Textos com a Tag 'Criador'

Nós Exigimos Arvut (Garantia Mútua)!

Dr. Michael LaitmanO Criador não é alcançado sem o grupo. Por outro lado, o grupo sem o Criador não é um grupo, mas “o trono dos escarnecedores”. Portanto, eu, o grupo e o Criador compomos um todo. Isto é o que se entende por “Israel, a Torá e o Criador são Um”.

A Torá é a força que nos solda num grupo, se quisermos nos unir a despeito da força de repulsão. Assim, a Entrega da Torá e a garantia mútua estão conectadas. Depois de tudo, a garantia mútua por si só é impossível. Nós não a implementamos, mas exigimos que ela seja implementada. Isso é chamado de “o milagre do êxodo do Egito”. Nós só participamos dela, e as alterações não são realizadas por nossa força, mas apenas de acordo com nosso desejo.

O nosso trabalho é querer muito, tanto quanto pudermos, e, assim, a resposta virá. Ao mesmo tempo, nós já estamos fazendo o “bezerro de ouro”, como no tempo da Entrega da Torá. Isso acontece, mas nós não esquecemos de gritar! Nós temos que estar preparados e exigir o máximo, tanto quanto pudermos. Exigir e não pensar sobre o que vai acontecer depois. Uma exigência geral é necessária aqui. Então, vamos receber o poder da união, e se o nosso egoísmo surge no momento seguinte, visto que o sistema é programado, não é problema nosso.

O nosso problema coletivo é exigir a correção do egoísmo que recebemos agora, só isso, e nada mais. A pessoa é avaliada de acordo com as circunstâncias atuais. Nós devemos apenas sentir o que é necessário, tanto quanto pudermos, na nossa prontidão para atacar.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Workshop 2

Ajudando O Mundo A Revelar O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos chegar à integralidade e unificação através da disseminação e do método integral?

Resposta: A disseminação nos apóia, ela nos obriga a estar juntos, nos comunicar, conectar, discutir, etc. Mas não devemos esquecer que a disseminação só será eficaz se estivermos em busca de um objetivo maior: a revelação ao mundo do estado em que existiria dentro da Luz superior, no bem supremo, em amor e doação. Nós estamos todos dentro deste campo: o campo da informação, campo da bondade.

Se nós estivermos perseguindo esse objetivo em nosso trabalho de disseminação, através dele evocamos a influência da Luz circundante sobre nós e todo o mundo. Obviamente, com isso nós nos tornamos mais próximos de nós mesmos. Esta intenção deve estar presente, pelo menos de alguma maneira, em algum lugar, de alguma forma,  mas precisamos tomar cuidado para garantir que ela esteja lá.

Nós não temos o direito de esquecer isto, porque, do contrário, a nossa disseminação não será eficaz; ela será simplesmente uma ação corporal. Porém, se estivermos pensando sobre como, através dessa ação, estamos trazendo o mundo, e nós junto com ele, à revelação do Criador, então seremos bem sucedidos.

Nós também podemos acrescentar uma intenção: que através disto nós queremos dar prazer ao Criador. Mas este é um grau bastante elevado. Eu não quero falar sobre isso ainda, porque as pessoas ficam confusas: “Quem é o Criador? De que tipo de prazer nós estamos falando”, etc. A nossa psicologia interior age com tais frases. Não podemos dar nada ao Criador, nenhum tipo de prazer. Mas nós dizemos isto desta forma porque sentimos que isto está aparentemente acontecendo na reflexão sobre nós.

Se começarmos a perseguir este objetivo, a nossa disseminação será bilhões de vezes mais eficaz. Isso é o mais importante. Você tem que disseminar com a compreensão de que, através disso, você está trazendo enorme benefício ao mundo, ajudando-o a revelar o Criador. Além disso, a conexão entre nós se tornará correspondentemente maior. O problema está apenas na ausência ou incompletude da nossa intenção.

