Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Resistência À Sabedoria Da Cabalá, Parte 1

laitman_259.01Nós vemos que a humanidade se desenvolve sob a influência de duas forças: suporte e oposição, prós e contras, força motriz e força de resistência. É natural para qualquer desenvolvimento que haja expansão e contração o tempo todo, como inalar e exalar.

Em qualquer momento, essas duas forças atuam porque o desenvolvimento certo é impossível sem um equilíbrio entre elas.

A Cabalá e os Cabalistas evoluem de acordo com a sua geração. Centelhas surgem no vaso quebrado da alma. Essas centelhas estão prontas para ressurgir dos fragmentos da alma e exigem correção.

As pessoas em quem essas centelhas despertam sentem a necessidade de revelar o propósito da criação, a força superior, o Criador, e aprender sobre o universo. Elas procuram se elevam acima da vida comum para não permanecer dentro de seus desejos quebrados, mas viver apenas em prol das centelhas espirituais.

Embora essas centelhas estejam quebradas, a pessoa sente que precisa ser revivida. Portanto, existem muitas forças dentro de um Cabalista: centelhas, genes espirituais (Reshimot) e desejos relacionados à correção, isto é, as propriedades de doação.

Esse processo começou com o primeiro homem, Adão. Depois, mais e mais pessoas, daquelas que sentiram a necessidade de descobrir e compreender o propósito da criação e pertencer ao poder superior e ao sistema superior, se juntaram a ele em cada geração. Então, desde Adão desceu toda a linhagem de Cabalistas que desenvolveu o método de revelar o Criador aos seres criados neste mundo.

Os Cabalistas eram aqueles seres criados que revelavam a força superior. E, como as centelhas espirituais e os desejos despertaram em muitas pessoas, os Cabalistas também espalharam a sabedoria da Cabalá, que evocou diferentes reações.

E mesmo um simples estudo da Cabalá evoca duas forças opostas em uma pessoa: o desejo a favor e contra a revelação do Criador. Afinal, um homem é um desejo quebrado de desfrutar, um egoísta, e dentro dele está a centelha que exige uma porta de entrada para outra dimensão, para outro nível: a intenção de doar.

Essa centelha refere-se a uma vida diferente, a um mundo diferente. Portanto, um Cabalista tem dois mundos internos: às vezes ele é dominado pela força de doação e às vezes pela força de recepção. Ele sempre passa por altos e baixos porque duas dessas forças opostas trabalham constantemente nele: as centelhas e os desejos quebrados exigem sua realização. Um Cabalista desenvolve-se dessa forma, às vezes na linha direita e às vezes na linha esquerda.

A mesma regra se aplica a uma pessoa e ao seu ambiente. Abraão, o primeiro Cabalista que começou a espalhar a Cabalá às massas, deparou-se com a forte resistência de seu pai, Terah, e de toda a sua antiga escola, assim como do governante da antiga Babilônia, Nimrod. A resistência era tão forte que ele teve que deixar a Babilônia.

Resistir à Cabalá é natural, porque nada se desenvolve sem isso. Vemos no exemplo dos níveis inanimados, vegetativos e animados da natureza que toda a evolução acontece como resultado da luta, e não pode ser de outra forma.

Portanto, os Cabalistas são pacientes com os oponentes da Cabalá porque percebem que eles os recebem de cima e que é o Criador que organiza todas essas forças de protesto. Mas, ao mesmo tempo, como representantes da força do desenvolvimento espiritual, eles precisam resistir ao desenvolvimento material e egoísta.

Os oponentes da Cabalá lutam de todas as maneiras possíveis, mas os Cabalistas entendem que toda essa resistência é organizada pelo Criador que controla essas forças e, portanto, a resposta a ela deve ser apropriada. No final, precisamos agir apenas por um propósito: revelar o Criador aos seres criados neste mundo, que é o objetivo da sabedoria da Cabalá.

A Cabalá é revelada para esse propósito e é impossível que um se revele sem o outro, pois o progresso e a resistência se baseiam um no outro.

Portanto, é preciso tratar racionalmente os opositores da Cabalá, percebendo que, a partir do momento em que a Luz criou a escuridão, ou seja, quando o desejo altruísta criou o desejo egoísta, esses desejos eram opostos um ao outro, mas eles devem se desenvolver juntos. Afinal, a Luz também se desenvolve quando entra na criação, organiza-a e constrói conexões cada vez mais diversas nele.

