Textos na Categoria 'Mandamentos'

Nova Vida # 700 – Costumes Do Shabat

Nova Vida # 700 – Costumes Do Shabat
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

O homem pertence ao mundo animal e a diferença entre ele e os animais é o desejo de saber para que ele está vivendo. Abraão ensinou que a pergunta sobre o sentido da vida leva uma pessoa à revelação da força superior. Para descobrir o mundo superior, temos que corrigir a inclinação ao mal em nós, o nosso ego.

As velas do Shabat simbolizam a Luz que vem até nós como resultado das correções que realizamos nos seis dias da semana.

Nós temos que nos assemelhar à força superior e nos tornar amorosos e dar de acordo com o plano da criação. Abraão descobriu que há uma força especial na natureza que pode nos ajudar a cumprir essa missão, que é a força da Luz, a força do amor e da doação. Portanto, nós podemos acender duas velas, que simbolizam os dois tipos de Luzz: a Luz da correção das diferentes partes do ego e a Luz de preenchimento.

Quando acendemos as velas de Shabat devemos pensar em ficar mais perto do amor ao próximo. Quando o desejo egoísta é corrigido, é chamado de uma alma e opera com a intenção de amor e doação para o Criador.

Por que é a mulher que acende as velas, por que cobrimos os olhos, e por que abençoamos? Estes costumes derivam de raízes espirituais que simbolizam as correções que temos que realizar. O vinho simboliza a Luz de Hochma e o pão simboliza a Luz de Hassadim.

Quando cantamos a música “Bem-vindos, Anjos da Paz”, cantamos sobre as forças que corrigem o desejo de receber em doar. Estas forças que corrigem transformam a pessoa em uma pessoa amorosa que doa aos outros e, assim, ela descobre o mundo superior. “Oneg Shabat” (o prazer do sábado) simboliza a grande Luz que uma pessoa que tenha corrigido o seu ego recebe no estado espiritual chamado de “Shabat”.

De KabTV “Nova Vida # 700 – Os Costumes do Shabat”, 08/03/16

Nova Vida # 699 – Shabat, Dia De Descanso

Nova Vida # 699 – Shabat, Dia De Descanso
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Há dias e noites na natureza; há meses e anos, mas não há semanas na natureza. Na verdade, a nação de Israel acrescentou a ideia de semana. Começando com o primeiro homem que descobriu a força superior até o último homem que vai descobri-la 6.000 anos depois, esse é o momento que simboliza os seis dias da semana. O sétimo milênio simboliza o estado corrigido em correspondência ao qual o Shabat (sábado) é o mundo vindouro. A essência da correção é a transição do egoísmo para o “ama teu amigo como a ti mesmo” através da Luz que Reforma.

Desde a destruição do Segundo Templo, resta apenas a forma externa dos costumes do Shabat e nada mais. O Shabat espiritual é o Shabat do fim da correção, quando todos nós somos como um homem em um só coração, aderidos ao Criador. Se não nos envolvermos na correção do ego, não temos nada mais do que uma impressão psicológica do Shabat. Mas a pessoa que se corrige descobre sistemas de seis forças de correção e o estado do Shabat no final, o que significa um ciclo. Nós não trabalhamos no Shabat porque completamos a nossa correção nesse estado espiritual. Outras nações copiaram a estrutura da semana de nós e definiram seu próprio dia de descanso.

Os dias da semana simbolizam nosso compromisso com o ego que está dividido em seis partes que temos que corrigir, enquanto o Shabat simboliza o estado corrigido e é daí que vem os costumes associados a ele. Mas os verdadeiros costumes não corrigem o ego. Todos os costumes judaicos são ramos corporais que implicam o que é a raiz espiritual a correção da inclinação ao mal em amor.

O primeiro homem (Adam HaRishon) descobriu a força superior pela primeira vez 5.776 anos atrás, embora houvesse muitas gerações antes dele.

De KabTV “Nova Vida # 699 – Shabat, Dia De Descanso”, 08/03/16

 

Desfazendo Mitos Sobre A Cabalá, Parte 5

laitman_627_2Mandamentos e Tradições

Pergunta: A Cabalá obriga a pessoa a seguir os rituais judaicos?

