Textos na Categoria 'Oração'

Eu Não Posso Orar Para Mim Mesmo

Dr. Michael LaitmanSerá que eu posso orar por mim mesmo se realmente quero avançar na espiritualidade? Claro que não. Como eu posso ter certeza que estou pedindo poder, mudança de humor, mudança do verdadeiro estado, de modo que vai ser pela doação, pelo Criador?

Só pedindo pelo grupo é que eu posso ter certeza e checar a mim mesmo, como nas palavras da canção: “por meus irmãos e amigos eu peço a paz para eles”. Isso significa que eu estou pedindo pelo grupo, pelos amigos e por isso espero chegar ao pedido certo e deleitar o Criador.

Esta é a ordem certa: do amor dos seres criados ao amor do Criador. Através do amor dos seres criados eu posso ver e ter certeza que estou me dirigindo corretamente e que não estou confuso, nem mentindo para mim mesmo. Então, através do amor dos seres criados, eu tenho que me concentrar no amor do Criador. É impossível alcançar o Criador sem o nível de transição do amor dos seres criados. É por isso que a quebra ocorreu e nosso mundo quebrado foi criado.

Caso contrário, nós nunca poderíamos doar ao Criador, já que Ele está oculto de nós. Se Ele fosse revelado, correríamos para Ele como um ladrão que corre na frente da multidão, gritando: “Pega o ladrão!” Eu ansiaria por Ele como a fonte de prazeres e gostaria de me conectar a Ele para o meu próprio benefício. Mas como ele está oculto, eu não tenho para onde correr e nem sei quem é o Criador.

Este é o motivo para a quebra dos vasos, e de todo o mundo quebrado eu recebi uma pequena parte chamada meu grupo. Se eu pratico corretamente no grupo, tentando me conectar a ele como com o Criador, então eu sempre posso checar a mim mesmo e fazer o que precisa ser feito. No final, eu alcanço o estágio de implementação: a meta da sabedoria da Cabalá e sua adição prática que é a educação integral,

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, Escritos do Rabash

Um Fogão Elétrico: Marca “NRNHY”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se tudo depende do nosso desejo e do trabalho, e não do Criador, por que pedimos que Ele nos ajude a conectar?

Resposta: Nós tentamos atingir desejos adicionais por conexão, fazemos um esforço, buscamos. E quando nos voltamos ao Criador, isso significa que ativamos mais uma deficiência, e, assim, a Luz age em nós com essa deficiência adicional. Isto ocorre mesmo que a própria Luz seja constante, como uma tensão constante numa tomada.

Se eu tenho uma tomada com uma tensão (voltagem) de 220 ​​volts, eu posso conectar dispositivos de várias resistências e intensidade lá; assim, consequentemente, uma corrente diferente fluirá nelas, mais ou menos: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida, de acordo com o desejo que eu conecto a ela. É como se eu tivesse um fogão elétrico e girasse o botão, mudando a intensidade do calor: 1, 2, 3, e cada vez eu ativo uma nova espiral onde uma nova Luz é revelada: 1 – pequeno, 2 – maior, 3 – maior ainda. A “tensão” da Luz é constante, mas a “intensidade da corrente”, ou seja, o meu “NRNHY” depende da força da minha resistência.

Lá fora, nada muda; há uma fonte de energia cheia de energia infinita lá. Conecte nele qualquer coisa que queira! Do Mundo do Infinito ao nosso mundo, a tensão é classificada de acordo com os níveis, como em nosso mundo, onde pode haver diferentes voltagens: 380 volts, 220 volts, 110 volts, 24 volts, 12 volts.

A escala de tensões (voltagens) sai desta forma, mas em todos os níveis a tensão é constante, e tudo depende disso, como você se conecta a ela: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida. Você termina este nível, já usou todas as divisões do interruptor em seu “fogão”, e agora pode se mover para um novo “fogão”. Porém, não há mudanças na tomada; ela lhe dá tudo o que você precisa.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/13, Talmud Eser Sefirot

Controle Sobre A Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se na minha vida diária um pequeno desejo de dirigir a minha intenção de doar ao Criador aparece e depois desaparece rapidamente, o que eu posso fazer para me concentrar nele? Como posso ajudar a mim mesmo? Eu deveria desenhar algo na minha mão, ou fazer outra coisa?

