Textos na Categoria 'Grupos de Dez'

As 600 Mil Faces Da Alma Comum

Dr. Michael LaitmanA Luz superior, o Criador, criou o desejo, “algo a partir do nada”, que é completamente oposto a Ele. Este desejo é a única criação que já foi feita.

Mais tarde, o desejo expandiu-se sob a influência da Luz e em algum momento começou a agir por conta própria. Ele aspirava se tornar semelhante à Luz e considerou que a Luz era um remédio para alcançar este objetivo através do ato de aceitar a Luz em prol da doação para o melhor da capacidade do desejo.

O desejo é chamado de alma (Neshama). A quantidade máxima de Luz que o desejo pode receber em prol da doação é chamado de NefeshRuachNeshama. Todavia, o desejo não pode receber outras Luzes. Só mais tarde, no final da correção, as Luzes de Haya e Yechida vão entrar no desejo. Agora, o desejo é chamado de Neshamá, uma vez que tem o nome da Luz máxima que pode acomodar.

Isso significa que todos nós representamos uma alma, um desejo. A fim de fazer este desejo único agir de forma independente e adquirir semelhança com o Criador, ele foi quebrado em vários pedaços. Em essência, ele ainda é o mesmo desejo comum, mas agora percebe-se como dividido em 600.000 estilhaços. Nós nos consideramos como um dos fragmentos do desejo comum.

Os pedaços do desejo continuaram a se estilhaçar, na medida em que cada criação neste mundo carrega uma pequena partícula do que antes era um grande vaso. Nosso objetivo é fazer com que as pessoas reconectem voluntariamente todos os elementos.

Quando conectados, cada um dos fragmentos, cada pessoa, sente-se como uma alma comum. Cada uma se funde com o resto das 599.999 partículas, e assim, toda a estrutura até um total de 600.000 é obtida. Através das nossas relações com o resto das partículas, cada um de nós constrói a alma geral de 600.000 partes.

600,000 Faces Of The Common Soul

Isso se aplica a todos os que se fundem com outras partes ou estilhaços, seguido por mais um fragmento e depois outro. Então, quando todos nós nos reconectamos, recriamos nossa alma e, juntos, constituímos um único desejo comum.

Ao nos reunirmos, chegamos a um estado em que constituímos um único navio. Cada um de nós tem que se corrigir completamente, ou seja, fundir-se com o resto das partes. Até agora, nós estamos tentando nos conectar em dezenas, mas, na verdade, a mesma abordagem se aplica a todo o vaso, todas as almas, toda a criação, cada pessoa neste mundo, àqueles que viveram antes de nós e àqueles que ainda não nasceram e que vão aparecer mais tarde, depois de nós. Não importa quando.

Todos eles são partes de uma alma, porque nós nos conectamos a eles de acordo com as nossas qualidades pessoais. Se cada um de nós se conectar ao resto das 600.000 partes, vamos recriar a alma única original. Cada um de nós se conecta com os outros de uma maneira que ninguém mais pode e cada pessoa se funde com os outros de uma maneira que nenhuma outra partícula pode fazer da mesma forma. É por isso que cada um de nós é tão importante!

Durante o processo de ligação com o outro, nós temos que ter sempre em mente que, apesar de neste momento nos fundirmos com uma pequena dezena, nós ainda estamos nos preparando para nos relacionarmos com o resto da criação por meio de nossas dezenas. Isso é chamado de uma alma.

Se agirmos dentro do nosso grupo de dez com esta intenção, será suficiente para alcançar a revelação da alma comum dentro deste grupo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 11/01/14, Lição 4

Não É O Sábio Que Aprende

Laitman_165Quando nós lemos os livros de Cabalá, somos capazes de atrair a Luz Superior que Reforma. Por isso, é muito importante na hora da aula manter a intenção correta em todos os momentos, lembrando o que se quer com todos e qualquer palavra que é lida.

Pode ser que eu não entenda nada nessas palavras sobre o próprio assunto. Eu vim para a aula e ouvi que era necessário abrir um livro. Eu o abro, leio e não entendo nada, porque as coisas escritas lá são completamente novas para mim. Mas isso não é importante, eu penso só na minha intenção: O que eu quero alcançar ao sentar e estudar?

Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 155, que os Cabalistas também projetaram seus livros para pessoas que ainda não estão em níveis espirituais e não entendem o que está escrito. Mas, precisamente graças ao estudo dos textos que elas não entendem e não por uma questão de entendimento, mas para receber a Luz, elas avançam.

