Textos na Categoria 'Lição Diária de Cabalá'

A Escada Que Cresce Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós precisamos sentir a quebra paralela antes de cada novo nível?

Resposta: Claro, caso contrário nós não seremos capazes de nos elevar a ele. Ao recebermos desejos corruptos, nós os corrigimos e construímos o próximo nível corrigido a partir deles.

Este novo nível nunca existiu antes; nós estamos criando algo que é totalmente novo. Nós só recebemos o material e construímos novos passos a partir dele. Isto é porque nós evocamos a Luz de NRNHY em todos os mundos, embora para nós, eles só tivessem a fraca luz de Nefesh. Afinal de contas, nós trazemos nossos desejos e esclarecimentos para ela. Nós adicionamos o nosso desejo de receber egoísta ao desejo de doar, evocando e corrigindo-o.

A corrupção é revelada em nós, e nós a corrigimos. Agora, nesses desejos, que são obtidos a cada vez e que se tornam 620 vezes maiores do que o desejo que foi criado durante a descida de cima para baixo, nós recebemos a Luz que Reforma e depois a Luz que preenche o vaso.

Não importa o nível que eu estou. Suponha que estou no nível 30 desde baixo; eu vou receber uma Luz que é 620 vezes mais forte que o próprio nível, porque estou adicionando meu desejo, o anseio espiritual, o meu trabalho. Isto é o que acontece em todos os níveis.

Da 3ª parte da Lição Diária da Cabalá 15/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Levado Pelas Mãos Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso avançar para a doação se minha aspiração é egoísta, em meu próprio prazer, decorrente deste mundo? Afinal, eu não posso fazer isso de outra maneira.

Resposta: Não se preocupe com isso, pois você tem tudo que precisa para o avanço espiritual: um grupo no qual concretizar o seu desejo pela espiritualidade, onde a Luz (Criador) é revelada. O que mais você poderia precisar? Você tem um sistema que o ajuda a crescer, como uma família carinhosa!

Você recebe o apoio do nosso grande grupo mundial, de muitos amigos. Além disso, o mundo inteiro em geral o apoia, revelando sua inutilidade a cada dia que passa. Estas condições são tão favoráveis que nós realmente não temos nada a reclamar. É até um pouco perturbador. Será que somos realmente tão impotentes que nos deve ser mostrado claramente a destruição do mundo egoísta para nos convencermos de que não há outro caminho, senão esse? Isto fala à nossa fraqueza e à completa incapacidade de resistir ao nosso desejo de desfrutar; assim como mostra como somos pequenos, pobres e vazios.

Nos tempos do Baal HaSulam, o mundo cresceu, perseguindo prazeres e riquezas, aspirando desenvolver a ciência e novas tecnologias. Mas hoje o mundo sente só decepção, como se estivéssemos sendo deliberadamente apoiados em nosso caminho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Luz Real Para O Dinheiro Falso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós vamos aprender a atrair a Luz para nos corrigir?

Resposta: A diferença entre o nosso estado e os graus espirituais é que mesmo vivendo numa mentira (o egoísmo), nós podemos atrair Luz até nós a partir daí. Você não pode fazer isso num nível espiritual, porque lá tudo obedece a leis simples: você já está dentro do sistema e recebe apenas o que tem direito, de acordo com o local e estado.

Mas nós temos concessões em nosso mundo. E mesmo que pensemos que é cruel para nós, é muito gentil conosco. Nele, nós somos como crianças, que podem gritar e falsamente exigir coisas que não têm direito, e recebê-los apesar de ter sido uma mentira.

Este é todo o significado da existência do nosso mundo. Eu não quero entrar em contato com meus amigos quando estou em meu egoísmo normal e regular. Mas eu os abraço, me sento com eles, tento me conectar e alcançar a união. Apesar de tudo isso ser construído sobre o egoísmo absoluto e haver somente isso aqui, é como uma brincadeira de criança numa caixa de areia ou com lego, que ela usa para aprender. Como resultado dos meus esforços, de repente eu adquiro a mente, a percepção e a sensação apropriada, eu começo a crescer, eu adquiro certa compreensão e definições.

