“Coração De Avô” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Coração De Avô

Quando me tornei avô e vi meu neto pela primeira vez, meu coração se encheu de amor. Eu o segurei em meus braços, queria brincar com ele, fazer algo por ele para fazê-lo se sentir bem. Eu nunca havia experimentado tal emoção antes.

O amor é a razão de estarmos aqui neste mundo; é a razão pela qual o mundo foi criado. No entanto, ao contrário do amor natural, como o amor instintivo de um avô por um neto, entre estranhos, existe resistência natural, alienação e inimizade, em vez de amor.

Porém, a vida se forma justamente pela superação dessas emoções. Todo ser vivo evolui superando resistências e adversidades. Esses “obstáculos” criam a necessidade de crescimento e desenvolvimento. Se não fosse pelas dificuldades e resistência, não haveria evolução e os humanos nunca teriam existido.

Sentimentos de separação dos outros, alienação e inimizade, portanto, não são emoções negativas; são alavancas de crescimento. Nós os vemos como negativos quando não queremos nos elevar acima deles e crescer. Se, em vez de rejeitá-los e temê-los, os vermos como oportunidades para crescer e nos desenvolver, nós os receberemos e nos beneficiaremos tremendamente. Além disso, ao nos elevarmos acima deles, criaríamos um vínculo maior e mais estreito do que aquele que tínhamos antes do aparecimento desses “obstáculos”

Por exemplo, pense na complexidade de uma criatura unicelular em comparação com a complexidade do corpo humano. São incomparáveis. A razão para a criação de um sistema tão complexo como o corpo humano são precisamente os obstáculos que todos os níveis de complexidade encontraram antes de virem a formar um organismo humano. De certo modo, portanto, “devemos” nossas vidas, nossa existência, ao ódio e à separação que surgiram nos níveis anteriores aos nossos.

Isso deve nos ensinar que não podemos evitar nosso dever de enfrentar o ódio que está sendo revelado entre nós hoje. O ódio não aparece por nenhuma outra razão que não seja para promover evolução e maior união. Se evitarmos enfrentar nossa resistência e nos unirmos acima do novo e mais forte nível de ódio, iremos dificultar a evolução de nossa própria espécie e pagaremos caro por isso.

Nossa atitude em relação às crises sociais que assolam nosso planeta não deve ser tão natural como entre a família, mas sim consciente e intencional. Devemos reconhecer que não nos sentimos como uma família, usar as relações familiares como exemplo para lutar e tentar, juntos, estabelecer tais relações entre nós.

A palavra-chave aqui é “juntos”. A superação da alienação mútua deve ser um esforço mútuo do qual todas as partes da população participem. Do contrário, uma parte explorará a outra e todo o feito cairá como um baralho de cartas. Devemos instalar a consciência de como é fundamental formarmos uma união acima de nossa separação até que nos sintamos verdadeiramente como uma família. Hoje, nossas vidas e as vidas de nossos entes queridos dependem disso.

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