Textos na Categoria 'Coronavírus'

“A Futilidade De Liderar O Mundo Em Vacinações” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “A Futilidade De Liderar O Mundo Em Vacinações

No que diz respeito à vacinação de sua população, Israel está liderando o mundo por uma margem tão grande que o país em segundo lugar, os Emirados Árabes Unidos, tem pouco mais da metade do sucesso de Israel, e os Estados Unidos, onde as vacinas são fabricadas, estão em um distante 5º lugar, com uma taxa per capita de vacinação oito vezes mais lenta do que a de Israel. Líderes mundiais espantados enviam delegações a Israel para aprender o que estamos fazendo certo. Mas enquanto os líderes estão pasmos, o resto do mundo está muito menos impressionado e, o que é estranho, a taxa de infecção não está diminuindo, apesar das vacinações e apesar do fechamento. Por que as vacinas não funcionam?

Em vez de temor, estamos recebendo advertências de todos os lados. As pessoas estão culpando Israel por negar vacinas aos palestinos. Não é verdade, claro, mas a verdade não importa. Se os palestinos as pegassem primeiro, antes de qualquer israelense, as pessoas diriam que Israel está tentando eliminá-los. Já que eles não estão conseguindo rápido o suficiente (na opinião de algumas pessoas), as pessoas estão dizendo que queremos que eles morram de Covid. De qualquer forma, a desgraça deles é nossa culpa. Sempre foi assim e sempre será até começarmos a fazer o que devemos.

Nosso sucesso na vacinação da população é notável, mas não é algo de que devemos nos gabar. Se fôssemos mais espertos, teríamos feito de forma mais discreta e não exibiríamos os números. Geralmente, não vejo nenhum motivo para orgulho; criamos uma enorme dívida nacional, um enorme déficit, e não acho que a esperança de que em alguns meses a economia se recupere graças às vacinas e possamos saldar a dívida tenha algum sentido se sustente.

É ótimo estarmos vacinando a população, mas não fizemos o mais importante, então as vacinas não vão ajudar. Enquanto não seguirmos as leis da natureza, a natureza continuará dirigindo as nações contra nós. As leis da natureza determinam que Israel dê um exemplo de unidade, mas estamos ocupados declarando novos partidos políticos todos os dias. Não somos um exemplo aos olhos do mundo; somos uma zombaria. Um comentário típico de um não-judeu a um tweet que um judeu escreveu contra outro afirmava: “Disseram-me que geralmente são os judeus que mais odeiam os judeus”. Eles olham para nós com pena.

Não é como se eles não soubessem o que querem de nós. No fundo, os antissemitas mais raivosos sentem o que procuram nos judeus. Quando eles nos culpam por causar todas as guerras, como fez Mel Gibson, por exemplo, eles estão realmente dizendo que poderíamos evitar essas guerras. De fato, poderíamos, se apenas déssemos um exemplo de unidade. Mas quando damos um exemplo de aversão e ódio mútuos, é isso que o mundo absorve de nós. Será uma surpresa, então, que em algum momento as nações decidam se livrar de nós?

Não é como se nunca tivéssemos feito nada certo. O Judaísmo é baseado nos valores mais louváveis. Somos o único povo que se tornou uma nação somente depois de se comprometer a amar uns aos outros “como um homem com um só coração”; somos a única nação cujo lema era “Ame o seu próximo como a si mesmo”; e somos a única nação que foi incumbida de ser “uma luz para as nações”, para dar um exemplo de amor ao próximo e responsabilidade mútua.

Este é o exemplo que os antissemitas querem que demos. Henry Ford, claramente um dos antissemitas mais notórios da história americana, escreveu em seu livro The International Jew — the World Foremost Problem, “Reformadores modernos, que estão construindo modelos de sistemas sociais, … fariam bem em olhar para o sistema social sob o qual os primeiros judeus foram organizados”. Da mesma forma, Vasily Shulgin, um membro sênior do Parlamento russo antes da Revolução Bolchevique de 1917, era conhecido por seu antissemitismo raivoso. Em seu livro O Que Não Gostamos Neles..., ele escreveu sobre os judeus: “Que eles … subam até a altura que aparentemente subiram [na antiguidade] … e imediatamente, todas as nações se levantarão rapidamente. Elzs correrão não por força da compulsão … mas por livre arbítrio, alegres no espírito, gratos e amorosos, incluindo os russos!”

