Textos com a Tag 'Livro'

O Livro, “Integração: A Estratégia Da Sobrevivência Humana”

Dr. Michael LaitmanEu recomendo o livro Integração: A Estratégia Da Sobrevivência Humana , escrito por meu aluno Mikhail Glizerin.

Do capítulo “Integração Global”: “Nós estamos acostumados a acreditar que existimos num mundo onde existem cerca de 200 países com um governo em cada um deles. Mas a globalização mudou essa realidade. Na verdade, nós vivemos num mundo onde há um país com 200 governos.

“Ou seja, nós estamos numa situação perigosa de poliarquia que precisamos levar em conta. Mas, enquanto isso, o mundo prefere fechar os olhos. Como nós podemos existir num limbo? Como a união pode ser realizada? Afinal, ela não pode ocorrer nem mesmo como a própria evolução (apresentada como globalização) nos obriga a fazê-lo”.

Clique aqui para baixar o livro (em russo).

A Midwest Book Review Sobre O Livro ‘Auto Interesse Vs Altruísmo Na Era Global’

Book Self-Interest vs AltruismA Midwest Book Review, um dos cinco principais revisores de livros no mundo de língua inglesa, publicou comentários muito positivos sobre o meu livro ‘Self Interest vs. Altruism in the Global Era: How Society Can Turn Self Interests Into Mutual Benefi’ (Auto Interesse versus Altruísmo na Era Global: Como a sociedade pode transformar interesses próprios em benefício mútuo – tradução livre do título em inglês).

O livro explora a existência da humanidade neste planeta e revela como o nosso egoísmo coletivo tem influenciado o desenvolvimento da nossa sociedade. Pela compreensão do ego e suas origens, o leitor descobre uma nova compreensão da existência global integral como remédio para os males da sociedade. Ele aborda os nossos atuais desafios sociais e políticos e explica como podemos usar nossos egos para resolvê-los, em vez de continuarmos o ciclo de queda em que a humanidade se encontra.

A Midwest Book Review é o maior e principal recurso da Internet para editores, escritores, bibliotecários, livreiros e leitores. Eis um trecho da revisão:

“Afirmando que o futuro da sociedade reside na cooperação das pessoas em trabalhar em conjunto pela sociedade, afirmando que grande parte da degradação da sociedade nas últimas décadas tem sido o resultado do narcisismo e da ganância, “Auto Intersse vs. Altruísmo” é uma leitura curiosa e recomendada para aqueles que acreditam que o otimismo na natureza humana não está totalmente perdido”.

Como Abrir O Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanExiste um conceito chamado “abrir o Livro”. Para abrir meios de alcançar suas profundezas, sua essência, para vir a conhecer qual força está contida dentro dele. Afinal, um livro é a fonte da sabedoria, a fonte do conhecimento e a revelação do que está por trás dele. Um livro é um conceito que consiste em três componentes: o livro, o narrador e a história.

Então, quem é o contador de histórias, o que é a história, e quem está dizendo isso? Há aquele que escreveu o livro. Ele escreveu com base em suas impressões sobre alguma coisa. Aquilo com que ele estava impressionado tem uma fonte, a fonte que criou essa imagem da qual ele ficou impressionado e que descreveu no livro. E há aquele que abre o livro, o chamado Livro do Céu, o lê, explica e diz a você sobre ele. Ele pode lhe dizer uma coisa descrevendo-a no livro. E você lê o que ele escreveu.

Também pode ser que você não o leia, mas entre diretamente dentro deste autor, deste contador de histórias, e tenha que se identificar com ele. Se você não se identifica com o Rabi Shimon, você nunca vai saber o que está escrito no Livro do Zohar. Afinal, ele vem vestido nele.

É por isso que existem dois componentes aqui (embora existam muito mais, pois é o Criador quem o “escreveu”). No mínimo, nós temos que nos vestir no Rabi Shimon. Na medida em que conseguimos nos identificar com ele, respeitá-lo, chegar até ele, e tentar nos mesclar com ele, começamos a receber impressões, a sentir e atingir o que ele transmitiu no Livro do Zohar através de várias sugestões que podem ser transmitidas de forma escrita.

Nós temos que chegar a um estado tal onde não seremos capazes de ouvir O Zohar sem o conceito chamado “Rabi Shimon”. Também estão incluídos neste conceito seus alunos, do mesmo modo que seus alunos estão incluídos nele.

