Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Desenvolvimento Do Egoísmo E O Método De Conexão, Parte 5

laitman_767.2O Método Recebido No Monte Sinai

Pergunta: O método que o povo de Israel recebeu aos pés do Monte Sinai foi dado a eles com a condição de que se tornassem “como um homem com um coração”. O que é isso?

Resposta: A condição “como um homem com um coração” significa estar em nossa conexão o mais semelhante possível a uma força superior comum e unificada e sentir que somos incapazes de fazer isso sozinhos. Quando investimos uma certa quantidade de esforço na conexão, desenvolvemos um forte desejo de nos tornarmos semelhantes a essa força.

Tal aspiração a um estado em que juntos queremos nos tornar um todo comum desperta a luz superior. A luz superior afeta a pessoa ou pessoas que a despertaram e realiza certas ações espirituais sobre elas; isto é, lhes dá força para se conectar, para se elevarem acima do egoísmo.

Pergunta: O que havia de novo neste método que Abraão não possuía?

Resposta: Primeiro, o egoísmo mudou. Se o egoísmo é maior, não em quantidade, mas em qualidade, é claro que é necessário um método diferente e outras ações.

O novo egoísmo exige novos meios para se elevar acima dele, começar a trabalhar com ele e se conectar precisamente por causa dele, apesar do fato de separar as pessoas.

Portanto, esse método é chamado “o método de conexão”. A força que precisamos aplicar para conectar é chamada de “a luz superior” ou “a Torá”.

De KabTV , “Fundamentos de Cabalá”, 01/07/19

Desenvolvimento Do Egoísmo E O Método De Conexão, Parte 4

laitman_749.01Método De Conexão: Antes E Depois Do Exílio Egípcio

Pergunta: Qual é a diferença entre o método de Abraão e o método que o povo de Israel recebeu quando saiu do Egito?

Resposta: Trata-se da conexão.

Abraão também chamou as pessoas à unidade. Mas naqueles dias na Babilônia, não havia ódio particular, ninguém se matava. De repente, os babilônios simplesmente deixaram de se entender, o que os levou a uma rejeição mútua insuperável. Era necessário, de alguma maneira, suavizar, para superar essa rejeição. Como está escrito, “o amor cobrirá todos os crimes”. Em princípio, era possível para eles.

No Egito, no entanto, os egos das pessoas cresceram tanto que a inclinação para matar foi revelada neles. Eles não apenas discordaram entre si, mas estavam prontos para destruir quem estava contra eles. Portanto, eles não podiam permanecer no egoísmo porque ele os ameaçava com o que é chamado de “pragas egípcias”. Era necessário sair e subir acima dele, o que em geral eles fizeram.

Eles se elevaram acima de sua separação e, para se conectarem em um novo nível, receberam o método chamado “a Torá”.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 01/07/19

Desenvolvimento Do Egoísmo E O Método De Conexão, Parte 2

Laitman_115.05Período Babilônico De Desenvolvimento Do Egoísmo

Na Babilônia antiga, as pessoas viviam em harmonia umas com as outras, trabalhavam e desfrutavam a vida. De repente, seu egoísmo começou a agir, de modo que elas começaram a invejar, roubar, matar, subjugar e competir entre si. Como resultado do crescimento do egoísmo, elas começaram a se odiar tanto que nem sabiam o que fazer a seguir.

Abraão, como professor espiritual dos babilônios, investigou esse fenômeno e descobriu o que estava errado. Ele acreditava que era necessário transformar as pessoas, mudá-las porque seu papel como sacerdote era educá-las.

Ele propagou esse método em seus discursos e o espalhou entre os habitantes da Babilônia. No entanto, as pessoas discordavam dele porque ninguém queria mudar a si mesmo, todo mundo queria o que queria. Ninguém queria fazer o que não gostava. Abraão começou a sentir que não apenas a população da Babilônia estava contra ele, mas também o próprio rei Nimrod, o monarca babilônico.

