Textos na Categoria 'Lição Diária de Cabalá'

Força Gravitacional E Velocidade Na Espiritualidade

232.09Pergunta: Existe algum conceito de força gravitacional e velocidade nos mundos espirituais?

Resposta: Qualquer desejo egoísta atrai tudo de positivo e rejeita tudo de negativo. Portanto, a força gravitacional é uma força de atração para o que parece atraente para mim.

A velocidade no mundo espiritual é a velocidade com que um desejo muda em uma pessoa. Se o desejo não mudar, a velocidade é zero e o tempo para.

Da Lição de Cabalá em Russo 25/02/18

O Caminho Para A Luz Passa Entre Os Estreitos

laitman_209A diferença entre o dia mais triste e amargo e o dia mais doce e alegre é, em essência, determinada por nossa relação com as condições apresentadas a nós. Nós podemos olhar nessas condições e percebê-las através do nosso egoísmo, através da inclinação ao mal, ou podemos percebê-las através da qualidade de doação, através do bem; em outras palavras, podemos perceber através da separação ou da unidade. A mesma Luz, que deveria ter sido revelada dentro da unidade, revela-se dentro da quebra e resulta em efeitos trágicos.

Não podemos culpar a força superior por nosso sofrimento porque tudo depende apenas dos vasos em que recebemos. O que desce até nós do alto é sempre o mesmo: a Luz superior, bondade e misericórdia, mas o resultado é sempre determinado simplesmente pelo quanto estamos em equivalência de forma com essa Luz superior.

Durante este tempo em particular, a mesma Luz brilha como aquela que causou a destruição. No entanto, ela foi feita para causar correção se o pecado do bezerro de ouro e a quebra das tábuas não tivessem ocorrido. É assim que devemos sempre nos relacionar com o que está ocorrendo: com o entendimento de que tudo depende da nossa unidade. Em nossa unidade, podemos receber a influência de cima em sua forma correta, no Kli correto.

Se não estamos preparados para isso, então aquela grande Luz, que deveria ter preenchido o Kli correto e nos trazido alegria, progresso e realização, nos traz destruição e sofrimento. Tudo depende de nós.1

O muro não nos protege da infiltração do mal de fora porque a Luz do Criador é a única coisa que está sendo revelada fora. O muro nos protege de nós mesmos, de nossos desejos egoístas. Um desejo pode ser a favor ou contra a unidade; isso é considerado interno e externo na sabedoria da Cabalá. Nesta Luz, devemos ver todos os conceitos como a “cidade”, o “muro” e os “inimigos” que nos atacam.2

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 01/07/18, Lição sobre o Tópico: “O Período de ‘Entre os Estreitos’”
1 minuto 16:27
2 minuto 54:07

Entre Os Estreitos

laitman_221.0As três semanas anteriores ao dia 9 de Av começaram. Estes dias são chamados de Bein ha Metzarim (“entre os estreitos”). Tudo o que acontece neste mundo é o efeito do sistema superior. Ações e estados em nosso mundo se espalham da raiz superior para o ramo material e se materializam neste mundo como ramos, no material inanimado, vegetativo, animado e nas pessoas, no tempo e no espaço. Nós devemos estudar as raízes analisando seus ramos.

A partir de hoje, os ramos superiores já se materializaram em nosso mundo, todos exceto a correção final (Gmar Tikkun). Tudo o que tinha que ser revelado foi revelado; tudo o que resta é a correção final. É por isso que o Baal HaSulam diz que estamos vivendo nos tempos da última geração que terão que corrigir a quebra, que já foi completamente revelada. Agora só precisamos aplicar esforço para nos elevarmos acima dela.

Mas a ascensão é impossível sem uma compreensão clara do mau funcionamento que existe no sistema e de uma relação correta com ele, como sendo uma condição inicial necessária. Basicamente, não é um pecado. A criação da inclinação do mal foi necessária. Tanto o “céu” como a “terra” são necessários porque “Ele os criou um oposto ao outro”, como se a força do mal tivesse sido criada oposta à boa força.

Na realidade, apenas enfatiza o positivo. É porque, como mais tarde é revelado, não há mal. Há apenas uma falta do bem. Além disso, o bem será revelado de maneiras multifacetadas como resultado do papel que o mal desempenhou oposto a ele. Não há mal, existe apenas a revelação do bem em sua forma oposta.