Existem mais exemplos, mas a mensagem é clara. Nosso trabalho, o trabalho dos israelenses e o trabalho de cada judeu, é dar o exemplo de unidade. Sempre que fazemos qualquer outra coisa, isso é interpretado como um ato contra as nações, e interpretamos sua contrarreação como antissemitismo. Portanto, se quisermos eliminar o antissemitismo, devemos eliminar a divisão entre nós. Isso é o que a lei da natureza exige de nós. Se fizermos isso, nos vacinaremos contra qualquer infortúnio, incluindo vírus, guerras, crises econômicas e todos os outros infortúnios, pois estaremos em congruência com a natureza.

“Por Que Somos Estoicos Em Relação Aos Dois Milhões De Vítimas Fatais Da Covid” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Por Que Somos Estoicos Em Relação Aos Dois Milhões De Vítimas Da Covid

No ano passado, cerca de dois milhões de pessoas morreram da doença do coronavírus. No entanto, quão alarmados estamos? Vamos encarar, não estamos. Estamos terrivelmente ansiosos com o fechamento de empresas, cinemas, estádios esportivos, escolas e outras privações de entretenimento e envolvimento, mas e os dois milhões de vítimas do vírus? Somos bastante estoicos sobre isso.

Na verdade, se você considerar a população global, dois milhões de vítimas da Covid-19 não é muito. Nós tratamos isso como um fenômeno natural, um caso de força maior, por assim dizer, então estamos bastante calmos sobre isso.

Mas há um problema maior aqui: esquecemos o propósito da peste e, por causa disso, já estamos preparando o próximo golpe, que será mais doloroso e mais disseminado que até mesmo o coronavírus. Se tudo o que nos interessa é não poder ir aos bares e ao cinema, atrairemos para nós mesmos um desastre pior do que o vírus, algo que nos obrigará a procurar a raiz dessas catástrofes, e não depositar nossas esperanças nas vacinas que só são boas até a próxima mutação resistente aparecer.

A causa principal da peste são nossas relações corruptas uns com os outros. Essas relações não estão apenas destruindo o tecido da sociedade, como estamos vendo agora em todos os Estados Unidos. A exploração e a má vontade estão destruindo o tecido de nosso mundo inteiro. Elas são prejudiciais à nossa sociedade, ao nosso planeta, à nossa saúde e a todas as espécies animais. Elas nos impedem de cooperar para o benefício de toda a humanidade; elas não nos deixam trabalhar ombro a ombro para salvar nosso planeta. A desconfiança não nos permite curar as feridas de nossa sociedade, o que leva à violência, agressão, intolerância, pobreza, depressão, abuso de substâncias e guerras.

Nosso maltrato mútuo nos faz maltratar tudo ao nosso redor: o solo, a água, o ar, as plantas, os animais e as pessoas. Todos sofrem porque nos odiamos e reagem de acordo. É por isso que as tempestades estão ficando mais intensas, os incêndios mais generalizados e comuns e as pestes se espalham mais rapidamente e aparecem mais cedo do que nunca. A mensagem de todas é clara: conserte suas relações ou elas os destruirão.

Não temos a prerrogativa de sermos estoicos em relação às vítimas da Covid-19 porque isso destrói nosso futuro. Se corrigirmos nossas relações, isso acalmará as provações que acabei de mencionar e encontraremos a paz, paz de espírito. Caso contrário, teremos um ano muito ruim e uma década ainda pior.

