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Muros E Fossos Ao Redor Do Mundo…

Laitman_115_05Nas Notícias (de KM.ru): “O mundo está cavando trincheiras, fragmentando-se em regiões, erigindo torres de vigia. O muro, projetado para deter a invasão da cavalaria blindada de Altai da Rússia, está sendo construído pela Ucrânia. Trincheiras estão sendo cavadas na fronteira com a Transnístria. O Turquemenistão está construindo um muro ao longo da fronteira com o Afeganistão para se proteger contra o Estado Islâmico e os talibãs.

“O Irã pensa em cercar-se do Afeganistão e do Paquistão, por razões semelhantes. A Arábia Saudita está construindo um muro gigante na fronteira com o Iraque e o Iêmen, fugindo da infiltração de terroristas. O Egito está cavando uma trincheira, separando-se da Faixa de Gaza. Israel tem tudo já construído.

“Tudo isso é semelhante aos sintomas do colapso do projeto de globalização. A degeneração das instituições internacionais modernas: ONU, UE, FMI, OMC, etc., também aponta para essa doença. A guerra de sanções contra a Rússia está sendo travada. Em breve vamos esquecer o que o termo “globalização” significou uma vez”.

Meu Comentário: Por que é assim? Porque o projeto de globalização foi concebido egoisticamente, para o lucro, e não para a alegria de todos. E até que esse objetivo se manifeste como o principal, vamos continuar a despencar.

Nós Temos Que Nos Apressar!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o antissemitismo está crescendo em todo o mundo?

Resposta: A fim de empurrá-lo e aproximá-lo da meta. Isso é aparentemente necessário para despertar Israel para a correção. O que podemos fazer se não despertamos de nenhuma outra forma?

De acordo com o plano geral, nós chegamos agora a um estado que temos que corrigir, a fim de subir ao próximo nível. Mas nós não estamos fazendo isso, e por isso é necessário nos estimular com pressões. É porque esta é a única maneira que o desejo de receber entende.

Se você acena uma cenoura na frente de uma pessoa tentando seduzi-la, ela correrá e seu desejo de receber vai crescer. Mas, depois, tendo um grande ego, ela não vai querer se corrigir se ela se recusou a fazê-lo quando tinha um pequeno desejo. Se a vida fosse linda e maravilhosa em todo o mundo, as pessoas não desejariam pensar em nada, exceto o conforto corporal.

Acontece que não há outra escolha senão sermos pressionados. Esta situação decorre da adaptação entre as Luzes e os vasos e não porque alguém Acima decidiu nos punir. Se somos influenciados pela falta de Luz, não corrigimos essa falta e não cuidamos dela corretamente, essa falta de Luz continua crescendo. Então, ela se acumula cada vez mais até que explode na forma de um massacre ou um holocausto.

Estas são as leis da natureza que só são cumpridas em formas como por meio dos nazistas e outros que venham a surgir em todo o mundo. Eles não determinam ou decidem nada por si mesmos. Tudo vem do Alto, como resultado da falta de adaptação entre as Luzes e os vasos.

Depois de um golpe como esse, a nação que já deveria ter avançado e disseminado a Sabedoria da Cabalá, o que significa o método de correção, atinge um período de paz. É porque esses determinados vasos sumiram agora, já que todos morreram, e portanto, há certo período limitado de paz. Mas a que custo! A pressão entre as Luzes e os vasos nos obriga a realizar a correção de alguma forma, e se não avançamos no caminho de Achishena (apressar o tempo), então é no caminho do “em seu tempo – Beito” (o caminho do sofrimento).

Não se iludam de que estamos numa situação melhor hoje do que estávamos antes. Antes nós tínhamos um lugar para correr e agora não vai haver nenhum lugar para correr e o mundo inteiro vai ser assim. O antissemitismo está crescendo em todo o mundo e é porque não estamos avançando e estamos ficando para trás em nossas correções.

Se nós vemos como o mal aumenta a cada dia, é sinal de que não estamos fazendo diariamente o nosso trabalho.

Pergunta: O que mais devemos fazer para que o antissemitismo desapareça?

Resposta: Nós temos que ir ao público ainda mais ativamente, explicar e reunir as pessoas em torno da ideia da garantia mútua, que é a condição para se chegar ao “ama teu próximo como a ti mesmo” pela Luz que Reforma.

Nesse meio tempo, no entanto, nós não conseguimos avançar na velocidade necessária de acordo com o cronograma. Esta é a razão da nossa dívida continuar a crescer a cada dia. Não importa o quanto você lucra, a sua dívida ao banco só cresce. O que devemos fazer se o nosso lucro não é suficiente e não temos tempo suficiente? Este é um grande problema. Nós temos que nos apressar!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Morador, A Divindade E O Grupo

laitman_942Pergunta: O que significa isso: “Eu habito no meio do meu povo” (II Reis 4:13), e como isso está conectado ao nosso trabalho com o público em geral?

Resposta: “Eu habito no meio do meu povo” significa que nós descobrimos o Criador na Divindade, em todos os desejos que são acumulados no nível falante e que querem se parecer com o Criador. A divindade é o coletivo, a comunidade, toda a humanidade que reúne em si mesma a natureza inanimada, vegetal e animal e se torna um suporte, uma substância para o desejo, no qual o Criador, a Luz Superior, é revelado.