Em princípio, Ninrod não era um rei severo. Naquela época, o sistema de dormitórios comunais floresceu. No entanto, quando houve uma explosão de egoísmo na Babilônia, foi necessária uma força diferente, uma mão mais dura. Ninrod se tornou o primeiro rei em quem o desejo de governar completamente foi despertado.

Comentário: Além disso, na Babilônia Antiga, as pessoas tinham um idioma; elas se entendiam e eram como uma família. No entanto, após a onda de egoísmo, uma forte separação começou a aparecer entre elas.

Minha Resposta: Em princípio, o egoísmo vinha se desenvolvendo desde a época de Adão. No entanto, naquela época ele era individual, e na Babilônia tornou-se público.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 01/07/19

Desenvolvimento Do Egoísmo E O Método De Conexão, Parte 1

115.06O Egoísmo Como Destruidor Da Sociedade

Pergunta: O grande Cabalista Ramchal (Rav Moshe Chaim Lozzatto) escreveu: “Não existe outra criação que possa prejudicar como o homem. Ele pode pecar e se rebelar, e a inclinação do coração de um homem é má desde a juventude, o que não acontece com nenhuma outra criatura (Daat Tevunot, 154, 165)”.

Isso fala do crescimento do egoísmo. Qual é essa qualidade que foi revelada mesmo naqueles tempos?

Resposta: Geralmente, o desejo de desfrutar, de ser preenchido, de prover a si próprio se manifesta nas pessoas. É como nos animais, apenas de uma forma mais expandida.

Mas se os animais têm rejeição mútua para garantir a segurança e o desejo de suprir as necessidades, esse é o desejo instintivo deles; uma pessoa não tem limite para seu enorme desejo egoísta de absorver tudo, capturar e subjugar.

Mesmo que uma pessoa não precise disso, a qualidade da inveja não a liberta no curso de seu desenvolvimento do desejo de absorver tudo, de pegar tudo e adicioná-lo a si mesma. Esse é o egoísmo terreno. Existem manifestações mais elevadas, mas esse egoísmo terrestre existe em todos.

Portanto, o egoísmo humano não é tão instintivo quanto o dos animais que os movem para que se mantenham em um estado normal e natural. O egoísmo da pessoa a leva a fazer tudo, e quer suprimir e subjugar tudo.

Não chamamos os desejos dos animais de “egoísmo” porque eles matam e comem sua própria espécie somente quando estão com fome. Em uma pessoa, no entanto, isso se manifesta além de todas as suas necessidades animalescas.

De uma geração para a outra, o egoísmo humano cresce diferentemente do dos animais. Portanto, chega-se a um estado em que não é mais possível fazer nada com o ego, que começa a destruir as conexões entre as pessoas na sociedade e até nas famílias. O egoísmo se torna cruel, não um mecanismo que nos move adiante, mas um destruidor, como era inicialmente na antiga Babilônia.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 01/07/19

O Método De Correção, Parte 8

laitman_933Quando Um Amigo Está Sempre Diante De Seus Olhos

Baal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Afinal, uma pessoa certamente se ama com todo o coração, alma e força, mas, no que diz respeito ao Criador, ela pode se enganar; e com seu amigo, ela sempre se espalha diante de seus olhos.

A lei da correção de se relacionar com um amigo é ainda mais importante do que se relacionar com o Criador, porque é assim que a pessoa pode se aproximar dele. Não consigo imaginar o Criador, mas um amigo está constantemente à minha frente e posso verificar claramente como me relaciono com ele.

Observação: Baal HaSulam escreve que o método de correção da percepção egocêntrica do mundo, com as preocupações de autossatisfação e preenchimento, foi dado a toda a nação, que era um conjunto de representantes das diferentes nações da Babilônia.

Meu Comentário: Eles receberam a condição de que todos tinham que aceitar o princípio de “amar o próximo como a si mesmo” como um meio de alcançar a adesão ao Criador.

