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Os Ricos Ficam Mais Ricos, Mas Eles Não São O Problema

A estratificação social está aumentando no mundo. Os ricos continuam a ficar rapidamente mais ricos e os pobres mais pobres.

De acordo com dados recentes, no ano passado, um por cento da população mundial acumulou cerca de um terço da riqueza do mundo. Isto é ruim? No âmbito do egoísmo humano, isso é normal e natural. Não se trata de bilionários. Como todos nós, eles também não podem sacrificar sua natureza (The Guardian).

O nosso egoísmo é sem fundo e nada é suficiente para ele. É bom que hoje nós ainda consigamos mantê-lo sob controle e repassemos alguns fundos para os outros. No entanto, a tendência geral leva a um beco sem saída.

Afinal, uma pessoa rica estima seu sucesso não em bilhões, mas em sentimento. Ela não sente que é rica, porque os outros são mais ricos do que ela ou porque ela ainda não é dona de tudo e de todos.

Paradoxalmente, com cinquenta bilhões, ela sente-se mais pobre do que antes. Não há limite. Ela dá enormes somas para causas de caridade exatamente porque o dinheiro em si não a satisfaz. A propósito, seríamos exatamente os mesmos em seu lugar.

Por outro lado, mesmo infusões maciças no Terceiro Mundo não ajudaram a mudar radicalmente a situação. Centenas de milhões de pessoas ainda passam fome e a maioria das pessoas está longe de satisfazer suas necessidades básicas.

O que deveria ser feito?

Para começar, precisamos entender a essência do problema, sua raiz. O mal não está na concentração de riqueza do mundo, mas no próprio sistema, onde as pessoas são incapazes de mudar, porque não querem ouvir que precisam mudar a si mesmas.

Nós somos confrontados com o desafio da história: a necessidade de renovar radicalmente a natureza humana e nutrir uma nova qualidade de doação aos nossos companheiros seres humanos. Só isso nos fará mais iguais, verdadeiros, honestos, confiáveis e sem derramamento de sangue. Esta não é uma solução “padronizada para todos”. Em vez disso, ela permite que todos se realizem ao beneficiar os outros.

Somente assim encontraremos nossa vocação e felicidade.

Newsmax: “As Leis Não Vão Curar A Epidemia Social Da Violência Armada”

O maior portal, Newsmax, publicou meu novo artigo “A Leis Não Vão Curar A Epidemia Social Da Violência Armada

Os tiroteios escolares nos EUA não são nada menos do que uma epidemia social. O massacre da escola Parlkand, na Flórida, foi apenas o último de 18 eventos em que uma arma foi sacada no campus de uma escola desde o início de 2018. Isso significa que esse evento aconteceu a cada 60 horas em diferentes lugares, antes de chegar a Marjory Stoneman Douglas High School.

Vamos primeiro dar uma olhada na tendência:

O massacre de Columbine foi realizado por um jovem de 18 anos e um com 17 anos; Virginia Tech por um jovem de 23 anos. Sandy Hook foi executado por um jovem de 20 anos. E agora na Flórida, outro de 19 anos. Estes são apenas os grandes nomes gravados na memória coletiva dos Estados Unidos. Entre eles, houve mais de 200 outros tiroteios em escola, a maioria dos quais segue o mesmo padrão: um jovem se torna um assassino.

Tal como acontece com qualquer outra epidemia, para oferecer uma solução verdadeira, temos que ir além dos sintomas e tratar a causa principal. E como esse horrível cenário é único para os EUA, temos que entender o que acontece com um jovem norte-americano antes dele decidir pegar uma arma e matar seus colegas de escola.

O Alto Preço Da Criação Dos Filhos Em Uma Cultura Competitiva

Em primeiro lugar, não podemos simplesmente nos contentar em chamar o comportamento de alguém de “mal”, “sem sentido” ou “perturbado”. Os seres humanos são criaturas sociais e um indivíduo não pode ser separado de sua cultura quando queremos entender um comportamento que se repete.

Os EUA de hoje são indiscutivelmente a sociedade mais individualista e competitiva do mundo.

Em tal clima social de “cada um por si”, portar uma arma torna-se uma extensão do ego humano. Isso pode compensar medos e inseguranças e ajudar a manter uma sensação de segurança e confiança. Portanto, temos que entender a natureza humana quando se trata de norte-americanos normativos que se acostumaram a sentir que o modo de estar protegido – ou ser igual aos outros – é possuir uma arma.

Mas quando se trata de tiroteios em escolas, temos que entender os estressores que cercam a juventude americana, suas inseguranças únicas e sua fragilidade emocional.

Só por serem adolescentes, eles já estão sob pressão para estabelecer seu status social e lidar com ansiedades sociais, enquanto suas mentes em desenvolvimento estão fazendo sentido de si mesmas e do mundo ao seu redor.

Além disso, a mentalidade competitiva penetra na escola e se manifesta de forma hostil ou perigosa, como o bullying, a exclusão social, a pressão dos pares para usar álcool e drogas, ou fazer outros atos extremos apenas para ganhar notoriedade e poder. Enquanto isso, eles estão em um sistema continuamente julgando-os com testes e notas.

Muitos adolescentes hoje são diagnosticados como sofrendo de algumas vertentes do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), ansiedade ou depressão. Os vários tipos de medicamentos prescritos que alteram a mente não resolvem seu problema. Eles apenas aliviam os sintomas, às vezes ao custo de efeitos colaterais perigosos, como adormecer suas emoções e mentalmente desconectá-los da realidade.

Paralelamente, as crianças americanas estão sendo dessensibilizadas para níveis obscenos de violência. Quando têm 18 anos, elas já assistiram 200 mil atos de violência, 16 mil dos quais são assassinatos, e isso é apenas na televisão. Junte isso com o que vêem quando vão ao cinema, vagueiam na net, ou os violentos jogos de vídeo que jogam.

Portanto, quando você considera o impacto de tudo isso nas mentes em desenvolvimento, que também podem estar lutando com circunstâncias difíceis da vida, é realmente impensável que, de vez em quando, alguns vão surtar, eclodindo em uma violência horrível?