Nós precisamos aprender que existe uma conexão entre a raiz e o ramo. Isso significa que, em nosso tempo, como no decorrer de toda a nossa história, a raiz aparece através dos ramos em datas específicas, repetindo-se nos mesmos pontos no tempo; por exemplo, o dia 17 de Tamuz, o dia 9 da Av. Essas datas sempre traziam sofrimento à nação de Israel, enquanto o tempo em torno de Purim costumava ser alegre e feliz.

É por isso que durante estes dias nós precisamos ter um cuidado especial, mesmo em nossas preocupações materiais, e evitar ações arriscadas até o final do dia 9 da Av. Logo depois, já começamos a sentir que estamos saindo de um período de luto e podemos nos alegrar e aspirar à correção final.

O dia 17 de Tamuz é o começo dos dias “entre os estreitos”, associado à destruição de Jerusalém, a parede do Templo e a destruição do próprio Templo, simbolizando a conexão existente na nação de Israel depois de entrar na terra de Israel. Esta conexão torna-se possível graças à recepção da Torá, cuja preparação foram os 40 anos de peregrinação no deserto e a correção de Malchut com a ajuda de Bina. Bina é a letra “Mem” (quarenta).

Depois disso, assim que eles construíram o Primeiro Templo, imediatamente começaram a cair. Eles construíram o Segundo Templo, já inferior ao Primeiro, mas também foi destruído. Essa já foi a destruição final. Toda essa destruição ocorreu no dia do dia 9 da Av.

Para nós, hoje, o objetivo imediato é restabelecer a Shechiná (divindade). Em outras palavras, a correção deve ocorrer especificamente nas mesmas datas. Onde o ódio e a destruição foram revelados, a unidade e o amor também devem ser revelados.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 01/07/18, Lição sobre o Tópico: “O Período de ‘Entre os Estreitos’”
1 minuto 0:20

Desperto Os Amigos E Desperto Minha Alma

laitman_265Apenas despertando os amigos eu desperto minha alma. A realização da correção se move do indivíduo para fora. Não temos nada para corrigir em nós mesmos.1

Eu devo estar em um grupo com amigos o tempo todo e pensar constantemente em como aproximá-los da meta da criação. Minha correção está contida nisso. Eu começo com a intenção de não lhes desejar nenhum mal. Se eu me restrinjo, paro o meu egoísmo e não o utilizo, já é uma entrada no processo de correção porque não desejo o mal aos outros.

Deste ponto em diante, eu olho para cada pessoa de uma perspectiva diferente da anterior. Eu não vejo rostos ou corpos. Se eu passo por uma restrição em relação a eles e estabeleço que não vejo nada de negativo neles, eu começo a ver o mundo espiritual, como se ultrapassasse o limiar e entrasse na espiritualidade. A partir deste momento, eu olho para o mundo sem olhar para trás, para o meu egoísmo, e vejo apenas como posso trazer toda a natureza inanimada, vegetativa e animada à adesão ao Criador. Eu fui criado apenas para isso e recebi um despertar. Meu objetivo não é me elevar ao longo dos níveis espirituais, mas levar os amigos ao Criador.2

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá, 24/06/18, Baal HaSulam, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

1 Minuto 18:10
2 Minuto 20:30

Despertar O Amanhecer Juntos

laitman_269Nós intencionalmente nos desequilibramos para que possamos sentir o quanto precisamos do Criador. Está escrito: “Israel apressa o tempo”. É por isso que não podemos nos sentar e esperar que algo aconteça por si mesmo. Nós devemos agir.

Se o mesmo estado continuar se repetindo, é chamado de morte. Eu devo tentar muda-lo. Está em meu poder mudar dia e noite. Tudo isso é apenas para criar uma necessidade pelo Criador. Nós queremos nos colocar à força em estados com os quais não poderemos lidar sem a ajuda do Criador.

Não se trata de trazer sofrimento para nós mesmos. Estes não são estados ruins. O mal é aquilo que vem sem a nossa preparação prévia, aquilo que vem do caminho do sofrimento. Mas eu vou pelo caminho de apressar a Luz – Achishena – e desperto: “Eu desperto o amanhecer”. Eu mesmo quero sentir a escuridão e o crepúsculo porque desenvolvo um gosto por eles. E sem isso, eu não tenho sabor, como uma comida sem gosto, sem sal e pimenta.