Mas, principalmente, meus jogos tornam-se muito mais próximos da realidade, e pouco a pouco eu aprendo a me conectar com os outros, anulo-me, produzo, estudo, leio as fontes principais e atraio a Luz. Então, de repente eu começo a sentir a importância da doação e acredito que há realmente algo nela.

O mundo externo também está nos ajudando nisso com sua crise e sofrimento, porque já é difícil invejar quando você vê o estado em que se encontram os egoístas normais deste mundo. Este mundo é realmente um achado para nós. Todos os outros graus já são um sistema; apenas este mundo é um lugar único. Por isso, toda a liberdade de escolha é revelada especificamente nesse grau mais inferior. O nosso trabalho reside em sempre escolhermos no escuro.

Então, nós teremos outro trabalho: analisar a qualidade da conexão, quando estamos constantemente aumentando nossas “qualificações” espirituais, acrescentando detalhes à medida que estamos revelando a riqueza da manifestação do Rei, Sua revelação. Mas ninguém vai nos dar mais concessões, como agora.

É por isso que este período de preparação é tão longo, desgastante, e simplesmente se arrasta, porque depois nós vamos usar todo o grau deste mundo no resto da escada. É exatamente por isso que podemos corrigir todos os 125 graus apenas vivendo neste mundo. Ainda mesmo no último grau, eu devo primeiro sentir que estou no meu estado mais inferior possível, o estado do “comerciante no mercado”.

Eu não estou falando do mundo físico, de certa realidade especial que está sendo estabelecida no meu cérebro. Eu devo sentir que estou completamente separado dos outros nela, mas ao mesmo tempo atraio a Luz com diferentes esforços falsos para me conectar.

Eu também precisarei desse grau corporal, mesmo quando estiver nos níveis superiores do mundo de Atzilut. Sem ele eu não serei capaz de corrigir o verdadeiro ponto da criação, “criado a partir do nada” (Yesh Mi Ain). É impossível unir-se com o Criador sem acrescentar a cada grau a separação que você experimentou entre este mundo e todos os mundos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, O Estudo do Dez Sefirot

Uma Mudança Interna

Dr. Michael LaitmanO simples fato da pessoa estudar de acordo com o método da educação integral a muda de tal forma que o seu paradigma e seus sentimentos mudam o mundo em que vive, e ela sente o mundo como um lugar totalmente diferente. Nós podemos dizer que criando um mundo imaginário para uma pessoa, podemos mudar os seus parâmetros internos naturais e psicológicos. No geral, hoje nos desenvolvemos de forma absolutamente bestial e vemos que não podemos continuar existindo desta forma. Isto significa que podemos mudar o mundo apenas pela nossa percepção, e é isso que estamos fazendo.

Aqui nós já começamos a sentir que uma mudança interna real e profunda está ocorrendo na pessoa, e podemos ver como ela muda internamente e todo o mundo se torna diferente. A vida é basicamente um sentimento de algo que realmente não existe, é simplesmente como você sente.

Portanto, nós temos que constantemente realizar um trabalho psicológico muito sério nos workshops, travar relações em nossos sentimentos, nas definições: O que realmente significa isso, de forma relativa e objetiva, o que é a sociedade, quem sou eu, e qual é o status ao qual devemos nos agarrar, uma vez que tudo está mudando constantemente e é muito vago? De repente o mundo e eu nos tornamos algo que é indefinido, dependente, e onde você pode levar uma pessoa na direção que você deseja: Onde estamos?

Nós temos que ter esse sentimento, porque por um lado ele se relaciona com as opções que a pessoa tem. Por outro lado, esses sentimentos devem ser livres, e a pessoa deve sentir que pode mudar o mundo e a si mesma e conectar-se a outros. Os outros também percebem que este mundo é realmente uma pequena imagem que congelou na nossa imaginação, na nossa impressão, e que pode ser alterada.