Resposta: Quando a pessoa estuda a sabedoria da Cabalá, mesmo sendo a pessoa mais secular que nunca seguiu nenhuma tradição, ela começa a sentir que todos esses rituais são dados com a finalidade de lembrar sobre a conexão com a força superior. Por isso, algumas pessoas começam a seguir essas tradições, embora não haja nenhuma obrigação.

Pergunta: Por exemplo, qual é o significado das bênçãos do pão e do vinho no início da primeira refeição do Shabat?

Resposta: É impossível explicar essas ações sem a sabedoria da Cabalá. Apenas a Cabalá explica o que significa o sétimo dia do Shabat. Ele corresponde ao sétimo milénio, isto é, o fim da correção.

Nós esperamos chegar a um estado em que todo o mundo vai ser corrigido e continuará sua existência no amor geral e absoluto pelo outro em maior grau do que para si mesmo. Então, a força superior será revelada entre nós na conexão corrigida e habitará entre todos.

Sem a sabedoria da Cabalá, é impossível entender o que a Torá está falando.

Pergunta: Por que adicionamos sal ao pão durante a bênção no início da refeição do Shabat?

Resposta: Isso é muito simples de entender para alguém que estuda Cabalá. No entanto, é impossível explicá-lo sem usar os termos Cabalísticos. O pão simboliza a Luz da Misericórdia, HassadimBina, ao passo que o sal é Malchut. Dessa forma, surge uma conexão entre BinaMalchut, como está escrito: “Você deve oferecer sal em todos os seus sacrifícios”, como um sinal da união.

A pessoa precisa estudar isso. É impossível explicar em poucas palavras. Se você quer entender o significado interno de qualquer tradição, isso só é possível através da sabedoria da Cabalá. Todas as tradições, leis e mandamentos do judaísmo vêm da Cabalá e só existem por causa dessa sabedoria. Ela explica seu verdadeiro significado e os preenche com o sentido interior.

Do Programa da Rádio 103FM, 28/02/16

Por Que Não Comemos Chametz (Alimento Fermentado) Em Pesach

laitman_961Pergunta: Por que não podemos comer Chametz em Pesach (Pesach Judaica)?

Resposta: Porque Chametz simboliza a conexão entre a farinha e a água. A farinha simboliza o atributo do desejo egoísta e a água simboliza o atributo do desejo altruísta.

Assim, em Pesach, nós estamos na fase final da dominação do ego e começamos a sentir que o egoísmo nos controla em tudo já que não temos o atributo de Hassadim, o atributo de Hesed, o atributo da água, simbolizado pelo Matzá.

Matzá é a conexão entre a farinha e água. Eles são misturados por um período de tempo muito exato, por 18 minutos, de modo que a farinha não comece a subir. Se eles são misturados por muito tempo, temos que amassar constantemente a massa sem parar …

Este processo simboliza o nosso trabalho com o egoísmo, o processo em que temos que continuar a trabalhar com ele, dando-lhe novas formas repetidas vezes, movendo-se para o altruísmo. Então é possível.

Mas, em princípio, não é possível trabalhar com o Chametz por mais de 18 minutos, o que significa que a conexão deve ser mínima, tal como aparece no nosso egoísmo. O que é o altruísmo? Que nós queremos mostrar boas intenções em relação a alguém para que o ego se beneficie disso? O Matzá simboliza a falta de água, a falta de Hassadim, a falta de Hesed, em nossa atitude egoísta, e por isso que é chamado o “pão da pobreza”, o que significa a pobreza de um grande coração, na abertura entre as pessoas.

É costume comer Matzá na véspera de Pesach, porque é nesta noite que revelamos até que ponto não temos o atributo de amor e doação entre nós, o atributo de Bina, ou o atributo de Hesed. Nós estamos prontos para qualquer coisa, contanto que possamos sair desse estado egoísta, e por isso comemos Matzá na noite de nossa libertação do egoísmo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 13/04/16

Desejo Número Trinta E Cinco

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a correção dos 613 desejos? Ela se refere às 613 Mitzvot (mandamentos) na Torá? Você pode explicar a que desejo corrigido o número 35 se refere, aquele sobre a preparação do óleo especial para a unção do grande sacerdote e do rei?

