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Jerusalém: A Capital Da Humanidade Unida

Laitman_421.01Jerusalém é o lugar do Templo e, ao mesmo tempo, o local da destruição. Precisamos chegar a um estado em que Jerusalém, que significa “temor/respeito completo” (Ira’a Shlema), habitará em nossos corações, em nosso desejo, e com a aquisição da intenção de doar, nós construiremos lá um vaso espiritual perfeito chamado “o Templo”.

Tanto o primeiro vaso espiritual – recepção em prol da doação – quanto o segundo – doação em prol da doação – pertenciam apenas à cabeça da alma comum. O terceiro vaso incluirá ambas, doação em prol da doação e recepção em prol da doação a todas as nações, como está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Profetas, Isaías 56:07). Isto é, para todo o desejo de desfrutar criado no nível humano. Todos receberão igualmente a revelação da força superior em unidade comum. As diferenças entre as pessoas desaparecerão e este mundo desaparecerá no final da correção, como escreve Baal HaSulam. Somente um desejo comum em que todos se unem em perfeita unidade permanecerá, totalmente preenchido com a Luz superior.

Todos estarão em plena realização da força superior, como um só coração, sem diferenças. Pelo contrário, a separação prévia irá trabalhar para fortalecer a unidade, como está escrito: “O amor cobrirá todas as transgressões”.

A Jerusalém restaurada deve ser assim. Mas, por enquanto, como vemos, ela está em estado de destruição total. Não há cidade no mundo que seja mais dividida, dilacerada por toda oposição e contradição possíveis. Tudo deve ser revelado como material para correção.

O Dia de Jerusalém nos lembra de uma correção necessária. Acontece que não é uma celebração em homenagem à cidade em si. É uma celebração em honra da oportunidade que nos foi dada pela libertação.

Nós celebramos o dia em que Jerusalém nos é dada como local de trabalho e local onde ocorrerá a correção no futuro. Então, o povo de Israel e todas as outras nações, assim como a terra de Israel e o mundo inteiro, serão revelados em adesão com um único Criador.

Através disso, Israel cumprirá sua missão de ser uma Luz para as nações. A missão do povo de Israel como cabeça do Partzuf espiritual em relação ao corpo é corrigir toda a humanidade. No entanto, a correção deve se espalhar para todas as nações, e a revelação do Criador em todo o Seu poder acontece precisamente no corpo da alma comum, isto é, nas nações do mundo.

Está escrito que no final da correção a terra de Israel se espalhará para o mundo inteiro. Isto é, o desejo de desfrutar que se relaciona com a realização do Criador se espalhará para todo o universo e todos se unirão e se tornarão uma nação do Criador, como está escrito: “Todos Me conhecerão, do menor deles ao maior deles”.

Jerusalém não se refere apenas à unificação de Israel, mas também à unificação de toda a humanidade. Este ponto particular, esta cidade, existia mesmo antes de nossos antepassados ​​virem à terra de Israel; eles não a criaram do zero.

O fato de que as nações do mundo, por exemplo, os EUA e outros, mudem suas embaixadas para Jerusalém é uma espécie de símbolo. No entanto, isso não realiza a correção em si – a correção deve ser do povo de Israel. Chegou a hora de todos aqueles que estão no grau de Israel (Yashar-Kel), isto é, se esforçando para revelar o Criador, se unirem entre si e com o Criador, e se tornarem a cabeça do Partzuf espiritual. Nossa união, e nada mais, é o mais importante.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá, 13/05/18, Escritos do Baal HaSulam, “Um Mandamento”

Graus De Independência

Dr. Michael LaitmanAlcançar a independência é, em essência, todo o trabalho de uma pessoa neste mundo. Todo o processo – desde o momento do nosso nascimento neste mundo e antes de entrar no mundo espiritual, e o subsequente desenvolvimento da alma até o fim de sua correção – é um avanço em direção à independência.

A independência é realizada ao se alcançar equivalência com a força superior, o Criador, nada mais do que isso. Até que a pessoa alcance o grau e poder do Criador, e a equivalência com Ele em todas as qualidades, ela não completará seu desenvolvimento e não obterá independência.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”, “Está escrito no Zohar: “Com esta composição, os Filhos de Israel serão redimidos do exílio”. Também, em muitos outros lugares, somente através da expansão da Sabedoria da Cabalá nas massas, obteremos a redenção completa. Eles também disseram: “A Luz nela o reforma”. Eles foram intencionalmente meticulosos sobre isso, para nos mostrar que somente a Luz contida nela é a cura que reforma uma pessoa.