O importante é retratar a imagem certa para uma pessoa e o que deveria ser: a saída total de si mesma para fora e a sensação da força única da natureza, que é a força de doação e o amor, de bondade e cooperação mútua. Quando nós estabilizarmos esta imagem, este sentimento, na mente de uma pessoa e a sociedade a apoia, nós começaremos a mudar sem medo, e haverá realmente uma transição interna da percepção egoísta da realidade (em mim), para a percepção externa (a partir de mim).

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

125 Graus

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os 125 graus?

Resposta: Todo o seu desejo de receber é dividido em 125 graus de espessura (Aviut): quão cruel e rígido você pode ser no nível zero que dificilmente é revelado, como um mosquito, até uma besta selvagem no nível de menos Ein Sof (Infinito) .

Estes são os 125 graus que contamos do nosso estado até o mundo de Ein Sof. Cinco mundos vezes cinco Partzufim vezes cinco Sefirot, é assim que Ha-Va-Ya-H é dividido.

Nós temos que corrigir todo esse desejo de receber. Ele desperta em outra parte dos 125 graus, cada vez sendo adicionado a você, e você tem que corrigi-lo. Portanto, você sempre sente uma escuridão crescente e a corrige, e desta escuridão você atinge a “vestimenta de Hassadim“, onde você descobre a Luz. A escuridão é a mesma Luz, mas sem a vestimenta de Hassadim.

Primeiro, no mundo de Ein Sof, a Luz não precisa da vestimenta de Hassadim. Porém, mais tarde, depois que Malchut de Ein Sof decide que receberá apenas para doar, a Luz desaparece e ilumina, o que significa que é despertada no vaso, (já que na verdade não desaparece de todo, mas apenas dizemos que ela o faz), só na vestimenta de Hassadim. Conforme a vestimenta, você recebe a Luz. É como se você tivesse certa lâmpada e de acordo com a sua força você descobrisse o poder da Luz que recebe.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/12, O Livro do Zohar

Olhando Para Nós Mesmos, Os Estranhos, A Partir Da Linha Média

Dr. Michael LaitmanPor que o Criador criou tudo de forma tão estranha? Ele construiu um palácio, convidou todos os Seus convidados queridos e, em seguida colocou guardas e policiais ao redor do palácio que estão testando e verificando os convidados, não os deixando passar e causando-lhes dor e sofrimento. O Criador sabia de antemão quem seria leal a Ele, quem O amaria e quem não?  Por que o Criador rejeita todos nós? É assim para que somente aqueles que conseguem superar todos os obstáculos passem, a fim de provar sua lealdade e prontidão?

A questão é que é nessa luta que o nosso desejo é formado; um vaso para receber a satisfação no palácio do Rei é construído e estabilizado. Caso contrário, como poderíamos ser capazes de construir o vaso? Afinal, ele não nos foi dado de antemão pelo Alto. Se não podíamos passar sem uma razão, isso teria que ser justificado? É como se eu ansiasse pelo Criador com todo meu coração, e aqui alguns guardas me jogassem montanha abaixo.

O ponto é que eu sou totalmente oposto aos atributos necessários para atingir o topo da montanha. Eu não sou a pessoa que eu deveria ser para me tornar um hóspede no palácio do Rei. É apenas graças aos guardas que eu mudo constantemente, ao me tornar cada vez mais adaptado.

Estas forças, certamente, são retratadas no meu ego como guardas naus e cruéis que não me deixam passar. O Criador é o mais cruel de todos eles, porque Ele é o único que colocou todos estes guardas e policiais. Ele criou a minha inclinação ao mal e todos os problemas e sofrimentos que se relacionam com ela. É como se Ele tivesse dado à luz uma criança pobre, doente e em vez de sentir pena dela. Ele mesmo batesse nela, como se a criança fosse culpada de alguma coisa.

Aparentemente, todas as nossas queixas são justificadas, mas a questão é que a única maneira de construir o vaso correto é com a ajuda dos atributos certos que nós recebemos, que não temos desde o início. Assim, a abordagem correta é dividir-me em dois. De uma perspectiva você vê o que há em seu desejo egoísta. A partir de uma segunda perspectiva, você vê o que há em seu desejo de doar, em sua ânsia de se parecer com o Criador, ou seja, de acordo com a subida da montanha, no topo da qual existe o palácio do Rei.

