Textos na Categoria 'Oração'

A Era De Uma Correção Redonda

Dr. Michael LaitmanAs últimas Convenções indicam o início de uma nova era, onde nós temos que praticamente realizar tudo o que aprendemos durante tantos anos, o que temos lido nas cartas e artigos do Baal HaSulam e Rabash: a conexão no grupo, a união com os amigos, e o esclarecimento do lugar dentro do grupo onde o mundo espiritual, o Criador, a construção do vaso coletivo, e a correção e a destruição são revelados.

Na verdade, todas as descrições referem-se a uma ação: à conexão de todos os desejos opostos, destruídos e distantes, que se odeiam, com a ajuda da Luz que Reforma, que nós atraímos através de nossa oração coletiva, elevando MAN, nos workshops, nas diferentes atividades, e a todo o instante, até percebermos o objetivo espiritual da nossa vida.

Nós devemos ver isso como uma tendência geral que afeta todos os aspectos de nossas vidas: a educação das crianças e adultos, nossos grupos, e o mundo todo, afeta a todos, do indivíduo a toda a humanidade; e ver esta tendência de se conectar em “círculos”, que é a tendência principal que conduz à correção da quebra e do alcance da meta de criação.

Nós podemos considerar todo o caminho que fizemos até agora como o tempo de preparação, e que de agora em diante nós e todo o mundo devemos começar a construir tais círculos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

A Escada Que Cresce Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós precisamos sentir a quebra paralela antes de cada novo nível?

Resposta: Claro, caso contrário nós não seremos capazes de nos elevar a ele. Ao recebermos desejos corruptos, nós os corrigimos e construímos o próximo nível corrigido a partir deles.

Este novo nível nunca existiu antes; nós estamos criando algo que é totalmente novo. Nós só recebemos o material e construímos novos passos a partir dele. Isto é porque nós evocamos a Luz de NRNHY em todos os mundos, embora para nós, eles só tivessem a fraca luz de Nefesh. Afinal de contas, nós trazemos nossos desejos e esclarecimentos para ela. Nós adicionamos o nosso desejo de receber egoísta ao desejo de doar, evocando e corrigindo-o.

A corrupção é revelada em nós, e nós a corrigimos. Agora, nesses desejos, que são obtidos a cada vez e que se tornam 620 vezes maiores do que o desejo que foi criado durante a descida de cima para baixo, nós recebemos a Luz que Reforma e depois a Luz que preenche o vaso.

Não importa o nível que eu estou. Suponha que estou no nível 30 desde baixo; eu vou receber uma Luz que é 620 vezes mais forte que o próprio nível, porque estou adicionando meu desejo, o anseio espiritual, o meu trabalho. Isto é o que acontece em todos os níveis.

Da 3ª parte da Lição Diária da Cabalá 15/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Sequência Eterna

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos ter certeza que a nossa correcção no grupo é suficiente para o trabalho que queremos realizar?

Resposta: Vocês podem realmente descobrir isto se em vez da fricção, vocês tentarem se conectar e trabalhar juntos. Então vocês trabalham em dois níveis: embaixo estão os argumentos, ódio, rejeição e a falta de entendimento, por outras palavras, o ego que nos separa; e acima, vocês são o oposto, conectados em amor.

Na manutenção de ambos os níveis, vocês sobem constantemente em ambos: o ego cresce acima do amor, e vocês se odeiam, e depois o amor se eleva acima do ego, e isto ocorre uma e outra vez; semelhante a como andamos com duas pernas. O positivo e o negativo se alternam constantemente, como engolir e regurgitar. Toda a vida é construída em sequência, e é impossível avançar de outra forma.

Mas se o ódio que cresceu pressiona o amor e vocês concordarem com isso, então a conexão entre vocês será rompida, e o grupo será destruído. Assim, a pessoa precisa lembrar que o Criador diz: “Eu criei a inclinação ao mal”. Ele renova constantemente o seu ego, de forma que vocês se elevem constantemente assim dele na inclinação ao bem.

Desta forma vocês se conectam a Ele uma e outra vez. Ele reforça especificamente o seu amor-próprio, de forma que vocês expandam a conexão e peçam ajuda. Este processo deve ser tão claro para vocês como a luz do sol. Apenas desta forma, nós avançamos como grupo; caso contrário, podemos esperar um colapso.