O vaso espiritual do qual recebemos o impacto é chamado de “Rabi Shimon”. Esta não é uma pessoa, mas uma espécie de nuvem de qualidades, forças e definições espirituais. Este sistema, como um todo, é chamado de Rabi Shimon.

Eu estou conectado a este sistema. Eu recebo alimento dele e, por isso, é muito importante eu me aderir a ele. Quanto mais eu me misturar a ele, sentindo que estou em contato com Rabi Shimon em particular, mais eu vou perceber o que está dentro dele. Além disso, não será a impressão externa de ler o texto do Zohar, mas uma realização mais interna.

O fato de separarmos em vários componentes (o livro, o narrador e a história) algo que me transmite impressões espirituais, me ajuda a unir-me a esta impressão;  não me distancia dela. Esta é mais uma maneira de usar o conceito chamado “abrir o Livro”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, O Zohar

Comentários Sobre O Livro, Os Próximos 100 Anos

Dr. Michael LaitmanEu fui convidado a expressar minha opinião sobre o livro de George Friedman, Os Próximos 100 Anos: Uma Previsão para o Século XXI (tradução livre).

Meu comentário: O livro é escrito de forma leve, para o público em geral. O livro inteiro é baseado na suposição de que o mundo não muda e que a natureza não tem qualquer programa ou meta de levar a humanidade à união, pela força ou consciência. É por isso que tudo se resume aos pensamentos “mecânicos” de como manter a superioridade dos EUA neste mundo predatório.

É impossível discutir com isso, porque é baseado na suposição do autor de que o mundo é governado pelo poder do homem. Mas se o nosso mundo se desenvolve de acordo com as leis da equivalência da humanidade com o universo inteiro, em todos os seus níveis, então a lei do desenvolvimento social nos levará a uma sociedade da garantia mútua. Isto acontecerá em um dos dois cenários:

  • Em desacordo com a necessidade de correção humana – através da terceira e quarta guerras mundiais;
  • Percebendo-se que não há alternativa, e que as guerras não resolverão nada; que é necessário se unir conscientemente, de modo a satisfazer a lei da natureza de uma maneira boa e fazê-lo para o nosso próprio bem-estar, de forma rápida e sem derramamento de sangue.

O segundo método é proposto pela Cabalá.

O Sucesso Da Feira Do Livro De Frankfurt

Dr. Michael LaitmanQueridos amigos!

Para minha grande satisfação, eu descobri que a Feira do Livro de Frankfurt, realizada de 12 a 16 outubro, foi muito melhor e mais efetiva do que nos anos anteriores.

Eu gostaria de agradecer a todos nossos amigos individualmente por encontrar tempo para vir à feira e participar da disseminação.

Seus esforços incansáveis ​​na preparação para a feira e os cinco dias do seu trabalho, a criação do stand, as reuniões com editores de vários países, foram muito valiosos para toda a nossa disseminação mundial.

Por favor enviem os meus melhores votos e gratidão aos seus amigos e famílias. Eu estou ansioso para conhecê-los em breve!

Um abraço,
Michael Laitman

Dê o poder à Ciência

Se olharmos para livros de história de uma forma diferente, vamos ver como suas descrições são diferentes. Parece que a humanidade passou por uma mesma história, incluindo todos os seus problemas, guerras, e sucessos, mas todas as nações as descrevem do seu ponto de vista. Como resultado, os livros didáticos que devem refletir a verdade final se contradizem um do outro.

Às vezes eu falo com líderes de diferentes movimentos em outros países. Cada um deles é absolutamente certo de que seu movimento tem que liderar o mundo todo. Isso inclui movimentos religiosos e seculares, as organizações ligadas à ecologia, a proteção da vida selvagem, e muitos outros. Enquanto estou no meio deles, como eu sou diferente deles?

Sem tentar responder a essa pergunta, nós trazemos a mensagem cabalística para as pessoas de uma forma diferente. Nós não tentamos provar quem está certo e quem está errado, e nós não dissecamos opiniões diferentes. Nós não tentamos examinar as coisas do ponto de vista da história ou uma direção religiosa porque, em cada uma dessas áreas, cada pessoa pode apresentar a sua própria razão para justificar a sua opinião. [Leia mais →]

Chegou A Hora De Completar A Nossa História

Dr. Michael LaitmanAté agora, a humanidade ainda não escreveu sua própria história; pelo contrário, encaixa-se nela. Hoje, no entanto, no nosso novo estágio de desenvolvimento, nós seremos os únicos a completar a nossa história. Esta oportunidade está sendo dada a nós pela primeira vez depois de milhares de anos de infância.

