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“Os Grandes Dias Da América Estão Chegando Ao Fim?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora:Os Grandes Dias Da América Estão Chegando Ao Fim?

Os bons tempos nos Estados Unidos realmente chegaram ao fim e não estão voltando. Há um processo se desenrolando na natureza e, portanto, o futuro dos Estados Unidos será pior que o futuro de outras nações.

A desunião prevalecente dentro da nação, o distanciamento individualista entre as pessoas, mesmo entre mais e mais famílias americanas, e a crescente divisão e polarização em toda a sociedade americana são todos resultados do individualismo materialista competitivo em choque com um novo paradigma interdependente com que a natureza está cada vez mais nos pressionando, onde teremos de exercer consideração e responsabilidade mútuas a fim de nos assegurarmos um futuro positivo.

O paradigma passado de “o que é meu é meu, o que é seu é seu”, que a América defendeu, não se ajusta mais às novas condições em que a natureza colocou a humanidade, o que exige que funcionemos de uma forma muito mais unificada.

A natureza humana é fundamentalmente egoísta. Ou seja, é um desejo de desfrutar à custa dos outros, e nossa natureza egoísta cresce constantemente ao longo de nossa evolução até um ponto em que não podemos mais encontrar qualquer prazer significativo ou duradouro tentando satisfazer nossos egos diretamente. Temos cruzado esse ponto de inflexão significativamente nos últimos 20 a 30 anos e, portanto, também testemunhamos que a América está atingindo um ponto de saciedade e lutando cada vez mais para manter o status que já teve.

Um futuro positivo para qualquer nação e para o mundo em geral depende de uma mudança significativa de paradigma: que mudemos nossas conexões de tentar ganhar e lucrar egoisticamente com qualquer pessoa que pudermos, para tentar beneficiar e cuidar dos outros. Essas não são apenas palavras bonitas com as quais concordamos em um momento e depois esquecemos. Em vez disso, essas são leis da natureza, e elas se revelam a nós cada vez mais em nossa época atual.

Se nos empenharmos para alcançar o equilíbrio com as leis da natureza, cuidando uns dos outros em vez de buscar o benefício próprio, teremos uma existência muito mais harmoniosa à medida que avançamos rumo ao futuro. A natureza responderá positivamente às nossas relações enriquecidas por conexões, e descobriremos um novo tipo de prazer e satisfação aparentemente preenchendo o espaço entre nós.

Portanto, enquanto por um lado, o paradigma egoísta do passado que a América defendeu está chegando ao fim, conforme nos dirigimos para o futuro, a América tem o espírito pioneiro, bem como o palco do mundo para impactar uma grande mudança nas relações humanas: Implementando positivamente conexões na sociedade americana acima de divisões e polarização, a América pode se tornar uma grande influência positiva no mundo, e tal mudança na sociedade americana teria efeitos ondulantes harmoniosos em toda a sociedade americana, bem como em todo o mundo.

Foto de Victória Kubiaki no Unsplash

Da Fome À Revolução

Medium publicou meu novo artigo: Da Fome À Revolução

Mesmo antes da explosão da Covid-19, milhões de pessoas já estavam às portas da fome. Vale-refeição não é solução, nem moradia subsidiada. O coronavírus piorou muito as coisas e, a cada dia, a situação está cada vez mais precária. A sociedade está no limite, e nenhum governo será capaz de restaurar a ordem nas ruas se o inferno explodir.

Também não vale a pena procurar um bode expiatório; se realmente quisermos culpar alguém, devemos olhar no espelho. Nós e nossos pais arruinamos o mundo para nós e para nossos filhos. Olhe para nós: metade do mundo está acima do peso, a outra metade está morrendo de fome. É um reflexo preciso de nosso egoísmo, alienação e senso irresponsável de direito.

