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Haaretz: “Esqueçam Paris – O Culpado Insuspeito Por Trás Do Aquecimento Global”

Na minha coluna regular no Haaretz, meu novo artigo: “Esqueçam Paris – O Culpado Insuspeito Por Trás Do Aquecimento Global

Quando uma matilha de lobos poluidores da Terra geme como ovelhas levadas ao abate sobre as emissões de CO2, procure um motivo oculto.

Meus Artigos Na Mídia, Abril De 2017

Em Inglês

The Jerusalem Post

The Second French Revolution
The Key Role of Jews in the Trump Administration
Trump Must Initiate Next Stage of ‘America First’ Policy
Passover — A Story of Hebrews Who Wanted To Be Egyptians
Exodus – The Secret of Our Nationhood

Haaretz

The Holocaust From Memory to Premonition
What’s Next for France?
Independence Means Independence From Mutual Hatred
How Trump Can Drain the Swamp
Thirty-Five Centuries Later, It’s Still Pharaoh vs. Moses
Connection: Something New on the Seder Menu
Exodus—How We Became a Nation, and How We Stopped Being One

Jewish Business News

Michael Laitman: Uniting the States for a Great America in Trump’s Era
Michael Laitman: Exodus—the Secret of Our Nationhood

Em Espanhol

United with Israel

Trump debe iniciar una nueva etapa en la política americana
El faraón contra Moisés, treinta y cinco siglos después
Éxodo: el secreto de nuestra nación
La felicidad (que quisiéramos tener) en nosotros
¡Buenas noticias! Ya se puede hablar de antisemitismo en América
La levadura que debemos eliminar es el auto-odio judío

Em Francês

Dreuz.info

Le rôle déterminant des juifs dans l’administration Trump
L’holocauste : du souvenir à la prémonition
Trump doit amorcer le prochain niveau de la politique de « L’Amérique d’abord »
Trente-cinq siècles plus tard, c’est encore Pharaon vs Moïse

Em Alemão

The Huffington Post

Hungernde Menschen machen die UNO fett
Trump muss die nächste Stufe von „America First” einleiten
Israel – das geliebte Land, das alle verlassen wollen

Em Italiano

The Huffington Post

È ora che Trump dia inizio alla prossima fase della politica, l’”America First”
La felicità che vorremmo avere è quella che in realtà abbiamo già
Israele è il paese che tutti amano, così tanto da volersene andare

Blogactiv – em várias línguas

Shoah: dal ricordo alla premonizione
¿Qué va a pasar en Francia?
Il ruolo chiave degli ebrei nell’Amministrazione Trump
È ora che Trump dia inizio alla prossima fase della politica “America First”
Trump debe iniciar una nueva etapa en la política americana
Trump Must Initiate Next Stage of America First Policy
El faraón contra Moisés, treinta y cinco siglos después
Dopo trentacinque secoli il Faraone è ancora contro Mosè
Éxodo: el secreto de nuestra nación
Connessione: qualcosa di nuovo sul menu del Seder
Esodo: come siamo diventati una nazione e come abbiamo smesso di essere Uno
L’odio interno del popolo ebraico è il lievito che dobbiamo eliminare
La felicità che vorremmo avere è quella che in realtà abbiamo già
La connexion : un nouveau plat au menu du Seder
Exodus—How We Became a Nation, and How We Stopped Being One
I nostri peggiori nemici
La levadura que debemos eliminar es el auto-odio judío

Jpost: “Os Pilares Do Consumismo Estão Desmoronando”

O The Jerusalem Post publicou meu novo artigo “Os Pilares Do Consumismo Estão Desmoronando

O que acontece quando trabalhos e lojas desaparecem? O que compraremos e como compraremos? Felizmente, uma nova indústria fornecerá renda e uma nova mercadoria para consumir.

Os pilares do consumismo estão desmoronando. Nos últimos meses, houve uma avalanche de grandes e médias cadeias reais (físicas) que já se declararam em bancarrota ou anunciaram o fechamento de centenas de lojas. Se esse ritmo continuar, até o final deste ano, mais de 8,6 mil lojas reais (físicas) terão fechado suas portas. Em comparação, em 2008, no auge da Grande Recessão, apenas 6.150 lojas fecharam.

Além do impacto do colapso nos próprios varejistas, seu desaparecimento terá um efeito devastador nos shoppings onde estão localizadas, pois são todas as lojas âncoras que trazem negócios para todo o shopping. Em alguns casos, varejistas como Macy’s e Sears (que também possuem Kmart) fecharão suas portas dentro do mesmo shopping, causando efetivamente o fechamento de todo o local.

A ferrugem também está atingindo a taxa de emprego. À medida que mais e mais pessoas se voltam para a internet para fazer suas compras, as lojas fecham e as pessoas perdem seus empregos. De acordo com os números do Departamento do Trabalho, os varejistas reduziram cerca de 30 mil postos em março. Isso foi quase o mesmo que em fevereiro, marcando o pior registro em dois meses desde 2009.

O rápido crescimento do comércio eletrônico pode ser ótimo para empresas on-line como a Amazon, mas o comércio eletrônico não requer quase tantos trabalhos quanto as lojas reais. A triste conclusão é que, no que se refere aos empregos tradicionais de varejo, estamos vendo o fim de uma era.

Estamos Nos Tornando Irrelevantes?

Não só as lojas de varejo são afetadas pela tecnologia. As máquinas estão substituindo pessoas em todos os lugares. Existem dois milhões de motoristas profissionais nos EUA. Onde eles trabalharão daqui a 10-15 anos, quando os caminhões e ônibus autônomos se tornarem mais seguros para dirigir e mais baratos para operar do que veículos dirigidos por humanos? O que os trabalhadores de telemarketing farão quando os chatbots (programas de computador) substituírem completamente as pessoas em alguns anos? Servidores, limpadores, pessoas do serviço hoteleiro, até médicos e advogados, todos serão afetados pelos avanços tecnológicos.

O comentário de um leitor em uma das histórias do jornal sobre a tendência capta a essência do nosso mundo em mudança: “Essas histórias me fazem sentir irrelevante. Para onde a humanidade está indo? Você entra em um carro que dirige sozinho, leva você para trabalhar, mas um robô pegou seu emprego. Por sorte, eu recebo uma renda básica do governo. Nesse caso, por que não vou ao shopping? Oh, claro, o shopping fechou porque fazemos todas as nossas compras on-line e os drones entregam os produtos na nossa porta, então mesmo os entregadores desapareceram. Na verdade, não tenho motivos para sair da porta. Eu não falo com uma pessoa real há meses! Logo, todos nos tornaremos irrelevantes, redundantes!”

Apresentando A Renda Básica Universal

Nos últimos anos, tem se dado muita atenção à ideia da renda básica universal (UBI). A UBI significa que cada pessoa recebe uma quantia fixa de dinheiro que a sustenta acima da linha de pobreza, estando ou não empregada. Em muitos lugares ao redor do mundo, principalmente na Europa Ocidental e no Canadá, experimentos sobre impacto e viabilidade da UBI já estão em andamento.

A ideia da UBI também está ganhando força graças ao apoio verbal de mandachuvas no Vale do Silício. Elon Musk, por exemplo, disse: “Será necessária”, e Mark Zuckerberg afirmou: “Devemos explorar ideias como a renda básica universal”.

Um Novo Conjunto De Empregos E Indústrias: Em Torno Do Coração

Eu sou totalmente contra a ideia da UBI. Se dermos dinheiro às pessoas, isso irá devastar a sociedade e as transformará em bombas-relógio. O trágico incidente que aconteceu no dia 5 de junho em Orlando, onde um homem que havia sido demitido recentemente entrou em seu antigo local de trabalho com uma arma na mão, matou cinco ex-colegas de trabalho, depois se suicidou deve nos ensinar o que pode acontecer com uma pessoa que não vê o futuro a sua frente.

A violência já é desenfreada e cresce em nossa sociedade. Despedir milhões de pessoas sem nada para fazer e sem compromissos vai levar muitas delas para o fundo do poço, e todos nós sofreremos as consequências.

Na minha opinião, o início da era robótica é uma ótima oportunidade para toda a humanidade. Uma vez que as máquinas estarão tomando nossos empregos físicos, estaremos livres para desenvolver o que o colunista do New York Times, Thomas Friedman, chamou de “um novo conjunto de empregos e indústrias em torno do coração, em torno da conexão entre pessoas”.

Em outras palavras, as pessoas não estarão desempregadas. Elas serão empregadas como inovadoras de uma nova sociedade. O trabalho delas será promover uma sociedade cujos membros estejam conectados, se importando e se sentindo responsáveis ​​um pelo outro.

Hoje, as pessoas são admiradas por suas carreiras de sucesso. No entanto, amanhã as máquinas farão tudo. A concorrência sobre o emprego será obsoleta; não haverá trabalhos para lutar. Portanto, o trabalho dos novos trabalhadores será introduzir novos valores na sociedade, onde as pessoas competirão pelo reconhecimento como contribuintes para a sociedade.

A competição positiva mudará a mentalidade inteira da sociedade. Todos somos seres invejosos. Mas quando invejamos as pessoas por sua capacidade de promover a sociedade em vez de sua capacidade de promover a si mesmos, nos tornamos elementos positivos na sociedade. Dessa forma, toda a sociedade mudará a direção do isolamento para a conexão.

Shopping Centers Se Transformarão Em Centros Comunitários

As indústrias do coração “fabricarão” a coesão social. As pessoas não receberão UBI, mas salários, assim como fazem no mercado de trabalho de hoje. A única diferença será no produto que elas fabricarão.

Não há fim para o que as pessoas podem fazer se quiserem beneficiar a sociedade. A criatividade será ilimitada, e quanto mais a tecnologia melhorar, mais pessoas poderão se engajar em empregos pró-sociais e se abrirão mais possibilidades de promover a sociedade.

As condições para criar a mudança já estão sendo feitas. De acordo com um novo relatório do Credit Suisse, entre 20% e 25% dos shoppings do país vão fechar nos próximos cinco anos, já que o comércio eletrônico continua atraindo os compradores para longe das lojas reais (físicas).

Em vez de se tornarem zonas de criação de crime, como está acontecendo hoje, eles podem ser facilmente transformados em centros de treinamento no novo trabalho pró-social.

Como eu vejo, todas as pessoas que ficam desempregadas não devem receber benefícios de desemprego, mas devem se matricular imediatamente nesses treinamentos e receber um salário como em qualquer outro trabalho. Em vez de se sentarem em casa sentindo-se miseráveis, as pessoas recém demitidas devem receber benefícios do Estado dependentes de sua participação nos treinamentos pró-sociais. No final do treinamento, ou mesmo durante, elas vão lançar suas novas carreiras como inovadoras da nova sociedade.