Naquela época, a antiga Babilônia estava passando por um declínio, que é chamado de “torre babilônica”. O egoísmo subitamente subira, o ódio entre si irrompeu, e as pessoas tornaram-se incapazes de coexistir pacificamente entre si, o que levou à destruição do império babilônio. O mesmo aconteceu durante o tempo do rabino Akiva no momento da destruição do Templo.

Pergunta: Nós recebemos o amor próprio para que percebêssemos com que finalidade devemos amar um amigo, cuidar dele?

Resposta: Claro. Somente pelo oposto você pode entender.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 07/02/19

A Nação Pioneira

laitman_749.01Todas as criações devem atingir a unidade – este é o estado final de evolução de toda a criação. A evolução está constantemente progredindo, levando-nos as etapas da revelação do mal.

No final, todos devem compreender a vantagem da Luz sobre a escuridão, e depois de passar por todas as formas de separação, desejam elevar-se acima de sua natureza egoísta. A revelação do mal nos leva à unidade.

Sempre houve pessoas que entenderam a virtude da unidade, sendo altruístas por natureza. No entanto, hoje, a natureza está nos fornecendo provas práticas tornando-se integral e vinculando todo o mundo em uma única rede. O egoísmo está se tornando global e está nos conectando um ao outro. Quer nos agrade ou não, temos que nos unir para impedir que a força de separação reine sem fim.

Ao estudar Cabalá, aprendemos que a obrigação de se unir vem da própria natureza, do pecado da Árvore do conhecimento. Toda a criação foi feita como uma alma que mais tarde foi propositalmente dividida em muitas partes separadas.

Nós não temos escolha. Temos que reconstruir e unir toda a criação. Este é o estado que o Criador e as pessoas desejam. Aqueles que entendem isso são chamados de Yashar Kel – direto ao Criador – porque a força superior, o Criador, é a natureza autônoma unida, integral e global. Para que possamos alcançar a adesão com o Criador, equivalência de forma, temos que nos tornar como Ele, nos elevarmos acima de nosso egoísmo divisório e começar a se unir.

Não somos socialistas ou comunistas, nem humanitários nem biólogos observando exemplos de unidade em organismos vivos. A prova da necessidade de se unir é apresentada pela ciência da Cabalá, e nós estamos constantemente revelando a necessidade de alcançá-la em nossa consciência e sentimentos.

Por natureza, somos os maiores egoístas, porque aqueles que chegam à Cabalá têm o maior desejo. Mas junto com isso, entendemos que devemos nos tornar semelhantes à força superior para alcançar o sentido da vida. É por isso que Abraão, de toda a humanidade, escolheu um grupo que se tornou o povo de Israel, cujo fundamento é o ama ao próximo como a si mesmo, a grande lei da humanidade, da natureza e da Torá. Temos que nos considerar um grupo de pioneiros em toda a humanidade, que estão tentando perceber essa grande lei da natureza – o amor ao próximo – e implementando-a para que possamos transmitir a todos.

A responsabilidade do povo de Israel é de ser o primeiro a chegar à unidade porque eles são chamados a realizar a lei do amor ao próximo e servir de exemplo ao resto da humanidade, isto é, ser “a Luz para as nações”. Os filósofos e os fundadores do Estado de Israel também falaram da unidade. No entanto, eles não aceitaram a ciência da Cabalá, a estrutura da natureza, mas a partir de sua compreensão interna e instintiva.

A Cabalá diz que a unidade é a lei da natureza e que, primeiro, ela se aplica ao povo de Israel. Baal HaSulam escreve que nós recebemos o direito de retornar à terra de Israel, rompendo com o governo das nações do mundo, apenas para cumprir nosso propósito: realizar a unidade e mostrar esse método às nações do mundo e se tornar a Luz para as nações.

Em antecipação ao 70º aniversário de Israel, esperemos que o povo de Israel, especialmente os que vivem na terra de Israel, compreenda o propósito de sua existência. Pois se não percebermos a lei do “ama ao próximo como a si mesmo”, de modo que possamos servir de exemplo para o mundo, não temos o direito de existir.