Resposta: Você me faz lembrar aqueles anos quando eu estava aprendendo com o Rabash. Eu também desenhava um símbolo na minha mão para não esquecer a intenção. Quando eu estava sentado atrás do volante no carro, o símbolo na minha mão estava constantemente piscando diante dos meus olhos, como se para me lembrar que eu tenho que pensar na intenção a fim de doar. Isso é tão natural para nós de tal forma que não pode aparecer na cabeça de uma pessoa sem algum tipo de lembrete externo.

Portanto, faça todo o possível: desenhe algo em sua mão, coloque um despertador, e ative algum sinal no celular para que a cada cinco minutos ele irá lembrá-lo sobre a intenção. Não importa que ações você faz, elas podem ser muito diferentes. A principal coisa é não interrompê-las, mas sim, simplesmente voltar a controlar a intenção.

No momento em que você preferir isso, você vai sentir uma diferença entre o nosso mundo e o mundo espiritual, porque somente a intenção nos diferencia do mundo espiritual. No momento em que alguma inclinação aparecer dentro de você, você vai sentir imediatamente que está entrando numa matriz completamente diferente de sensações; você vai começar a sentir o mundo de forma diferente. De repente, começa a ser como em um filme e, em seguida, uma imagem totalmente diferente aparecerá.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 13/12/13, Lição 1

Uma Oração Em Água Escura

Pergunta: O que uma pessoa pode fazer se ela está constantemente distraída por pensamentos estranhos e não consegue se concentrar durante a leitura do Zohar?

Resposta: A pessoa deve tentar viver com os estados que lemos a respeito. Isso é chamado de “querer saber o que se estuda”, que significa conectar-se com o material e alcançá-lo. Conhecimento significa conexão.

Não importa o que estudamos, se é “vaso redondo e reto (Igulim eYosher)” ou “meia-noite quando o violino de David toca”, quando lemos um determinado artigo devemos querer estar no mesmo estado que os cabalistas mencionam. Devemos nos identificar com o que lemos, e senti-lo. É como se um amigo estivesse falando a você sobre sua vida e você quer realmente entendê-lo e compartilhar seus sentimentos, absorvendo suas palavras, a fim de atingir os seus sentimentos através delas. Através das palavras, você pode chegar à impressão interna e compartilhar os mesmos sentimentos. [Leia mais →]

A Arte De Escrever Com Tinta Invisível

Dr. Michael LaitmanNós temos que lembrar que a espiritualidade é diferente da corporalidade. Na corporalidade, nós sempre queremos ver os resultados imediatamente. Às vezes, é o produto que fizemos: suponha que eu fiz sapatos, vendi-os e recebi dinheiro por eles. Eu vejo os sapatos que fiz, vejo os resultados dos meus esforços, os frutos do meu trabalho. Eu posso avaliar, melhorar, ajustar, corrigir e torná-los melhor se realmente os vejo.

Diz-se: “Não há ninguém mais sábio do que o experiente”, e o experiente ganha com as próprias mãos. Nós aplicamos o esforço em algum lugar, e lá vemos os resultados do nosso trabalho. Assim, ao longo do tempo, através de tentativa e erro, eu me corrijo e me torno um hábil artesão profissional.

Mas a dificuldade é que no trabalho espiritual não podemos ver os resultados. Imagine um músico que tocasse as teclas do piano e não pudesse ouvir nenhum som. Como ele poderia tocar? Quando uma criança aprende a escrever, ela recebe um caderno para inserir letras estritamente entre as linhas. Mas, na espiritualidade, eu não tenho “linhas”, e até mesmo as letras que escrevo são invisíveis!

Como eu posso me ajustar, se não consigo ver nenhuma resposta? Eu me esforço, mas elas desaparecem como água escorrendo na areia. Bem, digamos, eu estou disposto a sacrificar qualquer resultado em benefício próprio. Mas eu ainda tenho que me ajustar de alguma forma, verificar, melhorar meu trabalho e ganhar experiência. Como é possível?

Não funciona dessa maneira na espiritualidade. Nós não obtemos nenhuma resposta, e isso nos enfraquece. Eu não posso fazer um esforço que não cause qualquer reação visível. É como falar com uma parede. Toda a minha energia desaparece.

