Como Um Feixe De Juncos – Dispensáveis, Parte 1

Like a Bundle of ReedsComo um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Capítulo 6: Dispensáveis

Antissemitismo Contemporâneo

No Capítulo 1, nós dissemos que Abraão descobriu que o egoísmo inerente da natureza humana está uma tendência constante de expansão. O método que ele concebeu não se dirigia a refrear esse egoísmo porque ele sabia que isto era impossível, pois o homem foi criado para receber ilimitadamente. Sua questão, portanto, era como receber esse tesouro pretendido. Abraão descobriu um método onde, ao estudar e almejar se unir, as pessoas subiam a um novo nível de percepção. Assim, elas adquiriam a natureza do Criador – benevolência – e podiam receber esse prazer ilimitado sem se tornar demasiado indulgentes e perigosas para si mesmas ou para o ambiente.

O êxodo do Egito e a formação da nação de Israel marcaram o estágio de formação de cinco séculos. Durante esse tempo, Israel deixou de ser um grupo composto por famílias e estudantes para uma nação inteira cuja meta era alcançar o Criador.

Ao tentar subir ao nível espiritual mais elevado, os hebreus nunca recuaram de sua intenção original de oferecer suas percepções a toda a humanidade. Esta seria sua contribuição para as nações, a “luz” que supostamente deveriam dar-lhes. Através das gerações, esse presente da “luz” é o que as nações têm tentado receber dos judeus, e a carência que tem sido a causa de nossas aflições pelas nações.

No prólogo a este livro, Uma História dos Judeus, o romancista e historiador Cristão, Paul Johnson, eloquentemente descreve as questões que conduziram Abraão a suas descobertas, as mesmas questões que conduzem a humanidade até este dia. Johnson retrata sua reverência pela habilidade dos judeus de descobrir as respostas a essas perguntas, viver por suas consequentes leis e seus esforços de ensiná-las aos outros.

Nas suas palavras, “O livro me deu a chance de reconsiderar objetivamente, à luz de um estudo cobrindo praticamente 4000 anos, a mais intratável de todas as perguntas humanas: para que estamos nesta terra? É a história meramente uma série de eventos cuja soma é a insignificância? Não há diferença moral fundamental entre a história da raça humana e a história , digamos, das formigas? Ou há um plano providencial do qual nós somos, embora humildemente, os agentes? Nenhum povo alguma vez insistiu mais firmemente que os Judeus que a história tem um propósito e que a humanidade tem um destino. Numa fase muito inicial da sua existência coletiva eles acreditavam que haviam detectado um esquema divino para a raça humana, do qual sua própria sociedade seria um piloto. Eles representaram seu papel com imenso detalhe. Eles se seguraram a ele com persistência heroica em face do sofrimento selvagem. Muitos deles ainda acreditam nele. Outros o transmutaram para os esforços de Prometeu de elevar nossa condição por meios puramente humanos. A visão judaica se tornou o protótipo para muitos projetos grandiosos semelhantes para a humanidade, tanto divinos como fabricados pelo homem. Os judeus, desta forma, se encontram exatamente no centro da tentativa perene de dar à vida humana a dignidade de um propósito”. [i]

[i] Paul Johnson, (historiador cristão), A História dos Judeus (New York, Primeira Perennial Library, 1988), 2

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