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O Malabarismo Dos “Anjos” E “Demônios”

Baal HaSulam, “A Liberdade”: “Embora nossa força não seja suficiente para enfrentar o primeiro fator(a “fonte”), nós ainda temos a capacidade e o livre arbítrio para nos proteger contra os outros três fatores, pelos quais a fonte muda suas partes individuais, e algumas vezes sua parte geral, bem como, através do hábito, que confere a ela uma segunda natureza”.

Eu sinto diferentes influências e embora eu não possa resistir a elas, eu posso “brincar” com suas “combinações”, “fazer malabarismo” com elas e tomar uma decisão. Mas, que decisão exatamente?

Embora as minhas ações sejam artificiais, existem diferentes fatores que podem evocá-las. Se houvesse apenas um fator, eu conseguiria fazer nada. Quando há dois fatores, eu já posso dirigir a relação entre eles e influenciar o equilíbrio do poder. Assim, eu posso influenciar o meu destino e as mudanças em mim; agora, existe o meu “eu” que toma decisões.

Aqui há um grande problema filosófico que obrigou as pessoas a dividir a realidade em bem e mal. Uma força é inconcebível, inatingível. Somente a idéia de múltiplas forças, em certa medida, permite que as pessoas ajam e façam “malabarismos” com elas. Mesmo que as pessoas reconheçam a existência de uma força superior, elas ainda têm a necessidade de acreditar em diferentes “anjos” e “demônios”, que separadamente as governam.

Nós vemos que no trabalho espiritual este problema é resolvido de uma forma totalmente diferente. A pessoa está sob diferentes tipos de influências vindas do Criador e pode preferir uma em detrimento da outra. Ainda não está claro como isso acontece, mas vemos que a solução para a nossa participação independente no processo está aqui.

Pergunta: Acontece que eu estou tentando jogar com as razões (causas), embora eu realmente não tenha controle sobre elas, porque eu mesmo sou um resultado.

Resposta: Eu posso mudar certa influência em mim e, por isso, há outro fator. Eu adiciono o meu fator às leis da natureza e quero saber o que eu evoco com isso. Assim, eu posso realmente decidir algo e aprender novos fenômenos. Isso pode ser feito pela investigação científica e pela investigação espiritual; com a ajuda do meu fator eu começo a estudar a força superior.

A fim de fazer isso eu tenho que ser feito de duas forças, e eu as tenho: por um lado, o ego, que é uma grande ajuda, e por outro lado, o grupo, no qual o Criador (a Luz superior) está oculto. Entre eles, na resistência entre eles, nasce o meu “eu”. Assim, eu descubro o Criador conforme eu consigo conectar essas duas forças dentro de mim. Eu não posso descobri-Lo com apenas uma delas. Nós precisamos da combinação das duas.

A questão é que o termo “um” é revelado acima da matéria e acima da Luz. A Luz é a medida de doação; a matéria é a medida de recepção, e o Criador acima delas é a consciência, o pensamento da criação, e não a duplicidade das forças do bem e do mal, luz e escuridão, doação e recepção. Isso ainda não é doação, mas o desejo de doar que a precede.

Neste desejo essas são partes que se desprendem da verdadeira doação. Eu quero alcançá-las, saber quem é o Criador, não em relação a mim, mas quem Ele realmente é. Na Cabalá isto é chamado de “Atzmuto”, a essência do Criador, à qual não temos acesso hoje, embora nós também queiramos alcançá-la. É para isso que nossa curiosidade é atraída.

Então, eu tenho que criar todas as condições, como num laboratório projetado para estudo de campo. Tudo deriva do Criador, mas sua doação me rodeia por todos os lados. Eu procuro o meu lugar, a oportunidade de descobrir o Criador através desse experimento. Na verdade, nós sempre nos comportamos assim quando estudamos algo novo. Só temos que organizar tudo em seu lugar, entender com o que estamos lidando e como alcançamos o resultado.

