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A Grande Migração Das Nações

749.02Pergunta: Multidões imensas de pessoas estão se mudando geográfica e socialmente. O número de migrantes internacionais em 2017 chegou a 258 milhões: mais de 100 milhões superior a 1990. Hoje, quando tecnológica e economicamente o mundo se transformou em uma “aldeia global”, esse fenômeno está se tornando uma ameaça. O que será disso? (Reuters)

Resposta: É difícil para nós vermos um sistema em um “movimento browniano” interminável de imigrantes internacionais. Encontramos explicações políticas, econômicas, ideológicas e conspiratórias para isso.

No entanto, a verdadeira causa está na própria base da existência humana. Suas consequências às vezes nos parecem caóticas e imprevisíveis, enquanto na verdade tudo é muito rigidamente determinado e não há coincidências.

Todas as “coincidências” no mundo são controladas pela lei geral da natureza, segundo a qual os desejos que foram quebrados, previamente destruídos, devem reunir-se harmoniosamente. No entanto, eles devem se reunir apenas de uma forma consciente, por sua própria vontade.

Ao misturar a humanidade, a história nos coloca diante de um novo estágio de desenvolvimento e exige que nos coloquemos em equilíbrio com a natureza. Somos capazes disso? Sim, nós nos misturamos, mas nossa interconexão ainda não está fixa. Está longe de ser harmoniosa.

A humanidade consiste em uma multidão de partes separadas, estrangeiras e opostas, que continuamente ignoram, desprezam e se odeiam. Às vezes, os conflitos levam a derramamento de sangue, e às vezes eles se escondem atrás de sorrisos falsos e slogans.

Mas a essência é uma só: mesmo em comunidades exitosas externamente, somos internamente estranhos uns aos outros. Sob os clichês culturais e civilizados, o mesmo egoísmo ferve, pacificado até certo ponto, mas ainda assim não conquistado. E não importa o quanto nós o alimentemos, ele sempre precisa de mais.

Como resultado, milhões de imigrantes de outras culturas não podem ser totalmente assimilados em novos lugares: eles não se encaixam ou integram, permanecem como estrangeiros, trabalhadores convidados ou desempregados; eles criam seus próprios enclaves, ilhas, pontos focais ou territórios inteiros de anarquia.

A mistura global é um pouco semelhante a um barril de pólvora: ela une várias partes, intensifica a pressão e, por si só, não fornece uma solução fundamental para nosso problema comum.

Então, o que fazemos? A grande migração do século XXI deve ser acompanhada de uma educação adequada. É impossível apenas entrar em um novo mundo – precisamos entendê-lo, aceitá-lo e absorvê-lo. Precisamos aprender a viver juntos nisso. Essa é a ascensão ao próximo grau.

Com o tempo, as ondas de imigrantes crescerão e a sociedade moderna não estará pronta para tal turbulência. As pessoas ainda não aprenderam a interagir corretamente, a fixar seus relacionamentos – ainda não entendemos que as fronteiras abertas por conta própria não garantem nosso sucesso.

Isso faz sentido, já que aqueles que são responsáveis ​​pelo método da boa conexão ainda estão “dormindo”. A nação judaica, os patriarcas da humanidade, que uma vez proclamaram que a unidade e o amor ao próximo eram o maior valor, hoje preferem não notar sua história e herança.

Ao longo dos milênios, os judeus aprenderam como nenhuma outra nação a ser incluídos em outras sociedades e tecer ninhos em novos lugares. Eles simplesmente não têm problemas com isso, embora não tenham ideia de onde receberam esse presente. Consequentemente, o que está enraizado nos judeus permanece inacessível aos outros.

Se o mundo percebesse o papel dos judeus na história, as pessoas entenderiam o que realmente deveria ser exigido deles: unidade. Que os judeus aprendam de novo as leis da comutação, da integração e da mútua doação, e que usem essas leis de forma prática, demonstrando ao mundo inteiro como isso é feito.

