Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Todas As Estradas Levam “À Casa De Abraão”

laitman_937Começando com o primeiro homem (Adão) e em diante por vinte gerações até que Abraão revelou a destruição, todo esse tempo a humanidade estava buscando conexão com a força superior e com o propósito da criação.

Foram necessárias vinte gerações desde o ponto de quebra que se manifestou no primeiro homem até a verdadeira revelação da força superior que Abraão realizou.

Abraão descobriu o método correto de trabalho que lhe permitiu revelar o Criador e também se realizar, tornando-se semelhante à força superior e aderindo-se a ela.

Pergunta: Em que ponto Abraão, uma pessoa comum, se torna o antepassado de Abraão?

Resposta: No momento em que começa a atingir o programa da criação, ele se transforma na base a partir da qual começa a nova fase de desenvolvimento em uma pessoa.

Uma pessoa estava procurando o propósito da criação e da sua vida, e encontrou alguns valores enganosos, o que é chamado de “ela estava criando ídolos e vendendo-os”. Ela procurou de que forma é possível avançar, pelo que vale a pena viver. No entanto, depois ela quebra todas as suas fantasias, um ídolo após o outro, porque entende que eles estão incorretos e para eles não vale a pena viver.

Ela segue em frente até encontrar o método correto, final e a forma de avanço, ou seja, já tem uma compreensão de seus fundamentos – uma inclinação ao bem e uma inclinação ao mal. Ela sabe como conectá-los na linha do meio e trazê-los à correção, à adesão com o Criador ao se unir, doar em prol da doação, e mais tarde recebendo por causa da doação.

Quando ele encontra esses fundamentos para seu trabalho espiritual, isso significa que ele revelou Abraão, o pai da nação (Av HaAm), em si mesmo. A partir deste momento, ele começa a construir uma nova forma espiritual em si mesmo.

Abraão é um símbolo do trabalho espiritual, uma força que é capaz de conduzir alguns dos desejos para fora do poder de Nimrod, fora do egoísmo. Todos os outros babilônios permanecem na Babilônia, e mais tarde teremos que corrigir todos esses desejos. Hoje, como no tempo de Abraão, a humanidade deve quebrar todos os falsos ídolos que criou para si, reduzir seu valor a pó e construir uma nova forma correta a partir deles.

O mundo está se movendo gradualmente para essa correção. Toda a história da humanidade desdobrou-se apenas por causa da correção final. As pessoas acham que os eventos ocorreram por acaso, mas isso não é assim. Os genes informativos, Reshimot, desenrolaram- se desta maneira desde o primeiro homem, Adão, em diante.

Os mesmos processos estão acontecendo dentro de cada pessoa, dentro do povo de Israel, que é “a casa de Abraão” em relação ao mundo inteiro, e em todo o mundo em geral. É como bonecas russas que são colocadas uma dentro da outra. A principal coisa é que há uma força superior que traz o bem.

O mal que se levanta contra ela também vem da mesma fonte e é criado para nos ensinar a distinguir entre o bem e o mal, entre a luz e a escuridão. Quando conseguirmos conectar essas duas formas opostas, precisamente entre elas descobriremos a nós mesmos e entraremos em contato com o Criador.

A linha do meio conecta o Criador acima com o homem abaixo. E as outras duas linhas, direita e esquerda, são necessárias apenas para construir a linha do meio, que é a conexão entre nós e a força superior.

Cada pessoa deve encontrar Abraão dentro de si, ou seja, o fundamento para o trabalho espiritual que lhe permite revelar o Criador e se aderir a Ele. Este é o propósito da criação. Da mesma forma, é necessário trazer o mundo inteiro, toda a humanidade, a tal conexão em um todo, de modo que esta força, esta ideia, una a todos.

Da Lição “Preparação para Pessach” 28/03/17

A Educação Determina O Destino De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanComentário do Facebook: Você continua dizendo que a educação é a resposta para todos os problemas do indivíduo e do mundo. Mas as pessoas têm dito isso há décadas, e apesar de muitas organizações que se dedicam à educação, a vida continua de acordo com suas próprias leis.

Resposta: A vida continua de acordo com as leis do egoísmo. E devemos agir para que ela flua de acordo com as leis do altruísmo: amor, doação e unidade. Ninguém faz isso e ninguém pode.

O único que conseguiu isso há 3.500 anos foi Abraão quando chamou todos aqueles que queriam superar a crise humanitária social universal que estourou na Babilônia. Ele fundou um grupo de pessoas que se juntou a ele e se agarrou a ele, e ele o chamou de Israel ou nação judaica.