Por Que A Liderança Mundial De Israel Em Vacinação Não Tem Sentido (Times de Israel)

Michael Laitman, no Times de Israel: Por Que A Liderança de Israel Em Vacinação Não Tem Sentido

Israel deu um salto à frente de outros países nos esforços globais para inocular sua população contra a COVID-19 com a taxa de vacinação mais rápida de todo o planeta. O que Israel ainda precisa descobrir é que tal esforço será em última análise inútil até que a nação perceba seu papel e capacidade de curar a humanidade de todas as suas doenças, já que detém o único antídoto duradouro para a saúde, (bem como a chave para a paz e sucesso): a nossa unidade.

Cerca de 12% da população israelense já foi vacinada com doses da vacina da Pfizer como resultado de uma campanha bem organizada 24 horas por dia, 7 dias por semana e um sistema de saúde eficiente. Os esforços de distribuição de vacinas em Israel são muito mais rápidos e bem-sucedidos em comparação com os de outros países desenvolvidos, como os Estados Unidos e as nações europeias. Mas por mais que gostemos de acreditar que esta é a panaceia para nos livrarmos do coronavírus, logo descobriremos que a cura milagrosa para a pandemia não está na esfera biológica, mas sim no nível humano, na conexão certa entre pessoas. Um método para alcançar essa meta é o exemplo real que Israel deve dar ao mundo.

Por que este programa de imunização bem-sucedido não é suficiente? Não é suficiente porque nos dá a falsa impressão de que somente por meio dessas medidas estamos protegidos das doenças, enquanto a natureza tenta nos ensinar que não podemos nos sentar sobre nossos louros até que abordemos e consertemos a causa principal do problema: nossa falta de alinhamento com o equilíbrio, integridade e perfeição da natureza. Nossa intolerância, hostilidade e egoísmo humanos causam desequilíbrio em vários níveis da natureza – inanimado, vegetativo, animal e humano – que volta negativamente a nós como um bumerangue na forma de doenças. Nosso ódio mútuo, portanto, prejudica o sistema que todos compartilhamos e se reflete em nós na forma de todos os tipos de problemas e crises.

Então, qual é o verdadeiro papel de Israel que mencionei? É ser pioneiro na implementação do método para alcançar a unidade acima da divisão entre as pessoas, a ponto de alcançar o princípio “ame o seu próximo como a si mesmo”. O papel de Israel é liderar o caminho para mover a humanidade em direção à obtenção da unidade e recuperar o equilíbrio com a natureza que foi perdido como resultado de nossas relações humanas turbulentas, egoístas e egocêntricas.

Um método para realizar este objetivo é estabelecido na sabedoria da Cabalá e este conhecimento foi herdado pelo povo de Israel através das gerações, de modo que eles se tornariam um canal para a expansão mundial da unidade. Como Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar escreveu: “Cabe à nação israelense qualificar a si e todas as nações do mundo a se desenvolverem até que tomem para si aquela sublime obra do amor de outros, que é a escada para o propósito da Criação”.

À medida que a pressão da natureza aperta cada vez mais a interconexão da humanidade e aumenta a rivalidade e a superfície de conflito entre as pessoas, as condições tornam-se maduras para a humanidade aprender como organizar positivamente nossa crescente conexão, como se unir acima das crescentes divisões.

Os judeus precisam apenas chegar à conclusão de que, começando a reaprender e implementar nosso método histórico e único para alcançar a unidade e disseminando esse know-how para todos, eles trarão harmonia para si e para o mundo em todos os níveis da natureza. Tal unidade irradiará um exemplo positivo de unificação por todo o planeta e o povo de Israel se tornará verdadeiramente “uma luz para as nações” (Isaías 42: 6). Portanto, Israel pode e deve fornecer o modelo a ser seguido pela humanidade a fim de alcançar a meta de alcançar imunidade de todos os seus sofrimentos e dores por meio de uma conexão humana saudável.

“A Pandemia Desmascarou O Último Desejo Da Humanidade” (Thrive Global)

Thrive Global publicou meu novo artigo: “A Pandemia Desmascarou O Último Desejo Da Humanidade

Se tivermos sempre em mente que nosso bom futuro depende de nossos relacionamentos baseados no cuidado mútuo e na solidariedade, teremos um ano novo frutífero e feliz, cheio de emoções positivas, revelações significativas e experiências de aprendizagem.