Da Convenção no Brasil 6/5/12, Lição 5

Descida É Apenas Na Subida!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos tratar o grupo melhor e trabalhar juntos de forma mais eficaz, a fim de minimizar nossas descidas?

Resposta: É impossível evitar as descidas. Nós temos que senti-las plenamente, mas com a condição de que nos elevemos constantemente acima delas. Isso significa que eu tenho que sentir a descida na subida! Isso significa que eu não sinto o “negativo” em si, mas sim o “negativo” na medida em que tenho que subir acima dele até o “positivo”.

É semelhante à técnica na qual não medimos o resistor em si, mas apenas a sua resistência à corrente eléctrica. É assim que o medimos. Medimos o fenômeno em si e não a essência do objeto onde isso ocorre, porque o fenômeno em si é inatingível.

Portanto, nós sempre almejamos subir, e em relação a isso nós medimos nossas descidas. Nós estamos constantemente nos elevando acima delas. Eu perguntei sobre isso no workshop durante a Convenção em Nova Jersy: “De onde vem a inclinação ao bem?”. Ela não existe por si só, já que o Criador não criou duas inclinações diferentes. Quando nós corrigimos a inclinação ao mal, ela se transforma na inclinação ao bem. As duas inclinações numa pessoa indicam que ela conseguiu transformar parte de sua inclinação ao mal na inclinação ao bem.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

Como Você Pede A Luz?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Estou tentando pedir a Luz através da conexão com o grupo, mas como exatamente devo pedir?

Resposta: Peça a conexão. Nós nunca sabemos como pedir a Luz, não sabemos como orar. Toda vez que nos voltarmos ao superior, deve ser com um pedido preciso. Tudo que a pessoa tem que descobrir é o que ela quer do superior. Mesmo que você queira as piores coisas, dirija-as ao superior. Se você as dirige ao superior, você começa a corrigir gradualmente o seu pedido e faz isso corretamente.

Isso é chamado de “esclarecimentos”, como toda a escada dos degraus espirituais. Nós começamos querendo “engolir” a todos. Portanto, volte-se ao superior com isso, seja consistente e, graças à Luz que Reforma, você vai entender o que é bom e tudo vai mudar. Não pense que pedir algo já lhe torna um justo. Mas volte-se para o superior!

É assim que nós começamos a nossa vida neste mundo. Olhe para um bebê, como ele é sujo quando nasce, como ele suja as fraldas. Mas diz-se: “A mãe virá e limpará seu filho”.

Apenas faça o que puder, mas de forma persistente e constante! Então você vai avançar! O tratamento do superior pode ser gentil e suave, e pode ser rígido e resistente. Mas esta é a única maneira das mudanças ocorrerem na parte inferior. A principal coisa é ir em frente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

Três Condições Para A Revelação Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sob que condições podemos exigir, atrair e revelar a força da Luz Circundante, a Luz que Reforma que nos conectará em garantia mútua para que possamos revelar o Criador, o mundo espiritual? Como podemos exigir essa força para que ela nos corrija? O que é necessário, a fim de fazer isso?

Resposta: Três condições devem ser atendidas:

1) a grandeza da meta;
2) desespero com suas próprias forças;
3) conexão com todos os amigos.

Então, todos juntos, vamos alcançar o sentimento chamado “oração coletiva”, depois de ter feito tudo o que pudermos para nos conectar.

A Luz vem e nos reforma. O que significa reformar? Significa um pedido verdadeiro. É a Luz Circundante que nos traz a verdadeira solicitação.

Portanto, de acordo com a sabedoria da Cabalá, existe a Luz que esclarece chamada de Luz de AB SAG, e há a Luz da correção. Aqui, também, tudo ocorre em duas fases.

Primeiro, nós fazemos tudo o que podemos. Nós realizamos Convenções, trabalhamos em grupo e tentamos nos conectar, atraindo assim a Luz que esclarece onde realmente estamos. Ela nos permite sentir a grandeza da meta.