A Tecnologia da Conexão

As tecnologias para nutrir atitudes pró-sociais em comunidades inteiras já existem. Os eventos de mesas redondas e os Círculos de Conexão são duas maneiras que eu desenvolvi no meu livro Completando o Círculo: Um Método Empiricamente Comprovado para Encontrar Paz e Harmonia na Vida.

Eles foram tentados várias vezes nos EUA, Europa Ocidental e Oriental e Israel, todos com sucesso ressonante. Quando implementadas corretamente, essas tecnologias não só criam uma atmosfera de calor e sociabilidade, mas também promovem a compreensão de que é assim que a sociedade deve se manter se quisermos nos sentir seguros e felizes em nossos bairros. Com o advento da era do desemprego, a mudança de paradigma social se tornará uma necessidade.

No entanto, graças às tecnologias on-line, essa mudança pode ser feita com um custo mínimo. Além disso, as despesas que serão poupadas, na medida em que a atual atitude antissocial das pessoas for revertida, superarão o custo dos treinamentos, tornando-os lucrativos para os investidores.

Quando uma comunidade se une, a violência, o crime e o abuso de substâncias caem e a responsabilidade mútua, a assistência mútua e a amizade emergem. Isso libera enormes quantidades de recursos que, de outra forma, seriam usados ​​no policiamento e nos trabalhadores assistenciais tentando suavizar as crises. Portanto, mesmo do ponto de vista mais capitalista, as atitudes pró-sociais na comunidade se pagam.

Quanto mais cedo os governos ou Estados implementarem esses programas para os desempregados, maiores serão seus lucros, social e financeiramente, e maiores serão os benefícios para toda a nossa sociedade.

Jewish Business News: “Esqueçam Paris – O Culpado Insuspeito Por Trás do Aquecimento Global”

Na minha coluna regular no Jewish Business News, o meu novo artigo: “ Esqueçam Paris – O Culpado Insuspeito Por Trás do Aquecimento Global

O aquecimento global está acontecendo, e isso pode ter graves consequências para a humanidade. No entanto, não há provas conclusivas de que o CO2 seja o principal culpado

Quando uma matilha de lobos poluidores da Terra geme como ovelhas levadas ao abate sobre as emissões de CO2, procure um motivo oculto.

Na semana passada, o presidente Trump retirou os Estados Unidos de uma das piores promoções que já fez: o Acordo sobre o Clima de Paris. O acordo exigia que os EUA reduzissem suas emissões de CO2 em 26-28 por cento até o ano de 2025. Além disso, o acordo afirma que os EUA transferirão US$ 3 bilhões para o Fundo das Nações Unidas para o Clima Verde no mesmo ano, sendo que já foi transferido 1 bilhão de dólares.

Não há dúvida de que o aquecimento global está acontecendo, e não há dúvida de que isso pode ter graves consequências para a humanidade. No entanto, não há provas conclusivas de que o CO2 seja o principal responsável pelo aquecimento global. De vez em quando, um novo “agente prejudicial” é encontrado, e quantidades colossais de recursos são vertidas para destruí-lo, apenas para descobrir alguns anos depois que a ciência por trás da afirmação era falha. Os únicos que se sentem melhor quando a campanha acaba são os acionistas das empresas que fizeram uma fortuna lutando contra uma guerra sem sentido.

Até alguns anos atrás, por exemplo, a maconha era ilegal. O argumento era que poderia potencialmente levar ao uso de drogas mais difíceis e que o uso prolongado de maconha prejudica o cérebro. Recentemente, em 2011, o Instituto Nacional de Saúde (NIH) divulgou um estudo argumentando que o uso de maconha tem efeitos agudos e a longo prazo no cérebro.

Mas, dentro de alguns anos, a visão da maconha foi revertida. Hoje, em 2017, ninguém discute a maconha potencialmente levando ao uso de drogas pesadas, e quase ninguém menciona possíveis danos cerebrais. Pelo contrário, a maconha é aclamada não só como um analgésico, mas também como um remédio potente por direito próprio. A Sociedade Americana do Câncer (ACS), por exemplo, afirma que a maconha “pode ​​ajudar a aliviar a dor e a náusea, reduzir a inflamação e pode atuar como antioxidante”. Quanto ao risco de danos cerebrais, a ACS argumenta que, na verdade, a maconha “Pode ajudar a tratar convulsões e reduzir a ansiedade e a paranoia”. A ACS ainda afirma que a maconha pode “causar a morte em certos tipos de células cancerosas em crescimento”.

O Daily Mail e uma pesquisa israelense foram mais longe do que a ACS e relataram que o óleo de maconha cura o câncer cerebral e de pulmão. Como prova, eles apresentaram as histórias pessoais de pessoas que foram curadas usando a “droga mágica” que até recentemente era considerada malvada. Como a ciência poderia estar tão errada por tantos anos e mudar sua mente tão rapidamente? Claramente, alguém está se beneficiando dessas revelações “científicas”.

Com toda a probabilidade, o mesmo é verdade para o argumento de que as emissões de CO2 são a principal causa do aquecimento global. O Acordo de Paris exige que os EUA desistam de milhões de empregos e paguem bilhões de dólares. Alguém, obviamente, criará empregos em outros lugares e se beneficiará dos fundos que a América está derramando.

Como se isso não fosse ruim o suficiente, a melhoria que o acordo pretende alcançar é minúscula, na melhor das hipóteses: um resfriamento de um quinto de um grau Celsius (0.36° F), assumindo que todos os quase 200 países que assinaram o acordo o mantenham, e assumindo que a ciência por trás da culpa do CO2 pelo aquecimento global esteja correta. A forma como Obama assinou este acordo ridículo está além de mim.

O Que Você Faz Com Um Planeta Aquecido?

Alguns anos atrás, um curta-metragem descreveu o impacto da reintrodução de lobos no Parque Nacional de Yellowstone depois de terem sido caçados até a extinção 70 anos antes sob a pressão de pecuaristas e rancheiros. Os cientistas que estudavam os efeitos do retorno dos lobos ficaram maravilhados ao saber que a introdução de lobos rejuvenesceu todo o ecossistema em Yellowstone. Poucos anos depois do seu retorno, o terreno nu ficou coberto de grama, pois os veados foram forçados a migrar mais para longe dos lobos. As árvores cresceram em paz e foram quintuplicadas em altura, fazendo com que a população de pássaros crescesse em números e diversidade. A vegetação exuberante permitiu que outras populações de mamíferos se multiplicassem também. Além disso, o crescimento das árvores fortaleceu o solo ao redor das margens dos rios, estreitando seus canais e formando piscinas que apoiam a reprodução de anfíbios que quase se tornaram extintos em Yellowstone. Descobriu-se que a restauração dos lobos em Yellowstone não só afetou a população animal e a vegetação na área, mas também mudou a geografia física do parque. Hoje, o rejuvenescimento de Yellowstone é um exemplo histórico de como o egoísmo do homem nos faz ignorar a complexidade da natureza e o fato de que cada nível da natureza afeta todos os outros níveis de maneiras que não entendemos.

O mesmo é verdade para as emissões de CO2. Nós estamos maltratando a natureza de muitas maneiras que focar em apenas uma causa só criará mais problemas em outros lugares. A única maneira de salvar nosso planeta é mudar nossa natureza egoísta. E a forma como mudamos não começa não em como tratamos nosso planeta, mas em como tratamos nossos companheiros.

A natureza humana afeta o resto da natureza em dois níveis. O nível mais superficial tem a ver com o nosso comportamento de exploração. Nós estamos explorando tudo e todos, e, portanto, abordamos cada pessoa, animal, planta ou mineral no planeta com uma atitude negativa. Nenhuma outra criatura neste planeta tem essa atitude. Quando os lobos matam veados, eles não fazem isso para ferir o veado, mas porque estão com fome. No entanto, quando ferimos outras pessoas, fazemos isso apenas para machucá-las! Quanto ao resto da natureza, talvez não tenhamos uma intenção deliberada de arruiná-la, mas a exploramos para a extinção, assim como os fazendeiros fizeram em Yellowstone. E quando a natureza sai fora do equilíbrio, sofremos as consequências.

O segundo e mais profundo nível do impacto adverso que nós humanos temos sobre a natureza tem a ver com o fato de que toda a natureza está conectada. Portanto, nossa negatividade se espalha por toda a natureza, mesmo quando não a demonstramos diretamente. Alguns anos atrás, Nicholas Christakis e James Fowler publicaram um dos livros mais influentes do nosso tempo, chamado Conectados: O Poder Surpreendente de Nossas Redes Sociais e Como Elas Formam Nossas Vidas – como os amigos dos amigos de seus amigos afetam tudo o que você sente, pensa e faz. Em seu livro, Christakis e Fowler documentaram o impacto das pessoas sobre outras pessoas, mesmo quando elas não se conhecem, mas simplesmente porque compartilham amigos comuns. Se considerarmos a percepção de que apenas seis graus de separação (ou menos) estão entre cada um de nós e todas as outras pessoas do mundo, perceberemos que estamos todos influenciando um ao outro mesmo sem nos conhecermos,

Em uma famosa conversa de TED intitulada “A Influência Oculta das Redes Sociais”, Christakis argumenta que “os seres humanos se reúnem e formam uma espécie de superorganismo”. Na verdade, somos um superorganismo, exceto que não só os humanos estão incluídos nele, mas todo o nosso ecossistema planetário. O que quer que façamos, digamos ou pensamos impacta em cada parcela mínima da realidade e ondula de maneiras que nem podemos imaginar. Quando nossas ações, palavras ou pensamentos são negativos, nós espalhamos a negatividade em todos os lugares.

Uma vez que nenhuma outra criatura na Terra, exceto os seres humanos, expande a negatividade, nenhuma outra criatura é responsável pelos fenômenos negativos que afetam nosso mundo. Se mudarmos o nosso comportamento (como cortar as emissões de CO2), mas não a nossa natureza, nos enganaremos em pensar que melhoramos as coisas, o que, por sua vez, atrasará a mudança necessária que devemos realizar em nossa natureza. O resultado será uma piora dos fenômenos negativos.

Efeito da Mudança

Na minha coluna anterior, eu delineei um programa para desenvolver o que o colecionador do New York Times, Thomas Friedman, chamou de “um novo conjunto de empregos e indústrias ao redor do coração, em torno de conectar pessoas com pessoas”. O programa que descrevi usa workshops especializados que ajudam as pessoas a passar de nossa atitude de exploração inerente para uma abordagem colaborativa.

