Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Totalidade Não Reconhece Desvios

Pergunta: Na “Introdução ao Estudo das dez Sefirot”, Baal HaSulam diz que cada pessoa vai passar por estados espirituais. Será que isso se refere apenas as pessoas com um “ponto no coração” ou realmente a todas?

Resposta: Todo mundo deve chegar ao fim da correção, Gmar Tikkun, todos. A questão é: quando? Em que ordem? ? Depois de quem e diante de quem?

Ele diz: “.. Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior” “Porque a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações” Será que um certo desejo de receber permanecerá não corrigido? Será que a correção final geral e absoluta de Malchut de Ein Sof virá?

Toda a diferença está na nossa participação. Há aqueles que puxam toda a humanidade depois deles, metade ou um quarto dela … é o mesmo que aconteceu com Moisés durante o exílio do Egito que, de acordo com o conselho de Jetro, dividiu as pessoas em dezenas, centenas, milhares etc, a fim de encaminhá-las para correção. [Leia mais →]

O Sistema Depende De Cada Um

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item121: Por isso, ele diz que se um indivíduo realiza um mandamento, ou seja, após o arrependimento por temor, então falta-lhe apenas um mandamento, e “ Ele está feliz porque condenou a si mesmo e o mundo inteiro a uma escala de mérito”. Assim,  ele não só é recompensado, através de seu arrependimento por amor, ao sentenciar-se a uma escala de mérito, como diz o versículo, mas lhe é até concedido sentenciar o mundo inteiro a uma escala de mérito…

Mesmo depois de sentenciar o mundo inteiro a uma escala de mérito, a pessoa ainda não deve acreditar em si mesma até dia de sua morte. Se ela falhar numa única transgressão, ela perderá imediatamente todas as suas realizações maravilhosas, como está escrito, “Um só pecador destrói muitos bens”.

Observe isso sistematicamente. Na medida em que a pessoa assume fazer parte da doaçõa ao ansiar ser semelhante ao Criador, ela se eleva através dos degraus da escada espiritual e, portanto, torna-se parte ativa, eficaz e determinante do sistema.

De acordo com a medida do seu desejo de ser equivalente ao Criador, de acordo com seus Kelim (vasos), ela descobre que se tornou a parte mais importante do sistema, que se tornou um representante do Criador, como está escrito , “um reino de sacerdotes e uma nação santa”, no aspecto de Israel. Todo mundo depende dela e está sujeito a ela.

Cada um sente essa realização e não há contradição, porque estamos falando de um sistema em que cada alma tem Keter (coroa), Malchut (reino) e Sefirot próprias, que estão localizados entre doação e recepção. Assim, quando a pessoa adquire a importância do sistema, já que doa a todo o ambiente para agradar o Criador, então, continuamente, ela “se sentencia a uma escala de mérito”.

Ela faz isso em ocultação e em fases através de atos na solidão da doação. Então, ela começa a sentir o sistema integral e opera dentro dele em plenitude, de uma forma abrangente e geral. É assim que funciona.

Com cada oportunidade, ela sentencia não apenas a si mesma a uma escala de mérito, mas o mundo inteiro. Assim, no caso de uma queda, ela perde todas as suas “entradas” no sistema, todas as doações ativas do sistema e “perde em favor de muitos”.

Baal HaSulam descreve isso com o exemplo do palácio do rei. Ele se ergue na montanha que precisa ser escalada, mas, se cairmos com um novo desejo egoísta, um desejo não corrigido que só agora tornou-se revelado, então caímos da montanha e perdemos tudo o que alcançamos.

