Textos na Categoria 'convenção'

Nosso Bebê

Dr. Michael LaitmanDurante a última Convenção no deserto de Arava, nós já atingimos o ponto de união que está acima de nós. Ele ainda é obscuro em nossa percepção; no entanto, ele é o nosso “bebê” comum Agora, nós precisamos elevar nosso cuidado e preocupação com ele, com a união, a um novo nível.

Até agora, nós temos apenas uma gota; nós estamos revelando rejeição, névoa e confusão, e precisamos usar essas coisas para trabalhar a fim de elevar o nosso bebê. Como o amor não surge do nada, ele é formado como resultado ódio.

O congresso passou, tudo aparentemente se recolheu para o passado, e os problemas atuais começaram a nos distrair e desorientar. Enquanto isso, nós precisamos converter tudo essa confusão em lucidez. Cada um precisa combater as forças de separação que agem dentro de si, a fim de atingir o ponto central de todos os grupos – o Congresso que unirá todos nós.

Através do ódio, da rejeição, do distanciamento e da indiferença nós vamos subir acima do ponto de união anterior, até o próximo nível. Então, vamos sentir nossa união como certa construção. O ponto vai adquirir volume. Afinal de contas, a diferença entre uma gota de sêmen e um feto é determinada pelo nosso cuidado, nosso “poder de resolução”. Este só é aumentado com a adição de mais “material”, isto é, mais desejo egoísta, ódio, e assim por diante. Se pudermos anexar tais aspectos negativos ao nosso ponto de união, seremos capazes de ver um embrião, ou talvez até mesmo um bebê nele.

Nós estamos falando do tipo de alma que nós adquirimos, sentindo assim o mundo espiritual através dela. Mesmo o “embrião” já é uma medida de inclusão. É um sentimento que determina corretamente toda nossa postura em relação ao material e o espiritual, e que nos orienta corretamente em relação a tudo que acontece em nosso mundo. Isto é o que nós precisamos alcançar agora.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/03/12, Escritos do Rabash

A Convenção Está Começando

Dr. Michael LaitmanPergunta: A convenção está começando! Que atmosfera deve cerca-la durante os preparativos finais?

Resposta: Nós só precisamos da sensação de união, e nada mais. Nós vemos isso no exemplo do feto espiritual, que tem um monte de matéria para o seu desenvolvimento, e apenas a forma, que tomamos da Luz (do Criador), está faltando. Quanto mais nós quisermos assumir a forma semelhante com o Criador dentro do desejo, dependendo dela seremos chamados de seres humanos.

O desejo de assumir a forma de “homem” é chamado de oração. Ele é realizado através da nossa conexão, quando todo mundo quer se unir, de modo que todos se complementem até a forma de homem (Adão).

Assim, ficará evidente que não há nada indesejado ou falho. Se nós conectarmos corretamente tudo que nos foi dado de Cima, vamos realizar a nossa tarefa e assumir a forma humana. Agora, nós temos todas as condições para isso, e eu realmente espero que não desperdicemos a nossa chance.

Vamos todos nos anular perante os amigos e, assim, até mesmo o principiante estará entre os demais, como um bebê que não interfere com eles, e ele entrará junto com todo mundo. Os bebês não são deixados sozinhos; eles devem ser tomados em conjunto! Ao anular-se diante dos demais, você os obriga a cuidar de você.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/12, TES

Deixe A Convenção Nos Encher Com O Espírito Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que sucesso você pode antecipar da convenção?

Resposta: Eu espero que sintamos a primeira forma do homem, vestindo-nos, isto é, o Criador revelado em nossa união. Mas que seja uma revelação clara, não algo vago, quando todos sentem apenas o começo de um novo estado como sentiram na convenção no deserto e até mesmo antes dela.

Isto deve ser realizado de forma prática, de modo que sintamos o movimento interior, o espírito habitando em nós, e as ações de mudança da Luz.

Se a Luz não se move, nos não a sentimos, e não temos o sopro da vida. Deve haver Ruach (espírito, vento) ou mudanças, mas não o grau de Nefesh, que permanece imóvel. O que nós sentimos antes foi o primeiro grau inanimado. Agora, nós precisamos de Ruach, as pequenas mudanças internas que nos dão um sentimento de vida.