Nos próximos anos, à medida que os robôs tomarem mais e mais nossos empregos e os programas de renda básica universal se tornarem uma realidade necessária, as pessoas terão todo o tempo que precisam para participar de programas que visem melhorar nossos relacionamentos. Os treinamentos e workshops, cuja estrutura eu esbocei no livro, “Completando o Círculo: um método empiricamente comprovado para encontrar paz e harmonia na vida”, são projetados para promover a mudança desejada em nossa natureza. Desta forma, ao se concentrar em consertar a nossa sociedade, também mitigaremos nossa pegada negativa sobre a natureza.

Essa transformação não acontecerá porque vamos parar de consumir e poluir. Isso acontecerá principalmente porque vamos parar de espalhar “vibrações negativas” em todo o superorganismo que é o nosso planeta. Como resultado, trataremos a natureza de uma maneira muito mais sustentável do que fazemos atualmente, e saberemos o que mudar em nosso comportamento e como efetuar a mudança para obter os melhores resultados. Apenas a conexão com toda a natureza, através do estabelecimento de conexões positivas entre nós, nos dará o conhecimento do funcionamento interno da natureza e como devemos nos relacionar com ela.

O fato de que tantas crises estão se desenvolvendo simultaneamente em tantas frentes deve nos dizer que não são o problema, mas os sintomas de um problema mais profundo. Esse problema mais profundo é o nosso egoísmo. Se corrigirmos isso, teremos solucionado tudo, desde as emissões de CO2 até as relações internacionais para nossas conexões pessoais.

Haaretz: “Sobrevivência Na Era Do Desemprego Voluntário”

Na minha coluna regular no Haaretz, o meu novo artigo: “Sobrevivência Na Era Do Desemprego Voluntário

A era antiga, onde um emprego é uma necessidade, está terminando. Uma nova era, sem emprego, está começando, e é melhor nos prepararmos.

Em abril passado, o Census Bureau divulgou um estudo que encontrou uma tendência preocupante: muitos jovens não desejam trabalhar, embora estejam perfeitamente saudáveis, e a tendência está apenas acelerando. A pesquisa descobriu que “1 em cada 3 jovens, ou cerca de 24 milhões, viva na casa de seus pais em 2015″. Além disso, “em 2005, a maioria dos jovens vivia em sua própria casa … em 35 estados. Até 2015, o número de estados onde a maioria dos jovens vivia de forma independente caiu para apenas seis”. Mas talvez o mais alarmante seja isso: “Dos jovens que vivem na casa de seus pais, 1 em 4 estão ociosos, não vão nem para a escola nem para o trabalho. Este número representa cerca de 2,2 milhões de jovens de 25 a 34 anos”.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que devemos “considerar a renda básica universal para os americanos”.

Em vez de trabalhar, os millennials (Geração Y) geralmente preferem simplesmente passar o tempo em marcha lenta. Muitos deles, por exemplo, escolhem ficar em casa e jogar videogames em vez de procurar emprego. Eles não são ineptos ou ignorantes, e não é difícil encontrar esse trabalho. Os jovens adultos de hoje simplesmente não têm interesse em encontrar nenhum emprego. Eles perderam interesse no que esse mundo tem a oferecer.

Esses dados devem nos avisar de que há uma história diferente se desenvolvendo sob a superfície. A era antiga, onde um trabalho é uma necessidade, está terminando. Uma nova era, sem emprego, está começando, e é melhor nos prepararmos. Se nos prepararmos corretamente, passaremos pela transição de forma pacífica e agradável. Se travarmos e esperarmos que o desemprego nos pegue despreparados, a transição será muito mais dolorosa.

Renda Básica E A Ameaça De Radicalização

Em seu recente discurso na Palestra Inaugural de Harvard, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que devemos “considerar a renda básica universal para os americanos”. Como eu já escrevi antes, não tenho dúvidas de que, no futuro próximo, será necessário fornecer uma renda básica a para todos.

No entanto, embora um rendimento básico resolva as necessidades físicas, não proporciona propósito e sentido para a vida. Os videogames e a maconha barata não adormecerão as pessoas por muito tempo, pois é da natureza humana procurar uma finalidade. Se as pessoas não conseguirem encontrar sentido em suas vidas, se voltarão aos extremos. Essa tendência já está em andamento, e muitos jovens estão passando por uma radicalização em busca de um sentido, tornando-se perigosos para a sociedade (veja o recente ataque terrorista de Manchester). Sem uma solução, a tendência se espalhará e a violência e o terrorismo tornarão a normalidade obsoleta.

Uma Espada Com Veneno Em Sua Ponta

A fim de mudarmos sem problemas e sem dor do modus-operandi egocêntrico que fomentamos até agora na nova era, devemos entender a natureza da era à nossa frente e como devemos abordá-la para aproveitar seus benefícios potenciais e evitar suas armadilhas.

Quando eu comecei a aprender com o meu professor de Cabalá, o Rav Baruch Ashlag (o RABASH), ele me apresentou a uma alegoria escrita por seu pai, Rav Yehuda Ashlag, conhecido como Baal HaSulam (Autor da Escada) por seu Comentário Sulam (Escada) ao Livro do Zohar. Em sua introdução à Árvore da Vida, Baal HaSulam escreveu que o ego é como um anjo que segurava uma espada com uma gota de néctar doce e venenoso na ponta. Este anjo, nosso ego, nos obriga a abrir nossas bocas e a beber o néctar doce até que ele nos faça morrer.

A espada, a arma do nosso egoísmo, ameaça que coisas terríveis acontecerão conosco se não tendermos apenas a nós mesmos. Ela nos promete a felicidade se nos dedicarmos à auto-absorção, mas o néctar na ponta da espada (os breves momentos de contentamento na vida) só nos faz ansiar mais pelo néctar. No final, nos tornamos tão narcisistas que perdemos todo contato com a realidade, como se tivéssemos morrido.

Hoje, nós sabemos que o Baal HaSulam estava certo, mas até recentemente não estava claro que devemos encontrar uma maneira prática de passar do néctar do egoísmo para o novo incentivo para existir: o prazer em conexões positivas.

Um Remédio da Antiguidade

Ao longo da história, apenas uma nação já teve o privilégio de viver sob um paradigma de conexões positivas. Esta nação, o povo judeu, surgiu do grupo que Abraão, o Patriarca, estabeleceu quando viu seus compatriotas da cidade de Ur dos caldeus se tornar perigosamente egocêntricas.

Durante o tempo de Abraão, as pessoas se tornaram progressivamente mais egoístas em toda a antiga Babilônia (da qual Ur dos caldeus fazia parte). O livro Pirkei De Rabi Eliezer (Capítulo 24) escreve que, quando Abraão andou pela Torre de Babilônia, viu a crescente alienação entre seus construtores. Eles eram tão indiferentes uns aos outros que “Se um homem caísse e morresse, eles não lhe prestariam nenhuma atenção. Mas se um tijolo caísse, eles se sentariam e lamentariam: “Ai de nós; quando outro virá em seu lugar?” À medida que sua alienação crescia, o livro continua, eles “queriam falar uns com os outros, mas não conheciam a língua um do outro. O que eles fizeram? Cada um tomou sua espada e eles lutaram uns contra os outros até a morte. Na verdade, metade do mundo foi abatida lá, e de lá eles se espalharam pelo mundo”.

Abraão percebeu que os babilônios não conseguiam superar seus egos. Para curar sua sociedade do egoísmo, ele adotou uma abordagem simples: em vez de combater a separação, nutram a entrega e a conexão.

Os seguidores e descendentes de Abraão continuaram a desenvolver sua unidade acima de seus egos crescentes até forjar vínculos tão estreitos que se tornaram o que o grande comentarista RASHI chamou de “como um homem com um só coração”. Só então, depois de forjar essa unidade profunda, os descendentes de Abraão foram declarados uma nação: a nação judaica. É por isso que o livro Yaarot Devash (Parte 2, Drush n° 2) escreve que a palavra Yehudi (judeu) vem da palavra yihudi, que significa unido.

Ao longo de muitos séculos, os primeiros judeus desenvolveram seu método combinando sua unidade com seu crescente egoísmo. Toda vez que seu egoísmo prevalecia, eles se esforçavam e brigavam entre si. E cada vez que combinavam a discórdia com a conexão, subiam a novos níveis de unidade. É por isso que O Livro do Zohar (Beshalach) escreve: “Todas as guerras na Torá são para a paz e o amor”.

Deslocando o Foco Para Conexões Positivas

Os antigos judeus legaram ao mundo os valores que ainda nos mantêm hoje. O historiador Paul Johnson escreveu em A História dos Judeus: “Aos judeus, nós devemos a ideia de igualdade perante a lei, tanto divina quanto humana; de santidade da vida e de dignidade da pessoa humana; de consciência individual e, portanto, de redenção pessoal; de consciência coletiva e, portanto, de responsabilidade social; de paz como um ideal abstrato e de amor como fundamento da justiça e muitos outros itens que constituem o mobiliário moral básico da mente humana”.

No entanto, em vez de ser “uma luz para as nações” ao elevar o mundo ao nível conectado de existência, os judeus caíram no egoísmo. Desde o seu declínio, a humanidade não conseguiu estabelecer estruturas sociais sustentáveis ​​com base em conexões positivas.

Por esta razão, agora que nossos egos esgotaram seu encanto, temos uma chance real de restabelecer uma sociedade que ofereça felicidade e sentido à nossa vida através de conexões positivas e responsabilidade mútua.

Agora que a sociedade pode fornecer a cada pessoa uma renda básica, podemos nos concentrar em melhorar nossas conexões. Uma vez que as carreiras já não interessam os jovens adultos, eles buscarão sentido em outros lugares, e um sentido profundo e duradouro só pode ser encontrado em conexões humanas positivas.

Em uma famosa palestra do TED intitulada “A influência oculta das redes sociais”, o sociólogo Nicholas Christakis detalhou o que a ciência revelou sobre o impacto das conexões humanas. ”Nossa experiência do mundo depende da estrutura das redes em que estamos residindo e de coisas que ondulam e fluem através da rede. A razão, penso eu, que este é o caso, é que os seres humanos se reúnem e formam uma espécie de superorganismo”.