Em suma, os judeus precisam se unir uns com os outros, não com os outros. E isso servirá de exemplo para os outros. Um exemplo de uma sociedade unida – multifacetada e unificada – se tornará a solução para uma série de problemas do século XXI. Só então seremos capazes de destravar com segurança as portas das nações e dos corações e começar a viver juntos de acordo com a lei da natureza como uma única e forte família.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/02/18

As Lições Do Holocausto

Laitman_006Nós vivemos em uma época única, uma época em que nos é dada a chance de ter sucesso. Mas não há garantia de que iremos realizá-la. Fomos presenteados desta vez para ganhar força e compreensão de onde estamos e do que precisamos fazer.

Baal HaSulam chama isso de “o tempo das oportunidades abertas para a liberação”.

Essa oportunidade nos foi dada, e todo o nosso trabalho consiste em tentar implementá-la e trazer à vida tudo o que está escrito nos livros Cabalísticos. Ninguém sabe como isso irá resultar no fim. Baal HaSulam escreveu sobre a existência do perigo de que esta chance não seja concretizada e que o Estado de Israel se desfaça. Afinal, existem forças muito poderosas contra nós.

This is because the only condition for the existence of the State of Israel is our unity. Therefore, neither a military power nor America with Trump will help us—no other power, other than the power of our unity.

O Criador organizou esses inimigos para nós, inimigos que possuem paciência, poder, grande quantidade e qualidade. Nós devemos entender que precisamos do poder do Criador para lutar contra eles. Se entendermos isso, vamos vencer. Se não o fizermos, o Estado de Israel não tem futuro.

Isso porque a única condição para a existência do Estado de Israel é a nossa união. Portanto, nem um poder militar nem a América com Trump nos ajudarão – nenhum outro poder além do poder de nossa unidade.

A única questão é saber se a nação de Israel está pronta para ouvir isso e quando ouvirá. Até agora, ela está apenas ficando mais forte em seu orgulho e cada vez mais distante da verdade, cada vez mais distante uns dos outros, e é cada vez mais odiada por todas as outras nações.

Os judeus têm muito orgulho de seu sucesso material, que não tem conexão com sua missão inerente. Os judeus israelenses, europeus e americanos têm seus próprios sintomas particulares da doença, mas todos ainda estão unidos por uma coisa: o ódio das nações que os cercam. Esperemos que este caminho não nos leve a um Holocausto semelhante ao que já ocorreu no passado.

O tempo está se esgotando, desperdiçamos muito dele, e a nação de Israel ainda não mudou internamente para melhor; pelo contrário, tornou-se pior. Não temos ninguém de quem depender a não ser nós mesmos e o Criador. É um problema terrível quando existe a possibilidade de alcançar a correção e completar a nossa missão, mas as pessoas não a ouvem. Apenas 70 anos se passaram desde o Holocausto e suas lições aparentemente já foram esquecidas.

Tivemos a oportunidade de nos unir, de deixar os países onde fomos odiados e de começarmos juntos a descobrir a essência interior da nação de Israel conhecida por todos, tanto religiosos quanto seculares, sobre os quais está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”. Mas ninguém quer aceitar esta lei; o oposto: a separação e o conflito interpessoal continuam a se fortalecer. Nós vemos que a história não nos ensina nada.

Somente através da disseminação da sabedoria da Cabalá e da atração da Luz que Reforma as coisas podem serem melhoradas. O mundo inteiro está sofrendo e continuará a sofrer ainda mais.

Estamos todos descendo por um plano inclinado. Esperemos que, com nossa participação na correção, a pressão do mundo sobre nós seja relativamente suave, mas, no entanto, nos obrigue a se unir.

Se não despertarmos nossos próprios egípcios, se não sentirmos que eles estão escondidos dentro de nós, dificultando nossa conexão, talvez o mundo nos ajude nisso e exija o método da conexão.

Houve uma época em que isso não era tão aparente, mas hoje todos entendem que a unidade criada nos últimos 30 a 40 anos está destruindo o mundo. Inicialmente, todos ficaram entusiasmados com o fato da sociedade se tornar global e integrada, pensando que isso nos traria prosperidade. Mas agora, já está claro que não é assim. Hoje as guerras reais já estão começando: China, EUA, etc.