Anteriormente, esse desejo estava “funcionando”, mas agora o mal que estava escondido dentro dele se revela muito maior do que se sabia anteriormente e muito maior do que o bem que alcançamos por trabalhar em nós mesmos. Este desejo grande e mau nos lança para baixo, a fim de preparar o material para a ascensão ao próximo nível.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/12, “Introdução ao Estudo da Dez  Sefirot

Humanidade Como Um Sistema Integral

Dr. Michael LaitmanPodemos falar muito sobre a nossa interconexão, que em tempos recentes nos obriga a ter contacto uns com os outros ao nível emocional. Precisamos começar a nos conectar entre nós não apenas de acordo com as leis ecológicas, os processos de manufatura, o sistema bancário, a educação mútua e a saúde, mas pessoalmente. Correspondentemente, todas as nações precisam se comprometer com boas relações entre elas.

No processo de evolução da natureza, o desenvolvimento atravessou os níveis inanimado, vegetal e animal antes de atingir o nível do homem (humano). A civilização humana também se desenvolveu através das mesmas etapas, levando-nos ao ponto onde começamos a adquirir a imagem de um homem. Precisamente este estado é chamado Adão, Humano.

E aqui surge a questão: Como iremos alcançar isto? É impossível existir de outra forma uma vez que o nosso desenvolvimento adicional requer uma boa relação mútua, e sem ela, não seremos capazes de corrigir as leis da economia, indústria, e comércio. O mundo está num beco sem saída, confuso; não percebe o que fazer a seguir. As pessoas perderam todas as suas interconexões porque no nosso tempo é-nos exigida uma conexão sincera, emotiva, algo que nunca existiu entre nós.

Nós podíamos desprezar-nos uns aos outros, trocar bens ou colaborar como resultado do desespero na fabricação e comércio. Mas não era exigido de um indivíduo ou de um governo ter uma boa relação com o seu parceiro. Contudo, agora também nos são exigidos exercer esforços internos, psicológicos em relação a um estranho, e o nosso desenvolvimento consiste apenas nisso.

Podemos sentir que sem tais relações, não conseguimos existir correctamente, mesmo na nossa própria casa. Se eu partilho um apartamento com algumas pessoas, encontramos um jeito de nos dar bem enquanto que cada um tenha o seu próprio espaço. Mas agora mesmo, estamos tão dependentes uns dos outros – cada um com todos – que sem relações correctas entre nós, a nossa vida torna-se simplesmente horrível.

Por isso é necessário chegarmos a um acordo, e este acordo é chamado garantia mútua. Por outras palavras, as nossas relações precisam ser de tal forma que cada um sinta que a sua vida depende dos outros. É assim como os soldados da mesma unidade sabem que a sua vida depende de todos os outros, e se cada um deles não suportar e se preocupar com o resto, todos eles vão perder.

Tais sistemas de dependência mútua existem na natureza e na tecnologia: eles são chamados sistemas integrais ou analógicos. Dentro deles, todas as partes estão tão interconectadas que se qualquer peça falha, o mecanismo inteiro deixa de funcionar. Evidentemente, como a sociedade humana se desenvolveu, crescemos ao ponto de alcançar este tipo de ligação.

De KabTV, “Uma Nova Vida” Episódio 5, 2/1/12

Estágios De Ascenção Em Direção Ao Criador

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá descreve os estágios do desenvolvimento que devemos atravessar ao nos aproximarmos uns dos outros a fim de revelar a Força Superior. De acordo com as nossas aspirações em direção à união, ao anularmos nosso egoísmo, subirmos acima dele e nos unirmos, nós chegamos ao primeiro nível e sentimos esta força no nível de Nefesh (nível inanimado). Nós começamos a sentir que algo está entre nós, mas ainda não podemos compreendê-lo exatamente. Existem algumas sensações, mas que ainda não são definíveis ou determináveis.