Durante todo o curso da história, o homem desenvolveu-se sob o domínio do egoísmo, do crescimento constante que automaticamente nos obrigou a procurar os meios e maneiras de satisfazer os nossos desejos. Desta forma, a natureza dirigiu o nosso movimento, basicamente despindo-nos do livre arbítrio. O homem não mudou a si mesmo conscientemente; pelo contrário, a natureza mudou-o segundo seu programa.

Do nosso ponto de vista, parecia que mudávamos o ambiente de acordo com os nossos pedidos sempre que necessário, mas agora chegou a hora do homem mudar e corresponder à natureza. Os cientistas estão começando a concordar com isso.

Em geral, o que é “natureza”, que tentamos conquistar por tanto tempo e em vão?

Quando uma mãe deixa a creche, deixando seu filho brincando com seus brinquedos, será que o bebê sente-se livre? Sim. Ele realmente gosta do seu tempo sozinho e não entende que ela está olhando para ele com olhos atentos e amorosos. Ele sente que está livre.

É assim que a “natureza”, o sistema de governo onde existimos, também se oculta de nós. Ela gera a nossa sensação de liberdade, embora na realidade a liberdade simplesmente não exista. Esta ilusão foi especificamente planejada pela evolução, para que pudéssemos nos desenvolver livremente em nosso egoísmo, usar e seguir os nossos desejos, tanto quanto a nossa natureza, qualidades e possibilidades permitissem.

E nós achávamos que isso era bom, que podíamos e devíamos nos desenvolver desta forma. As relações sociais e as tecnologias mudaram, nós estamos constantemente mudando as coisas, correndo para algum lugar seguindo o comando de nossa essência, de nossos crescentes desejos egoístas. Ao mesmo tempo, desejávamos um poder ainda maior sobre a natureza. O homem não pensava no que estava fazendo; ele simplesmente agia em seus desejos.

Quando a natureza nos dá certos desejos, só podemos trabalhar dentro de seus limites. Não podemos ir mais longe. Comida, sexo, família, conhecimento, fama, dinheiro e poder, cada pessoa tem sua própria combinação desses desejos e percebe-os em conformidade. A natureza nos move gradualmente desde dentro, “por trás”. Os impulsos que despertam em nós, em combinação com o ambiente, determinam tudo.

Basicamente, eu represento um mecanismo administrativo. Os desejos despertam dentro de mim, certas circunstâncias acontecem, mas eu estou limitado pela minha moral, minha capacidade física e mental, bem como pelas normas do meu ambiente, e as leis comuns de caráter global. No final, eu apenas tento perceber os meus desejos, tanto quanto possível, sob condições que não foram criadas por mim. Assim, verifica-se que eu não sou mais do que um mecanismo administrativo. Os desejos e as condições são pré-determinados, e tudo isso me empurra para a auto-realização.

Este foi o nosso caminho: os erros do homem, suas ações boas e más, tudo isso era necessário e inevitável ​​nas fases anteriores do desenvolvimento até a época atual. Contra a sua vontade, o homem recebeu qualidades inatas e encontrou-se em um ambiente particular, sem uma escolha.

Ainda assim, ele não pensa que tudo isso foi pré-determinado. Como uma criança, ele estava simplesmente brincando e se sentindo livre, devido à ausência de sua mãe, embora ela simplesmente tenha fugido de seu campo de visão.

Da Discussão sobre um Novo Livro 18/07/11

Encontrando O Rumo No Oceano De Luz

Dr. Michael LaitmanTodos os artigos do livro Shamati destinam-se a sintonizar a pessoa para a atitude certa em relação a si mesma (suas capacidades internas, aptidões, forças, qualidades) e em relação a tudo que está fora dela (as pessoas, a sociedade, o grupo, o professor, o Criador, a natureza) para que ela compreenda como ela muda, por meio de que, e como ela deve agir para chegar ao estado perfeito. O nosso problema é que, por um lado, não há nada que possamos fazer por nós mesmos, porque somos apenas o desejo de ser satisfeito, o desejo de desfrutar.

