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Dia Dos Namorados

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 14/02/19

O que é o amor? Entre as massas, o amor tem uma definição muito abstrata. É uma fonte de inspiração para música, literatura e poesia, mas seu verdadeiro significado é basicamente desconhecido para a maioria. “E você amará a seu próximo como a si mesmo” é uma força geral que controla nossa realidade, mas o que o amor realmente significa?

Tal amor não é o tipo que apreendemos no mundo corpóreo, que é uma manifestação animalesca, material e egoísta que nos permite desfrutar uns dos outros. Os pais amam instintivamente seus filhos, e os filhos amam instintivamente seus pais, na medida em que ambos recebem o que é mutuamente esperado.

Enquanto isso, o amor entre os sexos é simplesmente a busca pela realização hormonal. Pode desaparecer subitamente ou, ao contrário, despertar do nada. Isso se refere a nada mais que uma atração que pertence ao nível animado.

O verdadeiro amor, ao contrário, é eterno e enraizado acima de nossos desejos terrestres. Nasce quando entendemos e percebemos que pertencemos, natureza e humanidade, a um único sistema global e integral, onde dependemos uns dos outros acima dos cálculos egoístas do benefício próprio. Refere-se ao sistema interconectado do qual fazemos parte, que é sustentado como um todo acima das diferenças, como em uma única família.

Em uma família, não há pessoa maior ou menor que outra. Todos os membros são igualmente importantes. É assim que precisamos ver a humanidade, onde cada pessoa é essencial para completar a imagem perfeita da natureza, onde apreciamos, valorizamos e apoiamos uns aos outros. Essa é a chave para o sucesso de qualquer relacionamento.

Sob este modelo, não eliminamos quaisquer inclinações ou falhas em nós. Só estamos preocupados em como nos elevar acima delas para nos conectarmos sob o dossel do amor verdadeiro, o tipo de amor que cobre todo o ódio e rejeição, tudo o que nos divide. Construir essa cobertura é a condição para alcançar uma nova sensação de amor ilimitado, a qualquer dia, a qualquer hora.

Dia Em Memória Do Holocausto: Hoje Como Ontem

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 27/01/19

“Nunca mais”. Uma declaração poderosa com profundo significado pessoal para mim desde a infância, quando comecei a fazer perguntas sobre por que a maioria da minha família pereceu sob o Terceiro Reich e como seria o futuro para o meu povo, fui obrigado a chegar ao “Por que o Holocausto aconteceu?” No 74º aniversário da libertação de Auschwitz, precisamos encarar a realidade de que, apesar de todo o sofrimento que o Holocausto trouxe, o ódio contra os judeus ainda está vivo, forte, difundido e em ascensão.

Como podemos garantir que a história não se repita se não entendemos de onde vem o ódio aos judeus? Enquanto comemoramos o Dia em Memória do Holocausto em todo o mundo, eu sugiro que haja algo mais profundo sobre a nossa história como um povo que devemos lembrar para que possamos assegurar a nós mesmos e nossos filhos que “nunca mais” realmente significa nunca mais.

Um livro recentemente descoberto da biblioteca pessoal de Hitler revelou sua intenção de estender os tentáculos nazistas para incluir a América do Norte nas garras de seus planos de Solução Final, que foram impedidos apenas pela vitória dos Aliados. Se algo assim aconteceu, quão difícil é imaginar o potencial de uma operação semelhante no mundo globalizado de hoje?

Todos os anos, lembramos que a história não deve ser repetida. No entanto, verdade seja dita, estamos testemunhando condições muito semelhantes àquelas antes da Segunda Guerra Mundial, desta vez com fanatismo desenfreado e ódio contra os judeus em todo o mundo, basicamente em todos os lugares. De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela Comissão Europeia, nove em cada dez judeus europeus relatam sentir que o antissemitismo aumentou nos últimos cinco anos e quase um terço deles evitam participar de eventos judaicos ou visitar locais judeus porque não se sentem seguros. Nos EUA, o FBI relata um aumento na incidência de atos antissemitas desde 2016. De todos os crimes de ódio baseados na religião, 58% foram alvo de judeus ou instituições judaicas.