Mais tarde, com um desejo mais forte pelo outro, nós chegamos a uma conexão mais forte e começamos a sentir como “penetrar” um pouco um no outro e sentir mais a conexão. A partir daí, emerge uma maior sensibilidade, a capacidade de sentir. E não apenas sentir, mas determinar e compreender como fazê-lo. Assim, surge a sensação no nível de Ruach, o nível do movimento. De acordo com o nosso movimento em direção ao outro, nós podemos entrar em contato com esta força em diferentes níveis de esforço, mais ou menos de acordo com as nuances de nossos encontros. Nossos movimentos e a compreensão desta força superior acontecem em algum tipo de diálogo: em nosso esforço e na sua resposta, a reação da força superior.

Nós avançamos no sentido de estabelecer uma harmonia ainda maior entre nós e de começar a sentir como nos conectar, mas também para dar e receber do outro. Assim, nós chegamos à sensação da força superior e nos comunicamos com ela doando ou recebendo dela. Este nível é chamado de Neshama, o nível de Bina, um nível extremamente elevado.

Então, nós chegamos a uma percepção mais profunda da interação entre nós: qual o caminho a trabalhar, recebendo do outro ou dando ao outro através de si mesmo. Ao dar aos outros através de si mesmo, nós alcançamos o nível da Luz de Hochma ou Haya.

Finalmente, nós chegamos ao estado em que sentimos todos como um todo. Não há diferenças, comunicação, transições e transmissão, mas tudo se funde numa gota de água e, em seguida, toda a separação desaparece totalmente. Nós chegamos ao nível de Yechida (da palavra “união”): a união completa entre nós e a força superior.

Esses cinco níveis somente são alcançados conforme a conexão entre nós; quando o nosso egoísmo pessoal, o protecionismo e tudo que é pessoal forem removidos, a pessoa sobe e vive apenas em comum.

Para desenvolver esta possibilidade, tal instrumento de percepção, nós nos reunimos num grupo durante os congressos, em todas as nossas ações, e gradualmente desenvolvemos isso dentro de nós mesmos.

A nossa época é especial, porque nos obriga e nos move em direção a isso, e não só nós, mas toda a humanidade é movida em direção aos estágios iniciais, quando a pessoa ainda não entende o que significa “desenvolver sentimentos, unir e se conectar com os  outros”.

É preciso muitos passos antes que a pessoa descubra: “Por que tudo isso? Eu tenho isso?”. Ela age automaticamente ao olhar para os outros. E só mais tarde, algo começa gradualmente a “se mover” dentro, como se rompesse de dentro. Ela começa a sentir algo mais, algo novo e totalmente desconhecido surge lá, como uma entrada para uma área absolutamente nova, que estava completamente oculta antes.

E o mundo nos ajuda com isso hoje, ao permanecer num estado totalmente incompreensível e confuso. Todas as pessoas no mundo, de jovens a idosos, pobres e ricos, fortes e fracos, ninguém sabe onde está. Todo mundo está procurando, mas não sabe onde. Eles agem mecanicamente tentando viver a vida que costumavam ter, mas ela não está mais lá.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição # 1

Montando o Mosaico do Criador

Como resultado da quebra, a única, a alma geral foi dividida em um grande número de almas. Cada pedaço da alma geral é chamada de Adão (homem, humano) e se sente separada das outras peças. Estas peças sentem que elas querem receber já no presente, sua natureza, que é o desejo de receber.

Seus desejos de receber constituiem o mesmo HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey) só que agora ela está quebrada em fragmentos. Assim, neste HaVaYaH há 4 partes: os níveis inanimado, vegetativo, animado, e falante. Estas partes sentem que elas existem harmoniosamente. Esta é a forma do desejo que tem influência sobre elas após a ruptura. É assim que elas se sentem.

Se o desejo se elevasse ao alto, então o sentimento de existência de cada um dos níveis inanimado, vegetativo, animado desapareceriam. O mundo inanimado desapareceria e seria sentido como parte do desejo, da força, que tem a intenção de usar esse desejo. Esta é a verdadeira forma de existência, não a existência anterior do nível inanimado.