Assim, é preciso tratar todas as críticas de forma criativa, com compreensão. Embora os oponentes da Cabalá tenham trazido muitas desgraças aos Cabalistas, por outro lado, todas essas forças agem de acordo com o programa da criação.

Da Lição “Resistência à Ciência da Cabalá” 24/09/17

A Descoberta De Abraão

laitman_740.01O Criador é a qualidade de doação e amor. Ele é absoluto. Somente assim Ele se manifesta para nós. Para ser revelado às Suas criaturas e torná-las semelhantes a Ele, Ele as criou opostas à Sua natureza, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”.

No entanto, embora Ele tenha nos criado como criaturas malignas que se tornam cada vez mais egoístas todos os dias, ao mesmo tempo nos deu um instrumento para a correção. O único problema é que tudo isso acontece gradualmente de acordo com as leis da natureza.

A natureza se desenvolve de acordo com as leis dos organismos inanimados, vegetativos, animados e humanos. De acordo com a sabedoria da Cabalá, uma pessoa difere de um animal não por andar em duas pernas com a cabeça elevada (afinal, um avestruz também caminha em duas pernas) e não pela capacidade de pensar. Ela tem a aspiração para o propósito da vida que a distingue dos animais.

Esse é o claro desejo de conhecer o propósito da vida, a questão sobre o seu sentido: “Por que e para que eu vivo? O que é definido na natureza como o propósito da minha criação e existência?” Essas questões realmente preocupam algumas pessoas. No entanto, enquanto fazem essas perguntas, elas não sabem como respondê-las.

A primeira pessoa que tentou responder a essa pergunta 5777 anos atrás foi um homem chamado Adão, que através de seus pensamentos, sentimentos, aspirações internas e profundo escrutínio penetrou os segredos do universo e escreveu um pequeno livro sobre isso chamado O Anjo Secreto, que sobreviveu até a nossa época.

Graças a essa descoberta e trabalho em si mesmo, ele começou a usar corretamente as forças da natureza para seu desenvolvimento e foi chamado de Adão. ”Adão” da palavra “Dome” (como) o Criador.

Muitas pessoas em diferentes gerações depois de Adão usaram seu método. Ele passou por 20 gerações de seus discípulos e chegou a Abraão, que morava na antiga Babilônia e, em princípio, era um pregador da abordagem não tão correta da natureza. Ele acreditava que a espiritualidade é dividida em muitos deuses que devem ser adorados.

No entanto, mais tarde, ele descobriu que todas essas muitas forças opostas da natureza que atuam de forma independente e até mesmo algumas interações positivas e negativas entre elas, como vários deuses gregos antigos, de fato, vêm de uma única mente e força.

Nós devemos explorar, revelar e abordar essa mente, e assim a pessoa saberá e entenderá qual é o sentido da vida. Abraão acreditava que, de outra forma, todos os séculos que se passaram desde Adão eram inúteis e indignos de nota.

Em princípio, nós exploramos as diferentes forças que realmente existem. No entanto, elas têm uma base comum (fonte) e é necessário revelá-la. Foi o que Abraão fez.

Ele descobriu a força unificada da natureza acima de suas outras forças díspares, que naquele tempo todas as pessoas adoravam, incluindo ele mesmo até descobrir essa única força.

Quando a explorou, ele descobriu que ela é totalmente boa e unificada. Isto é exatamente o que Abraão começou a explicar aos babilônios.

Parece-nos que não existe diferença entre politeísmo e monoteísmo. No entanto, monoteísmo significa não adorar uma força, mas se tornar semelhante a ela. O fato é que, quando uma pessoa, no cumprimento de seu destino, se esforça para se tornar como ela, ao mesmo tempo, muda a si mesma, seu comportamento, sua visão da vida e constrói as relações sociais de acordo.

Ao mudar a si mesma, ela muda o mundo, a sociedade e sua família. Ela cria tudo de acordo com um único padrão que recebe de cima, alcançando, explicando, abraçando e explorando a força superior.