Este é um estado positivo, não negativo, onde parece que o chão sob seus pés está desaparecendo, o medo prende você, sua cabeça está turva e toda a base se foi. Junto com isso, em algum lugar em um canto distante da mente, eu entendo que isso vem apenas para me ajudar, e é por isso que me regozijo. Este não é o caminho do sofrimento – juntos, despertamos o amanhecer. Precisamos limpar o espaço que o Criador preencherá. No momento seguinte, o medo novamente me envolve.

Se o medo do futuro desperta dentro de mim e, junto com ele, eu entendo que tudo isso é feito pelo Criador para me aproximar Dele, e eu me agarro a Ele, eu justifico meu estado e meu medo por pouco tempo. O principal é que eu alcancei a adesão com o Criador, e vejo que o ponto de tudo que ocorreu estava Nele.

Eu novamente perco rapidamente a conexão com o Criador, e novamente sou um recém-nascido que perdeu sua mãe, que olha ao redor e não a vê em lugar nenhum. Esta é uma abordagem egoísta, mas já é a demanda certa para o Criador.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 24/06/18, Preparação para a Convenção na Itália 2018
1 minuto 20:30

É Possível O Diálogo Com Os Mundos Superiores?

laitman_551Pergunta: Você diz que não há nada além da pessoa. A realidade está na pessoa e tudo acontece dentro dela. Ela não vê nada neste mundo exceto a si mesma. Tudo o que acontece ao meu redor sou eu, retratos dentro de mim.

De que forma existe o diálogo entre os mundos externos, incluindo os mundos superiores e a humanidade?

Resposta: A humanidade é uma massa egoísta que deseja receber satisfação egoísta a cada instante.

Através do método de duas influências opostas, dar e receber, a Luz superior gradualmente desenvolve a humanidade em diferentes sensações e direções, a fim de lhe dar a maior possibilidade de perceber o Criador. Por enquanto, a humanidade está em tais reviravoltas.

Pergunta: Isso é chamado de diálogo com o Criador?

Resposta: Não há dúvida de qualquer diálogo aqui. Quando você trabalha com um desejo, conhece automaticamente seu resultado.

A força superior não tem segredos. É sabido de antemão: se eu agir dessa maneira, vou conseguir isso como resultado; se agir de outra maneira, vou conseguir um resultado diferente. Assim, a humanidade teve que ser levada através de milhões de anos de desenvolvimento para que finalmente percebesse: “Por que estamos sendo estimulados?” – Para levar a uma certa reação.

Pergunta: Em que medida o passado de uma pessoa e da humanidade afeta o diálogo entre nós e os mundos superiores?

Resposta: Tudo se sobrepõe. Portanto, não precisamos conhecer o passado: nem a paleontologia, nem a história, etc. Precisamos saber a cada momento do tempo como podemos definir o Criador através do grupo.

Da Lição de Cabalá em Russo 11/02/18

O Amor De Deus E O Amor Do Homem

laitman_252Se nos esforçarmos pela unidade a fim de cumprir o pensamento do Criador e trazer a criação à correção, veremos que não podemos fazer isso sozinhos. É por isso que nos voltamos à força superior com uma oração, elevamos MAN e, em seguida, como resposta à MAN, recebemos o poder pela unidade.

Nessa unidade, que é alcançada com a ajuda da Luz que reforma chamada Torá, nós começamos a revelar a vida espiritual, o grau superior, o Criador; isto é, a força superior de doação e amor se revela dentro da conexão correta entre as partes da alma coletiva. E nós revelamos o poder de unidade e Luz que é 620 vezes maior; em outras palavras, o Criador nos é revelado 620 vezes mais poderosamente do que antes e é por isso que podemos finalmente perceber, sentir e nos conectar a Ele.

Se não temos grande necessidade de correção e nossa proximidade com o outro não alcança a força necessária para atrair a Luz que reforma, não receberemos a Torá. A Torá é um poder especial de Luz, que age em nossos esforços pela unidade quando desejamos muito, mas ainda assim descobrimos que não podemos alcançá-lo.

A diferença entre o desejo e a realidade que desencadeia a dor e uma tremenda necessidade de correção em nós é chamada de MAN (águas femininas). Em outras palavras, a grande diferença entre Malchut (a propriedade feminina) e Bina (água) é revelada. Nós queremos muito nos unir, subir ao nível de Bina, mas nos encontramos no nível de Malchut. E esse abismo desencadeia uma reação do Criador, a força superior, a Luz que reforma, que age no abismo que descobrimos entre Malchut e Bina, entre nosso desejo natural de receber e nossa aspiração de estar em doação.