Afinal, nós, criaturas, sentimos apenas mudanças de um estado para outro, e através deste contraste verificamos e entendemos cada propriedade. A percepção funciona na base do contraste, é necessário movimento de modo que uma seja diferente da outra. Por isso, esperemos sentir o sopro da vida. A criatura nasce a partir dele, mas não de Nefesh.

Nefesh é como uma gota de sêmen, que veio do pai. Mas quando ela começa a crescer, adquire a sua própria existência. Se houver um novo movimento nela, além dessa gota inicial de sêmen, já é uma vida nova, um novo corpo.

Ela pertence ao feto, não ao pai. Estas são as mudanças concretas que esperamos que aconteçam em nós – somente elas são sentidas como a vida.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/12, “Introdução ao TES

Uma Chama De Amor Sobre A Tempestuosa Europa

Dr. Michael LaitmanNosso único objetivo é descobrir a Luz superior, a única força que governa o mundo. Afinal, tudo o resto é apenas o meio. Além disso, não há nenhum problema em nossa existência, porque cada momento e cada situação em nossa vida são definidos pela nossa contradição com a Luz. Portanto, nós devemos nos relacionar com tudo como o meio para descobrir a Luz.

Alguns estados são mais eficientes e alguns menos. De qualquer forma, tudo depende se eu posso aceitar a Luz corretamente e usá-la.

Agora, nós estamos diante de um estado especial: a conexão acima de muitos obstáculos e diferenças entre as partes de nosso vaso espiritual coletivo. Isso foi possível como resultado de muitos esforços e do trabalho árduo da nossa divisão europeia, bem como dos nossos amigos destes países que se reuniram.

Nenhum lugar do mundo é mais tenso, onde, como resultado da crise e de tudo o que está acontecendo nestes dias, as discrepâncias e diferenças entre os componentes do vaso coletivo são tão grandes e os estados internos de cada parte são tão intensas. Mas ao mesmo tempo, temos feito muitos esforços na preparação para esta convenção, onde os representantes das nações e países, que são tão diferentes e têm tantos conflitos internos e diferentes contas uns com os outros, se reúnem para se conectar.

Há realmente um “Monte Sinai” aqui – uma montanha de ódio mútuo, distanciamento, falta de compreensão e incapacidade de aceitar um ao outro. Afinal, cada um é o representante de uma parte separada, que atua contra a outra. E nós queremos nos conectar acima de tudo isso. Nós temos uma oportunidade especial que não existe em nenhum outro lugar, em nenhum outro evento. Em nenhum outro lugar há tal tensão como no vaso coletivo que reuniremos na convenção europeia.

Portanto, nós devemos prestar atenção especial nisso. De todas estas diferenças, nós devemos sentir constantemente que nos conectamos acima delas e queremos revelar o ódio interior, a ruptura interna entre nós, e as contradições. Todos eles permanecem, e nós compreendemos, sentimos e não o apagamos. Eles representam turbulências internas, como um guisado fervendo no fogão. Nós os cobrimos com uma tampa e não deixamos que explodam ou fiquem frios. Pelo contrário, nós queremos constantemente manter esse fogo aceso para que ele se transforme numa chama de amor.

Este é um dos sentimentos que devemos ter na convenção europeia. Embora em comparação com o tamanho da convenção em Israel tenhamos talvez 20% da capacidade do vaso coletivo, olhando para a qualidade, que na espiritualidade determina a potência do vaso, ela será mais forte e maior do que tudo o que houve no passado. Tanto a distância quanto os eventos que ocorrem no continente tornam essa situação muito especial.

Portanto, nós realmente esperamos que, como resultado de nossos esforços, acima de todas as diferenças, da falta de compreensão e da distância, sejamos capazes de nos conectar. Agora, nós temos a oportunidade de nos elevar acima de todas as diferenças, de nos “trancar” acima delas, e, assim, de acordo com as diferenças entre os povos e as culturas – e entre nós que estamos conectados uns aos outros – sentir o poder do vaso, no qual haverá espaço suficiente para descobrir a Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/12, O Zohar

Congresso Europeu De Cabalá – 23 a 25 de Março 2012

 

Congresso Europeu De Cabalá

Aprendendo a Unir

Vilnius, Lituânia

Você está convidado a aprender como entrar em equilíbrio com o mundo interconectado, de 23 a 25 de março, em Vilnius, na Lituânia!

