Israel – Um Povo Místico

laitman_749_02Pergunta: Em sua opinião, as negociações entre Israel, os palestinos e os líderes das nações árabes vão trazer melhorias para a situação em Israel?

Não muito tempo atrás, houve negociações organizadas para manter o status quo do Monte do Templo, e se esperava que isso trouxesse alguma calma. No entanto, na manhã seguinte, os árabes realizaram três operações terroristas.

Resposta: Todas essas conversações não levarão a nada. A humanidade não vai se acalmar. Nossos vizinhos árabes não vão se acalmar, enquanto o próprio povo de Israel não se unir entre si integralmente. Essa é a única solução e meio de resolver este conflito.

Se quisermos a paz dentro das nossas fronteiras e segurança em nossa nação, precisamos alcançar a unidade entre os próprios judeus. Isso pode parecer estranho, mas nada mais irá ajudar.

Se fizermos isso, os árabes vão parar suas atividades, pois as boas relações entre nós serão refletidas neles e vai obrigá-los a ter uma boa atitude em relação a nós.

Pergunta: Isso não se parece com misticismo?

Resposta: O antissemitismo em todo o mundo, o ódio geral para com esse pequeno povo que totaliza vários milhões de pessoas, não é místico?

Não é místico que tal povo minúsculo tenha trazido cultura, educação, e todos os elementos da sociedade humana moderna a todos os povos? Não é misticismo que ele não tenha desaparecido depois de milhares de anos de exílio?

O mundo inteiro tornou-se integral e redondo, agindo de acordo com as leis da conexão entre as forças direita e esquerda, positiva e negativa, quente e fria. Tudo está em equilíbrio; somente os seres humanos atuam de acordo com a força negativa.

Na humanidade, não há força positiva! Nós precisamos de uma força positiva que equilibre o nosso ego. O método para despertar a força positiva dentro de uma pessoa é o método da Cabalá descoberto por Abraão.

Ele fundou seu grupo com base na Cabalá, reunindo à sua volta aqueles babilônios que concordavam em se conectar e unir de acordo com o princípio de “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18).

É assim que Abraão criou um grupo que, no final, cresceu e se tornou o povo de Israel. O povo judeu não se baseia numa comunidade étnica como todos os outros povos, mas numa ideologia, numa ideia. Somos todos diferentes, mas conectados acima dessas diferenças, como está escrito: “… o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12).

Só graças a esse princípio temos existido há todos esses milhares de anos. Assim que nos separamos, começamos a ser mortos imediatamente. No Livro de Ester, está escrito que Hamã, quando ele era um ministro na Babilônia, disse ao rei: “Há certo povo disperso e separado entre os povos… decrete-se que os destruam…” (Ester 3: 8-9).

Então, Mardoqueu veio e uniu o povo, que os ajudou a serem salvos, e hoje novamente estamos enfrentando a mesma necessidade de se unir.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 25/10/15

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