Esse egoísmo, esse senso infundado que temos de que o mundo nos deve tudo é a raiz de todos os nossos problemas. Pior ainda, o egoísmo nos esconde o fato que é o nosso maior e, na verdade, nosso único problema. Isso nos leva a pensar que outras pessoas são a causa de nossos infortúnios e, egoisticamente, caímos na mentira conveniente. Mas se tentarmos de forma imprudente ganhar mais e acumular mais, e julgar o que temos não pelo quanto precisamos, mas por quanto temos mais do que os outros, então iremos esgotar e arruinar nosso planeta completamente. Já estamos muito perto disso, e a explosão do vírus é apenas um sintoma de um mundo em colapso que perdeu o equilíbrio e não pode mais sustentar seus habitantes: a humanidade.

De acordo com Sally Davis, ex-diretora médica da Inglaterra, “haverá uma próxima [pandemia]. A Covid-19 não é a primeira nem a última emergência de saúde que enfrentaremos. Meus colegas cientistas estimam que enfrentaremos uma pandemia ou emergência de saúde pelo menos uma vez a cada cinco anos a partir de agora. É possível que este seja um cenário otimista. A realidade poderia ser muito pior”. É por isso que temos que mudar de curso agora, antes que seja tarde demais.

Já que o egoísmo é a raiz de nossos problemas, devemos enfrentá-lo e controlá-lo se quisermos deixar algo para a próxima geração. Precisamos entender que somos dependentes uns dos outros. Se uma pessoa está doente, todos estão doentes. Se uma pessoa se comporta de maneira irresponsável, todos sofrem. O único “direito” que realmente temos é nos comportar com responsabilidade, ser atenciosos uns com os outros para que possamos continuar a viver em um nível suportável, primeiro, e a partir daí começar a melhorá-lo.

Mas, uma vez que somos egoístas, e egoístas só consideram as pessoas com quem se preocupam, não temos escolha a não ser aprender como cuidar uns dos outros. No mínimo, temos que começar a procurar maneiras de mudar o que sentimos uns pelos outros – do sentimento negativo atual para um sentimento mais neutro e, eventualmente, para um sentimento positivo em relação ao outro. Novamente, esta não é uma fantasia utópica; é uma estipulação existencial!

Temos que revolucionar toda a nossa percepção da humanidade. Não podemos nos dar ao luxo de continuar pensando em nós mesmos como um grupo de indivíduos separados; temos que começar a nos perceber como uma entidade única que cuida de todos os seus órgãos. Se não o fizermos, os indivíduos que vemos ao nosso redor logo começarão a se ocupar em matar todos os outros indivíduos ao seu redor.

Não devemos pensar que somos muito fracos ou pequenos para fazer a diferença. Cada um de nós pode fazer a diferença em nossos círculos mais próximos, e o impacto acumulado será forte o suficiente para puxar a carroça para fora da lama e começar a se mover na direção certa.

Estamos em um ponto crítico. Se começarmos a usar armas de fogo uns contra os outros, entraremos em guerra civil. Mas se controlarmos nossos egos raivosos e compreendermos que somos dependentes uns dos outros (por mais que não gostemos do pensamento), então talvez, se prezamos a vida, queiramos aprender como cuidar uns dos outros. A partir desse ponto, o caminho se abrirá para reverter a tendência e começar a elevar a humanidade, e nossas vidas pessoais, aos níveis que eles podem alcançar.

Podemos ter paz, abundância, saúde e segurança. Mas devemos lembrar que, se nem todos nós as tivermos, nenhum de nós as terá. Essa é a lei de todo ecossistema e se aplica com a mesma rigidez a cada um de nós.

“Judeus Vencedores Do Prêmio Nobel – Isso Importa?” (Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “Judeus Vencedores Do Prêmio Nobel – Será Que Isso Importa?

Motivo de orgulho para alguns e fonte de inveja para outros, o fato é que os judeus tradicionalmente se destacam como ganhadores do Prêmio Nobel, e este ano não foi exceção, pois os judeus dominaram basicamente todas as áreas cobertas pelos prestigiosos prêmios. Por mais que nossas distinções possam inflar nossos egos, também vemos como essas conquistas nada fizeram para apagar o ódio contra os judeus. O mundo espera algo diferente de nós – que os judeus realmente entreguem conexão e paz ao mundo, o que atualmente não estamos conseguindo. Esta é a razão pela qual a animosidade não vai embora.