Se descobrirmos esse abismo entre nós, poderemos revelar a Luz superior, que agirá sobre ele. A luz corrige o abismo e o preenche com a Luz da unidade. Nossos desejos se unem e o Criador é revelado dentro deles.

Se não pudermos descobrir esse abismo com força suficiente, isso significa que estamos no nível dos “patriarcas”, aos quais a Torá ainda não havia sido dada, isto é, no estado anterior à correção. Nós continuamos a existir apenas graças ao apoio da força superior, que aguarda o momento em que poderemos progredir sob o nosso próprio poder. Este é um estágio curto no caminho para a correção, que precisa ser concluído o mais rápido possível.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá, 26/06/18, Lição sobre o tema “O Amor de Deus e o Amor do Homem”

Do Desamparo Ao Clamor Ao Criador

laitman_221.0Existem vários exercícios para chegar a uma oração ao Criador. Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que, na verdade, já temos uma conexão com a força superior e existimos no campo de sua ação.

Caso contrário, somos como crianças que, em sua ingenuidade, não suspeitam que a mãe as vigie constantemente e pense que estão sozinhas. O grupo deve constantemente nos dar a sensação de que existimos no campo de força do Criador.

Na realidade, o Criador preenche o mundo inteiro, mas esta experiência está escondida de nós. No entanto, os amigos, o grupo, são capazes de nos dar essa sensação. E mesmo que eu mesmo não sinta minha dependência do Criador, não sinta Sua influência a cada momento, pela qual Ele assegura minha existência, me corrige e me guia, o grupo pode despertar essas sensações dentro de mim.

Nós precisamos mostrar ao nosso amigo que ele tem uma conexão com o Criador, e isso é o principal – tudo o mais é apenas um meio de apoio. Isso nos leva à sensação de nossa dependência da força superior, a princípio egoisticamente, para nós mesmos, para torná-la melhor para nós. No entanto, eu começo a pensar em torná-la melhor para nós, porque é impossível despertar o Criador sozinho, mas apenas em uma dezena.

Quanto mais dezenas começarem a trabalhar assim, maior será a nossa força e nossa chance de despertar a força superior. Nós vamos sentir como o Criador se aproxima de nós. É assim que gradualmente desenvolvemos nossos sentidos; este é o trabalho de toda a nossa vida, todo o nosso desenvolvimento espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 26/06/18, Lição sobre o tema “Do Desamparo ao Clamor ao Criador”

Consciência Do Mal

laitman_260Nós devemos procurar tais mudanças que nos levarão à consciência do mal, à escuridão entre nós. O que significa que “despertamos o amanhecer” (a escuridão antes do amanhecer)? Eu revelo a escuridão, a deficiência em nossos relacionamentos, que eu não havia visto antes por causa da força de velhos hábitos.

Mas eu fiquei desconfortável como resultado das mudanças que foram feitas. Isso não significa, no entanto, que eu tenha desistido, que não venha mais. Ao despertar o amanhecer, nós criamos o lugar para a oração, aprendemos a nos voltar ao Criador. É a única coisa que precisamos: esclarecer a deficiência relacionada ao caminho, então pedimos, exigimos a correção do Criador, para que Ele nos avance.

Nós nos encontraremos em tais estados que não podemos mudar ou corrigir por nós mesmos. Mas descobriremos exatamente o que precisa ser corrigido, o que está acontecendo conosco. No caminho de “apressar o tempo” (Achishena), devemos procurar nós mesmos a escuridão, como o velho encurvado que anda e procura como se tivesse perdido alguma coisa. Precisamos despertar o amanhecer, aprender a andar sozinhos, como uma criança aprende a dar seus primeiros passos.

O objetivo é fazer uma oração ao Criador por ajuda. Nós podemos acelerar isso se atrairmos o amanhecer, revelando a escuridão antes da Luz, a deficiência. O sentimento da deficiência já é uma oração e pode se tornar tão forte que recebemos uma resposta do Criador e entramos em diálogo com Ele, como está escrito: “Eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim”.

Este é um estágio novo e muito importante: ensinar-nos a relação correta com o destino e o uso correto da força superior. Este é o caminho pelo qual entramos no trabalho em Aquisena, quando não somos mais apenas puxados para a frente ou empurrados por trás, mas nós mesmos iniciamos e formulamos nossos passos.