Em princípio, isso é o que Abraão fez. Ele tentou explicar tudo a seus alunos e eles seguiram seu caminho. Assim, um grupo de pessoas foi organizado chamado povo de Israel, da palavra “Isra-El” (Isra: direto, El: o Criador), que estava direcionado ao Criador. Em outras palavras, esse é um grupo que é direcionado à exploração da força boa e unificada, o Criador.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/06/17

O Mundo Na Encruzilhada, Parte 2

115.06Começando com a primeira quebra – o chamado pecado de Adão, “o primeiro homem”, que foi planejado antecipadamente – a humanidade gradualmente começou a perceber que o motivo de todos os seus problemas era a separação causada pelo egoísmo humano.

Embora o egoísmo fosse relativamente pequeno ali, demorou muito tempo antes da chegada de Abraão para eles começarem a se unir a fim de superar a crise que entrou em erupção na antiga Babilônia.

O ego quebrado que dividia as pessoas mostrava-lhes como era destrutiva a separação e que não havia outra solução senão se unir.

Depois que Abraão revelou que a unificação é o caminho da correção e começou a explicá-la aos outros, aqueles que o entenderem formaram um grupo, que mais tarde foi chamado de povo de Israel, que significa direto ao Criador, ou Yashar El. Esse grupo manteve a unidade como o único meio de alcançar a salvação para toda a raça humana e, em geral, para toda a criação.

Demorou muito tempo – desde o primeiro homem (Adão) até Abraão – antes que a humanidade estivesse pronta para aprender que a unidade é a salvação. Primeiro, a conexão era natural e todas as pessoas viviam juntas como um. Mas, de repente, a separação começou a se desenvolver e elas sentiram o quanto isso era destrutivo.

Elas foram capazes de comparar o quanto melhor tinha sido viver com a conexão natural que existia entre elas enquanto o egoísmo ainda era relativamente pequeno e o grande estado de egoísmo que levava a muitos problemas como separação e argumentos. Tudo acabou em ruína. Portanto, elas concordaram em trabalhar pela unidade de modo que “o amor cobrisse todos os crimes”.

No entanto, precisa ficar claro que os crimes cometidos eram pequenos e o egoísmo também era pequeno, por isso não era tão difícil para elas se unirem como é hoje. Mas naquela época, elas já entendiam que há dois caminhos para a unificação final, que a humanidade deve finalmente alcançar.

Afinal, esse é o propósito da criação, pré-programado no projeto original. Mas você pode chegar a ele por dois caminhos: pela Luz ou pelo sofrimento. Elas conseguiram entender isso naquela época e começaram a implementar o método de Abraão.

É claro para todos que o egoísmo estraga nossas vidas e que precisamos fazer algo a respeito. Toda nação tem seu próprio caminho. Existem métodos para reduzir o egoísmo através da educação especial, bem como todo tipo de práticas orientais, como o confucionismo e as tradições baseadas na moral. As religiões também exortam o homem a ser humilde e calmo e tentam domar o egoísmo prometendo-lhe o céu ou o inferno.

Todos esses métodos funcionaram por um tempo, mas, no final, as pessoas estão deixando a religião. O egoísmo cresce tão rápido que a moral e a religião não são mais capazes de restringi-lo. E o método de Abraão é o método geral da correção do egoísmo, dirigido não à sua destruição, mas ao seu uso correto. Esse método pertence a todos, como Abraão disse: “Quem for pelo Criador, venha até mim!”

Isto é, nós precisamos nos unir e, nessa conexão, vamos revelar a força superior que nos apoiará e nos levará a frente, levando-nos de volta ao propósito da criação e seus fundamentos. Esse é um método muito especial que só é realizado se as pessoas estiverem prontas para isso. E, no final do nosso desenvolvimento, todos estarão prontos para ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/08/17, Lição sobre o Tema: “Europa na Encruzilhada”

O Fim Da Torre De Babel

Laitman_115_05Pergunta: Inovações e estudos modernos dizem que o período da Torre de Babel terminou, o que significa a falta de compreensão dos idiomas (línguas). Em breve haverá fones de ouvido que traduzirão todos os idiomas e nos comunicaremos facilmente.

O que a comunicação desse tipo proporcionará?

Resposta: Este tipo de comunicação nos permitirá sentir o mundo inteiro como um todo global, sem fronteiras, não no pleno sentido da palavra, mas pelo menos parcialmente. Isso ocorre porque, apesar de tudo, a linguagem é um grande limitante de comunicação entre as pessoas.