Quando essas partes da alma geral do Adão chegam ao ponto mais baixo, estilhaçado, em seguida, cada parte parece que apenas existe, sem qualquer intenção. Tudo desaparece, é perdido. Não há Masach (tela), nem Tzimtzum (restrição). Não há nada que esteja acima do desejo. Tudo existe dentro dele. E quando a percepção está dentro do desejo, o desejo sente-se como nós sentimos essa realidade diante de nós.

Então, o que devemos fazer? Em suma, precisamos de novo anexar estas peças uma a outra e mudar a sua intenção. Nós não sabemos a onde cada parte pertence, com quem ela precisa se ​​conectar, de que maneira, ou como todas as partes precisam estar conectadas, pois para cada uma delas há um número infinito de possibilidades para se conectar com as outras, e todas estas ligações possíveis devem ser realizadas e transportadas para fora.

Além disso, cada peça é ligada ao resto das peças como uma imagem holográfica uma vez que não há nenhuma parte, mesmo a mais pequena, que não é composta do HaVaYaH e não será ligada através do seu HaVaYaH com o resto do do HaVaYaH. É realmente assim.

Assim, não precisamos de nada além de trazer todas as partes da criação paramais perto e fazer a ligação entre elas. Os cabalistas dizem que você não precisa se ​​preocupar com a junção do lobo com a ovelha, ou da pedra com a flor. Você só precisa se ​​preocupar com a unidade em um nível superior, no nível do discurso, uma vez que consiste em todos os outros níveis que estão abaixo dele, como uma pirâmide.

Você pode fazer uma correção, se você mudar a sua intenção com a ajuda de a Luz que Reforma. Estar no nível superior, uma vez que é só lá que você pode executar uma correção. Uma correcção é efetuada quando há uma mudança de intenção. O resto dos níveis perderam a intenção que eles tinham antes da ruptura. E antes da quebra, eles estavam conectados com o nível de Adão, mas depois eles foram cortados a partir dele.

Adão, em sua forma verdadeira e corrigida, incluí nele todos os níveis inanimado, vegetativo, e animado, que “caíram” como resultado da quebra. Se o homem fosse capaz de corrigir-se, naturalmente, os outros níveis também se juntariam a ele pois esta é a estrutura. Também no estado atual (estilhaçado), uma conexão entre todos existe, mas essa conexão não é boa.

Você traz a Luz que Reforma para o nível superior, e junta a ela todos os níveis que se conectam com. Então, é apenas o homem que precisa ser corrigido, e o resto dos níveis serão corrigidos por si próprios.

Como é possível corrigir o homem? Apenas em seu anseio pela unidade. E a ligação é realizada ao nível do homem. Mas o que acontece com todos os outros níveis? O homem vive entre todo o resto dos níveis da natureza e ele precisa se ​​relacionar com eles de maneira correta e equilibrada, como os comandos da Torá.

Ele deve usar o mundo na medida do necessário para a vida, em prol da defesa e corrigir toda a criação. Esta seria a atitude correta.

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Da 2 ª parte da Lição Diária da Cabala 20/2/12, O Zohar

Material Relacionado:

O Circuito Eletrônico Da Alma Coletiva

 

 

Nosso Bebê

Dr. Michael LaitmanDurante a última Convenção no deserto de Arava, nós já atingimos o ponto de união que está acima de nós. Ele ainda é obscuro em nossa percepção; no entanto, ele é o nosso “bebê” comum Agora, nós precisamos elevar nosso cuidado e preocupação com ele, com a união, a um novo nível.

Até agora, nós temos apenas uma gota; nós estamos revelando rejeição, névoa e confusão, e precisamos usar essas coisas para trabalhar a fim de elevar o nosso bebê. Como o amor não surge do nada, ele é formado como resultado ódio.

O congresso passou, tudo aparentemente se recolheu para o passado, e os problemas atuais começaram a nos distrair e desorientar. Enquanto isso, nós precisamos converter tudo essa confusão em lucidez. Cada um precisa combater as forças de separação que agem dentro de si, a fim de atingir o ponto central de todos os grupos – o Congresso que unirá todos nós.