Mas a reação existe, só que não ocorre dentro do mesmo desejo, ou seja, ocorre num lugar diferente. Se pelo menos uma pequena parte dos nossos esforços estivesse correta, isto é, se tivéssemos a intenção de sair de nós mesmos e nos conectar com os outros, para nos aproximar do Criador e dar-Lhe a oportunidade de Se revelar a nós, para dar-Lhe alegria sem exigir ou antecipar a fim de obter algo em troca, a reação se acumula. Acontece que o lugar do nosso trabalho e os resultados que obtemos estão completamente separados um do outro.

Será que nós devemos pedir para ver os resultados do nosso trabalho? Se víssemos que fizemos algo corretamente, isso iria nos satisfazer, nos trazer satisfação. Isso pode me impedir e dificultar o avanço, porque eu começo a trabalhar por essa gratificação. Portanto, como eu posso analisar o trabalho que faço e verificar que não sou impulsionado por nossos próprios interesses?

Como posso ver a reação, sem apreciá-la egoisticamente? Como posso gerir e aceitar apenas a informação, sem a sensação, sem o desejo de receber prazer? Isso é chamado exigir um desejo de doar. Em outras palavras, eu não quero nem saber se estou doando ao Criador, porque no meu estado atual, eu iria, inevitavelmente, desfrutar e ser consolado. Eu só quero fazer ações, desprendido do prazer e da satisfação, acalmar meus desejos, sentimentos e pensamentos. Isso dá trabalho.

O resultado do nosso trabalho espiritual é chamado de “um achado”. Os resultados surgem exatamente no momento errado e num lugar que não esperávamos. E o próprio resultado é separado do desejo; portanto, é totalmente inesperado.

Isso acontece em todos os níveis espirituais, porque cada vez é um novo mundo. Nossas sensações se abrem para um novo nível, uma nova profundidade e qualidade, numa gama completamente nova que nunca existiu antes. Nossas sensações e critérios de avaliação passam por mudanças revolucionárias; eles são “atualizados”. É por isso que é chamado de “uma descoberta”, “um achado”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/11/13

Um Pedido Que Não Pode Ser Recusado

A nossa oração deve ser focada em linha reta à meta e não acompanhada por quaisquer condição especial com a qual eu possa ultrapassar os obstáculos mais facilmente, ser mais forte, e mais focado. Se eu começo com negociações destas, isso significa que o meu pensamento não está focado exclusivamente na meta e que eu imponho certas condições. No geral, eu preciso apenas de uma coisa: anular-me para atingir o nível inicial da conceção, quando o velho “eu” já não existe.

Eu torno-me numa gota de sémen, tal como a gota de sémen a partir da qual cada um de nós se desenvolveu. Este é o estado que eu quero alcançar, de modo a não deixar mais nada de mim se não o Reshimó (reminiscência), o gene espiritual que desce do nível superior. Este é o único ponto do qual eu quero desenvolver: do ponto no coração, da raíz da minha alma, que não é egoísta como o é agora, que não é quebrada.

Isto quer dizer que eu exijo qualquer forma definitiva: Não exijo mais sabedoria, força, compreensão, sensibilidade ou capacidade para sentir. Peço apenas por uma coisa, a mínima adesão! Sou grato ao superior por me ter criado e pela inclinação que eu tenho, e eu peço para que o Reshimó, esse ponto, se adira a Ele e comece a desenvolver.

Todos os restantes pedidos já serão em excesso e serão sempre errados.

Da preparação para Lição Diária de Cabalá 25/11/13

Você Não Se Esforçou E Não Encontrou

Dr. Michael LaitmanTudo depende da importância do caminho espiritual, e isso é exatamente o que nos falta. Quanto tempo perdemos durante o dia em diferentes coisas que não são importantes? Nós somos incapazes de nos concentrar constantemente na intenção correta, de ansiar em atrair a Luz que Corrige. Afinal, se diz: “Eu não me esforcei, não encontrei”. Portanto, como vamos fazer um esforço para nos esforçar?

As pessoas estão dispostas a se esforçar todos os dias em coisas que parecem importantes: trabalho duro, viagens, preocupações. Portanto, a única coisa que falta é a importância espiritual. Rabash costumava dizer que, infelizmente, é impossível comprar esta receita numa farmácia, um medicamento que, se ingerido, iria imediatamente permitir que você sentisse a importância da espiritualidade. Não existe remédio. Portanto, o que podemos fazer?