Pergunta: Quando a divisão da Babilônia realmente cessará?

Resposta: Quando as pessoas sentirem que devem subir ao próximo nível de autoconsciência.

Pergunta: Existem idiomas lá ou não?

Resposta: Não há idiomas lá.

Imagine que uma espaçonave gigantesca pairasse sobre nós ao redor de todo o globo e nos escondesse o sol.

Como nos comportaríamos em uma situação como essa? Lutaríamos, argumentaríamos nos parlamentos, pensaríamos em quem está indo para onde? Começaríamos a pensar em quem está planejando contra quem aqui na face da terra, enquanto uma gigantesca máquina pairasse sobre nós, escondendo o sol de nós enquanto nos encontramos na escuridão total sobre tudo o que está acontecendo conosco?

É possível entender como isso poderia unir as pessoas … ninguém iria tramar contra ninguém. O que eu me importo com o outro? Afinal, vejo que esse é o fim.

Pergunta: Então, os idiomas desaparecerão?

Resposta: Tudo desaparecerá. Começaremos a procurar uma saída para a situação e os “aliens” declararão: “Vamos conversar com vocês somente quando todos se tornarem um todo. Unam-se; nós iremos esperar. Enquanto isso, vamos pairar sobre vocês”.

Vamos esperar, mas por quanto tempo? ”Pode ser mais 500 anos, não faz diferença. Estamos acima de vocês. E a cada ano que passa com a falta de unidade entre vocês, nos aproximaremos cada vez mais, organizaremos situações como essas para vocês que os chicotearão por trás. É assim que vamos ajudá-los”.

Pergunta: Esse cenário aconteceria com sofrimento. Mas qual é a verdade sobre a ausência de idioma, a falta de divisão em línguas?

Resposta: Poderemos fazer um uso melhor da aproximação cada vez maior, o que significa que nos uniremos para que todos sejam como irmãos em uma única família, sem idioma e sem distância. Em tal situação, poderia ser organizada uma comunicação que apague todas as diferenças.

Mas eu não acho que para isso precisamos colocar fones de ouvido nos nossos ouvidos. Vamos sentir um ao outro; não haverá necessidade de palavras. Começaremos a conversar por meio do coração.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” da KabTV 12/07/17

Língua Sem Palavras

laitman_527_02Pergunta: O aniversário do nascimento da língua Esperanto foi celebrado recentemente. O Esperanto foi uma tentativa de construir uma linguagem que unisse todas as pessoas. Foi uma ótima ideia e uma boa tentativa, mas, no final, não conseguiu nada. Por quê? Parece que a intenção era correta: que todos falassem a mesma língua.

Resposta: Para que? Não é natural.

Ao mesmo tempo, quando estávamos mais próximos uns dos outros, falávamos a mesma língua. Isso foi na antiga Babilônia. Depois, com o aumento da rejeição mútua, de repente começamos a falar em línguas diferentes. Essa foi a “destruição da Torre de Babel”, quando as pessoas internamente pararam de se entender.

Elas se distanciaram internamente com suas diferentes aspirações; suas interconexões mútuas se afastaram e é por isso que elas pararam de se entender a tal ponto que começaram a falar diferentes línguas. Todas as línguas do mundo vieram disso. É por isso que todos seguiram caminhos separados. É assim que vivemos até hoje.

Pergunta: Por que não ter uma língua que une a todos? A propósito, dois milhões de pessoas falam Esperanto.

Resposta: Nenhum deles fala isso. Esses dois milhões estão perdendo tempo uns com os outros como qualquer outro grupo de interesse comum.

Nada disso acontecerá até as pessoas começarem a sentir que deveriam voltar a se tornar um, que têm uma base comum, um objetivo comum. Então elas acharão que é uma língua comum que poderão falar.

A língua interior de uma pessoa será revelada, as pessoas simplesmente se entenderão, mesmo sem palavras, traduzindo internamente os pensamentos mútuos. Esse idioma definitivamente aparecerá! Mas somente depois que a humanidade decidir que quer se unir. Na raiz da quebra que ocorreu na Babilônia estava o egoísmo. Se começarmos a nos elevarmos sobre ele, nos uniremos novamente em nossa compreensão mútua. Não é necessária nenhuma língua para isso.