Em geral, por trás de cada experiência nós descobrimos uma atitude, uma fórmula e a conexão entre diferentes fenômenos. Além disso, nós descobrimos a lógica por trás deles. Estes não são apenas fatos áridos que nos deixam no mesmo nível em que nós os descobrimos. Não, nós sempre procuramos pela razão: por que eles estão conectados assim? O que os obriga a ser assim? Qual é a razão? Por trás de cada fenômeno que eu vejo na matéria, eu quero ver o que o causou, a parte superior do Partzuf. Eu quero saber a razão para os dados que recebi; esta razão é o resultado real do experimento.

Então, no meu trabalho espiritual eu desenvolvo uma espécie de “laboratório” da atitude em relação à realidade. O “laboratório” neste caso sou eu e a abordagem permanece totalmente científica.

Existe Algum Bem No Mundo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu vejo não só o mal, mas também o bem no mundo. Eu tenho que encontrar o mal dentro de mim e corrigi-lo. E o que posso fazer com o bem?

Resposta: Na verdade, não existe bem no mundo externo. Esta é uma imagem do meu egoísmo. Se eu aspiro à meta corretamente, eu começo a observar a raiz boa em tudo o que me rodeia, porque começo a vê-la como a manifestação da Luz, o Criador. E isso só é revelado conforme o meu esforço em alcançar a meta através deste mundo.

Eu não acho que você deva prestar atenção particular a este mundo ou analisá-lo. Comece a aspirar à meta através dele, e este mundo vai se aperfeiçoar, vai mudar sua forma.

Você descobrirá que não há nada de bom se você não conectar a sua intenção correta a ele. Não há bem em si mesmo. Há um enorme desejo corrompido que se transforma em bem com a intenção de doar, com a intenção de trabalhar para o benefício dos outros.

Da 7a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Aprender A Ver O Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Cabalá ensina que o Criador é bom e faz o bem, mas como conciliar isso com a vida cheia de problemas e dor?

Resposta: O Criador é bom e faz o bem, mas a pessoa tem que chegar a esta conclusão, chegando a semelhança de propriedades com Ele. No entanto, se eu sou um filho mau e desobediente, e não quero ouvir o que minha mãe me diz, ela grita e depois castiga-me. E eu digo que minha mãe está zangada, como uma criança repreendida normalmente pensa.

Seus gritos e palmadas foram de propósito, porque ela queria que eu me portasse bem. Como posso ver que por trás de tudo o que me acontece está uma boa atitude em relação a mim, mesmo se eu a perceber como má, como faz a criança? Como posso entender que onde eu me sinto mal, eu preciso  completar a mim mesmo e a minha atitude para com a natureza, a humanidade, o grupo: para corrigir o meu ego, para sentir que isso é bom?

Aquele que se esforça para realizá-lo o mais rapidamente possível e está pronto para localizar o lugar que dentro de si mesmo precisa de correção, começa a ver que o mundo é realmente  bom e que o Criador é bom. Exatamente no mesmo lugar onde nos encontramos agora neste mundo, nós começamos a sentir a revelação das forças da natureza que permeiam tudo e conectam todas as partes da criação:inanimada, vegetal, animal, e falante.

De repente, começamos a ver o mundo espiritual, em vez deste! Começamos a revelar mais e mais  forças: as forças eternas que regem nossa existência. Então, este mundo parece estar a desaparecer, torna-se transparente, trêmulo. Mesmo agora, ele é “virtual” e só existe na minha mente, e só me parece como se eu o visse de fora . Isto é como nós corrigimos a nossa percepção.

Acontece que todos os seus problemas e dificuldades são uma indicação de suas falhas; elas apontam para o local avariado, dizendo: “Corrija aqui! E ali também!”. Se você fizer isso rapidamente, você certamente irá corrigir a imperfeição.

Se você não sabe a quem recorrer, procure o grupo. Se você se conectar com o grupo e estiver pronto a dar o que eles precisam para a unidade, estiver pronto para ser influenciado por eles, você nunca vai errar.

Da 1ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11

Se Você Quer Ficar Bem – Prove!

Dr. Michael LaitmanA fim de receber a Luz que Corrige, a força que nos tornará semelhantes à força superior, o Criador, e nos levará de volta à fonte de bondade e abundância, de modo que nos tornemos tão bons, doando e amando, devemos nos colocar em condições adequadas.