Da Convenção de Vilnius 25/03//12, Lição 5

O Ponto De Referência Espiritual

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Aqueles que amam o Criador, odeiam o mal”. Isto é, nós recebemos um ponto de referência: se você está no estado de amor pelo Criador, você odeia o mal, o ódio, o egoísmo e isso deve ser sentido simultaneamente; caso contrário, você está se desviando do caminho, da direção. Você vai pensar que ama o Criador, mas se ao mesmo tempo você não sente o ódio pelo egoísmo, então, você não tem direção, ele desaparece. A fim de alinhá-lo, para torná-lo uma linha reta, por um lado, você tem que fortalecê-lo no ódio pelo mal, e depois o segundo ponto será precisamente dirigido ao amor pelo Criador. Nós não sabemos o que é o Criador e o amor por Ele. Mas se começarmos com o ódio pelo egoísmo, isso já é uma direção.

Diz-se neste caso: “Aqueles que amam o Criador, odeiam o mal”, e são estes que o Criador salva deste mal. Portanto, nosso trabalho é rejeitar e repelir o egoísmo e atrair o bem, a doação e o amor.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

Encurtar A Distância

Dr. Michael LaitmanNós não conseguimos imaginar o quanto a distância entre eu e o Criador, e a distância entre eu e meu próximo são as mesmas. Nós chamamos alguém que está perto de nós de “próximo”, enquanto ele está à mesma distância que o Criador. À mesma distância!

Tente chegar até o próximo de forma interna, não fisicamente, e você vai descobrir o mesmo abismo. É por isso que nós subestimamos o que foi dado para nós. “Bem, por que precisamos do próximo? Todos os tipos de personagens estão andando por aqui…”. Nós não conseguimos imaginar que esta é a indicação absolutamente precisa da nossa atitude para com o oculto na natureza. Assim como o Criador está oculto de mim, o meu amigo se oculta de mim.

Imagine, o quanto desse abismo nós ainda não revelamos entre nós. Todo o tempo nós passamos por cima dele, preenchemo-lo com algo superficial, mas nem sequer percebemos este enorme abismo negro.

No entanto, se você trabalhar seriamente no grupo, conforme o seu trabalho, você começa a entender que deve que atacar precisamente neste ponto; aqui você vai revelar tudo. Só não se esqueça que, trabalhando a relação com os amigos, você trabalha a relação com o Criador. O fim da ação deve ser Nele. Então, vamos receber a Luz superior.

Esta é a diferença entre o método da Cabalá e qualquer outro método, porque quando chegarmos ao final da ação, apontando para a força superior, nós recebemos a Luz superior que nos modifica. A principal coisa é não esquecer que todas as nossas ações visam aproximar-se dessa força superior, tornar-se semelhante a ela, dissolvendo-se e agindo como ela, atingindo seu nível de compreensão e conectando-se de forma que toda a minha parte interna seja absolutamente igual a ela.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

O Único Que Vai Me Ajudar

Dr. Michael LaitmanAo tentar nos unir no grupo, não apenas evocamos a Luz, mas a Luz que Reforma. Ela não me corrige, mas me dá novos detalhes de percepção. Seu trabalho é me mostrar que estou totalmente desprendido, oposto, quebrado, mergulhado no ódio, e permaneço na parte inferior. Primeiro, eu chego a este reconhecimento.

Além disso, a Luz me obriga a sentir que nada pode me salvar, e que é impossível sair. Isso me dá a sensação de que não há força no mundo que possa me corrigir, embora eu aparentemente não queira me conectar com os amigos e amá-los.

No entanto, eu continuo trabalhando, dando o meu melhor, junto com o grande ódio pela separação e o grande desejo de me unir. Com a ajuda da Luz, eu começo a entender que isso é muito importante. Em seguida, ela revela o ponto interno mais importante para mim: o entendimento de que somente o Criador pode me ajudar.