É por isso que o Esperanto não lhe dará nada. É a mesma Babilônia com diferentes línguas. Devido à mesma confusão, elas fizeram uma nova “salada”, que só nos faz lembrar do passado, da quebra e do distanciamento mútuo.

Pergunta: Se as pessoas realmente quiserem se unir, para se tornar um todo, a língua surgirá por si só?

Resposta: Sim. Elas devem se preocupar apenas com suas conexões espirituais mútuas, e assim saberão em que língua se comunicar.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman”, 27/07/17

Que Língua Os Babilônios Falavam?

laitman_933.jpgPergunta: Que língua as pessoas na Babilônia falavam e escreviam?

Resposta: Os babilônios falavam aramaico. Nós usamos essa linguagem na Cabalá junto com o hebraico. Somente aqueles que alcançaram o mundo superior falavam hebraico porque é a língua da Luz, e o aramaico é a língua do Kli (vaso), isto é, desejos que revelam a Luz.

Ambas as línguas são completamente idênticas e, ao mesmo tempo, completamente opostas uma à outra. Por exemplo, “Luz” em hebraico é “Ohr“, e noite em aramaico é “Orta“, ou seja, ambas as línguas usam a mesma palavra, mas com um significado completamente oposto.

Pergunta: Que língua falava Terach, o pai de Abraão?

Resposta: Terach falava aramaico, e Abraão mudou para hebraico. Eles conheciam ambas as línguas.

Como as publicações modernas confirmam, a partir dessas duas línguas antigas, que se complementam, um roteiro global se desenvolveu. Afinal, ambas as línguas são construídas sobre a coincidência de duas forças, doação e recepção, positivo e negativo. Precisamente a partir daí vieram os elementos horizontais e verticais das letras que são a base da escrita em qualquer idioma.

Da Lição de Cabalá em Russo 22/01/17

O Método De Nimrod E O Método De Abraão

Two MethodsBaal HaSulam, “A Liberdade”: A separação entre as pessoas é a fonte de toda calamidade e desgraça.

Mas com conceitos e ideias, é totalmente o oposto: a unidade e a falta de crítica são consideradas a fonte de todo fracasso e obstáculo a todo o progresso e à fertilização didática. …Quanto mais houver contradições e críticas entre as opiniões, mais se incrementará o conhecimento e a sabedoria, e os assuntos se tornarão mais apropriados à análise e esclarecimento…

Assim, evidentemente, toda a base do sucesso físico é a medida da unidade da sociedade, e a base para o sucesso da inteligência e do conhecimento é a separação e o desacordo entre eles.

Na sociedade humana comum, quanto mais paz e acordo, melhor, como entre boas crianças. Mas se quisermos crescer, esse crescimento só será possível se as contradições, a crítica mútua e os desentendimentos se intensificarem também e, ao mesmo tempo, “o amor cobre todas as transgressões”.

Nós temos que entender que argumentamos somente porque desejos maiores são revelados em nós, que nos impedem de se unir uns com os outros. Consequentemente, nós exigimos a unificação acima de todas as divergências.

Uma conexão ordinária é possível em uma família ou entre povos primitivos que existiram antes do rompimento babilônico. Na antiga babilônia, muitas nações costumavam viver como uma família e falavam uma única língua.

Mas, de repente, surgiu o egoísmo e os seus desejos começaram a se contradizer. Eles começaram a brigar, o que resultou na construção da Torre de Babel. Dois métodos para resolver esse problema surgiram desde então. O primeiro método foi proposto por Nimrod, que disse: “Vamos dividir e dispersar em diferentes direções, tanto quanto possível uns dos outros”.

Mais tarde, o egoísmo em nós cresceu ainda mais, cada grupo começou a lutar novamente, e nos dividimos ainda mais. Novas lutas levaram a novas separações. E assim chegamos ao mundo contemporâneo, onde todos vivem para si e não querem ver ninguém perto deles. Telefones celulares e computadores – isso é tudo o que precisamos. Queremos ser deixados sozinhos em nossas casas e não ser incomodados por ninguém.

Em breve, os alimentos serão entregues a nós por helicópteros, uma biomassa com qualquer gosto a pedido, por isso nem sequer precisamos sair de casa. Este é o método de Nimrod, que nasceu na antiga Babilônia e chegou a sua manifestação final nos dias de hoje.