Como eu posso provar a mim mesmo e preparar-me para fazer a solicitação correta à Luz superior, de modo que ela me influencie? Somente através do ambiente. Eu não tenho nenhuma oportunidade em nosso mundo para provar que quero me tornar doador e bom, a menos que eu organize a conexão correta com o ambiente da melhor forma possível.

É por isso que antes e durante a aula, em especial durante a leitura do Livro do Zohar, cada um de nós deve sentir constantemente que tem uma conexão contínua com os demais, que está em uma rede de conexão, onde ele se perde e só sente todos juntos. Ele deve tentar sentir com toda a força que ele não tem o seu próprio “eu”, mas que só há “NÓS”. Isto é chamado de assembléia de Israel (Knesset Israel): a unificação de todos aqueles que aspiram revelar o Criador.

Se eles se unem a fim de revelá-Lo, isso significa que as almas quebradas desejam se unir e ascender, por meio do seu pedido de unificação, à Malchut do mundo de Atzilut. Malchut do mundo de Atzilut pega esses desejos, que aspiram a se unir e fazer esforços mútuos para se unir, e eleva este pedido a Zeir Anpin. Ele, por sua vez, trabalha com este pedido, corrige as almas, e todos os que nele participam adquirem a força de doação mútua e começam a se sentir mais próximos, mais conectados entre si. Assim, gradualmente, passo a passo, muito lentamente, eles revelam a rede de conexão entre si. Quando essa rede atinge a sua primeira realização, nós começamos a sentir que estamos no primeiro nível da hierarquia espiritual.

Portanto, ao ler o Livro do Zohar nós devemos constantemente aspirar apenas à unidade entre nós, tão dentro dela que revelaremos a forma de nossa conexão chamada “o Criador”. Afinal, o Criador é a forma de conexão entre nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/11, O Zohar

Espremido Entre O Bem Eo Mal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode existir a “inclinaçãoao mal” se só existe o Criador e ninguém mais além Dele?

Resposta: E quem criou esta “inclinação ao mal” se não há mais nada além do Criador? O Criador criou esse mal. E ela vive sob o jugo do Criador. O Criador a controla; Ele a gerou; ela é Seu filho, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”.

Pergunta: Mas o Criador é o bom que faz o bem; portanto, como o mal pode derivar Dele?

Resposta: O bom que faz o bem criou esta “inclinação ao mal”, como é dito: “O resultado final está no pensamento inicial”.  Na verdade, se você decide criar alguém além de você, para que sua criação possa alcançar o seu nível, e se você quer assisti-la com todo seu coração e alma, com tudo o que você tem, então você não tem escolha: você deve criar um vaso nela, um desejo que será exatamente como o seu em quantidade , qualidade, nível de compreensão, e tudo mais, mas com uma impressão inversa. E isso é exatamente o que o Criador fez.

Portanto, a “inclinação ao mal” é a criação inteira; nada mais é necessário. Nós não entendemos isso. Nós pensamos que existem objetos materiais, por exemplo, um lápis. Por que não? Afinal, você vê que ele existe. Tem cor, forma e peso. Mas na espiritualidade ele não existe. Na espiritualidade, a pessoa só existe se ela tiver uma essência individual, algo de si mesma, em vez de existir somente porque alguém a criou.

Digamos que um lápis não existe na espiritualidade, pois não há ação proveniente dele, nenhum desejo de ser semelhante ao Criador. Portanto, ele não existe na dimensão espiritual. Tudo o que vemos em nosso mundo não existe na espiritualidade. Este mundo não existe, porque ele é uma realidade que não tem qualquer movimento pessoal em relação à equivalência com o Criador, em nenhum objeto ou desejo.

Por esta razão, se quisermos criar um ser, devemos programar nele a capacidade de se mover de forma autônoma, independente. Que tipo de criatura o Criador criou? Foi a “inclinação ao mal”. Mas será que essa “inclinação ao mal” tem a sua própria capacidade de mover-se? Será que ela é realmente independente e respeitável? Sim, é sim.

A inclinação ao mal é a linha esquerda na espiritualidade, onde ela reage ao Criador, compreende-Lo, e deseja ser o oposta. É onde tudo começa. A inclinação ao mal não começa com o meu desejo de devorar comida ou dormir.

