Textos na Categoria 'Zohar'

O Sacrifício Da Páscoa

Dr. Michael LaitmanPor que não foi o suficiente recebermos uma página de texto dos nossos professores, dos Cabalistas, dos grandes sábios, que descobriram todo o sistema superior e a força superior que nos conectam a eles? Em vez disso, escreveram muitos artigos sobre diferentes estados, feriados, e sobre todos os níveis para se alcançar o Criador. Afinal, não há nada, exceto a realização da força superior ao se estudar as mudanças que ocorrem no sistema superior.

Os Cabalistas descreveram todos esses estados, porque nós devemos atrair a Luz que Reforma, em todos os sentidos possíveis, em todas as direções, em todos os níveis, embora nós ainda não estejamos lá.

Hoje nós estamos lendo sobre estes estados no momento que coincide com os seus ramos corporais, o momento especial que está ligado à Páscoa: nós lemos sobre o êxodo do exílio no Egito e sobre o sacrifício da Páscoa, que significa como se aproximar (a mesma raiz hebraica korban e karov) e transcender a Machsom (barreira). Além disso, estamos fazendo isso junto, no grupo. Isso simboliza toda a essência do êxodo do Egito, da transição da separação para a conexão.

Nós sentimos a separação como sendo escravizados pelo nosso desejo de receber, como separação e quebra. A conexão parece liberdade, redenção, o milagre desejado! Se lermos os artigos com esta intenção e quisermos atrair a Luz que Reforma, ela virá.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/12, Zohar para Todos

Um Texto Que Está Limpo Da Casca Corpórea

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Bo (Venha ao Faraó)”, O Sacrifício da Páscoa, Item 189: Quando o Criador veio ao Egipto, Ele viu o sangue da Páscoa escrito na porta, e o sangue da aliança – como eles permaneciam à porta.

Pergunta: Como posso preservar a intenção correcta enquanto leio O Livro do Zohar?

Resposta: Não há dúvida que eu não consigo manter a intenção correcta, mas eu preciso imaginar o estado em que quero estar agora.

Primeiro, eu preciso me separar por completo da voz do anunciante, como se não ouvisse nada. Eu sei que estou ligado a um tubo pelo qual a Luz flui até mim e pode ajudar-me ou prejudicar-me: pode tornar-se o “elixir da vida” ou a “poção da morte”. Tudo depende de como eu ouço!

É como se eu pusesse fones de ouvido, mas baixo o volume e não quero ouvir. Primeiro, quero saber que energia, que força, me alcança através destes canais, como a Luz que Reforma deve influenciar-me. Será que recebo como um morcego e me afundo ainda mais profundamente na escuridão, ou como um galo que espera o amanhecer? Tudo depende da minha intenção e por isso tenho que primeiro esclarecer isto.

Portanto, primeiro eu bloqueio os meus ouvidos de forma a não ouvir nada. O que devo fazer agora para que a Luz me alcance, me cure? Não quero que a cobra, que é o símbolo da medicina, se torne numa cobra verdadeira e me envenene com o seu veneno letal. O mesmo veneno pode ser usado como uma medicina, ainda que venha da mesma fonte, da mesma cobra. De forma a fazer isso tenho de me preparar, para estar num grupo juntamente com os amigos, para querer ligar-me a eles no meu coração e alma para me tornar um homem num só coração, para alcançar tal amor pelo qual podemos todos dissolver-nos e sentirmo-nos como um todo.

Na medida em que conseguirmos alcançar isso pela Luz que nos Reforma num só corpo, sentiremos internamente a força que nos une, o Criador. Sentiremos a fonte da Luz Circundante. A Luz determina a ligação entre nós. A fonte da Luz é o Criador que é revelado no vaso que está correctamente preparado.

