“O Que Realmente Torna A Vida Preciosa” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “O Que Realmente Torna A Vida Preciosa

Recentemente, muitas análises surgiram mostrando o excesso de mortalidade que a Covid-19 causou. Mesmo com a existência de vacinas, o vírus continua se espalhando e, em muitos países, ceifa centenas e até milhares de vidas todos os dias. Essa triste realidade levou alguns alunos a me perguntar sobre o sentido da vida e da morte.

Se quisermos dar sentido às nossas vidas, devemos gastá-lo conectando-nos com outras pessoas – não para usá-las, mas para cuidar delas. É isso que torna a vida preciosa.

Na verdade, tratamos a vida como algo muito importante, e por um bom motivo, mas com a condição de agirmos sobre esse motivo. Se passarmos por nossas vidas apenas passando o tempo, tudo o que obteremos serão os poucos gramas de dor que acumulamos. No entanto, se o usarmos para aproveitar ao máximo a oportunidade que recebemos de nos aproximar, ou mesmo alcançar o reino espiritual da vida, ou seja, para nos conectarmos com outras pessoas a ponto de as sentirmos em nossos corações, então a vida é preciosa.

Inerentemente, sentimos que não devemos nada a ninguém e que devemos apenas agradar a nós mesmos. No entanto, não percebemos que este é apenas o nosso ponto de partida na vida. Se terminarmos a vida no mesmo ponto em que começamos, perderemos nossa chance de progredir. De pensar em nada além de nós mesmos, devemos passar nossas vidas tentando nos expandir e nos conectar com os outros, para desenvolver o cuidado pelos outros. Ao fazer isso, nos tornamos semelhantes à conectividade que permeia toda a natureza e nossa consciência se expande proporcionalmente.

Um bebê recém-nascido nada sabe sobre seu ambiente, exceto a existência de sua própria mãe, e mesmo essa consciência diz respeito apenas aos lados dela que se relacionam com o bebê. Conforme o bebê cresce, ele começa a perceber que existem outras coisas e pessoas ao redor e começa a se comunicar com elas.

O mesmo processo deve acontecer internamente. Devemos evoluir de conhecer e sentir apenas a nós mesmos para conhecer e sentir todo o nosso ambiente – pessoas, animais e objetos. Isso só pode acontecer se nos preocupamos com eles. Se buscarmos usá-los apenas para agradar a nós mesmos, saberemos sobre eles tanto quanto o recém-nascido sabe sobre sua mãe. Que pena é morrer sem ter aprendido mais sobre a realidade em que vivemos.

Se quisermos dar sentido às nossas vidas, devemos gastá-la conectando-nos com outras pessoas – não para usá-las, mas para cuidar delas. É isso que torna a vida preciosa.

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