Vilnius será a sede deste ano do Congresso Europeu de Cabalá – centenas de estudantes de Cabalá de toda a Europa e do mundo inteiro se reúnem para experimentar:
  • Lições ao vivo com o Dr. Michael Laitman
  • Workshops
  • Refeições
  • Noites culturais

APRENDER A UNIR

“A união é uma nova realidade da qual não temos idéia. É uma nova matéria que não tínhamos percebido antes e que tem as propriedades da natureza: as propriedades da doação. Quando nos tornamos incluídos nesta matéria e vivemos nela, nós começamos a revelar uma dimensão nova e diferente, como se nos encontrássemos num planeta diferente. Nós revelamos esta dimensão dentro das propriedades desta matéria: na doação. Assim, a união não significa simplesmente respeito mútuo, boas relações ou confiança. Ela é a revelação da nova propriedade que não existe em nosso mundo. Quando obtemos esta propriedade e nos tornarmos semelhante à Natureza, nós revelamos tudo em nossa mente e sentimentos, em união com a Natureza”.

- Dr. Michael Laitman

… E muitas outras atividades interativas voltadas para o tema do congresso.

O congresso de Vilnius da Lituânia terá início nesta sexta feira dia 23/03/2012 a partir das 5:30h, horário de Brasília, com tradução simultânea em português para o Sviva Tova (http://www.kabbalahgroup.info/internet/pt/users/login) e, provavelmente, via KabTV  (www.kab.tv/por).
Abaixo horário de transmissão das atividades em Vilnius.

Alguns Conselhos Antes Da Convenção

Dr. Michael LaitmanNós temos que nos reunir internamente, para que possamos estar juntos, como um homem em um só coração, em um só pensamento, de modo que o ponto de união seja revelado entre nós, como um de nossos amigos colocou, “um louco sentimento de amor que se infiltrou em nossos corações na convenção Arava”. Devemos nos segurar a esse ponto novamente.

Não só temos que segurá-lo novamente, mas também temos que senti-lo, revelá-lo agora, muito mais do que quando ele foi descoberto pela primeira vez. Primeiro, ele é revelado simplesmente como um ponto, como algo no qual me encontro.

Depois, ele parece se fechar e diminuir gradualmente devido aos diferentes sentimentos e problemas neste mundo. Mas ele não vai a lugar algum. Nós já o atingimos, e ele é nosso.

Agora, nós devemos sentir esse ponto numa dimensão totalmente nova: Seu poder, Seu desejo, e a fonte de nossas vidas.

Então, vamos sentir como tudo isso funciona em torno de nós. Vamos ver as forças que estão por trás das pessoas, e como elas operam tudo: como as pessoas se movem, seus pensamentos, seus desejos, seus corpos. Vamos ver como tudo se transforma e conduz a um fluxo, para a realização do Criador.

Devemos ver isto pela primeira vez, mesmo que não entendamos, mas vamos ser incluídos neste estado.

Pergunta: Que onda você está esperando?

Resposta: Eu espero que as pessoas venham preparadas, e vão saber o que está para acontecer assim que puderem. Elas vão entender a essência da convenção, o seu objetivo, e serão capazes de rapidamente ser incluídas uma na outra.
Não há necessidade de conhecimentos pessoais. Não há problema se eu não conheço ninguém. Eu só sei que todos vieram para se unir, ver e sentir o nível superior acima de nós, o próximo nível do mundo.

Pergunta: O que elas devem fazer?

Resposta: Eu recomendo fortemente que aqueles que estão por trás das telas façam tudo o que puderem para que elas não sintam as telas, mas sintam a si e nós juntos, para que possamos superar a distância e as conexões virtuais que nos separam, de modo que, embora vejamos e sintamos a nós mesmos apenas através de meios técnicos de comunicação, nós sentimos que temos um só coração e que ele está num só lugar. Não é em Vilnius ou em nenhum outro lugar, é acima de nós, acima de todos os obstáculos corporais como tempo, movimento e distância.

Nós estamos juntos! Eu espero que possamos sentir isso neste fim de semana e neste lugar único nós vamos sentir a revelação do Criador.

Empurrando-nos Através Da Machsom

Dr. Michael LaitmanNós precisamos nos reunir e criar uma tensão séria e verdadeira entre nós, para que, como numa explosão nuclear, a pressão possa gerar a Luz que está oculta dentro dela. É a pressão interna que vai revela-la.