Primeiro tenho de imaginar todo este estado com precisão. Quando o vejo perante mim imaginando-o emocionalmente e mesmo visualmente, eu começo gradualmente a desobstruir os meus ouvidos. Então eu aumento o volume de forma a ouvir a voz do anunciante, enquanto consigo manter a imagem que criei na minha mente. Mas se o que se está a passar me perturba em manter essa imagem, eu baixo o volume novamente. Se não me perturba, eu sigo a voz.

Eu tento ouvir o anunciante e o que quer que ele esteja a dizer: quer seja sobre a Páscoa, o sangue da circuncisão na porta, os detalhes sobre o êxodo do Egipto, eu tento encontrar todos estes discernimentos nessa imagem na qual estamos todos ligados.

Eu não descrevo a imagem de acordo com o significado corporal das palavras que a “linguagem dos ramos” usa, mas sim traduzo-as na “linguagem das raízes espirituais”: Sefirot, Partzufim, recepção e doação, a ligação entre nós e o Criador, e a união dos conceitos “Israel, a Torá e o Criador”. Eu vejo-me imediatamente livre das palavras actuais, como de uma casca indesejada. É como se retirasse a casca das nozes antes de começar a comê-las, e assim livro-me dos conceitos corpóreos e desloco-me imediatamente dos ramos para as raízes.

Tento imaginar como isso se parece nas raízes espirituais: qual é o significado de “lintel”, “Mezuzah” ou “sangue”. Mesmo se não percebo, não faz diferença. O principal são os meus esforços, querendo saber o que está a ser estudado, ligar-me ao que está a ser estudado. A Luz que Reforma influencia-me de acordo com os meus esforços.

Devemos repetir constantemente estes exercícios, uma e outra vez, em cada livro que estudamos: os artigos do Rabash e Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, O Zohar, a Mishnah, Shulchan Aruch, todos os livros são sobre como conectar o vaso quebrado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/4/12, O Zohar

Quando Estamos Juntos Não Podemos Ser Quebrados

Dr. Michael LaitmanZeir Anpin é um mecanismo superior.  Enquanto que Malchut é o meu sistema, que eu posso construir junto com os amigos, ou seja, com os desejos do Criador que Ele manda para mim para que eu possa me conectar a eles.

Existem vários tipos de desejos que não me pertencem, são desejos estranhos, mas que também visam o Criador como eu. Eu não olho para seus rostos, mas apenas para os seus desejos, ou centelhas.

Então eu realizo diferentes acções externas, a fim de nos unir-mos. Quero recolher todos esses desejos, todos esses vectores pequenos em um pacote de modo que eles vão se tornar poderosos. Quando eles estão juntos, é impossível quebrá-los, assim como quando eles estão separados.

Nós nos conectamos quando cada um anula a si mesmo para atingir a grandeza do Criador, a grandeza do atributo de doação mútua. Nós criá-mos isso entre nós, a fim de mostrar a nós mesmos e ao Criador que estamos prontos para a doação e queremos isso. Embora não esteja em nosso poder atingi-la e não possamos dar uns aos outros anulando o nosso ego, nós ainda mostramos o máximo que podemos alcançar no nosso grupo.

Se fizermos esses esforços, a Luz que Reforma aparece e realiza a conexão entre nós.Em seguida, a partir desta conexão (Malchut), sentimos o atributo de doação que nos conecta com Zeir Anpin. Assim, descobrimos o Criador: Yesod de Zeir Anpin conecta Malchut e Malchut começa a alcançá-Lo.

Malchut não se conecta a Zeir Anpin apenas por um ponto. Ela começa a abrir os atributos de doação dentro dele, que são próprias de Zeir Anpin e, ao mesmo tempo, opostas a ela, porque cooperam entre si.  Zeir Anpin e Malchut conectam-se para que a Luz superior seja revelada entre eles: a Luz de Hochma e Bina, a Luz de AB-SAG, e assim alcançamos à consciência.

Tudo depende de como preparamos Malchut. Assim, tão logo um desejo adequado por Zeir Anpin surge nele, ele começa a crescer junto com Malchut. Ele absorve o seu desejo e, assim, cresce.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/12, O Zohar

Num Círculo Em Volta Do Pilar Da Luz

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar é a principal ferramenta que nos permite sair deste mundo para o mundo superior. Devemos esperar e torcer para que isso aconteça a qualquer momento.