Por Que As Leis De Armas Não São Uma Solução

Quando as pessoas sentem que suas vidas não têm valor, seus atos sem sentido refletem o pior que sua cultura lhes ensinou.

Portanto, mesmo com leis de armas mais duras no caminho de indivíduos jovens e instáveis, não estaríamos resolvendo o problema na raiz. Na verdade, eles poderiam pensar em maneiras ainda mais horríveis de cometer assassinatos em massa. E com a Internet na ponta dos dedos, nenhum de nós deseja imaginar o que pode ser.

A maneira de tratar a epidemia de violência armada na escola vai além das leis e regulamentos.

Os EUA devem tratar o profundo condicionamento cultural e social que geram esses eventos iniciando um programa educacional federal maciço para infundir seus filhos com novos exemplos, normas e valores.

As crianças precisam crescer em um ambiente seguro e positivo, um que impeça que a concorrência hostil se acumule em primeiro lugar. Elas devem ser regularmente treinadas para cooperar, criar confiança e desenvolver sua sensibilidade social entre si através de workshops, grupos de discussão e projetos colaborativos.

A escola deve se sentir como uma comunidade de apoio, em vez de um lugar onde você luta pelo sucesso individual, enquanto está ansioso pela aceitação social.

Plano Federal Nacional de Reforma Social

Nossa educação deve agora se concentrar no cultivo do ser humano dentro desses jovens adultos. Isso significa construir um sistema de valores dentro do indivíduo e um ambiente social em torno dele, que equilibre o ego humano e direcione-o para uma realização positiva.

Eles precisam de ferramentas e orientações para entender melhor a si mesmos e o que estão passando, para perceber seu potencial e encontrar sua expressão, e para estabelecer conexões significativas e saudáveis ​​com seus pares. Esta formação socioeducativa deve se tornar a principal coisa em que se envolvem e são avaliados pela escola. De fato, suas sensibilidades sociais devem se tornar a qualificação inicial necessária para sua participação na sociedade adulta.

Paralelamente, temos que fazer esforços para restringir o acesso ilimitado a visualizações de violência e sangue. É por isso que este esforço tem que ir além das escolas. Os canais de mídia comuns também devem ser necessários para dedicar certa porcentagem de sua atividade a este programa educacional.

Idealmente, este deve ser um esforço nacional de costa a costa. De forma pragmática, talvez ele possa começar com uma grande cidade. Mas, pelo menos, vamos começar decidindo que já tivemos o suficiente, que estamos dispostos a ir além dos sintomas e a tomar medidas vitais para a reforma social para conter uma epidemia social.

Michael Laitman é um pensador global que vive em Israel. Laitman tem doutorado em Filosofia e Cabalá e MS em Biocibernética Médica. Ele é um escritor prolífico que publicou mais de 40 livros, que foram traduzidos em dezenas de idiomas. Ele é orador e escreveu para ou foi entrevistado pelo New York Times, The Jerusalem Post, Huffington Post, Corriere della Sera, Chicago Tribune, Miami Herald, The Globe, RAI TV e Bloomberg TV, entre outras. A mensagem de Laitman é simples: somente através da unidade e conexão podemos resolver todos os nossos problemas, sejam eles pessoais ou globais, criando um mundo melhor para nossos filhos. Dr. Laitman ensina lições diárias ao vivo a uma audiência de cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo, interpretada simultaneamente em inglês, espanhol, hebraico, italiano, russo, francês, turco, português, alemão, húngaro, farsi, ucraniano, chinês e japonês. Visite http://www.michaellaitman.com/pt/ para mais informações. Para ler mais de seus relatórios – Clique aqui agora.

A Lei Anti-Ódio

laitman_448.1Nas Notícias (VOA News): “A passagem da Venezuela de uma nova lei que ameaça até 20 anos de prisão por incitar o ódio está gerando preocupações sobre uma crescente tentativa de dissidência.

“A poderosa Assembleia Constituinte pró-governo aprovou a medida na quarta-feira.

“A líder da Assembleia, Delcy Rodríguez, disse que representava ‘uma lei construtiva para a convivência pacífica’ e um antídoto contra ‘as intolerâncias, o ódio que o direito venezuelano desencadeou’.

“O presidente Nicolas Maduro propôs a medida durante os protestos de rua anti-governo que abalaram a capital e outras cidades venezuelanas, de abril a julho. Mais de 120 pessoas morreram nos confrontos quase diários provocados pelo agravamento da crise econômica e política do país. Ativistas frequentemente usavam redes sociais para organizar manifestações”.

Pergunta: Você acha que essas leis seguram as pessoas?

Resposta: Em parte, sim. Afinal, uma pessoa tem medo da punição. Nós vemos como as pessoas tentam evitá-la, tentam criar zonas livres dessas punições onde é possível promover suas ideias.

No entanto, de alguma forma funciona, mas até certo limite. Afinal, você não pode conter uma pessoa só com o medo. Já conhecemos isso há muito tempo. Nosso desenvolvimento ao longo de milhares de anos nos apresenta um resultado muito claro.

Portanto, não acho que isso ajudará muito. No final, encontraremos a mesma Venezuela em algum tipo de miasma, algumas outras perversões, que se sobrepõem ao passado, juntamente com essas proibições e punições. Não há nada de bom nisso.

Pergunta: Você acha que a humanidade acabará por entender qual é a base do ódio? Será que ela vai começar a lidar com essa base?

Resposta: Isso é impossível de fazer porque o egoísmo está na base da nossa natureza. Portanto, só se começarmos a corrigi-lo. No entanto, a humanidade não sabe como corrigi-lo. Apenas os Cabalistas sabem disso.

Portanto, os Cabalistas não têm outra escolha senão apelar para a humanidade, dizendo: “Que oportunidade nós temos! Vamos corrigir nossa natureza!”

No entanto, a humanidade não quer ouvir. Não se preocupe com a humanidade, os próprios judeus não querem ouvir isso, e eles são realmente os que precisam se corrigir primeiro e dar um exemplo ao mundo inteiro.