Assim, eu alcanço duas coisas. Por um lado, eu começo a odiar o mal, e por outro lado, eu aprendo a amar o bem, ou seja, a doação absoluta, quando realmente quero sair do meu caminho em direção aos outros. Eu adquiri uma grande deficiência, a necessidade de união e amor. Além disso, acima da chamada do coração, eu alcancei o entendimento de que ninguém pode me ajudar, exceto o Criador.

No final, eu adquiro uma deficiência pelo Criador. Primeiro, eu supus que, juntamente com os amigos, nós derrubaríamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), e como resultado dessa demanda, eu penetraria mais profundamente na Natureza e descobriria a força interior oculta nela, a única uma força que pode me ajudar. Eu sinto que o desejo que visa o Criador nasce em meu coração.

Este é o topo, o clímax do meu trabalho acima do nível corporal, com todos os meios disponíveis aqui. Deste ponto em diante, eu estou “fechado” no Criador: Como eu faço para pedir, obrigar e implorar-Lhe ajuda?

Este desejo se desenvolve e assume novas formas. Para quem serviria a ajuda do Criador? Eu começo a ver que, até agora, eu queria usá-Lo, até mesmo pagá-Lo. No entanto, eu realmente preciso de mudanças, a fim de dar prazer a Ele. Então, mudando internamente, eu começo a mudar as nossas relações mútuas. Mesmo acima de todos os meus cálculos pessoais, eu quero que todas as mudanças Lhe dêem prazer.

Esta é a obra do Criador: eu trabalho e conscientemente dirijo todos os frutos do meu trabalho para Ele. Então, eu peço para senti-Lo. Eu não peço como costumo pedir agora, não em meu benefício próprio, mas, pelo contrário, digo-lhe: “Não Se revele, caso contrário o meu desejo de receber começará a desfrutar. Apenas me diga o que for para o Seu bem. Esta é a única coisa que eu quero”.

Assim, a partir do nível do nosso mundo, eu passo a outro tipo de trabalho, feito em relação ao Criador. Ao mesmo tempo, eu continuo a trabalhar no grupo, mas agora como um todo com ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/12, “Prefácio ao Livro do Zohar”

O Clamor Pelo Criador

Dr. Michael LaitmanAntes de cada aula, é muito importante para nós formular a intenção correta: “Pra que estamos estudando?”. Eu não simplesmente chego, me sento e ouço coisas inteligentes sobre a estrutura do mundo superior ou sobre as passagens do Livro do Zohar, artigos e outros materiais. Esta não é a questão. Estes são apenas o meio para atrair a Luz superior.

Então, o que eu estou estudando? Eu estou sentado junto com os amigos. Uma conexão especial está sendo formada entre nós e deve ser tal que nos eleve ao reino da Luz superior, ao nível superior para o qual dirigimos nossos desejos comuns, apenas os comuns! Desejos individuais significam desejos egoístas. Desejos comuns já são desejos de doação em direção à união.

Assim que eu elevo esses desejos, MAN (se eu realmente consigo elevá-los juntamente com o grupo), a Luz superior desce imediatamente sobre nós de Cima, nos corrige e nos aproxima um pouco.

Cada vez que nos elevamos, nos aproximamos cada vez mais. E assim é até que nos unimos num ponto. No entanto, este não é mais um ponto, uma vez que mostrou o nosso egoísmo.

Nós simplesmente o juntamos e é por isso que nós olhamos como um ponto, mas na realidade há um grande egoísmo debaixo de nós, acima do qual temos nos elevamos. Então, nós revelamos a Luz superior dentro de nós mesmos, não mais na forma de Luz Circundante (Ohr Makif), o que nos transforma com a sua influência, mas na forma de Luz Interior (Ohr Pnimi).

Então, pra que nós precisamos de livros? De modo que, enquanto nos reunimos, lemos sobre o que acontece no Mundo superior.