Havia também o método de Abraão, que ensinava a se unir acima de todas essas divergências. Ou seja, as diferenças de opinião devem permanecer e quanto mais reveladas melhor, mais forte é a conexão que poderia ser construída.

Os seguidores de Abraão, que se chamavam o povo de Israel, conseguiram alcançar o pico da unidade chamada de construção do Primeiro Templo. Mas eles não foram capazes de mantê-la. Isso não foi possível desde então e eles tiveram que passar pela quebra e dispersarsão entre as nações do mundo, a fim de passar a elas a vontade de se unir.

De acordo com o método de Abraão, os desentendimentos permanecem, mas “o amor cobre todas as transgressões”. Assim, chegamos à verdadeira liberdade, quando estamos livres da regra do anjo da morte e nos elevamos acima dela. Especificamente devido ao egoísmo, nós nos unimos com os outros em um nível cada vez mais alto.

Graças à unificação acima dos desentendimentos, começamos a compreender, a sentir, a alcançar a diferença entre a escuridão e a luz, que nos dá a sensação da realidade espiritual, embora nós mesmos sejamos completamente corpóreos.

Essa é a essência do método de Abraão. Não há outros métodos, exceto estes dois: distância um do outro, de acordo com o método de Nimrod ou união acima das diferenças, de acordo com o método de Abraão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/17, “Educação para a Concessão”

Todas As Estradas Levam “À Casa De Abraão”

laitman_937Começando com o primeiro homem (Adão) e em diante por vinte gerações até que Abraão revelou a destruição, todo esse tempo a humanidade estava buscando conexão com a força superior e com o propósito da criação.

Foram necessárias vinte gerações desde o ponto de quebra que se manifestou no primeiro homem até a verdadeira revelação da força superior que Abraão realizou.

Abraão descobriu o método correto de trabalho que lhe permitiu revelar o Criador e também se realizar, tornando-se semelhante à força superior e aderindo-se a ela.

Pergunta: Em que ponto Abraão, uma pessoa comum, se torna o antepassado de Abraão?

Resposta: No momento em que começa a atingir o programa da criação, ele se transforma na base a partir da qual começa a nova fase de desenvolvimento em uma pessoa.

Uma pessoa estava procurando o propósito da criação e da sua vida, e encontrou alguns valores enganosos, o que é chamado de “ela estava criando ídolos e vendendo-os”. Ela procurou de que forma é possível avançar, pelo que vale a pena viver. No entanto, depois ela quebra todas as suas fantasias, um ídolo após o outro, porque entende que eles estão incorretos e para eles não vale a pena viver.

Ela segue em frente até encontrar o método correto, final e a forma de avanço, ou seja, já tem uma compreensão de seus fundamentos – uma inclinação ao bem e uma inclinação ao mal. Ela sabe como conectá-los na linha do meio e trazê-los à correção, à adesão com o Criador ao se unir, doar em prol da doação, e mais tarde recebendo por causa da doação.

Quando ele encontra esses fundamentos para seu trabalho espiritual, isso significa que ele revelou Abraão, o pai da nação (Av HaAm), em si mesmo. A partir deste momento, ele começa a construir uma nova forma espiritual em si mesmo.

Abraão é um símbolo do trabalho espiritual, uma força que é capaz de conduzir alguns dos desejos para fora do poder de Nimrod, fora do egoísmo. Todos os outros babilônios permanecem na Babilônia, e mais tarde teremos que corrigir todos esses desejos. Hoje, como no tempo de Abraão, a humanidade deve quebrar todos os falsos ídolos que criou para si, reduzir seu valor a pó e construir uma nova forma correta a partir deles.

O mundo está se movendo gradualmente para essa correção. Toda a história da humanidade desdobrou-se apenas por causa da correção final. As pessoas acham que os eventos ocorreram por acaso, mas isso não é assim. Os genes informativos, Reshimot, desenrolaram- se desta maneira desde o primeiro homem, Adão, em diante.

Os mesmos processos estão acontecendo dentro de cada pessoa, dentro do povo de Israel, que é “a casa de Abraão” em relação ao mundo inteiro, e em todo o mundo em geral. É como bonecas russas que são colocadas uma dentro da outra. A principal coisa é que há uma força superior que traz o bem.