Depois de passarmos pela preparação neste mundo e atravessarmos a Machsom (barreira), de um lado nós recebemos a “inclinação ao mal” (a linha da esquerda, a recepção) e do outro a “inclinação ao bem” (a linha direita, a doação). É nosso trabalho restaurar a linha do meio entre ambas.

Squeezed Between Good And Evil

No lado esquerdo, há a “inclinação ao mal”, o Faraó, que afirma: “Eu mando!”, e isso só depois da Machsom. E bem diante dele, existe a força superior, de doação. Quanto a nós, estamos na linha média (ou do meio).

Esta é a própria “inclinação ao mal” criada pelo Criador, enquanto que tudo o que temos durante a nossa preparação neste mundo é uma mera existência animal, nem boa nem má. Não é disso que estamos falando. Portanto, esse mundo não existe, é imaginário e não há nem bom nem ruim nele.

As inclinações ao “bem” e ao “mal” só existem na espiritualidade. Elas são os dois anjos, as duas forças, os dois servos. A quem elas servem? Elas servem ao homem que está construindo a si mesmo, ou seja, seu próprio desejo, o seu “Eu”, a partir de ambas. Isso é o que o Criador deseja.

Portanto, como pode o meu “Eu” se concretizar se não tenho essas duas forças a partir das quais vou construira mim mesmo no meio, entre “prós” e “contras”, fazendo minha própria escolha? Portanto, o Criador criou intencionalmente a “inclinação ao mal” como uma força que se opõe a Ele. Afinal, a doação, a “inclinação ao bem”, é o próprio Criador. Então, entre essas duas forças, na parte média de Tifferet, entre os seus e terços superior e inferior, há espaço para o homem.

Somente assim você pode construir um espaço livre ou o ponto de livre-arbítrio. A liberdade reside apenas entre os dois estados bem definidos, que pressionam você de ambas as direções, e você deve escolher entre eles.

O ponto de liberdade, de escolha, do livre arbítrio, é a escolha que você faz no espaço estreito e contraído entre as lâminas da tesoura. Imagine isto: duas paredes começam a se mover de repente e nos apertam entre elas… Isso é que é a liberdade. E quanto mais alto você subir nos degraus da escada espiritual, mais estreito fica o espaço entre elas e mais forte elas lhe pressionam. Mas é a partir dessa própria pressão muito, da horrível tensão entre elas, qu você encontra sua expressão do Eu.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/01, O Zohar

Aumentar O Contraste Da Imagem Da Realidade

Dr. Michael LaitmanA natureza é o bem absoluto e, portanto, tudo deve ser avaliado pelo estado final ao qual ela está nos levando. Em geral, a “natureza” e “o Criador” são a mesma coisa. Então, por que a natureza organiza as coisas de forma que, no processo do nosso desenvolvimento, temos de passar por tantos estados desagradáveis, problemáticos e atrozes no caminho para a boa linha de chegada?

A resposta é simples: bondade como tal não existe. Nós só a revelamos em comparação com o mal. Não há bem sem mal. Por isso, nós temos que revelar falhas, juntamente com sua compensação, continuamente. Essa é a única maneira de adquirir a profundidade da sensação. O contraste entre o bem e o mal nos traz a compreensão, e no caminho que conduz à série de estados, ganhamos experiência em fazer a transição do mal para o bem.

Nesse movimento constante nós acumulamos todo o mal dentro de nós, e acima dele todo o bom. Assim, nos tornamos conscientes da diferença entre eles, do abismo entre o infinito com um sinal de menos e o infinito com um sinal positivo. Tudo isso se encaixa dentro de nós, é absorvido em nós, e se torna nosso vaso ou volume.

O bem e o mal (o mais e o menos) não podem existir em nós separadamente. Não existe um Criador sem criação. Nós só falamos da Luz no contexto do vaso que já está presente dentro. Nós não vemos o Criador separado da criação que Ele criou. É impossível dizer se alguma coisa existia anteriormente, porque a própria noção de tempo, a base da percepção, desaparece. Não há ninguém para falar algo e ninguém para falar disso. Tudo só é alcançado pela criação. Mesmo que ela seja secundária em relação à Luz, é tão somente em termos de causa e efeito.