Além disso, nós simplesmente devemos fazer isso; em todas as convenções nós vamos manter isso até o verão, passar por certos estados. Caso contrário, nós e o mundo inteiro vamos nos encontrar sob outra Providência que é totalmente indesejável. Nós definitivamente precisamos disso! Não é só para nós, mas para todos, para todo o mundo.

Agora, o ambiente e a situação são propícios para isso, mas isso pode mudar no futuro. Por isso, eu estou com muita pressa e estou apressando todos.

Eu espero que levemos isso a sério! Eu estou muito feliz que os grupos de todo o mundo entendam isso e sintam que nosso ponto de nascimento está próximo, e que temos que passar por ele! Nós temos que conseguir atravessar a Machsom (barreira)! Nós já estamos lá, mas no outro lado.

Depois De Oito Anos…

Dr. Michael LaitmanOito anos atrás, na convenção em Sitrin, todos gritavam: “Vamos romper a Machsom (barreira)!”. Eu ficava quieto porque não havia nenhum propósito em dizer qualquer coisa ou objetar. O que significa “romper”? Será que nós, usando o nosso ego, romperíamos a Machsom espiritual?

Aos poucos nós começamos a entender que só é possível transcender a Machsom através da conexão entre nós, ao reprimir o ego e elevando o atributo de doação, de conexão mútua, acima do nosso ego, e, em seguida, criando algo que é externo a nós, externo ao nosso “eu” egoísta.

Esta é a única forma do vaso coletivo ser criado, porque ele só pode existir como um vaso coletivo e não como o vaso individual de cada um! Gradualmente, os pensamentos e desejos foram se formando em nós. Afinal, é um longo caminho! Olhem o que nós passamos desde então! É uma revolução espiritual interna dentro da pessoa!

Nós começamos a falar sobre isso e a vencer o ego desde o início da crise, porque o ego foi revelado no mundo como uma força negativa. Desde então, temos nos aproximado do ponto da nossa conexão, o ponto de nossa adesão, no qual realmente nos encontramos como renascidos no mundo superior, na próxima fase da conquista da natureza.

A Esperança Da Convenção Europeia

Dr. Michael LaitmanA próxima convenção Europeia é uma grande esperança para a conexão e para conseguirmos perceber a revelação do Criador na conexão entre nós, a revelação do mundo espiritual. Primeiro, a Luz que Reforma, que age em nós, vai nos conectar e nós sentiremos a adesão entre nós, que alcançamos a fim de trazer contentamento ao Criador. Em seguida, de acordo com a equivalência de forma, ela vai ser revelada em nós e vamos sentir que “Israel (aqueles que anseiam pela Torá), a Torá (a Luz que Reforma), e o Criador são um”.

Ansiamos pela união de todas as almas em uma só alma que é preenchida com a Luz superior, para senti-la, descobri-la e viver nela, primeiro por nós mesmos, porque nós já temos o desejo por ela, e depois para ajudar o mundo inteiro a alcançá-la. No final, tudo que é revelado em nosso mundo, todo o sofrimento, crises e problemas, nada mais são do que as forças que aceleram o desenvolvimento da humanidade em direção a este estado perfeito.

Portanto, quando ansiamos por este estado perfeito, queremos alcançar dois objetivos: o amor do Criador e amor da humanidade. Nós queremos dar todo o bem que nós conseguimos com nosso trabalho e nossa realização, tanto para a humanidade quanto para o Criador. Afinal, estamos no meio deles, como o terço médio de Tiferet que não tem nada e não quer nada para si (Hafetz Hessed). Nós só gostamos de dar prazer à humanidade e, através dela, através de toda a alma geral, ao Criador.

Este é o vaso que temos de preparar. Este é o estado que temos de alcançar. Portanto, ao ler O Zohar, nós queremos nos aproximar deste estado. Vamos pensar nisso!

Se a pessoa imagina o próximo estado que quer chegar, isso já é uma oração. Afinal, eu não sei onde o Criador está, como fazer uma solicitação a Ele (MAN), por quem ela passa, o que este MAN realmente é, ou o que quer que seja. O mesmo ocorre em nossas vidas: se queremos algo, nós imaginamos que já temos e ansiamos por este retrato imaginário onde estamos no estado desejado.

