Textos na Categoria 'Egoísmo'

Viver As Preocupações Dos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você quer dizer com a noção de “amor”?

Resposta: Quero dizer que cada um de nós vive constantemente as preocupações dos outros.

Isso funciona da mesma maneira no grupo, onde começamos a trabalhar de modo prático, onde cada um de nós pretende criar o estado mais confortável para os outros. Ou seja, eu tenho que entender e sentir os outros. Devo enviá-los continuamente os sinais correspondentes: verbais, físicos, pensamentos e etc.

Eu devo existir na garantia mútua com eles, onde cada um de nós oferece tudo aos outros com tal atitude ou sensação entre nós que eu estou certo de que ao influenciá-los, eu recebo a mesma influência deles sobre mim. Portanto, estamos constantemente subindo juntos acima do nosso egoísmo em qualidades opostas a ele. Este tipo de trabalho mútuo é o trabalho mais importante no grupo.

Depois de adotar este método, vamos sentir constantemente várias descidas ao egoísmo, a “gravidade”, e o surgimento de vários obstáculos. Isso continuará até a correção total, até a subida total acima do egoísmo.

No entanto, em qualquer estado dentro do grupo, e mesmo fora (em casa e com os outros), eu vou imediatamente me concentrar na mesma ideia, na mesma prática. Como resultado, eu vou ser capaz de interagir com o mundo inteiro corretamente.

Da Palestra sobre a Educação Integral, 27/02/12

Batalha Do Egoísmo Com Crianças

Dr. Michael Laitman“José” representa um ponto dentro da pessoa que só pode crescer quando está posicionado no reino do Faraó (desejo egoísta). A pequena centelha de Luz é chamada de “vela fina” (Ner Dakik). A “vela fina” deliberadamente se posiciona dentro do ego, uma vez que cresce dentro dele e, finalmente, transforma-o em doação. Assim, José foi ao Egito, cresceu (expandiu-se) lá ​​(o que significa que seus irmãos se juntaram a ele). Ele representa uma centelha que se desenvolve somente dentro de um ego humano.

O egoísmo é construído de uma forma que só pode valorizar algo que ele considera como “lucrativo” (benéfico). Ele identifica “lucros” apenas no tipo de realização chamada de “trabalho das mulheres”, em oposição à esmagadora satisfação chamada de “trabalho dos homens”. É por isso que se diz que o Faraó ordenou que todos os meninos judeus fossem mortos e se deixasse as meninas vivas.

Nós damos nascimento a “filhos” e depois os matamos porque não temos idéia de como trabalhar com as intenções em prol da doação. Então, eles renascem através de nossas tentativas de doar, ao menos minimamente, mas o nosso ego mais uma vez mata esses esforços. Nosso intelecto reconhece aquilo que temos para doar, e que ao conseguirmos gerar tais intenções, novamente as anulamos com o nosso ego.

O nosso trabalho é reconhecer através dos nossos desejos que ao para dar à luz aos nossos “filhos” nós os destruímos novamente. Nós ficamos aterrorizados com o que fizemos, e pelo fato de não nos resta mais nada. Depois de passar pela tortura e perceber que somos incapazes de fazer qualquer coisa com relação ao estado das coisas, pouco a pouco nós adquirimos um novo desejo: uma nova Reshimo informativa chamada de “Moshe” (Moisés).

Moshe” começa a crescer e se desenvolver na casa do Faraó. É como se viesse do lado do Faraó. O Faraó o desenvolve e eleva, ensina-lhe sabedoria, capacita-o. Depois de 40 anos passados ​​no palácio do Faraó, Moshe tem tudo, exceto que não foi exposto ao conhecimento sobre o Criador.

Moshe continuou a crescer dentro de seus desejos, que foram submetidos à correção, e sentiu que apesar de todos os seus esforços, ele não pode convertê-los em doação. Neste ponto seus desejos gradualmente adquiriram o “ponto de Moshe“, ou seja, a centelha que a princípio estava oculta na medida em que era totalmente ilusória. No entanto, a centelha continuou a crescer. Por causa disso, nós continuamos dando à luz a nossos “filhos”, ou seja, às intenções de doar. Nós acreditamos que somos capazes de dar e, repetidamente, “matamos” os nossos esforços.

