“O Significado De Purim” (Kabnet)

A KabNet publicou meu novo artigo: “O Significado de Purim

Purim, que acontece no dia 14 de Adar, é o feriado dos opostos. Ele se liga entre felicidade e desespero, ocultação e revelação, Mordechai (Mardoqueu) e Hamã, exílio e redenção.

Purim (que deriva da palavra “Pur” [“lote”]) é a situação espiritual ideal, a correção final (Gmar Tikkun). É um estado em que os desejos de uma pessoa são corrigidos com a intenção de doar, e a pessoa se une a todos os desejos, preenchendo assim o desejo com a revelação do Criador (isto é, a revelação da qualidade de doação e amor que se conecta entre todos os desejos).

O Significado Espiritual De Purim

Megillat Ester (O Livro de Ester) descreve as forças que se desdobram na pessoa. Essas forças são o que uma pessoa que alcança a espiritualidade descobre em conexão com o Criador. Elas gerenciam tudo o que acontece na vida de todos e receberam os nomes de Mordechai, Ester, Hamã, além de muitos outros.

A história de Purim se desenrola antes da construção do Segundo Templo, logo antes da Aliá (ascensão) para a terra de Israel. Ela descreve a batalha final antes da correção final (Gmar Tikkun). Nesse estágio, o povo de Israel, o desejo mais profundo da pessoa que aspira à espiritualidade, vive em calma e paz no reino de Assuero.

Mordechai, o desejo espiritual que quer apenas se aderir ao Criador (a qualidade de doação e amor), vivia feliz e o reino estava em paz.

O povo de Israel representa a maioria dos desejos que querem ir direto a Deus para aprender a lei do universo (a palavra “Israel” vem das palavras “Yashar Kel” [“direto a Deus”]).

De fato, no início da história, a narrativa sugere que há algo errado: “Existe uma nação que está espalhada entre as nações”. Esta passagem também pode ser lida como: “Há um desejo que está espalhado entre os desejos”. É esta nação, Israel, o desejo de espiritualidade (um desejo de doação e amor), que deve estar unida contra todas as outras nações, que são desejos de satisfação própria. A força do desejo de espiritualidade (Israel) vem apenas de sua unidade; portanto, quando está disperso, significa que a pessoa ainda não cumpriu seu destino, pois apenas o povo de Israel (o desejo unido de doação e amor acima de todos os outros desejos) pode levar as outras nações (todos os outros desejos de gratificação pessoal) ao objetivo comum, a adesão com o Criador.

O maligno Hamã, que representa os desejos egoístas da pessoa, quer explorar a situação para obter ganhos pessoais. Ele finalmente quer derrubar o rei de seu trono. Hamã acredita que o fato de o povo de Israel, os judeus, estar disperso testemunha sua fraqueza, confusão e falta de fé. Portanto, ele acha que a situação é uma rara oportunidade de eliminar os judeus da face da terra, pois eles são a única força que fica entre ele e a exploração do Criador.

O que Hamã deixa de entender, no entanto, é que os judeus estão dispersos por uma razão: a dispersão dos judeus (isto é, a dispersão da pequena quantidade de desejos espirituais entre a grande quantidade de desejos egoístas) é para que todos os desejos adquiram a forma de doação e amor, ou seja, que a unidade espiritual venha em integração e equilíbrio perfeito com todos os desejos, e não em separação deles. De fato, veremos a verdade quando, no final da história, todas as pessoas se reformarem. O significado é que todos os desejos da pessoa, chamados “povo”, aceitam os desejos espirituais que levam à confiança e à felicidade, chamados “Israel”.

O Israel em uma pessoa (a parte altruísta) é limitado. Essa limitação só pode ser superada pelo maligno Hamã. É por isso que precisamos encontrar o Hamã (a parte egoísta) dentro de nós.

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