O Ari escreve: “Eis que antes das emanações serem emanadas e das criaturas serem criadas, a Luz Simples Superior preencheu toda a existência”. Em outras palavras, a Luz já enche a realidade, existe nela, e está sujeita à percepção ou sensação. Tendo alcançado essa realidade, o Cabalista nos fala dela. Nós nunca seremos capazes de discutir qualquer coisa que não alcancemos dentro de nossos vasos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/03/11 sobre Educação Global

Eu Sugiro A Você: “Junte-Se Ao Bem”!

Dr. Michael LaitmanDiariamente, cada um tem que sentir a influência do ambiente sobre si, ao invés de apenas uma noite na Convenção, quando você está tão inspirado que parece elevar-se acima de si mesmo, sair fora de si e ser incluído no estado de ânimo comum, esquecendo do seu ego. Nós temos que dar ao mundo todo esta sensação de confiança, inspiração, ascensão e aspiração à meta. Caso contrário, como podemos aconselhar o mundo para “juntar-se ao bem”?

No entanto, eu ouço muitas pessoas dizer que estão experimentando descidas e decepções. Isso significa que esperamos receber alguma coisa por nossas ações, mas nós não a recebêmos e o nosso ânimo está em ruínas. No entanto, a pessoa que deseja doar (Hafetz Hesed) está feliz com sua porção. O que ela tem? Nada! Ela não tem sequer uma camisa nas costas, como na parábola sobre um homem justo que vivia na floresta. Isso significa que não há vestimenta na Luz de Hochma.

Ela não tem a Luz de Hochma ou outra satisfação, mas ainda está feliz porque elevou-se acima do seu ego. Esta é a correção que temos que adquirir em primeiro lugar. Obviamente, o Criador jamais cederá à nossa constante teimosia e Ele não será revelado. Sua revelação significa a nossa correção. Se nós atingirmos a correção chamada de “recepção em prol da doação”, começaremos a revelá-Lo.

Eu sou as ações do Criador. Se eu recebo em prol da doação, esta minha ação é chamada de Criador – a força do Condutor que opera dentro da pessoa que está sendo conduzida. É assim que temos que trabalhar dia após dia, separando-nos cada vez mais de nosso desejo egoísta, a partir da análise: Quanto é que eu ganharia?

Então, só a sociedade pode me conter, para que eu sempre suba ao céu e não caia. Só ela pode me dar a força e a estabilidade para justificar o caminho, apesar do fato de eu não receber nada. Eu me sentirei orgulhoso porque não tenho nada, mas continuarei. Eu posso ser feliz justamente porque não recebo nada para mim e estou destinado à doação! Eu verifico tudo isso e avalio em relação ao ambiente. Portanto, nós temos que construir esse ambiente de modo que possamos constante e incessantemente sentir a mesma inspiração, do mesmo modo que na noite mais emocionante da Convenção, e mais ainda  uma e outra vez.

Por um lado, temos que promover  Convenções e ficar juntos. Mas, por outro lado, temos que desejar que esse estado inspirado permaneça em nós, em vez de ficar constantemente subindo e descendo. Está escrito sobre oShabbath (sábado) que completa a semana, que a meta é atingir o estado onde cada dia será como o Shabbath, isto é, que não haverá mais nenhuma descida, mas apenas uma subida contínua, o fim da correção (Gmar Tikun).

Da1a parte da Lição Diária de Cabalá  21/3/11, Preparação para a Convenção NÓS!

Transformar A Serpente Em Uma Vara

Dr. Michael LaitmanNo impasse entre Moisés e o Faraó nós revelamos a natureza única de nosso trabalho espiritual. Nós trabalhamos com nosso egoísmo, o desejo de receber; não o anulamos, mas sim o cultivamos e desenvolvemos.

Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero para ela”. A Torá é apenas um tempero para o desejo egoísta: um pouco de pimenta, um pouco de sal em toda esta grande refeição chamada de egoísmo, o desejo de receber prazer. Na verdade, o que nos falta? Nós apenas temos que adicionar um pouco de Torá para transformar todo o enorme egoísmo no mundo do Infinito.