Na verdade, nós não sabemos o que está acontecendo lá, já que não advinhamos nem sabemos realmente que ações são essas. Mas ao fazer isso, atraímos a Luz superior sobre nós mesmos. É por isso que há “Eu + grupo + livro”, e estas são as condições essenciais para o nosso trabalho.

Entre o grupo e eu deve haver interferências, várias questões e problemas. No entanto, entre o livro e eu não existem obstáculos nem perguntas, e não importa se eu entendo alguma coisa ou não.

Em todo caso, eu não entendo nada, porque no livro ele fala sobre o que está acontecendo no próximo nível no mundo espiritual, sobre o qual eu não tenho a menor ideia. Eu estou apenas lendo palavras, mas isso é o suficiente para atrair a Luz superior sobre mim mesmo.

No final, o estudo com os livros e nós é puramente formal. É absolutamente irrelevante o quanto a pessoa sabe e o quanto entende! O importante é o quanto a sua união com o grupo e o livro desperta o desejo dentro de si, eleva a tensão. Para quê? Para a qualidade de doação.

Se a pessoa está pedindo pela qualidade de doação, aspira em direção a ela, tentando não se enganar e esclarecendo junto com o grupo que ela gostaria precisamente disso, então ela ainda descobre de forma mais clara dentro de si qual o significado do Criador, a qualidade de doação, o que significa aproximar-se Dele, aproximar-se da qualidade  e descobri-la em si mesma. Quando ela está envolvida com esse desejo, embora ele seja pequeno e enganoso, ela mesma não entende o que está pedindo. Como ela pode realmente pedir algo que é contrário à sua natureza?

No entanto, a aspiração gradual a move para frente. Ela resmunga como uma criança, sem saber como falar, pronuncia as palavras incorretamente e ninguém a entende, exceto sua mãe. Da mesma forma, o Criador nos compreende. No entanto, nós mesmos não entendemos. Achamos, de fato, que tendo nos unido, estamos exigindo e pedindo; então onde está o que nós queremos?

No entanto, mesmo que não queiramos nada, Ele percebe isso corretamente, sabendo o nosso estado, a partir do qual não podemos fazer nada de qualquer forma. Este é o caso quando a mãe entende o balbucio de um bebê ou simplesmente compreende-o sem palavras. Isso é exatamente o que precisamos. Isto é o que chamamos de clamor pelo Criador, ou oração (MAN).

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 4

No Meio Entre O Criador E O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil entender o que significa a conexão em si?

Resposta: É difícil para nós realizarmos essas ações porque, inicialmente, nos relacionamos com elas e as abordamos egoisticamente. Eu não posso impedir a minha mente de perceber o mundo, o grupo e a mim mesmo, e começar a esclarecer a situação usando uma mente fria externa.

Em primeiro lugar devemos entender a razão de nossas ações e o que eu sou obrigado a fazer. O Criador quer que eu realize a correção do mundo. O mundo é toda a realidade que surge diante de mim. Isso significa que eu tenho que me relacionar com ele nesse sentido e ser incluído no público, nas pessoas, que em seu nível de desenvolvimento também estão exiladas no Egito; mesmo que elas não estejam nos estágios finais, elas estão em estágios muito avançados. As pessoas já estão sentindo que chegaram a um beco sem saída; elas estão sentindo que é o fim do mundo, pois têm encontrado problemas ecológicos, guerras, fome, suicídio, desespero, etc. Este é o “exílio no Egito” para elas, um exílio da prosperidade que conheciam antes e do desamparo.