É dito: “Não é o sábio que aprende”. Durante a aula, é importante decidir que eu não aspiro ao conhecimento. “Conhecer” significa conexão, subir ao nível adequado. “O Estudo das Dez Sefirot” fala sobre níveis tão altos que vai levar um longo tempo para eu alcançá-los.

Mas eu exijo a Luz que Reforma, o poder superior que vai me influenciar, corrigir, elevar, purificar e conectar. Eu peço que ela diferencie entre os desejos que são possíveis de corrigir e os desejos que são impossíveis de corrigir dentro de mim, de modo que ficará claro para mim o que devo trabalhar.

Isso ocorre porque existem tais desejos e pensamentos que valem a pena que eu os distinga e não toque. E outros, pelo contrário, devem ser despertos e descobertos. Por meio deles, eu posso me comunicar com o grupo e com o Criador.

Da mesma forma, eu preciso descobrir de que forma é possível ajudar o grupo: não é pelos meus desejos, mas pelos desejos dos amigos. Então eu me volto ao Criador e peço especificamente força em relação a esses desejos, para levar a Luz que Corrige para o grupo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 01/11/14, Lição 4

O Único Ritual Do Cabalista

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há rituais na sabedoria da Cabalá?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá não há rituais! Ela não está envolvida com qualquer coisa ligada ao mundo material, nem ao corpo físico de uma pessoa.

A sabedoria da Cabalá consiste no trabalho interno de uma pessoa, o qual é direcionado à conexão e unidade com os outros e, através desta correção, à descoberta do Criador. Não há ações externas nisso, mas uma ajuda mútua pelo trabalho espiritual bem sucedido. Este é o trabalho num grupo, o trabalho num Grupo de Dez (chamado de Minyan), encontros de amigos, refeições compartilhadas, etc. Em outras palavras, todos os tipos de atividades externas que possam nos ajudar a chegar mais perto uns dos outros são bem-vindos.

Aqui é possível ver imediatamente a diferença entre um Grupo Cabalístico de Dez e um Minyan de pessoas reunidas numa sinagoga que não está se movendo em direção à aproximação, mas simplesmente vem para orar. Elas não têm uma tarefa compartilhada para criar um todo único e descobrir o Criador entre si.

Enquanto que para nós, a conexão num Minyan, um Grupo de Dez, é uma atividade espiritual onde tentamos nos conectar num único conjunto, a imagem de uma unidade chamada Adão (homem), de modo que a nossa única imagem elevada acima do ego e a conexão de todos entre si seja construída acima da característica de doação, assemelhando-se ao Criador.

A partir desta unidade entre nós, do coração comum, nós elevamos o nosso pedido ao Criador para que Ele seja revelado em nosso desejo unificado, nosso coração unificado. Isso é chamado de uma oração Cabalística, um Minyan Cabalístico, um grupo e um ritual.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Sem Volta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode sentir que “não há outro além Dele”, se ela ainda não alcançou a doação?

Resposta: Antes de eu chegar à doação, eu tento organizar em minha mente e coração a opinião de que “não há outro além Dele”. É mais fácil fazer isso na mente; no coração isso é relativamente mais difícil.

Isso depende do meu relacionamento com o grupo e como eu construo o novo Kli juntamente com eles, que eu estou pronto para decidir que “não há outro além Dele”.

Conforme a nossa conexão, nós construímos nosso coletivo, a bola de framboesa, a soma total de todos nós. No entanto, neste ponto de nós, eu não sou encontrado; sim, eu me anulo. Isto significa que no centro desse círculo, eu me encontro acima do meu ego.

É possível multiplicar uma por uma todas as anulações de nós mesmos: 10 vezes, 100 vezes, 1000 vezes; mais e mais à medida que nos unimos. Segue-se que eu adquiro novos sentimentos e pensamentos espirituais através dos quais vou descobrir o Criador.

E para ser mais preciso, eu vou descobrir o Criador não dentro do grupo de dez, mas na conexão entre os grupos de dez. Se diz que o grupo de dez deve revelar o ego dentro dele e subir sobre ele para se conectar com os outros. Na verdade, o grupo de dez não é ainda o círculo exterior.

Quando nos conectamos com os outros grupos de dez, nós criamos entre nós todos os tipos de formas de conexão que são capazes de nos revelar imagens particulares do Criador e possibilitar de certa forma que possamos vê-Lo.

