Textos na Categoria 'Israel'

A Propriedade “Israel”

749.01Pergunta: Quem são os “filhos de Israel?”

Resposta: “Os filhos de Israel” vêm da palavra “Israel” que, na tradução, significa “diretamente voltado para o propósito da criação” ou “diretamente para o Criador”.

Quando uma pessoa é direcionada a buscar e revelar o Criador dentro de si, ela é chamada de Israel, e todas as suas ações são chamadas de filhos de Israel, isto é, visam criar um vaso espiritual nela no qual ela sentiria isso.

Pergunta: Todos podem sentir a qualidade de “Israel?”

Resposta: Claro. Em geral, os judeus não são um povo. Eles são imigrantes da antiga Babilônia, de todos aqueles povos que se espalharam por lá, por todo o globo e formaram os povos do mundo. Portanto, os judeus são como uma mini coleção de todos os povos do mundo, uma mini humanidade.

Mas como eles ficaram juntos? Por se esforçarem para revelar o Criador. Portanto, eles se autodenominaram “Isra-el“. “El” é o Criador e “Isra”, da palavra, “Yashar”, significa “direto”.

De KabTV’, “Pergunte ao Cabalista”, 20/03/19

“A Futilidade De Liderar O Mundo Em Vacinações” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “A Futilidade De Liderar O Mundo Em Vacinações

No que diz respeito à vacinação de sua população, Israel está liderando o mundo por uma margem tão grande que o país em segundo lugar, os Emirados Árabes Unidos, tem pouco mais da metade do sucesso de Israel, e os Estados Unidos, onde as vacinas são fabricadas, estão em um distante 5º lugar, com uma taxa per capita de vacinação oito vezes mais lenta do que a de Israel. Líderes mundiais espantados enviam delegações a Israel para aprender o que estamos fazendo certo. Mas enquanto os líderes estão pasmos, o resto do mundo está muito menos impressionado e, o que é estranho, a taxa de infecção não está diminuindo, apesar das vacinações e apesar do fechamento. Por que as vacinas não funcionam?

Em vez de temor, estamos recebendo advertências de todos os lados. As pessoas estão culpando Israel por negar vacinas aos palestinos. Não é verdade, claro, mas a verdade não importa. Se os palestinos as pegassem primeiro, antes de qualquer israelense, as pessoas diriam que Israel está tentando eliminá-los. Já que eles não estão conseguindo rápido o suficiente (na opinião de algumas pessoas), as pessoas estão dizendo que queremos que eles morram de Covid. De qualquer forma, a desgraça deles é nossa culpa. Sempre foi assim e sempre será até começarmos a fazer o que devemos.

Nosso sucesso na vacinação da população é notável, mas não é algo de que devemos nos gabar. Se fôssemos mais espertos, teríamos feito de forma mais discreta e não exibiríamos os números. Geralmente, não vejo nenhum motivo para orgulho; criamos uma enorme dívida nacional, um enorme déficit, e não acho que a esperança de que em alguns meses a economia se recupere graças às vacinas e possamos saldar a dívida tenha algum sentido se sustente.

É ótimo estarmos vacinando a população, mas não fizemos o mais importante, então as vacinas não vão ajudar. Enquanto não seguirmos as leis da natureza, a natureza continuará dirigindo as nações contra nós. As leis da natureza determinam que Israel dê um exemplo de unidade, mas estamos ocupados declarando novos partidos políticos todos os dias. Não somos um exemplo aos olhos do mundo; somos uma zombaria. Um comentário típico de um não-judeu a um tweet que um judeu escreveu contra outro afirmava: “Disseram-me que geralmente são os judeus que mais odeiam os judeus”. Eles olham para nós com pena.

Não é como se eles não soubessem o que querem de nós. No fundo, os antissemitas mais raivosos sentem o que procuram nos judeus. Quando eles nos culpam por causar todas as guerras, como fez Mel Gibson, por exemplo, eles estão realmente dizendo que poderíamos evitar essas guerras. De fato, poderíamos, se apenas déssemos um exemplo de unidade. Mas quando damos um exemplo de aversão e ódio mútuos, é isso que o mundo absorve de nós. Será uma surpresa, então, que em algum momento as nações decidam se livrar de nós?