Pergunta: A Venezuela verá isso então?

Resposta: Então todos verão. Se apenas os judeus quisessem, se pudessem ouvir e saber sobre isso…

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 09/11/17

Enquanto Não For Tarde Demais

laitman_293Nós estamos diante de uma tarefa de dupla complexidade. Primeiro, devemos convencer o povo de Israel de que precisamos alcançar a unidade, embora ele se oponha à correção e à unificação.

Além disso, também é necessário que as pessoas entendam que a unificação só é possível através do estudo da sabedoria da Cabalá e da Luz que Reforma que é atraída por este estudo. Isto é, o problema é convencê-las a aceitar o objetivo e os meios.

O objetivo é que “Todos os israelitas sejam amigos”, ou seja, a unificação completa das pessoas dentro da qual o Criador será revelado. Não basta alcançar o amor entre nós, mas também através da sabedoria da Cabalá, e isso é ainda mais repulsivo. No entanto, precisamos entender que nossa unidade é uma necessidade absoluta se quisermos evitar o extermínio.

Observação: Quando a situação se tornar ameaçadora, o povo de Israel se elevará como um só homem e se unirá.

Meu Comentário: Então será tarde demais! Por que os judeus não escaparam dessa maneira na época de Hitler? Hoje, o fogo pode acender instantaneamente, como se fossem galhos secos. Naquela época, os planos de Hitler foram implementados ao longo de vários anos. As leis contra os judeus começaram a surgir cerca de dez anos antes dos campos de concentração aparecerem.

A situação estava piorando gradualmente, mas ninguém se levantava para protestar. O mundo se fez de surdo e insensível para o que estava acontecendo com os judeus. Essa surdez vem da natureza, do lado do Criador, a fim de obrigar os judeus a cumprir sua missão. O Criador não considera os corpos animados e os desejos egoístas; a coisa mais importante para Ele é o desejo de doar chamado alma.

No entanto, nós podemos evitar golpes através da consciência e compreensão para não recebê-los fisicamente. Está escrito que “Tudo será esclarecido no pensamento”. Se estivermos conscientes da nossa missão, isso basta e não precisaremos mais de sofrimento. Uma criança inteligente entende tudo com o olhar de um pai e não há necessidade de gritar com ela e, ainda mais, batê-la.

Portanto, vale a pena mesmo agora pensar de onde vêm os golpes e sua causa. Quem controla esse mundo e nos envia esses sofrimentos? Se as pessoas quiserem resolver essa questão e ouvir a opinião dos Cabalistas que escreveram sobre isso em todos os momentos, elas têm a oportunidade de revelar a verdade.

Todos nós testemunhamos o conflito que entrou em erupção em torno dos detectores de metal instalados pelos serviços de segurança israelenses no Monte do Templo, que por fim teve que ser removido. No entanto, eles não eram nada importantes para os árabes, para eles essa era apenas uma razão para protestar.

Veja como eles se uniram em torno desse motivo insignificante e inflaram uma grande chama disso. No entanto, não temos nada a dizer, afinal, passamos para eles o domínio do controle de todo o universo. Damos aos árabes o direito de controlar o mundo devido à nossa desunião.

Se continuarmos dessa maneira, isso piorará. A ONU, a UNESCO e várias comissões começarão a emitir decretos anti-israelenses um após o outro. Primeiro, elas nos dirão para deixar o Monte do Templo, depois Jerusalém, e depois a terra de Israel. Não teremos para onde ir, ninguém nos aceitará, assim como já ocorreu na Alemanha. Afinal, nós não aprendemos com os erros do passado.

O universo inteiro é um sistema espiritual e o povo de Israel só pode afetar sua cabeça. Não é sem razão que Israel é chamado de “Minha cabeça” (Li-Rosh). Se começarmos a perceber corretamente os assuntos atuais e os influenciarmos sempre que pudermos, poderemos mudar a realidade.

Essa é a única maneira de corrigir a situação. Nós confiamos em nossos mísseis, armas e exército forte, mas isso não ajudará. Pode acontecer que, com todo o nosso poder militar, arsenal de foguetes e bombas atômicas, não tenhamos permissão de dar um único tiro da menor pistola. Portanto, devemos explicar às pessoas que não temos outra maneira de nos salvar dessa situação perigosa, exceto pela unidade.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/17, Lição sobre o tema: “Sobre o Mérito do Estudo da Cabalá, Israel Sairá do Exílio”

Newsmax: “O Motivo Desconhecido De Paddock, Mas O Motivo Da Violência Está Em Todo O Lado”

O maior portal Newsmax publicou meu novo artigo “O Motivo Desconhecido De Paddock, Mas O Motivo Da Violência Está Em Todo O Lado

Como esperado, o massacre de Las Vegas reabasteceu o debate de controle de armas na América. Mas ninguém parece considerar um debate muito mais amplo sobre a reprodução da violência em curso nos EUA.

“Ainda não temos um motivo claro ou razão disso”, diz o Xerife Kevin McMahill, do Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, cerca de uma semana após o massacre. Mas não são apenas detetives policiais que estão procurando arduamente por respostas, mas sim todos.

A resposta padrão que vem à mente é que Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos sem registro criminal, era algum tipo de psicopata. Um louco. Uma dessas pessoas profundamente perturbadas cujas ações sem sentido podem nunca ser totalmente compreendidas.

Mas há um problema com essa resposta. Ela molda Paddock e tudo sobre ele como um estranho, o separa de nossos valores sociais e rejeita qualquer associação de sua imagem com nossa cultura. E, ao fazer isso, impede-nos de darmos uma boa olhada no espelho como uma sociedade.

Paddock podia muito bem ter sido um psicopata, e alguns até sugerem que os genes criminosos de seu pai desempenharam um papel. Mas Paddock também foi uma réplica do horrível cenário que se repete na América, uma e outra vez. Ele conseguiu deixar uma cicatriz dolorosa na memória coletiva dos Estados Unidos como o atirador de massa mais mortal na história dos EUA, mas percebemos que houve outros seis tiroteios em massa na América na semana passada?