Seguir estas duas perspectivas chama-se “linha do meio”. Com relação ao seu desejo de receber essa é a maneira mais terrível na qual não há justiça, mas apenas o oposto! Você não será capaz de justificar o desejo de doar ou apoiá-lo tanto. Isto é porque nós devemos nos esforçar em ambos os lados, tanto do lado do ego quanto do lado da aspiração pela doação.

O importante é que você está olhando para estes dois pontos de forma independente, a partir de uma zona neutra. É como se você subisse a Keter e de lá você estivesse assistindo a esta máquina, como o Criador. Ela não pertence a você, mas é sua somente se isso ajuda você a se parecer com Ele. Graças a ela, você pode se tornar semelhante a Ele, chegar à adesão com Ele, e olhar para tudo como um meio para alcançar isso.

Assim, você pode justificar, compreender e passar por todas esses testes “acima da razão”: tanto como egoísta bem como aquele que doa. Isto porque a doação também é totalmente baseada na recepção.

Você quer se aderir ao Criador em vez de estar consetado ao seu desejo de receber. O desejo de receber é apenas uma ferramenta para você alcançar o Criador. Com a ajuda da Torá (a Luz que Reforma) você tem que transformar essa inclinação ao mal em uma inclinação ao bem com a qual você irá se aderir ao Criador.

Para se aderir ao Criador, você precisa da inclinação ao bem, mas para que esta inclinação ao bem seja capaz de ajudá-lo a se aderir a ela, você deve abordá-la a partir da inclinação ao mal usando a Torá. Toda a criação foi criada para alcançar a adesão com o Criador. A partir desse ponto de adesão, que queremos alcançar, temos que olhar todo o processo pelo qual estamos passando. Então, você vai se desprender da perspectiva egoísta e não vai olhar para si mesmo através do seu desejo de receber, através do seu ego. Você vai sempre estar acima dele e olhar para ele de fora, como um meio para atingir a meta.

É por isso que é tão importante elevar constantemente a grandeza da meta, o Criador, o grupo e os amigos. Porque isso vai ajudá-loca se relacionar com todos como com as ferramentas.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Como Falar Sobre Um Mundo Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil manter a intenção correta ao ler o Estudo das Dez Sefirot (TES) que ao ler O Zohar?

Resposta: A questão é que precisamos de uma linguagem para explicações. Afinal, não há palavras no mundo espiritual e os Cabalistas tem que usar a linguagem dos ramos, que nos confunde.

A linguagem dos ramos é boa para aqueles que já estão no mundo espiritual. Se eu estou acima da Machsom (barreira), eu não tenho problema com a compreensão, não importa a linguagem da explicação. Isso é porque eu realmente sinto este mundo, eu o entendo e percebo no nível dos 125 graus ao qual eu ascendi. Eu vou entender o que está acontecendo a partir da explicação da mesma forma que entendo um conto sobre este mundo com o qual estou familiarizado.

How To Speak About An Unfamiliar World

Mas se eu estou abaixo da Machsom, eu sou incapaz de compreender a linguagem alegórica dos ramos. É mais fácil para eu entender a linguagem do TES, que fala em termos técnicos e usa definições espirituais, nomes das Luzes, Sefirot, Partzufim, e as alturas dos níveis. Eu posso entender isso de alguma forma; pelo menos é claro para mim que o grau 120 é menor que o grau 125, e Nefesh é menor do que Ruach.

Mesmo que eu não entenda o que é isso, eu ainda posso de alguma forma comparar e avaliá-los. E isso é muito importante. Mesmo que eu não sinta esses conceitos em meu coração, eu posso, pelo menos, separá-los em níveis em minha mente: Reshimot Dalet/Gimel, Gimel/Bet, Partzufim AB, SAG, MA, BON.