Não é como se nunca tivéssemos feito nada certo. O Judaísmo é baseado nos valores mais louváveis. Somos o único povo que se tornou uma nação somente depois de se comprometer a amar uns aos outros “como um homem com um só coração”; somos a única nação cujo lema era “Ame o seu próximo como a si mesmo”; e somos a única nação que foi incumbida de ser “uma luz para as nações”, para dar um exemplo de amor ao próximo e responsabilidade mútua.

Este é o exemplo que os antissemitas querem que demos. Henry Ford, claramente um dos antissemitas mais notórios da história americana, escreveu em seu livro The International Jew — the World Foremost Problem, “Reformadores modernos, que estão construindo modelos de sistemas sociais, … fariam bem em olhar para o sistema social sob o qual os primeiros judeus foram organizados”. Da mesma forma, Vasily Shulgin, um membro sênior do Parlamento russo antes da Revolução Bolchevique de 1917, era conhecido por seu antissemitismo raivoso. Em seu livro O Que Não Gostamos Neles..., ele escreveu sobre os judeus: “Que eles … subam até a altura que aparentemente subiram [na antiguidade] … e imediatamente, todas as nações se levantarão rapidamente. Elzs correrão não por força da compulsão … mas por livre arbítrio, alegres no espírito, gratos e amorosos, incluindo os russos!”

Existem mais exemplos, mas a mensagem é clara. Nosso trabalho, o trabalho dos israelenses e o trabalho de cada judeu, é dar o exemplo de unidade. Sempre que fazemos qualquer outra coisa, isso é interpretado como um ato contra as nações, e interpretamos sua contrarreação como antissemitismo. Portanto, se quisermos eliminar o antissemitismo, devemos eliminar a divisão entre nós. Isso é o que a lei da natureza exige de nós. Se fizermos isso, nos vacinaremos contra qualquer infortúnio, incluindo vírus, guerras, crises econômicas e todos os outros infortúnios, pois estaremos em congruência com a natureza.

Um Judeu Não Pode Fugir De Si Mesmo

430Pergunta: A história nos ensina alguma coisa?

Resposta: A história não nos ensina nada. A história não pode nos ensinar nada. A história se repetirá até que os judeus a mudem. De maneira geral, vemos em tudo o que acontece uma instrução direta de que precisamos agir.

Comentário: Sua conclusão é paradoxal para muitos. De acordo com o que você diz, a Europa não será capaz de fazer nada enquanto os judeus, Israel, puderem impactar o que acontece na Europa e no mundo.

Minha Resposta: Sim.

Comentário: Espero comentários irados em resposta ao que você diz.

Minha Resposta: Já me acostumei com comentários, ataques e insultos. Trinta anos atrás falamos sobre o que vai acontecer e está acontecendo hoje, então você pode aprender com isso que estou falando a verdade. A verdade está na natureza, e a sabedoria da Cabalá pega os dados e os transmite a você.

Comentário: A ideia de que o povo judeu é escolhido provoca raiva.

Minha Resposta: Qual judeu não vai querer se livrar do título de escolhido, do fato de que o Criador nos escolheu? Este é o fardo que carregamos.

Pergunta: Os judeus estão proibidos de viver em paz e sossego como todos os outros?

Resposta: Não, não funcionará. Não é uma cruz, mas uma estrela de David que precisamos carregar.

Pergunta: Como ser escolhido pelo Criador é expresso?

Resposta: Tendo que tomar a gestão do mundo em nossas próprias mãos e guiar o mundo para o bem, para mostrar ao mundo que é possível unir. A boa força será revelada no mundo apenas se nos unirmos.

Precisamos atingir o nível mais alto de desenvolvimento humano, ame o seu amigo como a si mesmo. Isso é possível? Precisamos implementar isso, gostemos ou não, e inseri-lo no mundo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman” 26/02/18

Nações Do Mundo E Princípios Morais

631.5Pergunta: Uma população bem-educada é mais tolerante com as minorias sexuais, mas é intolerante com a violação das normas morais em seus próprios interesses egoístas, por exemplo: suborno, violação de impostos. Um grupo de pessoas religiosas está muito mais próximo de tal princípio moral.

Você, como um Cabalista, acredita que os princípios morais devem permanecer inalterados ou podem mudar dependendo das circunstâncias?

Resposta: Os verdadeiros princípios morais não dependem de nada. Eles não pertencem a sociedades ou religiões, mas estão acima disso.