Ampliando a Discussão

É espantoso descobrir que um tiroteio em massa, definido como pelo menos 4 pessoas atingidas em um único incidente, acontece na América a cada 9 em 10 dias em média (!). Mais de 30 mil pessoas morrem todos os anos de incidentes relacionados a armas nos EUA – mais do que HIV, desnutrição e incêndios, para citar alguns. Nenhum outro país do mundo desenvolvido chega perto desses números. Além disso, os sociólogos da Universidade de Yale mostraram que a violência armada é uma epidemia social que se espalha ao longo do tempo.

Mas ainda mais revelador é o fato de que as taxas gerais de morte por assalto – incluindo, mas não limitado a uso de armas – revelam uma imagem semelhante: os EUA são significativamente e consistentemente mais violentos do que outros países da OCDE desde a década de 1960. Com isso em mente, o que devemos debater é uma epidemia social de violência, das quais as armas são simplesmente a expressão pior e mais prejudicial.

Portanto, em vez de limitar a discussão ao motivo de Paddock e ao debate sobre controle de armas, eu acredito que os americanos devem expandir o discurso público para se questionar: o que continua alimentando as taxas de violência extremamente elevadas dos Estados Unidos?

Como Algo Tirado De Um Filme

O agente David Newton, do Departamento de Polícia de Las Vegas, disse aos “60 Minutos” da CBS que entrar no quarto do hotel de Paddock e encontrar seu corpo ao lado de seu arsenal de armas foi algo “tirado de um filme”. Newton, sem perceber, apontou para uma das principais variáveis ​​que geralmente são excluídas da equação que explica os níveis extremos de violência na América – as inúmeras visualizações de violência vistas pelo povo americano.

Com programas de televisão que exibem 812 atos violentos por hora, o americano típico assistirá 200 mil atos de violência, incluindo 16 mil assassinatos, antes de completar 18 anos. E isso apenas na televisão. Quando tira um momento para considerar o impacto que isso tem em nosso clima social, será que é realmente surpreendente que cenas violentas semelhantes estejam se desenrolando na vida real?

Nós estamos presos em um ciclo vicioso que torna mais fácil ignorar suas consequências psicológicas: os produtores de conteúdo estão levando suas cenas violentas a maiores extremos, dando ao público uma solução maior para mantê-los assistindo. Ao mesmo tempo, os espectadores estão se tornando cada vez mais insensíveis ao que veem. O resultado é uma sociedade cujas atitudes e normas relativas à violência estão atingindo cada vez uma nova baixa.

Gradualmente, nos acostumamos com a aparência contínua de atos extremamente violentos e eles se tornam uma parte “normal” da vida cotidiana.

Todos os dias, a mesma quantidade de pessoas do tiroteio de Las Vegas é morta intencionalmente por armas, mas esses assassinatos não dão manchete. Todos os dias, a violência doméstica leva a vida de quase três mulheres, mas essas mortes não atingem a consciência pública. É preciso um tiroteio em massa de centenas de pessoas ao mesmo tempo do 32º andar para chocar a sociedade.

Criando Sistematicamente A Humanidade Comum

Portanto, independentemente da opinião sobre o controle de armas, se quisermos tratar as tendências violentas na América a partir de suas raízes, temos que lidar com algo muito mais profundo: a cultura que as cria.

Na manhã seguinte ao tiroteio de Las Vegas, o presidente Trump disse: “Conclamamos os vínculos da cidadania, os laços da comunidade e o conforto de nossa humanidade comum. Nossa unidade não pode ser quebrada pelo mal. Nossos vínculos não podem ser quebrados pela violência”.

Toda pessoa sensata concordaria com essa afirmação. Mas para que seu efeito dure mais de um dia, temos que trabalhar consistentemente em nossa unidade para que ela seja mais poderosa do que o nosso mal, que é a erupção potencial do ego humano. E somente se reforçarmos regularmente nossos laços e nossa humanidade comum, a violência entre nós raramente acontecerá.

Os cientistas sociais estabeleceram há muito tempo que somos altamente suscetíveis aos exemplos, normas e valores do nosso ambiente. Devemos abrir os olhos para isso e cultivar um clima social que nutre nossa humanidade comum em uma base diária. Se começarmos a fazer isso de forma sistemática, seguramente veremos uma América muito menos violenta, e poderemos evitar que surja o próximo Paddock.

Não Só De Pão

laitman_547.05De “A Crise e a Sua Solução” (Fórum em Arosa, 2006):

Embora no início, cada um trabalhará em benefício da sociedade sob a compulsão e a influência de seu ambiente, o apoio e o reconhecimento de suas ações pela sociedade o preencherão com uma satisfação tão completa que o indivíduo começará a perceber a doação à sociedade como o valor mais especial e melhor mesmo sem receber uma recompensa moral de seu ambiente em casos concretos.

Em outras palavras, a questão não é o quanto recebemos hoje e quanto mais tarde. O preenchimento (realização) depende de como recebemos, de que forma, para que e por quê. É possível comer algumas gramas de comida e ficar satisfeito como se comesse vários quilos. Tudo depende da satisfação interna e espiritual.

O sentido espiritual na comida, nas roupas, em qualquer realização recebida por um indivíduo, dá-lhe prazer e o desejo de preservar e ficar satisfeito com menos. E isso não será resultado da coerção; a sociedade chegará a isso como resultado da educação integral. Está escrito que um “homem não vive só de pão” porque o preenchimento espiritual é mais importante.

E mesmo agora, não estamos nos preenchendo com a própria comida; estamos tentando extrair prazer disso. Mas o prazer de um pedaço de carne não pode ser comparado com o que pode transcende-lo: como estamos recebendo e por que motivo comemos.

Pergunta: É óbvio que o mais importa em um trabalho não é o salário, mas o preenchimento que ele dá ao indivíduo, as interações. Por que, então, a necessidade de trabalhar em benefício da sociedade é percebida pelo ego como algo amargo?