Este é um sinal óbvio de que a união não é possível até que o egoísmo seja corrigido. E até que isso aconteça, a unidade será sempre prejudicial, como está escrito: “A unidade dos pecadores trará danos a eles e ao mundo”. No final, trará tremendas guerras.

Hoje, especialmente para o próximo Dia em Memória do Holocausto, o mundo está precisando muito desse esclarecimento (e do antídoto).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/18, Shamati #190, “Todo Ato Deixa Uma Impressão”

Nova Vida # 967 – Ser Israelense

Nova Vida #967 – Ser Israelense
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O caráter israelense originou-se naqueles momentos em que fomos criados como uma nação única com uma raiz espiritual. Já havíamos alcançado a verdade, a essência da criação e uma compreensão profunda da realidade e a necessidade da conexão dentro da unidade familiar, bem como na sociedade como um todo. Os israelenses tendem a ser assertivos e falam diretamente ao ponto. Eles trabalharam contra seus egos antes da destruição do Templo, mas depois se tornaram teimosos contra tudo o que está envolvido com a conexão. Eles experimentam uma ansiedade existencial, uma vez que seu propósito é implementar o método de conexão entre si e depois ensiná-lo ao mundo inteiro. A nação de Israel será eliminada se não trouxer “Luz para as nações”.

De KabTV “Nova Vida # 967 – Ser Israelense”, 18/02/18

Nova Vida # 966 – Traços Do Caráter Israelense

Nova Vida #966 – Traços Do Caráter Israelense
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Os israelenses são pessoas extremas. Nós viemos de vários países e culturas e tendemos a ter relacionamentos explosivos. Somos audaciosos porque nunca tivemos um sistema de classes, já que “Todos de Israel são amigos”. Originalmente, nós nos unimos em torno da ideia e do ensino de amor e conexão de Abraão. A destruição do Templo ocorreu como resultado de nossa distância das características de amor e conexão. Por um lado, somos como irmãos. Por outro lado, porém, todos temos medo de ser otários. A fonte espiritual da audácia está latente na capacidade potencial de subir à altura do poder superior que nos protegerá e nos dará força. Precisamos usar nossa audácia como um poder que nos motiva a subir ao nível do Criador.

De KabTV “Nova Vida # 966 – Traços Do Caráter Israelense”, 18/02/18

The Times Of Israel: “A Verdadeira Força E O Presente De Israel Para O Mundo É A Unidade”

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “A Verdadeira Força e o Presente de Israel para o Mundo É a Unidade

A tensão na fronteira entre Israel e Gaza, que se materializou com a Pessach de 2018, é um claro lembrete de que os inimigos de Israel não mudaram seus planos. Isso vale tanto para seus inimigos vizinhos diretos quanto para seus inimigos em todo o mundo, que rapidamente aproveitaram a oportunidade para mais uma vez permear a mídia com suas críticas a Israel como “desumanas” e “opressivas”. Podemos esperar mais hostilidade a se organizar contra Israel se o povo de Israel continuar resistindo à unificação.

O Estado de Israel é um reflexo do seu povo judeu. O problema é que, atualmente, não há Estado de Israel no sentido de um povo judeu unificado (a palavra hebraica para “judeu” [Yehudi] vem da palavra “unido” [yihudi] [Yaarot Devash, Parte 2, Drush n º 2]). Existe apenas um aglomerado de grupos separados. Guerras e tensões com os países vizinhos unem momentaneamente os habitantes de Israel contra um inimigo externo comum, mas assim que um período de paz se instala, as facções de Israel entram em conflito constante entre si: esquerda versus direita, religiosos versus seculares, Ashkenazi versus Sefardita, para citar alguns.

Valores Judaicos São Sobre Amor e Conexão

Para construir um autêntico Estado de Israel, primeiro precisamos restabelecer os valores que originalmente nos uniam como povo judeu. Estes são valores inicialmente estabelecidos por Abraão e seu grupo há 3.800 anos, razão pela qual ele é considerado o pai da nação. Ele estabeleceu os alicerces da unidade e conexão, em que “ama o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18) e “o amor cobre todos os crimes” (Provérbios 10:12) foram os principais princípios para os seus seguidores viverem harmoniosamente sob uma única tenda, em uma conexão.