Pergunta: Você acha que as normas morais devem ser as mesmas para todos ou cada nação pode ter suas próprias normas de comportamento e princípios morais?

Resposta: As normas de comportamento podem ser diferentes em diferentes nações e os princípios morais devem ser os mesmos para todos. Embora dependa do desenvolvimento da nação. Mas todas as normas e princípios devem ter como objetivo amar o próximo como a si mesmo.

Pergunta: Considerando que todas as pessoas têm diferentes níveis de desejo de acordo com a hierarquia de Maslow, pode-se supor que cada nível tem suas próprias normas de comportamento?

Resposta: Relativamente. Mas todos devem entender onde estão nesta pirâmide. Embora ainda não tenhamos atingido os níveis mais elevados, sabemos que esses níveis existem.

Comentário: Você diz que deveria haver um princípio, ame o seu próximo. E as normas podem ser diferentes em cada nação. Mas dentro da nação, existem diferentes camadas, mais desenvolvidas e menos desenvolvidas.

Minha Resposta: Sim, mas todas elas pertencem à única pirâmide, cujo pico é ame o próximo como a si mesmo.

Pergunta: As normas éticas e morais precisam ser classificadas de acordo com a idade, sexo e nacionalidade? Ou deveriam ser universais e uma pessoa deveria aprendê-las gradualmente desde a infância?

Resposta: Sem dúvida, uma pessoa deve aprender isso desde a infância e constantemente. É imperativo conduzi-la a esses princípios elevando-os a um nível que não dependa da natureza do homem, de sua nacionalidade, étnica e outras características. Essa é a responsabilidade de toda a humanidade.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 09/10/20

O Poder Da Terra De Israel

933Comentário: Uma coisa estranha aconteceu após a evacuação dos assentamentos judeus na faixa de Gaza. Os produtos agrícolas desta região eram cultivados na areia com tecnologia especial. Eles eram considerados os melhores produtos exportados.

Quando foi assinado o decreto de que todos os judeus deveriam evacuar esta região, uma das famílias que tinham grandes plantações os deixou para os locais porque os gerentes e os trabalhadores eram todos árabes.

Depois de um tempo, o gerente ligou para o antigo proprietário e disse: “Olha, eu sou o gerente desta fábrica há 20 anos e conheço todos os detalhes da tecnologia. Ninguém sabe disso melhor do que eu. Quando você estava aqui, tudo cresceu e prosperou, mas agora que você partiu, estamos fazendo tudo exatamente da mesma maneira, mas nada funciona”.

Minha Resposta: Há uma conexão entre a nação judaica e esta terra, mas ainda não está totalmente correta em nossos dias.

A conexão correta do povo judeu com sua terra está no fato de que ele se comporta de acordo com essa terra, ou seja, ele se aproxima dela, aproxima um do outro. Se ele estiver correto, alimentará o mundo inteiro. O mundo inteiro! Ele proporcionará realizações científicas, descobertas e realizações técnicas que elevarão a humanidade acima da natureza.

Por quê? Você pode pensar nisso o quanto quiser, mas não adivinhará. Porque nosso mundo é alimentado por um poder superior especial, que dá ao nosso mundo, nossa Terra, o planeta inteiro, o ar, a tudo isso uma força reprodutora, uma força multiplicadora, uma força superior, como dizem. E se isso não acontecer, então, é claro, tudo se acalmará e murchará.

Nada nos ajudará, exceto o único remédio: nossa unidade. É através da nossa unidade que começaremos a neutralizar as forças do mal no mundo e despertaremos a bondade e a abundância no mundo. Despertaremos as forças superiores da natureza que nos permitirão não apenas existir corretamente entre nós, mas também nos alimentar e suprir nossas necessidades, nos vestir e acabar com o problema da mudança climática. Elas farão tudo e equilibrarão totalmente a nossa vida.

O principal é que a humanidade finalmente adquirirá o conhecimento sobre o propósito de sua existência. Porque, na verdade, não importa como vivemos ou o que quer que aconteça conosco, ainda assim iremos nos perguntar para que vivemos. Afinal, nossa existência, seja boa ou má, acaba sem objetivo e sem propósito.

Portanto, é melhor começarmos a entender qual é o nosso propósito.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 27/01/18

“Irmãos? Amigos? Ou Co-Sofredores? Quem São Os Israelenses Uns Aos Outros? ” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Irmãos? Amigos? Ou Co-Sofredores? Quem São Os Israelenses Uns Aos Outros?