Abraão tornou-se o primeiro pai do novo sistema de educação da unidade. Este grupo existe desde então há 3.500 anos, e não pode ser dividido ou desaparecer! Ele é contra todas as outras nações do mundo, os mesmos babilônios que se espalharam e se estabeleceram em todo o mundo, e todos sentem que há algo especial neles.

Tudo o que temos a fazer é começar a ensinar este método ao mundo inteiro porque o mundo já entende que não há outra escolha e que a coisa principal é a unidade, uma vez que, de outra forma, as pessoas se destruirão.

Pergunta: Você está se referindo a toda a nação judaica quando fala sobre um grupo que conhece esse método?

Resposta: Não, todos os judeus perderam este método, com exceção dos Cabalistas que o têm liderado e implementado de uma geração para a outra com base em sua própria experiência. Se eles liderarem esse sistema educativo e o supervisionarem, a humanidade alcançará seu bom fim. Ela alcançará a unidade completa.

Pergunta: Você acredita que as pessoas vão ouvir isso?

Resposta: Se não ouvirem, haverá várias guerras sérias que envolverão tais sofrimentos que elas terão que ouvir. Mas o sábio prevê esses sofrimentos à distância e não entra neles.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 13/03/17

O Que A Sabedoria Da Cabalá Diz Sobre Os Goyim (Não Judeus)?

Laitman_507_05Pergunta do Facebook: O que a sabedoria da Cabalá diz sobre os Goyim?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá, uma pessoa é considerada um judeu não de acordo com a nacionalidade, mas de acordo com o anseio de atingir verdadeiramente o Criador, ou seja, de acordo com o grau de equivalência com as características do Criador, o que significa de acordo com a aquisição da característica de doação. Se ela não tem um movimento interior como este, é chamada de “Goy”, ou seja, uma nação.

Aqueles habitantes da antiga Babilônia que sentiram um anseio como este e se reuniram em torno de Abraão, que lhes ensinou sobre a união e como alcançar o Criador através da união, começaram a ser chamados de “Goy Kadosh (nação santa)”, ou seja, um povo santo. Santo significa pessoas que operam de acordo com a doação e amor entre elas para alcançar o Criador.

Portanto, na palavra “Goy”, não há nada ruim ou pejorativo; ela simplesmente significa um povo. E Goy Kadosh são pessoas especiais que são naturalmente atraídas para alcançar o Criador. Isso é o que a sabedoria da Cabalá diz.

A religião não nos afeta de modo algum, é uma saída da sabedoria da Cabalá para o mundo físico, uma espécie de acompanhamento adicional ao nosso mundo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/17

“Eu”, “Nós” E Sistemas Sociais

Walking through the WallPergunta: No passado, as pessoas sentiam o “nós”, mas não o seu “eu”?

Resposta: Isso é o que estava acontecendo na antiga Babilônia antes da crise e o que foi chamado de confusão de línguas (construção da Torre de Babel). Mas não era porque as pessoas estavam conectadas e unidas, mas porque seu egoísmo era muito pequeno, no nível zero.

As antigas sociedades em que tudo era compartilhado, viviam sob um primitivo regime comunista.

Com o crescimento do ego, cinco sistemas (configurações) de regras apareceram gradualmente até o capitalismo. Agora chegou a hora do socialismo, e depois chegará o tempo do comunismo.

Da Lição de Cabalá em Russo 30/10/16

Retornar A Uma Língua Do Coração

Dr. Michael LaitmanNós vivemos em um momento especial onde o mundo inteiro está passando por mudanças muito grandes e rápidas. O que costumava acontecer em uma década há uns cinquenta ou cem anos atrás agora acontece em um ano. Cada pessoa se sente como que presa a um ciclo de eventos em constante mudança.

Hoje quase não há pessoas no mundo que não sejam afetadas pelas mudanças em curso. Elas chegaram até mesmo às áreas mais remotas e pequenas aldeias. Como os Cabalistas explicam, este é um sinal de que o mundo está se aproximando da correção geral.

É por isso que organizamos as Convenções Internacionais de Cabalá que simbolizam o mundo inteiro desejando se unir. Milhares de pessoas de várias nacionalidades e culturas vêm de todo o mundo para se conectar.

