Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Neo-Antissemitismo

laitman_937O povo de Israel, que emergiu do grupo dos discípulos de Abraão, não existe por si só. Eles existem para trazer o método de conexão com a força superior e revelar a totalidade da natureza, a qualidade chamada “Criador”, para toda a humanidade. Este grupo é obrigado a realizar sua missão.

Portanto, à medida que a humanidade se desenvolve e se desespera com o seu desenvolvimento, ela começa a fazer queixas a esse grupo por causa de suas vidas sem objetivo, fracassadas e vazias. Quanto mais as nações do mundo se desenvolverem, mais reclamações farão ao grupo chamado Israel, exigindo que ele cumpra sua missão.

A humanidade não sabe sobre a missão do povo de Israel, nem sobre as razões de seu ódio aos judeus, porque ela também é influenciada pela ocultação. O próprio grupo de Abraão, após a longa jornada que fez ao longo da história, esqueceu exatamente o que deve cumprir e por que é odiado.

Mas o antissemitismo existe como um fenômeno que não desaparecerá até que esse grupo cumpra seu propósito, seja sob pressão da humanidade ou através do despertar e da compreensão desse próprio grupo.

De qualquer maneira, esse grupo se unirá e mostrará um exemplo de unidade para toda a humanidade. Então a Luz superior se espalhará através deste grupo para todas as pessoas, como o Baal HaSulam escreve em “O Prefácio ao Livro do Zohar”. Desta forma, o mundo inteiro chegará à correção desejada.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/18, Lição sobre o Tópico: “Dia em Memória do Holocausto”

A Grande Migração Das Nações

749.02Pergunta: Multidões imensas de pessoas estão se mudando geográfica e socialmente. O número de migrantes internacionais em 2017 chegou a 258 milhões: mais de 100 milhões superior a 1990. Hoje, quando tecnológica e economicamente o mundo se transformou em uma “aldeia global”, esse fenômeno está se tornando uma ameaça. O que será disso? (Reuters)

Resposta: É difícil para nós vermos um sistema em um “movimento browniano” interminável de imigrantes internacionais. Encontramos explicações políticas, econômicas, ideológicas e conspiratórias para isso.

No entanto, a verdadeira causa está na própria base da existência humana. Suas consequências às vezes nos parecem caóticas e imprevisíveis, enquanto na verdade tudo é muito rigidamente determinado e não há coincidências.

Todas as “coincidências” no mundo são controladas pela lei geral da natureza, segundo a qual os desejos que foram quebrados, previamente destruídos, devem reunir-se harmoniosamente. No entanto, eles devem se reunir apenas de uma forma consciente, por sua própria vontade.

Ao misturar a humanidade, a história nos coloca diante de um novo estágio de desenvolvimento e exige que nos coloquemos em equilíbrio com a natureza. Somos capazes disso? Sim, nós nos misturamos, mas nossa interconexão ainda não está fixa. Está longe de ser harmoniosa.

A humanidade consiste em uma multidão de partes separadas, estrangeiras e opostas, que continuamente ignoram, desprezam e se odeiam. Às vezes, os conflitos levam a derramamento de sangue, e às vezes eles se escondem atrás de sorrisos falsos e slogans.

Mas a essência é uma só: mesmo em comunidades exitosas externamente, somos internamente estranhos uns aos outros. Sob os clichês culturais e civilizados, o mesmo egoísmo ferve, pacificado até certo ponto, mas ainda assim não conquistado. E não importa o quanto nós o alimentemos, ele sempre precisa de mais.

Como resultado, milhões de imigrantes de outras culturas não podem ser totalmente assimilados em novos lugares: eles não se encaixam ou integram, permanecem como estrangeiros, trabalhadores convidados ou desempregados; eles criam seus próprios enclaves, ilhas, pontos focais ou territórios inteiros de anarquia.

A mistura global é um pouco semelhante a um barril de pólvora: ela une várias partes, intensifica a pressão e, por si só, não fornece uma solução fundamental para nosso problema comum.

Então, o que fazemos? A grande migração do século XXI deve ser acompanhada de uma educação adequada. É impossível apenas entrar em um novo mundo – precisamos entendê-lo, aceitá-lo e absorvê-lo. Precisamos aprender a viver juntos nisso. Essa é a ascensão ao próximo grau.