Um aluno me disse que embora Israel esteja se encaminhando para sua quarta eleição geral em apenas dois anos, o governo determinou que o tema do próximo Dia da Independência de Israel, que ocorrerá em 14 de abril de 2021, será a Fraternidade Israelense. Que irônico. O aluno me perguntou sobre a importância de escolher especificamente esse tópico em um momento em que estamos tão divididos.

Bem, lamentavelmente, escolher este tópico em si não faz sentido. Não somos irmãos e não há irmandade entre os israelenses. Na melhor das hipóteses, somos co-sofredores quando alguma crise, como a guerra, recai sobre nós. Mas hoje, mesmo em crise, nossa unidade está diminuindo.

Lamentavelmente, a unidade como meio de proteção contra os golpes não dura, nem é uma unidade real. Somos forçados a ficar juntos pelas circunstâncias, e assim que as circunstâncias permitem, nos tornamos beligerantes e divididos mais uma vez, e mais do que antes.

A verdadeira unidade deve vir de dentro, de nossa própria vontade. Quando nossos antepassados ​​se juntaram ao grupo de Abraão, que acabou se tornando a nação israelense, eles escolheram a união porque acreditavam que essa era a maneira certa de viver. Eles não eram irmãos; eles nem eram amigos. Na verdade, eles muitas vezes vinham de tribos e clãs inimigos, mas decidiram que a união é mais valiosa do que o ódio, e por isso escolheram o valor mais alto e estabeleceram uma nação cujo fundamento era o amor fraternal, ou como escreveu o rei Salomão: “O ódio desperta contendas, e o amor cobrirá todos os crimes” (Prov. 10:12).

Séculos depois, seus descendentes abandonaram a unidade dos antepassados ​​e ficaram tão divididos que perderam sua soberania sobre a terra de Israel. Desde então, a única unidade que Israel conheceu foi a cooperação efêmera e oportunista de outros companheiros que sofrem.

O povo de Israel é diferente de qualquer outra nação. Portanto, nosso país não pode ser como nenhum outro país. A única maneira de restabelecer nossa nacionalidade e merecer ser soberanos nesta terra é se cumprirmos nossa tarefa, sermos uma nação modelo, uma luz de unidade para as nações. Em outras palavras, se nos unirmos acima de todas as nossas inimizades e diferenças assim como fizeram nossos ancestrais, e pelas quais eles mereciam ser considerados como uma nação, nós, também, ganharemos nossa soberania aqui.

Atualmente, a pressão externa de nossos inimigos nos mantém juntos. Não fosse por sua pressão, teríamos nos dispersado há muito tempo e ido para onde nos sentíssemos mais confortáveis. Nada nos segura aqui, exceto o medo daqueles que nos odeiam. Lamentavelmente, em breve, nosso ódio um pelo outro ficará mais forte do que até mesmo o ódio de nossos inimigos por nós, e iremos nos dispersar independentemente dos perigos externos. Se chegarmos a isso, será realmente uma ameaça à existência do Estado de Israel.

Para ter sucesso em restabelecer nossa nacionalidade e formar o amor fraternal, precisamos compreender a unidade única que nossos antepassados ​​alcançaram. Embora tenham vindo de tribos e clãs de todo o Crescente Fértil, todos eles subscreveram a mensagem de Abraão, que defendeu a misericórdia, a compaixão e o amor como os valores mais importantes. Visto que os seguidores de Abraão não tinham tais sentimentos um pelo outro, eles tiveram que cultivá-los apesar de sua antipatia inicial um pelo outro.

No entanto, o ódio continuou levantando sua cabeça feia de vez em quando, forçando o grupo de Abraão a reforçar sua unidade apesar do ódio emergente. O resultado surpreendente foi uma união tão sólida que os seguidores de Abraão conseguiram triunfar até mesmo a aversão mais arraigada dentro deles, a ponto de se tornarem uma nação, apesar de sua desconexão inicial e dos maus sentimentos um pelo outro. Essa união, que se constrói sobre a própria ideia da unidade e não sobre algum ímpeto material, biológico ou oportunista, é inédita até hoje. Na verdade, nenhum outro grupo de pessoas conseguiu isso; nenhum outro grupo de pessoas sequer tentou.