Resposta: O grande sacerdote e o rei não são seres humanos, mas um nível espiritual especial. Quando você sobe a este nível, a estrutura de um rei ou de um grande sacerdote será formada em você e você será capaz de realizar uma ação chamada de atrair da Luz de Hochma.

A Luz de Hochma é o óleo e a Luz de Hasadim é a água. Ao usar o óleo (a Luz de Hochma), você pode fazer uma “solução” especial, ou seja, um sistema especial para correção, elevação e proximidade a fim de ascender ao nível do rei ou do grande sacerdote. Estes são todos os nossos atributos internos que temos que organizar e corrigir.

Assim, qualquer Mitzva é a correção dos nossos desejos internos, mas em diferentes níveis. O homem é um pequeno mundo e tudo existe dentro dele. Isso significa que apenas eu existo e está tudo dentro de mim, na minha consciência, no meu sentimento.Parece-me que você é externo a mim, mas, na verdade, está dentro de mim.

Pergunta: O que significa encontrar o sacerdote dentro de mim?

Resposta: Um sacerdote é o desejo no nível de Keter, o maior desejo de uma pessoa que trabalha em doação absoluta, sem quaisquer impurezas egoístas. Mas uma pessoa deve se preparar para isso. Um dos atos de preparação é a Mitzvah número 35. Quando a pessoa sobe os níveis espirituais, independentemente de nascer um judeu ou não, um Cohen ou um Levi, ela tem que passar por todos esses níveis e atributos.

Da Lição de Cabalá em Russo 24/01/16

Nova Vida # 697 – Leis Da Niddah E Pureza

Nova Vida # 697 – Leis Da Niddah E Pureza
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Nós passamos de uma fase para a próxima ao corrigir o nosso ego e esta é a razão porque há também um ciclo especial na natureza. Neste ciclo, há a lua, o sol e a terra, que são ramos resultantes de raízes espirituais, de forças superiores.

Uma vez nós éramos uma só alma e, depois, fomos quebrados em pedaços. Nossa correção é se conectar com amor. Todo desejo de receber egoísta que ainda não foi corrigido é chamado de uma mulher, e um desejo corrigido é chamado de um homem, decorrente da palavra hebraica para “superar-se”. Diferentes costumes em nosso mundo são apenas uma réplica dos estados espirituais que devem ser experimentados na correção do ego.

Cada ciclo mensal simboliza novos desejos egoístas que surgem e exigem a sua correção para doação. Nós contamos sete dias limpos após o período mensal; depois, os desejos estão prontos para se acoplar com a Luz Superior. Na espiritualidade o sangue durante o período mensal simboliza a revelação dos Dinim (julgamentos), que são desejos egoístas difíceis.

O sangue impuro e banhar-se na Mikva simbolizam a recepção da Luz de Hassadim, após o qual é possível receber a Luz de Hochma, o sêmen. A alma de um homem que se desenvolveu a partir do sêmen se desenvolve no útero e sua natureza é o desejo de receber. A pessoa só pode receber se ela se tornar um condutor, como um tubo, aos outros. Se a Luz identifica que a pessoa está obstruída, não passa por ela.

A correção é se abrir com amor. O desejo corrigido que se abriu para a Luz fluir aos outros é chamado de uma mulher corrigida no acoplamento. Todo mundo é considerado uma mulher em primeiro lugar, e graças à superação do ego, torna-se um homem. Os sete dias limpos simbolizam as Luzes corrigidas, que são as forças de doar e amar. O noivo com o qual a noiva se destina a copular é a força geral de amor que preenche toda a realidade. No final, todos os ciclos e correcções chegam ao grande acoplamento do fim da correção.

De KabTV “Nova Vida # 697 – Leis Da Niddah E Pureza”, 01/03/16

Correção Das Relações Entre Nós

laitman_229O problema do mundo é que a conexão correta entre as pessoas não existe. A conexão correta é um sistema em que todas as partes se encontram em relações mútuas entre si e em harmonia, onde todos estão preocupados com o bem-estar de todo o sistema e ninguém está preocupado com o seu próprio bem-estar. Em uma situação como essa, o sistema é perfeito.