O único meio é a influência do ambiente. Diz-se: “o grupo ou a morte”. Se realmente organizarmos um grupo forte que constantemente inspire a pessoa e evoque inveja, luxúria, e honra dentro dela, então ela vai invejar os outros e ver que eles são mais fortes do que ela, o quão especiais eles são; ele irá pressioná-la, não a deixará relaxar, e então ela vai acordar. Se não, não há outra maneira dela ter sucesso.

Tudo é determinado pelo ambiente. Uma vez que você entra num ambiente, você se torna totalmente dependente dele. O ambiente pode elevar uma pessoa ou rebaixá-la. A pessoa avança de acordo com a intensidade do espírito do ambiente em relação à meta, nem mais, nem menos. Obviamente, se ela não desrespeitar o ambiente e se tentar se aderir a ele. Seu trabalho é investir no ambiente, e o ambiente, em resposta, deve investir nela, em cada um dos amigos.

Nós temos que ter certeza disso e constantemente verificar que todos sintam a importância e a grandeza da meta. Agora, por exemplo, estamos sentados na lição, enquanto alguns de nossos amigos estão trabalhando na construção da nossa nova casa. Por isso, temos que nos preocupar com esses amigos e não deixá-los trabalhar dia após dia e perder as lições. Isso também é proibido. Mesmo que a presença da pessoa seja mais importante no canteiro de obras, ainda temos que ter certeza que ela vem às vezes para as lições.

Você não deve deixar as lições completamente. A pessoa deve estar na lição pelo menos duas vezes por semana, a fim de manter o sentimento da importância da meta espiritual, caso contrário, vai cair. Diz-se: “A Torá com o desejado sistema de comportamento é melhor”, ou seja, que precisamos de ambos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 20/11/13

Lo Lishma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível verificar se uma pessoa está em estado de Lo Lishma? O que tipifica Lo Lishma, a partir do qual chegamos à Lishma ?

Resposta: Lo Lishma significa que a pessoa está buscando a verdade. Ela ouviu e, teoricamente, tem uma ideia do que é, mas ao mesmo tempo ainda está na intenção de receber para si mesma.

Lo Lishma

Se medirmos Lo Lishma de acordo com uma escala de 0% a 100%, então no caso em que um amigo toma emprestado $ 1000 de mim, 0% de Lo Lishma é quando o amigo deve devolver todos os $ 1000 para mim.

1% de Lo Lishma é quando ele devolve $ 999 para mim, e eu aceito isso como se ele devolvesse todos os $ 1000. E 100% de Lo Lishma é quando ele devolve $ 0 para mim, um envelope vazio. E eu verifico isso com os meus sentidos, vejo que não há nada lá e aceito isso como se ele devolvesse a totalidade da dívida para mim. Ou seja, isso me mostra o quanto eu posso ir além dos desejos de recepção.

Mas, certamente, todo esse avanço só é possível devido à influência da Luz Circundante (Ohr Makif). Mas quando nós passamos de Lo Lishma para Lishma, começamos a operar a Luz Direta (Ohr Yashar).

Baal HaSulam fornece uma definição de Lo Lishma na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot : “De fato, a prática de Torá e Mitzvot em Lo Lishma significa que a pessoa acredita no Criador, na Torá, e na recompensa e castigo. E ela se engaja na Torá porque o Criador ordenou o engajamento, mas ela associa seu próprio prazer de dar satisfação ao seu Criador”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/13, Shamati # 64 “De Lo Lishma para Lishma

A Oração Ao Seu Futuro Eu

Dr. Michael LaitmanO problema é a rapidez com que uma pessoa, depois de ter chegado à sabedoria da Cabalá, é incluída no verdadeiro trabalho. Ela pode permanecer nele por um longo tempo, ouvir o que é dito, mas não aplicar um esforço real, que é a conexão com os outros.

Talvez, só depois de um longo período de tempo, ela começa finalmente a entender que o caminho espiritual está na conexão com o grupo, e que é necessário encontrar o ponto central desta unidade. Afinal, só lá ela será digna de contato com o Criador.