Hoje, quando o ódio entre os israelenses está altíssimo, quando vários países possuem tanto armas de destruição em massa quanto os meios para usá-las, é imperativo que encontremos uma maneira de superar o ódio crescente. E ninguém tem experiência a não ser os ancestrais do povo de Israel. E as nações, inconscientemente cientes de que Israel tem a chave para resolver os conflitos do mundo, culpam Israel por causar todas as guerras.

Se Israel não reviver o método de união, apesar e acima da inimizade no futuro próximo, ele se encontrará em desacordo com o mundo inteiro, que o culpará por seus infortúnios. O mundo inteiro revogará a resolução 181 da ONU, de estabelecer um estado judeu, e nos encontraremos sozinhos no mundo, sem nenhum apoio de nenhum país.

No entanto, esse cenário não é definitivo; depende de nós, israelenses. Se revivermos o tipo de unidade que nossos antepassados ​​estabeleceram, acima das diferenças e do ódio, nos tornaremos o modelo do mundo e todos nos elogiarão por sermos os pioneiros na saída do mundo de uma Terceira Guerra Mundial nuclear. Se evitarmos nossa missão, o mundo mergulhará em outra guerra e descarregará sua raiva em nós.

Chanucá – Esforço Para Unir

747.01Pergunta: Os gregos, liderados por Antíoco IV, capturou o Templo no século II aC. Houve uma divisão dos judeus em judeus helenizados, que apoiaram os gregos selêucidas, e judeus ortodoxos liderados pelos Macabeus. Os Macabeus lideraram a revolta e expulsaram os Selêucidas do Templo que havia sido capturado e profanado. Quando os Macabeus entraram no Templo, eles viram que o óleo puro para as velas da Menorá só poderia durar um dia. Mas um milagre aconteceu: o óleo queimou por oito dias.

Esses são eventos históricos que ocorreram há mais de 2.000 anos. O que eles significam do ponto de vista da Cabalá?

Resposta: Após deixar o Egito, o povo de Israel recebeu o método de conexão (garantia mútua, Arvut), que se desenvolveu durante 40 anos de viagens no deserto. Gradualmente, eles se tornaram mais e mais unidos de acordo com o método recebido de Jetro, o pai da esposa de Moisés. Jetro não era judeu, nem era sua filha, mas como diz a Torá, ele se uniu totalmente a eles.

O termo Torá vem da palavra “luz” (Ohr). A luz da Torá, que uma pessoa recebe de cima, é necessária para reunir as pessoas e transformá-las em um único todo.

Apesar do fato de que elas estão egoisticamente distantes, opostas uma a outro, e cada uma deseja governar os outros, com a ajuda do ambiente certo e da luz superior, todas podem se submeter à sociedade e garantir que todas as pessoas nela sejam direcionadas para o centro da sociedade para se unirem.

Isso é o que os judeus fizeram por 40 anos no deserto. Depois que alcançaram o estado de unidade, o deserto se transformou em uma terra perfumada para eles, chamada Terra de Israel. “Terra – Eretz” vem da palavra “desejo –  Ratzon”. Ou seja, seu desejo começou a florescer e a dar frutos.

Eles construíram o Templo que representou o resultado de seus esforços que vieram da conexão entre eles. O Templo não significa algo materializado, nem pedras e madeira, mas a conexão de seus desejos.

Assim, eles viveram, lutaram, se reconciliaram e escolheram constantemente novas condições de conexão. Eles estavam mudando porque novos desejos egoístas surgiam constantemente neles. Portanto, eles tinham que atrair a luz superior chamada Torá mais e mais, para se unir e assim avançar.

Mas eles não puderam se agarrar a isso e por algum tempo caíram na escravidão do egoísmo, chamado de exílio babilônico da época de Nabucodonosor. Então, com a ajuda da Rainha Ester, eles saíram do exílio e começaram a habitar novamente a Terra de Israel, ou seja, o desejo de se unir e se conectar com o Criador.

Assim, eles seguiram em frente até chegarem ao estado de construção do Segundo Templo, unindo-se em um vaso comum no qual alcançaram o Criador. Mas não durou muito, porque mais uma vez havia um egoísmo enorme e dilacerante entre eles. Foi assim que o Segundo Templo foi destruído, o vaso comum foi quebrado, os desejos e intenções mútuos de amar uns aos outros que nos permitem revelar o Criador.