Com o tempo, as ondas de imigrantes crescerão e a sociedade moderna não estará pronta para tal turbulência. As pessoas ainda não aprenderam a interagir corretamente, a fixar seus relacionamentos – ainda não entendemos que as fronteiras abertas por conta própria não garantem nosso sucesso.

Isso faz sentido, já que aqueles que são responsáveis ​​pelo método da boa conexão ainda estão “dormindo”. A nação judaica, os patriarcas da humanidade, que uma vez proclamaram que a unidade e o amor ao próximo eram o maior valor, hoje preferem não notar sua história e herança.

Ao longo dos milênios, os judeus aprenderam como nenhuma outra nação a ser incluídos em outras sociedades e tecer ninhos em novos lugares. Eles simplesmente não têm problemas com isso, embora não tenham ideia de onde receberam esse presente. Consequentemente, o que está enraizado nos judeus permanece inacessível aos outros.

Se o mundo percebesse o papel dos judeus na história, as pessoas entenderiam o que realmente deveria ser exigido deles: unidade. Que os judeus aprendam de novo as leis da comutação, da integração e da mútua doação, e que usem essas leis de forma prática, demonstrando ao mundo inteiro como isso é feito.

Em suma, os judeus precisam se unir uns com os outros, não com os outros. E isso servirá de exemplo para os outros. Um exemplo de uma sociedade unida – multifacetada e unificada – se tornará a solução para uma série de problemas do século XXI. Só então seremos capazes de destravar com segurança as portas das nações e dos corações e começar a viver juntos de acordo com a lei da natureza como uma única e forte família.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/02/18

As Lições Do Holocausto

Laitman_006Nós vivemos em uma época única, uma época em que nos é dada a chance de ter sucesso. Mas não há garantia de que iremos realizá-la. Fomos presenteados desta vez para ganhar força e compreensão de onde estamos e do que precisamos fazer.

Baal HaSulam chama isso de “o tempo das oportunidades abertas para a liberação”.

Essa oportunidade nos foi dada, e todo o nosso trabalho consiste em tentar implementá-la e trazer à vida tudo o que está escrito nos livros Cabalísticos. Ninguém sabe como isso irá resultar no fim. Baal HaSulam escreveu sobre a existência do perigo de que esta chance não seja concretizada e que o Estado de Israel se desfaça. Afinal, existem forças muito poderosas contra nós.

This is because the only condition for the existence of the State of Israel is our unity. Therefore, neither a military power nor America with Trump will help us—no other power, other than the power of our unity.

O Criador organizou esses inimigos para nós, inimigos que possuem paciência, poder, grande quantidade e qualidade. Nós devemos entender que precisamos do poder do Criador para lutar contra eles. Se entendermos isso, vamos vencer. Se não o fizermos, o Estado de Israel não tem futuro.

Isso porque a única condição para a existência do Estado de Israel é a nossa união. Portanto, nem um poder militar nem a América com Trump nos ajudarão – nenhum outro poder além do poder de nossa unidade.

A única questão é saber se a nação de Israel está pronta para ouvir isso e quando ouvirá. Até agora, ela está apenas ficando mais forte em seu orgulho e cada vez mais distante da verdade, cada vez mais distante uns dos outros, e é cada vez mais odiada por todas as outras nações.

Os judeus têm muito orgulho de seu sucesso material, que não tem conexão com sua missão inerente. Os judeus israelenses, europeus e americanos têm seus próprios sintomas particulares da doença, mas todos ainda estão unidos por uma coisa: o ódio das nações que os cercam. Esperemos que este caminho não nos leve a um Holocausto semelhante ao que já ocorreu no passado.

O tempo está se esgotando, desperdiçamos muito dele, e a nação de Israel ainda não mudou internamente para melhor; pelo contrário, tornou-se pior. Não temos ninguém de quem depender a não ser nós mesmos e o Criador. É um problema terrível quando existe a possibilidade de alcançar a correção e completar a nossa missão, mas as pessoas não a ouvem. Apenas 70 anos se passaram desde o Holocausto e suas lições aparentemente já foram esquecidas.