No passado, a pessoa costumava fazer mudanças em sua vida e encontrar alívio nisso. Hoje, não há para onde ir; a pessoa não encontra conforto em nenhum lugar. Não há conforto em casa e na família, e nenhum lugar para descansar. As crianças não mostram qualquer esperança de algo bom; no trabalho, é impossível a pessoa se contentar com o que realmente precisa, juntamente com os outros, pois não há bondade. A esperança de descansar quando nos aposentarmos está se tornando imaginária, e não podemos ter certeza de que quando envelhecermos vamos ter comida e abrigo. As pessoas vivem na incerteza: durante as suas vidas elas economizaram em algum fundo, mas se algum dia elas terão esse dinheiro de volta é uma grande questão. E estes são apenas alguns dos problemas.

Portanto, quando estamos nos aproximando do Criador, não levamos em conta o que Ele quer e o que nós queremos? O Criador quer a correção do mundo. É assim que nos aproximamos das pessoas, pegando os seus desejos e nos preocupando com eles? Eu não tenho certeza. Será que nós nos dirigimos às pessoas o suficiente, àquelas que, por sinal, sentem o exílio muito mais do que nós? Será que estamos incluídos no seu exílio, em suas dificuldades corporais? Será que nós podemos transformar gradualmente seus problemas em problemas espirituais em nosso nível?

Se a Luz influenciar as pessoas através de nós, as pessoas se sentirão bem. Isto é o que a parte do mundo chamada “Israel” deve fazer, tornar-se a “Luz para as nações”. Para todos aqueles que não têm contato com a Luz, eu tenho que ser o “adaptador”, seu enviado. Será que eu devo começar a partir disso?

O Criador quer levá-las à Luz e ao avanço, enquanto eu sou apenas o elo. Eu tenho que pegar a deficiência delas e transformá-la numa necessidade de se conectar no meu nível, a necessidade da Luz que Reforma, e transmitir este pedido para cima, e não os meus desejos pessoais. Isso significa doar.

Nós fazemos isso? Nós valorizamos a disseminação a fim de absorver os desejos das pessoas? A contagem começa desde o inferior e não no meio. A verdadeira deficiência está oculta no mundo, enquanto nós recebemos a nossa deficiência do Criador e só devemos fazer parte do todo.

Ao absorver a deficiência das pessoas, você tem que se conectar com os amigos. Caso contrário, por que você precisa desta conexão? Para quê? A quem se destina a sua futura doação? Sem o mundo não há como você alcançar isto. O Criador não precisa de sua doação, ele não precisa de nenhum favor de você. Você pode Lhe dar alegria se você passar a Sua Luz para baixo, se você conseguir convencer as pessoas que elas precisam mudar. Em seguida, pela discreta mudança nelas, você vai aumentá-la e elevá-la ao Criador e, portanto, atrair a conexão de baixo para cima. Você vai crescer da pequenez até Seu nível superior e terá o seu lugar no meio. Sem a conexão entre os dois extremos, você está brincando com algo que não se baseia em nada, exceto o ego.

Pergunta: Então o que estamos fazendo de errado? Afinal, estamos tentando levar a nossa mensagem ao mundo.

Resposta: Parece que não estamos impressionados com os desejos do mundo o suficiente para agir por eles. No final, nós ficamos apenas com uma impressão “fictícia” formal do trabalho que é feito. Tudo se inverte: nós queremos avançar e, por isso, usamos as pessoas como meio, em vez de sermos o meio para seu avanço e levarmos as pessoas para onde o Criador quer levá-las. Nós estamos virando tudo de cabeça para baixo: em vez de sermos servos, estamos nos tornando os donos da situação. O Criador depende de nós, as nações dependem de nós, enquanto nós olhamos para elas ficando no meio.