Isso significa que não há nenhum outro lugar para procurar por “não há outro além Dele” além do ponto geral de conexão. Esta é uma tarefa simples para a consolidação de todas as pessoas, e por isso está escrito: “E todas as nações afluirão a ele”. (Isaías 2:2)

A sensação de que “não há outro além Dele” depende apenas e somente do grau de nossa autoanulação, porque nós construímos isso acima do ego, como o telhado de uma Sucá. De mim, eu crio nós, e de nós, nós criamos o Criador.

A capacidade de anular a si mesmo é determinada pelo ambiente e quanto você abaixa a cabeça para ele. A cada momento, o Criador dá à pessoa oportunidades; a Luz Superior trabalha incessantemente, mas tudo depende da sua concordância em se anular, e se você vai ou não utilizar as oportunidades dadas a você.

Se você não se preparou, você vai receber a Luz do lado oposto, ou seja, em vez de Sua aproximação, você vai sentir distanciamento. É assim que acontece na vida regular. Você recebe algum tipo de oportunidade única para avançar, e a aceita como uma perturbação e um obstáculo. Você ainda não se preparou para um salto como este, e assim, em vez de um trampolim, você vê uma barreira alta e intransponível.

Só há liberdade de escolha numa coisa: anular-se perante o ambiente, ser incluído no seu interior, e ser como os amigos em tudo. Tente realizar este potencial. Você está pronto para fazer isso! Sua liberdade de escolha reside somente nisso e você não precisa de mais nada. O Criador traz a boa sorte, e deste ponto não há caminho de volta, só para frente.

Comece a entrar no grupo, ser incluído nele, e construir um Kli comum com os outros onde você vai descobrir o poder superior. O nosso mundo é o mundo da ação. Nós estamos dentro dele porque é possível realizar ações dentro dele sem a concordância do coração. Nisso está toda a base para o nosso mundo imaginário, mas este jogo nos possibilita avançar e construir a nossa independência espiritual, e isso é especificamente graças aos nossos seres enganadores.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/14, Escritos do Rabash

Um Pedido De Solução

laitman_938_03Pergunta: Quando num grande grupo, o Grupo de Dez ajuda os amigos a cuidar uns dos outros e a se apoiar mutuamente em seus estudos e disseminação, mas, por outro lado, substitui um pouco sua atitude para com o grupo e cria certa formação egoísta dentro do grupo. Há ainda a concorrência entre as dezenas (Grupo de Dez). Como podemos resolver esse dualismo num grande grupo?

Resposta: Este é um estado muito bom, mas nós ainda não o experimentamos plenamente, por isso é difícil responder a esta pergunta. Talvez nós precisemos nos organizar de uma forma totalmente nova e criar um tipo diferente de conexão entre nós.

É mais fácil interagir num pequeno grupo. Mas o que podemos fazer num grande grupo, onde, presumivelmente, uma centena de pessoas se divide em dez grupos? É preciso que haja uma conexão entre eles também.

Quando se trata de um sistema comum, estando numa rede comum, “Um é tão bom quanto nenhum”. Só o dez é um Minyan.

Minian se traduz como “contagem” do hebraico (da palavra Mune). Em outras palavras, a contagem começa com uma dezena.

No sistema espiritual, uma dezena é uma unidade, um nó que contém dez pessoas. Mas elas não são um nó, mas um Minyan até que se unem como um homem com um coração. Minyan é uma única unidade, dez juntos como um só.

Dezenas devem se conectar entre si como uma hierarquia: inicialmente, dez pessoas se conectam como um todo e, no próximo nível, dez grupos se conectam como um único grupo, etc.

Isso nunca existiu antes no mundo. Por isso nós temos que avançar pouco a pouco à medida que aprendemos com a experiência. E nós receberemos um exemplo de cima.

Assim, a questão permanece. Eu quero que todos sintam que esta é uma questão em aberto e que nós não sabemos o que fazer, porque isso faz com que seja uma espécie de pedido por uma solução.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash

Privadamente Ou Coletivamente?

laitman_942Pergunta: Como devemos invocar corretamente o temor? Deve ser do centro do grupo por mim mesmo como indivíduo?

Resposta: Eu posso estimular o grupo, não como uma pessoa espiritual, mas como um indivíduo corporal egoísta. No entanto, se eu me fundo com o grupo, eu já sou um elemento espiritual, porque o grupo é um corpo espiritual, e é possível influenciar o ambiente no próximo nível através dele.