Eles dizem que se você quer ser magro, não faça dieta, não ouça todos os tipos de conselhos, e não tome pílulas de dieta e exercícios, etc., nada vai ajudar. Apenas pense constantemente que você já está magro. Então, você vai ver que você não sente mais fome e você vai realmente perder peso.

É realmente assim, e é o mesmo com tudo: você deve imaginar que já está no estado futuro e você vai realmente avançar em direção a ele. O anseio que visa à meta o levará até lá.

É o mesmo conosco. Então, vamos imaginar que estamos realmente no bom estado. Não há necessidade de evocar quaisquer deficiências, problemas e preocupações, mas apenas ansiar por esse estado pleno, e tentar dar o máximo que pudermos para ajudar a nós mesmos a realmente chegar a isso.

Da 2ª parte da Liçao Diária de Cabalá 19/03/12, O Zohar

O Que Precede As Nossas Intenções

Dr. Michael LaitmanNós podemos falar sobre o nosso progresso e sobre nós mesmos, assim como imaginamos a perspectiva desde Cima, da fonte da realidade. Nós revelamos o nosso trabalho desde baixo, enquanto que a sua causa desde Cima.

Qual foi o propósito da criação? Diz-se que tal é o desejo do superior: criar uma criatura tão perfeita quanto Ele. Assim, em todas as nossas ações e intenções, enquanto examinamos o que acontece conosco, devemos sempre lembrar que o objetivo final de tudo isso é revelar o Criador, revelar exatamente Ele.

Tudo o que eu sentir, pensar, ponderar ou aspirar está correto; tal é o caminho da análise. Mas o que eu posso revelar neste caminho, meu próprio ser? Não, eu me revelo oposto ao Criador; ou seja, na verdade, eu O revelo.

Nós sabemos da sabedoria da Cabalá que, no mundo do Infinito não existe deficiência de nada, exceto da realização do Doador. A criatura, chamada Malchut do Mundo do Infinito, deve compreender, sentir, e alcançá-Lo.

É por isso que esta criação redonda é necessária: a descida ao nosso mundo e a subida de volta para Malchut do Mundo do Infinito, que devemos realizar. Este caminho de baixo para cima é destinado unicamente para a ascensão, para alcançar o Doador.

Nós O alcançamos de acordo com a equivalência de forma: quanto mais nos assemelhamos a Ele, mais O entendemos e sentimos, e mais perto estamos Dele. O resultado final está no pensamento inicial. Portanto, em primeiro lugar, nós temos que estabelecer a intenção, isto é, o que eu quero alcançar com todas as minhas ações? O que está feito está feito, mas por que eu preciso disso?

No entanto, mesmo antes de eu esclarecer a intenção, eu preciso do pensamento inicial, desta origem primária da intenção, visto que a ideia é revelar o Doador, o Criador. Essa é a nossa meta.

Eu revelo em mim pensamentos, intenções, desejos e atitudes, mas, basicamente, através dessas ações eu O procuro. “Como eu faço isso? O que eu acho? O que eu quero? Como eu interajo com alguém ou algo?”. Antes de cada discernimento eu me preparo para a atitude certa: tudo o que eu faço se destina a revelar o Criador.

Aqui, eu preciso atrair algumas conexões:

• Quem quer que eu seja, Ele preparou para mim;
• O que quer que eu pense a cada segundo, Ele me dá;
• Aconteça o que acontecer comigo agora nesta análise, acontece segundo a Sua vontade;
• Seja como for que eu reajo ao que sinto, Ele também me dá isso.

Há apenas um pensamento, uma declaração que deve ser sempre minha: “Tudo o que está acontecendo comigo vem do Criador”. Os primeiro artigo do Shamati fala disso: “Não há Ninguém Além Dele”.

Agora, quando eu esclareço minhas intenççoes (em prol da recepção ou em prol da doação), estas certamente vêm do Criador. No entanto, o que importa para mim nesta análise é que eu O revelo, eu esclareço quem Ele é.