O Zohar age como um mecanismo especial. Podemos estar prontos para entrar na espiritualidade, mas incapazes de atrair a Luz sobre nós mesmos. Ou podemos aparentemente atrair a Luz, mas não estarmos prontos para ela. Este livro é um sistema que cria a correspondência entre o grupo, onde primeiro nos odiamos e, em seguida, nos conectamos. Mas isso também ocorre apenas sob a influência da Luz. Até mesmo para sentir ódio, precisamos sentar-nos juntos diante do livro.

Se a luz não nos influenciasse, nós não sentiríamos tanto ódio para com o outro. Mas quando a Luz é revelada pela primeira vez, de repente compreendemos quão profundamente nos odiamos. Como resultado do trabalho sobre nós mesmos e do uso correto da Luz, podemos transformar o ódio em amor e respeito, e então descobrir o que está escrito no livro.

Estudar a Torá significa descobrir todo esse ódio e nossa incapacidade de nos conectar, a nossa impotência, e, no início, até mesmo a falta de desejo. Devemos descobrir todas as etapas, todos os atributos, e depois mudá-los, descobrindo o que devemos ansiar. Tudo isto é feito apenas com a ajuda do livro.

Isso não significa que temos que aprender o texto de cor e saber o que está escrito lá. Os graus devem se conectar corretamente numa escada, para que o AHP do superior penetre o GE do inferior, e a conexão entre eles abra caminho para os pedidos que se erguem ao alto e para a satisfação que desce do Alto, que é a via para a força superior. Tudo isso é feito por um sistema chamado “livro”: com a ajuda de um livro, um escritor, e uma história.

Aqueles que lêem o livro juntos e querem atingir algo precisam sentir que são iguais. Os sábios do Talmude tornaram o estudo mais fácil para nós, e agora, para termos êxito, não precisamos de quaisquer restrições corporais, como se diz: “Viva a pão e água, durma no chão, e sinta-se com sorte”. Em vez disso, eles prepararam este estudo para nós, através do qual atraímos a Luz que Reforma.

Eles introduziram em seus livros uma influência sobre nós que nos aproxima do “pilar” pelo qual é habitual para orar. Esta é a linha do meio especial, que conecta e equilibra as forças de recepção em nós e as forças de doação que queremos adquirir, conectando tudo isso à nossa solicitação.

Eles conseguiram tornar as coisas mais fáceis para nós através da construção do sistema por suas almas, para completar o sistema espiritual inicial dos antepassados. Agora, podemos nos conectar com eles através de nossos professores: Rabash, Baal HaSulam, e todos os outros Cabalistas ao longo dos tempos, até que possamos atingir os sábios do Talmude e os antepassados. Assim, iremos nos conectar ao “pilar” espiritual.

O Livro do Zohar nos permite conectar com o espaço organizado numa linha (Kav). Mas a fim de receber desta linha, temos que construir um círculo. A parte 2 do Estudo das Dez Sefirot é dedicada a este tema e conta-nos como a Providência superior passa dos círculos para a linha e, como a partir da linha é possível conectar-se aos círculos.

Se quisermos nos juntar á linha dos grandes Cabalistas do passado, não há outra maneira, exceto formar círculos. É como um bebê que está nos braços de sua mãe. A mãe o trata como uma linha: com cuidado e ponderação, sabendo exatamente o que acontece com ele. Enquanto que o bebê se anula totalmente e existe “em círculos”, incapaz de apreciar as ações de sua mãe ou diferenciar que algo está vindo de cima ou de baixo. E isso permite que eles se conectem.

Temos de atuar da mesma maneira. Isso só é possível se mutuamente nos anularmos no grupo e organizarmos o grupo corretamente, conforme instruções do Rabash. Depois, através do livro, do sistema da linha que foi formada pelos grandes Cabalistas que passam a energia espiritual para nós, seremos capazes de receber essa força, mesmo se não soubermos como ela funciona. Vamos deixar a Luz Superior fazer o seu trabalho, e vamos ver o resultado.