O único obstáculo restante é a língua. Se não falamos a mesma língua, é difícil se comunicar porque ainda estamos na Babilônia. Os antigos babilônios começaram com uma língua, depois começaram a falar diferentes línguas e, como resultado, deixaram de se entender. Nós, consequentemente, devemos vir de muitas línguas para uma.

É quando eu me sento com pessoas desconhecidas com mentalidade diferente, que a quebra, ocorrida na antiga Babilônia e que está sendo revelada apenas hoje, se manifesta ainda mais claramente. Isso nos empurrará ainda mais para nos unirmos. Afinal, temos que retornar à Babilônia para que o mundo inteiro se torne uma aldeia.

Na Convenção, nós sentimos como se ex-babilônios de todo o mundo se reunissem para se unirem em um só povo, uma humanidade. Agora precisamos fazer o mesmo trabalho que Abraão queria fazer na antiga Babilônia. Ele não conseguiu, porque o mal ainda tinha de ser revelado.

Mas três mil e quinhentos anos se passaram desde então, e durante este tempo o mal tornou-se gradualmente revelado cada vez mais. Como resultado, ele atingiu tal escala que o mundo inteiro começou a perceber a profunda depressão em que se encontra. Portanto, agora ele está pronto para começar a se unir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/17

Babilônia Do Século XXI

Dr. Michael LaitmanA crise da sociedade moderna é um problema muito real; ela é anunciada todos os dias por meio de jornais, rádio e televisão. Começou com a Europa e agora está se espalhando para a América.

O mundo inteiro está entrando em uma nova era e está à beira de grandes mudanças. A esperança é que essas mudanças serão realizadas através de reformas governamentais e financeiras e não através da guerra mundial.

Pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada e está entrando no processo que está ocorrendo no mundo porque os Cabalistas são os únicos que entendem o que está acontecendo, ao contrário de todos os outros que estão em tumulto. O mundo reconhece que não pode compreender não só a situação atual, mas também quais as perspectivas que estão disponíveis para o futuro ou quais os meios possíveis para o progresso e o desenvolvimento futuros.

Tudo isso é muito difícil de entender, especialmente quando percebemos que estamos falando de grandes massas de pessoas, tão diferentes e distantes umas das outras. Toda a Babilônia, onde Abraão iniciou sua obra, hoje começa a estar cada vez mais conectada em todos os possíveis caminhos egoístas, um mais explosivo do que outro.

A Babilônia é um símbolo do enorme egoísmo, o “anti-Criador”, revelando-se entre todas as criaturas. Portanto, é muito difícil para uma pessoa entender como esse egoísmo pode ser sujeitado a qualquer correção. Mas na medida em que a sabedoria da Cabalá é revelada, ela explica que ele pode ser corrigido, e nós somos obrigados a fazer isso.

Se não de boa vontade, então pelo caminho do sofrimento, mas a humanidade precisará retornar ao estado onde é novamente como um só corpo, uma alma, um sistema, como o primeiro homem, Adão. Esse sistema atrairá toda a Luz Superior do Infinito e toda a criação alcançará a adesão com o Criador.

Esse estado final não pode ser alterado; não pode haver acordos. A única diferença reside em quanto de seu próprio esforço a humanidade colocará para conseguir isso, quanto compreenderá a essência do processo e quanto desejará participar dele.

Algumas pessoas devem liderar esse processo e essa parte é chamada de “Israel”, que significa “Li Rosh” – “Eu tenho uma cabeça”. E todos os outros agem em relação à cabeça como um corpo e recebem dela o que já foi preparado para eles; isto é, não são obrigados a realizar um trabalho tão difícil. Naturalmente, durante este processo haverá muitas perguntas e problemas que terão que ser resolvidos com a ajuda da educação integral.

É impossível fazer uma única mudança por meio da força, mas apenas por uma mudança interna em um indivíduo. Não há nada a mudar no mundo – nenhuma mudança externa fora de uma pessoa ajudará porque o mundo externo é um reflexo de nossas qualidades internas.

Portanto, a única coisa necessária é corrigir o indivíduo e, fazendo isso, corrigimos o mundo. Esse é todo o nosso trabalho: construir tais sistemas através dos quais a Luz que Reforma alcançará o último ser humano. À frente desse sistema estarão os Cabalistas que têm uma conexão com o Criador e podem se tornar um canal para passar a Luz a toda a humanidade, a todas as nações.