Mudanças revelam o problema que estava oculto internamente. As deficiências habituais tornam-se invisíveis e é por isso que não têm chance de correção. Mas quando esses distúrbios são repentinamente revelados, provocam uma oração ao Criador por ajuda, à qual há uma reação vinda de cima. Nós elevamos MAN ao Criador e recebemos MAD Dele. Estas já são ações que nos conectam com o Criador, revelando o contato com Ele.1

Da Lição Diária de Cabalá, 26/06/18, Preparação para a Lição
1 minuto 5:55

Derretendo Os Corações Em Um

laitman_284.03Todas as realizações de ontem devem se transformar na descida de hoje, senão não estou avançando. Eu coloco um pé à frente e avanço porque este mesmo pé fica atrás de mim. Então, novamente, dou um passo à frente com o outro pé e me movo de modo que ele fique novamente para trás. Portanto, se hoje eu acordei de mau humor, se a lição de hoje não me excita, não causa a mesma queima de antes, eu tenho que entender que isso é um sinal de avanço. É exatamente assim que avançamos.

Portanto, estou feliz por ter recebido um fardo do coração e por não estar tão excitado quanto uma criança pequena ou um principiante que acaba de descobrir a Cabalá. Agora preciso alcançar pelo menos o mesmo despertar de ontem, mas já pelo meu próprio trabalho e não como um presente de cima que recebi antes.

Eu deveria constantemente me examinar se trabalho no despertar, na importância da meta, no significado da conexão que deve se tornar um ponto central da realidade para nós, e no meu anseio por isso. Tudo isso é trabalho, mas estou feliz porque, se é difícil para eu trabalhar hoje, é sinal de que fiz um bom progresso ontem. Cada momento eu me examino se posso alcançar pelo menos o mesmo despertar de ontem, mas por meus próprios esforços.1

Tudo depende da nossa atitude em relação à centelha espiritual. Quando sentimos que ela se extingue, nos puxa para baixo ou quando nos eleva, temos a oportunidade de permanecer independentes dela e determinar por nós mesmos em que estado esta centelha estará em nós. Se a usarmos corretamente, ela sempre nos puxará para frente.

A centelha é a nossa conexão com o Criador, com a realidade espiritual. Não importa se esta conexão é positiva ou negativa, o principal é que ela existe! Precisamos ser gratos pelo estado ruim como pelo estado bom. Ao contrário, quando a centelha se apaga, o Criador me dá a oportunidade de iluminar sozinha e de me inspirar.2

O desenvolvimento no mundo corpóreo também requer ultrapassar conquistas anteriores, se você quiser avançar. Acontece assim em qualquer lugar. Então, por que é tão difícil aceitarmos isso no avanço espiritual, a realização de ontem se transforma na descida de hoje, em um passo do qual precisamos nos elevar?

No desenvolvimento corpóreo, isso é percebido como um processo natural; afinal, somos empurrados para a frente pela força do egoísmo. No entanto, na espiritualidade, é muito difícil aceitar esse princípio porque precisamos avançar pela fé acima da razão, pelo despertar espiritual, não egoísta.

Mesmo que o ego não veja nenhum benefício para si mesmo, nenhum futuro, apenas escuridão, e não nos empurre para frente, devemos de alguma forma nos esforçar, encontrar motivação espiritual.

Isso só é possível na dezena, através da nossa união. Se todos os outros, exceto aqueles que estão em descida, conectarem seus pontos no coração acima do ego, pisando nele e se relacionarem com o amigo dessa maneira, eles lhe darão força espiritual.

Depois de descobrir que um dos amigos está em descenso, os outros nove intencionalmente revelam seu egoísmo e reduzem seu valor a um mínimo, enquanto elevam sua conexão, os pontos no coração, o propósito da criação e o Criador, para cima. Então, esta lacuna entre a conexão no grupo e sua desconexão, entre a apreciação da espiritualidade e o desrespeito a ela, fornece a pressão com a qual eles afetam o amigo caído, dando-lhe força espiritual. Ele é despertado por essa força e pode usá-la para avançar e incorporar-se à dezena. De fato, através de seu descenso, ele se tornou uma razão para a ascensão comum.3

Se um amigo foi nocauteado, como os outros podem ajudá-lo? Persuasão simples e tentativas de inspirá-lo ainda não são trabalho espiritual. É assim que apoiamos uma pessoa esgotada no mundo corpóreo. A força espiritual é a fé acima da razão, doação acima da recepção, Bina acima de Malchut, a distância entre esses dois pontos. Durante a descida, esses dois pontos se encontram e a lacuna desaparece; não há para cima e para baixo, tudo é cinza.4

Quando um amigo está em descenso, nós o apoiamos e começamos a influenciá-lo a partir da lacuna entre nosso ponto espiritual coletivo e o ponto corpóreo que existe dentro de nós. Nós lhe falamos sobre nossa percepção da elevação espiritual, sobre sua singularidade e exaltação, em comparação com o ponto corpóreo.