Aqui qualquer um pode ser sábio se estudou o material. Mesmo que não tenha atingido praticamente nada, ele ao menos aprendeu a terminologia e pode explicar-se. É por isso que ele é tão necessário para nós e não seríamos capazes de expressar alguma coisa sem ele. Afinal, os Cabalistas devem estabelecer certa conexão conosco, a fim de usá-lo para atrair a Luz que Reforma sobre nós.

Eles precisam de certo fio que os conecta conosco para serem capazes de derramar constantemente um medicamento sobre nós através dele. Caso contrário, não conseguimos nos conectar a eles, porque eles estão em outro mundo que está separado de nós. Nós não vemos os canais pelos quais a informação flui até nós.

Os Cabalistas criam esse canal, contando-nos sobre os Partzufim AB, SAG, MA, e BON. À medida que nós os estudamos teoricamente e estabelecemos uma conexão externa com eles, basicamente sem qualquer entendimento, mas apenas repetindo obedientemente as palavras depois deles, desta forma nós expressamos nosso desejo de receber o medicamento a partir deles, a Luz da correção, e é por isso que nós a recebemos. Mas esta conexão é necessária.

Se os Cabalistas, em vez de falarem a linguagem do TES (Talmud Eser Sefirot – O Estudo das Dez Sefirot), falam a língua do Tanach, você imediatamente imagina que eles estão falando deste mundo e que você entendeu tudo. Este é todo o problema. As pessoas não entendem que a lenda pertence ao mundo espiritual, às ações de doação (chamada de Bina Sagrada, a qualidade de doação), e elas a atribuem a este mundo, que gera todas as religiões e crenças.

No entanto, à medida que as noções de grupo, conexão e disseminação se aproximarem de você, você vai sentir que o material no TES está se tornando mais claro. Você nunca será capaz de compreendê-lo apenas teoricamente com sua mente. Você pode memorizar todas as palavras, mas não vai avançar mais do que isso. Se a pessoa deseja avançar através da realização sensorial dentro de seu desejo, ela não vai entender o TES até conectá-lo a certa correção pessoal já atingida. Já antes da Machsom, ela vai começar a perceber o significado interno das noções, e se tornará mais fácil para ela estudar.

Quando uma pessoa avança corretamente, a realização vai da sensação à mente. É por isso que não é preciso ter uma grande mente para aprender. O conhecimento teórico não está de forma alguma ligado ao avanço espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Descida É Apenas Na Subida!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos tratar o grupo melhor e trabalhar juntos de forma mais eficaz, a fim de minimizar nossas descidas?

Resposta: É impossível evitar as descidas. Nós temos que senti-las plenamente, mas com a condição de que nos elevemos constantemente acima delas. Isso significa que eu tenho que sentir a descida na subida! Isso significa que eu não sinto o “negativo” em si, mas sim o “negativo” na medida em que tenho que subir acima dele até o “positivo”.

É semelhante à técnica na qual não medimos o resistor em si, mas apenas a sua resistência à corrente eléctrica. É assim que o medimos. Medimos o fenômeno em si e não a essência do objeto onde isso ocorre, porque o fenômeno em si é inatingível.

Portanto, nós sempre almejamos subir, e em relação a isso nós medimos nossas descidas. Nós estamos constantemente nos elevando acima delas. Eu perguntei sobre isso no workshop durante a Convenção em Nova Jersy: “De onde vem a inclinação ao bem?”. Ela não existe por si só, já que o Criador não criou duas inclinações diferentes. Quando nós corrigimos a inclinação ao mal, ela se transforma na inclinação ao bem. As duas inclinações numa pessoa indicam que ela conseguiu transformar parte de sua inclinação ao mal na inclinação ao bem.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

Como Você Pede A Luz?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Estou tentando pedir a Luz através da conexão com o grupo, mas como exatamente devo pedir?

Resposta: Peça a conexão. Nós nunca sabemos como pedir a Luz, não sabemos como orar. Toda vez que nos voltarmos ao superior, deve ser com um pedido preciso. Tudo que a pessoa tem que descobrir é o que ela quer do superior. Mesmo que você queira as piores coisas, dirija-as ao superior. Se você as dirige ao superior, você começa a corrigir gradualmente o seu pedido e faz isso corretamente.