Tivemos a oportunidade de nos unir, de deixar os países onde fomos odiados e de começarmos juntos a descobrir a essência interior da nação de Israel conhecida por todos, tanto religiosos quanto seculares, sobre os quais está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”. Mas ninguém quer aceitar esta lei; o oposto: a separação e o conflito interpessoal continuam a se fortalecer. Nós vemos que a história não nos ensina nada.

Somente através da disseminação da sabedoria da Cabalá e da atração da Luz que Reforma as coisas podem serem melhoradas. O mundo inteiro está sofrendo e continuará a sofrer ainda mais.

Estamos todos descendo por um plano inclinado. Esperemos que, com nossa participação na correção, a pressão do mundo sobre nós seja relativamente suave, mas, no entanto, nos obrigue a se unir.

Se não despertarmos nossos próprios egípcios, se não sentirmos que eles estão escondidos dentro de nós, dificultando nossa conexão, talvez o mundo nos ajude nisso e exija o método da conexão.

Houve uma época em que isso não era tão aparente, mas hoje todos entendem que a unidade criada nos últimos 30 a 40 anos está destruindo o mundo. Inicialmente, todos ficaram entusiasmados com o fato da sociedade se tornar global e integrada, pensando que isso nos traria prosperidade. Mas agora, já está claro que não é assim. Hoje as guerras reais já estão começando: China, EUA, etc.

Este é um sinal óbvio de que a união não é possível até que o egoísmo seja corrigido. E até que isso aconteça, a unidade será sempre prejudicial, como está escrito: “A unidade dos pecadores trará danos a eles e ao mundo”. No final, trará tremendas guerras.

Hoje, especialmente para o próximo Dia em Memória do Holocausto, o mundo está precisando muito desse esclarecimento (e do antídoto).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/18, Shamati #190, “Todo Ato Deixa Uma Impressão”

O Exílio Egípcio Do Século XXI

laitman_749.01Por que foi benéfico para o Faraó criar Moisés em sua casa? Basta pensar, quanto o mundo ganhou com os judeus? O mundo deve todo o seu desenvolvimento aos judeus porque a Luz superior é conduzida através deles, através da qualidade de Bina à Malchut, trazendo-lhe tudo: o início de todas as religiões, crenças e conhecimentos.

Mesmo os desejos corpóreos por comida, sexo e família se desenvolvem porque a Luz brilha sobre eles de cima, além do nível animal. E isso é tudo porque há uma intenção de doar, representada por Israel. Portanto, mais Luz continua chegando e desenvolve os desejos. E o desejo em si não se desenvolve, está morto como poeira.

A única razão pela qual um desejo se desenvolve é para alcançar o próximo grau. E se todos os quatro estágios já foram alcançados: inanimado, vegetativo, animado e humano, o desenvolvimento posterior só pode vir de cima, através de Israel.

Isso pode ser visto pelo deslocamento do povo judeu experimentado na Europa quando foram exilados de um país para outro. Se não fosse por este pequeno grupo em nosso mundo, que de alguma forma está ligado à Luz superior, o mundo não teria se desenvolvido. Por que isso? Todo o desenvolvimento é feito em prol da obtenção da doação, adesão e fim da correção.

E se não houver tal grupo e nenhuma conexão entre a Luz superior e Malchut, Malchut não se desenvolve. Portanto, o mundo culpa os judeus por todos os seus problemas. Foram os judeus que causaram o desenvolvimento do mundo que chegou agora ao fim. O mundo está contra um muro, a crise global está se desdobrando, e os judeus obviamente serão culpados por isso.

Os judeus ficam impressionados com essas acusações porque deram ao mundo tanto bem, tantas novas invenções. Mas este é um mal-entendido do nosso papel, porque estamos destinados a algo completamente diferente.

É semelhante à história do exílio no Egito. No início, os judeus trouxeram muitos benefícios para o Egito, e depois a vida ficou ruim. Estas partes de Bina devem começar a subir a partir de Malchut e elevá-la ao próximo nível de desenvolvimento. É como uma mulher que está pronta para dar à luz, mas não consegue. Você pode imaginar o que aconteceria com essa criança?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/18, Lição sobre o Tópico: “Preparação para Pessach”, Parte 1

A Nação Pioneira

laitman_749.01Todas as criações devem atingir a unidade – este é o estado final de evolução de toda a criação. A evolução está constantemente progredindo, levando-nos as etapas da revelação do mal.