A pessoa continua a exterminar seus “filhos” até que, com um enorme pesar, ela começa a perceber que todas as tentativas de doar não levam a lugar algum. Nós damos nascimento a um “filho” (intenção de doar), que é de fato o nosso próximo nível que nos leva a “partir” do Egito. Este passo é resultado do nosso esforço no trabalho em grupo, que decorre de nossas ações reais. Em algum ponto, nós realmente adquirimos um desejo de doar, mas depois que esfriamos e agimos egoisticamente, mais uma vez. Isso significa que o Faraó “engoliu” os nossos filhos recém-nascidos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/12, Escritos do Rabash

Verificando A Conexão Com O Grupo

Dr. Michael LaitmanNós temos que entender que existem apenas dois estados na nossa vida, em nossa realidade: um estado de escuridão, uma sombra, ou um estado de Luz, conexão, a revelação do bom e benevolente. Não há nada entre eles. Se ao ouvir sobre ele a pessoa constantemente tenta esclarecer o estado que atravessa, se é uma sombra ou a revelação do Criador, ela avançará pela linha do meio.

Baal HaSulam, Shamati, artigo 8: ” Qual é a diferença entre a Sombra Kedusha e a sombra de Sitra Achra“: “Em vez disso, todas as mudanças são nos receptores. Devemos observar dois discernimentos nesta sombra…”.

A primeira é quando a pessoa ainda consegue se unir com os amigos, superando os pensamentos sobre a separação e a “confusão” dos sentidos. Ela ainda consegue superar a escuridão e a ocultação; ela ainda entende que perdeu a meta, o caminho para o Criador.

Mas, no geral, ninguém realiza uma verdadeira autocrítica: “Por que me sinto assim? De onde vem este sentimento?”. Eu não sou o meu próprio psicólogo, eu simplesmente me sinto bem ou mal, como uma criança. Eu não calculo quem me envia esses pensamentos e sentimentos. Eu os “cozinho”, e afundo em meu corpo, como uma criança pequena.

No entanto, a pessoa deve conhecer e examinar a si mesma: “O que atraiu meus sentimentos e pensamentos? Como posso subir acima de mim mesma, do estado atual? Como posso sair deste pântano puxando-me pelo cabelo?”. A pessoa sempre olha para si mesma de lado: “Sim, estou no fundo do meu desejo egoísta. Sim, ele me controla. É verdade, ele não me permite conectar, não me deixa me levantar para a lição, me obriga a desconectar, torna a vida diária, com todas as suas relações, parecer mais importante. Mas eu vejo que estou neste estado e que ele é oposto ao objetivo”.

Como eu posso compreender e reconhecer isso? Quando eu ainda estou conectado a algo externo, ao grupo. Aí vem o momento da verdade, eu posso verificar se estava realmente conectado ao grupo ou não. Se eu não estou conectado, eu só sinto a mim mesmo: eu me sinto mal, não quero nada, etc. Além disso, eu nem dou satisfação e simplesmente sigo o fluxo, sem quaisquer pensamentos especiais ou desejos.

Mas se eu estivesse ligado ao grupo, se eu tivesse uma aliança com os amigos, segundo a qual eles devessem me ajudar, mesmo se eu caísse e me virasse para outra direção, as conexões internas seriam mantidas, eu me importaria com a forma que eles me veem, e eu não esqueceria do meu compromisso. Eles me apoiariam e eu seria capaz de me ver de lado e esclarecer meus sentimentos.

Assim, eu serei dividido em dois: o meu próprio eu e a minha atitude para com o grupo. Só então, ao me agarrar à conexão com os amigos, eu serei capaz de esclarecer e verificar a mim mesmo, e com isso iniciar a subida que se segue à descida. Caso contrário, eu não tenho chance, eu simplesmente caio e saio. Assim, a pessoa pode superar o primeiro tipo de sombra, justificando o estado atual e a compreensão de que ele foi enviado a ela pelo Criador. Então, ela pode pedir ajuda ao Criador.