Isso é chamado de “esclarecimentos”, como toda a escada dos degraus espirituais. Nós começamos querendo “engolir” a todos. Portanto, volte-se ao superior com isso, seja consistente e, graças à Luz que Reforma, você vai entender o que é bom e tudo vai mudar. Não pense que pedir algo já lhe torna um justo. Mas volte-se para o superior!

É assim que nós começamos a nossa vida neste mundo. Olhe para um bebê, como ele é sujo quando nasce, como ele suja as fraldas. Mas diz-se: “A mãe virá e limpará seu filho”.

Apenas faça o que puder, mas de forma persistente e constante! Então você vai avançar! O tratamento do superior pode ser gentil e suave, e pode ser rígido e resistente. Mas esta é a única maneira das mudanças ocorrerem na parte inferior. A principal coisa é ir em frente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

A Reserva Comum De Energia Espiritual

Dr. Michael LaitmanNão importa o quão difícil pareça ser a realização espiritual; na realidade, não há nada mais simples. Imagine um sistema que seja completamente unificado, saudável, conectado entre todas as suas partes, nos mínimos detalhes. Tudo funciona em harmonia absoluta e aspira a uma única meta – tudo se destina à conexão, a fazer uma análise comum; em outras palavras, ao Criador que existe entre nós.

Nós O revelamos como uma consequência da harmonia que surge entre nós, através de nossos esforços constantes para nos conectar harmoniosamente. Como resultado do encontro da harmonia dentro de nossos desejos, nós revelamos a Luz que os preenche.

O Criador está em nós! Nós estamos no mundo do Infinito. Portanto, vamos pelo menos revelar o primeiro grau deste estado perfeito, o menor e mais fácil dos graus. Revelá-lo significa corresponder-se a ele, tornarem-se iguais em qualidades, atingir o equilíbrio com a Luz que preenche pelo menos o primeiro grau: Nefesh de-Nefesh de-Nefesh do mundo de Assiya.

Para isso é necessário atingir a igualdade de todas as partes do vaso comum. Mas como isso pode ser alcançado quando a igualdade não pode ser medida? A única coisa que pode ser medido é a diferença entre um e outro, o delta. Mas quando as coisas são idênticas, nós não conesguimos avaliá-las, porque perdemos a escala para medi-las. Como pode duas cores absolutamente pretas ser comparadas, ou como alguém pode comparar branco com branco? Nós precisamos de certa diferença para avaliar as coisas.

No entanto, nós devemos verificar a nossa igualdade, porque se eu não sou completamente igual a outro, eu não posso considerá-lo meu amigo, eu não estou conectado a ele por uma conexão mútua, aberta. É por isso que precisamos de duas qualidades: recepção e doação. Eu devo doar ao grupo como alguém grande em relação àqueles que são pequenos, dando-lhes a grandeza da meta, o reconhecimento da importância do Criador e amigos. Por outro lado, eu devo me rebaixar na mesma medida em relação a eles, a fim de receber a influência e apoio deles, à medida que os percebo como os maiores da geração.

Em outras palavras, eu alcanço o máximo de doação e o máximo de rebaixamento de mim mesmo. Esses dois extremos levam a minha igualdade. Eu não posso construir a igualdade sozinho, apenas considerando-me igual: esta igualdade não vale nada. A igualdade só é revelada como conseqüência de dois estados extremos: o mais alto e o mais baixo.

Quando todos no grupo agem da seguinte maneira: no máximo e no mínimo, dando tudo para o grupo e recebendo a força, o despertar, e a inspiração deles, então, é como se eles estivessem se conectando por um único tubo (canal) aberto. Antes, nós estávamos acostumados a nos conectar uns com os outros através de tubos, através dos quais fluia a energia, mas agora, todos eles se fundem e nós temos um grande lago; um reservatório comum está sendo descoberto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash