“A Pandemia Desmascarou O Último Desejo Da Humanidade” (Thrive Global)

Thrive Global publicou meu novo artigo: “A Pandemia Desmascarou O Último Desejo Da Humanidade

Se tivermos sempre em mente que nosso bom futuro depende de nossos relacionamentos baseados no cuidado mútuo e na solidariedade, teremos um ano novo frutífero e feliz, cheio de emoções positivas, revelações significativas e experiências de aprendizagem.

Pessoa usando máscara protetora contra Covid-19. Rennes the 2020-09-19. Personne portant un masque de protection contre le Covid-19. Rennes le 2020-09-19.NO USE FRANCE

Quando um novo ano começa, as pessoas estão ansiosas para deixar para trás as memórias da pandemia, mas o vírus é implacável. Mesmo quando milhões de vacinas contra a Covid-19 já foram administradas na América e em todo o mundo, algumas medidas preventivas, como o uso de máscara, devem permanecer por algum tempo, de acordo com autoridades de saúde. Como uma sociedade coberta por uma máscara afetará nossas interações pessoais, especialmente dentro da geração mais jovem? Logo descobriremos que a confiança e a proximidade não serão condicionadas pelo uso de máscaras ou pela falta de uso delas. O progresso em todos os níveis dependerá de boas conexões com os outros, de nosso desejo interno de construir relações significativas.

O uso de máscaras para evitar a propagação da Covid-19 transformou a mentalidade das pessoas em todo o mundo. Com exceção de alguns países asiáticos já acostumados a usar máscaras faciais para prevenir o contágio de doenças infecciosas, a medida despertou polêmica nos Estados Unidos e em outros países onde as pessoas foram orientadas a se acostumar a usar máscaras como o “novo normal”. Depois de um ano cobrindo parcialmente nossos rostos devido à pandemia, uma nova pesquisa de especialistas europeus e norte-americanos revelou que isso complica a interação social entre as pessoas, uma vez que perturba a “leitura de emoção da expressão facial”.

Os resultados do estudo indicaram que estados emocionais como felicidade, tristeza e raiva foram interpretados erroneamente como neutros. E as pessoas enojadas eram mal interpretadas como zangadas. Essas descobertas não pretendiam questionar o uso de máscaras ou não, mas avaliar seu impacto psicológico nas interações humanas. As pessoas lentamente começarão a perceber o que aconteceu com elas durante esse período desde o aparecimento do vírus, conforme as mudanças se desenrolaram e por que o mundo passou por uma transformação tão dramática.

O que deve ser feito para seguir em frente? Nosso progresso não será condicionado pelo uso de máscaras ou pelo distanciamento social. Dependerá de nossa capacidade de perceber que a pandemia está ativando nosso maior desejo: nossa necessidade de nos conectarmos com os outros à medida que nosso mundo se revela cada vez mais interdependente.

Como animais sociais, nosso anseio por relações mais profundas e próximas com os outros se tornou mais visível, autêntico e qualitativo. O que o vírus nos ensinou da maneira mais difícil? Ele nos mostra que devíamos manter distância entre nós, visto que não nos conhecíamos bem, não podíamos viver juntos em fraternidade e relações positivas. Portanto, não seremos capazes de nos aproximar novamente até que internalizemos esse princípio e mudemos a direção rumo a uma sociedade mais equilibrada.

Quem é mais afetado pela falta de interação social? Sem dúvida, a geração mais jovem. Alguns de nós podem ter esquecido o que significa ser jovem, o primeiro beijo e abraço. Portanto, é difícil para nós entender o que a juventude de hoje experimenta agora. Eles sentem duras restrições por dentro, discordam de quem quer pará-los e limitá-los, até amaldiçoam a força suprema, a natureza, por trazer tal situação para o planeta. Eles estão dispostos a se livrar de qualquer coisa em seu caminho, independentemente das consequências, apenas para viver o momento em sua plenitude.

A natureza sabe como nos consertar. Do ponto de vista sociológico, poderia ter sido um golpe muito mais violento. Imagine um mundo onde a conexão humana não existisse, em que nosso contato entre parentes, casais, filhos e pais desaparecesse completamente. Uma espécie de desconexão total em que não conseguiríamos respirar, nos sentiríamos desamparados, sozinhos, vazios. Por mais doloroso que seja permanecer distantes uns dos outros, a pandemia ainda está nos dando a oportunidade de mudar, conduzindo-nos na direção certa.

Então, como podemos não perder a esperança após um ano de pandemia? É possível por meio de nossos pensamentos positivos em relação à conexão. Se tivermos sempre presente que o nosso bom futuro depende de relações baseadas no cuidado mútuo e na solidariedade, viveremos um ano novo frutífero e feliz, repleto de emoções positivas, revelações propositivas e experiências de aprendizagem. Saberemos viver bem, encurtando a distância entre nós, conectando nossos corações.

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