Não precisamos alcançar este estado de amor e conexão imediatamente. Se pudermos simplesmente aceitar a disposição de começar a seguir uma direção transformacional, poderemos então começar a organizar como uma genuína sociedade judaica.

Quando Abraão uniu seu grupo na antiga Babilônia, eles não eram um grupo baseado na genética, mas um povo que se reuniu em torno de certa ideia, que sentia que o amor ao próximo era o principal valor que mereceria dedicar sua vida. Se a intenção é alcançar a unidade e a conexão com outras pessoas, a pessoa pode seguir o caminho percorrido por Abraão e entrar na tenda de paz e harmonia.

Chegou a Hora de Israel Mostrar suas Cores Verdadeiras

Se nos reunimos assim sob uma bandeira comum que nos une em direção a um objetivo comum de amor e conexão, podemos então nos preparar para lidar com todos os nossos problemas atuais e futuros, e nos engajar em uma construção mútua de edificação não apenas de um povo judeu genuíno, mas também de um Estado bem estabelecido.

O Estado de Israel será baseado em leis que servem para fortalecer os laços de amor entre seus habitantes, leis de conexão entre pessoas, grupos, facções, idades e gêneros, que visam unir todos, sem exceção, em uma única sociedade cooperativa. O Estado judeu é aquele que se preocupa com a unidade acima de tudo, enquanto também permite a expressão mais completa da singularidade de cada indivíduo.

Uma Nação Ligada ao Poder Superior de Amor e Conexão

Ao nos empenharmos neste empreendimento mútuo para construir uma sociedade nova e positiva baseada no amor e na conexão, poderemos dar passos gigantescos para realizar nosso destino que nossos antepassados ​​sonharam, para se tornar o Estado de Israel na essência máxima da palavra: “Israel”, das palavras “Yashar Kel” (“direto ao Criador”), uma nação ligada com o poder superior de amor e conexão. Ao concretizar essa visão, serviremos de modelo para uma sociedade perfeita de indivíduos felizes e bem-sucedidos que compartilham os valores mais importantes de amor e conexão da vida. Como resultado, o mundo absorverá a atmosfera que iremos espalhar e as críticas a Israel desaparecerão.

Aqueles que atualmente protestam contra, boicotam, caluniam e simplesmente odeiam Israel serão os primeiros a sentir a transformação positiva de Israel. Eles são o lembrete constante que enfatiza a divisão do povo de Israel. O ódio a Israel e ao povo judeu apenas aponta a falta de amor entre o próprio povo judeu.

A maioria das nações foi favorável ao estabelecimento do Estado de Israel no século passado. Isso representou uma oportunidade para que uma nova sociedade de amor e unidade emergisse. No entanto, a oportunidade dada ao povo judeu no Estado de Israel nos últimos 70 anos, para construir tal sociedade, está rapidamente atingindo seu prazo de validade. Como resultado, a visão do mundo sobre Israel e o povo judeu tomou um curso negativo. Quando deixamos de progredir em nossa missão, o mundo nos desacredita. Gradualmente, somos retirados de cena, dissolvendo-nos como qualquer poder mundial que tenha governado em certos períodos históricos. No entanto, como a felicidade e o bem-estar de outros povos dependem de Israel desempenhar seu papel, ao contrário das outras nações que surgiram e caíram, seja Alemanha, Rússia, Grécia Antiga e Roma, Israel será obrigado a cumpri-lo e unir-se.

Em uma Missão para Unir o Mundo

Esses breves momentos em que o mundo nos pressiona e nós nos unimos são exemplos de como devemos nos tratar todos os dias. No entanto, não há poder unificador duradouro em tal conexão, uma vez que é baseada em causas externas. Para criar uma sociedade unificada a partir de uma positiva, precisamos criar um incentivo para nos conectar a um objetivo elevado. Mesmo se permanecermos um punhado de judeus na Terra que serão forçados a fazer isso, o mundo não desistirá. Nossa missão é se unir e, ao fazê-lo, permitir que a disseminação dessa consciência unificada seja difundida para a humanidade como um todo. Se trabalharmos em nossa conexão, poderemos atrair a força positiva e unificadora que habita na natureza para entrar em nossas conexões, permitindo assim que essa força se espalhe, estabelecendo uma nova base para uma sociedade de doação, conexão e amor.