Um Novo Conjunto De Indústrias – Em Torno Do Coração

Para passar do individualismo para as conexões positivas, devemos aproveitar o aumento do tempo livre das pessoas para dar-lhes treinamento que as ajude a estabelecer tais relacionamentos. Além disso, para garantir que todos participem desses treinamentos, devemos fornecer uma renda básica apenas sob a condição de participação neles.

A participação obrigatória como condição para a recepção da renda básica servirá para dois propósitos: 1) A pessoa que recebe dinheiro de graça, sem restrições, não se sente obrigada à sociedade e provavelmente se tornará cada vez mais narcisista e antissocial. 2) Como escrevi acima, as pessoas sem um propósito na vida procurarão necessariamente uma, e poderiam ser radicalizadas. Os treinamentos irão ensiná-las a promover conexões positivas, o que lhes dará o sentido que procuram na vida.

Com a tecnologia de hoje, fornecer esses treinamentos pode ser quase sem custo. Através de reuniões físicas e on-line, e usando workshops guiados, as pessoas aprenderão a se conectar acima de seu ódio, assim como Abraão e seus discípulos faziam quase quatro milênios atrás. Mesmo o antissemita mais notório da história americana, Henry Ford, recomendou aprender com os judeus primitivos em seu livro O Judeu Internacional – O Principal Problema do Mundo. Em suas palavras, “os reformadores modernos, que estão construindo sistemas sociais modelo, fariam bem em olhar para o sistema social sob o qual os primeiros judeus estavam organizados”.

Isso, de fato, é o que temos que fazer. Governos, municípios e outras organizações devem agora se envolver em formar tais treinamentos para pessoas cujo tempo lhes permite participar. Uma vez matriculados, os formandos não serão mais considerados desempregados. Em vez disso, serão considerados empregados cujo trabalho é nutrir conexões positivas na sociedade. No futuro próximo, essa forma de conexão se tornará o produto mais exigido no mercado. As conexões positivas são a base de toda sociedade sustentável; assim, “trabalhadores de produção” que criam isso se tornarão inestimáveis ​​para suas comunidades.

O colunista do New York Times, Thomas Friedman, disse em uma entrevista com Tucker Carlson no show Tucker Carlson Tonight: “Conectar pessoas às pessoas será um grande trabalho. …. Eu acho que os melhores empregos serão empregos entre pessoas. Nós veremos um novo conjunto de empregos e indústrias girando em torno do coração, em torno de conectar pessoas às pessoas”.

Enquanto Friedman está correto, sem uma tecnologia na base desta nova indústria, seus produtos serão defeituosos. É aqui que entra o método de Abraão. No meu livro “Completando o Círculo: Um Método Empiricamente Comprovado para Encontrar Paz e Harmonia na Vida”, eu detalhei a tecnologia de promover a conexão sobre a alienação. Essa tecnologia é aplicável tanto para indivíduos como para organizações, e é muito simples de aplicar, desde que você tenha em mente essa única regra: todas as discussões só emergem para que possamos a fortalecer nossa conexão. Essa é a interpretação moderna das palavras do Zohar que citei anteriormente: “Todas as guerras na Torá são para a paz e o amor”.

Em conclusão, o único remédio para a desintegração de nossa sociedade é uma renda básica para todos, dependente da participação na criação de comunidades novas, positivamente conectadas e mutuamente responsáveis, alcançadas através de treinamentos que nos levarão da era egoísta à era das conexões positivas e da responsabilidade mútua de forma pacífica e agradável.

Jpost: “Os EUA Se Tornarão A Nação Do Jovem Ocioso?”

O The Jerusalem Post publicou o meu novo artigo Os EUA Se Tornarão A Nação Do Jovem Ocioso?

Em um momento de alto desemprego e relutância em trabalhar, a renda básica dependente do fortalecimento da solidariedade é primordial.

Uma pesquisa publicada recentemente pelo Census Bureau descobriu que, em 2015, “1 em cada 3 jovens, ou cerca de 24 milhões, viviam na casa de seus pais”. A pesquisa também descobriu que “em 2005, a maioria dos jovens adultos vivia em sua própria casa … em 35 estados. Uma década depois, até 2015, o número de estados onde a maioria dos jovens vivia independentemente caiu para apenas seis. “Mas talvez o mais alarmante seja essa descoberta: “Dos jovens que vivem na casa de seus pais, 1 em 4 estão ociosos, isto é, não vão nem para a escola nem para o trabalho. Esse número representa cerca de 2,2 milhões de jovens de 25 a 34 anos”.

Em resumo: muitos jovens não se preocupam em trabalhar hoje em dia. Eles não desejam se manter de forma independente, e a tendência está apenas acelerando.

Esses millennials (Geração Y) não são ineptos ou ignorantes. Seu problema não é que o trabalho seja difícil de encontrar; eles simplesmente não têm interesse em encontrar um trabalho. Eles perderam o interesse no que esse mundo tem a oferecer, então deixam suas vidas em suspenso. Muitos deles, por exemplo, escolhem conscientemente ficar em casa e jogar videogames em vez de irem procurar um emprego.

A impressionante taxa de desemprego conta uma história muito parcial à medida que milhões de pessoas desempregadas foram ignoradas, mas não desapareceram. Essas pessoas estão nos dizendo que há uma história diferente se desenvolvendo sob a superfície. A era antiga está terminando e uma nova está começando, e é melhor estarmos preparados. O que testemunhamos não é o fim da era liberal nem o fim da era industrial ou o fim da era democrática. Nós estamos vendo o fim da era egoísta. A questão é: “Vamos passar pela transição de forma pacífica ou dolorosa?”

A Nação do Jovem Ocioso

Durante o recente discurso na Palestra Inaugural de Harvard, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, “apelou à necessidade de considerar a renda básica universal para os americanos”. Eu escrevi várias vezes que, nos próximos anos, proporcionar uma renda básica para todos, será uma necessidade.

No entanto, mesmo que forneçamos a todos uma renda básica, videogames e maconha barata não adormecerão as pessoas por muito tempo. É da natureza humana procurar um propósito, e se as pessoas não conseguem encontrar sentido em suas vidas, elas se voltarão para os extremos. Isso já está acontecendo em certo grau, à medida que muitos jovens estão passando por uma radicalização em busca de um sentido e estão se tornando perigos para a sociedade (veja o recente ataque terrorista de Manchester). Sem uma solução, a tendência se espalhará e a violência e o terrorismo tornarão a normalidade obsoleta.

Uma Gota de Néctar Doce e Venenoso

Há uma maneira de mudar sem problemas e sem dor a partir do modus-operandi egocêntrico que fomentamos até agora na nova era. No entanto, para fazer isso, devemos entender a natureza da era à nossa porta e como devemos abordá-la para aproveitar seus benefícios potenciais e evitar suas armadilhas.

Quando eu cheguei pela primeira vez para estudar com o professor de Cabalá, o Rav Baruch Ashlag (o RABASH), ele me apresentou uma alegoria escrita por seu pai, Rav Yehuda Ashlag, conhecido como Baal HaSulam (Autor da Escada) por seu Comentário Sulam (Escada) ao Livro do Zohar. Em sua introdução à Árvore da Vida, Baal HaSulam escreveu que o ego é como um anjo que segurava uma espada com uma gota de néctar doce e venenoso na ponta. Nós, seres humanos, não temos escolha senão abrir nossas bocas e beber o néctar doce até que isso nos faça morrer.

Essa é a nossa situação atual. A espada é o nosso egoísmo, ameaçando que coisas terríveis acontecerão conosco se não tendermos apenas a nós mesmos. Ele nos dá breves momentos de contentamento na vida, que são o néctar, mas esses momentos nada fazem além de nos convencer a desejar mais néctar. No final, nos tornamos tão absorvidos que perdemos todo contato com a realidade, como se tivéssemos morrido.

Baal HaSulam não é o único familiarizado com essa característica da natureza humana. Todos os nossos sábios sabiam disso, desde o início da história do nosso povo até aproximadamente o início do século XX, e alguns ainda mais tarde. Muitos deles até escreveram sobre isso, explicando o que precisamos fazer para se soltar dos grilhões do ego. No entanto, até recentemente, não estava claro que era isso que a humanidade precisava. Agora que as pessoas estão perdendo contato com a realidade em milhões, há a necessidade clara de oferecer uma maneira prática de passar do néctar do egoísmo para o novo incentivo para a existência: a era das conexões positivas.

Em Vez de Combater a Separação, Nutram a Entrega e a Conexão

De todas as nações deste planeta, apenas uma já teve o privilégio de viver sob um paradigma diferente do que uma existência baseada no ego. Essa nação, o povo judeu, surgiu do grupo que Abraão, o Patriarca, estabeleceu quando viu seus compatriotas da cidade de Ur dos caldeus se tornar perigosamente egocêntricos.

O egoísmo que Abraão notou não era exclusivo das pessoas de sua cidade natal. Em toda a antiga Babilônia (da qual Ur fazia parte), as pessoas se tornaram cada vez mais egoístas. O livro Pirkei De Rabi Eliezer (Capítulo 24) escreve que, quando Abraão andou pela Torre da Babilônia, viu a crescente alienação entre seus construtores. Eles eram tão indiferentes uns aos outros que “Se um homem caísse e morresse, eles não lhe prestariam nenhuma atenção. Mas se um tijolo caísse, eles se sentariam e lamentariam: “Ai de nós; quando outro virá em seu lugar?” À medida que sua alienação crescia, o livro continua, eles “queriam falar uns com os outros, mas não conheciam a língua um do outro. O que eles fizeram? Cada um tomou sua espada e eles lutaram uns contra os outros até a morte. Na verdade, metade do mundo foi abatida lá, e de lá eles se espalharam pelo mundo”.

Percebendo que os babilônios não conseguiram superar seus egos, Abraão adotou uma abordagem simples: em vez de combater o egoísmo e a separação, nutram a entrega e a conexão. É por isso que, hoje em dia, Abraão é conhecido como “um homem de misericórdia” e é considerado o símbolo da bondade.

Os discípulos e descendentes de Abraão continuaram a desenvolver a sua unidade acima de seus egos crescentes até forjar vínculos tão estreitos que se tornaram o que o grande comentarista RASHI chamou de “como um homem com um só coração”. Só então, depois de forjar uma unidade sem precedentes – e até hoje não repetida -, os descendentes de Abraão foram declarados uma nação.

