“A Força Mais Forte De Todas” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “A Força Mais Forte De Todas

Nos relacionamentos, no trabalho, na sociedade, no país, no mundo, nos relacionamentos de todos os tipos e em qualquer nível, pode-se ver poder, exploração e controle. De onde vem isso e como podemos lidar melhor com esses impulsos destrutivos?

O material de que somos feitos é o desejo de desfrutar. É por isso que constantemente estabelecemos normas que definem uma ativação excessiva de nosso desejo de receber às custas dos outros como algo forte e inválido. Ao contrário dos animais que agem por instinto, a natureza deu aos seres humanos a liberdade de escolha para determinar como tratam os outros dentro da sociedade.

A educação que recebemos, o ambiente que nos rodeia, nossos atributos individuais e as circunstâncias em que vivemos formam um relato abrangente que determina quando exercemos poder em relação aos outros, de que forma e quanto permitimos que nosso egoísmo atue para controlar os outros a fim de atingir nossos objetivos.

Também há lutas na natureza, mas apenas nos humanos existe o egoísmo, um mau instinto. Nenhum animal quer prejudicar outro animal ou gosta de controlar e abusar de outro. Os seres humanos, por outro lado, não têm fronteiras, não têm limites. Conforme o egoísmo se desenvolve, queremos engolir o mundo inteiro e subjugar todos que estão abaixo de nós. Não basta termos tudo o que queremos à nossa disposição; diferimos dos animais em nosso desejo de controle.

Se pudéssemos reconhecer o material de que somos feitos, descobriríamos que nunca vemos a pessoa à nossa frente como tal, mas apenas como um objeto de nosso domínio que poderia ser usado em nosso benefício. Há sempre uma comunicação inconsciente entre nós sobre o quanto eu posso dominar você e vice-versa e o quanto posso desfrutar o que recebo de você. Nossas vidas giram em torno de tais medidas e cálculos com todos e cada um de todas as maneiras possíveis.

Mas, finalmente, descobriremos que não importa o quanto tentemos nos dobrar, não alcançamos uma satisfação duradoura. Talvez, por um momento, aparentemente ganhemos algo como resultado de explorar alguém em nosso proveito, mas nessas circunstâncias nunca ficamos relaxados, nem experimentamos o potencial de uma boa vida que a natureza nos deu para realizar.

Nossa época marca um ponto de transição único e altamente significativo, testemunhamos nosso desenvolvimento egoísta chegando a um beco sem saída, sentimos cada vez mais dificuldade de nos satisfazermos com buscas egoístas, o que dá origem a uma infinidade de atitudes negativas na sociedade. As pessoas descontam cada vez mais a sua insatisfação umas nas outras, o que leva a uma polarização e ao ódio crescentes em toda a sociedade.

O estado inquietante de hoje aponta, portanto, o caminho para a necessidade de extrairmos uma força positiva e equilibrada oposta, a fim de criarmos boas relações entre nós e com a natureza. É a força do amor, a mais forte de todas. Se abrirmos a capacidade de viver sob a premissa de “ame o próximo como a si mesmo”, criaremos uma atmosfera agradável e encorajadora que nos libertará da necessidade de tirar vantagem dos outros.

O melhor exemplo do imenso potencial do amor está em nosso relacionamento com nossos filhos. A natureza nos deu amor por eles, então nos certificamos constantemente de que tudo é bom para eles, de que são felizes. Ninguém nos pressiona para isso, sentimos uma tendência interior, e é isso também que nos torna mais felizes na vida.

Nós estamos avançando rumo a um mundo mais conectado, onde descobriremos, dia a dia, o quanto dependemos uns dos outros. Os únicos relacionamentos que nos permitem viver uma vida segura envolvem uma conexão complementar entre pessoas de todas as origens e características diferentes, até mesmo opostas, a um nível de amor mútuo. E à medida que cada um de nós luta com seu próprio egoísmo, que nos empurra em direções opostas, começaremos a sentir como é indispensável apoiar e cuidar uns dos outros para desfrutar a vida no sentido pleno da palavra.

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