Portanto, está claro que só assim é possível alcançar a independência que tanto queremos e se tornar livre, mesmo no sentido material. Só assim poderemos nos libertar da ameaça externa que não nos deixa nem por um momento, cada vez nos obrigando a lutar por nossa sobrevivência.

Afinal, a oportunidade de retornar à sua terra foi dada ao povo de Israel como uma oportunidade por um período limitado de tempo, justamente para alcançar a independência que depende da revelação da sabedoria da Cabalá entre as massas.

Nós existimos dentro do sistema da natureza, em uma rede especial que age de acordo com suas leis. É possível estudar formas particulares da manifestação dessas leis nos graus inanimado, vegetativo e animado, assim como a física (o nível inanimado), a botânica (o vegetativo), a biologia, a zoologia e a genética (o animado, isto é, tudo relacionado a organismos vivos).

Há também uma parte relacionada ao mundo interno de uma pessoa. Psicologia e psiquiatria envolvem-se nisso, mas suas habilidades são muito limitadas e, na verdade, essa área permanece praticamente desconhecida.

A única ciência que realmente lida com o mundo interno da pessoa é a sabedoria da Cabalá. Ela estuda a pessoa como um sistema interno agindo de acordo com certas leis prescritas, e permite que você entenda essas leis e as use para mudar a natureza humana e levar a pessoa à boa forma de existência.

Nós podemos melhorar nosso ambiente e torná-lo confortável, conhecendo as leis da física, química e outras ciências. Podemos também melhorar as qualidades internas de uma pessoa, conhecendo as leis que a sabedoria da Cabalá nos explica.

Essas leis permanecem inalteradas e absolutas de geração para geração. Elas estão prontas para o nosso uso, ao contrário das leis da psicologia que mudam constantemente, com declarações de que algo considerado prejudicial ontem é considerado útil hoje.

A natureza interna da pessoa está sujeita às leis absolutas e imutáveis. Essas leis vêm do Criador, a força mais elevada da natureza que compreendemos nas profundezas da criação, cuja natureza é oposta ao Criador.

Portanto, Baal HaSulam escreve que somente através da revelação da sabedoria da Cabalá pode o mundo inteiro mudar do exílio para a redenção. O povo de Israel deve fazer isso primeiro e dar o exemplo a todas as outras nações. Isso é chamado de “ser uma Luz para as nações”.

Desta forma, nós saímos de todas as limitações deste mundo. Somos obrigados a existir neste mundo para apoiar nosso corpo, tentando a todo momento prover as condições mais confortáveis. Passamos toda a nossa vida cuidando do corpo, que acaba morrendo, transformando todos os nossos esforços em cinzas.

No entanto, podemos começar a trabalhar em nós mesmos a fim de alcançar graus verdadeiros e eternos de existência que estão acima do cuidado de nosso corpo animalista. Quando fazemos isso, nossa principal preocupação é alcançar a força superior e a equivalência de qualidades com ela.

Na medida em que nos tornamos semelhantes ao Criador, recebemos uma oportunidade de sermos tão eternos quanto Ele é. Então começamos a subir os graus, alcançando uma força cada vez maior de eternidade e perfeição.

É de suma importância elevar-se acima de nosso corpo que nos é dado apenas para nos acompanhar por algum tempo, até que o abandonemos. Se eu me dedico ao cuidado dele, ou seja, se me coloco dentro dele, então estou envolvido em um negócio perdedor desde o começo.

Acontece que eu invisto todas as minhas forças e toda a minha vida no desenvolvimento e preenchimento de algo que inevitavelmente irá morrer. Isso significa que todos os meus esforços são completamente inúteis. Portanto, somos simplesmente obrigados a perceber oportunidades que a sabedoria da Cabalá nos dá.

Israel Tem 70 Anos!

Setenta anos – para um país esta é uma idade jovem. No entanto, é hora de dar uma olhada nos resultados. Estou muito feliz por termos algo de que nos orgulhar em nosso 70º aniversário. Israel de hoje é um país avançado. Ciência, alta tecnologia, medicina, tecnologia militar, agricultura…, em muitas áreas somos reconhecidos como líderes mundiais.