2020 foi um sucesso notável para os laureados judeus americanos. Harvey Alter compartilhou o Prêmio Nobel de Medicina, Paul Milgrom compartilhou o prêmio de Ciências Econômicas e Louise Glück ganhou o prêmio de Literatura. Algumas publicações escreveram que os três ganhadores do prêmio de Física também são de herança judaica. As pessoas destacam o fato de que dos 900 ganhadores do Prêmio Nobel desde 1901, quando foi concedido pela primeira vez, mais de 200 eram judeus, um número desproporcional para um grupo que representa apenas 0,2% da população global.

As capacidades dos judeus em inúmeras áreas não são segredo e se fôssemos conceder os maiores prêmios e reconhecimentos com base em realizações em todos os campos, os judeus receberiam ainda mais prêmios do que já recebemos. No entanto, não acho que ganhar medalhas ou troféus deva ser motivo de orgulho judeu. Não perco tempo contando o número de prêmios porque não é isso que precisamos para nos destacar. Precisamos ser proeminentes para cumprir o papel que o mundo realmente espera de nós.

Os judeus têm uma missão profundamente enraizada na base da criação, de ser uma “luz para as nações”. O que exatamente isso significa? Significa servir à humanidade como um exemplo de relações corrigidas de conexão e amor pelos outros, de conexão mútua positiva.

Nós, judeus, em virtude de nosso desenvolvimento único como povo, já tínhamos a capacidade de examinar tudo a partir de duas forças opostas, recepção e doação, que nos deram uma visão mais ampla e mais profunda da realidade. Desde a ruína do Templo, perdemos nossa consciência espiritual, mas devido à nossa conquista anterior da força única e singular da natureza, essa centelha incomparável iluminou-se em nós e deixou um selo eterno.

Essa centelha nos deu uma vantagem significativa sobre as outras. Isso é o que nos permitiu ter sucesso e nos destacar, porque essa centelha faz parte da força criativa geral que desenvolve a totalidade da natureza. É o que nos motiva a inventar e inovar e, assim, fazer a humanidade avançar como um todo. Como foi escrito pelo maior Cabalista de nossa geração, Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam),

“É a sabedoria da fé, justiça e paz que a maioria das nações aprende de nós, e essa sabedoria é atribuída somente a nós.” (Os Escritos da Última Geração)

Hoje, o mundo necessita urgentemente de unidade para superar seus perigos e a crise sufocante que existe em todos os níveis de experiência, mas a humanidade não tem ideia de como se conectar. No entanto, nós judeus já estivemos conectados e vivíamos em amor fraternal. A sociedade que a nação judaica inovou foi baseada na grande regra da Torah, “ame o seu próximo como a si mesmo.” Portanto, nós, povo de Israel, devemos agora reavivar esse amor entre nós e oferecê-lo ao mundo. É isso que o mundo exige e, quando não fornecemos esse exemplo – em vez disso, permanecemos imersos em uma crescente alienação, desconfiança e egocentrismo – as pressões contra nós se manifestam como um antissemitismo cruel.

Portanto, nós judeus devemos começar a nos conectar entre nós, uma vez que possuímos a “memória” latente da unidade, e também devemos dar as boas-vindas a qualquer pessoa de qualquer nação que compartilhe dessa visão. Se fizermos isso, seremos capazes de cumprir a antiga profecia que diz que as nações da Terra serão abençoadas por nosso intermédio. Quando conseguirmos isso, mereceremos o prêmio final de todos, paz e bondade no mundo.

Bondade E Genética

559Pergunta:  Eu li que a boa vontade para com as pessoas depende 45% da genética. Acontece que existem pessoas para as quais é naturalmente mais fácil construir relacionamentos e conexões. E há aquelas que estão condenados ao fracasso. Por que a natureza projetou isso dessa forma?

Resposta: Isso é feito especificamente para criar a ilusão de livre arbítrio em nós, liberdade de escolha (como se eu decidisse tudo), liberdade de percepção e ações, para nos mostrar um mundo em que parece haver liberdade completa.