Este é um ponto muito importante. É a única razão para uma pessoa viver na terra de Israel. Caso contrário, ela não tem o direito de ser chamada de “Israel” e não pertence à nação de Israel.

O Estado de Israel terá o direito de existir apenas se trabalharmos para realizar a nossa responsabilidade comum de nos tornarmos “um homem com um só coração”, “todos os de Israel são amigos”, até cumprir a lei do “amor ao próximo como base de toda existência.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/18, Lição sobre o Tema o “Dever da Unidade da Nação Israelense”

Resistência À Sabedoria Da Cabalá, Parte 1

laitman_259.01Nós vemos que a humanidade se desenvolve sob a influência de duas forças: suporte e oposição, prós e contras, força motriz e força de resistência. É natural para qualquer desenvolvimento que haja expansão e contração o tempo todo, como inalar e exalar.

Em qualquer momento, essas duas forças atuam porque o desenvolvimento certo é impossível sem um equilíbrio entre elas.

A Cabalá e os Cabalistas evoluem de acordo com a sua geração. Centelhas surgem no vaso quebrado da alma. Essas centelhas estão prontas para ressurgir dos fragmentos da alma e exigem correção.

As pessoas em quem essas centelhas despertam sentem a necessidade de revelar o propósito da criação, a força superior, o Criador, e aprender sobre o universo. Elas procuram se elevam acima da vida comum para não permanecer dentro de seus desejos quebrados, mas viver apenas em prol das centelhas espirituais.

Embora essas centelhas estejam quebradas, a pessoa sente que precisa ser revivida. Portanto, existem muitas forças dentro de um Cabalista: centelhas, genes espirituais (Reshimot) e desejos relacionados à correção, isto é, as propriedades de doação.

Esse processo começou com o primeiro homem, Adão. Depois, mais e mais pessoas, daquelas que sentiram a necessidade de descobrir e compreender o propósito da criação e pertencer ao poder superior e ao sistema superior, se juntaram a ele em cada geração. Então, desde Adão desceu toda a linhagem de Cabalistas que desenvolveu o método de revelar o Criador aos seres criados neste mundo.

Os Cabalistas eram aqueles seres criados que revelavam a força superior. E, como as centelhas espirituais e os desejos despertaram em muitas pessoas, os Cabalistas também espalharam a sabedoria da Cabalá, que evocou diferentes reações.

E mesmo um simples estudo da Cabalá evoca duas forças opostas em uma pessoa: o desejo a favor e contra a revelação do Criador. Afinal, um homem é um desejo quebrado de desfrutar, um egoísta, e dentro dele está a centelha que exige uma porta de entrada para outra dimensão, para outro nível: a intenção de doar.

Essa centelha refere-se a uma vida diferente, a um mundo diferente. Portanto, um Cabalista tem dois mundos internos: às vezes ele é dominado pela força de doação e às vezes pela força de recepção. Ele sempre passa por altos e baixos porque duas dessas forças opostas trabalham constantemente nele: as centelhas e os desejos quebrados exigem sua realização. Um Cabalista desenvolve-se dessa forma, às vezes na linha direita e às vezes na linha esquerda.

A mesma regra se aplica a uma pessoa e ao seu ambiente. Abraão, o primeiro Cabalista que começou a espalhar a Cabalá às massas, deparou-se com a forte resistência de seu pai, Terah, e de toda a sua antiga escola, assim como do governante da antiga Babilônia, Nimrod. A resistência era tão forte que ele teve que deixar a Babilônia.

Resistir à Cabalá é natural, porque nada se desenvolve sem isso. Vemos no exemplo dos níveis inanimados, vegetativos e animados da natureza que toda a evolução acontece como resultado da luta, e não pode ser de outra forma.