Gerações Anteriores Desistiram porque não Tinham Meios

Essa é também a sociedade que os pais fundadores do sionismo sonharam, incluindo David Ben-Gurion. No entanto, eles desistiram em certo ponto porque não tinham os meios para realizar sua visão de uma sociedade positivamente conectada. No entanto, hoje, esses meios estão disponíveis e se tornam ainda mais necessários para se elevar acima da intensificação da divisão social e realizar toda uma nova direção positiva e harmoniosa que a sociedade pode tomar.

O Exílio Egípcio Do Século XXI

laitman_749.01Por que foi benéfico para o Faraó criar Moisés em sua casa? Basta pensar, quanto o mundo ganhou com os judeus? O mundo deve todo o seu desenvolvimento aos judeus porque a Luz superior é conduzida através deles, através da qualidade de Bina à Malchut, trazendo-lhe tudo: o início de todas as religiões, crenças e conhecimentos.

Mesmo os desejos corpóreos por comida, sexo e família se desenvolvem porque a Luz brilha sobre eles de cima, além do nível animal. E isso é tudo porque há uma intenção de doar, representada por Israel. Portanto, mais Luz continua chegando e desenvolve os desejos. E o desejo em si não se desenvolve, está morto como poeira.

A única razão pela qual um desejo se desenvolve é para alcançar o próximo grau. E se todos os quatro estágios já foram alcançados: inanimado, vegetativo, animado e humano, o desenvolvimento posterior só pode vir de cima, através de Israel.

Isso pode ser visto pelo deslocamento do povo judeu experimentado na Europa quando foram exilados de um país para outro. Se não fosse por este pequeno grupo em nosso mundo, que de alguma forma está ligado à Luz superior, o mundo não teria se desenvolvido. Por que isso? Todo o desenvolvimento é feito em prol da obtenção da doação, adesão e fim da correção.

E se não houver tal grupo e nenhuma conexão entre a Luz superior e Malchut, Malchut não se desenvolve. Portanto, o mundo culpa os judeus por todos os seus problemas. Foram os judeus que causaram o desenvolvimento do mundo que chegou agora ao fim. O mundo está contra um muro, a crise global está se desdobrando, e os judeus obviamente serão culpados por isso.

Os judeus ficam impressionados com essas acusações porque deram ao mundo tanto bem, tantas novas invenções. Mas este é um mal-entendido do nosso papel, porque estamos destinados a algo completamente diferente.

É semelhante à história do exílio no Egito. No início, os judeus trouxeram muitos benefícios para o Egito, e depois a vida ficou ruim. Estas partes de Bina devem começar a subir a partir de Malchut e elevá-la ao próximo nível de desenvolvimento. É como uma mulher que está pronta para dar à luz, mas não consegue. Você pode imaginar o que aconteceria com essa criança?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/18, Lição sobre o Tópico: “Preparação para Pessach”, Parte 1

Nova Vida # 959 – A Experiência Da Vida Em Israel

Nova Vida # 959 – A Experiência Da Vida Em Israel
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O povo de Israel tem um fogo aceso dentro dele que vem de sua raiz espiritual e dos dias de Abraão. Ele ensinou o povo a se conectar e alcançar o poder da unidade que opera através da criação. O povo de Israel, no entanto, nunca está satisfeito e sente que algo o está devorando de dentro para fora porque não está percebendo seu desejo pela espiritualidade. Todos eles têm suas próprias opiniões e precisam descobrir que podem construir pontes de união acima das diferenças.

De KabTV “Nova Vida # 959 – A Experiência Da Vida em Israel”, 04/02/18

A Nação Pioneira

laitman_749.01Todas as criações devem atingir a unidade – este é o estado final de evolução de toda a criação. A evolução está constantemente progredindo, levando-nos as etapas da revelação do mal.

