estas cartas, que essência. Portanto, temos que saber os esquemas básicos.

O Baal HaSulam escreve que não podemos existir neste mundo sem um conhecimento básico dos processos que ocorrem nele. Da mesma forma, não podemos existir no mundo espiritual sem um conhecimento básico do mesmo.

No mundo físico, nós devemos terminar a escola, a fim de interagir com o mundo e as pessoas corretamente; somente desse jeito podemos entrar no mundo espiritual e navegar dentro dele. Não há outra maneira. Todos devem ter o mínimo de conhecimento básico. Ele dá à pessoa o  empurrão inicial para que ela entre na espiritualidade.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/10, Talmud Eser Sefirot

Prove O Mundo Espiritual Hoje

Dr. Michael LaitmanÉ impossível imaginar como poderíamos viver se nos víssemos como meros animais. Entretanto, a humanidade tem a religião (fé), que ajuda a reduzir um pouco seu egoísmo. Todos estes sistemas de crenças são baseados em uma idéia: a existência da vida após a morte.

Porém, a sabedoria da Cabala pensa o contrário. Ela afirma que existe um estado chamado de “morte”, no qual existimos atualmente, e existe um estado diferente, chamado “vida”.

Se for assim, isso significa que eu existo neste mundo apenas uma vez, e nada resta de mim depois que eu morro? Mas o que pode voltar? O que você tem que pode ser trazido de volta? O corpo morre e perde a força que o obrigou a se mover, como um motor que funcionava antes e parou de repente. Para onde vai esta força? Você acha que ela retornou para algum lugar Acima, ao “seu lugar original”? Não, as moléculas simplesmente pararam de funcionar. Havia alguma coisa espiritual nelas?

Como é que nós temos, de repente, essas fantasias? No entanto, o mundo inteiro vive com essa crença. Pelo menos, existe algum consolo de que também haverá algo depois da morte.

Então, por que os livros Cabalístico afirmam que se não nos corrigirmos durante esta vida, voltaremos novamente a este mundo e continuaremos a reencarnar desta maneira? Isto é realmente assim; nós só precisamos descobrir o que isso significa.

Na Cabalá, fé significa realização. Significa ver e sentir o mundo espiritual, como está escrito: “Prove e veja que o Senhor é bom”. Eu “provo” Ele com todos os meus sentidos, de tal maneira que O sinto em “todas as fibras do meu corpo”. Isso não é fé; é a sensação mais real que possa existir.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/10, “Corpo e Alma”

Nascimento: A Primeira Contração

Dr. Michael LaitmanNa convenção, nós tentamos atravessar a Machsom, a fim de nascer no mundo espiritual, adquirir um novo sentido e sentir o que há fora do desejo por prazer. Esta perceção é chamada externa porque destina-se à doação.

O que nós descobrimos é que isso é muito difícil. A pressão recebida imediatamente nos esfria, “congelando-nos”. Nós não a desejamos mais, pensando que somos incapazes disso. “Qualquer coisa menos isso, qualquer coisa menos a verdadeira união e o Mundo Superior que está dentro dela”.

Como resultado, as nossas expectativas não se concretizaram. O egoísmo (o Faraó) nos empurrou para trás. Isto permitiu-nos sentir um leve ódio por ele, a fim de revelarmos o nosso inimigo, para começarmos a compreender que, sem superá-lo, não nasceremos. O adversário foi identificado e nós o discernimos de forma cada vez mais clara.

Agora, nós devemos realizar várias ações análogas. Elas assumirão uma forma nova a cada vez, porque nada se repete na espiritualidade. Parecerá que as ações são as mesmas, mas elas serão sentidas de forma diferente, e no próximo estado nós não seremos mais capazes de reconhecer o estado anterior.

Nós estamos falando sobre as contrações do parto, chamado de “Tzirim” em hebraico, que é a mesma palavra para “dobradiça da porta”. O ventre da mãe onde nos encontramos, assemelha-se à forma da letra Mem (ם) final. Mem é Bina, que nos encerra entre duas portas. Em hebraico, a palavra “porta” é Delet. Em outras palavras, nós estamos entre duas letras Dalet (ד), que compõem a letra Mem.

Durante as contrações nós empurramos as portas, de modo que elas se abrirão deslizando as dobradiças. É assim que o feto empurra desde dentro para sair para fora. (Tzir é uma dobradiça, Tzirim são as dobradiças da porta, e Rehem é o útero, que vem da palavra Rahamim, a misericórdia, a qualidade de Bina).