Quando as pessoas atingem uma conexão como essa entre si, elas começam a sentir a natureza e não a si mesmas. A natureza que elas começam a sentir é chamada de “Criador”, porque descobrem a sua mente, programa e propósito.

A partir de Abraão, as pessoas começaram a atingir a harmonia da natureza na conexão entre si; elas descobriram o Criador. Os estudantes de Abraão se comportavam de acordo com as leis gerais do mundo, na medida em que descobriam o Criador. Esse comportamento passou a ser expresso em atividades diárias e na relação com o ambiente, derivado natural e diretamente de suas sensações. As atividades que os membros do grupo de Abraão implementavam, pareciam apenas ações mecânicas para alguém que não pertencia a esse grupo e não sentia a natureza e o sistema de conexão entre as pessoas.

A conexão mútua harmoniosa entre as pessoas é chamada de “amor”, por isso é dito: “Eu criei a inclinação ao mal, Eu criei a Torá como tempero”. A intenção da palavra “Torá” é o poder do Criador, que é projetado para corrigir as relações entre nós, as relações de rejeição mútua egoísta. O envolvimento com a correção da natureza egoísta de uma pessoa é chamado de cumprir a Torá, e aprender a Torá é chamado de aprender as possibilidades de corrigir o ego.

A Mitzvah (mandamento) geral do Criador é a correção do ego ao nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Quando uma pessoa executa mecanicamente as atividades associadas sem corrigir a si mesma, seu ego, isso é chamado de manter os costumes. Desde os dias em que o povo de Israel caiu do nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” para o nível de “ódio infundado”, eles se encontram em um estado de manutenção dos costumes.

Na sua essência interna, o povo de Israel é um grupo de pessoas que está em Arvut (garantia mútua), ansiando estar “como um homem com um coração”, e cheio de amor mútuo.

Nova Vida # 691 – Intenção E Realização De Uma Mitzva (Mandamento)

Nova Vida # 691 – Intenção E Realização De Uma Mitzva (Mandamento)
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Uma pessoa é um desejo de prazer para seu próprio benefício; isso é chamado de “ego”. Quando agimos em nosso próprio benefício, sentimos apenas este mundo, mas se mudarmos de direção, de atrair para nós mesmos a sair para os outros, percebemos uma nova realidade chamada “mundo superior”.

A transição da intenção para o seu próprio benefício para a intenção para o benefício dos outros revela a alma do homem; está escrito que, “Uma Mitzva sem intenção é como um corpo sem alma” (Don Isaac Abravanel, Nahalat Avot, comentário sobre Masechet Avot 2:13).

As Mitzvot foram dadas para a correção do coração, e a correção é efetivamente realizada num grupo. A correção é se conectar como uma pessoa com um coração, e todo o mundo deve avançar para isso. A intenção que se deve anexar a qualquer ação é o amor, e a “Luz que Reforma” é a força que conecta dez pessoas que querem se conectar como um.

De KabTV “Nova Vida # 691 – Intenção e Realização de uma Mitzva (Mandamento),” 11/02/16

Nova Vida # 690 – O Significado De Colocar Tefilin

Nova Vida # 690 – O Significado De Colocar Tefilin
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O ato físico de colocar Tefilin é apenas um símbolo de comunicação espiritual com o poder superior. Os Tefilin simbolizam a correção que devemos fazer no coração e na mente para se comunicar com o poder superior. O desejo egoísta geral é dividido em 613 desejos que nós devemos corrigir no amor ao próximo. Os pensamentos só servem ao desejo; por isso temos que corrigir o desejo.

O conteúdo dos Tefilin são quatro trechos (seções) que correspondem ao nome HaVaYaH, e através disso nós estamos pedindo que a força superior nos ajude a amar os outros.

Colocar Tefilin de manhã expressa o desejo de receber o poder de corrigir a nós mesmos durante todo o dia.

Colocar Tefilin não corrige por si só; pelo contrário, a correção depende das intenções e ações de uma pessoa. E é assim com todas as Mitzvot (mandamentos) físicas; elas só vêm como um lembrete de que é necessária a realização de atos internos de correção.

