O Tempo Depende De Nós

laitman_934Não há tempo. Uma mudança de estado nos dá a sensação de tempo. Eu não sentiria o tempo, caso os estados não estivessem mudando. O tempo é o número de mudanças que nós observamos.

O tempo pode arrastar-se, ou pode voar, tudo depende da sensação interior da pessoa com relação às mudanças que acontecem dentro dela. Quando não há mais mudanças, o tempo desaparece.

Existe um mecanismo não revelado dentro de nós que constantemente desperta em nós novas qualidades. Nelas, eu sinto como se o mundo ao meu redor estivesse mudando. Mas o mundo realmente não muda. Eu sou o único que muda. Estrelas explodem, as pessoas correm ao redor, a vida acontece ao meu redor, mas estas são as qualidades mutáveis dentro de mim segundo as quais eu percebo a realidade.

As pessoas acreditavam que o tempo não depende de nós. Mas, depois, Einstein veio e afirmou que o tempo é relativo. Se eu me mover a uma velocidade que se aproxima da velocidade da luz, o tempo pode acelerar ou desacelerar. Ele pode até mesmo parar, porque o tempo não é fixado de cima; ele depende do observador.

A Cabalá diz que o tempo é o número de ações que ocorrem no meu desejo de desfrutar. Eu posso acelerar o tempo ou desacelera-lo. Tudo depende de mim, de minhas percepções objetivas. Um Cabalista existe simultaneamente em dois graus da percepção da realidade: o grau corporal, por meio dos cinco sentidos físicos, e o grau espiritual. Por isso, ele existe em duas realidades até atingir a sua correção final.

O tempo é uma mudança de um estado corrompido para um corrigido. Portanto, se tentarmos alcançar a unidade em cada estado, isso significa acelerar o tempo. O tempo não é medido pelo número de segundos, mas pela mudança de um estado para o outro. Portanto, uma unidade de tempo pode ser um minuto, uma hora, ou um ano, mas é a mesma unidade: da descida para a subida.

Ao mudar as conexões entre nós, influenciamos o mundo superior e o moldamos em uma certa forma. A forma externa é a projeção de nossas mudanças, e reflete o estado de nosso “grupo de dez”. Quanto mais conectarmo-nos dentro do “grupo de dez”, mais próximo, mais amável, e mais amigável para nós se torna o mundo externo. E quando brigamos uns com os outros, o mundo externo fica mais distante e ameaçador para nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Caba 14/01/18, Escritos de Baal HaSulam, “Introdução ao Livro doZohar”, Item 13

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