Ao mesmo tempo, ela nos mostra o quão baixo estamos, num estado onde não damos um passo em direção a ela. No entanto, estes dois pontos, a grandeza da meta e o desespero de nossos próprios poderes, criam dois pólos entre os quais há dez Sefirot.

Então, o potencial entre eles ativa a Luz da correcção. Este estado é chamado de “oração”, já que, numa oração, há dois pontos: a grandeza da meta e o reconhecimento de nossa pequenez. Este clamor interno nos traz a Luz da correção que conecta estes dois pontos através das 10 Sefirot e apresenta-nos com todo o vaso.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/05/12, Workshop 3

Transformar Mal Em Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Criador criou a inclinação ao mal e a inclinação ao bem. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Então, de onde vem a inclinação ao bem?

Resposta: Na realidade, não há inclinação ao bem. Há apenas a inclinação ao mal, que foi inicialmente criada pelo Criador. É por isso que Ele nos informa que criou a inclinação ao mal. Mas nós a corrigimos com a ajuda da Torá e a transformamos em inclinação ao bem.

“Inclinação” é o desejo. O desejo permanece. Mas “mal” significa que eu sempre desejo receber para o meu próprio bem, e isso me faz mal porque eu me fecho neste mundo como um pequeno animal, vivendo os anos que tenho que viver. Na realidade, este é o tipo de vida mais miserável possível.

A inclinação ao bem significa que tentamos nos unir no grupo e vemos que não somos capazes disso, e começamos a gritar numa oração comum. Então, a Luz que Reforma vem e cria a união entre nós, e dentro dessa união a intenção de doar (a Luz) se revela. Então, em vez da inclinação ao mal, temos a inclinação ao bem, o mesmo desejo mas com a intenção de se unir com o próximo.

Do 3º Seminário da Convenção de Nova Jersey, 12/05/12

Batalha Do Egoísmo Com Crianças

Dr. Michael Laitman“José” representa um ponto dentro da pessoa que só pode crescer quando está posicionado no reino do Faraó (desejo egoísta). A pequena centelha de Luz é chamada de “vela fina” (Ner Dakik). A “vela fina” deliberadamente se posiciona dentro do ego, uma vez que cresce dentro dele e, finalmente, transforma-o em doação. Assim, José foi ao Egito, cresceu (expandiu-se) lá ​​(o que significa que seus irmãos se juntaram a ele). Ele representa uma centelha que se desenvolve somente dentro de um ego humano.

O egoísmo é construído de uma forma que só pode valorizar algo que ele considera como “lucrativo” (benéfico). Ele identifica “lucros” apenas no tipo de realização chamada de “trabalho das mulheres”, em oposição à esmagadora satisfação chamada de “trabalho dos homens”. É por isso que se diz que o Faraó ordenou que todos os meninos judeus fossem mortos e se deixasse as meninas vivas.

Nós damos nascimento a “filhos” e depois os matamos porque não temos idéia de como trabalhar com as intenções em prol da doação. Então, eles renascem através de nossas tentativas de doar, ao menos minimamente, mas o nosso ego mais uma vez mata esses esforços. Nosso intelecto reconhece aquilo que temos para doar, e que ao conseguirmos gerar tais intenções, novamente as anulamos com o nosso ego.

O nosso trabalho é reconhecer através dos nossos desejos que ao para dar à luz aos nossos “filhos” nós os destruímos novamente. Nós ficamos aterrorizados com o que fizemos, e pelo fato de não nos resta mais nada. Depois de passar pela tortura e perceber que somos incapazes de fazer qualquer coisa com relação ao estado das coisas, pouco a pouco nós adquirimos um novo desejo: uma nova Reshimo informativa chamada de “Moshe” (Moisés).

Moshe” começa a crescer e se desenvolver na casa do Faraó. É como se viesse do lado do Faraó. O Faraó o desenvolve e eleva, ensina-lhe sabedoria, capacita-o. Depois de 40 anos passados ​​no palácio do Faraó, Moshe tem tudo, exceto que não foi exposto ao conhecimento sobre o Criador.