No final, todos devem compreender a vantagem da Luz sobre a escuridão, e depois de passar por todas as formas de separação, desejam elevar-se acima de sua natureza egoísta. A revelação do mal nos leva à unidade.

Sempre houve pessoas que entenderam a virtude da unidade, sendo altruístas por natureza. No entanto, hoje, a natureza está nos fornecendo provas práticas tornando-se integral e vinculando todo o mundo em uma única rede. O egoísmo está se tornando global e está nos conectando um ao outro. Quer nos agrade ou não, temos que nos unir para impedir que a força de separação reine sem fim.

Ao estudar Cabalá, aprendemos que a obrigação de se unir vem da própria natureza, do pecado da Árvore do conhecimento. Toda a criação foi feita como uma alma que mais tarde foi propositalmente dividida em muitas partes separadas.

Nós não temos escolha. Temos que reconstruir e unir toda a criação. Este é o estado que o Criador e as pessoas desejam. Aqueles que entendem isso são chamados de Yashar Kel – direto ao Criador – porque a força superior, o Criador, é a natureza autônoma unida, integral e global. Para que possamos alcançar a adesão com o Criador, equivalência de forma, temos que nos tornar como Ele, nos elevarmos acima de nosso egoísmo divisório e começar a se unir.

Não somos socialistas ou comunistas, nem humanitários nem biólogos observando exemplos de unidade em organismos vivos. A prova da necessidade de se unir é apresentada pela ciência da Cabalá, e nós estamos constantemente revelando a necessidade de alcançá-la em nossa consciência e sentimentos.

Por natureza, somos os maiores egoístas, porque aqueles que chegam à Cabalá têm o maior desejo. Mas junto com isso, entendemos que devemos nos tornar semelhantes à força superior para alcançar o sentido da vida. É por isso que Abraão, de toda a humanidade, escolheu um grupo que se tornou o povo de Israel, cujo fundamento é o ama ao próximo como a si mesmo, a grande lei da humanidade, da natureza e da Torá. Temos que nos considerar um grupo de pioneiros em toda a humanidade, que estão tentando perceber essa grande lei da natureza – o amor ao próximo – e implementando-a para que possamos transmitir a todos.

A responsabilidade do povo de Israel é de ser o primeiro a chegar à unidade porque eles são chamados a realizar a lei do amor ao próximo e servir de exemplo ao resto da humanidade, isto é, ser “a Luz para as nações”. Os filósofos e os fundadores do Estado de Israel também falaram da unidade. No entanto, eles não aceitaram a ciência da Cabalá, a estrutura da natureza, mas a partir de sua compreensão interna e instintiva.

A Cabalá diz que a unidade é a lei da natureza e que, primeiro, ela se aplica ao povo de Israel. Baal HaSulam escreve que nós recebemos o direito de retornar à terra de Israel, rompendo com o governo das nações do mundo, apenas para cumprir nosso propósito: realizar a unidade e mostrar esse método às nações do mundo e se tornar a Luz para as nações.

Em antecipação ao 70º aniversário de Israel, esperemos que o povo de Israel, especialmente os que vivem na terra de Israel, compreenda o propósito de sua existência. Pois se não percebermos a lei do “ama ao próximo como a si mesmo”, de modo que possamos servir de exemplo para o mundo, não temos o direito de existir.

Este é um ponto muito importante. É a única razão para uma pessoa viver na terra de Israel. Caso contrário, ela não tem o direito de ser chamada de “Israel” e não pertence à nação de Israel.

O Estado de Israel terá o direito de existir apenas se trabalharmos para realizar a nossa responsabilidade comum de nos tornarmos “um homem com um só coração”, “todos os de Israel são amigos”, até cumprir a lei do “amor ao próximo como base de toda existência.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/18, Lição sobre o Tema o “Dever da Unidade da Nação Israelense”

Consentimento Do Faraó

749.02Para que o povo de Israel saia do Egito, o consentimento do Faraó é necessário. Ele deve conhecer e entender o motivo da sua necessidade. O Faraó então abre a porta para eles e a fecha atrás deles, uma vez que eles saem.