Pergunta: Qual é a escala de valores na qual você define conexões boas ou ruins entre as pessoas?

Resposta: Isso é muito difícil de determinar porque depende das intenções da pessoa. E não vemos as nossas intenções; elas estão ocultas de nós.

É por isso que a Cabalá é chamada de sabedoria oculta; ela trata de intenções e não de forças como a física, não de propriedades como a psicologia, mas de intenções que são superiores a forças e propriedades.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 30/07/20

Coisa Principal – Contato

587.03Pergunta: A Mishná, que remonta aos séculos III a V d.C., descreve vários tipos de relacionamentos: “o meu é meu e o seu é seu”, “o meu é seu e o seu é meu”, etc.

“O meu é seu, o seu é seu” é um homem justo e “o meu é meu e o seu é meu” é um pecador. Mas o pior é quando “o meu é meu e o seu é seu”. Por quê?

Resposta: Porque afasta as pessoas umas das outras e não as conecta, mesmo com qualidades negativas. E como elas não têm como entender a relação entre si, tudo o que resta é rejeitá-las. Ao mesmo tempo, elas congelam o mundo e permitem que ele chegue a qualquer estado comum.

Pergunta: Acontece que mesmo o estado de “meu é meu e o seu é meu” é mais avançado?

Resposta: Como resultado, isso leva a uma reaproximação.

Observação: Isso é difícil de entender.

Meu Comentário: Não, podemos ver isso nas famílias. Enquanto o casal está tentando resolver as coisas e até brigando, há contato e comunicação entre eles. Em famílias onde eles decidem que é isso e pronto, nenhum contato mútuo, nada pode ser feito. Eles se afastam um do outro e, portanto, o divórcio é necessário.

Observação: Isso significa que a tendência da natureza é que estamos nos desenvolvendo em direção a uma maior reaproximação e conexão; portanto, qualquer tipo de contato é bem-vindo. A indiferença e a rejeição são naturalmente contra a natureza.

Meu Comentário: Sim. O principal é o contato e depois sua correta implementação.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 30/07/20

No Limiar De Uma Revolução Mundial

275Uma pessoa é essencialmente apenas um desejo de receber muito sensível ao prazer ou à dor. Portanto, o Criador em um instante poderia obrigar toda a humanidade a se tornar totalmente justa.

No entanto, Ele queria que chegássemos a isso por meio da compreensão e da consciência para que nós mesmos pedíssemos a Ele para nos levar à doação e conexão, nós mesmos desejaríamos garantia mútua e buscaríamos nos tornar semelhantes ao Criador.

É por isso que demorou tanto tempo e em tantas condições diferentes. Era necessário dividir toda a humanidade em setenta partes, setenta nações do mundo, em diferentes épocas e todos os tipos de estados. Tudo é para construir um sentimento sobre cada desejo que está acima dela, ou seja, em prol da doação, bem como uma mente que possa calcular quando e em que medida o desejo de receber e o desejo de doar podem ser usados.

Desta forma, uma pessoa pode regular o quanto é possível receber do Criador de forma que seja suficiente apenas corrigir o desejo de um doador, e nem uma gota a mais.

Acontece que precisamos programar o desejo de receber para que ele absorva toda essa sabedoria, conhecimento e habilidades que permitem trabalhar contra sua natureza e ensiná-lo a apreciar a natureza do Criador como a qualidade superior, para colocá-la em si mesmo, para ser impressionado e agir como Ele.

Somente por meio de um processo muito complexo a criação pode ser levada à equivalência com o Criador. Afinal, inicialmente ela está infinitamente longe disso, completamente oposta a isso. O Criador criou o desejo de receber para ser oposto ao desejo de doar, então o quebrou e intercalou pequenas centelhas de doação dentro deste desejo.

Essas centelhas também estão sob o controle do egoísmo. Portanto, uma pessoa usa todo o seu desejo egoísta e todas as centelhas de doação e, por meio disso, se conecta a outras pessoas, constrói sociedades e negócios diferentes e deseja lucrar uns com os outros. Tudo isso graças àquelas centelhas que caíram dentro do desejo de receber; caso contrário, os desejos teriam permanecido isolados e incapazes de se conectar uns com os outros.