No final, todos devem compreender a vantagem da Luz sobre a escuridão, e depois de passar por todas as formas de separação, desejam elevar-se acima de sua natureza egoísta. A revelação do mal nos leva à unidade.

Sempre houve pessoas que entenderam a virtude da unidade, sendo altruístas por natureza. No entanto, hoje, a natureza está nos fornecendo provas práticas tornando-se integral e vinculando todo o mundo em uma única rede. O egoísmo está se tornando global e está nos conectando um ao outro. Quer nos agrade ou não, temos que nos unir para impedir que a força de separação reine sem fim.

Ao estudar Cabalá, aprendemos que a obrigação de se unir vem da própria natureza, do pecado da Árvore do conhecimento. Toda a criação foi feita como uma alma que mais tarde foi propositalmente dividida em muitas partes separadas.

Nós não temos escolha. Temos que reconstruir e unir toda a criação. Este é o estado que o Criador e as pessoas desejam. Aqueles que entendem isso são chamados de Yashar Kel – direto ao Criador – porque a força superior, o Criador, é a natureza autônoma unida, integral e global. Para que possamos alcançar a adesão com o Criador, equivalência de forma, temos que nos tornar como Ele, nos elevarmos acima de nosso egoísmo divisório e começar a se unir.

Não somos socialistas ou comunistas, nem humanitários nem biólogos observando exemplos de unidade em organismos vivos. A prova da necessidade de se unir é apresentada pela ciência da Cabalá, e nós estamos constantemente revelando a necessidade de alcançá-la em nossa consciência e sentimentos.

Por natureza, somos os maiores egoístas, porque aqueles que chegam à Cabalá têm o maior desejo. Mas junto com isso, entendemos que devemos nos tornar semelhantes à força superior para alcançar o sentido da vida. É por isso que Abraão, de toda a humanidade, escolheu um grupo que se tornou o povo de Israel, cujo fundamento é o ama ao próximo como a si mesmo, a grande lei da humanidade, da natureza e da Torá. Temos que nos considerar um grupo de pioneiros em toda a humanidade, que estão tentando perceber essa grande lei da natureza – o amor ao próximo – e implementando-a para que possamos transmitir a todos.

A responsabilidade do povo de Israel é de ser o primeiro a chegar à unidade porque eles são chamados a realizar a lei do amor ao próximo e servir de exemplo ao resto da humanidade, isto é, ser “a Luz para as nações”. Os filósofos e os fundadores do Estado de Israel também falaram da unidade. No entanto, eles não aceitaram a ciência da Cabalá, a estrutura da natureza, mas a partir de sua compreensão interna e instintiva.

A Cabalá diz que a unidade é a lei da natureza e que, primeiro, ela se aplica ao povo de Israel. Baal HaSulam escreve que nós recebemos o direito de retornar à terra de Israel, rompendo com o governo das nações do mundo, apenas para cumprir nosso propósito: realizar a unidade e mostrar esse método às nações do mundo e se tornar a Luz para as nações.

Em antecipação ao 70º aniversário de Israel, esperemos que o povo de Israel, especialmente os que vivem na terra de Israel, compreenda o propósito de sua existência. Pois se não percebermos a lei do “ama ao próximo como a si mesmo”, de modo que possamos servir de exemplo para o mundo, não temos o direito de existir.

Este é um ponto muito importante. É a única razão para uma pessoa viver na terra de Israel. Caso contrário, ela não tem o direito de ser chamada de “Israel” e não pertence à nação de Israel.

O Estado de Israel terá o direito de existir apenas se trabalharmos para realizar a nossa responsabilidade comum de nos tornarmos “um homem com um só coração”, “todos os de Israel são amigos”, até cumprir a lei do “amor ao próximo como base de toda existência.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/18, Lição sobre o Tema o “Dever da Unidade da Nação Israelense”

Consentimento Do Faraó

749.02Para que o povo de Israel saia do Egito, o consentimento do Faraó é necessário. Ele deve conhecer e entender o motivo da sua necessidade. O Faraó então abre a porta para eles e a fecha atrás deles, uma vez que eles saem.