Foi nessa época que o Rabi Akiva convocou os judeus a se unirem e gritou que se deveria “amar o próximo como a si mesmo”, mas eles não podiam mais ouvi-lo. Este é o estado em que se encontra o povo de Israel, povo que, por um lado, entende que é preciso se unir e, por outro, não consegue se obrigar a se unir.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 16/12/19

“Um Tratado De Paz Ou Uma Peça De Tratado?” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Um Tratado De Paz Ou Uma Peça De Tratado?

O novo termo para um tratado de paz é “acordo de normalização”. Nos últimos meses, Israel assinou vários desses “tratados” e muitos outros estão em andamento. Eu sou totalmente a favor da paz, mas temo que o tipo atual realmente signifique que os países querem apenas uma fatia do bolo: beneficiar-se das vantagens econômicas e tecnológicas uns dos outros. Isso não é paz real e não dará a Israel nenhuma paz de espírito.

Superficialmente, parece que os países árabes finalmente perceberam que, embora Israel seja um país pequeno, tem um impacto significativo sobre o que está acontecendo ao redor do mundo e não parece que vai desaparecer tão cedo, como nossos inimigos desejam. Embora não gostem muito de Israel, sua influência é sentida em todos os países e regiões do mundo. Isso torna os laços diplomáticos com Israel fundamentais para todos os países.

Tudo isso faz parte do processo global pelo qual estamos passando. A globalização é um trem que iniciou seu caminho e não pode mais ser interrompido. Ela está nos conectando cada vez mais estreitamente, e embora alguns de nós ainda acreditem que estamos na Idade Média e podemos pisar uns nos outros com cavalos e perfurar nossos inimigos com lanças sem sofrer as ramificações de nossos erros, a realidade prova o contrário. As nações estão começando a entender que só existem perdedores em uma guerra, e a diplomacia é sempre mais lucrativa do que o derramamento de sangue. Por causa disso, e porque estamos nos tornando cada vez mais conectados e interdependentes, até mesmo os países muçulmanos acham mais difícil ignorar um fenômeno histórico e humano como Israel.

No entanto, apesar da aparente normalização nos relacionamentos e da trégua na inimizade aberta, não acho que esses tratados de paz irão beneficiar Israel de nenhuma maneira significativa. Com todo o respeito, eu vejo a paz de maneira diferente da imprensa. Embora esses acordos de normalização sejam preferíveis aos conflitos armados, não acho que eles estejam nos aproximando da correção real das relações que temos que fazer, e para Israel, isso é uma má notícia. Israel precisa assinar apenas um tratado de paz: a paz dentro de si, entre seu próprio povo.

Em hebraico, shalom (paz) vem da palavra “ shlemut” (plenitude). Isso significa que só pode haver paz quando há plenitude entre todas as pessoas da nação, quando elas não tentam eliminar uns aos outros, mas se complementar e, assim, criar plenitude que é maior e mais forte do que cada uma delas individualmente, mas que é construída, sustentada e fortalecida por todas elas juntos.

Nesse sentido, a paz nada tem a ver com os laços de Israel com outros países; laços diplomáticos são irrelevantes aqui. Apertar a mão de líderes árabes é ótimo para os negócios, mas é só isso, negócios. E como todos os negócios, eles durarão apenas enquanto forem bons negócios. Quando não são, eles se desintegram. Quase vinte anos atrás, nosso acordo de normalização com o Marrocos se desintegrou porque o Marrocos se opôs à política de Israel na Cisjordânia. Agora, embora a política de Israel não tenha mudado significativamente, o Marrocos restabeleceu a normalização. Em outras palavras, quando é bom para os negócios, há paz; quando é ruim para os negócios, não há paz.

Como escrevi acima, Israel encontrará paz apenas quando seu povo fizer as pazes entre si, aprendendo a se complementar, em vez de competir até a morte. Quando conseguirmos isso, o restante das nações virá e aprenderá, assim como fizeram na antiguidade, quando, de acordo com o livro Sifrey Devraim, as nações “subirem a Jerusalém e virem Israel … e dizerem: ‘É conveniente se apegar apenas a esta nação’”.