Você quer ascender a um nível superior? Isso só é possível por meio do Grupo de Dez!

No nível seguinte, quando você conectar dez Grupos de Dez a um, você vai trabalhar no nível de uma centena, e assim por diante. Esta é a forma como o sistema está organizado. Por outro lado, isso funciona em profundidade, em vez de amplitude, ou seja, no aprofundamento geral. Nós temos que prestar atenção nisso e constantemente aspirar a melhorar a qualidade da nossa conexão. Isto é muito importante.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

Em Pares Ou Num Grupo De Dez?

Dr. Michael LaitmanComentário: Quando nós trabalhamos num Grupo de Dez, parece que estamos restringidos porque temos vergonha de revelar algumas coisas. Num relacionamento entre dois amigos, nós agimos com maior liberdade.

Resposta: Não se trata de liberdade. Pelo contrário, por enquanto, não há nenhuma outra estrutura através da qual seja possível sentir o próximo nível antes mesmo de entrar nele. Ele é descoberto de forma súbita e intensa, como resultado da reunião de imenso potencial interno.

Basicamente, vocês estão construindo a si mesmos. Na conexão entre vocês, vocês começam a adquirir novas sensações, hábitos, características e inteligência, e descobrir todos os tipos de sentimentos diferentes. Desta forma, mesmo antes de entrar no mundo superior, vocês constroem dentro de si um sistema de consciência e a percepção dele.

Quando a pessoa progride sozinha, tudo acontece de forma diferente. Hoje, o nosso mundo está se movendo numa direção diferente, apenas sob a forma de um grupo! Se não houver um grupo, é muito difícil trabalhar em pares, e é ainda mais difícil de funcionar como um par com o professor. É difícil porque você começa a abusar dele, depreciando-o e se relacionando com ele como um pai. Em geral, esta é a forma como nos relacionamos com os pais, como se eles nos devessem algo.

Meu professor, o Rabash, tinha uma situação semelhante. Ele me disse o quanto era difícil para ele se anular constantemente em relação ao pai. Assim, também é difícil se anular em direção ao professor, se vocês aprendem com ele num par. Isso é chamado de aluno-amigo, e isso não é fácil.

Portanto, seja grato, e considere-se abençoado que você tem um grupo.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14 Lição 3

Não Se Deixem Esfriar

Dr. Michael LaitmanNós alcançamos uma conexão absoluta entre nós, e agora estamos começando a sentir que isso está sendo realizado através de nossas ações compartilhadas.

A primeira verdadeira conexão entre nós vai nos dar a sensação do mundo superior. Esta conexão será chamada de dez Sefirot do Kli, e o sentimento compartilhado mútuo que nos preenche será chamado de Luz.

O primeiro Partzuf será criado dentro de nós, formado pelas Sefirot Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut com as Luzes de NRNHY, no qual começamos a sentir o eterno, completo e verdadeiro estado superior. Assim, nós entenderemos que o atual estado em que existimos agora é como um sonho que nos é dado para que possamos ser empurrados, e ao sermos empurrados para longe dele, seremos despertados e começaremos a trabalhar de uma maneira prática.

Para alcançar isso, nós precisamos realizar uma infinidade de atividades. Mas, para a finalidade do surgimento de um desejo de conexão entre nós, o nosso único Grupo de dez ou mesmo um grupo composto por diversos Grupos de Dez, e não basta.

Se quisermos que as nossas necessidades espirituais se desenvolvam constantemente, de modo que nós sejamos obrigados a ansiar um pelo outro e pelo Criador, nós devemos alimentar nossos desejos o tempo todo.

Eles não aparecem dentro de nós por si mesmos; para que eles apareçam, nós devemos sair para os estratos mais amplos do Kli quebrado, ou seja, a toda a humanidade, para tentar encontrar desejos adicionais entre eles. Nós temos que atraí-los até nós, e desta maneira nós cultivamos dentro de nós um desejo de aproximação e elevação.

É proibido que nos esqueçamos disso, caso contrário, vamos definhar. As pessoas que não se encontram em disseminação fora de seu grupo impedem um incentivo e se dirigem para elevação de si mesmas. Elas vão começar a se sentar em seus lugares até perderem a unidade comum geral, e o grupo vai ser dissolvido.

