“Eva Poderia Ser Eu” (The Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “Eva Podereia Ser Eu

Alemanha 2019: “Mais de 12 mil neonazistas estão ativos e preparados para usar a violência”, diz um relatório oficial alemão recente. É arrepiante perceber que este documento parece ter vindo do início da década de 1930, quando uma pequena menina judia respirou pela primeira vez em Budapeste, na Hungria. Aos 13 anos, durante a primavera de 1944, a jovem Eva Heiman manteve um diário pessoal como muitos adolescentes fazem atualmente nas redes sociais. Até que três meses depois, ela foi levada de sua casa para sua morte em Auschwitz. 75 anos se passaram desde então, e “Eva Stories”, um brilhante projeto no Instagram, traça sua vida e fornece um vislumbre “moderno” dos dias sombrios do Holocausto. Tragicamente, esses dias sombrios voltaram com o surgimento do antissemitismo na América e no mundo, e estes são sinais, como nossos sábios previram, para nos unirmos como a primeira e única libertação do povo judeu.

Enquanto nosso mundo cultural encolheu para uma tela de smartphone, nosso mundo interior precisa se expandir. Embora alguns levem o Holocausto às margens da memória histórica, devemos nos esforçar para investigar nosso passado e nosso futuro. Devemos exigir respostas para obter insights e lançar nova luz sobre a nossa realidade.

Se Eva estivesse realmente viva agora, ela se perguntaria: “Como seria possível que o antissemitismo levantasse sua feia cabeça em 2019 em todos os cantos do mundo e em todas as línguas depois de tudo o que aconteceu? Como é possível que os judeus ainda sejam o povo mais perseguido do mundo? Como esse ódio ardente irrompe em húngaros e alemães, bem como americanos e russos? Como pode ser que a brilhante mente judaica – aquela capaz de pilotar uma nave espacial para a lua, criar um coração artificial, ganhar prêmios Nobel e Oscar e construir plataformas de mídia social – não conseguiu derrotar o ódio contra nós ao longo de milhares de anos?”

Apesar de suas maneiras graciosas e seu sorriso inocente, Eva deve ter tido experiência suficiente para dizer: “Não, o ódio contra nós não provém do ciúme. As pessoas não nos odeiam porque somos os mais inteligentes, os mais bem-sucedidos e inventivos, e nem porque pensam que controlamos a mídia, os bancos e o comércio”.

Eva ponderaria a razão mais profunda do ódio incompreensível: “Será que talvez o antissemitismo seja uma lei da natureza, um fenômeno impossível de eliminar? São golpes da natureza nos implorando para parar e fazer uma pergunta mais profunda?

Certamente, depois de tudo o que ela experimentou, ela gostaria de ouvir o que os inimigos têm a dizer: “Os judeus são culpados por todo o mal humano. Eles só cuidam de si mesmos”.

Ela também retornaria às nossas fontes para aprender com nossos sábios e descobriria que, de fato, há uma conexão íntima e interna entre Israel e as nações do mundo. Ela se apressaria em descobrir exatamente o que isso significa: que os judeus são obrigados por natureza a preparar o caminho para a união de todas as diferenças. A obtenção da unidade humana é a única solução para todos os males do mundo, incluindo o antissemitismo.

A história de Eva pode simplesmente se tornar nossa, se não tivermos um testemunho ativo de como e por que o fanatismo e o ódio se desdobram em todo o mundo. A história de Eva deve ressaltar os perigos do antissemitismo e como sua magnitude e intensidade podem evoluir rapidamente e se espalhar. O ódio persiste e se fortalece a cada dia. Quando estivermos unidos e nos tornarmos exemplares da fraternidade amorosa, seremos capazes de iluminar o mundo para a unidade e eliminar todas as ameaças contra nós. Talvez então Eva finalmente postaria no Instagram as palavras que ela gostaria que fossem escritas em seu tempo: “Em Israel está o segredo da unidade do mundo”.

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