O Faraó, o nosso egoísmo, obstrui o nosso nascimento, tendo sido deliberadamente criado pelo Criador a fim de exercer a pressão oposta, até que adquiramos um desejo forte o suficiente, até que nos tornemos dignos de ver e sentir o Criador, a realidade externa, e viver nela. Caso contrário, nos tornamos prematuros e não estamos prontos para o novo mundo. Acontece que o Faraó é uma boa força. Mesmo que ele nos pareça como um inimigo, na realidade, a sua oposição faz um desejo suficientemente forte em nós, a fim de abrirmos as portas do ventre e virmos para fora.

Nós começamos o trabalho que nos tirará do poder do Faraó, e eu estou muito feliz que tenhamos chegado a este estágio. Eu tenho esperado por isso há muito tempo.

Quanto maior a decepção e mais forte a oposição, mais profundo é o desespero depois que as expectativas da pessoa não forem correspondidas, e ela é lançada para trás. Esta é a melhor coisa para a pessoa, porque seu ódio pelo Faraó torna-se maior. Nós passamos por uma das contrações do parto. Mais algumas contrações e nasceremos para a Luz!

Vamos acelerar a velocidade; isso depende do nosso trabalho. Deixe a força com a qual nós estamos nos lançando para a frente, e as forças do Faraó que nos puxam para trás, unirem-se em um salto decisivo em direção ao nascimento!

Da lição sobre o artigo do Rabash 12/11/10

Esteja Preparado Para Fugir

Dr. Michael LaitmanNós estamos fora do mundo espiritual, na mesma escravidão do Egito descrita na Hagadá da Páscoa. Portanto, nós precisamos fazer uma auto-análise e perceber o quanto estamos preparados para a oportunidade de escapar, a qual pode ser apresentado a nós a qualquer momento. Será que nós seremos capazes de fugir?

Por enquanto, os trabalho espiritual nos parece seco e insípido como Matzot (pão ázimo). Além disso, o amor dos amigos tem gosto amargo, e nós não queremos isso. Tudo isso significa que estamos no exílio da espiritualidade. Nós sentimos que o mundo espiritual é muito mais exaltado, mas eu estou exilado, porque sou incapaz de apreciar e compreender o quão bom ele é. Em meus órgãos sensoriais, eu o experimento como ruim, o que significa que estou no escuro.

Não é o Egito em si que é escuro; o Egito, como tal, é um império enorme e rico, fascinante e abundante. A escuridão resultada da minha busca espiritual enquanto eu estou no Egito. Eu me sinto exilado em relação à espiritualidade, e para mim ela é o “pão da aflição”.

Eu só experimento esse estado se desejo sair do Egito, e devo concordar em comer tal pão simples, a fim de preparar-me para fugir. Eu concordarei em fugir se sentir que o Egito ameaça-me com suas pragas, e que não posso suportar tal estado por mais tempo. Eu sinto que realmente desejo unir-me com os outros, mas o Faraó não vai me deixar.

Eu quero avançar ao menos um pouco e a partir dessa escravidão egoísta alcançar algum tipo de doação. Eu sinto que só existe vida na doação, mas por enquanto, eu estou em Lo Lishma (não em Seu Nome), no egoísmo, e gostaria de usá-la para vencer, para escapar do Faraó, que me traz desgraças.

Tal atitude deve ser criada no grupo de modo que possamos começar a clamar com tal trabalho duro, Moshe (Moisés) nos empurrar adiante, e o Faraó mostrar-se com plenitude, deixando-me saber que o uso do egoísmo não nos promete mais nada de bom no futuro. Afinal, o ponto no coração alcançou tal oposição em relação ao egoísmo que não podemos mais suportar isso.

Nós nos conectamos uns aos outros e elevamos a importância da meta espiritual a uma altura tal que não conseguimos permanecer no nosso ego. Nós queremos romper com isso. No futuro, deixe-me comer o pão da aflição; isso não importa. Eu devo estar em doação. Todas as satisfações que o Egito me concede estão no nível animal, mas eu não quero viver apenas para o meu estômago e alimentar a minha parte animal. Eu quero viver uma vida humana para a parte Humana em mim.