O povo judeu alcança o mundo espiritual, e eles executam as Mitzvot de Tefilin de acordo com o ramo e a raiz: “Também as atarás por sinal na tua mão” (Deuteronômio 6:8) – a mão esquerda simboliza o ego que deve ser corrigido, “e te serão por frontais entre os teus olhos” (Deuteronômio 6:8) – quando a pessoa corrige seu coração e sua mente, ela se assemelha ao Criador. Isto é, os Tefilin simbolizam todas as Mitzvot, a correção do coração e da mente, graças a qual a pessoa descobre a realidade superior.

De KabTV “Nova Vida # 690 – O Significado De Colocar Tefilin”, 11/02/16

Mitzvot (Mandamentos): A Correção Dos Desejos

Laitman_509Pergunta: Qual é o significado Cabalístico da Mitzvá de estar envolto em Tzitzit (franjas) e colocar Tefilin (filactérios)?

Resposta: É uma descrição alegórica dessas correções do nosso egoísmo que devemos percorrer. Todas as Mitzvot, embora possam parecer estar desconectadas da realidade, ser sem valor, inúteis e vazias, estão preocupadas apenas com a correção da nossa natureza egoísta para se tornar altruísta.

Não pensem que os Tefilin são apenas caixas, que o Talit (xale de oração) é uma coberta de pano e que o Tzitzit são cordões. Todos são lembretes físicos, alegorias, para determinadas características espirituais. Na verdade, nós somos ordenados a fazer uma correção em nossos desejos chamados de “Tallit“, “Tefilin” e “Tzitzit“, e todas as Mitzvot foram dadas a nós para corrigir o coração. O “coração” é o nosso desejo egoísta geral. Se corrigirmos a nós mesmos dessa forma, estaremos mantendo todas as Mitzvot em sua verdadeira forma!

Pergunta: Por que a oração “Shema Yisrael” (Deuteronômio 6:4) é inserida nas caixas da cabeça e do braço que são chamadas de “Tefillin“?

Resposta: Isso ocorre porque os Tefilin simbolizam a aplicação espiritual da mais elevada Mitzvá, que é a adesão com o Criador, ou seja, a criação de um desejo que vai ser exatamente como o Criador, e isso é realizado através da correção do ego num nível muito elevado, chamado de “cabeça do mundo de Atzilut“. O desejo egoísta da pessoa é construído a partir de cinco níveis: Shoresh, Aleph, Bet, Gimel e Dalet, e quando ela os corrige, o “Kutzo shel Yod” (ponta da letra “Yod”) é gradualmente revelado a ela, depois a própria letra “Yod”, em seguida a letra “Hey”, depois a “Vav” e, finalmente, a “Hey” final; ela recebeu o nome de quatro letras do Criador, que não pode ser apagado, não pode ser lavado, e não pode ser destruído, porque é a base da criação, formada em Olam Ein Sof (o mundo do Infinito), antes mesmo da criação do nosso mundo através das chamadas quatro Behinot (fases) de Ohr Yashar (Luz Direta).

Nós estamos implementando uma correção quando precisamos nos assemelhar totalmente a todas as quatro fases. Esse é o nosso papel. Assim, as Mitzvot de Tefilin são tão únicas e elevadas! Todas as Mitzvot pertencem ao mundo de Atzilut, que é derivado da palavra “Etzlo” (próximo a Ele), que é onde o próprio Criador existe. Assim, a caixa na cabeça representa uma parte da Cabeça de Arich Anpin, uma caixa do mundo de Atzilut, e a caixa no braço simboliza a segunda parte da Cabeça de Arich Anpin.

Os Tefilin do braço simbolizam a descida da Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia), Biná, da “cabeça” para o “corpo”, que ajuda o corpo a ser corrigido. Assim, os tefilin do braço são colocados no braço mais fraco, o braço esquerdo. Mas não precisamos dedicar muito pensamento nisso, mas simplesmente corrigir os nossos desejos egoístas em nossa conexão global com os outros. Com isso toda a Torá e todas as correções serão realizadas.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 25/1/16