As tendências mostram que a história não é necessariamente um bom professor e não conseguimos aprender bem nossas lições. Ainda há tempo para corrigir nossos erros neste teste da vida. O relógio está correndo para nós e, até que examinemos e internalizemos o motivo das pressões constantes contra nós, não poderemos fazer uma correção do curso para erradicar o antissemitismo.

Por muitos séculos, nossos ancestrais lutaram para manter sua unidade acima do egoísmo crescente. Mas dois mil anos atrás, eles sucumbiram ao ódio infundado e foram exilados da terra de Israel. Desde então, os judeus perderam a capacidade de ser uma luz para as nações porque perdemos nossa união. Este foi o ponto de partida do antissemitismo como o conhecemos.

Nossa unidade determina o estado do mundo e seu destino. Por meio da nossa união, permitimos que o mundo se conecte à medida que deixamos a força positiva e unificadora do amor, acima das diferenças, fluir para essa necessidade do mundo. Por outro lado, nossa separação nega à humanidade um poder tão reconfortante e invoca dentro dela o ódio contra os judeus quando eles são privados da força calmante. O fracasso em entregar a habilidade de se unir acima das diferenças causa a agressão da nação em relação aos judeus e é a razão inconsciente pela qual eles nos percebem como a raiz de todo mal.

Nossos sábios explicam o fenômeno de tal ódio em relação a nós com estas palavras: “Nenhuma calamidade vem ao mundo a não ser por Israel” (Yevamot, 63a). Líderes judeus ao longo dos tempos têm circulado amplamente esta mensagem. Eles fizeram isso como um lembrete de que o único remédio capaz de nos proteger dos problemas é o poder da conexão que nós judeus podemos fornecer.

O rabino Kalman Kalonymus escreveu em Maor va Shemesh (Luz e Sol): “Quando há amor, união e amizade entre eles em Israel, nenhuma calamidade pode vir sobre eles”. Da mesma forma, Rabi Shmuel Bornsztain escreveu em Shem mi Shmuel (O Nome de Samuel): “Quando Israel é como um homem com um coração, eles são como um muro fortificado contra as forças do mal”. O Midrash (Tanchuma, Devarim [Deuteronômio]) declara da mesma forma: “Israel não será redimido até eles serem todos um feixe”.

Em suma, “ama ao próximo como a si mesmo”, o amor fraterno e a garantia mútua são as chaves para a segurança e a prosperidade do povo judeu. Quando nos unimos acima de nossos conflitos e disputas, liberamos a força positiva da natureza. É a força que mantém o equilíbrio da criação, e sua ausência entre nós causa o declínio da sociedade humana. Em sua “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot ”, o Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) chamou essa força de “luz que reforma” e explicou que ela pode equilibrar nossa natureza autocentrada e, assim, curar a sociedade humana.

Somente se reacendermos o amor fraterno que cultivamos séculos atrás e compartilharmos o método para alcançar isso com todos, o mundo deixará de odiar e nos culpar por todos os seus problemas.

Em seu ensaio, “O Arvut (Garantia Mútua)”, Baal HaSulam escreve que “a nação israelense foi estabelecida como um canal na medida em que se purificam [do egoísmo], eles passam seu poder para o resto das nações”. Portanto, o Dia Internacional em Memória do Holocausto pode ser mais do que uma comemoração dos milhões que morreram. Também pode ser uma oportunidade para nos lembrarmos de que temos um método para conectar o mundo, um meio verdadeiro para impedir que as atrocidades se repitam.

Neste momento em que o antissemitismo está se intensificando em todo o mundo, devemos nos esforçar para superar nossas diferenças e atrair a força positiva que nos conectará, unirá o mundo e desenraizará todo o ódio. Agora é o nosso tempo para irradiar luz para o resto das nações, a luz da unidade, paz e equilíbrio através do nosso exemplo brilhante de se reunir acima de todas as nossas diferenças.

Davos 2019: Seis Perguntas Sobre O Nosso Futuro Que Não Devemos Esperar Que O Fórum Responda

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 20/01/19

Mais uma vez, mais de 3.000 das pessoas mais ricas do mundo, líderes mundiais, tomadores de decisão e economistas estão reunidos na pitoresca e nevada cidade de Davos, na Suíça. Os membros ricos e poderosos do clube global do 1% vão passar cinco dias pessoalmente para fazer negócios, enquanto desfrutam de festas e coquetéis luxuosos.