Por que eu me volto a Ele? Não para me sentir melhor, porque aí eu estaria pedindo para anular a minha inclinação ao mal, que Ele criou, adicionando a Torá como tempero para ele. Então, eu deveria pedir o tempero, para que o poder do amor e doação, o poder de conexão, venha de Cima e me permita avançar em direção à outra linha.

“Quando alguém ainda tem a capacidade de superar as trevas e a ocultação que sente, justifica o Criador e ora ao Criador, para que Ele abra seus os olhos para que ele veja que todas as ocultações que sente vêm do Criador”.

Quando a pessoa fica impotente e não vê saída, quando ela amaldiçoa o Criador, os amigos e a vida, ela ainda está olhando para si mesma de lado e, de repente, vê uma chance para um grande avanço, e pode exigir que o Criador a salve. Por quê? Porque ela não aceita o estado quando a providência do Criador parece ruim, e não pode justificá-lo. A pessoa se sente mal porque pensa coisas ruins do bem e benevolente, por estar oposta à Ele. Se a vida parece ruim, é um sinal de que sou oposto ao Criador.

Nós temos que construir uma Masach (tela) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) acima de todas as situações difíceis. Mesmo nas piores situações eu preciso ver o Criador como fonte, como a Luz que está cheia de toda a abundância infinita, mas que está quebrada dentro de mim e se transforma num sentimento ruim, numa sombra, na escuridão, já que meus atributos são opostos ao bom e benevolente, oposto ao atributo de doação e amor.

Assim, nós podemos avançar cada vez que esclarecemos as coisas corretamente. O principal é descobrir constantemente este ponto: “O que eu sinto? Quem está me enviando esse sentimento? Por que estou enfrentando esse sentimento?”. Este é o princípio geral do nosso trabalho e isso é o que divide a humanidade em 1% e 99%.

Da Lição do Brasil 03/05/12 , Shamati # 8

Para Não Esquecer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está constantemente repetindo que a única coisa que devemos fazer é trabalhar com a Luz. Mas nós estamos como que surdos, esquecendo instantaneamente isso. Por que isso acontece?

Resposta: Está escrito em todos os livros sobre o trabalho com a Luz. E nós esquecemos porque o nosso egoísmo, nossa natureza, é contra isso. A única coisa que pode nos ajudar é o ambiente. Mas o ambiente tem que pensar sobre isso, em vez de falar, porque nossas palavras não dão nada. Se o ambiente está constantemente nesse pensamento, na busca disso, você não vai esquecer.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 4

Não Fuja Do Reconhecimento Do Mal

Dr. Michael LaitmanSe alguém aponta o menor defeito dentro de mim, eu começo a odiá-lo, na medida em que eu sinto como ele me afeta negativamente, chega até mim e me invade. Imediatamente, eu me distancio desta pessoa. Nós instintivamente fugimos de acusações.

O que pode me ajudar a alcançar um estado onde eu revelo plenamente meu mal e estou contente que ele está se tornando revelado dentro de mim, e ao mesmo tempo sinto isso como um mal enorme, que precisa ser cortado de mim? Então, eu alcanço o máximo da sensação do mal, a partir da qual involuntariamente clamo ao Criador. O que vai me ajudar a permanecer no caminho toda a jornada e não fugir do reconhecimento do mal?

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 4

Cada Ação Deixa Uma Marca

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Toda ação deixa uma marca”. Nosso avanço ocorre devido à Luz que Retorna. Ela tem impacto em nós conforme os nossos desejos estão prontos para aceitá-la. Assim, a sua estrutura é gradualmente esclarecida.

A estrutura de um desejo que seja equivalente à Luz é, de fato, uma conexão por meio da qual, no final, nós começamos a sentir a Luz. Essa é uma construção permanente, que se expande constantemente. Isso inclui as quatro (4) fases de HaVaYaH; é por isso que é chamada de “revelação dos nomes do Criador”. Inúmeras combinações de desejos denotam qualidades da Luz. Dentro de nossos desejos nós percebemos a Luz como se tivéssemos colocado uma tela diante dela; é assim que reconhecemos o que é a Luz.

