“A Mídia Prosperando Numa Sociedade Cada Vez Mais Egoísta” (Kabnet)

A KabNet publicou meu novo artigo: “A Mídia Prosperando Numa Sociedade Cada Vez Mais Egoísta

Dê um passo atrás para ver por um momento a sociedade humana em todo o mundo como um corpo humano. O que você veria? Veria o sistema imunológico funcionando mal e os órgãos que deveriam estar formando um corpo unificado e saudável se desintegrando.

Os problemas pessoais, sociais e globais estão em ascensão, desde depressão, estresse, solidão, vazio, ansiedade, xenofobia, abuso de drogas e suicídio, passando pela igualdade de renda, pobreza, mudança climática e desastres naturais. Apesar dos inúmeros esforços para lidar com esses problemas, há uma camada mais profunda envolvente para todos eles que exige atenção.

Qual é a camada mais profunda? Não é outro senão o ego humano, isto é, o amor próprio e a preocupação pessoal exagerados em todos os órgãos, provocando a degeneração de todo o organismo.

O ego humano passou por um surto recente de crescimento, atingindo níveis recordes: destacou-se de todas as normas anteriormente aceitas, livre da lei e da ordem, e atropela cruelmente estruturas estabelecidas.

Quem pode resistir ao ego quando ele infla seu peito orgulhosamente? Que lei irá bloqueá-lo? Que fator pode impedi-lo?

A Mídia numa Sociedade Egoísta

O ego tem um forte apoio: a mídia.

Hoje, a mídia, e a mídia social em particular, desfruta de influência e poder generalizados que nunca teve antes. A qualquer momento, a opinião pública pode ser desviada de uma maneira ou de outra. Com uma sacola cheia de dinheiro, você pode comprar espaços publicitários, publicações patrocinadas e outros meios de comunicação, sacudindo o que quiser na frente das pessoas.

O dinheiro pode comprar fama, e a fama pode dominar tudo. Dia após dia, um lava o outro, até que todos são gradualmente enfraquecidos e se rendem, e a consciência de todos os órgãos – a polícia e os advogados, os educadores e os juízes, os líderes e os cidadãos – todos caem diante da mídia. Dia após dia, a doença do corpo aumenta; o cuidado com outras pessoas diminui, o ódio por outras pessoas se torna maior e o câncer corroendo o corpo da sociedade humana prolifera em direção à morte do corpo.

Uma Direção Positiva para a Mídia Rumo ao Futuro

A mídia em todo o mundo precisa ser informativa e objetiva, não cativa nas mãos de pessoas e grupos com interesses de riqueza e poder. Ela deveria conhecer seus limites. A mídia tem o papel de nos unir e servir como um instrumento projetado para conectar todos os órgãos em um único corpo saudável.

Quão bom seria se todas as diferentes partes da sociedade se sentassem juntas – a esquerda e a direita, a religiosa e a secular, representativa de todos os diferentes grupos de interesse e os que estão à margem da sociedade – e todos trabalhassem juntos para um chefe: o benefício do público. Todas as suas decisões responderiam a isso e sozinhas. Toda opinião teria seu próprio espaço, nenhuma opinião seria subjugada e nenhuma voz seria silenciada. Eles se sentariam e discutiriam em um amplo fórum, discutiriam posições com especialistas, investigariam os dados, discutiriam e iriam compor até chegarem a uma decisão comum e a uma mensagem comum a ser disseminada.

Uma nova regra orientaria o trabalho deles: publicar notícias e conteúdo que contribuam para o bem-estar do público, que busque unir a sociedade humana. Ninguém teria o direito de debilitar outra opinião, mas apenas equilibrá-la com outras posições e guiar os vários pontos em direção à complementaridade mútua. Se a mídia não chegar a um acordo, nenhum anúncio público será feito. Por outro lado, somente quando a informação beneficiasse a todos ela seria divulgada. Esse pluralismo da mídia começaria o processo de curar a doença de uma sociedade fraturada.

Uma Direção Positiva para a Liderança Rumo ao Futuro

No entanto, não apenas a mídia deve agir em uníssono, mas também a liderança. Se todas as visões procurassem se complementar, abririam um caminho de ouro. Representantes de todos os diferentes setores do público sentariam em torno de uma mesa redonda e buscariam se tornar um modelo unificador para a sociedade atual. Tal liderança seria considerada uma verdadeira democracia: o governo do povo, o governo da maioria, o governo da representação eleita.

O estágio essencial e decisivo seria levar os participantes a se sentirem unificados e criar uma sinergia com as opiniões divergentes. Precisamente quando os opostos alcançam aceitação mútua, a sociedade alcança um novo estágio de desenvolvimento. Essa liderança é o que nosso mundo global e interconectado precisa hoje.

A introdução de uma regra justa e igualitária pode tomar decisões por todos com base no conhecimento de que beneficiariam todo o corpo. Em uma sociedade assim, não haveria necessidade de uma estrela que subisse hoje e caísse amanhã, mas seria suficiente ter um círculo de tantas opiniões diversas quanto possível. Seria o cérebro do corpo da sociedade, e todos o seguiriam de bom grado.

Com essa liderança, ninguém seria convidado a desistir de sua opinião particular. Permaneceria e seria enriquecido por outras ideias diversas e até opostas. A nova situação, que incluiria todas as contradições possíveis, daria origem a um novo desenvolvimento, dando a todos um lugar igual na sociedade. A contribuição única de todos estaria lá para todos verem. Esta é a maravilha da criação mútua.

Assim como todas as células, órgãos ou sistemas do corpo humano atuam sabiamente juntos para garantir o sustento e a saúde de todo o corpo, todas as opiniões se entrelaçam para finalmente beneficiar todo o corpo da sociedade humana.

Embora pareça uma fantasia utópica imaginar a liderança da mídia e da sociedade trabalhando em tal unificação, é apenas pelo fato de ainda não termos implementado nenhum método para conectar-se dessa maneira. O método que pode possibilitar essa conexão positiva repousa no método que Abraão trouxe ao mundo cerca de 3.800 anos atrás: a sabedoria da Cabalá. Apenas um pequeno esforço para analisar essa sabedoria com uma mente renovada, e logo se tornará evidente que existe um método capaz de conectar positivamente a sociedade humana, diagnosticando a causa principal de todos os problemas modernos e oferecendo um método para resolvê-los, trazendo assim uma existência harmoniosa para todos.

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