Para isso, primeiro de tudo precisamos alcançar acordo, conexão e compreensão mútua. Então de nossos nove pontos de Bina e nove pontos de Malchut, nós doamos a nosso amigo e o revivemos. Através dessa lacuna, atraímos a Luz que reforma e a transmitimos a ele: ele se junta a nós e juntos ascendemos ao próximo grau.

Então, quem salvou quem? A ascensão espiritual sempre acontece assim. De acordo com o sistema geral, o Criador escolhe a quem dar uma descida em dado momento do tempo, a fim de avançar todo o grupo através dele.5

O amigo caído não pode se elevar sozinho, como se morresse ou estivesse na prisão, acorrentado por seu egoísmo. No entanto, seus amigos vêm e o salvam. Mesmo as palavras em si não são tão importantes; o principal é conectar nossos pontos onde a grandeza do Criador, o grupo e os pontos de compreensão da humildade do desejo de desfrutar são sentidos.

Se houver tal acordo entre os nove amigos, o décimo amigo, sem dúvida, receberá um despertar. Ele não pode evitar isso porque eles são as nove primeiras Sefirot e ele é Malchut. Se ele agora recebe uma descida, não pode fazer nada sozinho, e eles, pelo contrário, podem fazer tudo. Então eles o usam como alavanca porque naquele momento ele é a nova Malchut do grupo.6

No trabalho espiritual, há sempre uma diferença entre o bem e o mal do ponto de vista egoísta e a diferença entre bem e mal espiritual. Eu preciso criar a lacuna entre eles: até que ponto o meu desejo de estar dentro do egoísmo é inferior ao meu desejo de estar em doação, em adesão com o Criador através do grupo.7

O amigo caído recebe o despertar dos outros nove amigos conectados juntos, porque eles multiplicaram sua força 620 vezes através da Luz da unidade. Esta não é apenas uma força vezes nove, mas uma força multiplicada por nove vezes 620. Com essa força, elas o influenciam e ninguém pode resistir a uma força tão poderosa.8

Ao ajudar o amigo, permitimos que ele sinta a diferença do valor da espiritualidade em comparação com a corporeidade. Nós concordamos que, de fato, existem problemas corporais, mas eles são insignificantes ao lado da espiritualidade e da nossa conexão através da qual nos conectamos com a força superior, com a eternidade e a perfeição.

Anulando-se e conectando-se para ajudar o amigo, geramos uma força espiritual de doação. Então nossos nove pontos de Keter e nove pontos de Malchut se conectam e temos uma grande Keter e uma grande Malchut, e uma grande diferença entre elas na medida em que Keter está acima de Malchut. Com essa lacuna influenciamos o amigo e o revivemos.

É a conexão que transforma nossa influência de corpórea em espiritual. Afinal de contas, fazemos isso pela meta espiritual e construímos um Kli espiritual de nove egoístas. A lacuna influencia o amigo e o reforma.

Ela funciona como um balanço: um desce e depois o outro. Todo o tempo alguém está abaixo e todos os outros estão acima, oposto a ele, ajudando-o, e assim todos se elevam. Nós recebemos essas oportunidades para avançar de cima.

A lacuna que desperta o amigo é a diferença entre a soma de nove Keters e nove Malchuts que estão nos nove amigos, a diferença entre o valor da espiritualidade e o valor da corporeidade: a grandeza do Criador em relação à grandeza da criação, este mundo, nosso egoísmo.

O amigo caiu porque sua Keter e Malchut se fundiram e ele é deixado apenas com um ponto de existência animal. Somente no nível de humano existe uma diferença entre Keter e Malchut, entre a grandeza do Criador e a grandeza da criação. Se essa diferença não existe, nós levamos uma existência animal.9

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 18/06/18, Lição sobre o Tema: “Derretendo Os Corações Em Um Só Coração” (Preparação para a Convenção na Itália 2018)
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