Nós estamos agora trabalhando de acordo com o seguinte esboço: Acima – o Criador; no meio – o grupo; e abaixo – a comunidade. Nós saímos para o público em geral, absorvemos suas deficiências, as transformamos em nossas deficiências, e as elevamos ao Criador. A resposta nos chega do Criador, MAD 1 (A Luz), e agora nós temos algo a transmitir ao público, MAD 2 (no esboço).

The Dweller The Shechina And The Group

No entanto, após certo trabalho, nós chegamos a um estágio em que o grupo vai começar a trabalhar com o Criador que se encontra dentro do público. O vaso, a Divindade (Shechiná), este é o público; e a Luz, a parte interna do público, é o morador (Shochen), o Criador, que se encontra dentro da humanidade.

Primeiro de tudo, eu me corrijo em relação ao grupo, e depois eu devo imaginá-lo em sua forma aperfeiçoada, no mundo do Infinito, vendo-o como a Divindade. Se ele parece quebrado para mim, é apenas o grau da minha quebra. Portanto, eu tenho que aceitá-lo como fixo, e constantemente mudar-me para ver o grupo como mais e mais avançado, superior, espiritual, sagrado aos meus olhos, onde o Criador se revela cada vez mais. E quando eu estou na descida e o vejo egoisticamente, eu digo que sou eu quem está determinando isso e eles vão mudar para o meu bem; ou seja, eu não vou servi-los, mas sim eles vão me servir.

E quando nós cuidamos do público, e através dele (no centro do grupo) alcançamos o Criador, o público torna-se precioso para nós. O Criador é precioso para nós e o público é precioso. É assim que começamos a esclarecer as relações entre a Luz e o vaso. No vaso isso depende de que tipo de luz nós descobrimos nele e como sentimos que estamos dando satisfação ao Criador.

Nesta Luz nós descobrimos a identidade superior que vem a ser expressa através da natureza do mundo. O Criador não tem outra forma que não seja o que nós damos a Ele. Agora nós atribuímos a forma de zero a Ele, de modo que Ele não existe para nós. Na medida em que nós podemos dar-Lhe algum tipo de forma de doação dentro do vaso, Ele é revelado.

Por isso, é dito, “Eu habito no meio do meu povo”. Na próxima fase, o grupo vai ser como o nosso “ponto no coração”, e todo o trabalho será em descobrir a humanidade como o apoio correto para a descoberta completa da Luz Superior.

Esta fase virá por si mesma conforme o nosso desenvolvimento, mas a partir disso já é necessário entender o quão importante é a disseminação hoje. Nós não apenas fazemos algo bom para a comunidade; em vez disso, nós trabalhamos em nosso vaso espiritual para a descoberta do Criador.

Em nossos dias, nós precisamos de um grupo; um só indivíduo não é suficiente para isso. Houve um momento em que dois poderiam descobrir esta relação, trabalhando juntos. Cada um trabalhava fora de si mesmo dentro do contexto, e isso era o suficiente, como está escrito: “O mínimo de muitos é dois” (Yerushalmi Yoma 13a).

Mas agora até mesmo um grupo forte e avançado de um milhar de pessoas não pode descobrir o poder superior. O início da Divindade deve ser aqui, e assim a ênfase será cada vez mais na direção do público. E nós vamos descobrir muito rapidamente que o público não é apenas Israel, mas toda a humanidade.

O vaso vai começar a reagir. Toda a humanidade de repente começará a reagir em todo o mundo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/05/14

Livros De Cabalá E Educação Integral

laitman_248_02Até hoje, várias editoras têm publicado 288 dos nossos livros sobre Cabalá e Educação Integral em 30 idiomas: inglês, russo, hebraico, espanhol, alemão, português, francês, turco, croata, finlandês, italiano, letão, búlgaro, árabe, chinês, persa, checo, georgiano, húngaro, estoniano, coreano, lituano, macedônio, norueguês, polonês, romeno, esloveno, sueco, tailandês e ucraniano.

A lista completa dos títulos pode ser encontrada aqui.

Uma Pessoa Sem Alma

laitman_628_4Se uma pessoa desenvolve um desejo que é dirigido para a realização espiritual superior, então, dentro deste desejo corrigido, ela começa a sentir uma nova realidade. Ela começa a viver nesta realidade como se estivesse no mundo físico, embora essa realidade seja ainda mais real, já que as impressões espirituais não desaparecem, ficam chatas ou enfraquecem.

Uma pessoa aspira a avançar. Com isto em mente, ela começa a entender o que está acontecendo consigo neste mundo em todo momento e por que certos eventos ocorrem. Ela aprende a utilizar tudo corretamente, a fim de desenvolver a sua alma ainda mais.

No final, a pessoa se torna um verdadeiro morador do mundo futuro. Isso significa que a pessoa percebe uma realidade adicional ao mundo que ela existe hoje. Há uma realidade que nós percebemos através dos meios regulares pelos nossos cinco sentidos que recebemos ao nascer. No entanto, há ainda outra realidade que rege nosso mundo e o influencia.