A questão não são as ações, mas a nossa atitude interior. A deficiência do Criador e a deficiência do mundo é o que deve ser importante para nós. É a partir destas deficiências que devemos estabilizar a nossa autodeficiência, de modo que ela conduzirá ao resultado desejado. “Israel” pertence ao nível de Bina, e não tem nada próprio. Sua parte superior é Keter e a parte inferior é Malchut. No meio existe apenas uma fenda. Então, como as duas partes podem ser conectadas? Nós é que devemos ser esta conexão e esta é a nossa única propriedade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/12, Escritos do Rabash

O Bastão Vai Nos Ajudar A Não Tropeçar Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanExistem os termos “vara” e “serpente”. Se eu sempre tento manter o Criador acima e eu abaixo, então isso é uma vara; se ela estiver abaixo em sua importância (mesma raiz em hebraico) então ela me apóia no caminho. Mas se eu não trabalho dessa forma e meu desejo egoísta toma todas as decisões, isso significa que eu jogo a vara no chão e ela se transforma numa serpente. Então, eu estou sob o controle do meu ego.

A pessoa deve verificar constantemente para ter certeza que não é uma divisória no mar da Luz; assim ela se anula, se rende e é incluída na Luz. Ela deve verificar constantemente a si mesma dessa forma e ver a si mesma em relação aos amigos e o grupo. Eles garantem que você não vai começar a imaginar que está completamente corrigido, completamente justo. É por isso que nós recebemos um método específico de medição, para que possamos sempre avaliar e verificar corretamente onde estamos em relação ao grupo.

Eu devo verificar constantemente se sou “transparente” em relação ao grupo, de modo a não perturbá-lo, mas participar dele. Assim, eu construo relações equilibradas e iguais. Neste caso, eu sempre encontro algo no trabalho que vai me manter em equilíbrio com a Luz superior. Isso vai continuar até que todo este trabalho se torne um hábito para mim, e eu comece a sentir a Luz superior permanentemente.

Este trabalho é feito no “exílio”, quando não sentimos a grandeza do Criador, mas apenas queremos imaginar sua grandeza, a grandeza do atributo de doação, acima de todos os obstáculos que nos impedem de sentir a sua importância. Eu constantemente verifico a mim mesmo em relação ao grupo, porque agora eu não sinto a espiritualidade, e eu me vejo como uma pessoa justa, que é totalmente transparente e não fica no caminho da Luz.

Eu posso achar que eu já estou no nível da harmonia com a Luz que Retorna, repetindo seus movimentos, doando a todos como ela faz. De que outra forma eu posso saber se isso é verdade ou não? Não há outra maneira de eu verificar a mim mesmo, exceto em minha atitude para com os amigos.

Se eu conseguir ser a parte da conexão e equilíbrio que equaliza todos e os atrai para um centro coletivo onde existe a nossa conexão, então não há dúvida de que, desta forma, eu me igualo e não fico no caminho da Luz, o Criador, que preenche toda a realidade.

Isto só é possível no grupo, e não há nenhuma outra maneira de verificar isso. Esta é a razão para a quebra e toda a preparação do trabalho: criar um sistema de medição para nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati # 59

Um Caixa Preta Navegando Nas Ondas De Luz

Dr. Michael LaitmanÉ muito difícil explicar o que é a espiritualidade, porque isso é uma questão de sentimento. Se a pessoa compartilhar tais sentimentos, ela vai entender o que está sendo descrito. Mas se ela não estiver no mesmo nível e não sentir o que o autor fala, ela não vai entender nada.

Todo o nosso trabalho acontece no “Egito”, no exílio, quando ainda não sentimos o Criador, a força superior que pode nos ajudar a superar o nosso desejo de receber. Este é o momento da escolha e é o melhor momento, porque é quando aprendemos a trabalhar contra o nosso desejo.

Eu tenho que constantemente pensar que já estou em doação, no mundo espiritual, em santidade, e eu não estabeleço qualquer limitação, barreira, no caminho da Luz superior que preenche toda a realidade. Eu anulo a minha personalidade, meu “eu” egoísta, e apesar de eu sentir que diferentes estados passam por mim e evocam diferentes reações no meu ego, eu tenho que tentar estar só em doação pura.