Além disso, imediatamente depois que os hebreus foram declarados uma nação, eles foram ordenados a serem “uma luz para as nações”, ou seja, a compartilhar o método único de conexão que formaram com o resto do mundo. Ao longo de muitos séculos, os primeiros judeus desenvolveram seu método combinando sua unidade com seu egoísmo crescente. Toda vez que seu egoísmo prevalecia, eles se esforçavam e brigavam entre si. E cada vez que combinavam a discórdia com a conexão, subiam a novos níveis de unidade. É por isso que O Livro do Zohar (Beshalach) escreve: “Todas as guerras na Torá são para a paz e o amor”.

O Advento das Conexões Positivas

Quando os judeus caíram em um ódio que não conseguiram superar com a unidade, eles se dispersaram e perderam sua terra, a Terra de Israel. Desde então, e nos últimos dois mil anos, o mundo se desenvolveu unicamente com motivos egoístas.

Os antigos judeus legaram ao mundo os valores que ainda nos mantêm hoje. O historiador Paul Johnson escreveu em A História dos Judeus: “Aos judeus, nós devemos a ideia de igualdade perante a lei, tanto divina quanto humana; de santidade da vida e de dignidade da pessoa humana; de consciência individual e, portanto, de redenção pessoal; de consciência coletiva e, portanto, de responsabilidade social; de paz como um ideal abstrato e de amor como fundamento da justiça e muitos outros itens que constituem o mobiliário moral básico da mente humana”. Lamentavelmente, como essas noções nobres eram todas baseadas em interesses egocêntricos, a humanidade não poderia estabelecer estruturas sociais sustentáveis que pudessem ser implementadas no cotidiano, pelo menos não até hoje.

Agora que mesmo nossos os egos esgotaram seu encanto, nós temos uma chance real de restabelecer uma sociedade que ofereça felicidade e sentido para as nossas vidas – através de conexões positivas e responsabilidade mútua.

Agora que a sociedade pode fornecer a cada pessoa uma renda básica, nós podemos nos concentrar em melhorar nossas conexões. Uma vez que as carreiras já não interessam aos jovens adultos, eles buscarão sentido em outros lugares, e um sentido profundo e duradouro só pode ser encontrado nas conexões humanas positivas.

Esse é o segredo que Abraão descobriu; esse é o método que a nação que surgiu dele desenvolveu e foi ordenada a atravessar; e isso também é o que a ciência contemporânea está descobrindo. Em uma famosa palestra do TED intitulada “A influência oculta das redes sociais”, o sociólogo Nicholas Christakis detalhou o que a ciência revelou sobre o impacto das conexões humanas. ”Nossa experiência do mundo depende da estrutura das redes em que estamos residindo e de coisas que ondulam e fluem através da rede. A razão, penso eu, que este é o caso, é que os seres humanos se reúnem e formam uma espécie de superorganismo”.

Renda Básica Contingente

Para transitar o nosso foco e a conscientização do individualismo para a conexão, nós precisamos usar o crescente tempo livre das pessoas para se submeter a um treinamento que as ajude a estabelecer essas conexões. Por esse motivo, não acredito que o dinheiro livre seja uma boa ideia. O dinheiro livre significa que as pessoas não estarão comprometidas com suas sociedades, o que agravará tendências antissociais já prevalecentes. Portanto, eu penso que a renda básica deve ser concedida apenas sob a condição de participar destes treinamentos.

Através de reuniões físicas e on-line, e usando workshops guiados, as pessoas aprenderão a se conectar acima de seu ódio, assim como Abraão e seus discípulos faziam quase quatro milênios atrás.

Até mesmo o antissemita mais notório da história americana, Henry Ford, recomendou em seu livro O Judeu Internacional – O Principal Problema do Mundo: “Os reformadores modernos, que estão construindo sistemas sociais modelo, fariam bem em analisar o sistema social sob o qual os primeiros judeus foram organizados”.

Isso, de fato, é o que temos que fazer. Governos, municípios e outras organizações devem agora se envolver em formar tais treinamentos para pessoas cujo tempo lhes permite participar. Uma vez matriculados, os formandos não serão mais considerados desempregados. Em vez disso, serão considerados empregados cujo trabalho é nutrir conexões positivas na sociedade. No futuro próximo, essa forma de conexão se tornará o produto mais exigido no mercado. As conexões positivas são a base de toda sociedade sustentável; assim, “trabalhadores de produção” que criam isso se tornarão inestimáveis ​​para suas comunidades.

A este respeito, o colunista do New York Times, Thomas Friedman, disse em uma entrevista com Tucker Carlson no show Tucker Carlson Tonight: “Conectar pessoas às pessoas será um grande trabalho. …. Eu acho que os melhores empregos serão empregos entre pessoas. Nós veremos um novo conjunto de empregos e indústrias girando em torno do coração, em torno de conectar pessoas às pessoas”.

Friedman está certo, mas sem a tecnologia na base desta nova indústria, seus produtos serão defeituosos. É aqui que entra o método de Abraão. No meu livro “Completando o Círculo: Um Método Empiricamente Comprovado para Encontrar Paz e Harmonia na Vida”, eu detalhei a tecnologia de promover a conexão sobre a alienação. Essa tecnologia é aplicável tanto para indivíduos como para organizações, e é muito simples de aplicar, desde que você tenha em mente essa única regra: todas as discussões só emergem para que possamos a fortalecer nossa conexão. Essa é a interpretação moderna das palavras do Zohar que citei anteriormente: “Todas as guerras na Torá são para a paz e o amor”.

Em conclusão, o único remédio para a desintegração de nossa sociedade é uma renda básica para todos, dependente da participação na criação de comunidades novas, positivamente conectadas e mutuamente responsáveis, alcançadas através de treinamentos que nos levarão da era egoísta à era das conexões positivas e da responsabilidade mútua de forma pacífica e agradável.

Jewish Business News: “O Que Os Nossos Antepassados Sabiam Que Não Sabemos E Porque Isso É Especialmente Importante Hoje”

Na minha coluna regular no Jewish Business News, meu novo artigo: “O Que Nossos Antepassados Sabiam Que Não Sabemos, E Porque Isso É Importante, Especialmente Hoje

Exatamente 50 dias após o êxodo do Egito, o povo de Israel alcançou o nível de unidade completa e tornou-se “como um homem com um só coração”. Consequentemente, eles receberam a Torá. Desde então, nenhum inimigo jamais derrotou os judeus, exceto por seu ódio mútuo. Hoje, não temos unidade e não temos ideia do que realmente é a Torá. Shavuot, o festival da outorga da Torá, é uma ótima oportunidade para reaprendermos essa informação vital, que hoje pode salvar nossas vidas e restaurar a nossa nacionalidade.

Para entender o poder da nossa unidade, que nos concedeu a Torá, pense no nosso passado antigo. Os hebreus conquistaram Canaã e a transformaram na Terra de Israel, mas depois a perderam devido à sua desunião e derramamento de sangue. O livro Kli Yakar (Comentário sobre o Gênesis 26:19), por exemplo, descreve “o ódio durante o Primeiro Templo”. Uma das principais razões para a ruína do Primeiro Templo foi o derramamento de sangue. Claramente, uma nação cujos membros estão se matando não é um modelo de unidade.

Israel recuperou a soberania na Terra de Israel depois deles se unirem no exílio babilônico para impedir a intenção de Hamã de executá-los. Infelizmente, após a construção do Segundo Templo, os judeus caíram novamente em brigas internas. No primeiro grande caso de hostilidades internas, os judeus helenizados lutaram contra os Macabeus e perderam. Em segundo lugar, o ódio mútuo dos judeus se tornou tão generalizado e intenso que o general do Império Romano na Terra de Israel, Tiberius Julius Alexander – um judeu cujo pai tinha revestido as portas do Templo com ouro – destruiu o Segundo Templo e desencadeou o exílio final judaico da Terra de Israel.

O Maior Equívoco sobre a Torá

Ao longo das gerações, a diferença entre desgraça e benção foi determinada pela nossa desunião e unidade. A força motriz que nos permite se unir acima das brigas, do ódio, da calúnia e da má vontade é chamada de “Torá”, da palavra hebraica “ohr” (luz). O livro Mesilat Yesharim (Capítulo 5) escreve: “Este é o significado do que os nossos sábios terem dito (Midrash Rabbah, Eicha, Prefácio): ‘Eu queria que eles Me deixassem, mas mantivessem a Minha lei (Torá)’, pois a luz nela a (a inclinação ao mal) reforma”. Do mesmo modo, o livro Maor Eynaim (Parashat Tzav) escreve: “Com a Torá, uma pessoa pode lutar com a inclinação ao mal e subjugá-la porque a luz nela a reforma”.

O Talmude Babilônico (Kiddushin 30b) escreve que o Criador disse: “Meus filhos, Eu criei a inclinação ao mal e criei para ela a Torá como um tempero”. Da mesma forma, o livro Metzudat David (Comentário sobre Jeremias, 09:12) explica que Israel perdeu suas terras porque eles caíram na inclinação ao mal uma vez que deixaram de se envolver na Torá porque “a luz nela a reforma”. Para ser claro sobre o significado de “inclinação ao mal”, o Santo Shlah escreve no Livro Nas Dez Declarações (“Declaração n.° 6″), “As as qualidades mais más são a inveja, o ódio, a ganância e a luxúria, que são as qualidades da inclinação ao mal”, precisamente o que constitui o nosso ego.

A Torá, portanto, não é um livro. A Torá é uma representação de duas forças contraditórias – positiva e negativa, doação e recepção, criação e destruição – cujas interações constroem e guiam nosso universo. Essas forças operam em perfeita harmonia e unidade entre si e criam assim o universo em que vivemos. Quando criamos a mesma harmonia e unidade entre nós, essa força nos influencia e muda nossa natureza, tornando-nos igualmente harmoniosos e unidos. É por isso que o povo de Israel recebeu a Torá somente depois que se uniram “como um só homem com um só coração” e criaram essa harmonia e unidade entre si. É também por isso que, enquanto Israel manteve a sua unidade, eles tinham a Torá e foram mantidos a salvo do mal.

O Talmude escreve: “Como a luz protege para sempre, a Torá protege para sempre” (Masechet Sotah 21a). O Midrash (Mishley, Porção 2) também afirma: “A Torá protege quem se envolve nela”.

Quando pensamos em nos envolver com a Torá, normalmente pensamos em aprofundar os versículos e comentários no livro. Esse é o maior equívoco sobre a Torá. Na verdade, envolver-se com a Torá significa fortalecer a nossa unidade, assim como o povo de Israel fez ao pé do Monte. Sinai. É por isso que o livro Maor Vashemesh (Parashat Yitro) escreve: “A obtenção da Torá ocorre principalmente por meio da unidade, como no verso: ‘E Israel acampou lá diante do monte’, ‘como um homem com um só coração’, e lá a sua imundície (inclinação ao mal) cessou”. Na Parashat Emor, o livro continua: “Durante os dias da contagem [de ômer], a pessoa deve corrigir a qualidade da unidade, e com isso é recompensada com a conquista da Torá no festival de Shavuot, como está escrito, ’E partiram de Refidim, e chegaram ao deserto do Sinai, e ali acamparam diante do monte’. RASHI interpretou que eles estavam todos em um só coração como um homem e é por isso que foram recompensados ​​com a Torá”.