O povo de Israel recebeu um método único, um “truque” para superar o egoísmo. Eles aprenderam com seus antepassados ​​que, para fazer uma paz real, é preciso preservar as diferenças e, ao mesmo tempo, defender a unidade como solução para as disputas. Desta forma, você cria uma nação unida que consiste em incontáveis ​​opostos. Enquanto os judeus podiam sustentar sua unidade acima de suas diferenças, eles eram invencíveis; sua diversidade de pontos de vista e unidade encorajada os tornava intransponíveis. Mas, uma vez que permitiram que seus pontos de vista divergentes dessem o tom, eles se desintegraram, se dispersaram e se tornaram o motivo de chacota das nações.

No entanto, os judeus ainda mantêm o método, mesmo que não tenham conhecimento dele. É por isso que, onde quer que haja guerra, os adversários culpam os judeus. Não é porque os rivais usam os judeus como bodes expiatórios fáceis, como alguns judeus acreditam; é porque as pessoas realmente sentem que os judeus são responsáveis ​​pelo ódio no mundo. Em outras palavras, elas estão dizendo que se os judeus quisessem, eles poderiam trazer paz ao mundo.

Mas até que os judeus façam as pazes entre si, eles não saberão a importância suprema de sua paz para o resto do mundo. Eles devem implementá-la primeiro e os resultados virão depois.

Até então, teremos que nos contentar com tratados para obter pedaços do bolo, em vez de uma paz real.

“Por Que Israel Está Indo Para (Mais Uma) Eleição” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Por Que Israel Está Indo Para (Mais Uma) Eleição

Israel, ao que parece, está indo para mais uma eleição geral no que parece ser uma série sem fim. Não é como se essas campanhas produzissem resultados muito diferentes a cada vez, mas o impasse político parece deixar os políticos sem escolha a não ser ir a uma eleição após a outra, sabendo que nada resolverá. E é verdade, eles não resolverão nada porque quando os políticos quiserem a separação para que possam ter sua fatia do bolo, nada se resolverá. Somente quando um líder que genuinamente deseja unir todo o povo se levantar, Israel sairá do impasse.

Desde seu início, Israel adotou uma versão do sistema parlamentar britânico e tentou implementá-lo no novo país. Mas o que funciona para outras nações não funcionará para nós. Assim como a antiga lei judaica era fundamentalmente diferente daquela de seus vizinhos na antiguidade, agora devemos nutrir um sistema que atenda ao nosso propósito de ser uma nação soberana.

Israel foi formado por exilados de várias nações e tribos. Esses náufragos rejeitaram suas crenças e tradições e se juntaram ao grupo de Abraão desde que ele estabeleceu seu grupo baseado no princípio da unidade acima de todas as diferenças. Abraão afirmava que, embora sejamos todos diferentes e embora nutramos ódio uns pelos outros, devemos cultivar o elemento de misericórdia entre nós e coroá-lo como nossa meta principal. É por isso que Abraão simboliza a qualidade da misericórdia.

Abraão não negou o ódio entre os membros de seu grupo, mas ressaltou que somente se construirmos acima dele a qualidade da misericórdia, construiremos uma nação forte. Séculos depois, o Rei Salomão formulou esse princípio sucintamente ao dizer: “O ódio desperta contendas, e o amor cobrirá todos os crimes” (Prov. 10:12).

A liderança de Israel sempre foi sobre a unidade, não sobre a divisão. A Mishná (Sinédrio 4: 3) escreve que “O Sinédrio era como um semicírculo redondo para que se vissem”. O livro Likutei Halachot explica o que significam essas palavras: “O amor é principalmente que se vissem, pois não suportavam que não se visse o amigo. (…) A vitalidade é principalmente por meio da paz e do amor entre Israel, que é considerado como um ver o outro. … Este é o significado do que nossos sábios disseram, ‘companhia ou morte’, pois a vitalidade é principalmente através do amor de amigos … já que quando não há amor e há separação, é impossível receber vitalidade e isso é considerado morte … pois a separação um do outro é considerada morte”.

Esse era o sistema de governança de nossos antepassados. Se compararmos isso ao nosso sistema atual, podemos ver a que distância estamos de onde deveríamos estar.

Israel não tem lugar entre as nações, a menos que funcione da maneira que Abraão pretendia. Se não fizermos isso, as nações se voltam contra nós, como fizeram tantas vezes antes, e assim nos forçam a nos unir. Mas a unidade temporal não nos dará nada mais do que uma pausa na pressão. Se quisermos resolver os problemas de Israel, temos que começar a funcionar como uma nação espiritual, da maneira que deveríamos funcionar – uma nação que espalha a luz da unidade acima das diferenças e, assim, se torna “uma luz para as nações”.