Mas eles também precisam garantir que sua iniciativa pareça importante e benéfica para todos os demais no mundo. Para esse fim, o Fórum Econômico Mundial publicou seis perguntas urgentes para discutir sobre o futuro da humanidade. Ironicamente, o público é convidado a oferecer soluções para os desafios que os próprios membros do fórum vêm criando, mas não sabem como resolver.

Aqui estão minhas respostas às suas perguntas.

1. Como salvar o planeta sem matar o crescimento econômico?

Sem dúvida, estamos matando o planeta ao mesmo tempo em que nos ferimos de forma mais direta. O atual paradigma econômico falha em priorizar nosso bem-estar e felicidade, e a medição atual do crescimento econômico não tem futuro. Eu não vejo isso como “crescimento” em primeiro lugar.

O futuro do nosso planeta e de todos depende de repensar o objetivo de nossa economia a partir do zero. Temos que iniciar uma mudança fundamental de valores: desde perseguir continuamente a acumulação de riqueza até descobrir a fonte da felicidade duradoura que vem das conexões humanas positivas.

Portanto, pensar no crescimento como um aumento no PIB será completamente irrelevante, já que o papel da economia será nos ajudar a focar em fazer conexões positivas. Por sua vez, teremos novas definições e medidas para o “crescimento” e elas não entrarão em conflito com a saúde do nosso planeta.

2. Você pode ser um patriota e um cidadão global?

Em um futuro não tão distante, isso não será mais um problema. Estamos caminhando para uma era de interdependência global, onde o bem-estar de cada nação é diretamente influenciado pelo bem-estar de todas as outras nações.

Como o Cabalista Yehuda Ashlag escreveu em seu artigo “Paz no Mundo”: “Na verdade, nós já chegamos a tal ponto em que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade. Isto é, cada pessoa extrai a subsistência e o sustento de sua vida de todas as pessoas do mundo e é forçada a servir e cuidar do bem-estar de todo o mundo”.

Em outras palavras, a interdependência da humanidade é evolutiva e inevitável. Ficará claro para nós que ser um patriota significa cuidar dos interesses de toda a humanidade, já que nenhuma nação será capaz de garantir seus interesses de outra forma.

Dito isto, quando se trata de imigração em massa, as políticas de fronteiras abertas como as apresentadas pelos líderes europeus são um grave erro. Elas geram novos problemas, tornando os imigrantes um fardo para os países anfitriões muito mais do que uma contribuição, interrompendo ao mesmo tempo o tecido sociocultural. Se a tendência atual continuar, dentro de algumas décadas, a cultura europeia será coisa do passado.

Ao invés de tentar derramar populações do terceiro mundo no Oeste, devemos ajudá-las onde elas estão, para que possam suprir suas necessidades básicas e desenvolver padrões de vida mais altos sem eliminar suas características culturais. Ser cidadão global não significa que todos devam ser iguais. Isso significa que o bem-estar de todos é igualmente importante.

3. Como deve ser o trabalho no futuro?

Considere o seguinte cenário: Você diz a uma máquina inteligente sobre algo que precisa. A máquina faz o pedido a partir de um robô que envia a ordem para outra máquina que produz o que você precisa, que acaba no interior de outra máquina que a entrega em sua casa.

Em outras palavras, haverá muito pouco espaço para o trabalho humano no futuro. Não é uma questão de saber se vai acontecer, é uma questão de quão rápido. Portanto, para dar conta do futuro do trabalho, mais uma vez temos que mudar nossa mentalidade e nos perguntar qual é o propósito do trabalho em primeiro lugar?

Quando nos afastamos da narrativa da produção e do consumo cíclicos, para uma narrativa de equilíbrio com a natureza e conexão entre as pessoas, o conceito de trabalho mudará de acordo. Em outras palavras, a maioria dos empregos que exigirão pessoas no futuro serão aqueles que facilitam conexões positivas entre famílias, comunidades, sociedades e assim por diante.

4. Como podemos ter certeza de que a tecnologia torna a vida melhor, não pior?

O impacto positivo ou negativo da tecnologia depende 100% de nos educarmos para internalizar e abraçar nossa interdependência, para sentirmos que somos todos parte de um único sistema interconectado.