A Linguagem das Raízes e dos Ramos

Quando lemos na Torá, as histórias nela parecem estar se referindo a personagens de carne e osso. Talvez esses personagens tenham existido na realidade, mas isso não é o que a Torá nos transmite. A Torá foi dada ao povo de Israel que viveu há 3.000 anos. Para eles, era perfeitamente claro que a Torá fala de forças internas e como elas interagem em vez de eventos físicos. No entanto, para entender corretamente a Torá, precisamos estar no mesmo estado que o povo de Israel quando eles receberam a Torá: unidos como um homem com um só coração.

Com o tempo, nós nos afastamos cada vez mais da unidade. No final, mergulhamos no ódio infundado e perdemos nossa capacidade de entender o que está escrito na Torá. Para nos reconectar à luz que reforma, que é a Torá, novos textos precisavam ser escritos. Estes derivariam da Torá, mas seriam destinados a ajudar o povo de Israel a recuperar a sua unidade e, desta forma, restaurar a sua compreensão da Torá. O Rabi Akiva, que viveu até o fim da conexão de Israel com a verdadeira Torá, disse: “Ama o teu próximo como a ti mesmo é a grande regra da Torá” (Talmude de Jerusalém, Nedarim, capítulo 9, p.30b). Seu discípulo, o Rabi Shimon Bar Yochai (Rashbi) escreveu O Livro do Zohar, que afirma que é um comentário sobre a Torá (Pentateuco). O discípulo do Rashbi, o Rabi Yehuda Hanasi, foi o redator de outro comentário detalhado sobre a Torá: a Mishná.

Mais tarde, à medida que as pessoas ficaram ainda mais longe da unidade e da percepção das forças que a Torá descreve, até a Mishná exigiu explicações. Essas explicações foram coletadas no que chamamos Gemará ou Talmude. No entanto, nenhum desses textos fala de eventos físicos. Eles descrevem apenas as forças internas que compõem a realidade, e as representações físicas neles são meros instrumentos para refletir o que acontece no nível mais profundo.

O Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário mais elaborado sobre O Livro do Zohar desde a sua criação, descreve este modo de escrita como “a linguagem das raízes e dos ramos”. Os ramos, que são eventos em nosso mundo, descrevem o que está acontecendo nas raízes, o reino das forças. Em seu ensaio “A Essência da Sabedoria da Cabalá”, o Rav Ashlag escreve que nossos sábios “encontraram um conjunto e vocabulário comentado, suficiente para criar uma excelente linguagem falada. Isso lhes permite conversar entre si sobre as relações nas raízes, limitando-se a mencionar o ramo tangível, que está bem definido para os nossos sentidos corpóreos”.

Restabelecendo Nossa Nação

Aproximadamente 2.000 anos atrás, quando caímos no ódio infundado e começamos a nos odiar sem nenhuma razão aparente, a separação e a alienação tomaram tal controle sobre nós que nos separaram completamente da percepção profunda da realidade pela qual nossos antepassados ​​viveram. Nossos antepassados ​​receberam a Torá, ou seja, a compreensão profunda e abrangente da realidade, através de seus esforços para unir. Agora, em nossos tempos desconcertantes, devemos fazer o mesmo. O livro Avnei Miluim (Introdução) escreve: “Isto é o que nossos sábios queriam dizer quando disseram: ‘E Israel acampou ali diante do monte’, todos eles ‘como um só homem com um só coração’. Eles querem dizer que toda a nação se uniu em um homem, após o que o Doador foi obrigado a dar-lhes a Torá.

Sem unidade, não somos uma nação, mas um coletivo cujos componentes desprezam e ridicularizam uns aos outros. Se quisermos restabelecer nossa nação e, com ela restabelecer a nossa força antiga, primeiro devemos nos unir e reconectar com a Torá (real), assim como nossos ancestrais.

Em Busca de Um Modelo

Quando nós recebemos a Torá, a luz, fomos também ordenados a ser “uma luz para as nações”, para espalhar essa luz ao resto do mundo. Nossa nação não foi criada para o seu próprio bem, mas para servir como um exemplo que mostra os benefícios da unidade. Enquanto odiamos uns dos outros como fazemos hoje, estamos desafiando nossa vocação e, no processo, negando ao mundo a chance de se unir e a compreensão da realidade que é tão vital para a nossa sobrevivência nessa era de perplexidade.

Se tivéssemos aceitado que o nosso papel é se unir e assim espalhar ao mundo a luz chamada Torá, teríamos poupado a grande maioria do sofrimento que nossa nação experimentou desde a ruína do Segundo Templo. Em 1929, o Dr. Kurt Fleischer, líder dos Liberais na Assembleia da Comunidade Judaica de Berlim, argumentou que “o antissemitismo é o flagelo que Deus nos enviou para nos reunir e nos unir”. Os judeus alemães não ouviram o chamado à unidade, alguns até apoiaram o antissemitismo. A Associação dos Judeus Nacionais Alemães, por exemplo, apoiou e votou em Hitler e no partido nazista.

As nações procuram nosso exemplo, mas nos recusamos a dá-lo. Henry Ford, o mais proeminente defensor do antissemitismo na América, escreveu em seu infame livro, O Judeu InternacionalO Principal Problema do Mundo : “Os reformadores modernos, que estão construindo sistemas sociais modelo, fariam bem em examinar o sistema social sob o qual os primeiros judeus foram organizados”. Mais adiante no livro, Ford acrescentou: “A sociedade tem uma grande reivindicação contra o judeu … que ele começa a cumprir … a antiga profecia de que por ele todas as nações da terra devem ser abençoadas”. , Enquanto estamos desunidos, a Terra não pode ser abençoada por nós.

O nosso mundo está mudando. A globalização e a Internet nos conectaram irreversivelmente. Mas, a fim de nos beneficiarmos de nossa conexão, devemos aprender a fazer isso de uma maneira que beneficie a todos, e não apenas a elite exploradora e governante. Tais conexões são contra a nossa natureza, mas se nos esforçarmos em nos unirmos apesar de nós mesmos, descobriremos o que nossos ancestrais descobriram no deserto do Sinai.

Nessa época do ano, quando Shavuot, o festival da outorga da Torá, está próximo, lembremos que o verdadeiro significado da Torá é o amor ao próximo, e nos unamos para revelar isso a nós mesmos, ao mundo inteiro, e assim ser “uma luz para as nações”.

Haaretz: “O Que Os Nossos Antepassados Sabiam Que Não Sabemos E Porque Isso É Especialmente Importante Hoje”

Na minha coluna regular no Haaretz, meu novo artigo: ” O Que Os Nossos Antepassados Sabiam Que Não Sabemos, e Porque Isso É Especialmente Importante hoje

Exatamente 50 dias após o êxodo do Egito, o povo de Israel alcançou o nível de unidade completa e tornou-se “como um homem com um só coração”. Consequentemente, eles receberam a Torá. Desde então, nenhum inimigo jamais derrotou os judeus, exceto por seu ódio mútuo. Hoje, não temos unidade e não temos ideia do que realmente é a Torá. Shavuot, o festival da outorga da Torá, é uma ótima oportunidade para reaprendermos essa informação vital, que hoje pode salvar nossas vidas e restaurar a nossa nacionalidade.

Para entender o poder da nossa unidade, que nos concedeu a Torá, pense no nosso passado antigo. Os hebreus conquistaram Canaã e a transformaram na Terra de Israel, mas depois a perderam devido à sua desunião e derramamento de sangue. O livro Kli Yakar (Comentário sobre o Gênesis 26:19), por exemplo, descreve “o ódio durante o Primeiro Templo”. Uma das principais razões para a ruína do Primeiro Templo foi o derramamento de sangue. Claramente, uma nação cujos membros estão se matando não é um modelo de unidade.

Israel recuperou a soberania na Terra de Israel depois deles se unirem no exílio babilônico para impedir a intenção de Hamã de executá-los. Infelizmente, após a construção do Segundo Templo, os judeus caíram novamente em brigas internas. No primeiro grande caso de hostilidades internas, os judeus helenizados lutaram contra os Macabeus e perderam. Em segundo lugar, o ódio mútuo dos judeus se tornou tão generalizado e intenso que o general do Império Romano na Terra de Israel, Tiberius Julius Alexander – um judeu cujo pai tinha revestido as portas do Templo com ouro – destruiu o Segundo Templo e desencadeou o exílio final judaico da Terra de Israel.

O Maior Equívoco sobre a Torá

Ao longo das gerações, a diferença entre desgraça e benção foi determinada pela nossa desunião e unidade. A força motriz que nos permite se unir acima das brigas, do ódio, da calúnia e da má vontade é chamada de “Torá”, da palavra hebraica “ohr” (luz). O livro Mesilat Yesharim (Capítulo 5) escreve: “Este é o significado do que os nossos sábios terem dito (Midrash Rabbah, Eicha, Prefácio): ‘Eu queria que eles Me deixassem, mas mantivessem a Minha lei (Torá)’, pois a luz nela a (a inclinação ao mal) reforma”. Do mesmo modo, o livro Maor Eynaim (Parashat Tzav) escreve: “Com a Torá, uma pessoa pode lutar com a inclinação ao mal e subjugá-la porque a luz nela a reforma”.

O Talmude Babilônico (Kiddushin 30b) escreve que o Criador disse: “Meus filhos, Eu criei a inclinação ao mal e criei para ela a Torá como um tempero”. Da mesma forma, o livro Metzudat David (Comentário sobre Jeremias, 09:12) explica que Israel perdeu suas terras porque eles caíram na inclinação ao mal uma vez que deixaram de se envolver na Torá porque “a luz nela a reforma”. Para ser claro sobre o significado de “inclinação ao mal”, o Santo Shlah escreve no Livro Nas Dez Declarações (“Declaração n.° 6″), “As as qualidades mais más são a inveja, o ódio, a ganância e a luxúria, que são as qualidades da inclinação ao mal”, precisamente o que constitui o nosso ego.