Por outro lado, se não podemos fazer nada por nós mesmos e representamos apenas um desejo criado oposto ao Criador, à Luz, então como podemos pedir para mudar a nós mesmos, pedir para sermos tranformados, exigir, agir de forma independente ou através de outros sistemas?

Em outras palavras, nós estamos em uma posição dupla. Por um lado, eu não posso fazer nada sozinho. Por outro lado, devo chegar ao ponto onde o meu pedido, meu desejo, causará tal influência em mim que eu serei transformado. Este ponto em particular é muito difícil para nós. Lá, a pessoa não compreende corretamente a sua interação com a força superior que a criou.

Ou seja, eu tenho que alcançar um estado onde eu sinta minha total incapacidade de me corrigir, onde percebo e compreendo que a minha correção só pode ser feita sob a influência da força externa. De modo oposto, esta força externa que existe fora de mim é constante, e eu não posso afetá-la de nenhuma maneira. Ela é absoluta. Mas eu posso afetar a mi mesmo, colocando-me sob a sua influência, isto é, pelo meu pedido.

O meu pedido é a minha ação quando eu mudo minha atitude em relação a essa força superior e, assim, mudo a sua influência sobre mim, e ela me corrige. Daí, essencialmente, o trabalho acontece dentro da pessoa e depende dos seus desejos, de sua intenção,  força, direção. A pessoa existe em um campo absoluto, perfeito e imutável. Mas o trabalho é feito precisamente por este campo, influenciando a pessoa. E ela fica sob a influência deste campo.

Do ponto de vista do desejo de ser corrigido, a pessoa é um elemento ativo. E do ponto de vista da correção da pessoa em si, ela é passiva: ela é corrigida pela Luz que existe fora dela, que a rodeia e é invariável. É possível falar muito deste estado,  mas ele tem que ser formado gradualmente em nós, como um estado interno preciso e definido entre eu e a Luz, o Criador.

O Artigo do Baal HaSulam “Lishma é um Despertar do Alto, e Porque Nós Precisamos de um Despertar de Baixo” é um daqueles artigos que fala da cooperação correta da pessoa com o Criador, com a Luz superior. Uma pessoa significa nosso desejo: como ele pode ser transformado se ele se colocar corretamente sob a influência da Luz.

A qualidade de doação que nós podemos alcançar e da qual estamos aos poucos nos aproximando sob a influência da Luz é chamada de “Lishma” ou “em Seu Nome” em hebraico. E sua qualidade oposta é chamada de “Lo Lishma” ou “não em Seu Nome”, que significa para si mesmo.

Os desejos surgem em nós independentemente de nós; nós não podemos regulá-los, mas podemos regular a nossa intenção: o que nós queremos em cada momento do tempo, a que nós aspiramos.

Da Lição Diária de Cabalá de Moscou 15/06/11, Shamati #5

O Livro Que Conecta O Céu E A Terra

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial na Torá que mesmo O Livro do Zohar é só um comentário dela?

Resposta: Os registros que Moisés fez em pergaminho são a expressão material, através de símbolos materiais, das ações espirituais da Luz no desejo. Moisés escreveu em um livro tudo que ele ensinou a seus estudantes. Durante o curso de 40 anos vagando no deserto, eles escreveram toda a Torá, atravessando todo o processo registrado, tanto em corpos como na espiritualidade. Esse é todo o caminho desde o exílio do Egito (material e espiritual), através do deserto (material e espiritual), e na terra de Israel (material e espiritual). Tudo isso se realiza na conexão entre a raiz e o ramo. Moisés expressou todo esse processo na sua forma concreta, e simbólica.

O Zohar expressa o mesmo processo num nível diferente, numa forma diferente, porque o desejo geral de desfrutar que o Criador criou havia, naquela época, avançado bastante e fora aperfeiçoado pela influência da Luz. Desta forma, esse desejo, que passou por altos e baixos, pela destruição do Primeiro e do Segundo Templos, o exílio, e depois alcançou a última quebra antes do último exílio, tinha que receber o método que é apropriado para o final do exílio, para a nossa época.

É por isso que O Livro do Zohar foi escrito, e seus autores foram os sucessores de muitas gerações de Cabalistas, começando com Abraão até a destruição do Templo. O Rabbi Shimon foi estudante do Rabbi Akiva, que revelou uma grande Luz, e assim, ele foi capaz de expressar isso no Livro do Zohar.