Resposta: Porque hoje o indivíduo não recebe uma sensação prazerosa de dar à sociedade., Mas o contrário! Isso é resultado do “liberalismo” e da “democracia”, que têm sido promovidos nos últimos quarenta anos. Toda a abordagem recebeu uma inclinação errada porque todos se orgulham de seu próprio relacionamento desdenhoso para com os outros, sua separação da sociedade, como um ladrão que não foi pego.

A sociedade valoriza exatamente esse tipo de pessoas: personalidades fortes. É por isso que toda a sociedade apodreceu completamente. Se esse “liberalismo” não for interrompido agora, nos levará à guerra. No final do mandato de Obama, uma guerra final já era falada abertamente porque o mundo estava realmente se movendo em direção a ela. Eu espero que agora haja mudanças.

Uma inclinação para a direita também não é permitida; deve haver um equilíbrio. Esse será o verdadeiro “pluralismo” sonhado antigamente, e não o tipo que emerge quando os democratas apoiam a democracia apenas enquanto estão no poder. Assim que alguém é eleito, eles saem para protestar e tentam derrubá-lo. Como as pessoas, que se chamam democratas e liberais, não concordam com os resultados de uma eleição?

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/17, “Mismah Arosa (Documento Arosa)”, “O Resultado Desejável”

Ontem Harvey, Hoje Irma, Amanhã O Quê?

laitman_765.1Pergunta: Inundações no Nepal, ondas de incêndios florestais na Califórnia, apenas recentemente o furacão Harvey passou pelo Texas, e depois disso, outro furacão de categoria elevada, o Irma, atingiu a Flórida. O que está acontecendo?

Resposta: O mundo está em desequilíbrio no nível inanimado porque as pessoas cometem crimes, erros e realizam ações negativas no nível espiritual. A humanidade já se desenvolveu a um grau espiritual e é obrigada a realizar uma correção. Não é por acaso que nossa geração se chama a última geração.

É como uma criança que cresceu e agora deve ir à escola e gritar que não quer estudar! Mas lhe dizem: “Caro, você cresceu e deve ir à escola, quer queira ou não”.

A última geração significa que chegamos a um novo estado, embora ainda não estejamos cientes disso. Os Cabalistas advertem: “Cuidado, hoje vocês já estão na primeira série. Quer queiram ou não, vocês estão sendo graduados e a natureza irá tratá-los de acordo com essas notas. Saibam que se vocês voltarem para casa com uma nota baixa, serão punidos”.

Mas a humanidade não presta atenção a essas advertências e continua a se divertir irresponsavelmente, como crianças no campo de jogos. É por isso que há desastres naturais, um após o outro.

Até agora, estamos cometendo transgressões menores em nossa sociedade, porque não é exigido muito de nós – apenas a menor consciência de onde estamos e qual é o propósito para o qual nós existimos.

Mas se, em vez disso, nos ocupamos de uma atividade inútil, então nossos pequenos erros, à medida que são mais claros para nós, começam a aumentar gradualmente à medida que passam por todos os níveis: humano, animal, vegetal e todo o caminho para o nível inanimado, onde eles se transformam em desastres naturais.

É assim que funciona um sistema integral unificado, e não seguir suas leis pode resultar em consequências catastróficas. O mais perigoso nem sequer é um furacão ou um incêndio, mas que, em um momento, podemos ficar completamente sem comida. Não haverá colheita. O que fazemos, então? Nós somos extremamente dependentes do nível inanimado da natureza.

Nós devemos começar o trabalho de correção imediatamente porque hoje não há mais ninguém que desfrute viver nesse mundo. Nós estamos no limiar das grandes crises: no sistema financeiro, na ecologia, uma nova onda de terrorismo, sem mencionar a ameaça nuclear. A humanidade está preparando surpresas tão assustadoras para si mesma que vale a pena nos apressar. Furacões, incêndios e erupções vulcânicas não vão terminar porque a natureza está agora em desequilíbrio.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/09/17Escritos do Baal HaSulam, “Paz no Mundo”

O Monte Do Templo: Regocije-Se Ou Chore

Laitman_421.01Pergunta: No Monte do Templo, eles desmantelaram todas as medidas de segurança; em outras palavras, a entrada é mais ou menos livre. É possível dizer que Israel se rendeu à pressão do mundo árabe e da Europa? Devemos ficar felizes ou chorar?

Resposta: Esse é um grande fracasso de nossas forças de segurança, que não puderam calcular corretamente o poder dos árabes ou o poder do governo, o qual não levava em conta que a questão da Mesquita Al-Aqsa poderia provocar tal tempestade no mundo.

A cada ano, os judeus simplesmente se tornaram cada vez mais obtusos, aparentemente inconscientes, enquanto os árabes se tornaram cada vez mais sábios. Eles podem ser influentes através de todas as organizações internacionais em que entraram e podem chegar a acordos entre si. Eles já não são as mesmas nações árabes que já foram. Hoje, eles têm conexões internacionais na Internet, tanto na imprensa como na empresa de televisão Al-Jazeera.

Na verdade, não temos amigos e apoiadores, enquanto há apoiadores necessários entre eles porque eles têm o poder. Portanto, nosso futuro é sombrio e vago.

Cabe a nós tirar as seguintes conclusões: não é necessário realizar ações extremas se não soubermos com certeza para onde essas ações vão levar. É preferível sentar-se silenciosamente e entender como é possível conseguir um poder como este que possa convencer corretamente o mundo sobre a nossa justiça.

Pergunta: Nós podemos realmente ganhar?

Resposta: Sim, se conseguirmos convencer a nós mesmos e ao mundo de que estamos certos. Por enquanto, não podemos fazer isso hoje.

Pergunta: Como é possível fazer isso?

Resposta: Só se provarmos ao mundo inteiro que temos a capacidade de dar ao mundo um método para se livrar do mal. Isso é tudo. O mundo não precisa de mais nada.

Pergunta: O que você está chamando de “mal?”

Resposta: O mal é o enorme egoísmo humano. Se pudermos mostrar ao mundo inteiro que temos um método para se livrar dele, e como resultado disso, nos livrarmos de todos os problemas, conflitos, ódio e rejeição, então o mundo começará a concordar conosco.