Vamos vê-lo da mesma forma que uma criança que cresce sente o resultado de seu desenvolvimento, se saber de onde vem e como se desenvolve. Tudo que é exigido dela é o desejo de crescer. Nós também temos que exigir apenas o desejo correto, ou seja, constantemente temos ansiar por uma maior conexão. Isso indica que nós nos anulamos perante o superior e que nos conectamos a linha.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, O Zohar

Uma Palavra Descreve Todo O Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a Torá é o livro de instruções que nos fala sobre o caminho espiritual, como podemos segui-la se não sentimos nada, exceto este mundo?

Resposta: Primeiramente, nós temos que ascender. A Torá não foi escrita para pessoas que estão abaixo da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade). Mesmo quando ela nos fala sobre diferentes eventos, como o exílio egípcio, os antepassados ou Babel, o real significado do que é dito só pode ser revelado por aqueles que já estão engajados no trabalho espiritual, além da Machsom.

Tudo depende do nível de revelação dos conceitos espirituais. O Livro do Zohar, por exemplo, explica a palavra Beresheet (Genesis) de uma forma que inclui todo o caminho, do início até o fim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

É Hora Da Ação Espiritual!

Dr. Michael LaitmanPor milhares de anos, o nosso desenvolvimento continua nos níveis inanimado, vegetal e animal, que não são simples, uma vez que se baseiam na quebra da primeira entidade espiritual (Homem), isto é, as almas divididas. Desde o momento em que foi fragmentado, cada elemento quebrado inclui todos os outros nele. Cada partícula adquiriu a chance de viver: receber e dar, consumir e liberar.

Todas as formas de existência surgiram de duas forças: recepção e doação. O desejo por prazer em sua forma pura não pode subsistir por conta própria. Ele precisa de alguma força que atue contra ele, isto é, ele requer o desejo de doar.

É assim que a matéria (desejo) se desenvolve até atingir o nível humano (falante), que, por seu turno, também começa a progredir. O avanço do nível humano precisa de “tratamento” especial, exigindo uma maior intensidade de poder espiritual. É por isso que um grupo específico de pessoas chamado “Israel” se espalhou; a tradução direta da palavra “Israel” é “Yashar-El“, “direto ao Criador”.

Depois de sair da Babilônia, esse grupo de pessoas desceu para o Egito a fim de absorver poderosos desejos adicionais enquanto ainda estava num estado de aspiração imensa; este foi chamado de “exílio Egípcio”. Depois de receber uma parcela adicional do desejo de receber, a este grupo foi concedida a oportunidade de trabalhar com ele, a fim de transformá-lo no desejo de doar.

Naquela época, as nações do mundo costumavam estar num nível médio, do qual este grupo particular de pessoas caiu para o grau de “menos quatrocentos (400) anos”, que significa o “exílio Egípcio”. Ele caiu 400 degraus de acordo com o ciclo completo de desenvolvimento, quatro estágios descendentes da Luz Direta.

Enquanto esteve no Egito, o grupo adquiriu um desejo adicional, e junto com o desejo adicional, ele saiu do Egito, recebeu a Torá e subiu para o nível do Primeiro Templo. No entanto, este foi destruído e caiu. O Segundo Templo foi construído, mas foi novamente destruído. Como resultado, o grupo desceu para a profundidade do ultimo (atual) exílio onde todos nós estamos neste momento.

O grau da queda que aconteceu durante a escravidão Egípcia é igual ao nível quando os Templos existiam. Tudo acima aconteceu para nos fazer cair de nossa altura anterior e chegar à quebra final (exílio), que continua até hoje. A queda na qual estamos atualmente é tão profunda que nós simplesmente não podemos descer mais baixo. A partir daqui, nós podemos subir junto com as outras nações e completar nossa correção.