Todos esses cálculos levam-me a fugir, mas a fuga em si é um milagre do Alto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

O Construtor De Sua Alma: “Faça Você Mesmo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pensar sobre a união durante a leitura do Zohar , a fim de ter todo o grupo atravessando o “Mar Vermelho” e entrando no mundo espiritual?

Resposta: O Zohar revela o que acontece a partir da perspectiva dos vasos espirituais (desejos), ou seja, dos diferentes tipos de conexão. Ele não descreve a imagem a partir da perspectiva da Luz. Existem livros Cabalísticos que contêm descrições da perspectiva da Luz: de que modo diferentes Luzes chegam e como elas se espalham. É como nós estivéssemos sendo informados do que está representado em uma determinada imagem.

No entanto, fornecer uma descrição a partir da perspectiva dos desejos, é explicar como a imagem foi elaborada, não o que realmente está desenhado. É como dizer que cores a pessoa precisa, como elas são misturadas, como aplicá-las na tela, ou o que técnica e pincel usar.

Acontece que uma imagem espiritual não é feita simplesmente desenhando-se livremente o que eu quiser, como da perspectiva da Luz. Não. Num primeiro momento, tudo precisa ser organizado como se você estivesse usando uma régua e outras “ferramentas” (Kelim, vasos) gráficas; tudo precisa ser calculado. Isso porque isso vem do lado dos desejos, os vasos espirituais, e eles precisam estar bem preparados, em primeiro lugar.

Este é o estilo de narrativa do Zohar e de toda a “Cabala” prática que surge do lado dos seres criados: a profundidade (Aviut, aspereza) do desejo que é necessário, as telas, as diferentes ações incluindo as telas, e aquilo que será, por conseguinte, revelado. Nós precisamos usar essa descrição e desenhar a imagem de nós mesmos, ao invés de simplesmente aproveitá-la.

Se nós já estivéssemos nesses estados, seríamos capazes de apreciar a imagem de uma maneira diferente. Nós leríamos e receberíamos as explicações da imagem que já estivéssemos vendo. No entanto, até agora, não somos capazes de ser impressionados pela imagem. Nós chegamos pelo lado dos desejos e aprendemos a desenhar a imagem. O Zohar nos diz passo a passo onde precisamos chegar e nos alcança os instrumentos que precisamos para criar esta “tela”.

Nós criamos essa imagem no grupo, na união entre nós, e todos os nomes, linhas e objetos apenas representam diferentes tipos de interconexões dos desejos. Uma vez que você os conecta e cria até mesmo uma mínima conexão inicial, você atingirá o primeiro nível espiritual, e a imagem será revelada.

É essencial compreendermos a forma como tudo funciona, a maneira como tudo precisa estar conectado para que o sistema funcione. É como construir um veículo, conectando todas as partes e o fornecimento de energia, colocar combustível, óleo, todos os fluidos necessários, concluir a construção, ligar a ignição e, voilà, o carro arranca! Este é o resultado que precisamos alcançar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 27/10/10, O Zohar

A Tela Me Constrói Como Um Personagem Do Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanDurante sete dias nós temos atraído a Luz Circundante, construindo a cobertura da cabana. A Luz se expande desde Aba ve-Ima (AVI) do Mundo de Atzilut através de Zeir Anpin (ZA). Zeir Anpin é representado pelo ramo da palmeira.

Mais adiante, a Luz passa através de HGT, as Sefirot de Hesed, Gevura e Tifferet, simbolizadas por três ramos da árvore de murta, e através das Sefirot de Netzah e Hod, representadas por dois ramos do salgueiro. Depois disso, a partir de Yesod do Partzuf de Zeir Anpin, a Luz entra em Malchut, representada pela fruta Etrog. E essa unificação de todos os canais de Luz, de AVI à Malchut, ocorre sob a cobertura da cabana ou sob a tela que esconde a alma da Luz.

Ter recebido todas as sete Luzes Circundantes da correção durante os sete dias de celebração chama-se “Grande Súplica” (Hoshana Rabá ). Eu verifico o que conquistei, que tela ou qualidade de doação. Na verdade, o efeito da luz Circundante em nosso trabalho é denominado tela. Assim que eu a adquiro, eu instantaneamente começo a sentir o Criador e a definir o nosso relacionamento, conforme o poder de minha tela.

