“Inveja – Um Amigo Que Não Sabíamos Que Tínhamos” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Inveja – Um Amigo Que Não Sabíamos Que Tínhamos

Um dos artigos mais curiosos escritos pelo pai do meu professor, o grande Cabalista do século XX, Baal HaSulam, é um pequeno artigo intitulado “O Pensamento é o Resultado Positivo do Desejo”. Quando eu o li pela primeira vez, e na segunda, ele mexeu comigo. Em apenas 200 palavras, o Baal HaSulam explicou como a realidade é construída, como ela funciona, o que precisa ser consertado e como podemos consertá-la. Fiquei pasmo e com muita inveja de sua sabedoria.

Na atmosfera volátil de hoje, quando o país está à beira da guerra civil, tenho certeza de que você concordará que nada é mais necessário do que uma mudança no coração – em direção à bondade.

A lógica do artigo é muito simples, como todas as verdades. Ele afirma que quando queremos algo, pensamos nele, depois de pensarmos nele, agimos de acordo. Em outras palavras, o mundo em que vivemos é resultado de nossos desejos. Ou ainda mais concisamente, nossos desejos criam nosso mundo. Se não gostamos do mundo em que vivemos, há uma maneira segura de consertar: podemos mudar nossos desejos, o que mudará nosso mundo.

Mas podemos controlar nossos desejos? Podemos decidir querer uma coisa e não outra? Na verdade, podemos, e mais facilmente do que podemos pensar. Tudo o que precisamos é fazer bom uso de nossa pior característica: a inveja.

Para simplificar, a inveja significa que queremos o que os outros têm. Se não podemos pegar o que os outros têm, então queremos pelo menos ter mais do que eles. Quando invejei Baal HaSulam por sua sabedoria, isso não me fez querer que ele não fosse sábio; isso me fez querer ser tão sábio quanto ele, se não mais sábio.

Ora, aqui está o truque para usar a inveja positivamente: como somos seres invejosos, queremos o que as pessoas valorizam. Se tivermos o que elas valorizam, elas nos invejarão e não o contrário. Em outras palavras, a opinião pública determina o que é invejável. Por exemplo, valorizamos a riqueza. Por esse motivo, temos inveja das pessoas ricas.

Agora pense em gentileza. Quem quer ser gentil atualmente? Praticamente ninguém. Por quê? Porque a opinião pública não valoriza a gentileza. Quando o público não recompensa as pessoas boas com aprovação e popularidade, as pessoas não querem ser gentis. Se, por outro lado, o público venerasse a bondade da mesma forma que venera a riqueza, as pessoas gastariam seu último centavo em atos de bondade para “comprar” para si uma imagem pública de benevolência.

Essa percepção, de que podemos controlar o que queremos por meio da opinião de outras pessoas, foi para mim a revelação mais impressionante no artigo do Baal HaSulam: eu percebi que não precisamos mudar a nós mesmos, mas sim os valores sociais. Se nos cercássemos de família, amigos, pessoal da mídia, sistemas educacionais e políticos (eu sei que é um tiro no escuro) que saudassem a bondade, o cuidado, a solidariedade e a preocupação mútua, nós e todos ao nosso redor nos tornaríamos assim também . Seria fácil e funcionaria.

Certamente, não podemos mudar toda a sociedade de uma vez, mas podemos começar. Onde quer que possamos, onde quer que estejamos, podemos fazer nossa pequena parte. Esperamos, pouco a pouco, que uma mentalidade nova e positiva criará raízes. Na atmosfera volátil de hoje, quando o país está à beira da guerra civil, eu tenho certeza de que você concordará que nada é mais necessário do que uma mudança no coração – em direção à bondade.

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