Cada ação espiritual provoca consequências materiais nesse mundo. Assim, somos obrigados a continuar trabalhando neste reino material durante todo o período do exílio. Exílio significa separação da espiritualidade e a incapacidade de produzir quaisquer ações espirituais. No entanto, como nós agimos de forma materialista e perseguimos desejos egoístas através de nossos corpos, ao invés de nossas almas, nós ainda cumprimos o trabalho preparatório que está associado com o período do exílio.

O último exílio está chegando ao fim e todos nós temos que mudar para a liberdade. A diferença entre o exílio (Galut) e a libertação (Geula) está apenas em uma letra “Aleph“, que representa a “revelação do Criador”. Isso significa que nós temos que chegar ao mundo superior para alcançar o estado no qual o Criador preenche todo o universo.

A realidade em que vivemos hoje vai permanecer intacta. Tudo que vamos fazer é adicionar a Luz superior, o poder de doação, às nossas sensações e pensamentos anteriores. Eles vão preencher todo o mundo no qual vamos descobrir a realidade superior, uma vez que obtivermos diferentes qualidades corrigidas.

Nesse ponto, vamos entender a essência do trabalho de preparação que fizemos anteriormente mediante o cumprimento de mandamentos materiais, uma vez que éramos incapazes de fazer qualquer outra coisa enquanto ainda estávamos no exílio. Assim, depois de conseguirmos voltar à terra física de Israel, a nossa tarefa hoje é subir para a terra espiritual (desejo) de Israel.

Diz-se: “Cada ação deixa uma marca”. Isso se aplica até mesmo às ações materiais, uma vez que construimos ações espirituais acima delas. As gerações anteriores deveriam realizar a obra neste mundo material, enquanto que o nosso dever é realizar atividades espirituais. É por isso que nos concentramos apenas no trabalho espiritual: as intenções e desejos humanos, a atitude de ocultação e revelação, e a propriedade de doação que estamos prestes a adquirir.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/03/12, O Zohar

Condições Para Receber O Conhecimento Superior

Dr. Michael LaitmanSaber o que está escrito nos livros de Cabalá significa se conectar com o que é dito, como está escrito: “E Adão conhecia Eva”. Nós adquirimos conhecimento através da subida e nos conectamos com os graus superiores. Isso só é possível através da conexão entre nós que nos permite imaginar o lugar onde recebemos satisfação espiritual, conhecimento.

Portanto, mesmo se desejarmos saber o que está escrito, não devemos nos separar do lugar, das condições, através dos quais podemos receber o conhecimento superior. O lugar onde nos conectamos é onde ocorre a revelação. Caso contrário, você vai querer receber o conhecimento superior sobre o mundo espiritual em sua mente bestial e corporal, e isso é impossível.

A espiritualidade só opera na conexão e se baseia na intensidade da conexão. Em seguida, tudo se reúne num ponto e retorna à centelha a partir da qual toda a criação iniciou. Se não mirarmos na direção certa, nunca entenderemos o que está escrito nos livros de Cabalá. Vamos chegar a interpretações infinitas, mas não nos aproximaremos da verdade.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, O Zohar

Viajando Escondendo-se De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanQuando lemos o Livro do Zohar, devemos imaginar que já estamos no estado mais elevado – devemos desejar alcançá-lo. O estado mais elevado é o estado em que estamos conectados.

O Zohar descreve como a força de doação chega até nós e que trabalho ela realiza em nós. Algumas partes da alma sobem e outras descem em seus sentimentos, compreensão e percepção das mudanças que ocorrem em nós. Ao lermos juntos este livro várias vezes, nós esperamos que a força de doação venha nos afetar, realizando todas as ações espirituais dentro de nós.

Se estivéssemos na revelação do mundo espiritual, então, durante a leitura, tudo o que lêssemos se realizaria em nós abertamente. Mas, se estamos num estado de ocultação e queremos que essas ações aconteçam dentro de nós, elas já são realizadas dentro de nós, mas de forma oculta, à medida que ainda não estamos no mundo espiritual!