Portanto, os Cabalistas são pacientes com os oponentes da Cabalá porque percebem que eles os recebem de cima e que é o Criador que organiza todas essas forças de protesto. Mas, ao mesmo tempo, como representantes da força do desenvolvimento espiritual, eles precisam resistir ao desenvolvimento material e egoísta.

Os oponentes da Cabalá lutam de todas as maneiras possíveis, mas os Cabalistas entendem que toda essa resistência é organizada pelo Criador que controla essas forças e, portanto, a resposta a ela deve ser apropriada. No final, precisamos agir apenas por um propósito: revelar o Criador aos seres criados neste mundo, que é o objetivo da sabedoria da Cabalá.

A Cabalá é revelada para esse propósito e é impossível que um se revele sem o outro, pois o progresso e a resistência se baseiam um no outro.

Portanto, é preciso tratar racionalmente os opositores da Cabalá, percebendo que, a partir do momento em que a Luz criou a escuridão, ou seja, quando o desejo altruísta criou o desejo egoísta, esses desejos eram opostos um ao outro, mas eles devem se desenvolver juntos. Afinal, a Luz também se desenvolve quando entra na criação, organiza-a e constrói conexões cada vez mais diversas nele.

Assim, é preciso tratar todas as críticas de forma criativa, com compreensão. Embora os oponentes da Cabalá tenham trazido muitas desgraças aos Cabalistas, por outro lado, todas essas forças agem de acordo com o programa da criação.

Da Lição “Resistência à Ciência da Cabalá” 24/09/17

A Descoberta De Abraão

laitman_740.01O Criador é a qualidade de doação e amor. Ele é absoluto. Somente assim Ele se manifesta para nós. Para ser revelado às Suas criaturas e torná-las semelhantes a Ele, Ele as criou opostas à Sua natureza, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”.

No entanto, embora Ele tenha nos criado como criaturas malignas que se tornam cada vez mais egoístas todos os dias, ao mesmo tempo nos deu um instrumento para a correção. O único problema é que tudo isso acontece gradualmente de acordo com as leis da natureza.

A natureza se desenvolve de acordo com as leis dos organismos inanimados, vegetativos, animados e humanos. De acordo com a sabedoria da Cabalá, uma pessoa difere de um animal não por andar em duas pernas com a cabeça elevada (afinal, um avestruz também caminha em duas pernas) e não pela capacidade de pensar. Ela tem a aspiração para o propósito da vida que a distingue dos animais.

Esse é o claro desejo de conhecer o propósito da vida, a questão sobre o seu sentido: “Por que e para que eu vivo? O que é definido na natureza como o propósito da minha criação e existência?” Essas questões realmente preocupam algumas pessoas. No entanto, enquanto fazem essas perguntas, elas não sabem como respondê-las.

A primeira pessoa que tentou responder a essa pergunta 5777 anos atrás foi um homem chamado Adão, que através de seus pensamentos, sentimentos, aspirações internas e profundo escrutínio penetrou os segredos do universo e escreveu um pequeno livro sobre isso chamado O Anjo Secreto, que sobreviveu até a nossa época.

Graças a essa descoberta e trabalho em si mesmo, ele começou a usar corretamente as forças da natureza para seu desenvolvimento e foi chamado de Adão. “Adão” da palavra “Dome” (como) o Criador.

Muitas pessoas em diferentes gerações depois de Adão usaram seu método. Ele passou por 20 gerações de seus discípulos e chegou a Abraão, que morava na antiga Babilônia e, em princípio, era um pregador da abordagem não tão correta da natureza. Ele acreditava que a espiritualidade é dividida em muitos deuses que devem ser adorados.

No entanto, mais tarde, ele descobriu que todas essas muitas forças opostas da natureza que atuam de forma independente e até mesmo algumas interações positivas e negativas entre elas, como vários deuses gregos antigos, de fato, vêm de uma única mente e força.

Nós devemos explorar, revelar e abordar essa mente, e assim a pessoa saberá e entenderá qual é o sentido da vida. Abraão acreditava que, de outra forma, todos os séculos que se passaram desde Adão eram inúteis e indignos de nota.

