“De Brigas Políticas A Uma Política De Unidade” (Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “De Brigas Políticas A Uma Política De Unidade

Há alguns anos, um documentário da TV israelense contou a história de uma pequena vila em Israel que tinha uma população de 120 famílias e seis (!) sinagogas. Por que seis sinagogas se existem apenas 120 famílias? Porque as famílias – todas com a mesma formação cultural e rezando da mesma maneira – não se suportam. Quando o entrevistador perguntou a um residente se, tendo tão poucas pessoas, ocasionalmente não havia nem dez pessoas na sinagoga (o número mínimo para o serviço) para fazer um serviço adequado, o homem admitiu que sim. “E o que você faz então?”, perguntou o entrevistador: “Eu dirijo até um assentamento próximo e rezo ali”, disse o homem. “Por que ir para outro povoado para rezar, que usa livros de orações e canções diferentes dos que você está acostumado, se você tem cinco sinagogas aqui em sua própria aldeia para escolher, e que recitam exatamente como você?”, perguntou o entrevistador. “Eu não irei a nenhuma delas”, disse o homem resolutamente.

Sempre fomos uma nação com muitos pontos de vista. E se você olhar para nossa história, verá que, quando conseguimos manter a unidade acima das diferenças, prosperamos e, quando permitimos que as diferenças se tornem ódio desenfreado, sofremos.

O Israel de hoje está em uma encruzilhada. As diferenças entre as várias facções da nação estão ganhando força, e vozes de unidade quase não são ouvidas. Como sempre, a divergência é nosso trampolim para o crescimento, mas apenas se nos unirmos acima dela. É sempre uma linha tênue a percorrer e, se não soubermos disso, tropeçaremos e a própria existência de Israel estará em risco.

Nosso lema sempre foi que o ódio desperta contendas, e o amor cobrirá todo o ódio (Provérbios 10:12). Não é um modelo fácil de seguir, mas hoje não temos escolha. Nosso status internacional continuará a se deteriorar e nossa força interna continuará a declinar até que percebamos que não temos outra escolha a não ser escolher a unidade acima de todas as diferenças.

Se protelarmos, o mundo decidirá que a declaração da Liga das Nações de um Estado judeu em 1947 foi um erro. Se nos apressarmos e nos unirmos, o mundo entenderá por que Israel atrai tanta atenção – já que o objetivo era mostrar como os opostos podem se unir e cobrir seu ódio com amor.

Há poucos dias, uma famosa mulher árabe-israelense foi entrevistada na TV de Israel e contou uma história interessante. Ela foi convidada a participar de um painel de várias pessoas em uma cidade judaica para discutir o ódio e as tensões políticas. O momento para a discussão foi perfeito, pois era o dia 9 de Av, a data em que o Templo foi destruído 2.000 anos atrás porque os judeus odiavam seus próprios irmãos. No auge do debate, ela finalmente disse aos anfitriões: “Vocês se odeiam! Os judeus estão odiando os judeus! Vocês estão discutindo a ruína do Templo no dia 9 de Av, e um judeu ainda odeia um judeu e deseja-lhe a morte (referência a ameaças de morte online e desejos de morte a políticos israelenses)! Se vocês se odiarem, como vão me amar?”

O que precisamos agora é mudar de brigas políticas para uma política de unidade entre todas as facções. Essa é a nossa necessidade mais urgente, especialmente hoje, quando o ódio nos assusta ainda mais do que a Covid e é certamente mais perigoso.

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