No sistema atual, continuaremos brigando até começarmos a lutar uns contra os outros fisicamente. Antes da queda do Segundo Templo, os romanos colocaram um cerco em torno de Jerusalém e esperaram que os judeus lá dentro se matassem e tornassem sua conquista muito mais fácil. Por não perceber por que estamos aqui e o que precisamos fazer, e por insistir que apenas nós estamos certos e eles errados, em vez de tentar forjar a unidade acima de nossas diferenças e ódio, estamos fazendo a nós mesmos o que nossos antepassados ​​fizeram a si mesmos naquela época. Claramente, nada de bom sairá disso.

Todos Os Dias Às Urnas?

294.2Quando ouço os discursos do Knesset [braço legislativo do governo israelense], me pergunto de que tipo de eleições eles estão falando. O que vamos escolher? Cada palestrante tem um programa para reunir todo o país e tornar a sociedade um lugar melhor? Ninguém pode oferecer qualquer solução para conexão, cada um apenas tenta provar seu caso.

Mas nesta forma, todos estão errados, todos trazem separação e não há ninguém para seguir. Ninguém clama por conexão e unidade, mas apenas demonstra como ele é o único que está certo e os outros estão errados. Se isso continuar, é claro, realizaremos eleições não apenas quatro vezes por ano, mas todos os dias. Não sei como o Estado pode funcionar nessas condições.

Devemos compreender que somente nossos esforços internos para unir toda a nação e o mundo inteiro podem trazer paz ao mundo. Caso contrário, sempre surgirão pontos explosivos que ameaçam explodir na guerra.

Nada é mais importante do que nossos esforços para unir a nação. Mas o problema é que todos pensam que só eles sabem se unir e só sob sua liderança a unidade pode ser alcançada. No entanto, vemos todas essas tentativas falharem uma após a outra.

E isso continuará até que mudemos nossa abordagem de uma forma que não definamos exatamente como deveria ser, mas todos deveriam pensar que antes de tudo a unidade deveria estar em seus corações. É quando ela será implementada. Não importa de que forma, eu não estabeleço nenhuma condição: o principal é lutar pela conexão. Aproximar-se um do outro é sempre uma coisa boa.

A questão é o que fazer se houver vários grupos, vários partidos e métodos opostos, e cada um achar que está certo e o outro errado? Só existe uma solução. Ninguém deve ter outra opinião a não ser o desejo de união, como se diz “O amor cobrirá todas as transgressões”.

Todas as transgressões, todas as contradições, não precisam ser levadas em consideração. Todas essas diferenças permanecem entre nós, estamos cientes delas, entendemos que estamos longe uns dos outros e somos opostos, todos entre nós: socialistas, comunistas, oportunistas, capitalistas, etc. Não importa o partido, há várias dezenas de eles no pequeno país de Israel, e eles crescerão infinitamente se a separação continuar.

Devemos entender que não podemos falar sobre nossas contradições uns com os outros, porque é claro que o egoísmo de todos se manifesta em sua forma natural, que é diferente dos outros. A esse respeito, cada indivíduo é único, então cada um deve organizar seu próprio partido pessoal?

E se ele se aprofundar mais em si mesmo, verá que também está dividido por opiniões conflitantes e terá de se dividir em várias partes em conflito. Não há outra solução a não ser superar todos os obstáculos, todas as contradições e cobrir todos os crimes com amor.

As transgressões nos ajudam a construir o amor porque devemos cobrir todas as diferenças com ele. É por isso que os pecados são revelados – para nos ajudar a construir o amor – é assim que vem do pensamento da criação, o pensamento do Criador.

Se nos tratarmos assim, não haverá desacordos, ataques e brigas entre pessoas e partidos. Construiremos juntos, cada um levará em consideração sua ideia da própria retidão e dos erros dos outros, mas cobriremos tudo com amor. Essa será a estrutura certa.

Então cada parte e cada pessoa construirá uma forma de amor que se baseia no oposto de seus sentimentos críticos negativos em relação aos outros. Haverá ódio por dentro e amor por fora, até que vejamos o mundo inteiro corrigido e nós mesmos no melhor estado possível.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/12/20 , “Unidade Acima de Tudo”