Pessoas autocentradas e de visão estreita criarão uma tecnologia que facilitará a autodestruição. Pessoas conscientes com uma mentalidade conectada criarão uma tecnologia que contribuirá para toda a humanidade. É simples assim.
Portanto, o futuro da tecnologia depende inteiramente da mudança de nossos valores para apoiar nosso futuro compartilhado.

5. Como podemos criar uma economia mais justa?

Primeiro, as discussões que acontecerão em Davos certamente não ajudarão a tornar a economia mais justa. Em todo caso, eles vão piorar as coisas. Numa economia que serve tão bem o 1%, o 1% irá perpetuá-la por todos os meios.
Aqui está uma proposta pragmática: vamos introduzir um novo “imposto planetário” de 20% sobre a riqueza total de propriedade de corporações, magnatas e países desenvolvidos, para educar todas as pessoas a viverm em um mundo globalmente interdependente.

Sem esse programa educacional, nos veremos combatendo uns aos outros cada vez mais através da desigualdade, injustiça, extrema polarização política e social, guerras comerciais e outros, que podem levar a conflitos violentos nos e entre os países.

O custo de implementação de tal programa educacional global não seria muito alto e, no entanto, é o investimento mais seguro para o futuro. O restante dos fundos deve ser investido na criação das condições necessárias para padrões de vida decentes em áreas subdesenvolvidas, uma solução muito melhor do que a migração em massa.

A elite está muito consciente de que reduzir a desigualdade fará bem à economia em geral e às suas posições em particular. No entanto, mesmo quando a mente deles entende, o coração deles não concorda. O ego deles não deixa a mão deles chegar ao bolso e dar parte de sua riqueza aos 99%.

Para os muito ricos, o dinheiro é muito mais do que poder de compra. É uma realização emocional poderosa: a realização espiritual de seu ego. A única coisa que pode convencê-los a trabalhar na criação de uma economia mais justa é uma mudança de valores sociais.

Os seres humanos são criaturas sociais e até mesmo os super-ricos não podem escapar de sua natureza social. Se nossa sociedade posicionar o materialismo como puramente funcional e, ao invés disso, apreciar a contribuição para a sociedade, as pessoas começarão a sentir vergonha pela acumulação pessoal. Além disso, as pessoas que contribuem para a sociedade humana obterão uma elevada realização espiritual muito mais forte que o dinheiro.

6. Como conseguimos que os países trabalhem melhor juntos?

Infelizmente, isso não pode acontecer imediatamente. A natureza está empurrando o mundo para um nível mais alto de integração, baseado em um profundo e genuíno senso de conexão humana, ao invés de interesses pessoais ou nacionais.
Portanto, qualquer tipo de unificação que tentamos fazer na superfície falhará. Se você quiser, estamos indo em direção a um tipo global de “Brexit”. No futuro próximo, eu vejo nações procurando cada vez mais proteger suas fronteiras e praticar o protecionismo, com Trump abrindo o caminho para muitos outros líderes seguirem.

No entanto, esse desenvolvimento é para melhor, porque tentar forjar integrações sem mudar a nós mesmos no processo significa nos posicionar para maiores conflitos.
Pense em um monte de pessoas diferentes que vêm de famílias desintegradas ou bairros ruins. Se você as colocar juntas, não conseguirá um bom resultado. Este é o estado da humanidade hoje – todos nós viemos de um lar desfeito – uma cultura de egoísmo humano irrestrito e falta de conexão humana.

O fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, estava certo em alertar que “não adotar uma nova abordagem cooperativa seria uma tragédia para a humanidade”.
Entretanto, adotar tal abordagem significaria que temos que mudar o ser humano. Nada menos fará. Para estarmos prontos para o novo mundo interdependente, precisamos primeiro nos tornar interdependentes em nossas mentes e corações.

O Segredo Mágico Do Baal Shem Tov

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 15/01/19

Quem foi o Baal Shem Tov e qual era a sua principal mensagem? (em inglês)

Conferência Das Mulheres Do Bnei Baruch

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 1/14/19

Neste fim de semana, eu falei em nossa Conferência Virtual Internacional sobre o empoderamento das mulheres em 2019. Eu disse o que sempre digo em todas as oportunidades quando o assunto é abordado: depois de centenas de anos, as mulheres podem finalmente sair dos bastidores e de trás da modéstia que as cercava, para assumir responsabilidade, gestão, promoção e influência em todas as áreas da vida.