Pessoa usando máscara protetora contra Covid-19. Rennes the 2020-09-19. Personne portant un masque de protection contre le Covid-19. Rennes le 2020-09-19.NO USE FRANCE

Quando um novo ano começa, as pessoas estão ansiosas para deixar para trás as memórias da pandemia, mas o vírus é implacável. Mesmo quando milhões de vacinas contra a Covid-19 já foram administradas na América e em todo o mundo, algumas medidas preventivas, como o uso de máscara, devem permanecer por algum tempo, de acordo com autoridades de saúde. Como uma sociedade coberta por uma máscara afetará nossas interações pessoais, especialmente dentro da geração mais jovem? Logo descobriremos que a confiança e a proximidade não serão condicionadas pelo uso de máscaras ou pela falta de uso delas. O progresso em todos os níveis dependerá de boas conexões com os outros, de nosso desejo interno de construir relações significativas.

O uso de máscaras para evitar a propagação da Covid-19 transformou a mentalidade das pessoas em todo o mundo. Com exceção de alguns países asiáticos já acostumados a usar máscaras faciais para prevenir o contágio de doenças infecciosas, a medida despertou polêmica nos Estados Unidos e em outros países onde as pessoas foram orientadas a se acostumar a usar máscaras como o “novo normal”. Depois de um ano cobrindo parcialmente nossos rostos devido à pandemia, uma nova pesquisa de especialistas europeus e norte-americanos revelou que isso complica a interação social entre as pessoas, uma vez que perturba a “leitura de emoção da expressão facial”.

Os resultados do estudo indicaram que estados emocionais como felicidade, tristeza e raiva foram interpretados erroneamente como neutros. E as pessoas enojadas eram mal interpretadas como zangadas. Essas descobertas não pretendiam questionar o uso de máscaras ou não, mas avaliar seu impacto psicológico nas interações humanas. As pessoas lentamente começarão a perceber o que aconteceu com elas durante esse período desde o aparecimento do vírus, conforme as mudanças se desenrolaram e por que o mundo passou por uma transformação tão dramática.

O que deve ser feito para seguir em frente? Nosso progresso não será condicionado pelo uso de máscaras ou pelo distanciamento social. Dependerá de nossa capacidade de perceber que a pandemia está ativando nosso maior desejo: nossa necessidade de nos conectarmos com os outros à medida que nosso mundo se revela cada vez mais interdependente.

Como animais sociais, nosso anseio por relações mais profundas e próximas com os outros se tornou mais visível, autêntico e qualitativo. O que o vírus nos ensinou da maneira mais difícil? Ele nos mostra que devíamos manter distância entre nós, visto que não nos conhecíamos bem, não podíamos viver juntos em fraternidade e relações positivas. Portanto, não seremos capazes de nos aproximar novamente até que internalizemos esse princípio e mudemos a direção rumo a uma sociedade mais equilibrada.

Quem é mais afetado pela falta de interação social? Sem dúvida, a geração mais jovem. Alguns de nós podem ter esquecido o que significa ser jovem, o primeiro beijo e abraço. Portanto, é difícil para nós entender o que a juventude de hoje experimenta agora. Eles sentem duras restrições por dentro, discordam de quem quer pará-los e limitá-los, até amaldiçoam a força suprema, a natureza, por trazer tal situação para o planeta. Eles estão dispostos a se livrar de qualquer coisa em seu caminho, independentemente das consequências, apenas para viver o momento em sua plenitude.

A natureza sabe como nos consertar. Do ponto de vista sociológico, poderia ter sido um golpe muito mais violento. Imagine um mundo onde a conexão humana não existisse, em que nosso contato entre parentes, casais, filhos e pais desaparecesse completamente. Uma espécie de desconexão total em que não conseguiríamos respirar, nos sentiríamos desamparados, sozinhos, vazios. Por mais doloroso que seja permanecer distantes uns dos outros, a pandemia ainda está nos dando a oportunidade de mudar, conduzindo-nos na direção certa.