De todos estes discernimentos, o mosaico da realidade toma forma dentro de mim. Meus amigos, o mundo ao meu redor, seus eventos e circunstâncias, tudo deve se fundir numa única imagem do Criador. Na medida em que ela surge internamente, partes separadas se reúnem: todas as criaturas, todo este mundo e todos os mundos juntos, numa estrutura completa, cuja forma interna é chamada de “Criador”. Em sua totalidade, esta estrutura representa Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, o vaso, o desejo. É precisamente a Sua forma, Sua estrutura e a interação de todas as Suas partes: desejos, pensamentos e intenções que assumem a forma do Doador.

O Criador em si (Atzmuto) não tem forma. No entanto, nós realizamos uma análise incessante de nós mesmos e aos poucos criamos a forma semelhante à Sua. Como resultado, Ele pode ser revelado. Da mesma maneira, para detectar ondas que são desconhecidas para nós, construimos um dispositivo no qual elas podem ser duplicadas e reproduzidas. Ele nos permite descobri-las e estudar sua natureza.

A análise interna nos ajuda a criar um “lugar” para revelar o Criador; caso contrário, Ele permanecerá oculto de nós. É por isso que se diz que o Criador quer habitar nos inferiores, ou seja, revelar-Se a eles. Essa é a razão pela qual Ele criou o mundo do Infinito, e nosso trabalho é composto em revelá-Lo através de nossos esforços.

Assim, a revelação do Criador é o resultado de nossa análise interna. Ele não vai Se revelar por Si mesmo – nossos esforços são necessários aqui. Nós nos esforçamos, nós queremos e não queremos isso, as forças de recepção e doação colidem dentro de nós, e assim estamos constantemente preparando um lugar para Sua revelação.

No final, este lugar vai se tornar “flexível” o suficiente para que possamos detectar nele pequenas “ondas”, as formas do Criador na matéria de desejo. Quanto mais nós suavizamos nossa matéria, mais o Criador se revela dentro dela.

Ele mesmo está oculto; no entanto, a matéria começa a assumir Sua forma. Isto é o que compreende todos os nossos esclarecimentos: com a ajuda deles, nós estamos preparando o nosso desejo de aceitar Sua marca, Sua revelação.

Assim, em cada ação que realizamos, é preciso lembrar que nós, o mundo, e tudo o mais em geral, existe somente para que nós revelemos o Criador. Isso não é um tópico para discussão, mas o fato descendendo das fontes da criação.

Se eu lançar as bases para qualquer de minhas ações, pensamentos ou intenções, com esse fato em mente, se eu originalmente tomar esse rumo, se eu estou voltado para a revelação do Criador, uma vez que tal é o Seu desejo, então eu estou destinado ao Infinito, a essa meta. E tudo que eu faço depois certamente entrará nesse depósito de esforços que temos que repor.

Tudo o resto acontecerá de qualquer maneira. Só uma coisa depende de nós: dirigir todos os nossos esforços para a revelação do Criador.

Mais tarde, surgem os seguintes questionamentos: o que esta revelação representa? Como alguém a realiza? Que ações se provarão mais eficazes? De quem isso depende: de mim, dos outros, ou da nossa interação? Tudo somado, nós estamos falando do método que os Cabalistas nos descrevem, explicando como realizar ações que sejam mais benéficas para a revelação do Criador.

Hoje, toda a humanidade está no início desta revelação. A evolução chegou ao fim; o mundo já percebeu o potencial do progresso materialista. Nós não precisamos procurar nada em outros planetas e não há nada para extrair da terra.

Nós já tentamos de tudo na superfície da terra, e vimos que a nossa vida é limitada e leva a um beco sem saída.
É o início da revelação do Criador a todas as criaturas. Devido a este impedimento as pessoas vão começar a se perguntar: “Para quê e por que vivemos? Qual é o propósito da vida?”.

A partir de agora, nós aprendemos que o propósito de nossa vida é revelar o Criador, ou, para ser mais preciso, para nos prepararmos para Sua revelação. Nós conseguimos isso através da união e, assim, amenizamos o nosso desejo de receber para que ele possa se tornar altruísta e começar a assumir vários tipos de doação. Afinal, o Criador é a qualidade de doação, e nós estabelecemos uma conexão com o outro, nós O ajudamos a se revelar entre nós, nós preparamos o solo para ele, a matéria que será capaz de assumir Suas qualidades, Sua projeção.

Assim, nós nos desenvolvemos em equivalência exata com Sua forma.

Da Convenção de Arava 23/02/12, Lição #2