Este ano é único em dar às mulheres em todo o mundo a oportunidade de traçar uma nova direção para a humanidade. Tudo o que é exigido delas, e de todos nós, é uma coisa minúscula: elevar-se acima dos conflitos. Através de compromisso e conexão, você pode tornar o mundo um lar acolhedor e amoroso.

Queridas mulheres, não percam esta oportunidade.

Eleições Em Israel

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 31/12/18

A campanha eleitoral em Israel não vai parecer diferente de outras campanhas eleitorais que o mundo testemunhou nos últimos dois anos. É uma onda de ego excessivo, exploração e corrupção. Todo mundo quer controlar e atropelar os outros jogadores e levar o maior pedaço possível da torta.

Na visão geral, os políticos parecem um bando de crianças crescidas, brigando pelo volante do carro em seu playground.

No entanto, especificamente as lutas pelo poder em Israel são o melhor espelho do que está acontecendo em todo o mundo, porque as eleições para a liderança do povo de Israel começaram há 3.800 anos no berço da civilização.

Naquela época, na antiga Babilônia, uma variedade de tribos e clãs vivia lado a lado até que seu egoísmo explodiu e desequilibrou sua sociedade. Os vários babilônios começaram a separar-se e queriam se expandir às custas um do outro.

Dentro da selva de interesses estreitos em jogo, havia um líder de pensamento que surgiu com um ponto de vista mais global. Abraão, o patriarca, era perceptivo à harmonia e interdependência que existia em toda a natureza. Ele viajou através das várias tribos com um novo tipo de campanha: a própria natureza está criando as fendas entre nós, disse ele aos babilônios. Em vez de tentar dominar e anular as visões de cada um, vamos trabalhar com maturidade acima de nossos egos e despertar uma força maior de conexão humana.

A campanha de Abraão tocou várias pessoas de todas as tribos, clãs e grupos da Babilônia. Ao se juntarem a ele, elas se tornaram um minimodelo da humanidade e um microcosmo da unidade global. O nome desse movimento era Israel.

Ao longo das gerações, o grupo cresceu em escala e tomou a forma de uma nova nação entre as nações do mundo. Sua liderança espiritual estava continuamente envolvida no desenvolvimento e ensino do método de conexão com o povo. Ao lado deles estavam administradores e oficiais, que seguiam sua direção e compartilhavam o mesmo propósito de manter as pessoas unidas.

A idade de ouro do reino unificado de Israel foi durante o Segundo Templo. Foi um período curto, mas muito significativo. Então, o egoísmo entrou em erupção dentro da nação em um nível totalmente novo, causando divisão e ódio que finalmente levaram à dispersão do povo de Israel.

Ao longo de dois mil anos de exílio contínuo, o povo de Israel foi assimilado e integrado entre as nações do mundo. O minimodelo da humanidade que nasceu na Babilônia, agora estava se reconectando com toda a humanidade, absorvendo desejos, qualidades e características que têm fermentado em todo o mundo por gerações. Assim, o Israel de hoje é um espelho do mundo inteiro.

Atualmente, o teimoso ego israelense está afogando a todos: o público está preocupado com a sobrevivência econômica e teme por sua segurança. As pessoas estão desesperadamente frustradas com seus representantes eleitos e cansadas de lidar com outra campanha eleitoral. Os candidatos, por outro lado, são aqueles com egos extremamente perspicazes que se esforçam para manter o poder e atacam aqueles que ameaçam seu trono.

No entanto, há um certo grupo de pessoas cujos egos são mais evoluídos do que o público e os políticos. Paradoxalmente, aqueles que se engajam em desenvolver sua conexão seguindo a sabedoria da Cabalá – a versão atualizada do método de Abraão – descobrem dentro de si o ego mais poderoso.

Os Cabalistas, no entanto, estão bem conscientes de sua natureza egoísta e trabalham com ela de maneira madura. Os autores do Livro do Zohar descrevem essa dinâmica a partir de sua própria experiência: “No início, eles se parecem com pessoas em guerra que querem se matar. Depois, retornam para estar em amor fraternal” (Zohar, Acharei Mot, 65).