Então, como podemos não perder a esperança após um ano de pandemia? É possível por meio de nossos pensamentos positivos em relação à conexão. Se tivermos sempre presente que o nosso bom futuro depende de relações baseadas no cuidado mútuo e na solidariedade, viveremos um ano novo frutífero e feliz, repleto de emoções positivas, revelações propositivas e experiências de aprendizagem. Saberemos viver bem, encurtando a distância entre nós, conectando nossos corações.

“Educação Na Era Do Corona” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Educação Na Era Do Corona

Uma das melhores indicações que temos do estado de qualquer sociedade é o seu sistema educacional, ou melhor. Desde o início da Covid-19 e da ruptura do sistema escolar, os fenômenos negativos que infestavam as escolas penetraram em nossas casas e colocaram um espelho muito desagradável diante de nós. Agora estamos experimentando em primeira mão o que nossos filhos estão “aprendendo” na escola.

Sem lugar para desabafar a agressão, a violência doméstica e a linguagem abusiva contra os pais e irmãos vulneráveis ​​aumentaram dramaticamente, e os pais estão horrorizados com o que estão vendo. Mas eles estão vendo agora o que seus filhos têm vivido há anos. Melhor agora do que nunca.

Se há alguma lição a ser aprendida com a pandemia no que diz respeito à educação, é que o sistema educacional só ensina valores ruins.

No entanto, agora que vemos que nosso sistema educacional é fundamentalmente falho, espero que isso nos incentive a fazer as pazes. Agora espero que entendamos que o sistema educacional deve, antes de mais nada, ensinar os jovens a se comunicarem de maneira positiva e construtiva. Qualquer pessoa, por mais inteligente que seja, não será capaz de ter sucesso na sociedade atual a menos que saiba como se comunicar de maneira construtiva com os outros.

A comunicação construtiva requer muita prática e uma compreensão profunda da natureza interdependente da sociedade. Não podemos ter sucesso na vida se pensarmos apenas em nós mesmos. Também não podemos ter sucesso se nos esquecermos completamente de nós mesmos. Atualmente, estamos imersos em tendências narcisistas e sentimos que é legítimo ignorar os sentimentos das outras pessoas e nos preocupar apenas com os nossos. Embora isso possa parecer bom quando o exercitamos, produz solidão, depressão e ansiedade quando outros o exercitam contra nós. Por essa razão, a autoabsorção não é uma abordagem sustentável se quisermos manter uma sociedade saudável. O equilíbrio é a chave.

Mudar o sistema educacional sozinho não vai funcionar. Você não pode esperar que os filhos mudem se, no final do dia, chegarem a uma família onde os pais inculcam o egocentrismo. É necessário um esforço geral da sociedade para mudar o paradigma social. Agora que vemos os resultados de um sistema educacional doentio, espero que isso nos dê impulso suficiente para mudar a maneira como operamos em todos os níveis da sociedade. Caso contrário, as crianças crescerão da mesma forma que foram educadas, se tornarão pais, e o ciclo vicioso continuará com consequências cada vez piores até que a vida se torne um inferno na terra, se é que já não é.

Nós construímos toda a tecnologia para levar uma vida rica com abundância para todos. A única razão para a miséria das pessoas hoje é nossa falta de educação, nossa falta de responsabilidade mútua e nosso egocentrismo excessivo. Mesmo a pobreza não é uma maldição do alto; é o resultado do descuido mútuo, da falta de educação dos pobres e dos ricos. Quando não entendemos que todos fazemos parte da mesma sociedade, fechamos nossas portas diante um do outro até que as ruas se tornem campos de batalha. No final, nem ricos nem pobres terão prazer em viver em tal país. A educação para a responsabilidade mútua é o primeiro passo para a cura da sociedade; tudo o mais será consertado depois.