The Screen Builds Me As A Character In The Spiritual World

É por isso que nós honramos esse momento no nosso desenvolvimento como um evento especial, o início do trabalho com a tela. Este trabalho constrói-me como personagem do mundo espiritual. Isso porque sem a tela eu simplesmente não existo. O nível da tela, o tipo, o tamanho, e a forma fazem-me o que sou. Eu não determino nem o desejo de receber prazer, nem o desejo de doar, a Luz. Então, o que sou eu? Eu sou apenas a tela.

Da Lição Noturna de Hoshana Rabá 29/09/10, Shamati # 8

Os Pequenos Detalhes De Um Café Da Manhã Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o Rabash foi capaz de descrever os estados que a pessoa atravessa?

Resposta: Este é o caminho de cada alma. A alma do Rabash simplesmente teve a permissão de escrever sobre isso.

No passado as almas atravessaram os mesmos estados e atingiram níveis ainda mais elevados. Na Torá, Moisés descreveu todo o caminho nos seus mínimos detalhes; você simplesmente não os percebe.

Então, o Rabash veio e rebaixou as explicações para um nível mais inferior, exprimindo-as em uma liguagem que nós compreendemos: a linguagem dos sentimentos. O Baal HaSulam também descreve os mesmos estados, mas usando a linguagem da Luz e do desejo, duas forças.

O corpo humano reage a diferentes substâncias. Uma delas me deixa agitado, outra me acalma, e outra me faz sentir feliz. Aqui, também, nós estamos falando de componentes espirituais que nos despertam. Em primeiro lugar, eles são sentimentos, os quais são ordenados, medidos e sistematizados de acordo com as leis de interação entre as Luzes e os vasos.

O Rabash escreve sobre coisas que existem na vida espiritual, semelhante à forma como você descreveria o seu café da manhã: metade de um tomate, um quarto de um pepino, pão, queijo, manteiga, café com açúcar, e assim por diante. Quando as pessoas ouvem isso, elas sentem a mesma coisa que você sentia.

A diferença é que a descrição espiritual é vivenciada mais profundamente e com mais detalhe: que tipo de queijo exatamente, com que tipo de leite ele foi produzido, de que tipo de vaca ele veio, quem o fez, quem o vendeu, que tipo de faca foi usada para cortá-lo, que tipo de faca foi usada para espalhá-lo sobre o pão, e assim por diante. Você entende tudo isso.

Mas o mais importante é que dentro disso você revela a importância do Doador. Todos estes componentes o ajudam a alcançá-Lo. Esta é a revelação do Criador à criação.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10“A Grandeza da Pessoa Depende da Sua Fé no Futuro”

Por Que Ainda Estamos No Escuro?

Dr. Michael LaitmanO mundo espiritual só será revelado se você exigir esta revelação por intermédio do grupo durante o estudo. Você quer sentir o Doador, a Base, a única Raiz de tudo. No entanto, você só deve desejar isso por meio do grupo, através da doação, de acordo com a lei da equivalência de forma, quando você estiver pronto para isso.

Mesmo que você ainda não entenda o que está pedindo, a Luz gradualmente fará o seu trabalho. Quando você exigí-la, a Luz agirá cada vez mais forte, até que a sensação espiritual incendeie dentro de você e se torne mais nítida.

Então, você verá que a realidade espiritual existe. A razão para a ocultação é a falta de concentração e importância.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10” A Grandeza de uma Pessoa Depende da Sua Fé no Futuro”

A Perfeição Interpreta A União

Pergunta: Cada alma tem a responsabilidade de se tornar uma parte ativa do sistema coletivo como têm todos os Cabalistas?

Resposta: Cada alma precisa se conectar no trabalho dentro desse sistema uma vez que ele é perfeito. Se a perfeição carecer de uma parte apenas, não é mais perfeição; Não é nada! É como se alguém estivesse furando um buraco num barco e o barco afundasse com tudo e todos dentro dele. Não importa o tamanho do barco (ele pode ser sólido), mas é uma estrutura abrangente onde cada parte executa um papel essencial. Assim, cada pessoa tem igual valor não importando se é um sábio ou um tolo. No total, num sistema fechado nós todos somos igualmente importantes.

Durante o tempo da correção existem grandes e pequenas almas dentro do processo, e cada pessoa deve ser vista de acordo com seu grau espiritual. Os pequenos devem submeter-se aos grandes e assim por diante. Porém, no final do processo de correção, todas as almas são iguais em perfeição.