A Torá, portanto, não é um livro. A Torá é uma representação de duas forças contraditórias – positiva e negativa, doação e recepção, criação e destruição – cujas interações constroem e guiam nosso universo. Essas forças operam em perfeita harmonia e unidade entre si e criam assim o universo em que vivemos. Quando criamos a mesma harmonia e unidade entre nós, essa força nos influencia e muda nossa natureza, tornando-nos igualmente harmoniosos e unidos. É por isso que o povo de Israel recebeu a Torá somente depois que se uniram “como um só homem com um só coração” e criaram essa harmonia e unidade entre si. É também por isso que, enquanto Israel manteve a sua unidade, eles tinham a Torá e foram mantidos a salvo do mal.

O Talmude escreve: “Como a luz protege para sempre, a Torá protege para sempre” (Masechet Sotah 21a). O Midrash (Mishley, Porção 2) também afirma: “A Torá protege quem se envolve nela”.

Quando pensamos em nos envolver com a Torá, normalmente pensamos em aprofundar os versículos e comentários no livro. Esse é o maior equívoco sobre a Torá. Na verdade, envolver-se com a Torá significa fortalecer a nossa unidade, assim como o povo de Israel fez ao pé do Monte. Sinai. É por isso que o livro Maor Vashemesh (Parashat Yitro) escreve: “A obtenção da Torá ocorre principalmente por meio da unidade, como no verso: ‘E Israel acampou lá diante do monte’, ‘como um homem com um só coração’, e lá a sua imundície (inclinação ao mal) cessou”. Na Parashat Emor, o livro continua: “Durante os dias da contagem [de ômer], a pessoa deve corrigir a qualidade da unidade, e com isso é recompensada com a conquista da Torá no festival de Shavuot, como está escrito, ’E partiram de Refidim, e chegaram ao deserto do Sinai, e ali acamparam diante do monte’. RASHI interpretou que eles estavam todos em um só coração como um homem e é por isso que foram recompensados ​​com a Torá”.

A Linguagem das Raízes e dos Ramos

Quando lemos na Torá, as histórias nela parecem estar se referindo a personagens de carne e osso. Talvez esses personagens tenham existido na realidade, mas isso não é o que a Torá nos transmite. A Torá foi dada ao povo de Israel que viveu há 3.000 anos. Para eles, era perfeitamente claro que a Torá fala de forças internas e como elas interagem em vez de eventos físicos. No entanto, para entender corretamente a Torá, precisamos estar no mesmo estado que o povo de Israel quando eles receberam a Torá: unidos como um homem com um só coração.

Com o tempo, nós nos afastamos cada vez mais da unidade. No final, mergulhamos no ódio infundado e perdemos nossa capacidade de entender o que está escrito na Torá. Para nos reconectar à luz que reforma, que é a Torá, novos textos precisavam ser escritos. Estes derivariam da Torá, mas seriam destinados a ajudar o povo de Israel a recuperar a sua unidade e, desta forma, restaurar a sua compreensão da Torá. O Rabi Akiva, que viveu até o fim da conexão de Israel com a verdadeira Torá, disse: “Ama o teu próximo como a ti mesmo é a grande regra da Torá” (Talmude de Jerusalém, Nedarim, capítulo 9, p.30b). Seu discípulo, o Rabi Shimon Bar Yochai (Rashbi) escreveu O Livro do Zohar, que afirma que é um comentário sobre a Torá (Pentateuco). O discípulo do Rashbi, o Rabi Yehuda Hanasi, foi o redator de outro comentário detalhado sobre a Torá: a Mishná

Mais tarde, à medida que as pessoas ficaram ainda mais longe da unidade e da percepção das forças que a Torá descreve, até a Mishná exigiu explicações. Essas explicações foram coletadas no que chamamos Gemará ou Talmude. No entanto, nenhum desses textos fala de eventos físicos. Eles descrevem apenas as forças internas que compõem a realidade, e as representações físicas neles são meros instrumentos para refletir o que acontece no nível mais profundo.

O Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário mais elaborado sobre O Livro do Zohar desde a sua criação, descreve este modo de escrita como “a linguagem das raízes e dos ramos”. Os ramos, que são eventos em nosso mundo, descrevem o que está acontecendo nas raízes, o reino das forças. Em seu ensaio “A Essência da Sabedoria da Cabalá”, o Rav Ashlag escreve que nossos sábios “encontraram um conjunto e vocabulário comentado, suficiente para criar uma excelente linguagem falada. Isso lhes permite conversar entre si sobre as relações nas raízes, limitando-se a mencionar o ramo tangível, que está bem definido para os nossos sentidos corpóreos.

Restabelecendo Nossa Nação

Aproximadamente 2.000 anos atrás, quando caímos no ódio infundado e começamos a nos odiar sem nenhuma razão aparente, a separação e a alienação tomaram tal controle sobre nós que nos separaram completamente da percepção profunda da realidade pela qual nossos antepassados ​​viveram. Nossos antepassados ​​receberam a Torá, ou seja, a compreensão profunda e abrangente da realidade, através de seus esforços para unir. Agora, em nossos tempos desconcertantes, devemos fazer o mesmo. O livro Avnei Miluim (Introdução) escreve: “Isto é o que nossos sábios queriam dizer quando disseram: ‘E Israel acampou ali diante do monte’, todos eles ‘como um só homem com um só coração’. Eles querem dizer que toda a nação se uniu em um homem, após o que o Doador foi obrigado a dar-lhes a Torá.

Sem unidade, não somos uma nação, mas um coletivo cujos componentes desprezam e ridicularizam uns aos outros. Se quisermos restabelecer nossa nação e, com ela restabelecer a nossa força antiga, primeiro devemos nos unir e reconectar com a Torá (real), assim como nossos ancestrais.

Em Busca de Um Modelo

Quando nós recebemos a Torá, a luz, fomos também ordenados a ser “uma luz para as nações”, para espalhar essa luz ao resto do mundo. Nossa nação não foi criada para o seu próprio bem, mas para servir como um exemplo que mostra os benefícios da unidade. Enquanto odiamos uns dos outros como fazemos hoje, estamos desafiando nossa vocação e, no processo, negando ao mundo a chance de se unir e a compreensão da realidade que é tão vital para a nossa sobrevivência nessa era de perplexidade.

Se tivéssemos aceitado que o nosso papel é se unir e assim espalhar ao mundo a luz chamada Torá, teríamos poupado a grande maioria do sofrimento que nossa nação experimentou desde a ruína do Segundo Templo. Em 1929, o Dr. Kurt Fleischer, líder dos Liberais na Assembleia da Comunidade Judaica de Berlim, argumentou que “o antissemitismo é o flagelo que Deus nos enviou para nos reunir e nos unir”. Os judeus alemães não ouviram o chamado à unidade, alguns até apoiaram o antissemitismo. A Associação dos Judeus Nacionais Alemães, por exemplo, apoiou e votou em Hitler e no partido nazista.

As nações procuram nosso exemplo, mas nos recusamos a dá-lo. Henry Ford, o mais proeminente defensor do antissemitismo na América, escreveu em seu infame livro, O Judeu InternacionalO Principal Problema do Mundo : “Os reformadores modernos, que estão construindo sistemas sociais modelo, fariam bem em examinar o sistema social sob o qual os primeiros judeus foram organizados”. Mais adiante no livro, Ford acrescentou: “A sociedade tem uma grande reivindicação contra o judeu … que ele começa a cumprir … a antiga profecia de que por ele todas as nações da terra devem ser abençoadas”. , Enquanto estamos desunidos, a Terra não pode ser abençoada por nós.

O nosso mundo está mudando. A globalização e a Internet nos conectaram irreversivelmente. Mas, a fim de nos beneficiarmos de nossa conexão, devemos aprender a fazer isso de uma maneira que beneficie a todos, e não apenas a elite exploradora e governante. Tais conexões são contra a nossa natureza, mas se nos esforçarmos em nos unirmos apesar de nós mesmos, descobriremos o que nossos ancestrais descobriram no deserto do Sinai.

Nessa época do ano, quando Shavuot, o festival da outorga da Torá, está próximo, lembremos que o verdadeiro significado da Torá é o amor ao próximo, e nos unamos para revelar isso a nós mesmos, ao mundo inteiro, e assim ser “uma luz para as nações”.

Jpost: “Coisas Que Você Corre O Risco De Ler Na Torá: Elas Não São Necessariamente Assim”

O The Jerusalem Post publicou meu novo artigo “Coisas que Você Corre o Risco de Ler na Torá: Elas não São Necessariamente Assim

Nada é mais valioso do que a Torá. Por que, então, esquecemos que a Torá não tem nada a ver com palavras sem sentido em livros impressos e tudo a ver com unidade?

“Não é necessariamente assim”, cantou Sportin’ Life na ópera Porgy e Bess, e acrescentou: “As coisas que você corre o risco de ler na Bíblia: ela não são necessariamente assim”. Na próxima terça-feira, nós vamos comemorar Shavuot, o festival da outorga da Torá. A maioria dos judeus não observadores sabe que o festival inclui uma refeição com abundância de alimentos lácteos doces. A maioria dos judeus também sabe que neste dia, no passado, a Torá foi dada ao povo de Israel.

No entanto, poucas pessoas sabem o que realmente é a Torá. Como resultado, poucas entendem por que celebramos sua recepção. Ao contrário do que a maioria de nós aprendeu, a Torá não é um conjunto de regras que devemos observar a fim de apaziguar um Deus temível, nem é uma coleção de histórias que podem ou não ter acontecido.

Como veremos abaixo, nada é mais pertinente para nossas vidas do que a Torá. Nada pode nos trazer um benefício maior do que saber o que é a Torá, para o que ela é e como podemos usá-la. Quando compreendermos isso, veremos que Shavuot não é meramente um festival, mas um ponto extremamente importante em nossa busca pela felicidade.

A Única Condição

Em Masechet Shabat (31a), o Talmude escreve que quando um converso perguntou sobre o significado da Torá, o Velho Hillel disse-lhe inequivocamente: “O que você odeia, não faça a seu amigo; esta é a totalidade da Torá”. Da mesma forma, o Rabi Akiva – cujos discípulos compuseram o Livro do Zohar e a Mishná – disse: “Ama o teu próximo como a ti mesmo é a grande regra da Torá” (Talmude de Jerusalém, Nedarim, Capítulo 9 , P 30b).