Quando começamos a nos conectar e ganhar uns com os outros, entendemos como isso é lucrativo e adicionamos mais e mais conexões. Então, de repente, tudo desmorona, porque é impossível continuar assim, e segue-se uma queda catastrófica. Essa crise foi crescendo ao longo do século XX e hoje atingiu um ponto que passou de um declínio econômico a um declínio universal.

Hoje estamos começando a entender que a conexão pode ser ruim, apesar de vir de centelhas de luz. Agora, nosso trabalho é transformar essa conexão em uma conexão boa. Este é um processo especial porque requer que nos conectemos apenas para o benefício do nosso próximo. Para fazer isso, precisamos elevar as centelhas da luz superior acima de nosso desejo de receber.

Após a quebra da alma comum até hoje, essas centelhas nos ajudaram a construir o desejo de receber de uma forma ainda mais egoísta. Agora, entretanto, devemos pegar esse desejo de receber e colocá-lo a serviço das centelhas para atrair a luz e aumentar o desejo de doar em vez do desejo de receber. A intenção de doar deve se elevar acima da que recebe, o que significa trabalhar pela fé acima da razão. A força de doação, Bina, será avaliada por nós acima da força de recepção.

Essa é a grande revolução que precisamos realizar para que a intenção de doar seja maior do que a força do egoísmo, e as centelhas que caíram no desejo durante a quebra começarão a determinar nosso desenvolvimento em vez do desenvolvimento de controle do egoísmo, onde centelhas são usadas para conectar com outros para lucrar com eles.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/09/20, Escritos de Baal HaSulam, “A Garantia Mútua”

Guia Para Mesas Redondas, Parte 17

528.04Mesa Redonda: Trocando Impressões

Observação: A etapa final das mesas redondas é uma troca de impressões. A principal tarefa é analisar, resumir as atividades do círculo e discutir a extensão da conexão. A compreensão de como se dá o processo pelo qual passamos.

Meu Comentário: Isso é muito importante. A pessoa deve sentir tudo isso no coração e considerá-lo na mente. Em seguida, combine todas as impressões mentais e sensoriais de uma pessoa e tente expressá-las de alguma forma.

Pergunta: Qual deve ser o resultado?

Resposta: Tente expressar as impressões da pessoa. Talvez em algumas linhas ou em algumas frases.

De KabTV “Habilidades de Gestão”, 09/07/20

Faixa Neutra Entre Bem e Mal

232.06A natureza obedece a leis rígidas e, se as seguirmos, podemos viver bem e, se não, levaremos golpes.

Mas o Criador nos dá algum tempo para escolher livremente a fim de começar a agir e evitar sermos atingidos. Ele não começa a bater em nós imediatamente, para não nos confrontar com o inevitável, mas quer que compreendamos e ajamos com consciência, a partir do desejo de nos tornarmos como Ele.

As leis físicas atuam imediatamente, como a lei da gravidade. Se eu pular da ladeira, caio imediatamente, sem tempo para pensar.

Mas no mundo espiritual existe um sistema de Klipot que muda as leis da natureza, criando a diferença entre o bem e o mal, a distância entre eles. Portanto, podemos usar essa distância para não nos expormos imediatamente aos golpes, mas para podermos nos conectar e evitar golpes prevenindo-os com remédio.

O remédio é o poder de Bina que podemos usar. Enquanto na natureza material não existe tal força, tudo é simples: ou menos ou mais. No espiritual, há um menos, mais e sua sobreposição no meio, onde estamos incluídos em ambas as forças e podemos construir uma zona tampão contendo ambos os opostos.

Este sistema, que inclui duas forças, é chamado de “homem”, Adam, porque contém o desejo de receber prazer e a intenção de doar, devido ao qual nos tornamos como o Criador.

No mundo inanimado, vegetal e animal, que são estudados pelas ciências naturais, não existe tal sistema intermediário. Portanto, a ciência não pode compreender a psicologia nem mesmo de uma pessoa comum, terrena e ainda mais espiritual. Para entender uma pessoa espiritual, a ciência da Cabalá é necessária, o que nos explica como uma pessoa é organizada.