Porém, precisamos mostrar isso por meio de um exemplo pessoal! Nós somos uma nação “quebrada”, a mais separada e egoísta. Se olharmos para nós mesmos, por exemplo, quão eficaz o nosso método é conosco, dentro de um pequeno grupo da população em uma pequena nação, a natureza organizará coisas de tal forma que o mundo não terá escolha senão prestar atenção, ouvir e concordar conosco. Somente dessa maneira podemos ser salvos de todos os problemas!

Pergunta: Será que o mundo verá que existe um canto do Jardim do Éden [paraíso] onde eles vivem em amizade e amor, e também desejará viver assim?

Resposta: O mundo será obrigado a ver isso porque eles estão nos observando o tempo todo. Só que, por enquanto, eles não estão vendo nada de bom. Se mostrarmos que temos um método para a correção de toda a humanidade, todos verão.

Comentário: E não haverá necessidade de fechar o Monte do Templo.

Resposta: Não haverá necessidade de fechar nada. Tudo ficará bem por si só.

Pergunta: O que é possível fazer para acreditarmos nisso?

Resposta: Não é necessário acreditar. Basta fazer porque não há nada de ruim nisso. Está escrito em nossas fontes. Basta concordar com isso.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 27/07/17

Breaking Israel News: A UNESCO Não Reflete O Antissemitismo Das Nações, Mas O Nosso Próprio Ódio Pessoal”

O grande portal de notícias Breaking Israel News publicou o meu novo artigo A UNESCO Não Reflete O Antissemitismo das Nações, Mas O Nosso Próprio Ódio Pessoal”:

Em abril de 2016, quando a UNESCO adotou uma resolução negando a história judaica no Monte do Templo, eu escrevi que esse era apenas o início de uma campanha para negar a história do povo judeu na terra de Israel, uma campanha cuja finalidade é a eliminação do estado judaico. Em dezembro do ano passado, a campanha acelerou quando o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que abriu as portas para sanções indiscriminadas e boicotes contra Israel sobre a sua política de assentamentos na Cisjordânia e Jerusalém. Alguns dias atrás, a UNESCO deu mais um passo na sua campanha para negar os direitos judaicos a Israel, negando a história de quase 4.000 anos da Caverna dos Patriarcas.

Todos, incluindo aqueles que votaram a favor da resolução, sabem que não existem motivos históricos ou científicos para a reivindicação dos palestinos de ligação com o local. Mas os fatos, todos nós sabemos, são o fator menos importante nesta história. Tudo o que importa é que a campanha para eliminar o estado de Israel e revogar a resolução 181- que justifica a criação de um estado judaico em Israel – está ganhando impulso.

Essa última resolução é um sinal de alerta para todo o povo judeu, e especialmente para aqueles que vivem em Israel. Ele nos diz que devemos reavaliar quem somos como uma nação, o que atualmente defendemos, o que gostaríamos de defender, e como podemos realizar isso.

Um Fosso de Ódio

Cerca de duas semanas atrás, em seu primeiro discurso público, o embaixador dos EUA para Israel, o Sr. David Friedman, disse: “Eu tenho um grande discurso preparado sobre a amplitude e a profundidade da relação entre os Estados Unidos e o estado de Israel. Mas eu não vou fazê-lo hoje à noite. Em vez disso, o embaixador Friedman dedicou todo o seu discurso à unidade judaica, ou mais especificamente, à falta dela.

No entanto, olhando para isso, o nível atual de divisão entre os judeus é insustentável. Estamos envenenando nossos relacionamentos com tanto ódio que o mundo nunca vê nada de bom emergindo do povo judeu. Estamos disparando sobre as áreas de oração no Muro Ocidental e colocando na lista negra decisões de certificação de rabinos sobre a determinação do caráter judaico de pessoas que precisam que este caráter judaico seja confirmado. Estamos fazendo campanha contra o nosso próprio país através da ONU, BDS, a academia, e em inúmeras outras maneiras. Segregamos os judeus com base no fundo étnico e cultural, e nos associamos apenas com pessoas política e religiosamente semelhantes em ideias.

Israel, que supostamente deveria ser um modelo de caldeirão cultural, tornou-se um fosso que não emite nada além de ódio de nossos correligionários. Isso é exatamente o oposto da essência de nossa fé e contradiz o que estamos destinados a projetar para o mundo.

Por que a Perseguição Incessante aos Judeus?

Ao longo de gerações, os líderes do povo judeu – do mais ortodoxo ao mais secular – têm salientado que a nossa redenção, salvação, e até mesmo a sobrevivência dependem apenas de nossa união.

“Todo Israel é responsável um pelo outro… apenas onde há pessoas que são responsáveis umas pelas outras, lá está Israel”, escreveu o pensador sionista A.D. Gordon. “Somos chamados para unir o mundo. Mas antes de unirmos o mundo material, somos chamados a revelar a unidade espiritual. Esse é o nosso segredo mais íntimo”, afirmou o Rav Kook (Cartas do Raiah), o primeiro rabino chefe de Israel. “Tudo depende dos filhos de Israel. Conforme eles se corrijam, toda a criação os segue”, afirmou o livro Sefat Emet. “Ainda temos que abrir os olhos e ver que só a unidade pode nos salvar. Só se nos unirmos… para trabalhar em favor de toda a nação, nosso trabalho não será em vão”, ponderou Eliezer Ben Yehuda, restaurador da língua hebraica. “Ama o próximo como a ti mesmo” (Levítico, 19:18) é o mandamento superior no judaísmo. Com estas poucas palavras, a eterna lei humana do judaísmo foi formada… O estado de Israel só irá merecer o seu nome se a sua estrutura social, econômica, política e judicial se basear nessas três palavras eternas”, concluiu David Ben Urino, o primeiro primeiro-ministro de Israel.

Logo após o estabelecimento do estado de Israel, Rav Yehuda Ashlag, autor do Sulam (Escada) completo, o comentário sobre o livro do Zohar, escreveu em sua composição, Os Escritos da Última Geração: “O judaísmo deve apresentar algo novo às nações. Isso é o que eles esperam do retorno de Israel à terra!” De fato, continuou Ashlag, “É a sabedoria de doação, justiça e paz.”