Em princípio, nós exploramos as diferentes forças que realmente existem. No entanto, elas têm uma base comum (fonte) e é necessário revelá-la. Foi o que Abraão fez.

Ele descobriu a força unificada da natureza acima de suas outras forças díspares, que naquele tempo todas as pessoas adoravam, incluindo ele mesmo até descobrir essa única força.

Quando a explorou, ele descobriu que ela é totalmente boa e unificada. Isto é exatamente o que Abraão começou a explicar aos babilônios.

Parece-nos que não existe diferença entre politeísmo e monoteísmo. No entanto, monoteísmo significa não adorar uma força, mas se tornar semelhante a ela. O fato é que, quando uma pessoa, no cumprimento de seu destino, se esforça para se tornar como ela, ao mesmo tempo, muda a si mesma, seu comportamento, sua visão da vida e constrói as relações sociais de acordo.

Ao mudar a si mesma, ela muda o mundo, a sociedade e sua família. Ela cria tudo de acordo com um único padrão que recebe de cima, alcançando, explicando, abraçando e explorando a força superior.

Em princípio, isso é o que Abraão fez. Ele tentou explicar tudo a seus alunos e eles seguiram seu caminho. Assim, um grupo de pessoas foi organizado chamado povo de Israel, da palavra “Isra-El” (Isra: direto, El: o Criador), que estava direcionado ao Criador. Em outras palavras, esse é um grupo que é direcionado à exploração da força boa e unificada, o Criador.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/06/17

O Mundo Na Encruzilhada, Parte 2

115.06Começando com a primeira quebra – o chamado pecado de Adão, “o primeiro homem”, que foi planejado antecipadamente – a humanidade gradualmente começou a perceber que o motivo de todos os seus problemas era a separação causada pelo egoísmo humano.

Embora o egoísmo fosse relativamente pequeno ali, demorou muito tempo antes da chegada de Abraão para eles começarem a se unir a fim de superar a crise que entrou em erupção na antiga Babilônia.

O ego quebrado que dividia as pessoas mostrava-lhes como era destrutiva a separação e que não havia outra solução senão se unir.

Depois que Abraão revelou que a unificação é o caminho da correção e começou a explicá-la aos outros, aqueles que o entenderem formaram um grupo, que mais tarde foi chamado de povo de Israel, que significa direto ao Criador, ou Yashar El. Esse grupo manteve a unidade como o único meio de alcançar a salvação para toda a raça humana e, em geral, para toda a criação.

Demorou muito tempo – desde o primeiro homem (Adão) até Abraão – antes que a humanidade estivesse pronta para aprender que a unidade é a salvação. Primeiro, a conexão era natural e todas as pessoas viviam juntas como um. Mas, de repente, a separação começou a se desenvolver e elas sentiram o quanto isso era destrutivo.

Elas foram capazes de comparar o quanto melhor tinha sido viver com a conexão natural que existia entre elas enquanto o egoísmo ainda era relativamente pequeno e o grande estado de egoísmo que levava a muitos problemas como separação e argumentos. Tudo acabou em ruína. Portanto, elas concordaram em trabalhar pela unidade de modo que “o amor cobrisse todos os crimes”.

No entanto, precisa ficar claro que os crimes cometidos eram pequenos e o egoísmo também era pequeno, por isso não era tão difícil para elas se unirem como é hoje. Mas naquela época, elas já entendiam que há dois caminhos para a unificação final, que a humanidade deve finalmente alcançar.

Afinal, esse é o propósito da criação, pré-programado no projeto original. Mas você pode chegar a ele por dois caminhos: pela Luz ou pelo sofrimento. Elas conseguiram entender isso naquela época e começaram a implementar o método de Abraão.