O que isto significa é que, sem divulgar a sabedoria da Cabalá entre as nações do mundo, o povo de Israel não poderá sequer se corrigir. Não só não seremos capazes de implementar uma correção nas nações do mundo, mas também não receberemos a metodologia de cima na forma correta e completa, a menos que nos voltemos a todas as nações, absorvamos seus desejos e os elevemos ao Criador.

Nós precisamos agir no ambiente das nações do mundo e isso nos ajudará a se unir mais, a se tornar incluídos no Criador e a passar a Luz. Este é um sistema fechado. Claro, isso acontece por etapas, mas eu acho que já chegamos a um estágio quando as nações do mundo devem adotar esse método, que se abriu em pleno poder.

À medida que as ondas do antissemitismo crescem, é claro que as nações do mundo precisam de um método de correção. Uma vez que o Criador desperta essas ondas, isso significa que, assim, através das nações do mundo, Ele se volta ao povo de Israel e quer nos despertar para agir. Se não reagirmos aos Seus apelos, como não reagimos oitenta anos atrás na Alemanha nazista, ocorrerá uma catástrofe. Tudo porque não queremos notar o apelo do Criador para nós!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/18, Lição sobre o Tema: “Dia de Unidade da Nação Israelense”

O Antissemitismo Nasceu No Monte Sinai

laitman_740.03A lei do desenvolvimento nos leva a uma conexão mútua cada vez maior que nos obriga a ter boas relações com o outro. Mas, quanto mais sistemas de comunicação nós construímos, mais alto o lado oposto se eleva: jogos diplomáticos, guerras, e o rompimento das relações.

Por um lado, de acordo com o desenvolvimento da natureza, vamos sempre lutar para nos unirmos, porque isso é exigido pelas tecnologias avançadas e a vida moderna. Nós mudamos da conexão em pequenos grupos que existia há milhares de anos, entre pessoas das cavernas, para a completa desunião, e agora devemos nos unir novamente em um novo nível.

Além disso, a humanidade está se esforçando pela conexão, tentando criá-la. Um exemplo disso é a União Europeia, e várias organizações e sindicatos internacionais. Mas isso não funcionará; eles estão todos condenados a entrar em colapso e inimizade ainda maior do que antes, quando a unificação começou. Afinal, eles não podem perceber a lei “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A fim de realizar seu sonho e se tornar uma Europa verdadeiramente unida, não há sequer uma pequena aproximação entre as nações, um espírito e atração mútuos. De uma forma natural, há ódio, rejeição e separação entre todas as nações. Portanto, precisamos criar uma atração mútua, mas isso não pode ser feito. Afinal, o método de correção só pode vir de Israel.

Caso Israel não forneça um método de correção, um enorme antissemitismo emergirá novamente na Europa. Toda a “Europa unida”, todos os seus trinta Estados, será como a Alemanha nazista oitenta anos atrás. O mesmo futuro também espera as Américas do Norte e do Sul.

Todos estão prontos para isso. O tempo em que Israel deve mostrar o método de conexão chegou. Se não fizermos isso, as nações do mundo instintivamente nos culparão repetidamente.

O antissemitismo nasceu no Monte Sinai. Moisés desceu com o método de correção do egoísmo, e em paralelo, ao mesmo tempo, o ódio em relação aos judeus desceu às nações do mundo. É necessário usar a Torá para corrigir o ódio que elas recebem de cima, do Criador.

O povo de Israel está no meio entre a Torá e as nações do mundo e deve definir um em relação ao outro. Caso não cumpramos esta missão, seremos forçados a ela de cima e de baixo.

Portanto, a pessoa não deve pensar que o Estado de Israel foi criado como um refúgio para os judeus. Claro, ele serve como um refúgio, mas a questão é: Para quê? Para que estamos vivendo? Esta pergunta sobre o sentido de nossa vida deve nos despertar a encontrar a resposta certa. Nós vivemos para realizar a lei “amarás o teu próximo como a ti mesmo” e nos tornarmos uma luz para as outras nações, isto é, para ensinar o mundo inteiro como fazer isso.

Da Lição Diária de Cabalá 02/07/18, Lição sobre o Tema: “Dia de Unidade da Nação Israelense”

O Egoísmo Sai Da Ocultação

laitman_293A atitude das nações do mundo é uma projeção do estado interno do povo de Israel. Mesmo o egoísmo das nações do mundo é causado pelo fato de Israel não estar corrigido. Se o povo de Israel se corrigisse, nenhum mal restaria no mundo. Todas as nações seriam imbuídas da boa força dessa correção, o que seria suficiente para elas.