Se observarmos através do vidro colorido, nós veremos que a Luz adquire a cor do vidro. É assim que sabemos que a Luz pode ter várias cores. Nós precisamos de ferramentas especiais para descobrir um novo fenômeno. Nós também temos que usar cuidados adicionais que nos permitam determinar algumas qualidades que fazem parte do fenômeno que acabou de ser descoberto.

É disso que se trata o nosso trabalho. A diferença entre a pesquisa científica regular e a prática espiritual é que a exploração científica material envolve o uso de um dispositivo externo, enquanto que na busca espiritual, nós usamos nós mesmos como ferramenta. Nós mudamos a nós mesmos e tentamos aplicar as ações da criação em nós conforme o nível que alcançamos.

Nós não desenvolvemos nossas qualidades antigas, mas sim revelamos novas qualidades; é por isso que o nosso trabalho é chamado de “espiritual”. Nosso esforço deve ser orientado para a formação de novas qualidades que são semelhantes às qualidades do Criador; é assim que revelamos Sua personalidade.

Na esfera material, temos a tendência de adquirir conhecimentos práticos sobre o que está acontecendo ao nosso redor e quem somos nós. Para esse efeito, ampliamos nossas características naturais através do desenvolvimento da ciência e do progresso tecnológico. Esta é uma diferença básica: quando atingirmos um estágio final de desenvolvimento neste plano, acabaremos por ver que não chegamos a lugar algum. Além disso, vemos que chegamos a um beco sem saída. Nosso crescimento nos levou apenas ao enorme egoísmo; nós conseguimos revelar nossa natureza perversa na medida em que ela se tornou insuportável.

Nós descemos ao fundo do ciúme, da ambição do ódio, e de os todos os tipos de más condições que atravessamos em relação ao nosso próximo. Anteriormente, pelo menos, tínhamos a ilusão de que ficaríamos mais amáveis e construiríamos uma sociedade melhor para todos. Neste momento, vemos que apenas o medo da punição nos impede de utilizar os outros de forma egoísta e farta.

A diferença é que ao trabalhar espiritualmente, descobrimos novas qualidades e chegamos mais perto do Criador, enquanto que quando trabalhamos materialisticamente, só começamos a explorar a natureza tangível deste reino. No entanto, neste plano material, bem como durante a nossa elevação daqui para o Criador, nós ainda atravessamos os mesmos quatro estágios de HaVaYaH, como se diz “Eu, HaVaYaH, não mudo a Mim mesmo”. É por isso que cada ação nossa nos aproxima da meta.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/12, Shamati #190

Uma Ponte Sobre O Conflito Eterno

Arava ConventionDa Lição dedicada ao Dia da Independência de Israel

Em um dia como hoje, nós normalmente não falamos sobre as deficiências, ou seja, os desejos não realizados, mas sempre medimos tudo em relação aos vasos.

Primeiro temos que entender que o termo “Israel” simboliza a intenção de “Yashar – El” (direto para o Criador). Nós vamos realmente comemorar o verdadeiro dia da independência de Israel quando formos libertados do domínio do nosso ego, quando nos reunirmos acima do amor próprio, quando mantivermos esta conexão, pelo menos, em um nível mínimo, e quando ela prevalecer sobre o desejo separado que se enfurece dentro de nós como a inclinação para o mal. Então, o poder da união irá governar sobre o poder da separação. Este é o êxodo do exílio para a independência.

Será que nós somos livres no nível corporal? O nosso grupo é livre no mundo espiritual? Isto é o que devemos perguntar a nós mesmos e medir. Afinal, tudo é relativo, e à medida que subirmos os níveis espirituais, vamos descobrir o tamanho poderoso da separação repetidamente, de acordo com novas Reshimot (reminiscências). Então, vamos adquirir o poder da união com a ajuda da Luz que Reforma.

Este é o caminho: a união e a separação alternadamente substituindo uma à outra. Então, onde está a nossa independência? Ela se reduz a nossa supervisão do processo. Mesmo quando caímos e parecemos perder a nossa independência sob o governo de maus desejos, nós ainda sabemos como a subir. Portanto, somos chamados de independentes.

Hoje ainda somos dominados pelas nossas necessidades e desejos egoístas. Neste mundo nós ainda não estamos unidos como uma nação, ainda rejeitamos um ao outro e não queremos o amor fraternal, ainda não aceitamos isso como nosso objetivo, mas vemos como uma opção: é desejável, é possível, mas “não há pressa”. E nós sentimos dor, pois este fogo não está ardendo dentro de nós.