Através do ódio, da rejeição, do distanciamento e da indiferença nós vamos subir acima do ponto de união anterior, até o próximo nível. Então, vamos sentir nossa união como certa construção. O ponto vai adquirir volume. Afinal de contas, a diferença entre uma gota de sêmen e um feto é determinada pelo nosso cuidado, nosso “poder de resolução”. Este só é aumentado com a adição de mais “material”, isto é, mais desejo egoísta, ódio, e assim por diante. Se pudermos anexar tais aspectos negativos ao nosso ponto de união, seremos capazes de ver um embrião, ou talvez até mesmo um bebê nele.

Nós estamos falando do tipo de alma que nós adquirimos, sentindo assim o mundo espiritual através dela. Mesmo o “embrião” já é uma medida de inclusão. É um sentimento que determina corretamente toda nossa postura em relação ao material e o espiritual, e que nos orienta corretamente em relação a tudo que acontece em nosso mundo. Isto é o que nós precisamos alcançar agora.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/03/12, Escritos do Rabash

Empurrando-nos Através Da Machsom

Dr. Michael LaitmanNós precisamos nos reunir e criar uma tensão séria e verdadeira entre nós, para que, como numa explosão nuclear, a pressão possa gerar a Luz que está oculta dentro dela. É a pressão interna que vai revela-la.

Além disso, nós simplesmente devemos fazer isso; em todas as convenções nós vamos manter isso até o verão, passar por certos estados. Caso contrário, nós e o mundo inteiro vamos nos encontrar sob outra Providência que é totalmente indesejável. Nós definitivamente precisamos disso! Não é só para nós, mas para todos, para todo o mundo.

Agora, o ambiente e a situação são propícios para isso, mas isso pode mudar no futuro. Por isso, eu estou com muita pressa e estou apressando todos.

Eu espero que levemos isso a sério! Eu estou muito feliz que os grupos de todo o mundo entendam isso e sintam que nosso ponto de nascimento está próximo, e que temos que passar por ele! Nós temos que conseguir atravessar a Machsom (barreira)! Nós já estamos lá, mas no outro lado.

Depois De Oito Anos…

Dr. Michael LaitmanOito anos atrás, na convenção em Sitrin, todos gritavam: “Vamos romper a Machsom (barreira)!”. Eu ficava quieto porque não havia nenhum propósito em dizer qualquer coisa ou objetar. O que significa “romper”? Será que nós, usando o nosso ego, romperíamos a Machsom espiritual?

Aos poucos nós começamos a entender que só é possível transcender a Machsom através da conexão entre nós, ao reprimir o ego e elevando o atributo de doação, de conexão mútua, acima do nosso ego, e, em seguida, criando algo que é externo a nós, externo ao nosso “eu” egoísta.

Esta é a única forma do vaso coletivo ser criado, porque ele só pode existir como um vaso coletivo e não como o vaso individual de cada um! Gradualmente, os pensamentos e desejos foram se formando em nós. Afinal, é um longo caminho! Olhem o que nós passamos desde então! É uma revolução espiritual interna dentro da pessoa!

Nós começamos a falar sobre isso e a vencer o ego desde o início da crise, porque o ego foi revelado no mundo como uma força negativa. Desde então, temos nos aproximado do ponto da nossa conexão, o ponto de nossa adesão, no qual realmente nos encontramos como renascidos no mundo superior, na próxima fase da conquista da natureza.

A Esperança Da Convenção Europeia

Dr. Michael LaitmanA próxima convenção Europeia é uma grande esperança para a conexão e para conseguirmos perceber a revelação do Criador na conexão entre nós, a revelação do mundo espiritual. Primeiro, a Luz que Reforma, que age em nós, vai nos conectar e nós sentiremos a adesão entre nós, que alcançamos a fim de trazer contentamento ao Criador. Em seguida, de acordo com a equivalência de forma, ela vai ser revelada em nós e vamos sentir que “Israel (aqueles que anseiam pela Torá), a Torá (a Luz que Reforma), e o Criador são um”.