Tudo o que a ciência sabe sobre um ser humano pertence ao nível animal e é obtido experimentalmente. Isso nos permite criar medicamentos para o corpo biológico. Mas o próprio ser humano, sua essência interior, é inacessível para medições por quaisquer instrumentos e não está sujeito a qualquer verificação.

Somente a ciência Cabalística é capaz de estudar uma pessoa por meio de instrumentos do mais alto nível, de cima e não de baixo, como geralmente estudamos a matéria inanimada, as plantas e os animais.

Portanto, na crise atual, nada pode ajudar a humanidade, exceto a ciência da Cabalá e seus métodos. Até então, teremos que sofrer. Portanto, estamos tentando espalhar o conhecimento sobre o método de correção de todas as maneiras possíveis.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/09/20, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Um Terceiro Não Ajudará

546.02Pergunta: Para resolver um conflito, é necessário realizar as seguintes etapas operacionais: análise e avaliação da situação, coleta de informações, seleção de uma estratégia de resolução de conflito, formação de um plano de saída do conflito, e sua implementação. Em seguida, avaliamos até que ponto chegamos a um ponto comum na resolução do conflito.

Você concorda com essas etapas?

Resposta: Em geral, sim. Mas precisamos ver o objetivo com antecedência, o estado final que devemos alcançar, a conexão acima da situação de conflito para que ela não mais nos divida, mas nos una.

Pergunta: Digamos que um grupo de pessoas que esteja fazendo um curso de educação integral está em fase inicial. Elas poderão tomar uma decisão por conta própria, sem um moderador?

Resposta: Somente se tiverem uma compreensão clara de como resolver esse problema.

Pergunta: Isso significa que elas mesmas podem chegar à resolução de conflitos sem a intervenção de terceiros?

Resposta: Se elas têm uma metodologia passo a passo correta com explicações e esclarecimentos, elas podem dispensar um moderador. Em princípio, no futuro, aplicando esta técnica, as pessoas serão capazes de resolver conflitos na família, no trabalho, não importa onde.

Pergunta: Suponha que em nossa comunidade haja uma situação de conflito entre várias pessoas. Todo o grupo esteja engajado. Ele se divide em dois lados que começam a se chocar. Como esse conflito pode ser resolvido?

Resposta: Elas devem se reunir e imaginar o estado final correto do conflito já resolvido. Então, a partir desse estado final, elas devem procurar métodos para alcançá-lo.

Observação: Isso é muito interessante porque, em princípio, duas pessoas não podem encontrar uma solução até que um terceiro intervenha, o que, se houver sorte, pode resolver o conflito.

Meu Comentário: Todas essas decisões são egoístas, não integrais e completamente erradas. Afinal, elas não serão capazes de se elevar e crescer acima dos conflitos.

Pergunta: A ajuda precisa de um instrutor experiente ajudará?

Resposta: Apenas questões orientadoras que possibilitem sua implementação correta.

De KabTV, “Habilidades de Gestão”, 16/07/20

Dicas Para Gerentes

271Pergunta: No que um gerente deve pensar?

Resposta: Um gerente deve pensar em como organizar adequadamente uma equipe para completar uma tarefa, obedecê-lo, cumprir suas atribuições. Um gerente não deve suprimir os outros.

Se os subordinados entenderem que é possível realizar uma tarefa específica de alguma outra forma, deixe-os vir até ele e se aconselhar.

Pergunta: Que conselho você daria a um gerente que está de mau humor e percebe que pode transmiti-lo aos seus subordinados?

Resposta: Ele deveria ser mais humano com eles, mostrando que é humano como eles, e mudanças de humor não são estranhas a ele.

Pergunta: Existem técnicas para que um gerente possa superar seus sentimentos e humor?

Resposta: É muito difícil. Não acho que isso possa ser aplicado em todos os casos. É preciso educar a equipe para que entendam que você é humano.

De KabTV, “Habilidades de Gestão”, 11/06/20