Apesar dessas declarações várias vezes repetidas, nós não escutamos. Desde a ruína do Templo e do exílio que infligimos a nós mesmos através do nosso ódio mútuo e infundado, não aprendemos como superar o nosso ódio e nos unir. Como resultado, a perseguição de nossa nação não parou desde então. “Quando Israel é ‘como um homem com um coração’, eles são como uma muralha fortificada contra as forças do mal”, declarou o livro Shem MiShmuel. Mas quando foi a última vez que fomos “como um só homem com um coração”?

Subimos e Caímos pelo Poder da Nossa União

De acordo com o Rav Kook, “O propósito de Israel é unir o mundo inteiro em uma única família” (Sussurra-Me o Segredo da Existência). Quando um homem pediu ao Velho Hillel para ensiná-lo a Torá, o sábio respondeu: “aquilo que você odeia, não faça ao seu próximo; essa é a totalidade da Torá “(Talmude Babilônico, Shabbat, 31a). Assim como explicitamente afirmou o Rabino Akiva: “Ama o próximo como a ti mesmo é a grande regra da Torá” (Talmude de Jerusalém, Nedarim, capítulo 9, p 30B).

Semelhante a esses gigantes, o livro Shem MiShmuel escreve: “A intenção da criação foi para que todos se tornem um feixe…, mas por causa do pecado [inclinação ao mal/egoísmo], a matéria foi corrompida até o ponto onde mesmo o melhor nessas gerações não poderia se unir. A correção dessa matéria começou na geração da Babilônia, quando Abraão e seus descendentes reuniram pessoas em uma Assembleia conjunta. …Assim, o assunto continuou e cresceu até que a congregação de Israel fosse feita. Mas o fim da correção virá quando todo mundo se tornar um feixe”.

Israel se tornou uma nação quando todos os seus membros se comprometeram em se unir “como um homem com um coração.” Imediatamente depois, Israel foi ordenado a ser “uma luz para as nações”, para transmitir essa unidade sólida. Por essa razão, quando estamos unidos, há mérito para a nossa existência como uma nação. Quando estamos separados, não há justificativa para a nossa existência como nação, porque não podemos ser “uma luz para as nações”. Em consequência, as nações recuperam a terra e dispersam os judeus, que não são fiéis à sua vocação. É por isso que o livro Maor VaShemesh afirma, “A defesa principal contra a calamidade é o amor e a união. Quando há amor, união e amizade dentro de Israel, nenhuma calamidade pode vir sobre eles.

Nosso Destino Está em Nossas Mãos

Em seu livro, A Arte de Amar, o renomado psicanalista e sociólogo Erich Fromm escreveu, ” O homem — de todas as idades e culturas — é confrontado com a solução de uma única pergunta: a questão de como superar a separação, como alcançar a união”. Além disso, Fromm salienta, quanto mais a humanidade “se separa do mundo natural, mais intensa se torna a necessidade de encontrar novas formas de escapar da separação”.

Na verdade, a sociedade de hoje é tão narcisista que dezenas de milhares de pessoas sofrem overdose a cada ano como resultado da solidão. O neurocientista Marc Lewis candidamente sintetizou o veneno da humanidade com o título de sua peça sóbria, “Por que tantas pessoas morrem de overdose de opiáceos? É a nossa sociedade quebrada”.

O Livro do Zohar descreve muito claramente no famoso Tikkun no.30 que quando Israel não está unido, eles “trazem a pobreza, a ruína, e o roubo, o saque, a matança e destruições no mundo”. Em outras palavras, não devemos ficar surpresos quando a humanidade culpa os judeus por suas aflições. Em seu ensaio seminal, “Garantia Mútua”, Rav Ashlag escreveu: “Recai sobre a nação israelense qualificar a si mesma e todas as pessoas do mundo a se desenvolver até que elas tomam sobre si esse trabalho sublime do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da criação”. Por quê? Porque, continua Ashlag, a nação israelense foi formada como “uma espécie de portal pelo qual as centelhas de amor ao próximo brilhariam sobre toda a raça humana no mundo inteiro”.

Mesmo que as pessoas não estejam conscientes de que os judeus têm sido formados como um portal para o futuro melhor da humanidade, esse sentimento intuitivo dita seus pensamentos e ações. Essa expectativa latente faz com que os acadêmicos, como o jornalista e historiador britânico Paul Johnson, escrevam: “Em uma fase muito precoce em sua existência coletiva, os judeus acreditavam ter detectado um esquema divino para a raça humana, da qual a sua própria sociedade era para ser um piloto”. Essa expectativa também faz com que antissemitas cubram o lugar do Memorial do Holocausto com faixas carregando a inscrição, “Heebs [Hebreus] não vão dividir-nos.”

Na verdade, nós subimos e caímos pela nossa vontade de ser uma luz de união para as nações. Como resultado, somos a única nação cujo destino está em suas próprias mãos. Se decidirmos “tomar sobre nós o trabalho sublime do amor ao próximo” e, assim, tornar-se “uma luz para as nações”, a nossa soberania, prosperidade e paz em Israel estão garantidos. Mas se entregarmos as rédeas aos nossos egos egoístas como temos feito nos últimos dois milênios, é provável que vejamos mais uma rodada de ruína na terra de Israel. A menos que acordemos em breve para a nossa tarefa, subamos acima de nossos egos e nos unamos, mas pode ser tarde demais.

Reimpresso com a permissão do autor a partir do The Jerusalem Post

United With Israel: Como O Facebook Pode Realmente “Aproximar O Mundo”

O grande portal United with Israel (Unidos com Israel) publicou minha carta aberta a Mark Zuckerberg “Como o Facebook pode Realmente ‘Aproximar o Mundo’“?

Essa é uma carta aberta e uma proposta a Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook.

Caro Mark

Sua nova missão para o Facebook, “aproximar o mundo”, é uma notícia refrescante a ser ouvida. Isso indica a visão significativa que você adquiriu quanto ao estado insalubre do nosso mundo e o que ele precisa para se curar. Apesar das atuais divisões crescentes e alarmantes na sociedade humana, não vejo muitos jogadores (players) influentes visando abordar a questão no seu núcleo e direcionar suas energias e recursos para aproximar as pessoas.