Esse processo está começando a ser realizado no mundo, e, portanto, o mundo está rapidamente adotando novos contornos. Quer queiramos ou não, o governo superior está preparando a humanidade para receber a educação integral. É o chamado dos tempos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/02/17, Lição sobre o Tópico: “Mismah Arosa (Documento Arosa)”, “O Que Deve Ser Feito?”

As Raízes Espirituais Das Nações E Dos Povos

laitman_749_02Pergunta: Quais são as raízes espirituais das nações e dos povos?

Resposta: Uma pessoa espiritual é composta de sete Sefirot: Hesed,Gevura,Tiferet, Netzach , Hod , Yesod e Malchut. Cada uma das sete Sefirot é composta de dez sub-Sefirot, fazendo um total de setenta raízes espirituais de povos neste mundo, que são chamadas de setenta nações do mundo. O grupo de pessoas que se separou das setenta nações, elevando-se acima de si at´pe o Criador é chamado de Yashar-El (Isra-El) - direto ao Criador.

Mas, em princípio, esse grupo não é um povo, mas um grupo composto por diferentes tribos que se separaram dos setenta povos que viviam na Babilônia. Todas as setenta nações se espalharam por todo o mundo, e hoje, nem sequer é possível dizer a qual das antigas tribos babilônicas os povos modernos pertencem. Nenhum desses povos que viviam na Babilônia permaneceu em sua forma pura. Todos se misturaram. O enorme egoísmo que despertou neles os espalhou em diferentes direções. Cada um desses povos foi atraído para um lugar que corresponde a suas almas. Mais tarde, eles começaram a se misturar e os povos migraram.

No Livro do Zohar, está escrito que se compararmos corretamente a terra de Israel geograficamente com sua raiz espiritual, ela corresponde precisamente às cinco partes de um Partzuf espiritual. Hermon é Keter, a Galiléia é Hochma, o Jordão que liga Jerusalém com o Mar da Galiléia é Bina, Jerusalém é Zeir Anpin, e o Mar Morto é Malchut.

Isto indica a marca de suas raízes superiores na área geográfica da nação.

Pergunta: Uma pessoa que visita esses lugares pode sentir algo como a “Síndrome de Jerusalém”?

Resposta: Sim, algumas pessoas, quando se deslocam de uma parte do país para outra parte, realmente sentem sensações como essas. Eles são cabalistas ou pessoas com alta sensibilidade.

Pergunta: É possível usar isso para o avanço espiritual?

Resposta: Não. Nosso mundo é como um mapa aberto. Se você tem sensibilidades especiais em relação a ele, você vai sentir onde você está.

Da Lição da Cabalá em Russo 14/08/16

Babilônia – Segundo Round, Parte 3

Laitman_931-02Pergunta: Dentro do estreito círculo familiar, uma pessoa sente calor e proteção porque não há luta egoísta entre parentes. O que aconteceria se esse círculo se expandisse e cobrisse muitas pessoas não conectadas por laços familiares?

Resposta: A força positiva da natureza será revelada entre essas pessoas. Se elas tentarem manter bons relacionamentos, a força oculta na natureza será revelada. Haverá um lugar para que ela seja revelada porque elas vão querer se conectar acima de seu egoísmo.

A distância entre a força dessa conexão e o egoísmo que resiste a ela será o lugar onde a força positiva e anti-egoísta da natureza poderá ser revelada.

Existem duas forças na natureza: a negativa que nos separa, e a positiva que nos conecta. A força positiva aparece se tentamos nos conectar. Nós nos tornamos seu detector, criando condições para sua revelação.

A família é um grupo muito pequeno, de modo que é difícil sentir a manifestação dessa força nela. Mas uma tribo que une muitas famílias fornece um lugar para a revelação da força positiva da natureza.

Abraão falou precisamente disso na antiga Babilônia há 3.500 anos. Ele disse que não temos outra escolha senão nos unir apesar do egoísmo que eclodiu e da crise social que ele causou, e apesar do mal-entendido mútuo, o que é chamado de confusão de linguagem.

Nós devemos nos elevar acima dessa confusão, isto é, da aversão mútua, para que o amor cubra todas as transgressões do nosso egoísmo.

Se cobrirmos o egoísmo com o amor, descobriremos a força do bem escondida na natureza, na medida em que podemos superar nossa inclinação ao mal. O egoísmo crescerá cada vez mais em todas as formas possíveis, e teremos que superá-lo cada vez mais.

Afinal, o mal é revelado apenas para que possamos nos conectar mais fortemente acima dele e descobrir a força positiva ainda mais até que sintamos que vivemos no oceano de bondade.