É claro para todos que o egoísmo estraga nossas vidas e que precisamos fazer algo a respeito. Toda nação tem seu próprio caminho. Existem métodos para reduzir o egoísmo através da educação especial, bem como todo tipo de práticas orientais, como o confucionismo e as tradições baseadas na moral. As religiões também exortam o homem a ser humilde e calmo e tentam domar o egoísmo prometendo-lhe o céu ou o inferno.

Todos esses métodos funcionaram por um tempo, mas, no final, as pessoas estão deixando a religião. O egoísmo cresce tão rápido que a moral e a religião não são mais capazes de restringi-lo. E o método de Abraão é o método geral da correção do egoísmo, dirigido não à sua destruição, mas ao seu uso correto. Esse método pertence a todos, como Abraão disse: “Quem for pelo Criador, venha até mim!”

Isto é, nós precisamos nos unir e, nessa conexão, vamos revelar a força superior que nos apoiará e nos levará a frente, levando-nos de volta ao propósito da criação e seus fundamentos. Esse é um método muito especial que só é realizado se as pessoas estiverem prontas para isso. E, no final do nosso desenvolvimento, todos estarão prontos para ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/08/17, Lição sobre o Tema: “Europa na Encruzilhada”

O Fim Da Torre De Babel

Laitman_115_05Pergunta: Inovações e estudos modernos dizem que o período da Torre de Babel terminou, o que significa a falta de compreensão dos idiomas (línguas). Em breve haverá fones de ouvido que traduzirão todos os idiomas e nos comunicaremos facilmente.

O que a comunicação desse tipo proporcionará?

Resposta: Este tipo de comunicação nos permitirá sentir o mundo inteiro como um todo global, sem fronteiras, não no pleno sentido da palavra, mas pelo menos parcialmente. Isso ocorre porque, apesar de tudo, a linguagem é um grande limitante de comunicação entre as pessoas.

Pergunta: Quando a divisão da Babilônia realmente cessará?

Resposta: Quando as pessoas sentirem que devem subir ao próximo nível de autoconsciência.

Pergunta: Existem idiomas lá ou não?

Resposta: Não há idiomas lá.

Imagine que uma espaçonave gigantesca pairasse sobre nós ao redor de todo o globo e nos escondesse o sol.

Como nos comportaríamos em uma situação como essa? Lutaríamos, argumentaríamos nos parlamentos, pensaríamos em quem está indo para onde? Começaríamos a pensar em quem está planejando contra quem aqui na face da terra, enquanto uma gigantesca máquina pairasse sobre nós, escondendo o sol de nós enquanto nos encontramos na escuridão total sobre tudo o que está acontecendo conosco?

É possível entender como isso poderia unir as pessoas … ninguém iria tramar contra ninguém. O que eu me importo com o outro? Afinal, vejo que esse é o fim.

Pergunta: Então, os idiomas desaparecerão?

Resposta: Tudo desaparecerá. Começaremos a procurar uma saída para a situação e os “aliens” declararão: “Vamos conversar com vocês somente quando todos se tornarem um todo. Unam-se; nós iremos esperar. Enquanto isso, vamos pairar sobre vocês”.

Vamos esperar, mas por quanto tempo? “Pode ser mais 500 anos, não faz diferença. Estamos acima de vocês. E a cada ano que passa com a falta de unidade entre vocês, nos aproximaremos cada vez mais, organizaremos situações como essas para vocês que os chicotearão por trás. É assim que vamos ajudá-los”.

Pergunta: Esse cenário aconteceria com sofrimento. Mas qual é a verdade sobre a ausência de idioma, a falta de divisão em línguas?

Resposta: Poderemos fazer um uso melhor da aproximação cada vez maior, o que significa que nos uniremos para que todos sejam como irmãos em uma única família, sem idioma e sem distância. Em tal situação, poderia ser organizada uma comunicação que apague todas as diferenças.

Mas eu não acho que para isso precisamos colocar fones de ouvido nos nossos ouvidos. Vamos sentir um ao outro; não haverá necessidade de palavras. Começaremos a conversar por meio do coração.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” da KabTV 12/07/17