O que isto significa é que, sem divulgar a sabedoria da Cabalá entre as nações do mundo, o povo de Israel não poderá sequer se corrigir. Não só não seremos capazes de implementar uma correção nas nações do mundo, mas também não receberemos a metodologia de cima na forma correta e completa, a menos que nos voltemos a todas as nações, absorvamos seus desejos e os elevemos ao Criador.

Nós precisamos agir no ambiente das nações do mundo e isso nos ajudará a se unir mais, a se tornar incluídos no Criador e a passar a Luz. Este é um sistema fechado. Claro, isso acontece por etapas, mas eu acho que já chegamos a um estágio quando as nações do mundo devem adotar esse método, que se abriu em pleno poder.

À medida que as ondas do antissemitismo crescem, é claro que as nações do mundo precisam de um método de correção. Uma vez que o Criador desperta essas ondas, isso significa que, assim, através das nações do mundo, Ele se volta ao povo de Israel e quer nos despertar para agir. Se não reagirmos aos Seus apelos, como não reagimos oitenta anos atrás na Alemanha nazista, ocorrerá uma catástrofe. Tudo porque não queremos notar o apelo do Criador para nós!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/18, Lição sobre o Tema: “Dia de Unidade da Nação Israelense”

O Antissemitismo Nasceu No Monte Sinai

laitman_740.03A lei do desenvolvimento nos leva a uma conexão mútua cada vez maior que nos obriga a ter boas relações com o outro. Mas, quanto mais sistemas de comunicação nós construímos, mais alto o lado oposto se eleva: jogos diplomáticos, guerras, e o rompimento das relações.

Por um lado, de acordo com o desenvolvimento da natureza, vamos sempre lutar para nos unirmos, porque isso é exigido pelas tecnologias avançadas e a vida moderna. Nós mudamos da conexão em pequenos grupos que existia há milhares de anos, entre pessoas das cavernas, para a completa desunião, e agora devemos nos unir novamente em um novo nível.

Além disso, a humanidade está se esforçando pela conexão, tentando criá-la. Um exemplo disso é a União Europeia, e várias organizações e sindicatos internacionais. Mas isso não funcionará; eles estão todos condenados a entrar em colapso e inimizade ainda maior do que antes, quando a unificação começou. Afinal, eles não podem perceber a lei “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A fim de realizar seu sonho e se tornar uma Europa verdadeiramente unida, não há sequer uma pequena aproximação entre as nações, um espírito e atração mútuos. De uma forma natural, há ódio, rejeição e separação entre todas as nações. Portanto, precisamos criar uma atração mútua, mas isso não pode ser feito. Afinal, o método de correção só pode vir de Israel.

Caso Israel não forneça um método de correção, um enorme antissemitismo emergirá novamente na Europa. Toda a “Europa unida”, todos os seus trinta Estados, será como a Alemanha nazista oitenta anos atrás. O mesmo futuro também espera as Américas do Norte e do Sul.

Todos estão prontos para isso. O tempo em que Israel deve mostrar o método de conexão chegou. Se não fizermos isso, as nações do mundo instintivamente nos culparão repetidamente.

O antissemitismo nasceu no Monte Sinai. Moisés desceu com o método de correção do egoísmo, e em paralelo, ao mesmo tempo, o ódio em relação aos judeus desceu às nações do mundo. É necessário usar a Torá para corrigir o ódio que elas recebem de cima, do Criador.

O povo de Israel está no meio entre a Torá e as nações do mundo e deve definir um em relação ao outro. Caso não cumpramos esta missão, seremos forçados a ela de cima e de baixo.

Portanto, a pessoa não deve pensar que o Estado de Israel foi criado como um refúgio para os judeus. Claro, ele serve como um refúgio, mas a questão é: Para quê? Para que estamos vivendo? Esta pergunta sobre o sentido de nossa vida deve nos despertar a encontrar a resposta certa. Nós vivemos para realizar a lei “amarás o teu próximo como a ti mesmo” e nos tornarmos uma luz para as outras nações, isto é, para ensinar o mundo inteiro como fazer isso.

Da Lição Diária de Cabalá 02/07/18, Lição sobre o Tema: “Dia de Unidade da Nação Israelense”