No entanto, acima de tudo, estou feliz com outra das conquistas de Israel: o fato de que hoje a sabedoria da Cabalá está sendo revelada cada vez mais. Podemos falar abertamente sobre isso, espalhar seu conhecimento e as pessoas nos ouvem. Elas já entendem que a Cabalá não é nem misticismo nem feitiçaria, mas uma ciência que constrói fortes pontes de amor entre todas as pessoas, independentemente de sua raça e local de residência.

Podemos ver como pessoas de numerosos países vêm a nossas Convenções em Israel. Na última Convenção, havia representantes de 75 países. Eles vêm ao chamado da alma, e vemos quão calorosamente eles falam sobre o nosso país, com tanta gratidão e amor!

E isso vai contra o pano de fundo de atitudes extremamente negativas em relação a nós de muitos países do mundo. Isso não os impede. Eles sentem que “ama ao próximo como a si mesmo”, que é a base da nossa nação, é a única direção verdadeira na vida.

Feliz feriado, queridos amigos!

Depressão De Um Economista

Laitman_514.02Nas Notícias (Project Syndicate): O Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, escreve:

“Eu tenho participado da conferência anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça – onde a chamada elite global se reúne para discutir os problemas do mundo – desde 1995. Nunca saí mais desanimado do que este ano. …

“Os CEOs de Davos ficaram eufóricos este ano com o retorno ao crescimento, os lucros fortes e a alta remuneração dos executivos. Os economistas lembraram que esse crescimento não é sustentável e nunca foi inclusivo; mas tais argumentos têm pouco impacto em um mundo onde o materialismo é rei.

“Então, esqueça as trivialidades sobre valores que os CEOs recitam nos parágrafos iniciais de seus discursos. Eles podem carecer da franqueza do personagem de Michael Douglas no filme Wall Street, de 1987, mas a mensagem não mudou: “A ganância é boa”. O que me deprime é que, embora a mensagem seja obviamente falsa, muitos no poder acreditam que seja verdade”.

Meu Comentário: Ao contrário de Joseph Stiglitz, não me sinto deprimido porque entendo o egoísmo da humanidade e, desde o início, não espero boas ações da elite econômica. Além disso, desejo-lhes boa sorte. Porque quanto mais eles descerem à sua própria ganância, mais rapidamente o mundo verá a verdade e finalmente se tornará maduro o suficiente para aplicar a sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá diz que precisamos nos unir e exigir a realização do método para a correção do mundo a partir do povo de Israel. Mesmo nos tempos antigos, o Faraó egípcio entendia que os judeus estavam fugindo dele para a verdadeira unidade, para a ascensão acima do egoísmo. Isso tem que ser entendido pelas nações hoje ainda mais claramente.

A essência do método da sabedoria Cabalística, inerente ao povo de Israel, é a seguinte: conectem-se de tal forma que o egoísmo não mais nos separe ou nos perturbe. Demonstrando essa possibilidade para todos, os judeus cumprirão aquilo que o mundo espera deles, mesmo que inconscientemente.

Tendo se encontrado em um beco sem saída, as pessoas vão sentir isso. A humanidade começará a perceber que a solução para o problema está escondida no povo de Israel.

E tudo depende de como o povo de Israel é capaz de perceber a ideia de unidade dentro de si – depois mostrando e apresentando ao mundo.

Hoje, os judeus são odiados, sem um claro entendimento do porquê. Em vez de uma causa inerente, razões e desculpas são oferecidas para esse ódio. Portanto, esse ódio requer uma orientação correta na consciência, de modo que todos juntos se concentrem no que interessa: por um lado, aqueles que aspiram à correção interna – o “povo de Israel”, por outro lado, todos os outros.

Na realidade, essas duas partes juntas resolvem um problema mútuo. É simplesmente necessário começar com alguém e é por isso que a união começa com aqueles que já estão maduros para isso. Então, numa base voluntária, baseada no desejo, por meio de exemplos positivos, círculos mais amplos se conectam a eles.

Desta maneira, é totalmente desnecessário expulsar os judeus de sua terra; não é necessário matá-los. É necessário motivá-los a criar uma sociedade forte e entrelaçada, espalhando a Luz superior para o mundo inteiro.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman”, 13/02/18

Neo-Antissemitismo

laitman_937O povo de Israel, que emergiu do grupo dos discípulos de Abraão, não existe por si só. Eles existem para trazer o método de conexão com a força superior e revelar a totalidade da natureza, a qualidade chamada “Criador”, para toda a humanidade. Este grupo é obrigado a realizar sua missão.