O mal que se levanta contra ela também vem da mesma fonte e é criado para nos ensinar a distinguir entre o bem e o mal, entre a luz e a escuridão. Quando conseguirmos conectar essas duas formas opostas, precisamente entre elas descobriremos a nós mesmos e entraremos em contato com o Criador.

A linha do meio conecta o Criador acima com o homem abaixo. E as outras duas linhas, direita e esquerda, são necessárias apenas para construir a linha do meio, que é a conexão entre nós e a força superior.

Cada pessoa deve encontrar Abraão dentro de si, ou seja, o fundamento para o trabalho espiritual que lhe permite revelar o Criador e se aderir a Ele. Este é o propósito da criação. Da mesma forma, é necessário trazer o mundo inteiro, toda a humanidade, a tal conexão em um todo, de modo que esta força, esta ideia, una a todos.

Da Lição “Preparação para Pessach” 28/03/17

A Educação Determina O Destino De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanComentário do Facebook: Você continua dizendo que a educação é a resposta para todos os problemas do indivíduo e do mundo. Mas as pessoas têm dito isso há décadas, e apesar de muitas organizações que se dedicam à educação, a vida continua de acordo com suas próprias leis.

Resposta: A vida continua de acordo com as leis do egoísmo. E devemos agir para que ela flua de acordo com as leis do altruísmo: amor, doação e unidade. Ninguém faz isso e ninguém pode.

O único que conseguiu isso há 3.500 anos foi Abraão quando chamou todos aqueles que queriam superar a crise humanitária social universal que estourou na Babilônia. Ele fundou um grupo de pessoas que se juntou a ele e se agarrou a ele, e ele o chamou de Israel ou nação judaica.

Abraão tornou-se o primeiro pai do novo sistema de educação da unidade. Este grupo existe desde então há 3.500 anos, e não pode ser dividido ou desaparecer! Ele é contra todas as outras nações do mundo, os mesmos babilônios que se espalharam e se estabeleceram em todo o mundo, e todos sentem que há algo especial neles.

Tudo o que temos a fazer é começar a ensinar este método ao mundo inteiro porque o mundo já entende que não há outra escolha e que a coisa principal é a unidade, uma vez que, de outra forma, as pessoas se destruirão.

Pergunta: Você está se referindo a toda a nação judaica quando fala sobre um grupo que conhece esse método?

Resposta: Não, todos os judeus perderam este método, com exceção dos Cabalistas que o têm liderado e implementado de uma geração para a outra com base em sua própria experiência. Se eles liderarem esse sistema educativo e o supervisionarem, a humanidade alcançará seu bom fim. Ela alcançará a unidade completa.

Pergunta: Você acredita que as pessoas vão ouvir isso?

Resposta: Se não ouvirem, haverá várias guerras sérias que envolverão tais sofrimentos que elas terão que ouvir. Mas o sábio prevê esses sofrimentos à distância e não entra neles.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 13/03/17

O Que A Sabedoria Da Cabalá Diz Sobre Os Goyim (Não Judeus)?

Laitman_507_05Pergunta do Facebook: O que a sabedoria da Cabalá diz sobre os Goyim?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá, uma pessoa é considerada um judeu não de acordo com a nacionalidade, mas de acordo com o anseio de atingir verdadeiramente o Criador, ou seja, de acordo com o grau de equivalência com as características do Criador, o que significa de acordo com a aquisição da característica de doação. Se ela não tem um movimento interior como este, é chamada de “Goy”, ou seja, uma nação.

Aqueles habitantes da antiga Babilônia que sentiram um anseio como este e se reuniram em torno de Abraão, que lhes ensinou sobre a união e como alcançar o Criador através da união, começaram a ser chamados de “Goy Kadosh (nação santa)”, ou seja, um povo santo. Santo significa pessoas que operam de acordo com a doação e amor entre elas para alcançar o Criador.

Portanto, na palavra “Goy”, não há nada ruim ou pejorativo; ela simplesmente significa um povo. E Goy Kadosh são pessoas especiais que são naturalmente atraídas para alcançar o Criador. Isso é o que a sabedoria da Cabalá diz.

A religião não nos afeta de modo algum, é uma saída da sabedoria da Cabalá para o mundo físico, uma espécie de acompanhamento adicional ao nosso mundo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/17