Vai levar um longo tempo até que ela desenvolva uma ideia sobre o conceito do Criador. Afinal de contas, o Criador não tem imagem, forma, nem a menor ideia para nós. O Criador é chamado de força de doação que é revelada numa pessoa sob certas condições, que ela tem que alcançar por seus próprios esforços. Ela precisa estar adequada à revelação desta propriedade. Só quando ela se manifesta numa pessoa é que pode ser chamada de Criador, mas não fora da pessoa.

Em essência, a pessoa é impressionada pela forma que ela mesmo vai tomar no futuro. Ela é atraída para o fato de que esta é revelada nela, isto é, para ela no futuro. Deve ficar muito claro que nada vai mudar, a não ser a si mesma. Ela se esforça pela sua futura forma, se dirige a ela com uma oração.

Por isso, é dito sobre este caminho, “Eu me esforcei e encontrei”. Isso não significa que eu permaneço do jeito que eu era e que tudo ao meu redor muda. O mundo inteiro, toda a realidade, está dentro de uma pessoa, e somente ela muda. É por isso que, “Eu me esforcei e encontrei, acredite”. É impossível chegar a essa descoberta sem mudar. Eu “encontrei” porque cheguei à forma correta devido à Luz que Corrige, e dentro de mim revelo a propriedade comum de doação e amor, chamada Criador.

É impossível conseguir isso sem esforço. E tendo me esforçado, eu encontro porque faço de mim mesmo a base sobre a qual a imagem da doação, a propriedade do Criador, pode ser descoberta. Esta é a única maneira de avançar. É por isso que os esforços devem estar além do poder humano, ou seja, eu tenho que criar uma base, aplicar meus esforços, mas sempre esperar que a Luz que Corrige me mude, me prepare para a revelação da qualidade de doação e amor. Assim, ela será estabelecida em mim e vai começar a governar, transformar-me de tal maneira que toda a minha mente e coração trabalhem em conexão com as minhas outras partes que agora me parecem estranhas e separadas de mim.

Ou seja, nós precisamos de uma definição adequada de esforço. É por isso que tanto tempo se passa desde o momento em que a pessoa entra no grupo e começa a estudar até que ela começa a entender e a sentir que todas as mudanças que devem acontecer estão nela, e não no exterior. Esta é uma mudança na abordagem, na percepção da realidade, na sensação de que tudo está dentro dela, porque o mundo inteiro é a marca de suas propriedades, e seu vaso espiritual tem que incluir tudo em si , isto é, ser “integral”. Só então ela vai alcançar sua realização, quando toda a criação estiver nela como sua parte inseparável. Toda a natureza inanimada, vegetal e animal, e as pessoas, são partes de sua alma, e não há mais nada além disso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/11/13

Como Podemos Alcançar O Portão Das Lágrimas?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se que temos que alcançar o “Portão das Lágrimas”. Como podemos ter certeza de que não estamos nos enganando?

Resposta: Nós não seremos capazes de enganar a nós mesmos, porque somos sacudidos tão fortemente de cima que vamos ter que vir ao Criador com o pedido correto pela salvação espiritual. Nós simplesmente temos que tentar, tanto quanto possível, realizar todas as exigências para acelerar o processo de nossa evolução, e nós certamente vamos alcançá-lo. Eu prometo a vocês, pois sei pela minha própria experiência como este método funciona.

É assim que nos desenvolvemos. A maioria das pessoas que participa do nosso desenvolvimento está avançando, e eu espero que em breve isso seja revelado em nós.

Hoje, quando lemos a Torá e outros livros Cabalísticos, torna-se mais claro que estamos no caminho certo. Você começa a sentir e a entender o que é dito nos livros. Então, não se preocupe, mais cedo ou mais tarde você vai começar a chorar.

Lágrimas é um sentimento de impotência, um estado de pequenez (isso é chamado de o “Portão das Lágrimas”), quando não estiver em meu poder fazer qualquer coisa, e eu entendo que somente o Criador pode fazer tudo em meu lugar.

Pergunta: Mas como eu posso ter certeza de que realmente cheguei a isso e que não estou me enganando?

Resposta: Não se preocupe, você terá a chance de entender isso. Faça tudo o que depender de você, e então, de repente, novos estados serão revelados a você. Estas são as novas Reshimot (genes espirituais). Quando elas são reveladas, a pessoa começa a ter novos sentimentos. Apenas avance e você vai ver como tudo é revelado por si só.

Da Convenção na Bulgária “Despertar de um Novo Mundo” 02/11/13, Lição 4