Portanto, à medida que a humanidade se desenvolve e se desespera com o seu desenvolvimento, ela começa a fazer queixas a esse grupo por causa de suas vidas sem objetivo, fracassadas e vazias. Quanto mais as nações do mundo se desenvolverem, mais reclamações farão ao grupo chamado Israel, exigindo que ele cumpra sua missão.

A humanidade não sabe sobre a missão do povo de Israel, nem sobre as razões de seu ódio aos judeus, porque ela também é influenciada pela ocultação. O próprio grupo de Abraão, após a longa jornada que fez ao longo da história, esqueceu exatamente o que deve cumprir e por que é odiado.

Mas o antissemitismo existe como um fenômeno que não desaparecerá até que esse grupo cumpra seu propósito, seja sob pressão da humanidade ou através do despertar e da compreensão desse próprio grupo.

De qualquer maneira, esse grupo se unirá e mostrará um exemplo de unidade para toda a humanidade. Então a Luz superior se espalhará através deste grupo para todas as pessoas, como o Baal HaSulam escreve em “O Prefácio ao Livro do Zohar”. Desta forma, o mundo inteiro chegará à correção desejada.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/18, Lição sobre o Tópico: “Dia em Memória do Holocausto”

Sem Medo De Outro Holocausto?

Laitman_011Não existe bem ou mal neste mundo, mas apenas duas forças: doação e recepção, que precisam se fundir. Elas trabalham de acordo com um princípio simples de conexão, a lei de equivalência de forma. Conforme a nossa unidade ou falta dela, de acordo com o tempo alocado para nosso desenvolvimento, essas forças geram os estados que desenvolvem e mudam o desejo de dar prazer à criação.

Devemos ser imparciais nesse processo, manter nossos sentimentos fora disso, ou não vamos entendê-lo. “O juiz tem apenas o que seus olhos veem” e não o que seu coração sente. 1

Punir ou Perdoar

O Criador trata cada pessoa, até mesmo uma criança, como se ela fosse responsável por suas próprias decisões. De sua perspectiva, não há diferença entre as pessoas; somos todos um só corpo que deve cumprir sua missão: adultos, crianças, homens, mulheres, idosos – todos se enquadram na mesma regra.

O Holocausto é uma consequência que se acumulou durante um longo período de tempo. Por dois milênios, os judeus tentaram evitar suas responsabilidades. Seu propósito é ser a Luz para as nações, ser um canal que distribui a Luz para a parte da humanidade que não pertence à sua cabeça, mas para o corpo da alma comum e é incapaz de atrair a Luz superior para ela por si mesma. No entanto, especificamente nessa parte é onde o Criador deve ser revelado. Israel, que é chamado de “eu sou a cabeça” (“Li Rosh”), serve apenas como um condutor da Luz para o corpo. Mas o contato real com a força superior e a adesão da criação com o Criador ocorre no corpo, onde a necessidade é mais sentida.

E quando Israel não cumpre sua missão, torna-se inútil neste mundo. Ou o governo superior terá que trazer muito sofrimento para nós, a linha da esquerda, para nos fazer mudar o nosso comportamento e atrair a Luz que reforma para a linha direita, ou vamos perceber e começar a nos comportar corretamente por conta própria. É um ou outro.

O Criador não decide o que fazer conosco: punir ou perdoar. O sistema funciona de acordo com leis específicas, não com emoções. Hoje, a situação é pior do que há 80 anos. Naquela época, as nações do mundo apoiaram o povo de Israel na criação de seu país, porque trazia consigo a possibilidade da correção deste mundo. Hoje, não temos esse apoio de ninguém. O mundo se recusa a respeitar a lembrança do Holocausto.

Isso mostra que a nação de Israel não consegue cumprir sua missão nem um pouco. As outras nações não sentem nenhum benefício de nós. Pelo contrário, elas nos veem como a parte mais perigosa do mundo. A única maneira de resolver isso é nos unirmos e nos transformarmos em um canal. Vamos criar um círculo em nossas conexões e formar um canal para o mundo. Esse é o nosso propósito.