De acordo com a sabedoria da Cabalá, o bom futuro de Israel depende daqueles que trabalham em unidade acima de suas diferenças. Quando experimentarem uma quantidade suficiente de pressão, e se unirem de acordo com o caminho de Abraão, se tornarão a liderança espiritual que o povo de Israel deseja inconscientemente. Assim como nos tempos antigos, um governo operacional se formará ao redor deles, imbuído do mesmo espírito de unidade.

As próximas eleições em abril de 2019 poderão ser um trampolim para este futuro. Como primeiro passo, devemos criar um novo tipo de competição entre as partes: cada parte deve nos convencer de que está totalmente comprometida com a unidade do povo. Não só através de discursos bem articulados, mas apresentando seus planos práticos para promover a unidade das pessoas a partir do momento em que tomam posse.

As diferentes partes não precisam renunciar ou comprometer suas visões, mas sim provar como suas posições contribuem para a unidade de toda a nação, e não apenas para o benefício de uma facção. Em outras palavras, devem demonstrar sua vontade de agir por todos os setores da sociedade.

No entanto, ninguém espera que seus planos sejam precisos e satisfatórios. Também é óbvio que a motivação deles não é pura. Mas aqui reside a magia do método de Abraão: Quando começamos a brincar, pesquisar e explorar como criar uma unidade entre nós, ativamos o mecanismo latente da natureza que nos conecta. A fiação inerente da natureza da conexão humana irá gradualmente construir dentro de nós uma nova mente e novos sentimentos, uma nova percepção da realidade e um novo senso de conexão entre nós.

Se Israel realmente fizer esse movimento, a campanha eleitoral não será um espelho do estado atual do mundo, mas um espelho do futuro melhor do mundo.

Saudações 2019

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 31/12/18

Eu espero que 2019 seja um ano de revolução nos corações das pessoas. Um ano em que abriremos nossos olhos e veremos claramente que estamos pressionados contra um grande muro, e que temos a capacidade de fazer as coisas de maneira diferente no mundo: alimentar cada pessoa, cuidar de todas as pessoas necessitadas, educar todas as crianças, garantir as necessidades básicas de cada família, fornecer segurança para cada país e preservar o clima. O ego humano alcançará seu limite, e a mudança parecerá tão simples.

Mas é somente quando os obstáculos e as pressões se intensificam e vemos que não temos escolha que reconheçamos nossa natureza maligna e egoísta: uma força separadora e divisora, a qual todos estamos escravizados. Então abriremos nossos ouvidos, e gradualmente nossos corações também, e perceberemos que realmente não temos escolha a não ser nos unirmos.

Que este seja um bom ano, um ano de reconhecimento do nosso mal inerente e da conexão com o bem.

Por favor, assistam meu clipe encerrando 2018 com esperança para o novo ano >>>>>>>>>>>

Encontro Com A Ásia

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 27/12/18

Foi um prazer conhecer meus estudantes da Ásia e da África, juntamente com seus coordenadores de Israel. Eu fiquei ainda mais feliz em encontrar nossa nova equipe etíope que em breve estará compartilhando a sabedoria da Cabalá na Etiópia.

Até recentemente, a Ásia e a África estavam bem adormecidas, mas agora há um despertar em massa e um intenso desejo de aprender a sabedoria da vida. É um novo sinal e eu espero que a humanidade esteja se aproximando do sentimento de ser como um ao redor do mundo. Obrigado pelo seu precioso tempo, bem como o buquê de flores da equipe da Índia!

Análise Global De 2019: Como Voltar A Se Equilibrar

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 25/12/18

À medida que nos aproximamos de 2019, o mundo se encontra como se estivesse em um balanço, mas o passeio não é do tipo calmo, com os pássaros cantando em torno de nós carinhosamente enquanto desfrutamos do movimento agradável e equilibrado de um lado para o outro. Pelo contrário, somos como uma criança em um balanço que perdeu o equilíbrio e não sabemos como sair: social e economicamente.

A França tem visto seus piores e mais violentos tumultos em 50 anos que começaram a se espalhar para outros países, demonstrando o potencial para uma “primavera europeia”. Deconcertantes 80% dos trabalhadores dos EUA relatam viver de salário em salário, enquanto seu governo estava apenas desligado por um período de tempo desconhecido. Os mercados de ações em todo o mundo tiveram o pior dezembro em décadas, e o Fundo Monetário Internacional fez uma previsão pessimista de uma desaceleração global.