As Lições De 2020

963.1A epidemia de coronavírus fez uma explosão em todo o mundo, como se uma guerra mundial estourasse, e levou a uma crise econômica e a uma sensação de desespero e medo. Por que as pessoas ainda não perceberam a necessidade de reconstruir o mundo fazendo mudanças significativas na sociedade?

O fato é que todos estão agindo de acordo com seu egoísmo pessoal e individual. Portanto, ninguém se importava com o que acontecia no mundo e com as outras pessoas, o importante era apenas o que o preocupava pessoalmente. Estávamos observando como os outros estavam sofrendo e não ficamos muito impressionados. O principal é que nos sentimos bem e podemos existir com confiança e ter sucesso.

Mas aqui, de repente, nos encontramos em um mundo diferente e sentimos que a sociedade, o meio ambiente, o país, as pessoas e o mundo, tudo se tornou interconectado e dependente um do outro. Passamos um vírus mortal uns para os outros, não podemos viajar livremente e somos forçados a obedecer a ordens de bloqueio.

Por um lado, tivemos que romper os laços úteis que existiam antes e que nos permitiam voar ao redor do mundo, viajar e nos conhecer. Além disso, fomos obrigados a nos isolar ainda mais, colocar máscaras e luvas, e manter a distância de dois metros um do outro.

Algumas novas regras obrigatórias das quais não gostamos muito foram postas em prática. É como se a natureza nos dissesse: “Vocês não podem se comportar como antes, devem se distanciar um do outro. Vocês não podem ir para onde quiserem e viajar pelo mundo, vocês não podem mandar seus filhos para a escola e o jardim de infância”.

Sentimos que a natureza está colocando uma barreira entre nós e nos ensinando qual deve ser a conexão entre nós. Para que a conexão seja nova, boa e correta, ela deve cumprir as novas leis que o coronavírus está nos ensinando. Se cumprirmos essas leis, podemos nos comunicar uns com os outros; e se não obedecermos, não devemos nos aproximar.

A natureza está começando a nos ensinar novas formas de comunicação entre as pessoas, e logo perceberemos que isso é para nosso benefício. Só posso me conectar com as pessoas se agir em benefício delas e não em meu próprio benefício. Essa é a lição que a natureza nos ensina. Por meio da quarentena, da incapacidade de nos comunicarmos, voarmos e viajarmos, ela nos mostra que só podemos entrar em contato com a condição de nos importarmos uns com os outros e pensarmos no bem dos outros.

Podem sair para passear, visitar os outros, comunicar-se, apenas se pensarem bem uns dos outros e cuidarem não de si, mas dos outros. É assim que a natureza gradualmente nos ensinará bons relacionamentos.

Isso acontecerá de forma rápida e indolor se a mídia cooperar com os Cabalistas que entendem como se comportar a fim de ajudar a natureza a mudar a sociedade humana, para movê-la para o próximo estágio, e para transmitir a todas as pessoas a forma de relações que devemos ter.

“Cada homem ajudará o seu próximo” para estabelecer uma conexão entre nós acima do ódio para que entendamos que o futuro é impossível sem boas relações. Depende de nós se chegaremos a eles de uma maneira rápida e fácil ou por um longo caminho de sofrimento, incluindo a guerra mundial.

Depende dos Cabalistas e da mídia a rapidez com que a humanidade passará pelo período de transição e estabelecerá novas conexões entre as pessoas, para que a natureza pare de nos pressionar e nos limitar. Não precisaremos de nenhuma pressão externa porque nós mesmos entenderemos o que é bom para nós.

De KabTV, “O Mundo”, 27/12/20

Virando As Páginas Da Minha Alma

622.02Devemos ver todos os relacionamentos entre nós como vindo do Criador, da força geral. No entanto, eu posso trabalhar com alguns relacionamentos e não posso trabalhar com outros. De acordo com isso, devo me aproximar das pessoas ou me distanciar de tais relacionamentos.