Para receber a Torá, Israel se uniu “como um homem com um só coração” (RASHI-Comentário do Êxodo, 19:2) e assim recebeu um poder que os elevou acima de seu egoísmo e os fez se amarem como a si mesmos. Eles não receberam um livro. Em vez disso, sua unidade criou as condições necessárias para serem dotados com o poder de transcender seus “eus” e se unir acima de seus egos, ou como o rei Salomão formulou em Provérbios (10:12): “O ódio agita a contenda e o amor cobre todos os crimes”.

O livro Avnei Miluim (Introdução) escreve: “Isto é o que nossos sábios quiseram dizer quando disseram: ‘E Israel acampou lá diante do monte’, todos eles ‘como um homem com um só coração’. Eles desejam dizer que a nação inteira se uniu em um só homem, após o que o Dador foi obrigado a dar-lhes a Torá”.

Ao longo dos tempos, nossos sábios se referiram ao poder transformador da Torá como “luz”. Eles declararam inúmeras vezes que a luz na Torá reforma, o que significa transformar o egoísmo de uma pessoa em amor ao próximo. O livro Mesilat Yesharim (Capítulo 5) escreve: “Este é o significado do que os nossos sábios disseram (Midrash Rabbah, Eicha, Prefácio): ‘Eu queria que eles Me deixassem, mas mantivessem a Minha lei (Torá)’, pois a luz nela a (a inclinação do mal) reforma”. O livro Maor Eynaim (Parashat Tzav) também escreve: “Com a Torá, uma pessoa pode lutar com a inclinação ao mal e subjugá-la porque a luz nela a reforma”.

O Talmude Babilônico (Kiddushin 30b) escreve que o Criador disse: “Meus filhos, Eu criei a inclinação ao mal e criei para ela a Torá como tempero”. Da mesma forma, o livro Metzudat David (Comentário sobre Jeremias, 9:12) explica que Israel perdeu suas terras porque eles caíram na inclinação ao mal uma vez que deixaram de se engajar na Torá porque “a luz nela a reforma”. E exatamente porque não entendemos mal o significado de “inclinação ao mal”, o Santo Shlah escreve (Nas Dez Expressões, “Expressão n° 6″), “As qualidades mais malignas são a inveja, o ódio, a ganância e a luxúria, que são as qualidades da inclinação ao mal”, precisamente os atributos que constituem o nosso ego.

Nenhuma Torah Sem Unidade

Quando nós, o povo de Israel, sucumbimos à inclinação ao mal e caímos no ódio infundado, perdemos muito mais do que o Templo. Perdemos nossa capacidade de usar a Torá, o poder reformador, a fim de nos elevarmos acima de nossos egos. Em vez de luz, ficamos com palavras cuja conexão com o amor ao próximo, a responsabilidade mútua e a unidade se ocultou de nós. Ao perder essa conexão, perdemos tudo o que define o judaísmo e o povo de Israel.

Nossos antepassados ​​receberam a luz que reforma e se tornaram uma nação somente depois de se comprometerem a se unir “como um homem com um só coração”. Agora, também devemos começar a nutrir nossa unidade. Precisamente porque o nosso ódio infundado ainda é tão profundo, não devemos esperar. Qualquer atraso adicional pode nos custar fortemente em vidas e tormentos humanos, pois nosso mundo em breve ficará demasiadamente imerso no ódio e dividido para voltar.

Envolver-se na Torá não significa mergulhar nas palavras de um livro escrito. Significa se esforçar para se unir para que nossa unidade cubra nosso ódio, assim como citamos o rei Salomão acima. O livro Maor Vashemesh (Parashat Yitro) explica este ponto com as seguintes palavras: “A obtenção da Torá é principalmente através da unidade, como no versículo: ‘E Israel acampou lá diante do monte’, ‘como um homem com um só coração’, e lá a sua imundície (inclinação ao mal) cessou”. Na Parashat Emor, o livro continua: “Durante os dias da contagem [de omer], uma pessoa deve corrigir a qualidade da unidade, e com isso é recompensada com a obtenção da Torá no festival de Shavuot, como está escrito: ‘E partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, E Israel acampou lá diante do monte. RASHI interpretou que eles estavam todos em um só coração como um homem e é por isso que foram recompensados ​​com a Torá”.

O livro Likutey Halachot (Regras Sortidas) também explica a conexão entre a Torá e a unidade de Israel. No capítulo Hilchot Arev (“Regras de Garantia”), o livro escreve: “A raiz da responsabilidade mútua se estende principalmente da recepção da Torá, quando todos em Israel eram responsáveis uns pelos outros. Isto é assim, porque na raiz, as almas de Israel são consideradas como uma, pois derivam da origem da unidade. Por essa razão, todos em Israel foram responsáveis uns pelos outros na recepção da Torá”, ou seja, a recepção da luz que reforma.

No capítulo Hoshen Mishpat, o livro Likutey Halachot enfatiza a conexão entre a Torá e a responsabilidade mútua: “É impossível observar a Torá e as Mtzvot (mandamentos)”, ou seja, receber a luz que transforma o egoísmo em amor ao próximo, “a menos que seja através da responsabilidade mútua, quando cada um é responsável por seu amigo. Por esta razão, cada um deve se incluir com todos em Israel em grande unidade. Assim, no momento da recepção da Torá, eles imediatamente se tornaram responsáveis ​​um pelo outro, pois, assim que quiserem receber a Torá, devem se fundir como um para ser incluídos no desejo. … Assim, especificamente por cada um ser responsável ​​por seu amigo, eles podem observar a Torá. Sem isso, seria impossível receber a Torá.

Se Quisermos Sobreviver

Hoje, na realidade turbulenta que é a nossa vida, engajar-se na Torá – isto é, nutrir nossa unidade – não é apenas a chave do sucesso, mas a chave para a nossa sobrevivência como indivíduos, como judeus e como uma nação soberana.

Shavuot, o festival da doação da Torá, nos lembra que só se nos unirmos, teremos sucesso. Caso contrário, o Talmude adverte em dois lugares separados (Shabat 88a e Avoda Zarah 2b): “Lá será o seu sepultamento”.

Não devemos confiar nos governantes estrangeiros e nas trombetas que eles tocam. Nossa arma é única e não pode ser removida. Não machuca ninguém, mas nos torna indestrutíveis. Nossa arma é o poder da nossa unidade, e o festival da doação da Torá está se aproximando no momento perfeito para nos lembrar que agora devemos usar nosso poder secreto – a luz que reforma – que permanece em nossa unidade, que é a nossa lei, a nossa Torá.

Haaretz: “Algumas Palavras Ao Presidente”

Na minha coluna regular no Haaretz, meu novo artigo: “Algumas Palavras ao Presidente

Presidente Trump, desejo-lhe uma visita bem-sucedida a Israel, mas seu sucesso no cargo depende do que você faz em casa.

Caro Sr. Presidente:

Bem-vindo a Israel.

Embora haja naturalmente uma publicidade exagerada em torno de sua visita a Israel, eu acredito que seus apoiadores em casa estão ansiosos para vê-lo colocando a América em primeiro lugar. Na minha opinião, concentrar-se nos assuntos internos em vez dos assuntos externos é fundamental para tornar o seu mandato significativo e eficaz. Um cidadão americano colocou muito claramente no “Fox News Insider”: “Lembre-se, as pessoas que o elegeram ainda estão fortemente com você. Nós apoiamos você; siga em frente. Faça as coisas que prometeu, e todos nós seremos grandes juntos”.

O desemprego na América é uma preocupação constante, à medida que dezenas de milhões estão vivendo em várias formas de benefícios do governo. Essa inatividade permanente é uma receita para problemas. A ociosidade prolongada cria crime, violência, abuso de substâncias e pode devastar comunidades inteiras. Além disso, a solidariedade entre os americanos está no ponto mais baixo de todos os tempos na medida em que a política cria facções e fricções dentro da sociedade que impedem todos os esforços de melhorias. Às vezes, parece que a própria nacionalidade do povo americano está em risco.

Tais desafios exigem um pensamento inovador e uma liderança ousada. Na minha opinião, a América precisa de um programa nacional para fortalecer as comunidades e aprofundar a solidariedade entre o povo americano. O programa consistiria em dois elementos interdependentes que, juntos, garantirão o sustento de todos os americanos e sua solidariedade nacional.

Para garantir a subsistência das pessoas, algum tipo de renda básica universal (UBI, em inglês) é necessário neste programa. No entanto, não devemos parar aqui. Uma renda permanente que não exija compromisso por parte dos beneficiários tornará as pessoas ineptas para o trabalho e inibirá sua capacidade de promover laços sociais saudáveis. Isso as transformará em perigos para a sociedade.

Portanto, o recebimento dos benefícios da UBI deve estar condicionado à participação em cursos e workshops realizados sob regras específicas destinadas a invocar confiança, conexão e reciprocidade. Esses workshops fazem parte de um método chamado Educação Integral (EI), que tem se mostrado bem-sucedido várias vezes ao longo de muitos anos, e em inúmeros lugares ao redor do mundo, incluindo os EUA, Europa, Israel e Rússia.

A EI não se restringe aos workshops. Ela também fornece um pacote de ferramentas práticas para lidar com crises emocionais e sociais, e inclui aprender sobre a história do país, estado e cidade onde as pessoas vivem, de modo a fazer os participantes se sentirem conectados aos seus bairros locais e à sociedade americana como um todo. A EI faz com que as pessoas sintam que a solidariedade e o senso de comunidade criam mais valor para elas do que o isolamento e a alienação.

A EI pode ser fornecida a milhões de pessoas on-line a um custo mínimo. As pessoas podem participar de casa ou em locais públicos, como centros comunitários. Embora os facilitadores ainda sejam necessários nas salas de aula, a instrução profissional pode ser dada online por poucos profissionais treinados de um local central.

A diminuição da violência e da criminalidade, e o aumento da coesão nacional e do envolvimento social positivo na sequência do programa de EI reduzirão drasticamente os níveis de criminalidade e violência, e reduzirão a prevalência do abuso de substâncias. Estas transformações vão economizar grandes quantidades de recursos governamentais e municipais, tornando o programa de EI excepcionalmente lucrativo.

Além do valor econômico, a EI transforma as comunidades criando um ambiente de amizade, confiança, responsabilidade mútua e forte envolvimento em atividades pró-sociais.

Senhor Presidente, como um indivíduo pragmático, eu acredito que você deve se concentrar na América e fazer o que é melhor para a sociedade americana, como você claramente declarou em sua campanha eleitoral. A implementação de um programa nacional de EI transformará a América em um modelo de estabilidade social e solidariedade nacional. Ou, usando suas palavras, “tornará a América grande novamente”.

Com os melhores votos para uma visita bem-sucedida e um retorno seguro para casa,

Michael Laitman