É como uma criança que se senta num carro de brinquedo, girando o volante e imaginando que está dirigindo. Ela está realmente dirigindo, de uma forma que ela é como o verdadeiro motorista que se tornará em quinze ou vinte anos. Ela já está no processo, mas nos graus e estados preliminares quando ainda não alcançou a realização efetiva. Mas esses estados são essenciais no caminho.

Da mesma forma, pela leitura do Zohar agora e imaginando que estamos nele, nós estamos permitindo que a Luz atue especificamente sobre os atributos que lemos a respeito. Não faz diferença se nós entendemos o que está escrito; entretanto, a Luz nos influencia e nos faz avançar.

Eu não sei o que se esconde por trás dos nomes das Sefirot e dos anjos, e não posso imaginar nada, mas isso não faz diferença. Eu só imagino uma coisa: agora eu estou sob a influência da Luz, a força de doação, que me concederá esta força para que ela governe sobre a força de recepção em mim. Assim, eu continuarei até que a Luz fique comigo permanentemente.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/12, O Zohar

O Ocidente Pobre

Dr. Michael LaitmanRecentemente, uma nova, ampla e profunda etapa do desenvolvimento egoísta começou. Ela se baseia nas relações que deram origem à indústria e o comércio internacional. Os proprietários de negócios nos países industrializados começaram a perceber que se eles terceirizassem a produção para a China ou a Índia, eles poderiam economizar muito dinheiro em custos de trabalho. Aos poucos, eles transferiram suas empresas para os países do Terceiro Mundo, treinaram trabalhadores locais e começaram a operar.

Como resultado, por um lado, esses esforços aumentaram significativamente os lucros, mas por outro lado, os países ocidentais privaram-se do seu “conteúdo” anterior. Será que donos de empresas se preocupam com as pessoas que foram recentemente demitidas e ficaram desempregadas? “Deixe os políticos se preocuparem com elas; a nossa tarefa é ganhar dinheiro”.

Consequentemente, os governos foram forçados a cuidar de bilhões de pessoas que não podiam ganhar a vida. Os países ocidentais começaram a ficar mais pobres, o seu endividamento cresceu rapidamente, e eles começaram a imprimir dinheiro que não foi apoiado pelo valor real. Antes, o dinheiro estava atrelado ao ouro e à verdadeira riqueza real. Agora não mais. Acontece que nações ocidentais florescentes ficaram mais pobres. A pobreza não é ainda evidente, mas os processos se acumulam e, gradualmente, se revelam.

A pior coisa que aconteceu é que empresários de renome internacional se tornaram ainda mais ricos devido à terceirização para países mais pobres; seu nível de influência sobre seus governos na Europa e América aumentou dramaticamente. Assim, valores egoístas (dinheiro) rastejaram para a parte superior da pirâmide humana. Essas pessoas adquiriram poder sobre tudo. Isso resultou na atual crise financeira e econômica. Este é o lugar para onde nossos egos nos levam.

Os países industrialmente desenvolvidos perderam sua estrutura social, que foi totalmente destruída pelo empobrecimento das múltiplas camadas da sociedade. Esta situação impactou negativamente a educação e vários outros tipos de relações sociais.

Finalmente, nós chegamos a uma crise geral global. Hoje, a interconexão recíproca é imperativa; países “ricos” basicamente consomem, enquanto os países pobres fabricam os produtos para o consumo. Eles se tornaram indissociavelmente ligados numa rede única. Tudo que é produzido nos países do Terceiro Mundo tem que encontrar seu comprador nos países industrialmente desenvolvidos. Mas o número de potenciais compradores diminui constantemente já que as pessoas nos países ocidentais ficaram mais pobres. Como resultado, a crise mundial se espalha e aprofunda.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 13, 11/01/12

Montando o Mosaico do Criador

Como resultado da quebra, a única, a alma geral foi dividida em um grande número de almas. Cada pedaço da alma geral é chamada de Adão (homem, humano) e se sente separada das outras peças. Estas peças sentem que elas querem receber já no presente, sua natureza, que é o desejo de receber.