Ansiamos pela união de todas as almas em uma só alma que é preenchida com a Luz superior, para senti-la, descobri-la e viver nela, primeiro por nós mesmos, porque nós já temos o desejo por ela, e depois para ajudar o mundo inteiro a alcançá-la. No final, tudo que é revelado em nosso mundo, todo o sofrimento, crises e problemas, nada mais são do que as forças que aceleram o desenvolvimento da humanidade em direção a este estado perfeito.

Portanto, quando ansiamos por este estado perfeito, queremos alcançar dois objetivos: o amor do Criador e amor da humanidade. Nós queremos dar todo o bem que nós conseguimos com nosso trabalho e nossa realização, tanto para a humanidade quanto para o Criador. Afinal, estamos no meio deles, como o terço médio de Tiferet que não tem nada e não quer nada para si (Hafetz Hessed). Nós só gostamos de dar prazer à humanidade e, através dela, através de toda a alma geral, ao Criador.

Este é o vaso que temos de preparar. Este é o estado que temos de alcançar. Portanto, ao ler O Zohar, nós queremos nos aproximar deste estado. Vamos pensar nisso!

Se a pessoa imagina o próximo estado que quer chegar, isso já é uma oração. Afinal, eu não sei onde o Criador está, como fazer uma solicitação a Ele (MAN), por quem ela passa, o que este MAN realmente é, ou o que quer que seja. O mesmo ocorre em nossas vidas: se queremos algo, nós imaginamos que já temos e ansiamos por este retrato imaginário onde estamos no estado desejado.

Eles dizem que se você quer ser magro, não faça dieta, não ouça todos os tipos de conselhos, e não tome pílulas de dieta e exercícios, etc., nada vai ajudar. Apenas pense constantemente que você já está magro. Então, você vai ver que você não sente mais fome e você vai realmente perder peso.

É realmente assim, e é o mesmo com tudo: você deve imaginar que já está no estado futuro e você vai realmente avançar em direção a ele. O anseio que visa à meta o levará até lá.

É o mesmo conosco. Então, vamos imaginar que estamos realmente no bom estado. Não há necessidade de evocar quaisquer deficiências, problemas e preocupações, mas apenas ansiar por esse estado pleno, e tentar dar o máximo que pudermos para ajudar a nós mesmos a realmente chegar a isso.

Da 2ª parte da Liçao Diária de Cabalá 19/03/12, O Zohar

Inclusão Na Mente Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a capacidade de “sentir o mundo através de todos”?

Resposta: Se eu estou incluído nos outros, se eu sinto o que eles sentem e penso o que eles pensam, então, obviamente, eu possuo capacidades muitas vezes maiores do que uma pessoa comum. Eu sou muito mais amplo, sou capaz de incluir muito mais coisas dentro de mim. Afinal, a nossa percepção de qualquer fenômeno depende do número de parâmetros que somos capazes de apreender, da resolução da nossa visão.

O número de parâmetros depende da quantidade de coisas opostas que estão incluídas em mim. Devido ao contraste entre elas, eu distingo as partes individuais e posso construir a partir delas, como blocos de construção, muitas opções. Ao mesmo tempo, compreendo que estas construções são compostas de como elas diferem umas das outras.

E se os sentimentos e a razão que recebo dos outros são absorvidos por mim, eu me torno dono de qualidades diferentes e opostas. Então, eu percebo o mundo de uma forma mais multifacetada e, em relação à percepção planar anterior, esta parece ser uma entrada numa nova dimensão.

