Inteligência Artificial No Fim Dos Dias: Robôs Assassinos Para Gog Ou Ossos Secos Para Louvar A Deus?

O maior portal, Breaking Israel News, publicou um artigo baseado em minha entrevista com Adam Eliyahu Berkowitz: “Inteligência Artificial No Fim Dos Dias: Robôs Assassinos Para Gog Ou Ossos Secos Para Louvar A Deus?

Então me disse: “Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor!” Ezequiel 37:4

A inteligência artificial está avançando a um ritmo acelerado e já está sendo adotada para uso militar, levantando questões sobre o papel que essa nova tecnologia poderosa irá desempenhar no fim dos dias. Será um terrível lutador desonesto na Guerra Bíblica final de Gog e Magog, ou será um salvador imprevisto da humanidade e até mesmo terá um possível papel na ressurreição dos mortos?

Em um possível cenário de fim dos dias, a tecnologia desempenha um papel destrutivo para a humanidade. Um vídeo, intitulado “Slaughterbots” e produzido pela notória Campanha para Parar Robôs Assassinos ilustra este resultado onde drones autônomos armados com cargas explosivas causam estragos na sociedade. O vídeo é parte de uma campanha destinada a proibir armas autônomas letais, uma preocupação que ressoa claramente em muitos, já que a petição já obteve mais de 20.000 assinaturas.

Os aspectos do futuro fictício retratados no vídeo estão se tornando realidade. Tanto a Índia quanto o Japão anunciaram esta semana que estão começando a introduzir inteligência artificial (AI) autônoma em seus setores de defesa.

Ao mesmo tempo, os governos também reconhecem que o potencial destrutivo da AI levanta dificuldades morais. A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou esta semana que seu governo está estabelecendo um órgão consultivo para coordenar com outros países a discussão de como a inteligência artificial pode ser usada eticamente para fins militares.

Parece que qualquer guerra futura, incluindo a guerra pré-messiânica de Gog e Magog, incluirá robôs assassinos, e muitos líderes espirituais já estão considerando como a AI se enquadra numa visão religiosa do fim dos dias. O Ravno Michael Laitman, especialista em Cabalá e fundador da associação de Cabalá Bnei Baruch, acredita que a tecnologia e, mais especificamente, a inteligência artificial, desempenhará um papel importante no fim dos dias, mas não necessariamente positiva.

“É claro na Cabalá que, nos tempos anteriores à geula (redenção), o homem vai utilizar todo o potencial da tecnologia”, disse Rav Laitman à Breaking Israel News. “Os homens começarão a criar inteligência artificial. As pessoas vão querer alcançar algo semelhante à criação do Homem”.

“No tempo da geula, as pessoas entenderão que todo esse desenvolvimento, ao longo da história, é o que nos levou a um colapso ainda maior”, ressaltou. “Isso ficará muito claro na guerra quando virmos que toda a tecnologia que desenvolvemos para o bem do homem pode imediatamente virar-se e ser usada contra o homem”.

Rav Laitman acredita que os mesmos motivos do Homem que levaram à construção da Torre de Babel também estão em jogo com o desenvolvimento da inteligência artificial.

“Os homens queriam ascender aos céus e tornar-se como Deus”, explicou o Rav. “Para fazer isso, eles estavam lidando com os fundamentos básicos da criação. Eles queriam consertar algo dentro do homem que acreditavam ser um defeito”. Embora esse motivo pareça nobre, o Rav Laitman apontou uma falha que transformou suas boas intenções em maldades. “Isso veio de um lugar do ego, no qual eles queriam substituir o lugar de Deus”, disse o Rav Laitman.

Em um artigo que o Rav Laitman publicou na sexta-feira passada em Breaking Israel News, ele delineou os perigos da inteligência artificial, mas também descreveu uma solução para conter problemas potenciais.

“Infelizmente, eu acredito que as armas alimentadas com AI serão desenvolvidas”, escreveu o Rav. “Se nós atualizássemos a nossa consciência humana pelo menos tanto quanto atualizamos nossas tecnologias, não teríamos medo de criar exterminadores de AI que seriam capazes de nos eliminar. Em vez disso, promoveríamos nossa pesquisa para descobrir uma tecnologia mais sofisticada do que a AI e uma energia mais poderosa do que a energia nuclear”.

O Rav Mark Goldfeder, professor sênior da Faculdade de Direito da Universidade Emory, especulou que a AI, na verdade, desempenha um papel mais positivo no Messias.

“Algumas pessoas propuseram uma visão apocalíptica da AI onde o Homem e a máquina se fundem no Fim dos Dias, sugerindo que isso seria tikhyat hametim (ressurreição dos mortos)”, disse ele à Breaking Israel News. Ele também descreveu os esforços para carregar a totalidade do conhecimento de um indivíduo para um computador.

“Alguns cientistas pensam que estão no caminho para alcançar isso e, de certa forma, replicar ou mesmo recriar a consciência dos indivíduos”, disse Rav Goldfeder. “Este não é o entendimento tradicional de tchiyat hametim e nem aquele ao qual eu atribuo, mas nesse caso, não consigo imaginar por que seria inteiramente problemático como outra coisa se for feito com o devido consentimento”.

O Rav sugeriu que, em algum momento do futuro, os teólogos terão que determinar se a AI deve ser considerada sensível e humana.

“A linha entre Homem e máquina na Torá não é tão clara quanto o que gostaríamos de pensar”, disse o Rav.

Embora a IA coloque muitas questões éticas e teológicas, o Rav Goldfeder pensa que não só isso é uma coisa boa, mas que o desenvolvimento da tecnologia foi, de fato, pretendido por Deus a fazer parte do papel do homem de ser um parceiro de Deus na Criação.

“Um dos primeiros mandamentos que recebemos foi conquistar o mundo, que entendemos como fazer o seu melhor para participar com Deus na criação”, disse Rav Goldfeder, citando o Gênesis. Hashem (Senhor) os abençoou e Hashem disse-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos, preenchei a terra e sujeitai-a” (Gênesis 1:28).

“Todas essas forças foram colocadas na natureza e são amorais, não imorais; o que fazemos com elas estabelece o bem ou o mal”, explicou o Rav Goldfeder. “A inteligência artificial tem a capacidade de nos ajudar a fazer um bem incrível”. O
Rav Goldfeder acredita que a AI continuará a ser importante mesmo depois da chegada do Messias.

“As pessoas tendem a pensar na y’mot ha’moshiach (era messiânica) como voltando aos tempos bíblicos”, disse o Rav Goldfeder à Breaking Israel News. “Eu suponho que o Terceiro Templo fará uso absoluto de todas as tecnologias que temos disponíveis”.

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