Tanto quanto possível, mais cedo ou mais tarde, procuro me relacionar com todos com amor. É assim que eu classifico o mundo inteiro: algo está mais próximo, o outro está mais longe. Em primeiro lugar, eu construo relacionamentos com meus amigos na dezena. Então, podemos expandir este círculo para o grupo Cabalístico mundial, tanto homens quanto mulheres. Então, eu estendo essa atitude para todo o mundo, para toda a humanidade e, depois, para toda a natureza em geral.

O principal é me posicionar a cada momento no centro da realidade e me esforçar para me relacionar com ela como o Criador, ou seja, para me desenvolver como um homem, Adão. Portanto, eu sempre verifico se sou semelhante ao Criador ou não, como se virando páginas dentro de mim, descobrindo do que sou composto, como organizar minha atitude para tudo, como me direcionar e se devo chegar mais perto ou me distanciar.

Através deste trabalho interno, eu calibro meus instrumentos de percepção, minha alma, meu violino interno, para que apenas uma boa melodia soe de mim em relação a todos. É assim que me torno um homem, Adão, semelhante ao Criador.

É um longo caminho, mas podemos avançar passo a passo porque já estamos prontos para esse trabalho. O mundo inteiro precisa disso, pois está desesperado com a pandemia do coronavírus. Aos poucos, as pessoas vão começar a perceber que não há escolha, que devemos nos relacionar de uma boa maneira, que é a correção do mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/20, “Ocultação”

2021 – O Ano Do Despertar Da Humanidade

229Estamos entrando no ano de 2021, que nos revelará como o mundo é fechado, como está conectado em um sistema comum e, como nós sofremos juntos, a solução só pode ser comum também.

Tudo isso será revelado em 2021, que será o ano do despertar da humanidade. Será óbvio para todos que é impossível ter sucesso usando seu egoísmo. Pelo contrário, o sucesso depende de quanto quebramos as partições egoístas que nos separam.

Se conseguirmos fazer isso na dezena, teremos impacto no mundo todo. E o mundo inteiro também começará a sentir que chega de desperdiçar dinheiro com armas. A única coisa em que vale a pena investir é aproximar as pessoas. Este é o elixir para todas as doenças.

Não precisaremos de vacinas ou medicamentos contra o vírus. Esta não é uma pandemia de coronavírus, mas uma epidemia de egoísmo global que está se desenvolvendo no mundo. E há uma cura para essa doença: a nossa conexão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/20, “Anulação e Submissão”

“Humanidade Desperte! Antes Que As Ondas Nos Afoguem” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Humanidade, Desperte! Antes Que As Ondas Nos Afoguem

A maioria dos resumos de 2020 (os poucos que até tentaram) fala de 2020 como uma tragédia, como se suas vidas tivessem sido roubadas. Na minha opinião, esta é uma perspectiva imatura. Quando um menino brinca fora de casa com os amigos e a mãe o chama para terminar o dever de casa, o menino pensa que ela é uma mãe péssima, mas nós, adultos, sabemos disso. Somos como aquele menino, tendo um ataque de raiva com a insistência da Mãe Natureza de que façamos o que devemos. A natureza não fez nada de ruim para a humanidade; ela apenas nos chamou para fazer nosso dever de casa. E, como todos sabemos, se não fizermos nosso dever de casa, falharemos no teste. E quando o teste é sobre nossas vidas, não queremos falhar.

Enquanto estávamos em casa, no primeiro bloqueio que a Mãe Natureza nos impôs, deveríamos ter começado a fazer nosso dever de casa. Devíamos ter percebido que ela havia nos enviado o vírus que nos mandou para casa apenas porque fomos ruins uns com os outros, como irmãos que não conseguem se dar bem e lutar tanto que sua mãe não tem escolha a não ser mandá-los para seus quartos separados. Ela espera que depois de algum tempo a sós, eles percebam que não devem se tratar como se tratavam e resolvam encontrar uma maneira de se dar bem.