Psicologicamente, esta é uma percepção completamente nova, um mundo novo. Através dela eu supero as limitações do corpo, associado com as categorias de tempo, movimento e espaço, já que estou incluído na humanidade. Eu adquiro seus sentimentos compartilhados, suas atuações mentais – os dados que vem da natureza.

Eu recebo a oportunidade de alcançar o sentimento e a mente inerente à natureza, que existem dentro dela como minha raiz. Todo o desenvolvimento no mundo vem disto. Neste desenvolvimento, eu vejo que volto para esse lugar, para esta raiz do sentimento e da mente dentro da natureza, de onde toda a cadeia da criação evoluiu: o inanimado, vegetal, animal e eu – o ser humano que alcança a raiz e, assim, completa o círculo de desenvolvimento.

Eu quero enfatizar que não é por acaso que a natureza está nos empurrando para um estado de garantia mútua, de modo que literalmente perderemos nossas qualidades individuais. Na verdade, nós não as perdemos, mas apenas nos elevamos acima delas porque elas são corporais, pertencentes ao nível animal.

Cada aspecto indivídual dentro de mim diz respeito a cuidar do corpo para que ele sobreviva da melhor maneira possível ao tempo que lhe é disponível. Mas o desenvolvimento consiste em nos elevarmos acima da preocupação com o corpo, a uma preocupação comum. Essa preocupação comum nos propicia qualidades completamente diferentes, não as corporais. Graças a elas, eu revelo o programa e o propósito da criação, a intenção da natureza na qual um único elemento não se desenvolve por acaso – tudo avança de acordo com um programa. E eu posso alcançar e compreender este programa.

Assim que eu me dirijo para uma visão integral, conectando-me com outras pessoas, eu imediatamente começo a entender esta visão integral, troco meus “óculos” por óculos redondos e integrais. Eu vejo a totalidade da natureza e não recebo dela apenas um canal estreito relacionado ao meu próprio corpo, do que quer que me traga benefício ou dano: alimentação, sono, entretenimento, e assim por diante. Não, eu não vivo por isso! Eu vivo num nível independente do meu corpo e já olho para a natureza que está acima de dos corpos. É como se eu não estivesse mais dentro de um corpo: eu julgo, verifico e controlo a partir da mente e do sentimento humano universal. Esta fase diferente fundamentalmente da atual.

Agora, eu sou apenas um animal avançado, dentro de certos limites, e não está claro se este avanço está numa boa ou uma má direção. Mas, devido à inclusão na mente global, eu atinjo uma nova dimensão. Eu mudo qualitativamente a minha percepção do mundo em que me encontro. Ela se torna verdadeira, já que eu não vejo o mundo através de uma estreita fenda egoísta, atraindo para mim o que é benéfico e afastando o que é prejudicial; pelo contrário, eu literalmente saio dela e vivo no mundo. Lá, a percepção é completamente diferente, não através de uma peneira egoísta, através da qual vejo somente o que é útil ou prejudicial para mim, mas completamente independente de mim. Isto é o que significa a nova dimensão inerente ao homem.

Então, eu realmente revelo a mente e o sentimento que existe lá, no interior do estado brilhante fora do meu corpo, por trás da parede com uma fenda estreita, através da qual eu espreito. Eu entendo todo o processo e finalidade da criação.

Nossa pesquisa mostra que isso é realmente assim, que isso é algo indescritível e imperceptível para nós. Mas nós já estamos começando a perceber que, evidentemente, este nível existe. Ele pode ser comparado à matéria escura: ele existe, mas nós não percebemos, mesmo que componha 90% de toda a matéria no Universo.

Da mesma forma, nós ainda não conseguimos revelar o sentimento e a mente comum que existem no Universo. No entanto, cientistas que estudam o cosmos falam da presença de um forte sentimento e mente lá, como sons que não podemos captar, ouvindo apenas algum tipo de ruído. Nós não podemos revelar esses fenômenos porque pertencem a uma dimensão acima de nós.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 3, 29/12/11