“Convenção De Istambul – Israel Deve Fazer Suas Próprias Regras” (Times Of Israel)

Michael Laitman, no The Times of Israel: “Convenção De Istambul – Israel Deve Fazer Suas Próprias Regras

A Convenção de Istambul é um tratado de direitos humanos que foi elaborado pelo Conselho da Europa e foi aberto para assinatura em 11 de maio de 2011, em Istambul, Turquia. O tratado visa prevenir a violência, proteger as vítimas e acabar com a impunidade dos perpetradores. O tratado baseia-se na premissa de que o combate à violência doméstica requer cooperação internacional. Recentemente, tem havido vozes no governo israelense pedindo que Israel se junte ao tratado. Se Israel fizer isso, obrigará Israel a fazer regras que atendam aos requisitos do Conselho da Europa.

Talvez o tratado seja de fato uma tentativa sincera de lidar com a escalada da violência em todo o mundo, mas Israel deve decidir suas próprias regras. Não devemos adotar culturas ou regras que não pertençam a Israel, mas nos comportar da maneira que um Estado judeu deve se comportar em todos os aspectos de sua vida, inclusive quando se trata de violência de qualquer tipo: desde violência doméstica até migrantes abusados ​​​​e a qualquer outra forma de maus-tratos.

O povo de Israel recebeu regras moralmente justas há milhares de anos, que se tornaram a base da ética ocidental. No entanto, quando nossos sábios as estabeleceram, elas eram baseados na profunda compreensão de nossos ancestrais sobre a natureza humana e seus caprichos e disposições. Quando outras culturas adotaram a lei judaica, a distorceram a ponto das regras se tornarem irreconhecíveis e, pior, sem valor.

O resultado é que essa ética não funciona. Apesar de todas as regras e regulamentos pelos quais o mundo tentou conter a violência e tornar as pessoas mais humanas umas com as outras, aconteceu o oposto. Tornamo-nos mais violentos, injustos e abusivos.

Portanto, para entender como lidar com a natureza humana e prevenir abusos, não devemos olhar para fora, mas para o nosso próprio passado. Nossos sábios nos ensinam como reinar sobre a natureza humana com sucesso. Eles nos dizem que não devemos suprimir nenhum traço ou tentar erradicá-lo, mas apenas usá-lo para o bem comum. Dessa forma, nos tornamos mestres de nossos impulsos, em vez de deixá-los nos levar ao mal.

As regras sociais de nossos ancestrais nos ensinam a superar nosso ego e nos tornarmos atenciosos. Eles nos ajudam a transformar indivíduos que se sentem separados dos outros em pessoas que sentem profunda simpatia e empatia por cada ser criado. As pessoas que foram transformadas dessa maneira não machucarão uma alma.

É por isso que manter nossas características únicas é imperativo. E a característica mais singular que devemos preservar, valorizar e nutrir é a regra: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Esta deve ser a lei suprema a que tudo e todos aspiram. Deve ser o farol que mostra a toda a humanidade o caminho para a segurança.

A lei de amar os outros como a nós mesmos é o único tratado de que a humanidade precisará. Pertence a todas as religiões, todos os sistemas de crenças, todas as fés, doutrinas e ideologias. É a base de qualquer relacionamento e o alicerce de toda sociedade sustentável e próspera.

Esta deve ser a lei que o Estado de Israel abraça, e nisso devemos ser um exemplo para o mundo. Se conseguirmos isso, o mundo inteiro estará convencido de que não são necessários outros tratados além de amar o próximo como a nós mesmos, e que realizá-lo não é apenas o ideal, mas uma aspiração alcançável.

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