No entanto, à medida que o povo de Israel desce cada vez mais baixo, o antissemitismo aumenta. Isso é especialmente evidente agora quando chegou a hora de fazer correções e não as fazemos. Nosso desejo de desfrutar já está maduro para a correção e saiu da ocultação.

O egoísmo se manifesta exigindo correção e, em vez disso, o impulsionamos internamente. Desta forma, revelamos o ódio nas nações do mundo. No entanto, criamos esse ódio dentro de nós mesmos e o revelamos fora. Não há maldade no mundo. Todo o mal emerge de nós, e assim nós o vemos na nossa frente.

O mundo inteiro é uma projeção de minhas qualidades. Portanto, como posso exigir que alguém se torne amável? Eu devo me corrigir para que a bondade esteja dentro de mim, e não haja nada negativo do lado de fora, só o bem.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/18, Lição sobre o Tópico: “O Dia da Unidade da Nação Israelita”.

O Estado De Israel: O Lugar Para A Revelação Do Criador

Laitman_417Dos escritos de Baal HaSulam, é evidente o tremendo sentido que ele deu ao Estado de Israel, ao povo de Israel e à sua terra sendo unificada. Nesta união encontra-se uma carga espiritual muito poderosa. É por isso que não deve ser permitido separar o povo de Israel do Estado de Israel, da terra de Israel ou de nosso grupo Cabalístico global, que representa todas as pessoas e nacionalidades.

Como o mundo inteiro se relaciona com o Estado de Israel? Todos reconhecem que a terra de Israel é única, uma vez que é considerada santa pelas três principais religiões. Mas por que o Estado de Israel, que acabou de completar 70 anos, é tão importante?

Para o Baal HaSulam, o conceito do estado de Israel era sagrado, ele ainda tinha uma faca de Shabat com a inscrição “Estado de Israel”. Ao retornar a essa terra e ao sionismo, ele viu outro passo muito importante para a revelação do Criador.

É porque um lugar surgiu onde a verdadeira unidade e o amor fraterno “como um homem com um coração” poderiam ser estabelecidos. Inicialmente, ele se aplica ao povo de Israel, que deve realizar essa unidade primeiro para servir de exemplo para o mundo inteiro.

O mundo exige isso de nós sem perceber. Este é o único motivo para a existência do antissemitismo, que não desaparece do estágio da história com o passar do tempo, mas, em vez disso, fortalece-se e torna-se mais nítido. O sucesso do povo de Israel e sua existência na terra de Israel depende desse entendimento. Sem ele, não há lugar para nós aqui.

De uma “Conversa Durante a Refeição” 02/02/18

Uma Escolha Da Qual Tudo Depende

Laitman_006Se uma pessoa tem uma escolha e não a usa, isso leva ao desastre. Afinal, o Criador sempre emana uma força positiva que pretende elevar-nos ao próximo grau. Se não quisermos aceitar o convite do Criador para subir a esta etapa, então sentimos os mesmos estados na forma inversa.

Se os judeus europeus tivessem ao menos ouvido as advertências de Baal HaSulam na década de 1920 … Ele pediu que os judeus deixassem imediatamente a Polônia e se mudassem para a terra de Israel porque sua destruição estava prestes a começar, e dos 3 milhões de judeus que viviam na Polônia, nem um único seria deixado. Mas eles não o ouviram.

Eles tiveram uma escolha, mas não a usaram. Todos nós sabemos o que aconteceu a seguir e ainda nos lembramos disso hoje.

Depois, Baal HaSulam tentou conversar com os líderes do estado de Israel, instando-os a introduzir o sistema de educação correto para criar o Estado de Israel espiritual . É assim que deveria ter sido depois de termos o direito de retornar a essa terra.

Hoje, o Estado de Israel tem 70 anos, mas ainda não se tornou o que deveria ser. Inevitavelmente, isso não vai acabar bem porque nós mesmos transformamos os outros em nossos inimigos pela forma como nos relacionamos com o propósito da criação. Na verdade, essa é a nossa única escolha livre, e tudo depende dela.

Da 3ª parte da Lição diária de Cabalá 15/01/18, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 17