Assim, no movimento de “eu” para “nós”, nós devemos nos lembrar de uma maior disseminação. Esta poderia ser a sabedoria da Cabalá ou a sabedoria da conexão (Educação e Conhecimento Integral). O importante não é como nós a chamamos; o principal é que esta é uma sabedoria sobre a correta conexão e unidade, a restauração do mesmo Kli coletivo, o único desejo que foi quebrado e destruído desde o início, mesmo antes da criação do nosso mundo.

Nós sabemos que os autores do Livro do Zohar, quando eles se reuniam para escrevê-lo num estado de unidade, sempre descobriam tanto ódio dentro de si que estavam prontos para queimar um ao outro. E estes eram grandes pessoas na realização da cabeça do mundo de Atzilut. Desta mesma forma, a quebra do Kli da alma coletiva foi descoberta neles.

Mas eles não tinham outra forma de disseminar além da descrição de suas realizações para nos ajudar com a nossa correção, e nisso estava a sua correção. Desta forma, eles partiram de seu ego e terminaram o trabalho com absoluto amor. Eles conseguiram descrever grandes níveis de elevação no Livro do Zohar.

Se nos voltarmos para outras fontes Cabalísticas, todas falam sobre uma única coisa: questões sobre a conexão e as leis e regras gerais de unidade entre as pessoas em nosso mundo, e depois disso, a unidade entre as almas até a descoberta do único estado corrigido.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 4

No Nível Físico

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se alguém no nosso Grupo de Dez está doente e sofrendo, nós podemos ajudá-lo de alguma forma?

Resposta: Vocês devem ajudá-lo no que for possível.

Um grupo de dez é Arvut: um por todos e todos por um. É um claro entendimento de que somente juntos podemos atingir a meta e que cada amigo é mais importante para mim do que eu mesmo.

Pergunta: E assim ele se torna saudável?

Resposta: Se vocês quiserem muito isso, sim.

Comentário: Talvez haja algum tipo de algoritmo sobre o que pensar. Informe-nos sobre o que é importante para que a pessoa realmente se trone saudável.

Resposta: Eu não posso fazer isso porque todos os seus algoritmos serão egoísta. Nós não estamos no mesmo nível, de modo que os nossos pedidos ao Criador e nossos pedidos pela saúde do amigo serão capazes de ser integrados. No entanto, eles não podem ser integrados. Portanto, eu não posso falar sobre algo que é mais do que isso para que vocês não comecem a usar egoisticamente tudo o que vem a sua mente.

Vocês devem ajudar o amigo na cura ou estabilização de problemas internos através de seus bons desejos e intenções no nível físico normal.

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 5

Quando O Coração É Silencioso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há um sentido muito forte de unidade na nossa dezena (Grupo de Dez), mas, ao mesmo tempo, há uma sensação como se o coração estivesse coberto com uma crosta, e nada pudesse agitá-lo. O que vamos fazer com isso?

Resposta: Beije este estado como se você beijasse a vara que bate nele.

Na verdade, é uma revelação maravilhosa, mas a pessoa percebe isso como um estado desagradável, já que, com ele, você cai num desespero maçante e silencioso.

Além disso, o conceito de Criador é um pouco nebuloso. Você parece ouvir o que é dito sobre Ele, mas não sente nada. Agora, é uma noção abstrata para você, não propriedades e forças. Você não consegue liga-Lo a nada, porque o Faraó (ego) enche o seu coração comum.

No entanto, há um pequeno ponto a partir do qual você determina que está sob a influência de Faraó, e esse, na verdade, é o próprio estado de desespero, a partir do qual, aparentemente, não há saída. É melhor esquecer, apagar tudo, pressionar algum botão dentro de si mesmo, e acabar numa terra muito, muito distante.

Tais estados vão continuar a tomar conta de você cada vez mais. Isto continua além do êxodo do Egito, porque você precisa anexar todos esses desejos egoístas a si mesmo durante os quarenta anos de peregrinação no deserto e a ascensão de Bina, e na conquista da terra de Israel, que é o trabalho com os vasos (Kelim) de recepção. Você sempre terá essas descidas, e elas serão cada vez mais profundas.

O que nós podemos fazer? Nesses casos, nós imediatamente começamos a ler as nossas fontes. Se possível, a pessoa deve correr imediatamente para o grupo. É a coisa mais eficaz possível. Ela pode se envolver em alguma forma de disseminação, mas o melhor de tudo é o contato físico. Se você está sozinho e não existem outras opções, então tente escutar ou ler, mas faça isso de forma muito clara e intensa. Nós precisamos lavrar o nosso egoísmo.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 3