A própria Torá está dividida em duas partes: oral e escrita. Isso vem da diferença entre Zeir Anpin e Malchut. Zeir Anpin do mundo de Atzilut é a “Torá oral”, enquanto que Malchut do mundo de Atzilut é a “Torá escrita”.

A Torá é a revelação da Luz. A Luz que chega a Malchut contém tudo que é necessário para transformar Malchut. Mas essa Luz ainda não se realizou na prática; desta forma, é chamada de “Torá oral”. Por enquanto, isso significa trabalhar com as telas.

Sob a influência da mesma Luz em Malchut, mudanças internas acontecem e são impressas em Malchut; isso se chama “Torá escrita”. Ela fala somente das ações da Luz nos desejos desde o começo da criação até seu final. Isso ocorre porque não há nada na existência além dos desejos.

Entre esses desejos alguns sentem que existem por si mesmos, separados de todos os outros. Esses somos nós. Esses desejos contêm qualidades que podem ajudá-los no caminho da correção. É por isso nós recebemos a sensação de carência, nossa própria carência de correção, a compreensão do mal. Assim é que nós nos percebemos.

São exatamente esses desejos que precisam receber “a Torá”– as instruções explicando como eles podem participar da sua própria correção por sua livre escolha, como eles podem atrair a Luz ao desejarem ser corrigidos mais rapidamente, ao invés de esperar que a Luz venha e os sacuda.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati

Lendo Um Livro Aberto Com Olhos Fechados

Dr. Michael LaitmanNós perguntamos: “Por que o Criador nos faz tão obscuros e egoístas, e não o contrário?”. Como se nós compreendêssemos como algo seja possível de outra forma… Contudo, se essa pergunta surge em nós, isso significa que ela tem um lugar. Cada pergunta que surge na pessoa, mesmo aquela que parece ser a mais estúpida ou acidental, significa que existe uma razão interna para isso. É assim que a pessoa é construída: ela faz esta pergunta e tem que receber uma resposta ou satisfação a ela.

Mas, enquanto não formos capazes de sentir a resposta dentro de nós, teremos que aceitá-la como uma hipótese que “O benefício da Luz só é alcançado a partir da escuridão”. Ou seja, a sensação de prazer, o “gosto” pelo qual o Criador quis dar prazer à criação, só pode ser sentido em nós na medida em que temos um desejo ou uma falta.

E é impossível ouvir sobre essa falta de algum lugar ao lado. Ela deve ser sentida dentro de você, como sua própria necessidade de realização. Então, o prazer também será seu! Você vai senti-lo e apreciá-lo.

Portanto, isto requer um desenvolvimento especial dos desejos, a necessidade de sentir a Luz na criação, e, depois, o prazer vai se vestir no interior desses desejos. Na medida em que havia um desejo, é assim que o prazer será sentido.

Se o Criador existe, se Ele é bom e traz bondade, preenchendo tudo com Luz infinita, e Seu desejo é nos dar prazer sem limite, verifica-se que a única coisa que falta é o nosso desejo de receber tudo isso! Toda a abundância do Criador já está derramada em torno de nós, mas somos incapazes de senti-la ou pedir que ela entre em nós.

Nós gritamos-Lhe: “Dá-me já! Quando vou receber?”. Mas nós devemos entender de uma vez por todas que não temos nada para pedir, além do desejo. A Luz já está lá – tanto quanto você quiser! O problema é apenas o desejo, que deve ser grande e apropriado para sentir a Luz.

De alguma forma, nós devemos adquirir, comprar ou roubar esse desejo, conseguir recebê-lo de alguma forma, direta ou indiretamente. Não importa como; nós somos obrigados a atingi-lo de qualquer forma! Sem esse desejo, não vamos sentir a Luz!

É como se houvesse um livro aberto na minha frente, mas eu não tenho óculos e por isso não posso lê-lo! Será que eu vou orar para que alguém me dê o livro? Não. Eu vou pedir pelos óculos! Só nos falta o “instrumento de percepção” (o Kli), isto é, o “vaso” ou desejo.

Portanto, todas as ações que são realizadas não são necessárias para atrair a Luz. São ações que formam o desejo por essa Luz dentro de nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”