Se, no entanto, deixarmos de fazer isso, sentiremos o ódio do alto, do Criador, e de baixo, das nações do mundo. Nós já vimos ao que isso leva. Nós existimos no sistema das leis da natureza que a pessoa não pode esquecer nem esconder. Portanto, não vamos fingir que não entendemos o que está acontecendo; vale a pena nos informarmos sobre esta questão e depois temos a oportunidade de nos salvar. Nada mais ajudará, pois “a lei é dada e não pode ser quebrada”. 2

Com o passar dos anos, a memória do Holocausto desaparece, não causa mais a sensação de perda e dor comuns. Se isso acontecesse com qualquer outra nação, visando seu desejo de receber, teria sido sentido com muito mais força e não teria sido esquecido por centenas de anos. Mas como o Holocausto visava nosso trabalho insuficiente com o desejo de doar, a memória dele desapareceu. Hoje, não sentimos nenhum vestígio dele.

Temos que entender esse fenômeno incomum. É por isso que não há medo de um Holocausto hoje. Isso é incompreensível! Mesmo quando a nova onda de antissemitismo surge, lembrando-nos da possibilidade de outro Holocausto, ninguém está impressionado com isso. Assim como os judeus da Polônia não se preocuparam antes da Segunda Guerra Mundial, achando que tudo acabaria bem.

No entanto, nossa condição hoje é ainda pior do que antes do Holocausto. No entanto, a nação judaica não pode despertar. Porque o despertar não deve ser resultado de sofrimento. O sofrimento só pode ser um efeito colateral. O despertar tem que ser o resultado da realização de nossa missão, a necessidade de nos unirmos para trazer o Criador, a Luz superior, de cima para baixo, a todas as criações, isto é, não fugindo dos golpes, mas revelando o Criador a toda a humanidade. 3

A raiz espiritual do antissemitismo é o comportamento incorreto da nação de Israel que deve alcançar a unidade com a Luz superior. O resultado dessa falta é revelado nos desejos não corrigidos, não em sua cabeça, mas no corpo da alma comum – nas nações do mundo. Quando se supõe que o corpo do Partzuf espiritual deve receber a Luz interior da cabeça, mas não a recebe, essa falta sobe à cabeça e ali é sentida como antissemitismo. 4

Hoje, o nazismo pode surgir em qualquer país desenvolvido. Quanto mais desenvolvido o país, maiores as chances de ele atingir o nazismo porque as pessoas são mais sensíveis e sentem mais fortemente que estão sofrendo por causa dos judeus. A situação é tal que os regimes democráticos, liberais e pró-socialistas estão prestes a entrar em colapso e abrir caminho para o nazismo, como Baal HaSulam havia nos advertido. 5

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/18, Lição sobre o tema “Dia em Memória do Holocausto”
1 minuto 21:10
2 minutos – 22:30 h às 31:20 h
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4 minutos 49:03
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A Grande Migração Das Nações

749.02Pergunta: Multidões imensas de pessoas estão se mudando geográfica e socialmente. O número de migrantes internacionais em 2017 chegou a 258 milhões: mais de 100 milhões superior a 1990. Hoje, quando tecnológica e economicamente o mundo se transformou em uma “aldeia global”, esse fenômeno está se tornando uma ameaça. O que será disso? (Reuters)

Resposta: É difícil para nós vermos um sistema em um “movimento browniano” interminável de imigrantes internacionais. Encontramos explicações políticas, econômicas, ideológicas e conspiratórias para isso.

No entanto, a verdadeira causa está na própria base da existência humana. Suas consequências às vezes nos parecem caóticas e imprevisíveis, enquanto na verdade tudo é muito rigidamente determinado e não há coincidências.

Todas as “coincidências” no mundo são controladas pela lei geral da natureza, segundo a qual os desejos que foram quebrados, previamente destruídos, devem reunir-se harmoniosamente. No entanto, eles devem se reunir apenas de uma forma consciente, por sua própria vontade.

Ao misturar a humanidade, a história nos coloca diante de um novo estágio de desenvolvimento e exige que nos coloquemos em equilíbrio com a natureza. Somos capazes disso? Sim, nós nos misturamos, mas nossa interconexão ainda não está fixa. Está longe de ser harmoniosa.

A humanidade consiste em uma multidão de partes separadas, estrangeiras e opostas, que continuamente ignoram, desprezam e se odeiam. Às vezes, os conflitos levam a derramamento de sangue, e às vezes eles se escondem atrás de sorrisos falsos e slogans.