Para desfrutar de um passeio agradável em um balanço, duas forças opostas deveriam estar nos balançando igualmente de ambas as direções. O que está levando a um desequilíbrio cada vez maior?

Até o início dos anos 90, o mundo oscilava entre duas forças opostas. A Rússia queria provar seu poder e sucesso ao mundo com seu regime comunista, que funcionava como um contrapeso para os EUA e a Europa. Havia um incentivo subjacente para os regimes capitalistas serem tão bem-sucedidos quanto possível, o que também significava que eles tinham que funcionar melhor para todos.

De fato, 30 e mesmo 40 anos atrás, possuir uma casa e um carro era mais viável para os trabalhadores americanos do que hoje. Paradoxalmente, os salários dos EUA estagnaram nas últimas décadas, enquanto a produtividade dos trabalhadores tem aumentado continuamente. Para onde foram todos os lucros? Os ricos se tornaram exponencialmente mais ricos.

Quando a Rússia Soviética entrou em colapso, juntamente com suas esperanças comunistas, não havia mais uma força que equilibrasse as ambições do capitalismo. Paralelamente, por natureza, o egoísmo humano continuou a crescer e evoluir para um nível mais alto. Como resultado, o capitalismo de hoje é dramaticamente diferente do que era há 30 anos e a desigualdade econômica atingiu proporções épicas.

Em meio a essa extremidade veio Donald Trump, que identificou a tendência e conseguiu atingir milhões de americanos que se sentiram desencorajados e despojados do pouco que tinham. Trump conquistou a presidência com o objetivo declarado de “drenar o pântano” e lutar contra os banqueiros e as pessoas de Wall Street que ganham dinheiro com dinheiro, enquanto a maioria do público está com dificuldades.

Além disso, Trump está trabalhando para minimizar a sensibilidade dos Estados Unidos às flutuações globais, limitando as conexões com outros países, seja através de uma guerra comercial com a China, elevando as tarifas, não cooperando com a UE e o fórum do G20, e até mesmo seu mais recente movimento de saída da Síria.

No entanto, outra força está se moldando para ser o contrapeso final no atual estado de coisas, e essa é a realidade inevitável da interdependência global. Se as coisas na Europa, por exemplo, continuarem a escalar em direção a uma crise econômica, o mundo também mergulhará em uma crise. Além disso, a maioria das indústrias hoje se tornou muito sensível às fronteiras, contando com a livre movimentação de capital, materiais, conhecimento e força de trabalho. Praticamente todos os países hoje estão ligados por meio de importação e exportação.

Em outras palavras, o mundo se tornou uma economia globalmente interdependente e, por extensão, uma sociedade global. Essa interdependência é uma força da natureza, ficando cada vez mais forte sem que percebamos. Se esta força nos atingir, enfrentaremos uma crise econômica global que nos derrubará duramente.

No entanto, enquanto ainda estamos no balanço, temos a oportunidade de equilibrá-lo por conta própria. Para fazer isso, não podemos impedir que o ego humano cresça, nem podemos parar a crescente interdependência. Em vez disso, temos que nos educar sobre o nosso mundo conectado e mudar nossos valores de acordo. Isso significa que todas as pessoas – dos magnatas aos manifestantes – precisam passar por uma mudança de consciência e reconhecer que nossos futuros estão inevitavelmente conectados.

Quando atualizarmos o nível de conexão humana, começaremos a ver como mudar também o paradigma socioeconômico. Duas forças opostas devem estar presentes para manter o equilíbrio. Portanto, minha esperança para 2019 é que iniciemos um programa educacional massivo e global, para que possamos equilibrar o ego crescente com uma conexão humana positiva. Então, poderíamos apontar para um passeio agradável no balanço.

Retirada Americana Da Síria

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 20/12/18

Os Estados Unidos estão retirando suas forças militares da Síria, o que certamente enfraquecerá Israel. Os EUA estão gradualmente abandonando seu papel tradicional de manter a ordem mundial e se concentrando em garantir seu próprio futuro. Eu tenho advertido sobre este desenvolvimento há muitos meses.

Israel continuará a ver sua postura global se enfraquecendo, enquanto as nações do mundo continuam a pressionar e isolá-lo cada vez mais. Isso continuará até que Israel compreenda que deve gerar unidade e, assim, capacitar a unidade global de todas as nações.