E quem nos ajudou? Foi o mesmo egoísmo maligno que crescia constantemente em nós. Assim, isso é chamado de “ajuda contra ele”. Então nos encontramos no mundo de bondade absoluta, mas ele é construído acima do nosso egoísmo, acima das forças do mal. Agora, essas duas forças começam a trabalhar juntas, ajudando-se mutuamente. A força do mal ajuda a força do bem em que vivemos.

Esse método é chamado de sabedoria da Cabalá. Ele ensina como usar corretamente o egoísmo maligno que se revela, cada vez elevando-se acima dele por meio da força do bem. Podemos fazer isso sozinhos, como está escrito “Eles ajudaram a cada um de seus amigos”.

Portanto, nós devemos voltar a esse amor fraternal quando todos nos sentimos como uma única tribo.

De KabTV, “Nova Vida” # 794 29/11/16

Babilônia: O Segundo Round, Parte 2

laitman_933Pergunta: Qual é a força especial de atração na tribo?

Resposta: A tribo é o útero, a mãe, e o lugar onde posso me sentir confiante e seguro. Por natureza, nós somos constituídos de modo que quando estamos entre parentes não nos preocupamos com nada. Mesmo que eu não tenha nada para comer e o futuro seja desconhecido, mesmo que haja uma guerra, eu estou dentro da força geral da natureza que me protege.

Essa é também uma proteção psicológica que qualquer pessoa entende. Ela é sentida mesmo se formos de uma cidade grande para uma cidade pequena. Além disso, o senso de segurança não vem das pessoas, mas da natureza em geral. A natureza é como uma grande mãe, e eu estou dentro de uma pequena mãe: a minha tribo.

A família é a tribo menor. Uma pessoa chega em casa em uma atmosfera familiar calorosa e todos os problemas do grande mundo se acalmam. Pelo menos por uma noite, ela pode esquecer todos os seus problemas e desfrutar do conforto familiar e companheirismo. Ela estava estressada, mas aqui ela como que aterrissa em uma almofada de ar, em uma nuvem calorosa, calma e suave.

Esse sentimento é necessário para uma pessoa, especialmente para um homem. A mulher, como ela está mais perto da natureza, pode lidar com problemas mais facilmente do que o homem. Os homens são corajosos e ansiosos em lutar, mas é a partir do medo dos problemas e da insegurança.

A mulher na família, embora possa parecer preocupada externamente, de fato é a fonte de força e calma. O homem recebe a sensação de tranquilidade na família de uma mulher, e isso o ajuda a equilibrar sua vida e aliviar a pressão e o estresse.

A tribo é exatamente essa casca, essa estrutura, que é projetada especificamente para a pessoa viver dentro e não sair. A saída da tribo única e a divisão em muitas ‘nações aconteceu na antiga Babilônia quando o grande egoísmo irrompeu nas pessoas e elas já não podiam se entender. Então elas começaram a se dispersar pelo globo, aumentando a distância umas das outras porque começaram a brigar.

Se naquela época elas tivessem superado seu egoísmo aumentado, teriam mantido seus laços tribais em um nível mais elevado, acima do egoísmo cada maior. Então teriam descoberto a força interna dentro de si, a força positiva da natureza que equilibra a força negativa do egoísmo.

Esse é o segredo do ventre da mãe; há uma força positiva que ainda temos que descobrir. Se as pessoas tivessem seguido o conselho de Abraão na antiga Babilônia, teriam descoberto a força superior, a força positiva da natureza.

Mas como eles seguiram seu egoísmo, eles se dispersaram da Babilônia em todas as direções e até hoje cada nação se sente completamente separada. Mesmo entre as pessoas que inicialmente viveram como uma única tribo, nenhuma unidade permanece.

Quanto mais o egoísmo crescia, mais a pessoa se afastava instintivamente dos outros para que nossos interesses egoístas não se enfrentassem. Foi assim que o mundo moderno foi criado.

No entanto, nos últimos 30 a 40 anos, o mundo se tornou global e integral como uma pequena aldeia, e nossos egos se juntaram novamente. Então, o que alcançamos em 3.500 anos? Nós achávamos que estávamos tornando a nossa vida melhor e mais confortável, mas ocorre que voltamos ao que éramos e nos tornamos ainda piores.

Em vez de poucos milhões de babilônios, hoje existem bilhões de pessoas na Terra que não conseguem se entender. O nosso egoísmo não nos permitirá viver em paz. Acontece que teremos que seguir o conselho que Abraão deu na antiga Babilônia e construir a tribo entre nós que deve existir mesmo que ela tenha sido destruída há 3.500 anos.