Como alguém que dedicou os últimos 40 anos à pesquisa e à prática de nutrir conexões humanas, estou certo de que esse é o futuro inevitável do mundo. Minha experiência diária na promoção de comunidades conectadas de pessoas de todas as religiões e etnias do mundo me provou que a única maneira de construir um mundo melhor é desbloquear a capacidade humana natural para unir as diferenças acima.

Portanto, quando alguém como você, que controla uma grande parte da infraestrutura virtual da humanidade, declara a aproximação das pessoas como uma missão para a próxima década, isso me dá esperança de que possamos apenas poder orientar o mundo para a unidade com menos caos e sofrimento do que poderia ser esperado. É por isso que me sinto obrigado a oferecer-lhe a minha visão sobre a capacidade humana natural de conexão e para onde o mundo está indo nesse sentido.

O Curso Mundial Está Mudando

Sua observação de que os desafios do mundo são de natureza global e não podem ser atendidos por um único líder, país ou uma estrutura de cima para baixo, é precisa. E isso é só o topo do iceberg. Nós estamos nos movendo em direção a um ponto de inflexão perigosa em nossa evolução social: as estruturas de poder atuais estão gradualmente colapsando diante de nossos olhos, enquanto as novas ainda não estão em seu lugar.

Os políticos estão perdendo seu controle enquanto ficam cada vez mais afastados de seu povo. Em um mundo interdependente, a política atual se torna um jogo desatualizado, pois exige que seus jogadores (players) mergulhem continuamente em lutas de poder egoísta para manter o domínio. É um ambiente que é simplesmente impróprio para salvaguardar os interesses do público, independentemente de quem são os líderes. Em muitos países, as pessoas veem uma imagem mais ampla e pragmática da realidade do que sua liderança política e estão começando a ampliar ainda mais suas visões.

Paralelamente, os fundamentos atuais da socioeconomia estão balançando quando a automação e a inteligência artificial estão se espalhando na força de trabalho. Como você sabe, os empregos do futuro próximo são incertos e alguma forma de renda básica universal provavelmente se tornará uma necessidade. Com isso, esperam-se mudanças profundas quanto às noções de “trabalho”, estrutura de classe social e o ethos (caráter distintivo) coletivo da cultura ocidental.

Indo mais longe, a economia e a política são meros reflexos das relações humanas. Elas representam o que damos e recebemos da sociedade, como tomamos decisões e resolvemos problemas, como distribuímos responsabilidades e priorizamos interesses coletivos. É a relação entre os seres humanos em todo o planeta que está na cúspide da evolução: as relações exploradoras e as percepções autocentradas estão atingindo a capacidade máxima; a preocupação mútua e uma percepção mais holística moldarão o mundo do amanhã.

Um Ginásio Virtual Para A Construção De Comunidades

Conforme afirmado em sua missão, nós devemos capacitar as pessoas para construir comunidades fortes. Para fazer isso, temos que prover conhecimento e orientação sobre como nutrir continuamente e aumentar nossa capacidade de conexão humana, além de fornecer as ferramentas tecnológicas e as infraestruturas que ajudam as pessoas a se organizar.

Por exemplo, você mencionou a importância de ajudar as pessoas a encontrar um terreno comum antes de abordar suas diferenças ou tentar resolver desafios comuns. Nós precisamos estabelecer práticas de comunicação virtual que incentivem isso. E assim como as pessoas se acostumaram a pensar em quantas “curtidas” conseguiram para as suas postagens, elas podem se acostumar a pensar em quanto tornaram sua comunidade mais conectada.

Ver nossa humanidade comum é muito parecido com um músculo que precisa ser treinado. A cultura atual está entorpecendo esse músculo ao pressionar nossos impulsos primitivos e egoístas e perpetuando a divisão. Portanto, os membros da comunidade devem trabalhar rotineiramente no fortalecimento de seus laços e na manutenção de um clima social de conexões saudáveis ​​e positivas.

Para ajudá-los, eles também precisam de medidas coletivas e de um feedback para seus esforços combinados para manter um clima positivo. A inteligência artificial certamente poderia ser utilizada para tornar o ambiente da comunidade virtual um facilitador de relações humanas saudáveis. Em outras palavras, seria um ginásio virtual para a construção de comunidades.

De uma perspectiva global, comunidades positivas do Facebook também podem servir como modelos para nos ajudar a aprender a construir nossa sociedade futura. À medida que o mundo se torna mais interdependente, as pessoas terão que expandir seu círculo de preocupação. Mas a pregação dos valores morais já não funciona. Em vez disso, precisamos melhorar a nossa sensibilidade social, ampliar nossa visão de mundo, entender melhor a nossa natureza como seres humanos e, o mais importante, aprender a aproveitar nossa fiação inerente para a conexão humana.

Minha Proposta: Um Programa Piloto

Eu proponho a criação de um programa piloto para a criação de uma comunidade virtual que promova ativamente conexões positivas. Seus membros podem ser pessoas diversas de todos os setores da vida que estariam interessadas ​​em participar de tal experiência social. Embora possa haver uma vasta gama de características consideradas para a implementação futura, pela minha experiência, eu tenho certeza de que, simplesmente seguindo-se algumas orientações e práticas de comunicação, veríamos resultados positivos imediatos.

Como tenho certeza que você sabe, vários campos de pesquisa mostraram repetidamente que conexões sociais positivas nos tornam mais felizes, saudáveis ​​e melhores no que fazemos. Eu projeto que, em questão de meses, os participantes em um programa piloto desse tipo teriam efeitos positivos semelhantes de forma notável, o que poderíamos medir empiricamente.

Se você estiver interessado, eu ficaria muito feliz em colaborar na concepção de um programa piloto e compartilhar a experiência que reuni ao longo de muitos anos, construindo uma rede de comunidades físicas e virtuais formada por pessoas de todos os setores da vida.

Atenciosamente,
Michael Laitman