É como se eu já estivesse no mundo espiritual. Eu estou imerso num mar de Luz, sendo totalmente equivalente a ela. Isto porque tudo o que realmente me separa da Luz é o meu desejo de receber, o meu ego, que se assemelha a uma caixa que não deixa a Luz passar. Eu coloquei obstáculos para mim, eu sou o único que se sobressai com o seu ego na Luz. Exceto por mim tudo está corrigido e pronto.

A Black Box Sailing On The Waves Of Light

Apenas sou eu quem vejo que essa realidade está distorcida, que estou corrupto e que o Criador é mal e me trata mal. Além disso, parece-me que há outra autoridade que não o Criador.

Todo o nosso trabalho reside em imaginar o nosso estado corretamente, a maneira como ele realmente é, e não o que é retratado no nosso ego. Não há nada, exceto o Criador, mas meu ego me diz que há muitas forças diferentes que tomam decisões e que também existe eu.

Parece-me que eu sinto e decido alguma coisa por mim mesmo, mas mesmo isso não é verdade. O Criador é o único que me envia todos esses sentimentos, para que com base nas impressões que recebo Dele a cada instante, eu seja capaz de fazer o trabalho e anular a mim mesmo, meus pensamentos, que eu aparentemente penso e sinto de forma independente, que eu recebo algo do ambiente, do grupo e de todo o mundo externo. Em vez disso, eu tenho que imaginar que eu estou totalmente sob o controle da Luz superior que preenche toda a realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati # 59

Mantendo A Direção Para O Criador

Dr. Michael LaitmanEstá escrito: “Não há outro além Dele [além da única força da natureza]“. Isto significa que não há nenhuma outra força no mundo… que seja oposta ou semelhante a ela, que exista além dela. Isto é, há apenas uma força no mundo, a Natureza, que inclui tudo nela.

Na verdade, ela não inclui nada nela; só nos parece que ela é dividida em muitas partes. Parece-nos que há muitas forças, razões, resultados e acontecimentos diferentes no mundo, mas tudo decorre desta força única.

Nós estamos entre muitas pessoas, com grandes problemas, preocupações e ações que constantemente mudam de propósito, de modo que apesar de tudo, apesar de todas essas ações, problemas e interrupções, nós vamos concentrar nossa atenção apenas na força que criou tudo que nos cerca.

Tudo o que parece interrupções, que nega a singularidade desta força (Natureza) e que resulta de um plano, um pensamento, um objetivo, tudo isso se destina a repelir-nos dela para que possamos voltar para o mesmo caminho, como um míssil que deve constantemente seguir o mesmo curso. Ele verifica constantemente a si mesmo quando está fora do rumo, e só assim ele pode se dirigir novamente à meta, como um sistema comum de vigilância.

Eu tenho que me dirigir à meta, mas eu estou no caminho, sem saber como avançar, como que suspenso no ar, e não há sinais de trânsito ao redor. Então, como posso fazer alguma coisa? Este é o estado em que nos encontramos: nós não vemos a meta. Ela está totalmente escondida de nós pela tela que a esconde.

Keeping The Direction Towards The Creator

Como há uma tela, nós não sabemos o que se passa por trás dela. Portanto, como podemos alcançar esse objetivo?

Para isso, nós temos “sinais de trânsito” e certos desvios, e verificamos constantemente a nós mesmos e, assim, avançamos. Ao me desviar da meta, eu calculo o erro e retorno ao estado normal. E isso acontece o tempo todo.

Mas que estado é considerado normal? Como eu sei isso? Afinal, eu nunca vi essa meta tão grande. Portanto, como posso aspirar a ela? Eu aspiro a ela quando dirijo todos os meus pensamentos, anseios, ações, razões, resultados, e tudo o que acontece no mundo para uma única fonte. Eu tenho que atribuir todas as desvantagens e vantagens, tudo o que acontece comigo a uma única coisa: a essa fonte.

Isto significa que existem forças individuais da força única da Natureza, que agem propositalmente com a intenção de desviar a pessoa da meta.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3