Moshe continuou a crescer dentro de seus desejos, que foram submetidos à correção, e sentiu que apesar de todos os seus esforços, ele não pode convertê-los em doação. Neste ponto seus desejos gradualmente adquiriram o “ponto de Moshe“, ou seja, a centelha que a princípio estava oculta na medida em que era totalmente ilusória. No entanto, a centelha continuou a crescer. Por causa disso, nós continuamos dando à luz a nossos “filhos”, ou seja, às intenções de doar. Nós acreditamos que somos capazes de dar e, repetidamente, “matamos” os nossos esforços.

A pessoa continua a exterminar seus “filhos” até que, com um enorme pesar, ela começa a perceber que todas as tentativas de doar não levam a lugar algum. Nós damos nascimento a um “filho” (intenção de doar), que é de fato o nosso próximo nível que nos leva a “partir” do Egito. Este passo é resultado do nosso esforço no trabalho em grupo, que decorre de nossas ações reais. Em algum ponto, nós realmente adquirimos um desejo de doar, mas depois que esfriamos e agimos egoisticamente, mais uma vez. Isso significa que o Faraó “engoliu” os nossos filhos recém-nascidos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/12, Escritos do Rabash

Verificando A Conexão Com O Grupo

Dr. Michael LaitmanNós temos que entender que existem apenas dois estados na nossa vida, em nossa realidade: um estado de escuridão, uma sombra, ou um estado de Luz, conexão, a revelação do bom e benevolente. Não há nada entre eles. Se ao ouvir sobre ele a pessoa constantemente tenta esclarecer o estado que atravessa, se é uma sombra ou a revelação do Criador, ela avançará pela linha do meio.

Baal HaSulam, Shamati, artigo 8: ” Qual é a diferença entre a Sombra Kedusha e a sombra de Sitra Achra“: “Em vez disso, todas as mudanças são nos receptores. Devemos observar dois discernimentos nesta sombra…”.

A primeira é quando a pessoa ainda consegue se unir com os amigos, superando os pensamentos sobre a separação e a “confusão” dos sentidos. Ela ainda consegue superar a escuridão e a ocultação; ela ainda entende que perdeu a meta, o caminho para o Criador.

Mas, no geral, ninguém realiza uma verdadeira autocrítica: “Por que me sinto assim? De onde vem este sentimento?”. Eu não sou o meu próprio psicólogo, eu simplesmente me sinto bem ou mal, como uma criança. Eu não calculo quem me envia esses pensamentos e sentimentos. Eu os “cozinho”, e afundo em meu corpo, como uma criança pequena.

No entanto, a pessoa deve conhecer e examinar a si mesma: “O que atraiu meus sentimentos e pensamentos? Como posso subir acima de mim mesma, do estado atual? Como posso sair deste pântano puxando-me pelo cabelo?”. A pessoa sempre olha para si mesma de lado: “Sim, estou no fundo do meu desejo egoísta. Sim, ele me controla. É verdade, ele não me permite conectar, não me deixa me levantar para a lição, me obriga a desconectar, torna a vida diária, com todas as suas relações, parecer mais importante. Mas eu vejo que estou neste estado e que ele é oposto ao objetivo”.

Como eu posso compreender e reconhecer isso? Quando eu ainda estou conectado a algo externo, ao grupo. Aí vem o momento da verdade, eu posso verificar se estava realmente conectado ao grupo ou não. Se eu não estou conectado, eu só sinto a mim mesmo: eu me sinto mal, não quero nada, etc. Além disso, eu nem dou satisfação e simplesmente sigo o fluxo, sem quaisquer pensamentos especiais ou desejos.

Mas se eu estivesse ligado ao grupo, se eu tivesse uma aliança com os amigos, segundo a qual eles devessem me ajudar, mesmo se eu caísse e me virasse para outra direção, as conexões internas seriam mantidas, eu me importaria com a forma que eles me veem, e eu não esqueceria do meu compromisso. Eles me apoiariam e eu seria capaz de me ver de lado e esclarecer meus sentimentos.

Assim, eu serei dividido em dois: o meu próprio eu e a minha atitude para com o grupo. Só então, ao me agarrar à conexão com os amigos, eu serei capaz de esclarecer e verificar a mim mesmo, e com isso iniciar a subida que se segue à descida. Caso contrário, eu não tenho chance, eu simplesmente caio e saio. Assim, a pessoa pode superar o primeiro tipo de sombra, justificando o estado atual e a compreensão de que ele foi enviado a ela pelo Criador. Então, ela pode pedir ajuda ao Criador.