Nós estamos num estado de exílio e não num estado de liberdade e independência. Afinal, a independência significa que pelo menos nós fazemos os esforços para atingi-la. Nós recebemos todos os meios necessários de Cima, a fim de determinar a nossa independência, subindo acima do nosso ego em união geral. Nós não a atingimos ainda de modo a transmiti-la imediatamente para o povo e para o mundo.

Todos os nossos amigos ao redor do mundo precisam sentir isso, tanto na corporalidade quanto na espiritualidade, e nós temos que cumprir nossa missão e alcançar a independência do desejo de doar sobre o desejo de receber. Isso é chamado de “fé acima da razão”. Isto é o que estamos enfrentando.

A singularidade do nosso tempo está no fato de que tudo está pronto para correção. O mundo está se aproximando disso e nós entendemos isso melhor e temos o que é necessário. Ninguém está se contrapondo em nosso caminho, nem fisicamente, nem moralmente, e nem mentalmente. Nós não temos inimigos ferozes que nos impedem de realizar a nossa missão.

Então, o problema está só em nós. Temos que realmente sentir que estamos sob o domínio do Faraó que reina dentro de nós, uma força estranha, e só ela não nos permite guerrear pela independência.

Pergunta: Há uma crescente necessidade de mudança. Todo mundo já entende o motivo de todos os nossos problemas, nós entendemos que tudo se resume ao ambiente, a separação e a falta de confiança mútua. Como as pessoas podem alcançar uma perspectiva comum?

Resposta: “O amor vai cobrir todos os pecados”. Este é todo o segredo. Nós não corrigimos nada diretamente, mas simplesmente construímos nossa união acima de todos os problemas e divergências.

Permanecendo num labirinto de opostos, nós não vamos conseguir nada. Se você começar a purificar este pântano, o Egito vai simplesmente “engolir” você, e enterrá-lo sob suas pirâmides maciças. Este é o exílio no Egito, do qual não seremos capazes de nos elevar se trabalharmos diretamente com os defeitos que são revelados entre os amigos. Nós não devemos fazer isso. É por isso que o Faraó, o ego, nos força e parece estar logicamente nos mostrando os problemas que precisam ser resolvidos primeiro. Ele está dizendo: “Bravo, continue com o avanço espiritual, mas só no meu território, nas relações corruptas mútuas entre nós”. Nós não devemos ouvi-lo!

Deixe o ego, você não o está corrigindo, você quer construir uma ponte de amor sobre ele. Só então você vai ter sucesso, na “fé acima da razão”. Afinal, a espiritualidade está acima da corporeidade. O Criador dispôs as coisas desta maneira. Portanto, eu só tenho que escapar do Faraó, ou em outras palavras, subir acima dele. Nós não temos que destruí-lo ou corrigi-lo. Quando eu começar a construir algo em cima dele, o “anjo da morte” vai se transformar no “anjo sagrado”. Isto é o que Moisés está pedindo: “Deixe meu povo ir!”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/12, “A Nação Israelense (Dia da Independência)”

Treinamento Por Encomenda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Inicialmente, nós assumimos que a formação psicológica duraria três horas. Na Convenção, nós dedicamos uma hora. Agora, você diz que é possível aplicá-la durante um quarto de hora antes da aula. Qual é a diferença?

Resposta: Essas classes constituem a intenção de uma pessoa, que ela precisa formular; ela deve gastar o tempo que for necessário do dia para permanecer com esse espírito ao longo do dia.

Há pessoas que estão constantemente neste estado, outras que retornam a esse estado, e outras que não são capazes de suportá-lo. Seu ego é ainda tão grande que mesmo que façam um pequeno esforço, elas já precisam sair deste estado, elas não são capazes de permanecer nele.

Tudo depende de qual estado a pessoa se encontra à medida que avança. Você se desenvolve gradualmente dentro da doação da Luz superior. Só isso dá resultado e nada mais.

