Transforme O Egito No Jardim Do Éden

laitman_962.1Depois que entramos no Egito, começamos a trabalhar apenas em nossa unidade. Este é o nosso único objetivo: o Criador deve revelar-Se no centro do grupo. Portanto, descemos ao Egito percebendo quão necessária é a unidade, mas somos totalmente incapazes de alcançá-la. Não queremos ir para lá, mas não temos escolha porque sentimos que, se não formos para essa conexão, haverá fome: ficaremos sem nada e nunca alcançaremos a espiritualidade.

Tudo isso é possível devido à conexão entre Jacó e José. Assim que Jacó descobre que José vive no Egito, ele pensa apenas em como encontrá-lo.

Um egoísta típico não pensa em unidade, quer apenas revelar o Criador, alcançar o mundo superior, sentir a eternidade, a perfeição, a realização espiritual, sentir-se imortal e não como um animal destinado a morrer. Esses são os sonhos de um pequeno egoísta. O Egito, o Faraó, precisa ser acrescentado a esse pequeno desejo egoísta para realmente alcançar o mundo superior, isto é, o propósito da criação.

Isso requer um imenso egoísmo, muitas propriedades, nosso desejo de desfrutar, e é por isso que somos obrigados a descer ao Egito. O Criador organiza isso para nós, como prometido a Abraão, e sem ele não poderíamos alcançar a terra de Israel.

O Criador mostrou a Abraão a terra de Israel, o desejo de receber prazer completamente corrigido para doação na qual a criação é fundida com o Criador, o fim da correção. Abraão perguntou isso se era possível. De onde virá tal desejo? Não há um desejo tão grande de desfrutar nem de doar que lhe corresponda. Ele não tinha as três linhas, apenas uma, uma pequena iluminação da luz superior, o que era suficiente para ele.

Você só pode entrar na terra de Israel com as três linhas. Se a linha esquerda, o Faraó, crescer, a linha direita crescerá de acordo. E conectando as duas linhas juntas, você pode alcançar a terra de Israel, o desejo totalmente destinado a doar ao Criador.

O Criador disse a Abraão que Ele cuidaria disso, e Ele trouxe todo o grupo de Abraão para a condição chamada “Egito” e depois os conduziu e deu a Torá. Tudo isso foi possível porque, desde o início, Abraão tinha a intenção de se unir. Ele pensou que isso poderia ser feito individualmente.1

Pitom e Ramsés são belas cidades para o Faraó, mas pobres e miseráveis ​​para o povo de Israel. Faraó e Israel são dois polos opostos. Eu observo do lado do Faraó e depois do lado do Criador. Se observo do ponto de vista do Faraó, vejo quão maravilhoso é meu desejo egoísta, que pode ser desfrutado em meu país, o Egito.

Se eu supero esse egoísmo, se não quero me divertir no Egito, mas sim elevar-me mais alto, eu clamo, não ao Faraó, mas ao Criador, pedindo ajuda e salvação. O Criador então me eleva do estado de Faraó para outro estado, e de lá eu vejo que tudo que construí, essas cidades, não são nada bonitas, mas miseráveis. Eu não sinto nenhum benefício em qualquer coisa que tenha feito, isto é, não tenho abordado a perfeição e a doação. Portanto, eu clamo ao Criador e peço minha correção. Através do sentimento das miseráveis ​​cidades de Pitom e Ramsés, o Criador me leva à correção.

Então, eu verei essas cidades construídas por mim no Egito de maneira diferente, em uma forma espiritual. Quando eu completar estas cidades miseráveis ​​com correções, com a luz de Hassadim, construindo a intenção de doar sobre meu desejo de desfrutar, eu transformarei todo o Egito no Jardim do Éden (paraíso). Então, não será o Egito, mas a terra de Israel. 2

O êxodo do Egito é uma fuga, com os olhos fechados, para a unificação; esta possibilidade de repente se abre diante de nós como o Mar Vermelho. Eu pulo para a unidade, para o Mar Vermelho, e atravesso. Depois disso, começamos a trabalhar consistentemente em nossa conexão, em garantia mútua, em nossa unidade: ou nos unimos ou este será nosso local de sepultamento.3

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 15/04/19, Pessach
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