Seus desejos de receber constituiem o mesmo HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey) só que agora ela está quebrada em fragmentos. Assim, neste HaVaYaH há 4 partes: os níveis inanimado, vegetativo, animado, e falante. Estas partes sentem que elas existem harmoniosamente. Esta é a forma do desejo que tem influência sobre elas após a ruptura. É assim que elas se sentem.

Se o desejo se elevasse ao alto, então o sentimento de existência de cada um dos níveis inanimado, vegetativo, animado desapareceriam. O mundo inanimado desapareceria e seria sentido como parte do desejo, da força, que tem a intenção de usar esse desejo. Esta é a verdadeira forma de existência, não a existência anterior do nível inanimado.

Quando essas partes da alma geral do Adão chegam ao ponto mais baixo, estilhaçado, em seguida, cada parte parece que apenas existe, sem qualquer intenção. Tudo desaparece, é perdido. Não há Masach (tela), nem Tzimtzum (restrição). Não há nada que esteja acima do desejo. Tudo existe dentro dele. E quando a percepção está dentro do desejo, o desejo sente-se como nós sentimos essa realidade diante de nós.

Então, o que devemos fazer? Em suma, precisamos de novo anexar estas peças uma a outra e mudar a sua intenção. Nós não sabemos a onde cada parte pertence, com quem ela precisa se ​​conectar, de que maneira, ou como todas as partes precisam estar conectadas, pois para cada uma delas há um número infinito de possibilidades para se conectar com as outras, e todas estas ligações possíveis devem ser realizadas e transportadas para fora.

Além disso, cada peça é ligada ao resto das peças como uma imagem holográfica uma vez que não há nenhuma parte, mesmo a mais pequena, que não é composta do HaVaYaH e não será ligada através do seu HaVaYaH com o resto do do HaVaYaH. É realmente assim.

Assim, não precisamos de nada além de trazer todas as partes da criação paramais perto e fazer a ligação entre elas. Os cabalistas dizem que você não precisa se ​​preocupar com a junção do lobo com a ovelha, ou da pedra com a flor. Você só precisa se ​​preocupar com a unidade em um nível superior, no nível do discurso, uma vez que consiste em todos os outros níveis que estão abaixo dele, como uma pirâmide.

Você pode fazer uma correção, se você mudar a sua intenção com a ajuda de a Luz que Reforma. Estar no nível superior, uma vez que é só lá que você pode executar uma correção. Uma correcção é efetuada quando há uma mudança de intenção. O resto dos níveis perderam a intenção que eles tinham antes da ruptura. E antes da quebra, eles estavam conectados com o nível de Adão, mas depois eles foram cortados a partir dele.

Adão, em sua forma verdadeira e corrigida, incluí nele todos os níveis inanimado, vegetativo, e animado, que “caíram” como resultado da quebra. Se o homem fosse capaz de corrigir-se, naturalmente, os outros níveis também se juntariam a ele pois esta é a estrutura. Também no estado atual (estilhaçado), uma conexão entre todos existe, mas essa conexão não é boa.

Você traz a Luz que Reforma para o nível superior, e junta a ela todos os níveis que se conectam com. Então, é apenas o homem que precisa ser corrigido, e o resto dos níveis serão corrigidos por si próprios.

Como é possível corrigir o homem? Apenas em seu anseio pela unidade. E a ligação é realizada ao nível do homem. Mas o que acontece com todos os outros níveis? O homem vive entre todo o resto dos níveis da natureza e ele precisa se ​​relacionar com eles de maneira correta e equilibrada, como os comandos da Torá.

Ele deve usar o mundo na medida do necessário para a vida, em prol da defesa e corrigir toda a criação. Esta seria a atitude correta.

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Da 2 ª parte da Lição Diária da Cabala 20/2/12, O Zohar

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