Por que eu me volto a Ele? Não para me sentir melhor, porque aí eu estaria pedindo para anular a minha inclinação ao mal, que Ele criou, adicionando a Torá como tempero para ele. Então, eu deveria pedir o tempero, para que o poder do amor e doação, o poder de conexão, venha de Cima e me permita avançar em direção à outra linha.

“Quando alguém ainda tem a capacidade de superar as trevas e a ocultação que sente, justifica o Criador e ora ao Criador, para que Ele abra seus os olhos para que ele veja que todas as ocultações que sente vêm do Criador”.

Quando a pessoa fica impotente e não vê saída, quando ela amaldiçoa o Criador, os amigos e a vida, ela ainda está olhando para si mesma de lado e, de repente, vê uma chance para um grande avanço, e pode exigir que o Criador a salve. Por quê? Porque ela não aceita o estado quando a providência do Criador parece ruim, e não pode justificá-lo. A pessoa se sente mal porque pensa coisas ruins do bem e benevolente, por estar oposta à Ele. Se a vida parece ruim, é um sinal de que sou oposto ao Criador.

Nós temos que construir uma Masach (tela) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) acima de todas as situações difíceis. Mesmo nas piores situações eu preciso ver o Criador como fonte, como a Luz que está cheia de toda a abundância infinita, mas que está quebrada dentro de mim e se transforma num sentimento ruim, numa sombra, na escuridão, já que meus atributos são opostos ao bom e benevolente, oposto ao atributo de doação e amor.

Assim, nós podemos avançar cada vez que esclarecemos as coisas corretamente. O principal é descobrir constantemente este ponto: “O que eu sinto? Quem está me enviando esse sentimento? Por que estou enfrentando esse sentimento?”. Este é o princípio geral do nosso trabalho e isso é o que divide a humanidade em 1% e 99%.

Da Lição do Brasil 03/05/12 , Shamati # 8

Sem Transgressão, Sem Mandamento

Dr. Michael LaitmanNas Mitzvot (mandamentos) e transgressões, apenas a intenção é que doa em nosso sistema geral, na revelação da Luz superior, na capacidade de se parecer com o Criador. Claro, isso também inclui as relações simples do mundo corpóreo relativas aos outros, a humanidade, o mundo, a natureza e a ecologia, uma vez que a sua atitude inclui todos os seus sentimentos. Mas as Mitzvot e as transgressões existem apenas em relação à conexão e à semelhança ou não com o Criador.

Isto é assim em cada nível, inanimado, vegetal e animal, enquanto que o último nível, o falante ou humano, é aquele que realiza todas as transgressões. Se o desejo de receber no nível falante, o qual vai se conectar e se assemelhar com o Criador, fizer algo que se oponha à conexão, isso se chama uma transgressão.

“Israel” que anseia pelo Criador, é aquele que faz as transgressões, ao passo que as “nações do mundo” não fazem transgressões. Com elas existem apenas sete Mitzvot dos filhos de Noé. O homem que não entra no caminho da ascensão direta ao Criador, caminho este chamado de “Israel” (direto com o Criador), também precisa se relacionar gentilmente com os outros: manter a natureza, seu equilíbrio e ecologia, ter casas judiciais, prover justiça no nível da humanidade, não comer carne de um animal ainda vivo, etc.

Mas as Mitzvot espirituais e as transgressões pertencem apenas à escada dos níveis espirituais, às linhas direita e esquerda. Sem qualquer sentimento de uma transgressão, você não será capaz de descobrir a sua inclinação ao mal e não vai sentir a sua necessidade da Luz que Reforma. Assim, você chega à linha média.

Assim, é dito, “Não há justo na terra que não tenha pecado”. Nós precisamos descobrir todas as transgressões do nosso ego, uma vez que sem isso não teremos a necessidade da correção. Se está escrito que “o justo está tão cheio de Mitzvot como uma romã”, isto significa que no início ele descobriu dentro dele o mesmo número de transgressões.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/12, Estudo das Dez Sefirot