A forma do autêntico trabalho espiritual é transformar a vara em uma cobra e a cobra em uma vara. Tudo depende de como a pessoa emprega todos os seus atributos e predisposições. Ela não destrói nem os bons nem os maus e não renuncia nenhuma das suas capacidades! Ela só deve modificar a maneira como as utiliza.

Se a pessoa lança a vara no grupo, ela se transforma em uma cobra; se ela pega a cobra pela cauda, ela se transforma em uma vara, que a ajuda a se mover adiante. A vara (Mate) vem da palavra hebraica “abaixo” (Máta), ou seja, que a pessoa se rebaixa, e com a ajuda da força considerada “fé acima da razão”, eleva o seu egoísmo, a qualidade de Malchut, até a qualidade de Bina .

Toda vez, nas dez Sefirot impuras (as dez manifestações do Faraó), ela experimenta um egoísmo cada vez maior, que ela pode corrigir por meio das dez pragas do Egito. A pessoa que está no estado do êxodo do Egito está disposta a passar por todas as 10 pragas. Ao utilizar a vara, ela própria causa os golpes que a atingem e a ajudam a elevar-se acima do egoísmo.

Ela percebe esses golpes como um remédio. Da mesma forma, nós estamos dispostos a fazer qualquer tratamento doloroso e desagradável, a fim de ficarmos bem novamente.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 23/12/10

O Mal Nos Mostra A Forma Do Bem

Dr. Michael LaitmanO mal que revelamos dentro de nós, ao estudar Cabalá, ajuda-nos a construir o bem sobre ele. No entanto, nós não planejamos corrigir o verdadeiro mal.

Eu revelo dentro de mim seus picos mais altos e seus vales mais baixos, às vezes mais alto e às vezes mais baixo. É assim que eu defino as fronteiras do mal dentro de mim. Então, o que eu faço agora com esse mal?

Eu não deveria fazer nada com ele! Apenas complementá-lo com o bem, junto com a mesma, porém oposta, trajetória, como está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”!

Eu não anulo o mal, porque senão eu não terei nada sobre o qual construir o bem. Portanto, eu não elimino o mal, mas contruo o bem acima dele, exatamente da mesma forma.

Para fazer isso, eu tenho que atingir o meu mal em toda a sua profundidade e manifestações. A Luz que vem a mim ilumina as camadas mais profundas do egoísmo, mostrando-me quem eu sou e levando-me para o fundo.

No entanto, a partir do local onde me encontro, eu devo aspirar sempre a crescer: ser grato pela revelação do mal dentro de mim, e usar todas as suas formas para construir o bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/01/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Mude O Equilíbrio Do Mundo Para O Bem

Dr. Michael LaitmanO Superior está esperando uma reação da nossa parte. Porções de Luz chegam do Superior ao inferior (para cada um de nós), exigindo como resposta a reação correta de cada um de nós. O Superior sabe exatamente o que está acontecendo com o inferior e que estado o inferior está, porque Ele cria esse estado para o inferior.

Obviamente, o Superior sabe o que o inferior está preparado a fazer. Ele combinou todas as condições externas e internas para a parte inferior, para garantir-lhe liberdade de escolha, deixando ao inferior apenas uma coisa confusa e desconhecida: o terço médio de Tifferet (Klipat Noga). Exatamente neste estado, o inferior deve formar uma linha média sozinho.

Se, em resposta à influência do Superior, o inferior constrói corretamente a linha média, isso significa que ele se torna digno. Então, ele realmente muda a si e o mundo inteiro (todos do ambiente que o Superior formou para ele neste momento) para o bem.

Portanto, a única coisa necessária de parte do inferior, quando ele sente uma carência (Hissaron), é dirigir-se ao Superior, a fim de receber os componentes que lhe faltam, a fim de mudar a si e o mundo inteiro para o bem. Ao inferior falta conhecimento, sensação e, masi tarde, a capacidade de tomar uma decisão. Ele deve receber tudo isso do Superior.

O Superior deixa ao inferior a Klipat Noga, para que este deseje dirigir-se a Ele e receber o que lhe falta. Se o inferior estiver pronto para receber este suplemento para a Klipat Noga, então ele receberá. Esta é a força adicional de doação que ele adquire no nível atual, que lhe permite subir ao nível seguinte.

Da 1ª parte da Lição Diária 12/13/10, O Zohar