De KabTV “Nova Vida” # 794 29/11/16

Babilônia: O Segundo Round, Parte 1

Laitman_115_05Pergunta: A palavra “tribo” tem um tom primitivo e selvagem, mas, ao mesmo tempo, fala de uma conexão especial entre pessoas que foi perdida no mundo ocidental moderno.

Não é de se admirar que os livros de Sebastian Junger, jornalista, autor e cineasta americano, que viajou para os pontos mais perigosos do mundo, incluindo o Afeganistão e Sarajevo, tornaram-se tão populares.

Em seu retorno, ele relatou que o sentimento mais forte que trouxe de lá foi o senso de “tribo” e apoio mútuo. Acima de tudo, ele ficou impressionado com a paz e a confiança que sentia lá, apesar da guerra e dos tiros.

No entanto, quando ele voltou para casa em Nova York, começou a sofrer de medo e transtorno de estresse pós-traumático. Ele entendeu que enquanto estava na zona perigosa estava experimentando o sentimento especial de unidade que o protegia, e quando voltou para casa ficou deprimido devido à perda desse sentimento e o sentido de vazio interior.

O que nós, seres humanos, perdemos nos distanciando do “clã tribal”?

Resposta: A humanidade veio do ventre da natureza. Todos nós somos descendentes de um único casal que mais tarde se reproduziu uma e outra vez. Todos os casais que vieram do primeiro nunca se separaram. A conexão entre gerações, ou seja, entre pais, filhos e netos, foi preservada. Os pais amam seus filhos e até mais os seus netos e isso os une fortemente.

Nós não percebemos isso nos tempos modernos, mas as pessoas sentiam uma grande proximidade com seus parentes: tios, tias, primos, e assim por diante. Por natureza somos criados de tal maneira que teríamos continuado a viver juntos, se não fosse o nosso egoísmo que nos alienou e dividiu.

Quando o egoísmo crescente se mete entre nós, ele quebra nossas conexões naturais e as substitui por relações de negócios: “Vão e ganhem uns dos outros”. Então, em vez de estarmos conectados através dos corações, procuramos conectar nossos bolsos, a fim de ganhar mais.

Portanto, não estamos interessados ​​no calor dos nossos relacionamentos, mas apenas no tamanho do ganho ou da perda em nosso próprio benefício primitivo, direto e egoísta.

Portanto, não é de estranhar que hoje os filhos não sintam afeição por seus pais, mas se lembrem deles apenas na medida em que podem usá-los.

E os pais, por causa de seu grande egoísmo e da influência da sociedade, também não prestam muita atenção aos filhos; eles os enviam para serem educados na escola e em vários círculos. Quando o filho cresce, é solto na vida e, no melhor dos casos, os pais conversam com ele por telefone

Acontece que nós perdemos não apenas o sentido da tribo nativa, da grande família, mas também o sentido da família em geral, mesmo a mais pequena. Uma pessoa chega em casa do trabalho e não há ninguém lá. Ela se senta sozinha no trabalho em seu escritório e está sozinha em casa. Ela se comunica com o mundo através das telas do telefone, TV e computador e não precisa de ninguém ao seu redor.

Não entendemos o quanto nos rodeamos por quatro paredes frias como em uma “gaiola de ferro” que nos separa das conexões tribais nativas, da família, do contato humano, do calor e do engajamento.

Isso começou quando nosso egoísmo se tornou mais importante para nós do que os laços naturais entre nós. Isso começou milhares de anos atrás na antiga Babilônia e se espalhou pelo mundo. As pessoas começaram a perder o sentimento de unidade e conexão.

Na antiga Babilônia, viviam as pessoas que se compreendiam e se sentiam. No entanto, quando o egoísmo foi aceso, ele começou a dividir as pessoas em clãs familiares. Tantas nações diferentes apareceram. O egoísmo começou a demonstrar sua força de separação. Primeiro ele separou as pessoas em famílias, e em nossa época quebra os laços inclusive dentro da família, separando as pessoas umas das outras.

Nós estamos agora na segunda rodada da Torre de Babel. Na antiga Babilônia, as pessoas sentiam que estavam presas dentro de uma cidade, e hoje estamos trancados na Terra. O mesmo fenômeno retornou, mas agora a nível global.

De KabTV “Nova Vida” # 794 29/11/16