Mas a essência é uma só: mesmo em comunidades exitosas externamente, somos internamente estranhos uns aos outros. Sob os clichês culturais e civilizados, o mesmo egoísmo ferve, pacificado até certo ponto, mas ainda assim não conquistado. E não importa o quanto nós o alimentemos, ele sempre precisa de mais.

Como resultado, milhões de imigrantes de outras culturas não podem ser totalmente assimilados em novos lugares: eles não se encaixam ou integram, permanecem como estrangeiros, trabalhadores convidados ou desempregados; eles criam seus próprios enclaves, ilhas, pontos focais ou territórios inteiros de anarquia.

A mistura global é um pouco semelhante a um barril de pólvora: ela une várias partes, intensifica a pressão e, por si só, não fornece uma solução fundamental para nosso problema comum.

Então, o que fazemos? A grande migração do século XXI deve ser acompanhada de uma educação adequada. É impossível apenas entrar em um novo mundo – precisamos entendê-lo, aceitá-lo e absorvê-lo. Precisamos aprender a viver juntos nisso. Essa é a ascensão ao próximo grau.

Com o tempo, as ondas de imigrantes crescerão e a sociedade moderna não estará pronta para tal turbulência. As pessoas ainda não aprenderam a interagir corretamente, a fixar seus relacionamentos – ainda não entendemos que as fronteiras abertas por conta própria não garantem nosso sucesso.

Isso faz sentido, já que aqueles que são responsáveis ​​pelo método da boa conexão ainda estão “dormindo”. A nação judaica, os patriarcas da humanidade, que uma vez proclamaram que a unidade e o amor ao próximo eram o maior valor, hoje preferem não notar sua história e herança.

Ao longo dos milênios, os judeus aprenderam como nenhuma outra nação a ser incluídos em outras sociedades e tecer ninhos em novos lugares. Eles simplesmente não têm problemas com isso, embora não tenham ideia de onde receberam esse presente. Consequentemente, o que está enraizado nos judeus permanece inacessível aos outros.

Se o mundo percebesse o papel dos judeus na história, as pessoas entenderiam o que realmente deveria ser exigido deles: unidade. Que os judeus aprendam de novo as leis da comutação, da integração e da mútua doação, e que usem essas leis de forma prática, demonstrando ao mundo inteiro como isso é feito.

Em suma, os judeus precisam se unir uns com os outros, não com os outros. E isso servirá de exemplo para os outros. Um exemplo de uma sociedade unida – multifacetada e unificada – se tornará a solução para uma série de problemas do século XXI. Só então seremos capazes de destravar com segurança as portas das nações e dos corações e começar a viver juntos de acordo com a lei da natureza como uma única e forte família.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/02/18

As Lições Do Holocausto

Laitman_006Nós vivemos em uma época única, uma época em que nos é dada a chance de ter sucesso. Mas não há garantia de que iremos realizá-la. Fomos presenteados desta vez para ganhar força e compreensão de onde estamos e do que precisamos fazer.

Baal HaSulam chama isso de “o tempo das oportunidades abertas para a liberação”.

Essa oportunidade nos foi dada, e todo o nosso trabalho consiste em tentar implementá-la e trazer à vida tudo o que está escrito nos livros Cabalísticos. Ninguém sabe como isso irá resultar no fim. Baal HaSulam escreveu sobre a existência do perigo de que esta chance não seja concretizada e que o Estado de Israel se desfaça. Afinal, existem forças muito poderosas contra nós.

This is because the only condition for the existence of the State of Israel is our unity. Therefore, neither a military power nor America with Trump will help us—no other power, other than the power of our unity.

O Criador organizou esses inimigos para nós, inimigos que possuem paciência, poder, grande quantidade e qualidade. Nós devemos entender que precisamos do poder do Criador para lutar contra eles. Se entendermos isso, vamos vencer. Se não o fizermos, o Estado de Israel não tem futuro.

Isso porque a única condição para a existência do Estado de Israel é a nossa união. Portanto, nem um poder militar nem a América com Trump nos ajudarão – nenhum outro poder além do poder de nossa unidade.

A única questão é saber se a nação de Israel está pronta para ouvir isso e quando ouvirá. Até agora, ela está apenas ficando mais forte em seu orgulho e cada vez mais distante da verdade, cada vez mais distante uns dos outros, e é cada vez mais odiada por todas as outras nações.