Se pudéssemos alcançar este governo superior e soubéssemos como reagir corretamente em relação a ela, poderíamos gerir a nossa vida da melhor maneira possível. Se nós não temos nenhuma ideia sobre isso, então temos que sofrer.

Pergunta: Será que até que a pessoa desenvolva uma alma dentro dela, ela não tem alma?

Resposta: Claro! Ninguém possui uma alma. A pessoa nasce com um gene espiritual informativo (Reshimo). É como uma gota de sêmen que, no futuro, desenvolverá uma alma. Se a pessoa não o desenvolve, ela não tem alma.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 01/02/15

Como Um Feixe De Juncos — Correções Através Das Eras, Parte 6

Like a Bundle of ReedsComo um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Capítulo 3: Correção Através das Eras

A Evolução do Método de Correção

Permissão Para Se Envolver

Juntamente com a crescente predominância da Cabalá Luriânica, uma gradual emergência do sigilo começou, na medida em que mais e mais Cabalistas sentiram que o tempo tinha amadurecido para divulgar o método pelo qual o mundo alcançaria sua correção final.

No seu livro, Luz do Sol, o Cabalista Rabi Avraham Azulai escreveu, “A proibição do Alto de se abster do estudo aberto da sabedoria da verdade [Cabalá] foi durante um período limitado de tempo, até ao fim de 1490. Desta forma, é considerada a última geração, na qual a proibição foi levantada e a permissão foi dada para se envolver em O Livro do Zohar. E desde o ano 1540, tem sido uma grande Mitzvá (mandamento, boa ação, correção) para as massas estudar, velhos e novos. E uma vez que o Messias está destinado a vir como resultado, e por nenhuma outra razão, é inapropriado ser negligente”. [i]

Embora o ARI não permitisse a ninguém, senão Chaim Vital, estudar seus ensinamentos, o último escreveu profusamente sobre a importância de estudar a Cabalá. “Ai das pessoas que afrontam a Torá. Elas não se envolvem na sabedoria da Cabalá, que honra a Torá, pois elas prolongam o exílio e todas as aflições que estão prestes a vir ao mundo”, escreveu ele na sua introdução à Árvore da Vida. [ii]

Nos séculos que se seguiram, numerosos rabinos, Cabalistas e acadêmicos afirmaram que o estudo da Cabalá era vital para nossa redenção, até para a sobrevivência da nação. No meio do século XVIII, o Gaon de Vilna (GRA), escreveu explicitamente, “A redenção depende do estudo da Cabalá”. [iii]

No início do século XIX, os Cabalistas começaram a proclamar que até crianças deviam estudar a Cabalá, explicitamente revogando o estudo antes dos quarenta anos de idade. O Rabi de Kormano escreveu, “Tivesse meu povo me escutado nesta geração, em que a heresia prevalece, eles mergulhariam no estudo de O Livro do Zohar e os Tikunim [Correções], contemplando-os com crianças de nove anos de idade”. [iv]

No início de 1900, o Rav Isaac HaCohen Kook, que mais tarde se tornou o primeiro Rabino Chefe de Israel, pediu abertamente o estudo da Cabalá, bem como o regresso dos Judeus à terra de Israel. Em Orot (Luzes), ele escreveu, “Os segredos da Torá trazem a redenção; eles trazem Israel de volta a sua terra”. [v]

Em numerosas ocasiões, o Rav Kook escreveu descaradamente que cada Judeu tem que estudar a Cabalá, embora ele raramente usasse o termo explicito e frequentemente se referisse a ela pelos seus conhecidos epítetos, “a sabedoria da verdade”, “a sabedoria do oculto”, “a interioridade da Torá”, ou “os segredos da Torá”. Nas suas palavras, “Perante nós está a obrigação de expandir e estabelecer o envolvimento no lado interno da Torá, em todos os seus assuntos espirituais, que, no seu sentido mais amplo, incluem a ampla sabedoria de Israel, cujo ápice é verdadeiramente o conhecido de Deus, de acordo com a profundidade dos segredos da Torá. Nestes dias, ela requer elucidação, escrutínio e explicação, a fim de torná-la mais clara que nunca e mais expansiva entre toda a nossa nação”. [vi]

[i] Abraham Ben Mordechai Azulai, Introdução ao livro, Ohr HaChama (Luz do Sol), 81

[ii] Rav Chaim Vital, Os Escritos do Ari, Árvore da Vida, Parte Um, “Introdução de Rav Chaim Vital” 11-12

[iii] O Gaon de Vilna (GRA), Even Shlemah (O Peso Perfeito e Justo), Capítulo 11, Item 3

[iv] Rav Yitzhak Yehuda Yehiel of Komarno, Notzer Hesed [Manter Misericórdia], Capítulo 4, Ensinamento 20

[v] Rav Yitzhak HaCohen Kook (o Raiah), Orot [Luzes], 95.

[vi] Rav Yitzhak HaCohen Kook (o Raiah), Otzrot HaRaiah [Tesouros do Raiah], 2, 317