Quando você anseia avançar, a Luz lhe influencia. Ela muda você e da próxima vez você vai entrar nela com mais sensibilidade e o fará com mais facilidade. Você já está muito próximo destes atributos, e será imediatamente incluído neles. Vamos supor que de manhã vocês acordam como animais, existem em “desunião”, e imediatamente entram neste mundo, o mundo onde a força dirige tudo.

Você começa a entender o seu dia de uma forma completamente diferente, começa a ver o que está acontecendo em toda parte. Quanto mais você recebe informação das sensações ou de qualquer outra coisa, você vê como o Criador brinca com suas criaturas, e como Ele quer levá-las à independência e, simultaneamente, à equivalência com Ele.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Workshop 2

O Benefício Puro De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanOs que recebem a chance de escapar são aqueles que atingiram o grau específico e devem revelar a sua inclinação ao mal que pode ser corrigida. Mas quando nos é mostrado um pouco do nosso ego, nós imediatamente queremos fugir e nos esconder. Seu coração está sendo endurecido, sua energia e inspiração são retiradas, e você aceita isso. Você não está mais no espírito correto; você permeia cada golpe com uma expressão amarga em seu rosto.

Eu entendo que as pessoas experimentem estados diferentes. Mas o grupo é capaz de criar uma atmosfera, onde a pessoa pode facilmente superar essas descidas num piscar de olhos: superá-las imediatamente e começar a valorizar a doação acima de sua atitude.

Você deve ser grato por ter o seu espírito tirado de você, e que seu ego não esteja mais participando de sua ação espiritual. Neste caso, suas ações mais serão definitivamente com o propósito de doar.

Eu não quero fazer nada, não estou de bom humor e não sinto a importância, mas com a minha mente eu entendo que se eu fosse fazer isso, seria uma ação de doação. Eu não tenho nenhuma energia ou desejo de realizá-la, mas posso pedir por ela. Quando eu nem sequer sou capaz de pedir por ela, eu posso ir ao grupo, que me despertará e dará um pouco de inspiração.

Mas eu não peço energia, não peço o espírito correto! Afinal, se eu estivesse no tipo correto de espírito, meu ego desejaria imediatamente realizar essas ações. O ladrão correrá na frente de todos gritando: “Pega ladrão!”. É por isso que eu quero manter o meu mau humor! Claro, eu não tento permanecer em desespero, mas eu não peço que ele seja corrigido. Eu quero que o meu egoísmo permaneça distante do que estou fazendo agora.

Então, quando eu fizer algo, será uma ação de doação. Afinal, essa doação não aconteceu como resultado do meu desejo de desfrutar, mas apenas porque eu recebi a força de Cima: o sentido da importância e capacidade. O Criador fez tudo isso através de mim: Ele me vestiu realizou essa ação. Isso é o puro benefício chamado equivalência a Ele e adesão.

Deixe a sensação permanecer tão ruim quanto antes. Eu não peço que ela seja corrigida. Isso me protegerá de acrescentar o meu egoísmo a uma ação espiritual. Por esta razão, à medida que você continua avançando, o animal dentro de você vai continuar se sentindo pior, mas ao mesmo tempo, o homem em você vai continuar se sentindo melhor, porque você será capaz de fazer ações de doação acima de todos estes sentimentos desagradáveis. Então você se divide em duas partes.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, O Estudo das Dez Sefirot

O Primeiro Encontro

Agora desejamos apenas uma coisa: Nós queremos que toda a criação, ou seja, nós, não apresente quaisquer obstáculos para a manifestação da Luz superior, assim vai encher-nos sem qualquer resistência de nossa parte. Queremos fazer essa restrição em nós mesmos para dar-Lhe todo o espaço para a sua revelação. Ao mesmo tempo, nós não existimos, somos apenas transparentes de modo que uma única força passa por nós e nos preenche.

Esta é a primeira condição, restrição (Tzimtzum Aleph), a partir da qual começamos a nossa primeira reunião com o Criador quando pela primeira vez sentimos realmente que “Não há outro além Dele”.

Somos transparentes; nós não existimos porque temos anulado o nosso “eu”, o nosso egoísmo, e agora o Criador pode preencher tudo.

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Da Convenção de Vilnius de 24/3/12 Aula Prática 2

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