Depois de algum tempo, a mãe os deixa sair, pois ela é a mãe deles, afinal, e quer que eles aproveitem a vida. No entanto, em vez de fazer a paz, eles começam a lutar ainda pior do que antes. A pobre mãe não tem escolha a não ser puni-los com mais severidade, esperando que desta vez eles aprendam. As crianças sabem que, quando estão caladas, a mãe é simpática com elas. Mas os irmãos se odeiam tanto que esquecem o que é melhor para eles no minuto em que se veem, então começam a brigar novamente.

É aqui que estamos. Os golpes da natureza são como a advertência ou o castigo da mãe e nós somos os filhos obstinados. Em vez de aprender, contamos com as vacinas para nos permitir tirar nossas máscaras para que possamos nos xingar mais uma vez, eliminar a distância social para que possamos bater uns nos outros e saudar essa carnificina emocional como “liberdade” e “normalidade”.

Cada vez que a natureza manda outro castigo, é como uma onda que nos atinge e nos força a recuar. Durante o retiro, devemos refletir sobre nosso comportamento uns com os outros. Mas nós não. Finalmente, a água recua e saímos de nossos abrigos apenas para brigar, humilhar e explorar uns aos outros ainda mais do que antes. Isso torna a próxima onda mais substancial, com o objetivo de nos forçar a refletir. Se não começarmos a refletir logo, as ondas vão nos afogar. Eles podem vir de todas as maneiras; A natureza é muito criativa quando se trata de punições, mas não há razão para experimentá-los em primeira mão. Em vez disso, podemos escolher descobrir sua criatividade em dar e cuidar.

Veja o coronavírus. Ainda não vacinamos todos da cepa original e já estamos lidando com duas novas cepas, do Reino Unido e da África do Sul, ambas muito mais contagiosas e para as quais não sabemos se a vacina já aprovada vai funcionar. É um sinal de que a Natureza não desistirá. Ela não vai parar até que aprendamos.

Veja como estamos tratando uns aos outros com a vacina. Por que os países que não podem comprá-lo precisam implorar por ele? Não aprendemos que estamos todos juntos nisso? Não vimos que uma infecção em qualquer lugar é uma infecção em qualquer lugar? Distribuir a vacina a todos os países, nenhum excluído, é nosso primeiro teste de responsabilidade mútua. Até agora, estamos falhando.

Pelo que vejo agora, acho que viveremos com o coronavírus e suas mutações por muitos anos. Veio para nos ensinar a viver de maneira diferente, com mais cuidado, consideração e responsabilidade uns pelos outros. Até que aprendamos, ele não irá embora. As ondas vêm e vão, mas quanto mais atrasamos o aprendizado, mais pungentes as ondas se tornam. No início, o vírus não afetava crianças; agora sim. No início, afetava principalmente nossos pulmões; agora afeta nossos cérebros e corações. O que mais queremos que ele faça conosco antes de aprender o que ele está tentando nos dizer?

Lembre-se da alegoria da mãe: se não pararmos de lutar, a Mãe Natureza nos enviará para nossos quartos separados ou encontrará outras maneiras de nos punir, o que será cada vez mais doloroso.

Tratamento Para O Vírus

599.02Comentário: Você diz que a conexão entre as pessoas é a cura para os vírus. Mas vemos, ao contrário, que a cura é manter distância, colocar em quarentena.

Resposta: A quarentena não é a cura para o vírus. Em vez disso, o tratamento para o vírus é uma conexão calorosa entre as pessoas, quando evitamos que o vírus se instale entre nós, entre nossos sentimentos, entre nossos relacionamentos. Ao nos esforçarmos para ser como uma pessoa com um coração, não deixamos espaço para o vírus entre nós.

Mas, por enquanto, estamos em um estado de transição. Tais estados nos ensinam o que é bom e o que é ruim, se você concorda em mudar ou não, o que acontecerá se você fizer isso ou aquilo. Aqui ainda não podemos tirar as conclusões corretas.

Mas não há dúvida de que em breve a humanidade começará a compreender que relacionamentos pessoais e corretos entre as pessoas curam a sociedade.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 30/10/20