Os judeus têm muito orgulho de seu sucesso material, que não tem conexão com sua missão inerente. Os judeus israelenses, europeus e americanos têm seus próprios sintomas particulares da doença, mas todos ainda estão unidos por uma coisa: o ódio das nações que os cercam. Esperemos que este caminho não nos leve a um Holocausto semelhante ao que já ocorreu no passado.

O tempo está se esgotando, desperdiçamos muito dele, e a nação de Israel ainda não mudou internamente para melhor; pelo contrário, tornou-se pior. Não temos ninguém de quem depender a não ser nós mesmos e o Criador. É um problema terrível quando existe a possibilidade de alcançar a correção e completar a nossa missão, mas as pessoas não a ouvem. Apenas 70 anos se passaram desde o Holocausto e suas lições aparentemente já foram esquecidas.

Tivemos a oportunidade de nos unir, de deixar os países onde fomos odiados e de começarmos juntos a descobrir a essência interior da nação de Israel conhecida por todos, tanto religiosos quanto seculares, sobre os quais está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”. Mas ninguém quer aceitar esta lei; o oposto: a separação e o conflito interpessoal continuam a se fortalecer. Nós vemos que a história não nos ensina nada.

Somente através da disseminação da sabedoria da Cabalá e da atração da Luz que Reforma as coisas podem serem melhoradas. O mundo inteiro está sofrendo e continuará a sofrer ainda mais.

Estamos todos descendo por um plano inclinado. Esperemos que, com nossa participação na correção, a pressão do mundo sobre nós seja relativamente suave, mas, no entanto, nos obrigue a se unir.

Se não despertarmos nossos próprios egípcios, se não sentirmos que eles estão escondidos dentro de nós, dificultando nossa conexão, talvez o mundo nos ajude nisso e exija o método da conexão.

Houve uma época em que isso não era tão aparente, mas hoje todos entendem que a unidade criada nos últimos 30 a 40 anos está destruindo o mundo. Inicialmente, todos ficaram entusiasmados com o fato da sociedade se tornar global e integrada, pensando que isso nos traria prosperidade. Mas agora, já está claro que não é assim. Hoje as guerras reais já estão começando: China, EUA, etc.

Este é um sinal óbvio de que a união não é possível até que o egoísmo seja corrigido. E até que isso aconteça, a unidade será sempre prejudicial, como está escrito: “A unidade dos pecadores trará danos a eles e ao mundo”. No final, trará tremendas guerras.

Hoje, especialmente para o próximo Dia em Memória do Holocausto, o mundo está precisando muito desse esclarecimento (e do antídoto).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/18, Shamati #190, “Todo Ato Deixa Uma Impressão”

Nova Vida # 967 – Ser Israelense

Nova Vida #967 – Ser Israelense
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O caráter israelense originou-se naqueles momentos em que fomos criados como uma nação única com uma raiz espiritual. Já havíamos alcançado a verdade, a essência da criação e uma compreensão profunda da realidade e a necessidade da conexão dentro da unidade familiar, bem como na sociedade como um todo. Os israelenses tendem a ser assertivos e falam diretamente ao ponto. Eles trabalharam contra seus egos antes da destruição do Templo, mas depois se tornaram teimosos contra tudo o que está envolvido com a conexão. Eles experimentam uma ansiedade existencial, uma vez que seu propósito é implementar o método de conexão entre si e depois ensiná-lo ao mundo inteiro. A nação de Israel será eliminada se não trouxer “Luz para as nações”.

De KabTV “Nova Vida # 967 – Ser Israelense”, 18/02/18

Nova Vida # 966 – Traços Do Caráter Israelense

Nova Vida #966 – Traços Do Caráter Israelense
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Os israelenses são pessoas extremas. Nós viemos de vários países e culturas e tendemos a ter relacionamentos explosivos. Somos audaciosos porque nunca tivemos um sistema de classes, já que “Todos de Israel são amigos”. Originalmente, nós nos unimos em torno da ideia e do ensino de amor e conexão de Abraão. A destruição do Templo ocorreu como resultado de nossa distância das características de amor e conexão. Por um lado, somos como irmãos. Por outro lado, porém, todos temos medo de ser otários. A fonte espiritual da audácia está latente na capacidade potencial de subir à altura do poder superior que nos protegerá e nos dará força. Precisamos usar nossa audácia como um poder que nos motiva a subir ao nível do Criador.

De KabTV “Nova Vida # 966 – Traços Do Caráter Israelense”, 18/02/18