“Festas Do Corona – Um Sinal De Desrespeito Por Este Mundo” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Festas Do Corona – Um Sinal De Desrespeito Por Este Mundo

Elas existem desde o surto da COVID-19, mas agora parece que se transformaram em algo bastante bizarro. As pessoas realizavam Festas do Corona, também conhecidas como “festas do lockdowm”, em todo o mundo: nos Estados Unidos, Austrália, Bélgica, Estônia e muitos outros países, os jovens parecem estar se rebelando da maneira que sempre o fazem, desobedecendo as regras.

Estamos em um momento precário da nossa história. Os Millennials não ficarão à toa e serem conduzidos; eles são ativos, inteligentes e curiosos, e devemos fornecer respostas sobre para onde o mundo está indo.

Mas ultimamente, parece que as pessoas vão a essas festas deliberadamente para se infectar com o vírus. Elas andam por aí com pessoas que deram positivo ou já estão apresentando sintomas e competem por dinheiro para pegar o vírus.

Mas dinheiro não é o problema aqui, é o desafio. E nem sequer é um desafio contra as autoridades, como tal; é desafio contra quaisquer limites! As pessoas, especialmente os jovens, estão querendo cada vez mais romper as fronteiras e se libertar. Elas estão se tornando indisciplinadas porque as regras as fazem se sentir restringidas e querem sair.

Eu vejo isso como um sinal muito importante e positivo. É um sinal de que as pessoas querem emergir da percepção do mundo em que nasceram e adquirir uma nova percepção, um mundo sem fronteiras, ordens ou limitações. O que elas não sabem, no entanto, é que o mundo que elas procuram existe apenas acima do ego. Desde que sejam lideradas por seus egos, elas continuarão caindo na mesma armadilha de tentar escapar de uma maneira, descobrindo que isso lhes causou apenas dano e, em seguida, tentando escapar de outra maneira, apenas para descobrir que a nova maneira também falhou.

Eu sinto por elas, simpatizo com elas, e só desejo que elas descubram que tudo o que precisam fazer para quebrar os grilhões da realidade é pensar uma na outra e não em si mesmas. É no outro que elas encontrarão um mundo sem limites; é pensando em outras pessoas que elas descobrirão um solo fértil para cultivar e se expressar livremente. Somente ao dar é que a pessoa pode extrair força do próprio trabalho, e somente ao dar é que ela pode se expressar ao máximo.

Estamos em um momento precário da nossa história. Os Millennials não ficarão à toa e serem conduzidos; eles são ativos, inteligentes e curiosos, e devemos fornecer respostas sobre para onde o mundo está indo. Se não ensinarmos a eles como experimentar a mudança – que o mundo se tornou uma unidade, que tudo o que fazemos afeta a todos, que somos dependentes um do outro por nossas vidas, nossa saúde, nossa riqueza e nossa felicidade, e que não podemos conseguir nada a menos que trabalhemos juntos; se não mostrarmos tudo isso, a curiosidade deles se tornará frustração, depois raiva e depois violência. Já está começando a acontecer; não temos tempo a perder. A partir daqui, podemos subir até o topo ou cair até o fundo.

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